Kimi Ni Hi Wo Tsuketai Nosa
4 Uma amiga, um cachorro e um jogo
Notas iniciais
A desagradável informação que tinha conseguido estava deixando a cabeça de Roy uma confusão. Ele não sabia por que tinha ficado tão chateado e para piorar, sentia uma coisa inédita para ele, ciúmes. Então foi resolver o problema como qualquer homem decente faria, enchendo a cara.
Entrou no primeiro bar que achou, e depois de uns 4 uísques, já estava mais pra lá que pra cá.
— Posso me sentar com você? — Uma mulher bonita falou com Roy.
— Claro...
— Hum, você não parece muito bem, acho que já bebeu demais. Se quiser, eu cuido de você.
...
— “Ai minha cabeça! Eu não devia ter bebido tanto... não, devia sim, mas minha cabeça ainda dói" — Ele lentamente abriu os olhos — Onde eu estou?
Estava em quarto amplo, deitado em uma cama que não era sua, e com lençóis rosa.
— Ah, bom dia, dorminhoco. Está melhor? — Uma mulher muito bonita apareceu na porta. Ela não parecia ter mais de 26 anos, e estava com uma camisola ... e pantufas de elefante, Roy se segurou para não rir. Mas até que era fofo.
— Na verdade, não. "Quem é essa?! Droga, odeio quando durmo com alguém e no dia seguinte não lembro. O pior é que eu não queria isso." Olha, eu tenho que ir, minha noiva deve estar preocupada — Não se preocupou em se iria ou não ferir os sentimentos dela.
— É a Riza?
— Você a conhece? — Perguntou surpreso.
— Não, mas você falava muito nela enquanto dormia. E... Você não lembra de mim, né?
— Não, desculpe. — Não estava se importando em ser sincero
— Tudo bem, você apagou lá no bar. Foi até engraçado, mas eu não podia te deixar lá, então eu te trouxe. Não se importa né?
— No bar? Eu... — Ele começou a se lembrar o que tinha acontecido.
— Posso me sentar com você? — Uma mulher bonita falou com Roy.
— Claro...
— Hum, você não parece muito bem, acho que já bebeu demais. Se quiser, eu cuido de você.
— Desculpe, mas acho que eu não posso ser a companhia que você precisa hoje. — Mesmo assim ele jogou 'O sorriso'. Qual é, ele é o Roy Mustang!
— Ai, que droga — Ela se sentou com ele — Eu não sirvo para fazer essas coisas.
— O que? Como assim?
— Hoje eu decidi ser uma mulher sedutora, mas não sei fazer isso direito...
— Não, você é muito... Atraente. Mas eu estou com dor de cotovelo, mas fique aqui, com certeza não se deve desperdiçar a companhia de uma linda mulher.
Eles conversaram muitas coisas, mas não falaram sobre seus problemas, foi bem divertido. Roy nunca havia tido uma amiga mulher, sem segundas intenções. Mas o lance com Riza não saia de sua cabeça, então ele bebeu até apagar.
— Ah, eu me lembro. Obrigada por me fazer companhia. — Sentiu um alívio por saber que não havia acontecido nada entre eles.
— Obrigada você! De tanto te ver beber fiquei enjoada, e me mantive sóbria. Isso é bom.
— Ok — Ele soltou uma risada leve — Mas eu não me lembro do seu nome.
— Alice Kuper, eu não tinha dito, nem você.
— Roy Mustang. Olha, obrigada, mesmo, mas eu tenho que ir. — Levantou-se e logo achou sua camisa em cima de uma poltrona.
— Mas se essa Riza não é a sua noiva — Perguntou enquanto ele se vestia -, quem é ela? E quem é a sua noiva?
— É uma longa história. Você tem uma caneta e um papel?
— Só um minuto — Abriu a mesinha ao lado da cama e tirou um bloquinho e uma caneta, lá Roy anotou o seu telefone.
— Me liga, nós podemos conversar de novo. — Ela o levou até a porta e se despediram. — "Agora, direto para a forca..."
...
Entrou de fininho em casa, e quando olhou o relógio, viu que eram quase uma da tarde, andou de fininho até o banheiro, tirou a roupa para Rebeca não sentir o perfume de Alice, e agradeceu a tudo quanto é santo por ela dormir demais.
Depois do banho, vestiu um roupão, mas quando abriu a porta deu de cara com a noiva.
—Bom dia, ou será, boa tarde. — Falou o homem fingindo bom humor.
— Você só chegou agora? — Disse sonolenta.
— Não, mas bebi um pouco demais e cheguei tarde, então não quis te acordar e dormi no sofá.
— Awn, você é tão fofo. Pronto pra ir ver a Rizie?
— Rizie?
— É o apelido que eu dei pra ela, não é fofo?
— Fico impressionado com as suas idéias — Como sempre ela não notou a ironia.
Mesmo não querendo ver como tinha perdido Riza, precisava ir, saber que era verdade, ou se não estava só tento um pesadelo o tempo todo.
...
— Olá! — Foi assim que uma Riza sorridente abriu a porta, muita feliz, por sinal.
— Onde ele está, onde,onde?! — Perguntou Rebeca, animada.
— Lá dentro — Antes de terminar a frase, Rebeca foi entrando — Entre — Adicionou a Roy. Ele entrou sem dizer nada.
— Roy, vem aqui ver! — A voz dela vinha da cozinha. Ele andou até lá sem nenhuma animação, mas quando chegou só o que viu foi sua noiva agachada.
— O que você está fazendo? — Deu a volta, até ver o que ela tanto queria que ele visse, o que elas foram fazer no dia anterior... Um cachorro — Isso?!
— Ei! Não é 'isso', é meu cachorro. — A loira falou pegando o cãozinho no colo.
— Você já deu um nome para ele? — Rebeca acariciava o focinho do mesmo.
— Black Hayate. — Respondeu prontamente.
— Credo, não tinha um nomezinho melhor, não?
— Eu gosto.
— É melhor do que Rizie. — Roy estava completamente feliz! Esse tempo todo sofrendo (1 dia e meio, grande coisa) e era um cachorro. Realmente ele devia ouvir mais seu amigo, e não ficar de paranóia. — Eu amei esse cachorro!
Riza instintivamente levou o cachorro para mais longe dele.
— Vem, Black, vem brincar! — Ele pulou do colo de Riza e foi correndo atrás de Rebeca até a sala. Quando não podiam mais ser vistos, Roy deu abraço em Riza.
— O-o que... Você está fazendo?
— Você não sabe como eu estou feliz — Ele sussurrou no pescoço dela, então ela se afastou, não podia fraquejar.
— Do que está falando?
— Eu achei... Que você estava namorando outro cara. Fiquei muito triste, de achar que tinha te perdido.
— Em primeiro lugar, se eu estivesse namorando com alguém, isso não seria da sua conta, e em segundo lugar, você não me perderia, sendo que eu não sou sua. — Isso foi como um faca no peito de Roy, mas ele não ia se dar por vencido.
— Tudo bem, se você quer continuar se fazendo de durona, por mim tudo bem . Vamos fazer o seu jogo — Ele se aproximou e falou com a boca bem próxima a dela — Mas quando você quiser parar de joguinhos e falar sério, é só dizer — Ele roubou um selinho e foi para a sala também.
— Abusado! O que ele quer dizer com isso?
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