Killer Queen

42 Rainha Protegida


Notas iniciais
Ta curto mas fiquei ate 4:30 da manhã pra entregar este fucking plot twist pra vcs. Me amem, porraaaaaaa

— Eu... Poderia conversar um pouco?

— Sobre o quê? O que você quer?

Sasuke aproximou-se, vendo que ela estava agressiva demais para qualquer tentativa de conversa, não que fizesse questão também, mas sabia que Lisa não merecia tanta retaliação.

Sakura estava mais assustada do que com raiva, realmente. Ela já havia entendido, com ajuda da terapia, que Lisa era tão vítima, ou ao menos passível de ser, da criação que tivera quanto Sakura.

— Bom dia, Elisabeth, e Sakura, porque não sobe um pouco, hein?

— Subir? Porquê eu deveria subir? O que você tem pra falar com ela?

— A gente não ia sair...? – Noein disse.

— Querida, só quero ajudar, você não pode se estressar.

— Não me vem com essa merda. – Ela sibilou voltando a fitar a irmã arisca como um gato de rua. — O que você quer aqui? – Rosnou, Lisa empalideceu, finalmente percebendo que ela estava grávida e como sempre, muito intimidada para com ela.

— Okay, vamos diminuir o tom, certo? Você está sendo grosseira sem motivo...

Sem motivo? – Sakura interrogou, empurrando Noein de entre os dois, Sasuke sentiu vontade de usar o garoto como escudo, mas já havia começado a fazer merda, o jeito era terminar.

— Ela acabou de chegar, você nem a ouviu, pode ser algo importante.

— Importante pra quem? Você?

— Pelo amor, Sakura...

— Parece que é muito importante pra você. Então por que não cai fora daqui com ela e vai ouvi-la na puta que pariu?

— O quê? Foda-se, eu não vou sair daqui, é a minha casa, esqueceu?

Noein foi o primeiro a perceber que foi um erro (fatal, talvez, se ela estivesse armada), estapeando a testa, foi na direção da escada.

— Vou subir...

Sakura estava vermelha, e Sasuke temeu que ela tivesse um mau súbito, ela engoliu tudo o deu o olhar mais magoado e decepcionado e ajeitou a bolsa sobre o ombro.

— Estou me retirando então.

— Sakura.

Ela cruzou a porta, marchando até o carro, Sasuke a seguiu pelo gramado.

— Hey, volte aqui, nem pense em sair daqui assim, okay?

— Eu vou pra aonde eu quiser.

— Não vai assim, com o bebê, caramba.

— Você não se importa com o bebê. – Esbravejou. — E já fez sua porra de escolha!.

— Eu não fiz escolha nenhuma.

Sim, a casa é sua, você recebe quem quiser, os incomodados se retirem, certo? E estou acostumada, já deveria saber que isso aconteceria.

— Puta que pariu! Nada está acontecendo, Sakura!

— Eu sei quando está, sei disso desde os quatorze anos, Sasuke... Quando se trata dela, isso sempre acaba acontecendo. – Sakura abriu a porta e largou a bolsa no outro banco. — Fui burra de achar que seria diferente alguma vez.

Entrou no carro e foi embora, Sasuke observou o carro partir, frustrado.

Retornou para dentro dando um olhar sério para a moça.

— É bom ter algo importante a dizer.

Lisa entrou, nervosa, Sasuke seguiu até a prateleira e pegou uma garrafa de Jack e dois copos.

— Noein, pede uma pizza, sua mãe deve estar pegando umas multas novas pra coleção! – Avisou, alto.

Lisa se sentou no sofá em frente ele, desconfortável, manteve a bolsa no colo.

— Mãe? – Indagou, muito confusa.

Sasuke suspirou, sem paciência para explicar a complexidade da sua família (se é que ainda haveria uma) apenas empurrou um dos copos com a bebida sobre a mesa para ela.

— Eu faço as perguntas.

Ela se encolheu, constrangida, mesmo que ainda muito curiosa, sabia que não era momento para tentar qualquer aproximação do tipo.

