Killers Lovers

15 Yo no hablo español


Notas iniciais
Voltei!!! Nova história Delena falando sobre quando Elena vai acordar. São só 10 capítulos Delena. Me perdoem pelos erros em espanhol sou HORRÍVEL! Falo tanto o espanhol quanto o título do capítulo.

1 de Novembro

Tijuana — México

Elena observava distraída a janela, observando o deserto e seu vazio completo e inteiro no meio de toda aquela imensidão sem nenhum sinal de vida da mesma forma que deixará inúmeros esconderijos, casas e armazéns que antes cheia de homens acabará um rio de sangue com apenas o barulho de sua respiração observando a destruição e caos que ela mesmo havia causado. Lembrava-se muito bem de quando matara os presentes em uma festa, não havia sido bonito, havia sido bem antes do FBI tê-la capturado:

Elena havia visto um homem na saída de um apartamento no Texas passando a mãos em algumas mulheres sem ao menos ter permissão para isso, as tratando com desrespeito e as deixando com o sentimento de humilhação que Elena sabia muito bem como era.

Ela o seguirá até um pequeno barzinho com o ar de esquecido e abandonado. Em dias comuns ela teria matado apenas o homem grotesco, mas num dia como aquele onde o FBI quase a havia encontrado? Ah não! Aquele dia deveria ser especial, aquele dia Elena queria presenciar o FBI com um caso grande e notícias na televisão, daria o trabalho que alguns agentes esperavam o ano inteiro para isso, deixaria a prova de que estivera ali e não gostará nada dos tiros trocados naquela manhã.

A morena sentou em um dos banquinhos do bar e ouviu o barman falando no telefone, ele parecia preocupado e um pouco aflito, tinha o aspecto cansado e um rosto que o dava com um ar de 40 anos, mas seu físico gordo o fazia ganhar mais 10 anos de vida. Pelo que Elena entenderá ele falava com a esposa, alguma coisa sobre um bebê que não tinha o leite do dia e passará o dia inteiro chorando, já sabia que seria incapaz de matar aquele pobre homem e sabia que se parasse um pouco e presta-se atenção sua compaixão e humanidade a fariam ouvir coisas que a faria fraquejar em sua missão.

Olhou em volta se deparando com um grupo de homens a olhando e fazendo sinais sugestivos, dando gargalhadas altas e o homem que a fizera ir até aquele bar fingindo se masturbar, sua compaixão terminará por completo.

Elena sacara sua arma e depois de alguns segundos nenhum sujeito sofrerá naquele bar a não ser o barman que ela decidirá poupar conseguia ouvir sua respiração ofegante e forte como de um elefante, ela atravessou o balcão e o viu segurando uma cruz, um terço pra ser exato.

—Por favor senhora, tenha misericórdia-ele chorava ela podia ver as lágrimas de medo escorrendo pelo seu rosto-Eu tenho uma família, uma esposa, três filhos e minha sobrinha, por favor, por favor-ele tremia e falava com dificuldade e a resposta de Elena foi apenas aguardar a arma e pegar um punhado de dinheiro que guardava no bolso se agachando e deixando sobre o chão e depois dando as costas para o homem deixando o bar deserto, ouvindo apenas a respiração daquele homem e vazio ensanguentado. Não deixaria uma criança passar fome.

Ela lembrava muito bem de todas as vezes que deixava um lugar deserto, assim como ajuda uma criança, naquela noite ela desejará conhecer aquele bebê e se viu tocando sua barriga e se confortou ao sentir sua pequena bondade se remexer dentro dela, protegeria e não deixaria nenhum mal chegar perto dela.

Damon a observou durante toda a viagem com o sol batendo contra seus cabelos castanhos a deixando com um tom avermelhado, linda, queria toca-la, possui-la, tê-la, queria tê-la como nunca quisera na vida. Pensava que estava ficando louco, tinha certeza que enlouqueceria, depois da descoberta dela ser uma serial killer e agora de estar carregando seu filho, Elena nunca ficará tão maravilhosa, perderia a cabeça se não pudesse roubar pelo menos um beijo seu.

