Killer Queen
20 Rainha Presenteadora

— Ora se não é o mais novo lobo da família. – Shisui apertou a mão de Sasuke e o abraçou.
— Eu devo uivar? – Sasuke riu.
— Talvez mais tarde, e podemos fazer disso uma tradição. Hey, como vai indo? Já sente as dores nas costas? Problema de vista? Cansa atoa e o camarada já vacila?
Sasuke revirou os olhos, seu primo era mais creditável no modo advogado sisudo, e quem era ele pra chama-lo de velho? Tinha a mesma idade de Itachi.
— Meu camarada continua em ótimas condições, acredite. – Ele suspirou, Sakura o estava provando tão bem que a única maneira de ele “falhar” era de ansiedade. Estava louco pra dar fim nisso e voltar pra casa com ela, mas ela estava adorando ficar com sua mãe, tias e com Izumi.
— Se você diz. E o trabalho? Ainda não pensa em tentar ser delegado ou ir com os federais?
Sasuke deu de ombros, nunca havia cogitado ir tão longe, talvez fosse pensar pequeno demais, mas gostava do que já fazia, quanto a receber mais responsabilidades e mudar a rotina, ele imaginava que talvez ainda não fosse hora pra isso também, estava fazendo um bom trabalho, gostava disso, e se um dia mudaria, que esse dia viesse em seu tempo certo então.
No momento, sua única pressa era pra levar Sakura pra um colchão quente.
— Não, estou bem onde estou. E você? Caso difícil?
— Ah, o de sempre. Pessoas sendo burras.
— Nada novo...
— Não mesmo. Mas soube do tal caso Green Eyes, bizarro, hã?
— Ah, nem me fale, estou nele.
— Sério? Caramba. E está complicado assim?
— Ainda temos que traçar o perfil desse fodido, mas ele não escapa.
— É cada fetiche louco. Eu no máximo aturo umas fantasias legais tipo... Diabo! – Shisui quase se enfiou embaixo de uma das meses e Sasuke o fitou com estranheza.
— Diabo? Quer dizer diabinha? Oh, sim. Muito bom...
— Não. Porra, falo do coisa ruim em pessoa num puta par de pernas. Puta merda o que ela faz aqui?!
Ele se escondeu atrás de Sasuke apontou ninguém menos do que Sakura que conversava alegremente com sua cunhada.
— Sakura? Você a conhece?
— E você conhece esse demônio?
— Ninguém mais além de mim sabe quão demoníaca ela é. Mas e você? O que fez pra conhecer essa face do mal?!
— Tsc, eu fui o advogado do ex marido dela no processo de divórcio.
— Não fode...
Como ela não o havia comentado? Se bem que ele até recordava dela resmungando algo sobre um advogadozinho com cara de cachorro, ou coisa assim.
— Meu amigo, já lidei com mulher difícil nesses casos, mas caralho...
— Difícil porquê? Hidan deu trabalho pra dar o que era dela?
— Independente de ser dela, claro que tenho que fazer de tudo pra dar menos, certo? Ela é uma mercenária, passamos o dia discutindo propostas, ela não aceitava nem mesada, nem imóveis, nem nada que não fosse absolutamente metade do patrimônio deles, e claro, quis escolher a dedo cada bem que receberia.
Sasuke quase deu a volta e foi dar uns amassos naquela maravilha satânica. Embora quisesse dar também umas palmadas por ela não ter filmado aquilo pra ele ver.
Só de imaginar Shisui e Hidan suando frio diante a Rainha de gelo ele sentia até uma paz de espírito. Que satisfação.
Não era que detestasse o primo, mas investigadores e advogados não eram exatamente classes amiguinhas. Alguns desses caras jogavam sujo pra ver seus clientes ricos e podres soltos. Que bom que Sakura ganhara, ele não sabia se ficaria feliz com Shisui se soubesse que ele teve parte, ainda que impessoal e profissional, em arrancar dela até o que lhe era de direito.
— Eu vou casar com essa mulher.
Shisui o fitou como se ele tivesse endoidado de vez. E fazia sentido.
— Mas me diga. Ela pegou muita coisa?
— Argh. Ela é uma dondoca esperta. Pegou os imóveis de aluguel, como dois pontos de venda muito bons, e um no shopping, sabe quanta grana isso rende? Além do maldito iate, três carros, uma casa num condomínio aqui perto, metade da grana do apartamento que agora é só do Hidan, algumas boas ações que aliás, ela disse que venderia e acho que Hidan está pra perder os cabelos querendo saber pra quem.
— Porque diabos ela não deu logo a ele? – Shisui fez uma careta.
— Porque essa filha da mãe pediu um preço exorbitante. Hidan não teria como cobrir ainda mais sem metade do patrimônio. Ela ficou com as ações e ele morre de medo de ela passar pra um filho da puta, ou ficar e usar pra infernizá-lo na empresa. É uma porcentagem que lhe dá bastante voz...
Sasuke decidiu que Sakura era realmente diabólica, embora também achasse que ela só estava mantendo uma carta na manga para atingir Hidan caso ele atacasse primeiro.
— Não é atoa que ela chegou em casa toda plena.
— Deveria mesmo! A indenização que ela quase pediu por ele tê-la abandonado na porra do carro, poderia deixa-lo na fossa.
— Sim...? Então porque ela não o fez? – Shisui suspirou, dando de ombros, observou Sakura.
— Não sei... Talvez misericórdia, ou em nome dos velhos tempos...
De fato ela era uma adversária impiedosa, posto que seu advogado era um mané que basicamente só a representou mesmo. Mas definitivamente ela era digna.
Não era da conta de Shisui, como advogado, julgar seu cliente, mas admitia que ele fora baixo.
E Hidan parecia realmente afim de compensa-la ao máximo, mas temia muito a ira dela o deixar na lama justo quando tinha um bendito filho para criar. Sendo assim, ele teve mão atadas para lutar com essa força da natureza.
— Hm. — Sasuke talvez já tivesse muito ranço de Hidan, mas ainda não gostou de ela ter deixado de dar o golpe final, ainda assim, não era seu caso julga-la. Tinha que admitir que ela foi superior em não ter feito com que a criança bastarda pagasse por algo.
— Puta merda, ela está vindo. – Shisui parecia que ia se enfiar no gramado e Sakura chegou até eles sorrindo de maneira que fez Sasuke querer beija-la e aperta-la contra si.
Desde quando ela era tão adorável?
— Sasuke, porquê nunca me apresentou sua família? Seria bem mais fácil suportar você.
Adorável o caralho.
Ele sorriu, apertando sua cintura e ameaçando apertar sua bundinha.
— Não precisa fingir que me odeia, amorzinho. Todo mundo aqui me venera também. – Ela revirou os olhos momentaneamente se distraindo em implicar com o cabelo arrepiado dele, passou a palma pelos fios e por fim fitou o cara com ele, piscou, pensativa, e Shisui parecia bem afim de fugir de sua presença.
— É quem eu penso que é? Dr...?
— Esse é meu primo Shisui, parece que vocês se conhecem mesmo. – Sasuke alfinetou, Shisui sorriu fracamente e a cumprimentou.
