Kiss Of Blood
11 Capítulo 11 - Favor
–Willian, eu preciso falar com você – disse Emily no corredor da escola.
–Pode falar... – respondeu.
–Vamos lá pra fora – eles caminharam até a saída.
–E... Sobre o que se trata? – perguntou Willian depois de um breve silêncio.
Emily não respondeu até eles chegarem ao jardim de entrada.
–É o seguinte: a minha melhor amiga, Sophia foi atacada. Por, bem, você sabe – Willian assentiu com a cabeça. – E agora ela está à beira da loucura. E pelo que eu entendi, ela pode piorar até... Não sei. Mas eu preciso ajuda! Será que... Bem... Você poderia ajudá-la? – A voz dela era hesitante, como se tivesse medo da resposta.
Willian pensou por um longo tempo e Emily ficava cada minuto mais ansiosa.
–Por favor, responda!
–Calma! Eu preciso pensar... Bem, eu até posso... Mas há um pequeno preço.
– Um preço? Poxa, isso é sério. Minha amiga pode morrer! Você não tem piedade?
– Piedade? – ele riu. – Nenhuma. Eu só aceito curá-la se você pagar por um preço.
– Que preço?
– Um grande preço para falar a verdade.
– Pelo amor de Deus! Fale logo! Qual? – ela estava ficando nervosa.
– Você. Eu quero e sempre quis você, Emily. Seja minha para sempre e eu lhe darei a ajuda que precisa... Então, aceita?
– Ah meu Deus! – Emily ficou desesperada. Estava dividida. Não era uma resposta fácil de se dizer. – Eu preciso pensar ok? Dê-me alguns minutos... Não. Horas... Ou melhor: dias!
–Tudo bem. Eu terei paciência. Porém cada minuto que se passa, sua amiga piora. Só Lembre-se disso. – Ele deu a sua piscada sensual e deixou-a desaparecendo em meio à multidão de alunos.
Eu ganhei. Ela será minha. Finalmente! Ela não aguentará ver a amiga morrendo aos poucos, sofrendo, ficando cada vez mais distante de si... Virando louca. Eu já presenciei isso antes. Eu próprio já fiz pessoas ficarem assim. Há! Isso está cada vez mais divertido. No final, sei que a ganharei. Eu sempre ganho!
– Como pode ter tanta certeza disso? – perguntou Lyla que está em sua cama lendo os pensamentos dele.
– Como posso não ter? – Willian responde dês de sua cama. Com o tempo, já estava acostumando-se à atitude da amiga.
Ela se calou. Depois disse:
– Will, essa garota está certa de que você não é para ela. Ela gosta de você, mas ela não quer gostar. Ela quer odiá-lo, mas não consegue. E pelo que eu acho, ela vai negar até o último minuto.
– Eu vou fazê-la aceitar isso. Quer fazer uma aposta, Lyla?
– Você sabe que eu não recuso apostas. Você está falando com a maior apostadora de todos os tempos, querido. E o que você apostaria?
– Se você ganhar mato a menina com minhas próprias mãos e te presenteio o sangue dela. Se eu ganhar, você vai me deixar te matar. Combinado?
Willian apostou com a maior indiferença do mundo. Lyla soltou uma alta gargalhada.
– Nunca vi aposta mais idiota. Mas não é tão ruim. Você pode tentar me matar, mas não conseguirá. Aceito!
Willian não estava falando sério quando apostou, mas quem sabe, talvez se realizaria?
Willian olhou no seu relógio de pulso. Era exatamente meia noite. Ele saiu de seu quarto, mas não sem antes dar um beijo de “boa-noite” na testa de Lyla. Que sorriu, ainda sonhando. Pegou as chaves do carro dela e ligou-o. Após alguns minutos, ele chegou no “Old Town Medical Center” – Centro Médico de Old Town. Ao passar pela recepção, uma enfermeira – muito atraente na opinião dele – chamou-o.
– Senhorio, aonde vai essa hora da noite? O hospital está fechado para visitas...
– Mas tenho certeza de que a senhorita pode abrir uma exceção hoje. Não é?
Willian estava usando o controle mental. E é claro, tendo o tom mais sedutor na voz, possível. Parece ter dado certo, pois a enfermeira balançou a cabeça em concordância. Willian também pediu para ela verificar em qual quarto a menina que procurava estava instalada. Seu nome era “Sophia” e tinha um sobrenome estranho, com certeza de origem estrangeira. Ele foi ao quarto em que ela estava.
Ao chegar, se deparou com uma menina de cabelos negros e um aspecto parecido com a Emily. Ela era de beleza razoavel. Nada comparada a Emily, em sua opinião. Willian sentou em uma poltrona para visitas. Ele esticou a mão e tocou a nuca dela.
Willian se viu na situação dela. As imagens passaram em sua mente como se ele próprio estivesse lá na hora do incidente. Sentiu tudo que ela sentiu, pensou tudo que ela pensou. Depois de ver as cenas do momento em que ela foi atacada, para entender melhor, foi a outro lugar na mente dela. O presente. Willian mal conseguia entender o que via. Estava tudo muito bagunçado. Uma mente confusa. As imagens passavam rápidas demais para que pudessem ser entendidas.
A mente dela está perturbada. Ela nunca presenciou nada assim antes. Está em choque. A emoção é tão forte que ela não pode suportar. Agora vou deixá-la descansar. Eu poderia neste momento curá-la fazendo esquecer, mas não quero. E eu perderia minha chance de ter Emily.
No momento em que ele levantou-se, Sophia abriu os olhos arregalados. Estava pálida, suava fria e muito assustada.
– Vampiro. Vampiro! Vampiro! – gritava repetindo essa palavra.
– Sim, eu sou um vampiro – ele sorriu de orelha a orelha. Essa era sua chance de fazer Sophia piorar de estado traumatizá-la ainda mais, ele poderia fazer isso agora mesmo.
Não há necessidade. Isso vai acontecer de uma forma ou de outra. Não preciso trapacear dessa vez...
Sophia não parava de gritar. Ela começou a agitar o corpo de um lado ao outro na maca contorcendo-se. Willian resolveu acabar com aquilo e deu-lhe um forte soco na mandíbula. Ela desmaiou instantaneamente. Willian obteve o resultado que queria: ela calada.
Em poucos minutos ela voltou a abrir os olhos, mas não estava acordada. Parecia em transe. Seus olhos se reviravam exibindo a esclera, e as minúsculas e finas veias rosa. Ela escancarou a boca e saiu uma espuma branca. O corpo entrou em colapso.
Acho melhor eu chamar uma enfermeira.
Quando a enfermeira chegou ao quarto encontrou a menina em crise e uma janela aberta. Willian não estava mais lá.
Notas finais
Desculpem a demora, é que tive uns problemas e não pude postar na sexta. Tentarei postar o próximo na sexta, contanto que eu consiga o numero de reviews esperado! Abçs!
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