—Da pra parar de olhar pra mim?-Elena falou sem tirar os olhos da janela.

Damon abriu a boca e fechou algumas vezes, nervoso. Ela em algum momento havia olhado para ele?

—Com-como? Eu não-eu não estava olhando pra você-conseguiu terminar a frase com a voz mais convicta e Elena não conseguiu conter um riso abafado, olhando para Damon com um sorriso de "tem certeza?". Ele sorriu de volta soltando uma risada fraca também.

—Então, quantos você matou?-perguntou ele querendo descontrair e também porque precisava de algum vínculo, precisava conhecer a nova Elena, quer dizer, a Elena que nunca conhecerá.

—É melhor você dizer primeiro-respondeu ela, voltando a olhar a janela.

Damon franziu as sobrancelhas, mas nada disse, olhou para ela e depois para frente. Coçou a cabeça um pouco tentando lembrar quantos tinha matado naquele dia no armazém e nos dias seguintes.

—234-falou sem esconder seu sorriso de orgulho-As vezes eram dois ou...

—1.545-Elena disse rápida o cortando e colocando os olhos no rádio, mudando a estação como se não tivesse dito a coisa mas horrenda e surpreendente que Damon já ouvirá.

—Eu não vou nem comentar-Elena riu com o comentário do esposo-Qual seu preferido? Armas pequenas? Antigas? Grandes? Metralhadoras?

—Gosto da Snifer calibre 58, acho ela perfeita-falou finalmente escolhendo uma emissora que tocava Oasis-Eu sou judia.

Damon freio subitamente e olhou para Elena chocado, que olhou para ele com naturalidade e deu de ombros.

—Você tem religião?-olhou para ela atordoado ainda com o carro parado e Elena olhou para o relógio vendo que já estava na hora de informar a Martin da situação.

"Chegando em Tijuana"

Escreveu e depois completou falando que a informação de que a gangue de Malachai estar na Cidade do México estava errada. Olhou para Damon rapidamente soltando um suspiro e então disse:

—Na ciência é que eu não vou acreditar não é?-falou ela irônica e Damon fez muxoxo-Eu acredito em Deus, meus pais me criaram para acreditar neles e, eu realmente acho que ele existe e tenho certeza de que vou passar o resto da eternidade queimando no inferno-falou parando pensativa.

Damon olhou para ela impressionado com sua palavras, principalmente depois de saber de todas as 1.545 mortes que causará ao longo da vida, pelo que ele perceberá ela era um assassina impiedosa e incapaz de parar.

—Eu acredito em redenção, então eu acho que você poderia ser perdoada-falou com a voz calma na tentativa de reconforta-la-Porque não para? Talvez se você parasse e se arrependesse você...

—Não. Eu não vou parar, nem quero parar, eu mereço uma eternidade no inferno, eu mereço o que vou receber, eu quero isso, quero pagar por cada morte, por cada dor que causei-falou ela seria olhando diretamente para a estrada, ela tinha a expressão fria, mas Damon conseguia ver em seus olhos o medo que ela guardava para si.

Ele observou ela por mais uns segundos, naquela expressão vulnerável, naquela expressão frágil, estava finalmente começando a entendê-la. Era um progresso. Damon desviou o olhar dela rapidamente antes que ela reclamasse como da última vez e passou a voltar para as perguntas:

—Então, quem são suas vítimas? Costumavam ser suas vítimas no caso-se corrigiu lembrando de que Elena trabalhava para a CIA agora.

—Bem, eu costumava matar homens com as mesmas características do meu estuprador e homens que eu via ter atitudes más-ela falou isso com tanta frieza e sem alteração em sua voz que Damon chegou a se perguntar se ela tinha adquirido algum trauma após o estupro.

—Então você era meio que uma justiceira? Uma Robin Hood da vida?-falou dando um sorriso brincalhão e a cutucando fazendo cócegas a Elena que emitiu um sorriso para ele e se esquivar de seus dedos. O sorriso foi morrendo quando ela colocou seu cabelo para trás e olhou para a janela.

—Não, eu não era uma justiceira. Morte nunca é uma coisa boa, em hipótese nenhuma.