— Oh, Dr. Shimura, como eu pude esquecer do ilustre advogado do meu ex marido babaca, não? – Ela cumprimentou, bem irreverente até. Shisui apertou sua mão e alternando os olhos entre os dois, Sakura recordou porque achara Shisui naturalmente um filho da mãe sem vergonha. Tinha que ser parente de Sasuke Uchiha mesmo.
Sasuke recordou porque ela não associara os dois antes, Shisui usava o sobrenome de solteira da mãe desde que os pais se separaram. Nunca tivera exatamente uma boa relação com o pai, Madara, um velho de temperamento difícil, arrogante e elitista, o parente que mais torcera o nariz para a escolha de Sasuke em se tornar policial.
Este não achava digno de um Uchiha, e ainda o tentara empurrar para um cargo alto junto aos federais. Como se Sasuke fizesse alguma questão desse tipo de mamata. Como se não fosse ser claramente visto como um filhinho de papai, caso pegasse aquele trampo, que era digno de pessoas bem mais velhas e experientes.
Como policial e investigador, ele tinha respeito conquistado á mérito próprio. Não trocaria por nada.
— Madame. – Shisui respondeu. — Indo bem, eu presumo?
— Ah, não faz ideia. Que coincidência divertida, não? Você trabalha com meu ex, e eu com seu priminho.
— Ah, sim? Caramba...
Sasuke sentiu que ele quase o perguntou como dava conta, mas segurou a língua.
Sakura sorriu adoravelmente perigosa e por fim os deixou conversarem novamente á sós.
Talvez ele só estivesse exagerando, mas sentia que ela gostara até demais de ter encontrado Shisui ali. O próprio estava estranhando todo o bom tratamento e sorrisos até sedutores e atenciosos.
Esta danada ia aprontar.
Sasuke focou, no entanto, em isolar Sakura para si, mas parecia uma tarefa impossível, sua mãe e Izumi não desgrudavam dela, e o mais impressionante, ela nem se importou.
O brunch prosseguiu sem que ele passasse vergonha com as peripécias de sua adorada mãe, Itachi vivia esfregando em sua cara que só um erro do cosmo poderia ter jogado uma mulher como Sakura justo ao lado dele.
Inclusive seu pai concordava que ela era uma classe muito acima para estar numa delegacia, mas sabia que esses dois estavam sendo só conservadores mesmo. Se vissem como ela manipulava uma arma, teriam era medo.
Seu bolo não foi de pokemon, então não podia reclamar da canção de parabéns, nem dos presentes, principalmente.
Já tinha passado da hora do almoço, Sakura não parava de perseguir Mikoto pra conseguir sua receita secreta de lasanha, oferecendo todo tipo de receita que sabia em troca, e ele já meio farto de tanto passear e ouvir perguntas sobre quando se casaria, catou a mulher pelo braço e seguiu para a casa jogando uma desculpa de que a mostraria o interior.
— Qual, foi malandro, eu já vi aqui dentro, você não puxou o bom gosto da sua mãe. – Ela resmungou. Ele revirou os olhos, subindo as escadas.
— Eu sou macho, lá vou entender de decoração.
— Seu pai entende muito bem, e seu irmão também. Acho que até seu sobrinho na barriga da Izumi entenderia o quanto aquelas cortinas eram horríveis...
Sasuke parou no corredor, ao lado de uma porta e empurrou o corpo contra o dela, prensando-a, Sakura o fitou, meio aborrecida.
— Okay, que tal uma trégua, admito que aquilo não prestava, fico até agradecido que você tenha trocado, e em troca...
— Nada de chupeta, vai borrar meu batom. – Sakura avisou, ele fez cara feia e acusou.
— Você nunca se importou. – Ela sorriu, sacana.
— Ops, verdade. Mas ainda não vai rolar.
Sasuke avançou em sua boca, faminto, beijou-a contra a parede, ignorando suas risadas e reclamações quando tentou brincar com sua calcinha.
— Vamos conhecer o meu quarto?
— Hmmm. Promete que não fede a chulé e porra vencida?
— Mamãe sempre deixa tudo limpo.
— Argh, esqueci que você é caçula, seu bebezão. – Sasuke riu e puxou sua cintura, conduzindo-a até outra porta. Abriu, e deixou-a passar. Sakura entrou curiosa e praticamente farejando o ar.
O aposento era amplo, as paredes em azul escuro e cinza alternados, uma cama de solteiro bem arrumada perto de uma janela com um banco confortável anexado, mesa com computador, uma estante repleta de CDs e livros.
— Você lê? Esse não é seu quarto. – Acusou, Sasuke chegou por trás, derrubando uma das alças de seu vestido, deixou um beijo ali, no ombro e pescoço.
— Sabe que eu posso surpreender muito, querida. – Ronronou, Sakura se aproximou da prateleira, lendo alguns títulos, nada que se pudesse chamar de muito culto que não fosse um dicionário de latim, e um exemplar de Shakespeare. O resto eram livros de ficção científica, guerras, ou fantasia medieval.
— Senhor dos anéis? Tipo aquele que tem aquele bicho desnutrido?
— Você não conhece a palavra de Tolkien? Mulher eu deveria te despejar. Isso é sacrilégio. Saco. – Ele resmungou, deitando-se na cama. Sakura deu de ombros, nunca fora mesmo muito antenada nestas coisas de sua época ou mesmo do que lhe era atual. — Temos que reeducar você, voltar a fazer as sessões de cinema em casa...
— Hum. – Caminhou até o armário dele, abrindo-o e investigando rapidamente, não havia muita coisa. Voltou e olhando as paredes, encontrou pôsteres de bandas.
— Onde estão os de mulher pelada, hein?
Sasuke riu, preguiçosamente.
— Longe das vistas de dona Mikoto, claro.
— Aposto que debaixo da cama.
— Não, só tem as revistas não muito cheirosas...
Sakura desistiu logo, com uma careta, e então localizou uma guitarra perto da cama, do outro lado, e não hesitou em engatinhar sobre ela até alcançar.
— Sabe tocar guitarra?
— Claro que sei. Porque acha que sou tão bom com os dedos?
Ela ignorou, focada no instrumento como se fosse a primeira vez que visse um, Sasuke se sentou, apreciando quando ela tinha aquele olhar quase ingênuo, como o de uma menina.
— Nunca tocou uma?
— Ah... Eu só tive permissão para o piano.
— Por isso é boa com as dedos também. – Provocou, Sakura lhe mandou um olhar safado.
— Imagine se eu tivesse tentado flauta, hum?
Sasuke puxou sua nuca e mergulhou a língua na boca dela.
— Não tem nada que precise aprender a mais, venha aqui. – Pegou a guitarra afastando-a dos dois e puxou-a para o colo, rosnando e se perdendo entre os lábios, pele e o cafuné gostoso que ela fazia em sua nuca. — Quero meu presente agora, aqui.
Jogou-a contra o colchão e separou uma de suas pernas, encaixando-se entre elas enquanto descia os lábios em busca de seus lindos bolinhos, arrepiados e excitados. Eles também estavam com saudade, sabia.
Sakura resmungou algo, repuxando seus fios até que alguém bateu na porta dele, o fazendo se sentir exatamente como quando era um adolescente.