— Eu só... Eu vim atrás de notícias...

— Notícias? Não era melhor ter ligado?

— Eu pensei nisso, mas... Depois de dois anos, achei que talvez fosse mais... Certo...

— Entendo... Então veio por notícias.

— É, e... Saber o motivo mas... – Ela suspirou, muito tristonha, como se tivesse descoberto algo. — Acho que agora entendo... Um pouco.

Sasuke esfregou o cabelo, com um pouco de pena. Sakura não fora exatamente discreta ao sair ou falar. Disse pouco mas o bastante.

Talvez Lisa não tivesse ideia, talvez só não achasse que fosse o centro do problema, e não era. O centro era o pai delas, era a mãe dela, foi a geração anterior que cuidou de deteriorar a relação entre as duas antes mesmo que tivessem a chance de começar uma, assim como entre os irmãos.

— Eu não achei que... – Lisa fungou, procurando um lenço na bolsa. — Que ela me odiasse tanto, ou ainda... Sempre achei que o tempo melhorasse as coisas. Sei que ela acha que compactuei com a vinda de Hidan ao casamento mas eu não fiz! Juro!

— Não duvido de você...

— Foi mamãe, ás vezes ela é tão... Injusta, ela só quer as coisas do jeito dela, não quero nem pensar no que ela vai fazer quando souber que Sakura está grávida, a pressão que estava pondo em mim e Simon por netos...

— Não quer ter filhos? – Ele se impressionou, na verdade, estava surpreso de ela já não ter tido uns dois, era o que faltava para o felizes para sempre do conto de fadas se fechar.

— Claro que sim! Mas é tão cedo ainda... Tem tanto que ainda quero fazer, viajar, estudar mais, ficar só com meu marido... – Corou. — Ter filhos é muita responsabilidade e sinto que se tiver um agora, mamãe vai acabar tentando monopolizar isso também...

Sasuke não sabia se se preocupava ou dava parabéns para ela por perceber que a mãe era tóxica, não sabia, afinal, quão má Delilah poderia ser com ela achando que sua razão era a certa, tal como fez com Sakura.

Lisa não tinha a mínima estrutura pra lidar e seria ainda mais sufocada emocionalmente do que já era, e nem percebia.

— Eu sei que nunca fui a melhor irmãzinha... Eu sei que eu era mimada... E que tirei coisas da minha irmã... Mas eu era uma criança! E não tinha ninguém pra brincar... Meus irmãos já estavam se formando, e Sakura era sempre tão... boa...

— Boa?

— Boa em tudo, sabe? Ela era inteligente e bonita, todos os rapazes que eu só sonhava já queria sair com ela! Eu era uma criança e ela era já uma... Uma dama tão perfeita... minhas amigas da escola ficavam perguntando dela, algumas delas tinham irmãos mais velhos que queriam saber os gostos dela para tentar chamá-la pra sair mas... Eu tinha ciúmes! E quando papai a elogiava então...

— Hey, hey, espere aí, o que disse? Seu pai elogiava Sakura?

Lisa arregalou os olhos realmente indignada de ele duvidar disto.

— Ouviu o que eu disse? Ela era perfeita! Papai vivia se gabando, ela deu uma surra uma vez, num cadete filho de um sargento que papai tinha rixa, ele passou semanas se gabando pros amigos do clube de golfe... – Choramingou. — Eu sei que papai me ama, e que é mais carinhoso comigo mas... Sakura se tornou uma das primeiras mulheres SEAL, ela tem medalhas de heroína de guerra... Eu só sou a filha caçula, eu não sou a filha de quem ele fala por horas com os amigos, não faço o melhor recheio de peru, nem sei decorar abóboras de Halloween... E também sei que... Não sirvo pra essas coisas, e que é por isso que ele é duro com a Sakura, por que acho que ele tem medo de amar ela demais. Ela o orgulha demais... Papai não soube balancear as coisas.

— Nem um pouco... – Ele ciciou, ainda muito atordoado com esse despejo de informação.