—Como você pode falar isso sendo uma serial killer?-falou indignado a olhando em choque.

—Eu gosto do que eu faço, nunca disse que concordo-falou seria olhando para ele.

Damon riu e dobrou o voltante vendo finalmente a cidade se aproximar, enfim em Tijuana. Ficou um pouco triste quando viu a placa de "bem-vindo" já que isso significava que não ficaria, mais tempo sozinho com Elena.

—Você realmente é uma mulher intrigante Elena Gilbert-Elena olhou para ele surpresa com o uso de seu nome de solteira, não gostará nada de como isso soará, principalmente na voz dele. Ela gostava de sentir que era dele, assim como ele era dela.

Damon percebeu a frustração em seu olhar e no canto do olho conseguia ver o modo como mordia o lábio com força, era essa a exata sensação que queria causar nela, mas não a olhou, não daria esse gostinho a ela.

Pela janela já conseguiam ver a cidade, os adolescentes caminhando descontraídos, pessoas carregando frutas em mercadinhos e feiras, pessoas caminhando na rua, bares e nada nunca com muito glamour, havia muita mísera ali, um toque parecido com o Texas de uma filme de cowboys, Damon não gostava desse tipo de coisa, nem mesmo do México.

Ele não estava feliz por está ali, mas faria de tudo para ter Elena e o bebê só para ele, para poderem ser uma família, deixaria sua dia assassina por ela. E além disso, tinha que conquistar Elena de volta, e que maneira era mais fácil do que numa missão assassina com ela onde poderia conhecer esse lado dela, a verdadeira ela.

—Odeio esse lugar-Damon murmurou saindo do carro e batendo a porta com força e fez menção em abrir a porta para Elena, mas a mesma já havia saído do carro-Quer comer alguma coisa?-ele perguntou verificando as mensagens no celular e dando uma checada nas horas.

Elena o encarou um pouco desentendida e por um momento jurou que ele estava apenas brincando.

—Comer? Você só pode estar louco-falou ela entrando no hotel e Damon a olhou franzindo as sobrancelhas, mas seguiu a mesma.

—Qual o problema em comer?-perguntou ele entrando no hotel e indo em direção ao balcão da recepção chique do hotel em que fizeram reserva, nunca ficavam em nada menos do que extravagante.

Damon havia colocado em nome de John e Jane Smith o nome dos personagens do filme "Sr & Sra Smith" já que Damon havia chegado à conclusão de que não podia ficar olhando Elena dormir o voo inteiro. Ele particularmente adaptará o filme e como se assimilava ao que ele e sua morena estavam passando, só desejava ter um final tão bom quanto o que que eles tiveram.

Elena não entendera a referencia, mas Damon alegará que nomes aleatórios eram os melhores a se colocar quando se fazia reservas ou coisas do tipo, mas isso já era algo que ela sabia muito bem.

—Buenas tardes. Yo soy Jane Smith. Hablas inglés?-perguntou Elena sem aparentar muita afinidade com a língua espanhola e Damon a olhou um pouco confuso.

—Hola senõra-a recepcionista sorriu-Fizeram reserva?-perguntou em inglês e Elena assentiu-Jane Smith y?

—John-respondi sem segurar o sorriso que insistia em se formar.

—Certo se vocês puderem preencher esse formulário aqui eu agradeço-a recepcionista disse entrando a Damon e Elena papéis a serem preenchidos e os dois fizeram-Cierto, quarto 723 na cobertura. Desejam pedir alguma coisa para comer?

—Si. Una aragosta y vino bianco, tu tenes alguna vindima 70?-falou Damon em espanhol e Elena o encarou tentando acompanhar alguma de suas palavras.

—Deseo más alguna cosa?-perguntou a mulher igualmente em espanhol.

—Jane?-Damon a olhou feliz por chamá-la dessa maneira sorrindo torto e Elena franziu as sobrancelhas extremamente confusa.