Tinha uma gatinha do lado, pronta pra provar de seus talentos, mas sua família tinha que vir interromper.
Bufou se levantando, e Sakura riu, sentando-se e aprumando o vestido.
Abriu a porta para Shisui que entrou logo, quase o atropelando.
— Porque diabo está enfurnado aqui? Desce logo, se despede de todo mundo que eu, Itachi e seu pai vamos te levar pra beber naquele bar e... Eita.
Ele parou, encarando Sakura agora de pé, ela parecia tão altiva como sempre, mas o batom e o cabelo estavam bagunçados o bastante pra entregar que estava se divertindo.
— Estou interrompendo...?
Estava sim, e Sasuke não queria dar bolo neles, mas iria foder Sakura ainda hoje ou trocaria de nome.
— Longe disso, Sasuke só estava me mostrando as dependências. – Ela ronronou, seguindo até onde deixara a bolsa e o chapéu. — Vocês vão sair? Acho que perdi minha carona pra casa então. E você sabe que preciso ir...
— Ir porra-... Tsc, okay. Vamos. – Aborrecido ele a puxou pelo braço pra fora, deixando Shisui todo atordoado como se elaborasse teorias de conspiração.
Sakura se despediu longamente de sua família, e ele a levou até o carro.
— Eu te levo até em casa e volto. – Avisou, ela riu, sabendo que ele iria se demorar demais pra voltar e entrou na frente da porta fechada, recostando-se nela, abraçou seu pescoço.
— Prefiro ficar com seu carro, então você pode ir pro seu ritual masculino ou sei lá quê.
— Porra, Sakura, o único ritual que eu quero agora é de acasalamento. – Sakura gargalhou, beijou o queixo dele e tomou sua chaves.
— Seja um bom menino, eles querem ter um tempo com você. – Abriu a porta e entrou, fechando-a antes que ele atacasse. — Eles são maravilhosos, sim? Vá lá e aproveite. – Falou, com um sorriso doce e olhos ternos. Sasuke suspirou, curvando-se para a janela, beijou-a carinhosamente.
— Não quer ficar mais um pouco? Não parecia afim de ir embora mesmo.
Sakura corou ligeiramente e riu, negando, beijou seu rosto e ligou o carro.
— Talvez outro dia, esqueceu que tenho que preparar sua festinha? Tente não voltar chapado, ou assim perde a graça.
— Tenho outra proposta, depois que eu me livrar dos caras, vou te encontrar num... hotel, pago tudo e você só se preocupa com a lingerie e o chantilly.
— Hahaha, chantilly?
— Aham, pra eu por em você. Meu bolo de aniversário.
Sakura riu quase até perder o ar, mas ele falava sério.
— Que malandro criativo! Mas vou passar essa, dessa vez.
— Porra...
— Vai valer a pena. – Beijou-o rapidamente antes de sair, Sasuke observou o carro se afastar com um suspiro.
Deu a volta e foi ao encontro da família.
*
— Olha, vejam só, não abusem da sorte de eu ter trago vocês. – Sakura avisou, quando os dois cães se empolgaram para sair levando o carrinho de compras.
Jogou mais um pacote de trigo dentro, e seguiu em frente, bufou vendo Gibson alcançar uma latinha de cerveja com a boca e fazer menção de por dentro do carrinho.
— Ô, garoto, você não está fazendo compras com seu pai não. – Tomou a latinha dele, que ganiu, manhoso.
Apenas Sasuke pra transformar um cão treinado num pegador de cervejas, já não bastasse Gibs atacar as carnes da parte de congelados ou os sacos de batatinhas.
Seguiu até a área de bebidas quentes e foi onde parou e observou cada garrafa com bastante atenção. Fitou os cães e piscou.
— Até a mamãe Queen adorava fazer uma festa de arromba, sabe? – Eles latiram dando total aval, e Sakura pegou um bocado de garrafas. — Vamos começar.
Levou tudo ao caixa, que provavelmente achou que ela era alcóolatra ou que embebedaria os cães. Empurrou o carrinho meio pesado por conta das garrafas e do trigo até o estacionamento. No caminho, quase bateu num cara apressado que descia de um carro prata bem acabado, o fitou acenando um pedido de desculpas enquanto ele ficou encarando-a por sob o boné.
Ele seguiu em frente intimidado e atrapalhado quando Gibson implicou com sua presença, rosnando.
— Gibson, venha garoto. – Sakura o chamou, enquanto colocava as coisas no porta-malas. Augustine, sempre apressada para entrar no veículo, pulou dentro da mala e dele para o banco de trás, suas patas traseiras derrubaram uma lata de leite que rolou sobre o asfalto. Sakura fez uma careta e revirou os olhos.
— Suas pestinhas, devia ter deixado vocês com seu pai.
Antes de se abaixar para pegar a lata, viu o homem pega-la e se erguer, oferecendo-a.
— Oh, obrigada.
Mal o encarou, ele desviou o rosto com um fraco som de resposta, e Sakura estreitou os olhos, ligeiramente intrigada e incomodada. Detestava que lhe ignorassem o olhar, talvez fosse por anos sendo invisível para muitos, ou seu lado major que não aceitava sinal de fraqueza dos subordinados.
Gibson latiu, implicante, bem como Agustine ameaçou descer do carro. Os dois estavam ficando igualmente ciumentos e implicantes, a cadela começava a ter ciúme até de Sasuke, embora não trocasse ela por ele e o mandasse á merda também.
— Gibson, chega. Vamos embora. – Ordenou. Não agradeceu outra vez porquê a pessoa foi embora, obviamente temendo os animais.
Sakura abriu a porta do carro, mandando o malandro canino entrar e enfim caiu fora dali.
Tinha um longo trabalho pela frente, Ino estava cuidando de arrumar a casa, Juugo e Suigetsu só viriam mais tarde, Sai era um inútil, e Karin era Karin, não dava pra contar com ela pra nada.
Chegou em casa ouvindo o som do aspirador de pó, trocou as roupas por uma camisa branca e uma calça jeans velhas, o mesmo que usava quando fazia faxina, amarrou o cabelo e pôs todo o material sobre o balcão.
— Ué. Cadê o Sasuke? – Ino indagou, aparecendo em suas roupinhas curtas e uma bandana na cabeça.
— Está com o pai e o resto dos Uchihas com pinto da família. Vai ver algum jogo.
— Ah, droga. Iria pedir pra ele mover a estante pra mim.
— Ué. Sai não está aí? Use ele, também é PA.
— Ele está enfurnado no quarto...
— Pois arranque aquela lagartixa de lá. Se ele não quer seguir as regras, que caia fora.
Ino suspirou, seguindo para as escadas ainda com uma vassoura nas mãos e Sakura se ocupou de começar o serviço logo.
Não sabia se havia se distraído muito, só percebeu a discussão acalorada quando estava terminando. Sai desceu as escadas cuspindo uma enxurrada de xingamentos contra Sasuke, chamando Ino de burra e ela ficou na sala o xingando de volta mas também perdida.
— Qual é o problema desse moleque?
Ino deixou os ombros caírem, mas apenas desistiu, estava ficando cansada de estender a mão para Sai e ele sempre a julgar sabe-se lá porque motivo.