Sakura sempre dizia que orgulho, era o mínimo que Kizashi deveria sentir por ela, talvez ele sentisse um orgulho imenso? De qualquer forma, ele não soube demonstrar para a pessoa que mais necessitava disto, ela.

Mas podia imaginar Lisa, pequenina e cercada apenas de adultos egocêntricos, observando de longe a irmã altiva e inteligente. Ele próprio na época do colégio, sentia certa inveja da capacidade dela de fazer tantas coisas e ser boa em todas elas.

Só que ela fazia tanto para fugir de casa e conseguir alguma atenção do pai, que soava ainda mais trágico.

— Eu sei que é injusto vir aqui e pedir que ela volte para vê-lo, ainda mais depois da sua briga mas... Papai ficou tão arrasado quando ela foi embora, ele não demonstra, não vem atrás, mas está ficando cada vez mais triste, eu temo pela saúde dele, ainda mais com os meus irmãos também sem manter contato... Papai é velho, ele quer todos por perto, pode não parecer por ele ter mandado todos irem servir, mas é a vida que ele conheceu também.

Sasuke suspirou, vendo que teria de abrir o jogo ou ela continuaria esperançosa.

— Veja, serei sincero... Sua irmã... Tem marcas psicológicas graves causadas pelo “desbalanceamento” do tratamento que seu pai deu entre vocês.. Seus irmãos então... acho até que deveriam ser internados...

— Não diga isso, por favor. – Ela suplicou, desfazendo-se em lágrimas.

— Sakura teve estresse pós-traumático e foi dispensada da Marinha, tudo porque queria orgulhar seu pai, Lisa. Não estou dizendo que você mente, mas a perspectiva que você está dando agora, sequer já foi sonhada por Sakura, entende como é isso? Eu sei que você acha que se eu for até ela agora e falar tudo o que me disse, vamos ter um final feliz logo. Mas não vai ser assim...

Sasuke se levantou, caminhando em torno do sofá, exausto e abalado só de pensar nesta coisa toda agora.

— Ela vai ficar mais triste, ou vai ter um ataque de fúria, nenhum dos dois é bom nesse momento por causa do bebê e por causa do emocional dela, caramba... Ela fez dois anos de terapia, ela compreende que não é tudo sua culpa e que seu pai é um babaca que deveria ter sido castrado, veja só, ele não criou nenhum de vocês bem só porque não viraram prostitutas ou traficantes.

— Papai nos ama do jeito dele...

— Seu pai não sabe amar, querida. Sua irmã se contentou a vida toda com migalhas de reconhecimento, aí você diz que ele a adora, que espécie de orgulho é este que você não diz ao seu filho: “Você fez isto bem, filha”? Sabe a diferença que isto teria feito para ambos? Para ela? Foda-se, porra, ela não precisa passar por isto, Lisa. – Ele se aproximou dela, abaixando-se e fitando-a com sinceridade. — Nós vamos ter um bebê, Sakura ainda toma uma dose pequena de medicação, cada redução é uma vitória, ela não precisa ir arrastada pra terapeuta, estamos adotando aquele garoto lá em cima, ela o ama demais, e... nós já perdemos um filho, Lisa, não podemos passar por isso de novo, nem Noein, nem o bebê. Ela não pode passar por isso de novo.

Pegando a mão a dela, ele inspirou, profundamente.

— Eu entendo e admiro que esteja tentando juntar sua família de novo... Mas preciso que compreenda que, isto tudo só vai desandar agora, como já desandou a pouco. Sua irmã não te odeia mais, mas isso não significa que ela esteja pronta pra a gostar de você, ou lidar com você, ela não consegue pensar em dividir algo com você, pois vocês nunca dividiram nada. Uma sempre teve tudo o que a outra queria...

Ela assentiu, desolada mas compreensiva.

— Você a pegou de surpresa...

— É... Não imaginei que ela seria tão ciumenta...? Ela nunca ligou para mim perto de Hidan... Talvez eu fosse criança demais também.

— Não acabe com meu ego tão facilmente.

Lisa riu um pouco, mas logo voltou a chorar.

