Kimi Ni Hi Wo Tsuketai Nosa
3 Segredos e Descobertas
Notas iniciais
A semana passava rápido, sexta-feira novamente, e nenhum progresso. Bom, isso dependia do ponto de vista, e para a maioria, tudo estava ótimo.
Com a chegada de Riza ao quartel, a equipe do Mustang estava trabalhando que é uma beleza, e olha que eles nem estavam reclamando. Ela também já havia conquistado a confiança e a simpatia de todos, e principalmente do Coronel, mas o "ponto de vista" dele era o menos privilegiado, já que nenhuma de suas investidas funcionava, ou melhor, ela parecia não entender, ou fingia, e agia de forma completamente profissional.
Sexta-feira, em vez de ser um dia de felicidade para Roy, como sempre fora, agora era um dia de angústia, por que passaria dois dia sem ver sua preciosa tenente.
— Olá, Riza — Ele a seguia, pelo corredor, simpático.
— Olá, coronel.
— Eu não gosto de você me chamando de coronel, parece tão frio.
— Estamos no trabalho. E o senhor também não devia me chamar de pelo nome.
— Mas eu gosto do seu nome. Ah, tive uma idéia, por que não saímos? Aí posso te chamar de Riza, e você pode me chamar do que quiser . – Jogou um de seus sorrisos matadores.
—Desculpe senhor, mas não posso.
— Por que, não?!
— Tenho... Coisas, para fazer. — Assim, ela saiu, deixando um coronel com cara de retardado pra trás.
...
— Coisas! Que tipo de coisas!?
— Relaxa, cara, pode ser qualquer coisa. – Disse um Maes calmo demais.
— Exatamente! Qualquer uma, e não é a primeira vez que ela me joga uma dessas indiretas.
— E daí?
— E daí, que ela está escondendo alguma coisa. Aí tem...
— Você é paranóico, isso sim.
— Você não está ajudando, sabia!? Será que dá para ficar do meu lado e ser um amigo por 1 minuto!?
— Claro, claro. Então se eu fosse um amigo desmiolado, que fica do seu lado, sem enxergar as coisas como elas são, do jeito que você quer, o que eu diria? ... Ah, claro, já sei, fala de novo.
— Ela está escondendo alguma coisa. Aí tem...
— Você acha que ela está saindo com outro?
— Será!? Não pode ser, não pode ser!
— O que você vai fazer?
— O que nós vamos fazer você quis dizer. — Uma expressão assustadora surgia em seu rosto.
— Viu, por isso tenho que ser o inteligente. Ai, ai, isso não vai prestar.
...
— Falcão Negro, para Castor Feliz... Castor Feliz!? Mas que droga de nome é esse, Maes? E por que estamos falando assim, se você está do meu lado?! — Uma veia saltava em sua testa.
— Ei, eu concordei em ajudar você com essa idiotice de seguir a tenente, então vamos pelo menos fazer direito. Você é o Falcão Negro, não, você vai ser o Falcão Foguento, e eu vou ser o Castor Feliz, a minha Elisia adora esse desenho — Falava com m olhar sonhador — Quer ver umas fotos dela?! Olha essas, é ela brincando com a boneca nova, não é um amor?
— Se você não tirar essas fotos da minha cara, queimo todas.
— Tá, seu esquentadinho. Você está é com inveja porque não tem uma filinha tão linda quanto a minha.
— Morrendo — girou os olhos. — Ah, olha, ela está saindo do prédio!
Riza estava saindo com uma cara toda alegrinha, o que era muito suspeito, na opinião, de Roy. Depois, de andar um pouco mais, seguida por Roy e Maes, encontrou outra mulher, se cumprimentaram, e continuaram andando. Agora as duas estavam com a cara alegrinha. Suspeito.
— Falcão Foguento, aquela não é a sua noiva?
— A própria! Aquela ruivice toda só pode ser ela.
— Achei que ela fosse encontrar um homem, e não a prima.
— Mas o que essas duas estão aprontando?
— Ai, caramba! — Gritou Maes de repente.
— Que foi!? Algum marmanjo? — Perguntou Roy, alarmado.
— Não, uma coisa bem mais importante que isso. Olha ali. — Apontou para uma loja infantil, com uma placa bem grande na vitrine, escrito: DVD Castor Feliz, 50% de desconto. — Eu vou lá, minha Elisia vai amar!
— Não, seu idiota, elas vão te ver!
— Vão nada, é rapidinho. — E foi todo feliz, mas quando ia entrar na loja...
— Maes? — Rebeca se aproximou.
— Ahaha, oi Rebeca, ah olá, tenente. — Riza acenou com a mão — Que coincidência encontrar vocês aqui, eu nunca podia imaginar.
— Coincidência até demais. — Disse a ruiva desconfiada.
— Por que você acha isso? É muito normal encontrar pessoas na rua, não acha tenente?
— Errr,claro. Pode me chamar de Riza.
— Sim, mas o Roy disse que vocês dois iam sair para pescar, e aqui não tem peixe e nem Roy.
— Pois, é, né. Nós íamos pescar, mas a Elisia disse que queria assistir Castor Feliz, e eu não tive como negar, sabe como é, né.
— Ah, Elisia, como ela está? — Foi aí que Maes desatou a falar da filinha-lindinha-tchutchuquinha-do-papi.
— "Não acredito que ela caiu nessa, ele deve estar se rabichando com outra, por aí" — Pensou uma Riza nada satisfeita.
— "O que ela tem na cabeça para perguntar da Elisia?! Ninguém gosta de ouvir um monólogo sobre um criança de 5 anos por 50 minutos!" — Roy pensava escondido atrás de uma árvore próxima.
Depois da longa, lê-se enorme e interminável, conversa, Maes ainda entrou na loja para comprar o DVD, então eles as perderam de vista.
— Nem tudo está perdido, você pode perguntar para a Rebeca o que elas fizeram, quando chegar em casa.
— Tem razão. Não é difícil arrancar informações daquela cabecinha oca. Valeu pela ajuda, cara.
— Pode contar comigo, adorei fazer isso. Até, Falcão Foguento!
...
Roy chegou em casa e teve que inventar a história de que eles haviam desistido de pescar e foram jogar futebol. Ele não foi falando logo de cara o que queria, para não levantar suspeitas, mas como ela não parecia que ia tocar no assunto, resolveu falar.
— O Maes disse que encontrou você e a Riza na rua.
— Sim, ele já te contou da Elisia?
— Já. Infelizmente — Acrescentou baixo. — O que vocês estavam fazendo?
— A Riza foi... — Foi interrompida pelo telefone. — Só um minuto. Alô? É ela — Disse só para Roy ouvir.
—"Será que ligou para falar de hoje? É melhor prestar atenção"
— Que bom que você me chamou para ir! ... Ele gostou de você logo de cara... É lindo, também... ahan, é verdade... Ele está aí com você?... Que fofo, depois eu vou visitar vocês... É, você precisava mesmo de uma companhia, deve ser tão chato ficar sozinha... Ah, entendi, OK, Tchauzinho.
— "Não. acredito. nisso." — Pensou irritado.
— Bebê, você está bem? Parece pálido.
— Não é nada, eu só... Não estou me sentindo muito bem. Vou dar uma volta.
— Mas já são quase dez horas.
— Eu sei, mas preciso mesmo respirar um pouco.
— Tudo bem... — Concordou preocupada — Vamos visitar a Riza amanhã, que tal?
— Claro, claro.
Ele saiu, precisava mesmo relaxar. Bom, o que vai acontecer agora? E quem é o suposto 'acompanhante’ de Riza?
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