— Eu não sei. Dane-se ele!
Tratou de voltar ao trabalho de faxinar tudo e percebeu Sakura voltar rumo á cozinha com um olhar nada satisfeito para a porta onde Sai sumiu.
— Sei...
Ino temia por Sasuke convivendo com Sai, mas percebeu que haveria mesmo uma explosão era se Sakura ficasse irritada.
Sasuke era bem mais tranquilo por mais rabugento que fosse, talvez se fosse novo como Sai, já teriam caído nos socos, mas Sakura quando de saco cheio, destroçava tudo e era muito mais ranzinza que ele. Os ânimos entre ela e Karin já não estavam bons, se Sai complicasse um pouquinho mais...
Ela dedicou-se a arrumar a sala, já estava entardecendo, sempre chegava alguém mais cedo e ela não queria ser vista por ninguém toda suja de pó, descabelada e em roupa velha. Ainda mais porque Sasuke tinha uns amigos mais velhos que eram tão coroas de matar quanto ele.
Também tinha que dar uma mão para Sakura na comida.
— Porque comprou tanta bebida? – Indagou, vendo as garrafas no balcão.
— Você vai ver. – Sakura avisou, antes de ligar a batedeira.
Suigetsu e Sui cuidariam da bebida e pizzas, elas do bolo e decoração, se bem que nesse último, só poriam uns balões mesmo, Sasuke era um chato, odiava sujeira de confete, só bebida e churrasco pra ele já estaria ótimo.
A parte do churrasco ficaria com o marido da colega dela, Karui, que era dono de uma churrascaria, que Sasuke amava, Naruto faria coquetéis. Ele era muito bom com isso, na verdade, tanto que quase desistira de ser policial ou qualquer outra coisa pra ser barman...
Já eram sei da tarde quando os rapazes chegaram, Ino andava de um lado pra outro, arrumando os brincos, fumaça enchia o quintal enquanto Sui e Chouji ascendiam a churrasqueira, e Juugo e Naruto improvisavam o bar onde o “bolo” já estava.
— Ai, graças a deus você chegou, Sra. Uzumakiii. – Abraçou Hinata rapidamente que riu vendo-a se atrapalhar com os brincos, enrolados no cabelo longo.
— Desculpe a demora, algo em que possa ajudar?
— Oh, pode olhar essas coisas que a Sakura deixou no forno? Ela disse que eu saberia o ponto e foi tomar banho. Ela tá subestimando minha mão ruim na cozinha!
— Oh, ela cozinha também? Eu vou espiar... – Hinata seguiu ao fogão e ela seguiu para a sala torcendo para Jugo e Naruto não fazerem besteira, posto que Sui e Chouji pareciam que estavam incendiando o quintal. Quase foi atropelada por Gibs e Augustine que disputavam um disco de plástico, Naruto deixou três garrafas espatifarem no chão, a fumaça estava entrando na cozinha. Hinata e Karui agora beliscavam o que estava no forno e Sasuke chegaria a qualquer momento.
Okay, ela ia surtar.
— Onde você vai?! – Guinchou ao ver Karin descer as escadas toda arrumada mas seguir para a porta.
— Eu vou buscar um cara que conheci pra festa, volto logo.
— O quê? Mas agora? Apenas mande o endereço, precisamos de ajuda aqui!
Karin revirou os olhos e acenou.
— Eu volto logooo.
— Você nunca volta, Karin. – Ino proferiu, exasperada, Karin franziu o cenho mas não desfez seu caminho.
— Quanta frescura, vai ver que valeu a pena, ele é um gato.
Ela se retirou, e Ino jogou a cabeça para trás, desanimada e sugada.
Porque era tão difícil assim reunir quem você gosta? Ela viveu a vida toda com uma família que parecia viver vidas completamente distintas, amava-os mas não queria ser como eles.
Ali todo mundo era uma família, mas ela sempre tinha que esperar a oportunidade certa pra reunir todos, e ainda assim, ás vezes aconteciam essas coisas.
E ela não pode nem sentar e chorar de frustração, Sasuke adentrou a porta e acenou para trás.
— Até mais! Passo em casa no fim de semana! – Buzinaram em resposta e ele fechou a porta, só então se deparando com o caos na casa. — Whoah... lar doce lar?
— Fala aniversariante! – Naruto acenou.
— Opa, coquetel? Quero...
— Oh, meu deus, você tá chapado – Ino disse, agora sim iria chorar. Sasuke sorriu abertamente, como era raro de fazer, as bochechas estavam até coradas e ele parecia que ainda ia fazer vinte e cinco e não quarenta, tão bonitão, cheio de vida... e álcool.
— Nah, só um traguinho com os caras, e aí já posso comer meu bolo? Uau, está linda assim pra mim? – Ele abraçou-a meio pesado.
— Nós estamos mortos. – Ela choramingou, pois quando Sakura os pegasse...
Sasuke riu e beijou sua testa.
— Estamos só começando a viver, benzinho.
— Que porra é essa, estão incendiando a casa?
Sakura indagou, descendo as escadas, ajeitando um anel com um enorme brilhante no dedo.
Sasuke afrouxou os braços em torno de Ino, quase babando bem como ela.
Um vestido preto, curto, de alças finas, decote fundo e costas nuas abraçava sua figura esguia e impressionante, e alguém assoviou baixinho. Uma gargantilha de brilhantes larga estava em seu pescoço, e Sakura os fitou com as mãos nos quadris, completamente indignada.
— Você me chega agora, completamente bêbado, Sasuke Uchiha? Devia dar um tiro no seu rabo.
Sasuke seguiu até ela imune a sua ameaça e abraçou sua cintura com adoração.
— Não estou bêbado, até porque isso tudo não pode ser uma alucinação, certo. Oh, porra, está de cinta-liga, eu vou gozar.
Sakura revirou os olhos, e o puxou pela jaqueta.
— Vá pra cima, me espere no seu quarto...
— Porra, sim. É assim que eu gosto, amorzinho. Tão direta...
— Aham, tá, vai logo.
Ele subiu as escadas rapidamente e Sakura foi até Ino, fazendo careta para a fumaça.
— Que diabos, eu saio um minuto... e você? Huh, tá chorando porque?!
Ino desabou a chorar.
— Eu sou um desastre!
Sakura suspirou e afagou seu rosto, pacientemente.
— Oh, não é pra tanto. Nem tudo dá certo mesmo com todo o planejamento. Eu ainda teria o meu baço, se as táticas de combate sempre dessem certo... O que importa é como vamos contornar. É assim que se ganha as medalhas, sim? Veja só – Ela piscou um olho, e se voltou para onde os rapazes estavam. — Hey, você dois, parem de beber e comecem a arrumar essa porra de balcão. – Rugiu, Juugo e Naruto assentiram indo procurar algo para limpar a bagunça. — Sakura se voltou para a cozinha. — Hey, suas peruas, parem de comer minha obra de arte antes da hora, e comecem a organizar nas bandejas.
Hinata e Karui se encolheram coradas e correram para os armários, Sakura se voltou para Ino que a observava um carinha meio bizarra de admiração, riu e enxugou uma lágrima borrada.