— Eu sou uma droga... Eu só bagunço tudo.. Queria arrumar, e só quebrei o pouco que você estava arrumando, não é?

— Espero que não. Espero que ela volte. Eu falo muita merda também, eu estou aprendendo a ajuda-la também...

Sasuke se levantou.

— Se eu puder fazer algo, sem atrapalhar mais, por favor me diga. Você disse que Sakura faz terapia... Me ocorreu que talvez isto ajudasse papai também.

— Acho que não pode forçar nada a essa altura. Você tem que começar a trabalhar na ideia de que...Talvez as coisas se mantenham assim definitivamente, Lisa. Vocês lá, ela aqui, famílias diferentes... Seu pai vai querer vir aqui, vai querer explicações, vai cobrar, vai querer saber do neto e talvez, sendo um bundão quadrado, vá rejeitar a ideia de adotarmos Noein. Não precisamos de cobranças nem rejeições, só de apoio.

— Eu não acho que ele seria tão duro, pois está tão deprimido, mas... Entendo seu lado, você tem que pensar no seu bebê e eu adoraria conhecer meu outro sobrinho um dia, acho adoção a coisa mais linda! Porém tenho que ir, eu vim pra LA sozinha, nem Simon sabe! Ele ficará louco achando que vou ser sequestrada também...

— Ah, soube do Green Eyes...

— Vi Lídia escondendo os jornais da casa, ela também está por perto?

— Ela tem estado, capaz de Sakura ter ido vê-la, se ela não estiver no rancho.

— Ela está, não disse nada a ela. Vim porque fiquei preocupada com as notícias também, papai esta bem desinteressado em tudo, se ele tivesse lido o jornal...

— E sua mãe? – Ele desconfiou.

— Mamãe? Geralmente só se interessa pela coluna de fofocas... Eu realmente ficaria decepcionada se ela soubesse disso e não tivesse dito nada. Estou com medo de papai saber e passar mal, ele ficou aterrorizado quando Sakura perdeu o baço, não pode ir vê-la por que estavam fazendo alguma reunião importante, seguraram a notícia até ela estar estável e tudo mais... ele vai endoidar se souber que ela lidou com gente assim grávida!

— Já passou, e ela também quase me fez enfartar de vez em quando.

Lisa assentiu, ligeiramente orgulhosa até.

— Eu tenho que ir e... Acho que devo prometer não contar nada, certo? Até mês que vem? – Arriscou, Sasuke negou.

— Não, vamos arredondar pra depois que o bebê nascer.

— Ah...

— Cerca de dois meses ou menos, aí tiro os dois do país, e mando fotos do bebê pra vocês verem, pro velho poder esbravejar longe o bastante, que tal?

— Ainda me soa cruel, é o primeiro netinho dele, bom, segundo, se contarmos com este rapaz aqui... – Lisa disse, fitando Noein que descia as escadas e os fitou, desconfiado como sempre.

— Neto de quem?

— Barak Obama. – Sasuke disse.

— Maneiro, mais avós ricos!

— Eu vou te dar uns cascudos, hein?

— Eu só vim pela pizza. – Ele seguiu para a porta, campainha tocando em seguida.

Sasuke se voltou para a moça.

— Você pode relaxar, esse moleque vai fazer até sua mãe desistir de ter netos depois que o conhecer... – Ela riu, com o rostinho inchado, lembrava um pouco Sakura, e isso só o cortava o coração.

Elas poderiam ter tido um vinculo incrível, se Delilah tivesse deixado Sakura aprender a amar a irmã, poderia imaginá-la sendo a irmã mais velha sábia e rabugenta, mas também zelosa que era com Karin, Ino e Izumi.

— Hey, vocês vão querer pizza? – Noein disse, aproximando-se com a caixa aberta.

— Quem sabe outro dia? Eu adoraria te conhecer melhor, Noein, certo?

— Uhum...

— Sou Elisabeth, quem sabe um dia nos falemos mais? Gosto do seu sotaque, é charmoso, haha.

Sasuke revirou os olhos, elas eram parecidas mesmo, quem diria.

— Okay.