—Que?-ela olhou para ele sem conseguir entender uma palavra do que Damon disse. Coçou a garganta tentando voltar a postura segura e autossuficiente de sempre e tentando permanecer na postura firme-Quer dizer...o que é que você estava dizendo? Me distrai-falou fingindo que mexia no celular.

—A senhora está perguntando se você quer alguma coisa além de lagosta e vinho?-Damon sorriu achando graça da situação se surpreendendo com a falta de compreensão que Elena tinha com a língua. Ela não gostou do sorriso divertido no rosto dele, parecia que estava rindo dela.

—Un elado-sorriu forçado para Damon se sentindo feliz por saber o que é sorvete em espanhol, mas na verdade ele rira e depois tentara conter a risada.

—Helado honey-ele a corrigiu ainda sorrindo e Elena engoliu seco olhando para o lado, era vergonhoso demais isso tudo-Un helado, permiso. Pode esperar no sofá um pouco?-perguntou Damon ainda sorrindo.

—Não, o que você tem a falar pode dizer na minha frente-ela disse cruzando os braços furiosa, já não bastava entender o que conversavam e depois essa humilhação de sentar no sofá e esperar Damon como uma esposa submissa, aí já era demais.

—Se prefere assim-ele deu de ombros e passou a falar com a recepcionista em espanhol de forma interativa e descontraída como se tudo aquilo não passasse de mais do que uma conversa profissional e Elena não estava gostando nada disso.

Encerrando a conversa Damon e Elena se retiraram indo em direção ao elevador e enquanto esperavam o mesmo a morena passou a se perder em ódio enquanto via o mesmo sorriso divertido o rosto de Damon, ele continuava a debochar dela.

—Qual é o problema?-ela se virou para ele bruscamente e furiosa, mas nem com o susto que Damon levou ele deixou de sorrir.

—Você não sabe falar espanhol-ele olhou para baixo e mordeu o lábio tentando conter o sorriso e voltou a encara-la.

—Eu sei falar espanhol sim-falou ela firme e furiosa.

O elevador se abriu revelando um homenzinho de uniforme engomado com a logotipo do hotel que sorriu para o jovem casal tendo correspondido o sorriso apenas por Damon.

—Buenas tardes-ele encarou os dois-Piso?

—Cobertura-disse ele em inglês e o homenzinho assentiu vendo os dois entrarem no elevador e apertou o andar pedido.

—Gusta de fútbol?-perguntou o homenzinho apontando para o chaveiro na mala de Damon que sorriu e Elena revirou os olhos fechando os olhos tentando ignorar tudo que seria obrigada a ouvir.

—Si. Torcedor fuerte por lo Barcelo-Falou orgulhoso batendo contra o chaveiro do time e assim se iniciou mais uma discussão fanática por futebol que pela sorte de Elena não durou muito já que o elevador era rápido o bastante para chegar em poucos segundos.

—Adiós-Damon acenou quando o elevador se fechou e Elena pisou no pé dele com força fazendo o mesmo se contorcer de dor e murmurar um "grr" frustrado.

—Eu sei o que você está fazendo e quero que você pare agora! Eu não falo espanhol e dai?! Eu falo francês, italiano, mandarim, japonês, sueco, búlgaro, latim e ainda um pouco de polonês! Então não venha ficar esfregando na minha cara que eu "não sei falar espanhol"!-falou balançando as mãos no ar com deboche.

—Você fala latim?-olhou para ela indignado, ele era casado com a mulher mais inteligente do mundo e ele não sabia. Como havia passado tantos anos casado com ela e não tivera a noção exata de sua perfeição?

Elena bufou e caminhou em direção do quarto ignorando Damon e todo o resto é quando tentou abrir a porta foi interrompido pela senhora que limpava o quarto ao lado.

—Señora tienes como avisar cuando tu precisares de limpezas? Estarei aqui quando precisares-a mulher falou de forma rápida e aquele ponto onde Damon chegava perto dela e escura mais uma vez algo que não entendia ela já estavam surtando.

—Yo no hablas español!-ela berrara então entrará no quarto furiosa.

Notas finais
Repito: FANFIC DELENA NOVAAAAA: https://fanfiction.com.br/historia/723392/The_Sleeping_Beauty/