— E você, limpe essa cara, e vá lá fora dizer ao Sui que se ele não acabar logo com a porcaria da fumaça, eu vou assar ele empalado no espeto.
— A-Aham! – Ela se afastou mas voltou, nervosa. — Mas e o Sasuke? Ele tá mais alto que balão!
— Desse aí, cuido eu. Ah, faça café, mas nada de açúcar e muito pó. Eu vou mostrar o que é café amargo pra esse filho da... Aff, adorei a mãe dele...
Ino correu para sala e Sakura suspirou, indo para as escadas, parou e voltou, parando diante do sofá e estendendo a mão.
— Me dá.
Gibson e Tinny, a olharam com os olhos pidões e dramáticos, mas ambos cederam o disco logo, deixando em sua mão. Sakura tomou e apontou pro chão, eles desceram rapidamente e resmungando.
Ela então seguiu para o andar de cima.
Entrou no quarto de Sasuke deixando o disco sobre o aparador próximo e ouvindo o ronco dele encher o lugar. Ele estava tombado na cama, o rosto afundado no colchão, os braços pra traz na tentativa falha de tirar a jaqueta, os sapatos pelo chão junto ao cinto.
Ela suspirou e tirou uma foto, então o acordou e levou pro chuveiro.
— Que porra. Tá frio isso aqui. Sakura? Tá frio....
— Isso é por ter bebido quando eu disse pra não beber.
— Ah, desculpe, foi só um pouquinho, e então fizemos apostas. Aaaah, foi só um trago. Porra, está frio aqui, vem me esquentar, gostosa.
— A única maneira de eu te esquentar agora é na base do tapa.
— Você gosta de sado, né, sua safada? Tão quente. Quero te foder, quando vamos foder? Quero meu presente.
— Puta merda, como fala, tira essa roupa logo.
— Isso! Disso que eu gosto. Tirando a roupa em três...
Ele nem chegou ao dois sem quase cair, ela teve que rir, meneando a cabeça. Mas ainda estava zangada.
— Idiota.
*
Sakura até gostava de lamber, mas não era bem dessa forma.
— Porra, Gibs. – Sasuke se sentou empurrando o cão de cima de si, Augustine mastigava um osso de borracha sobre a cama, e uma batida abafada de Queen vinha do andar de baixo.
Sasuke olhou em volta, meio apertado de sono e dor de cabeça. Se levantou e seguiu até a janela, vendo carros ao longo calçada e vozes da área da piscina.
Sua festa estava bombando sem ele nem estar lá.
Não duvidava que fosse um castigo. Eram nove da noite. Estava fodido.
Foi até o banheiro e tomou outro banho, esperando espantar o álcool de vez.
Saiu enrolando a toalha no quadril e finalmente reparando uma bandeja com uma xícara de café, água e duas aspirinas, também ao lado de onde ele esteve deitado, roupas separadas, até os sapatos.
Ele teve o pressentimento de que não poderia se negar a vestir nem que fosse uma fantasia de pokemon.
Já estava pondo um relógio no pulso quando Sakura adentrou o aposento. Ele não pôde evitar de seca-la embora soubesse que deveria estar com um olhar de cachorro arrependido.
Sakura não fez a mínima questão de se aproximar, apenas cruzou os braços e ficou o encarando com uma cara de tédio.
— Acordou, Alice? Ou ainda está na vibe de País das Maravilhas?
Ele optou por tentar uma aproximação, em vez de rebater ou fazer gracinha, conseguiu chegar vivo até alcançar sua cintura e encarou o diabo nos olhos.
— Você está espetacular. – Começou tentando um beijinho, Sakura revirou os olhos e se afastou indo até a cama.
— Corta essa, Sasuke.
Ih, sem malandro ou Uchiha. Parecia pior do que quando a mãe dele o chamava pelo nome todo.
Sakura pegou o os comprimidos e o café e deu a ele, delicada como uma hibrida de Hulk e Superman do mal.
— Toma isso e tenta parecer menos fodido de álcool até pelo menos metade da festa, okay?
— Okay... Hey, onde vai?
Ela apenas seguiu até a porta, o dando um olhar sardônico e frio.
— Enrolar seus convidados mais um pouco, idiota.
Com aquele par de pernas expostas assim, ela com certeza conseguiria todo mundo se enrolado, nela.
Sasuke engoliu os comprimidos de uma vez e mau teria sentido o sabor amargo do café se não fosse amargo pra cacete, logo apressando o passo atrás dela.
— Opa, calma, majestade, não precisa ter pressa. Vamos conversar um pouquinho, sim? – Puxou seu quadril até o fim do corredor e encostou-a na parede, cercando-a com o próprio corpo. Sakura cruzou os braços novamente, o ar enfadado.
— Hey, olhe pra mim. Vamos dialogar, okay? Nada de gelo, chega de gelo, já tivemos gelo o suficiente, já restaurarmos o problema ambiental do planeta com todo esse gelo.
— Desembucha, filho trocado de uma puta. Cê não é filho da Mikoto, nem em universo alternativo.
— Certo, me desculpe. Não fiz de propósito, juro, querida.
— Você é tão imaturo, não consegue, não é? – Ela atacou, venenosa e irritada.
— Porra. Sakura, eu estava com a minha família, okay? Não fale como se eu estivesse tentando te ferrar. Nós dois sabemos quem não vem facilitando as coisas ultimamente.
Ótimo, agora ele também estava puto.
E também sem razão. Não era culpa dela, e nem dele. Mas não era como se os dois pudessem se importar.
Ele nem lembrava quando foi a primeira vez que implicou e bateu de frente com ela, o motivo, ou mesmo se havia um. Não era realmente importante haver porque, mas entrar em conflito era um esporte viciante pra eles.
Sakura, encarou o teto, esfregando a cabeça, aborrecida e frustrada, sacudiu o rosto e tentou cair fora.
Ela ainda não estava com energia pra combater, e ele nunca foi o tipo que chutava o mais fraco.
— Isto não vai dar certo. – Ela ciciou, Sasuke segurou seu braço, e se pressionou contra ela.
— Oh, querida, também não precisa ser assim. – Beijou seu pulso, abraçou seu corpo e beijou o rosto. — Me desculpe, não quero culpar você. Não fiz nada pra te atingir, sabe que só quero acertar dentro de você...
Sakura riu fracamente mas abraçou seu pescoço.
— Escroto...
Ele riu, pressionando a boca em sua testa.
— Faço o que você quiser. Só não vamos nos matar ainda, okay? Também ainda quero merecer meu presente.
— Cê não merece nem punheta, seu cuzão. Ino está lá em baixo, louca pra te arrancar o pau.
— Mais um motivo pra eu ganhar pelo menos uma punhetinha...
— Babaca.
Ele puxou seu queixo, erguendo-o e beijou os lábios dela arrastadamente, saboreando o gosto de cerveja, batom e mulher madura.
— Ou quem sabe uma chupetinha, hm? Estou morrendo de saudade dessa boquinha. Hm, dessa boceta... – Arrastou a mão, do pescoço ao vale entre os seios, a barriga e mais abaixo.