— Até mais. Obrigada por me receber, Sasuke, mesmo eu tendo estragado tudo de novo. Irei me manter calada, mas falarei com Lídia, apenas por que quero notícias, certo?

— Certo, é justo. Pode continuar garantindo que não saibam nada? E se sua mãe souber... Pode mantê-la fora? Pois vou ser sincero, muita merda é culpa dela, eu a acho uma cadela, e se ela der as caras, teremos mais do que Sakura estressada.

— Er... Entendo... Não vou defendê-la, eu certamente sei menos do que vocês e muito menos do que Sakura passou com ela, mas sei que ela nunca superou ter sido passada para trás pela mãe da Sakura, e principalmente que ela tem medo...

— Medo de quê?

— De Sakura tentar juntar ambos, ou coisa assim...- Ela revirou os olhos achando isso bobo. — Ou de resolver voltar para conhecer o neto, afinal, ela certamente sabe ou vai saber...

— Espera aí, o quê? Como diabos acha isso?!

Lisa ficou surpresa.

— Vocês não sabem? Sakura não sabe?

— O que diabo tem pra saber?!

— A senhora mãe de Sakura a deixou, é verdade, mas ela sempre quis retomar o laço, papai tentou impedir por um longo tempo mas, ele soube por um conhecido que foi para Itália, que a mãe de Sakura estava sofrendo muito, o homem com quem a casaram era ligado a máfia, e ele a ameaçava caso tentasse voltar para a América. Então ele resolveu deixar ela ter notícias, por um tempo, ele mesmo mandava e-mails, mas depois que ela quis vir ao casamento de Sakura e ele não deixou, ela passou a por um detetive para dar notícias de Sakura sempre que podia.

— Caramba... – Noein soltou, entretido na conversa.

— Você, fora, isso é coisa de adulto. – Sasuke mandou.

— Eu sempre achei que Sakura soubesse e não se importasse com ela... mas eu não a conhecia não é? Fui uma tola...

— Sabe me dizer... Se este detetive ainda manda notícias?

Lisa negou.

— Eu ouvi mamãe reclamar disto na época que Sakura casou. Mamãe não queria que ela viesse e lamento por papai ter acolhido... Eu só presumo que ela busque notícias de vez em quando, então que se, não sabe da gestação ainda... vai saber logo, e vai confrontá-lo por não ter dito a ela. Ela o confrontou por telefone na vez do anúncio do casamento, e agora estou preocupada! E se papai souber por ela que Sakura vai ter o bebê?!

— Okay, muita informação. – Sasuke foi se sentando. — Noein, filho, traga uma água.

— Mas você me mandou cair fora...

— E você não foi, azar o seu, fofoqueiro, traga água. E dá isso aqui. – Tomou a caixa de pizza e Noein foi pra cozinha, arrependido de não ter ido ganhar multas de trânsito com Sakura.

— Você disse, que o marido dela não deixava ela vir pra América, como ela manteria contato com o ex? – Continuou.

— Era tudo ás escondidas! Se ele soubesse poderia até matá-la. Era um homem influente...

— Era? – O rosto dela ficou mais tenso ainda.

— Ele já morreu! Depois do casamento de Sakura, cerca de cinco anos. Deixou tudo para ela e sobrinhos! Não entendi porque ela não veio, mas agora que sei que Sakura nem sabia, acho que ela temia atrapalhar a vida dela, papai não quis mais fazer qualquer ponte entre elas, sabemos o quanto minha irmã é geniosa... Mas acredito em amor de mãe, pode não ser o amor mais perfeito, mas acho inquebrável, por isso acho que ela pode tentar contato de novo e pedir que papai faça essa ponte de novo para ela conhecer os netos...

— Aqui. – Noein trouxe a água.

— Obrigado, querido. Quantos anos tem?

— Faço quatorze em Setembro.

— Jura? Já é um homenzinho!

Enquanto ela aproveitava para conhecer o sobrinho, Sasuke engoliu a água e maquinou, maquinou muito.

— Okay, okay. Faremos assim, você vai me arranjar o contato desta mulher.

— Eu?! Como?!