— Cachorro. – Ela ofendeu, Sasuke a virou com brusquidão contra a parede, apertando seu pescoço pela nuca, apartou a mão entre as cochas dela, erguendo um pouco o vestido e empurrando seu traseiro pra cima, ou ela mesma fez isso, tanto faz.
— Vou te fazer sentir saudade também, querida. Só com os dedos. Você sempre fica querendo mais, que eu sei. Hmm, cinta-liga. Toda pronta pra mim também.
Sakura suspirou longamente, e ele deslizou os dedos nas dobras dela bem lento também, mas com uma pressão forte que a fez estremecer, e soltar o ar entre os lábios junto a um xingamento.
— Está bom, querida? Parece que está, você está realmente bem aqui em baixo. – Provocou, baixinho, Sakura se empertigou com uma pontada deliciosa, e gemeu rindo com manha, apertando o pescoço dele com o braço.
— Mais fundo. – Ronronou, balançando os quadris devagar, Sasuke afundou mais um dedo, mantendo o toque no clitóris constante, abraçou o quadril dela e alcançou um seio, o beliscando sobre o tecido do vestido.
— Hmm, mais, querido. – Ela foi mais manhosa, sabia o ser quando queria também. Sasuke riu suavemente, estocando-a com mais velocidade. Ela se retorceu sobre os saltos e soltou um gemido mais alto, ele olhou em torno rapidamente e apertou-a contra a parede de novo.
— Calma, querida, não vai querer que mais alguém ouça sua voz assim tão sexy, vai? Quer mais fundo? Eu teria que por outra coisa pra ir mais fundo, sim?
Ela resmungou algo mais, balançando-se contra ele, Sasuke levantou o vestido, apertando seu traseiro com prazer, ambicionando deixar uma marca ali.
— Quer gozar, querida? Sabe que também tem um preço sim?
— Não vai me foder. – Ela protestou, apoiando-se na parede e rebolando sobre os dedos dele com força, Sasuke mordeu seu pescoço, estocando-a intensamente, Sakura choramingou algo e começou se desfazer num orgasmo potente, ele então plantou a palma certeiramente num dos globos dela, o som ecoou por todo o andar junto de um grito de puro êxtase da parte dela.
Sakura amoleceu contra a parede, e ele estava duro, mas bem satisfeito com a obra que criou. Sua palma ficou perfeitamente desenhada no traseiro de Sakura, e quando tocou, ela se empertigou com um xingamento.
— Filho da puta.
— Coisa linda. Eu sei que você gosta de ser dominada, querida.
Sakura se voltou para ele, rindo preguiçosamente e maldosa, segurou seu queixo e apertou.
— Vai ter volta. – Avisou, então o empurrou e seguiu para o próprio quarto, provavelmente para disfarçar a cara de quem gozou muito bem.
Ele teve que dar um tempo também, para acalmar os ânimos do colega lá em baixo, e então se dirigiu para as escadas.
— Senhoras e senhores, o rei chegou. – Se auto anunciou com prazer enquanto descia de braços abertos.
— Rei não sei, mas um anfitrião bosta sim! – Naruto empurrou-lhe uma cerveja e deu um breve abraço, sussurrando que ele só se auto proclamava rei, por conta da rainha.
Sasuke teve de concordar em parte e riu.
Tinha muita gente ali, e ele ainda estava meio tonto do primeiro porre, mas não era tarde pra ser um bom aniversariante.
Sakura desceu um tempo depois, completamente impecável novamente. Ele adoraria grudar nela e mostrar que era seu presente e de ninguém mais, mas era divertido ver os caras cercando ela, e ele próprio tinha que dar a atenção para as belíssimas damas que vieram prestigiar sua festinha.
Sakura tampouco se importou, na verdade, e era irritante admitir, ela estava e podia estar bem tranquila mesmo, ela sabia quando tinha a vantagem.
E também a maldita preferência.
— Pode mandar a primeira rodada. – Avisou logo, recebendo uma dose de vodka, ergueu o copo e brindou. — Podem uivar se quiserem! – Brincou, e o pessoal uivou mesmo, erguendo os copos. Sakura revirou os olhos e seguiu para a cozinha ver como as coisas estavam andando e claro, deixando Sasuke lidar sozinho com a fúria do pingente loiro.
Olhou com enfado para a bagunça que havia, já imaginando a faxina que a casa ia ter de passar no dia seguinte.
— Porque ele tem que ser um Daddy tão charmoso? Uuuuugh. – Ino protestou adentrando a cozinha, Sakura a fitou com tédio e reprovação, e pôs as mãos no quadril.
— Já amarelou? Você não tem amor próprio, garota? – Jovem se encolheu com um risinho amarelo.
— O que eu posso fazer? Ele me apresentou um coroa tão gostoso! O cara acabou de se separar, sabe quão sedento deve estar?!
Sakura teve que concordar um pouco...
Espiou a sala e viu o tal cara, um bonitão com jeito de empresário despojado, suspirou e fitou Ino.
— Ah, garota vai gozar. – Dispensou-a dando as costas e Ino saltitou para a sala novamente.
— Eu vooooouuuu! — Cantarolou.
— E ainda reclamam de eu segurar a saídas do Naruto... – Hinata resmungou. Sakura gargalhou, embora fosse algo meio depressivo, afinal, se ela “segurasse" mais Hidan, talvez ainda estivessem casados.
Suspirou e tirou uma garrafa do armário, pôs sobre o balcão e empurrou um copo para Hinata, do outro lado do balcão, e que a fitou interrogativa.
Piscou para ela e abriu a garrafa.
— Que tal fazer ele querer te segurar hoje, hum?
Afinal, ele também deveria ter tentado segurar ela.
*
— Henry! – Sasuke exclamou dando um abraço no amigo.
— Qual a surpresa? Achou que eu fosse dispensar beber toda sua cerveja?
Sasuke deu de ombros, provocativo.
— Nada, achei que estivesse em outra fase agora, a de adestrado por uma patro-...- Fechou a boca ao dar de cara com uma belezoca de cabelo castanho avermelhado e belíssimos seios, grandes (não tão abençoada quanto Hinata) firmes e redondos.
Ele refletiu mais uma vez sobre Henry ter amarrado muito rápido, mas olhando aquele material mais de perto, não o criticaria mais...
Sorriu e a cumprimentou, ela era realmente bonita, tinha ar de menina, mas também prudência, se vestia bem, sem excessos de pele, e ainda parecia a jovem que ainda era, em relação ao par.
— Opa, você deve ser a muito bem falada Alice, muito prazer.
— E você o muito mal falado Sasuke. – Ela gracejou, cordialmente. Ele fingiu ficar ofendido, pondo a mão no peito e piscando.
— Prometo que até o fim da noite vai ter total confirmação disso, meu bem.
Alice riu, e Henry fez cara feia, levemente aborrecido.
— Até o fim da noite você vai ter é um olho roxo se ficar se engraçando pra minha mulher. Vamos lá, eu vim foi beber ás suas custas.
— Nossa, encarnou o macho Alfa. Nem parece que duas doses de Tequila não te deixam mansinho. – Sasuke devolveu, conduzindo-os em meio a massa de pessoas até o balcão improvisado com bebidas. — Inclusive, pode usar isso contra ele, querida. – Avisou para Alice, ela deu de ombros com um sorriso arteiro.