— Seu pai deve ter, na agenda, em algum pedaço de papel. Encontre, e principalmente, tente descobrir o nome desse tal detetive, talvez até sua mãe saiba. E também, se possível, quero que você e Lídia impeçam ela de contatar seu pai.

— Oh, meu Deus...

— Seu pai não vai conseguir arrumar as coisas agora. Ele na conta, só vai resultar em desastre. Eu vou lidar com essa gente, se quiserem uma ponte, eu farei, e se achar que é possível fazer.

— O que quer dizer?

— Que seu pai já fez estrago o bastante na sua irmã, desde que ela nasceu, eu não correrei o risco de trocar um babaca tóxico por outro. Se esta mulher não valer a pena, ela não terá sua chance de ferir Sakura, não mesmo.

— Entendo...

— Eu não posso simplesmente vetá-la sem dar-lhe a chance também. Já vou estar cavando minha cova por não dizer nada disto a Sakura, ela odeia essas coisas, se isto der merda, eu também posso perdê-la...

— Acho que não tem jeito, farei o que for possível.

— Ótimo. – Levantaram-se e ele a acompanhou até a porta, o taxi ainda a aguardava e ela logo partiu.

— Isso vai ser uma bagunça, velho. – Noein avisou, Sasuke suspirou, chateado também.

— Eu sei. Mas sua mãe... Nós vamos proteger ela, ela já se protegeu demais sozinha, rapaz.

— Okay, estou dentro. Só preciso ser adorável, aí se ela te mandar embora, eu não corro risco algum!

— Se trair o movimento, digo que você adorou sua titia, aí você vai morar com os mendigos de novo.

— Te abomino.

— Eu sei. Agora pegue o casaco, vamos procurar sua mãe.

*

Buon pomeriggio?

Sakura levantou os olhos, com agressividade e muitas lágrimas, um homem de talvez trinta e cinco anos num terno caro e cabelo castanho lambido com gel sentou-se perto dela, sorrindo com um tom charmoso e cordial.

— Quem é você? O que você quer? — Ela estava se sentindo miserável demais para lidar com estranhos com cara de mafiosos agora.

— Perdão, é que você parece um pouco transtornada, está tudo bem com você e... Seu bebê?

Sakura se ajeitou na cadeira, apertando os braços em volta do ventre, fungou um pouco enquanto ele acenava para o garçom.

— Estou bem...

— Sou Gabrielle, mas pode me chamar de Gab, estou apenas de passagem aqui a negócios, e quanto meu voo não sai... Porque não conversamos?

— Eu nem te conheço.

— Eles servem uma torta de maçã espetacular aqui...

— Eu não vou sair tão cedo mesmo.

Quando Rachel chegou, a encontrou entupindo-se da última fatia de torta na companhia de um grã-fino simpático.

— Sakura? O que está havendo? Sasuke já me ligou quarenta vezes!

— Deixe ligar por mais oitenta.- Ela bateu na mesa, revoltada. — Me leve daqui logo...

Rachel balançou a cabeça pensando mais uma vez que se fossem dois bebês, ela não teria disposição nem pra brigar com Sasuke.

Ajudou-a a se levantar e levou-a para o carro.

— Valeu pela torta... — Ela resmungou, ainda sem disposição para ser simpática. Gabrielle sorriu gentilmente e Rachel o observou, desconfiada, até partirem.

Ele suspirou e pagou a conta, seu telefone voltou a vibrar e ele atendeu.

— Sim, estou bene, foi o voo que teve que ser trocado... Enfim... A titia está com você? Tem algo que ela precisa saber...

Notas finais
Minha grande dificuldade em fazer esses caps de papo cabeça é q nao consigo deixar os diálogos menos extensos, entao parabens pela coragem de quem chegou até o fim do cap sem se perder nos textoes ala facebook rsrsrs. Sobre o cap, tivemos barracos, tivemos surpresas, tivemos fucking revelations, novas alianças, e novas tretas estão encomendadas, entao acho q apesar de curto ele foi bem satisfatório (?) Me digam vcs, rs