— E acha que não sei? – Passou o braço em volta de Henry e piscou, uma bela aliança reluzia em seu dedo, um diamante modesto, porém de bela lapidação. — Mas geralmente uso outros truques bem mais divertidos.
— Eita.
Henry entalou com a bebida, meio desconcertado.
— Querida, não fale essas coisas perto desse pervertido. É capaz de ele pedir um vídeo nosso.
— Vai se foder, Henry. – Sasuke riu.
— Belo bolo esse, economizaram no trigo? – A jovem brincou, vendo o “bolo” sobre o balcão, nada mais que uma torre de latas de cerveja com um lacinho no último andar.
Sasuke deu de ombros com uma Heineken na mão.
— Sinceramente espero que não, nem sou chegado a bolo, mas a data merece.
— Quanta gente, você conhece todo mundo mesmo, né? – Henry olhou em volta.
— E importa? Amanhã acho que não vou reconhecer nada além de.... Opa, aquele belo par de pernas ali... – Ele olhou por cima das cabeças vendo Sakura passar rumo a cozinha, de novo.
Diabos, ela não sairia mais de lá?
— Gostosa? Gostosa?! – Pegou uma latinha vazia e arremessou na cabeça de sabe lá quem, por quem ela passava, a pessoa o encarou e ele assinalou para que a chamasse.
Sakura voltou, com uma careta de tédio por ele a ter interrompido.
— Qual foi, eu tenho mais o que fazer...
— Que gracinha, vem cá. – Puxou-a para perto do casal. — Esse aqui é o Henry, meu amigo lá do canil da polícia, os caras também criavam ele até essa deusa aqui resolver adota-lo igual...- Indicou Alice.
— Eu fiz com você? Hahaha – Sakura riu, ele revirou os olhos.
— Engraçado dizer isso, já que mora na minha casa. – Ela revirou os olhos com desdém.
— Porque eu pago, e caro.
— Caro? Mas é uma perua mão de vaca mesmo...
— Pra aturar tua cara é.
— Você com certeza deve ser a Sakura. – Henry concluiu. — A parceira nova do Sasuke. – Sakura apertou sua mão, aquela firmeza que sempre intimidava qualquer um. Ele temeu que ela quebrasse a mãozinha de Alice, mas esta apenas esfregou os dedos encarando a mais velha com os olhos azuis arregalados, meio que entre medo e fascínio.
— Eu mesma, porque? – Henry riu, pondo as mãos nos bolsos.
— Apenas adivinhei, hahaha.
— Oh, meu deus, é você mesma... – Alice exclamou, eles a fitaram, estranhando.
— Sou...?
— Ah, é que... Você é, uau! Estou tremendo acho... acho que deveríamos dar o fora, Henry... – Cantarolou, nervosamente.
— Hã? Como assim? Não entendi... –
Sasuke fitou Sakura, também confuso, mas esta apenas cruzou os braços e fitou a jovem calmamente.
— Veja só, melõezinhos. Nos conhecemos agora, que eu saiba, mas se você sabe algo que eu não sei, e essa coisa pode ocasionalmente fazer eu te por pra fora na base do tapa, é melhor pra todo mundo que você diga logo, sim?
— Tapas? – Henry disse.
— Melõezinhos? – Sasuke estranhou, Sakura bufou e encarou o decote da moça. — Ah, realmente...
— Enfim, algo a dizer, ou cale-se para sempre.
Alice se encolheu, constrangida e suspirou.
— Er... É que eu sou... – Suspirou profundamente. — Sou irmã da Andréa...
— Quem? – Sakura deu de ombros, a moça suspirou, brincando com a aliança no dedo.
— Andréa, a nova esposa do seu ex marido...
— Não fode. Andréa?! – Henry exclamou.
— Cacete... – Sasuke resmungou.
— Meia-irmã! Na verdade... se bem que morávamos juntas... mas nos separamos quando ela foi bem... viver com ele. E eu fui morar com Henry...
— Você sabia? – Sasuke teve que indagar ao amigo.
— Ele não teve como associar. Andréa fez uma burrice muito grande, ela era, é muito idealizadora. Se apaixonou em questão de semanas.... Enfim, ela escolheu o caminho dela e está lidando com isso. A vejo pouco por conta do trabalho... – Ela explicou.
Sakura suspirou, aborrecida como aqueles olhares como se ela tivesse uma arma na mão.
Deu de ombros e se voltou rumo a cozinha, chamando a garota de soslaio.
— Que seja. Porra de cidade pequena, huh? De qualquer jeito, estamos aqui pra beber e o QG das garotas é na cozinha, então se quiser, é melhor vir antes que a tequila acabe... – Avisou.
— Como assim estão acabando com a tequila? Achei que estavam fofocando, porra. – Sasuke reclamou.
— Não sentiu a tua orelha queimar, malandro? A pauta da reunião é tuas mancadas. Inclusive, não te recomendo entrar numa cozinha com tantas facas, mulheres e tequila. – Ela acenou com a garrafa que tinha na mão vaga.
— Isso se configura em motim!
— Esperando o processinho, bebê!
Ela foi para a cozinha e Alice, seguiu mais atrás, bastante temerosa.
Sasuke já lembrava pouco da mulher ao lado de Hidan na festa de casamento, mas não as achava muito parecidas a não ser talvez altura e olhos.
— Mas e se ela usar as facas a na minha garota? – Henry enervou-se.
Sasuke riu e o puxou para o sofá, onde foram recepcionados por Gibson.
— Hey, garotão...
— Pode ficar tranquilo. Vossa majestade é cruel quando quer, mas não injusta. – Avisou para ele.
E Sasuke tinha orgulho dela por isso, observou-a erguer os shots de tequila ao ar, com um monte de mulher em torno da bancada e gritando algum grito de guerra sobre mulheres mandarem no mundo.
*
Sasuke estava quase ficando bem louco, e talvez fosse melhor mesmo. A coisa desandou depois que o bolo, um de verdade, foi servido, Sakura fizera uma obra prima de glacê, massa fofinha e recheio de algo doce com bebida. Se alguém achou que iria embora de sua festa sem um pingo de álcool no sangue, estava enganado.
Tinha gente em cima dos móveis, gente sem roupas, competições de quem enfiava mais cerveja goela abaixo e alguém acertou a própria testa com uma latinha, estourando-a como um ovo e despejando bebida na boca, para o delírio de todos.
Espera, esse alguém era Hinata?
— Hinata?! – Naruto a arrancou de cima da mesa, jogou nos ombros e saiu dizendo que Sakura era má influência.
— E eu hein? Deixa ela se divertir hahaha. – Sakura deu de ombros, e então se aproximou dele. — Eu consigo fazer isso também, quer ver?
Sasuke a puxou pra si e beijou sua boca com força, e encarou-a arfante.
— Quero provar suas outras habilidades agora, querida.
Por um momento ele achou que ela iria se esquivar e deixa-lo na vontade mais uma vez naquela noite. Sakura sorriu e se afastou o puxando pela mão.
— Você quer? Então tá, dê adeus a sua festinha. Ela já acabou pra você.
Ele nem olhou para trás, apenas seguiu o balanço de seus quadris, até mesmo o do cabelo já meio desgrenhado.
Subiram ao segundo andar direto ao quarto dele, Sasuke abraçou-a por trás, com pressa e fome.
— Ah, a camisa ficou boa em você. – Sakura avisou.
— Vou usar pra sempre. – Ele ronronou e ela riu. Entraram no quarto e Sakura o empurrou para a cama fazendo questão de arrancar a camisa preta com a logo da marca Jackie Daniel’s que dera de presente a ele num kit que veio com bebidas, um cantil e mais outras coisas que ele adorou.
E pensar que ela realmente reparara que ele gostava de manter as garrafas de Jack como decoração na casa e no quarto.
Sasuke caiu sentado e com um olhar de ordem, ela seguiu para o banheiro, voltando com uma pequena bolsa preta daquelas de guardar maquiagem, talvez, ele estava mais interessado em vê-la abrir o vestido na frente e revelar a suntuosa lingerie preta que vestia, as cintas liga o deixaram tonto.
— É hoje que eu infarto, caralho.
Ela riu e mostrou algo brilhante numa das mãos, um par de algemas. Sasuke a encarou, bem atordoado.
— Nem pensar, a fantasia não envolve médicos hoje, sim? Então...- Aproximou-se dele e levantou a perna, pousando o salto em seu peito, o empurrou de volta pra cama com brutalidade. — Mãos pra cima, malandro, você está preso.
Esse devia ser um daqueles momentos que você sabe que está fodido, mas nem liga.
— Puta merda. Okay, pode vir, eu me entrego.
Sakura sorriu de lado, engatinhou na cama até pra cima dele, e se curvou deixando um beijo forte em sua boca, Sasuke apertou suas cochas, mas cada mão foi logo rendida e posta pra cima, algemada entre as barras de madeira da cabeceira. Ele testou percebendo que eram realmente de verdade e já sentindo-se meio vulnerável ante ela.
— Pode começar o interrogatório, querida.
Sakura lhe deu um selinho enquanto mexia na bolsa e dela tirou um lenço vermelho. O dobrou e sorriu.
— Você vai dizer tudo o que quero ouvir, querido.
— Hey, hey. Me vendar? Como assim eu, vou perder o show?
Sakura riu e levou a venda aos olhos dele.
— Aonde foi dito que vai ser como você quer? É o seu presente, mas quem dita as regras sou eu.
Sakura apertou bem a venda, e acertou sua bochecha com uma bofetada leve mas ardida e um tom autoritário.
— E sem essa cara de cachorro mimado.- Ordenou. Ele se debateu um pouco sob ela, ansiando acertar um tapa de volta naquela bunda pretenciosa.
Se ela achava que o ia transformar num maricas...
— Cuidado com essas mãos, madame. Cuidado. – Rosnou. Ela riu gostosamente e deslizou mais para trás, sentando-se sobre as pernas dele, dedilhou o cinto dele e o abriu.
— Tem certeza que eu deveria? – Ronronou, passando a mão sobre a protuberância na calça. Sasuke engoliu duro, inquieto, ansioso e arisco por conta da limitação de movimentos e sentidos.
— No momento estou entre o sim e o não.
O coitadinho estava nervoso, Sakura até sentiu dó. Por bancar sempre o machão, ele não sabia lidar bem com ser dominado e apreciar.
Ficou de quatro sobre ele, roçando lentamente os lábios nos dele, apenas sentindo a textura e o sopro do hálito. Balançando-se devagar para ele sentir seus seios contra o peito, as pernas entre as suas.
— Seja um bom menino. – Beijou. — E vai sair tudo bem...
Sasuke lambeu seus lábios, por fim sorrindo com malícia.
— Já te disse que não sou um bom menino. – Avisou, enquanto ela lambia a pele de seu pescoço e clavícula. Sakura riu suavemente e ele se empertigou quando sua mão invadiu a calça e a cueca e o dominou com um aperto firme.
— Hmmm. Então terei de te castigar.
— Cacete. Sim, manda ver, querida.
— Oh, está ficando empolgado aqui. – Ela ronronou com simulada surpresa, Sasuke inspirou profundamente sentindo-a liberta-lo de uma vez e continuar com a lenta massagem.
Sakura lambeu os lábios observando-o entre os dedos, a cabeça avermelhada e cada vez mais úmida. Uma gota grossa de pré-sêmen se formou na fenda e ela salivou. Adorava como ele ficava tão molhado e viscoso, que chegava a acumular e gotejar. Havia algo de muito viril e primitivo nisso, como se ele fosse um macho sedento e sempre pronto pra reproduzir. Embora ela não soubesse porquê apreciava tanto isso, talvez fosse algum instinto primitivo de fêmea.
Sasuke entreabriu a boca, soltando o ar, as sobrancelhas escuras vincando e finalmente cedendo a um gemido.
— Porra. Se continuar assim eu vou gozar assim que você por a boca.
— É? E quem disse que eu pretendo por minha boca aí?
A reação dele foi puxar os pulsos com força, indo contra a madeira da cama e rosnar.
— Filha da... Você nem pense nisso, Sakura. Vai chupar e sentar, entendeu? Porra. Tire essa merda de mim, eu mesmo faço você...
Sakura se afastou, saindo da cama, ele se empertigou, tentando localiza-la com os outros sentidos.
— Onde você vai? Porra, Sakura, não me venha com trotes a essa altura do campeonato.
— Cacete, como você é chato. Devia ter te amordaçado e não vendado. – Ela bufou, tirando o robe de si e também o sutiã. Cuidadosamente tirou a calcinha e reajustou as ligas da cinta, Sasuke continuava incomodado e com medo de ficar algemado, cego e de pau duro na cama. Ela riu suavemente, e contornou a cama até os pés desta, se aproximou dos pés dele e agarrou a beira do jeans começando a puxa-lo de seus quadris.
— Calma, lobão, vamos deixar as coisas mais confortáveis e fáceis pra você. Até porque, quando eu começar a te foder, vai precisar do máximo de disposição pra não gozar como um garotinho. – Avisou, livrando-se da calça, e se aproximando-se de entre as coxas fortes dele, acariciou os joelhos e o interior delas.
Sasuke tinha uma potência natural, não fazia muito exercício de academia e praticava boxe, o bastante para deixar seu corpo bastante balanceado. Grosso no tronco, nas pernas, e entre elas.
Ela se curvou sobre elas, deixando o traseiro para cima e roçando os seios nas coxas dele. Ele se empertigou, mas depois sorriu com satisfação e lascívia.
— Ah, os meus bolinhos estão no ponto pra mim, hm? Deixe-me provar, querida. Estou com falta deles.
Sakura rastejou mais pra cima, pouco interessada em atende-lo. Ela também estava com falta de algo e ela que tinha a ordem ali.
Encarou com ganância a coluna dura entre as pernas dele, apoiou as mãos em suas pernas e quadril e arranhou suavemente a virilha antes de roçar os lábios na cabeça e beijar sentindo o gosto levemente salgado molha-los. Sasuke respirou fundo e mordeu os lábios quando ela lambeu-o na ponta como uma gata manhosa afim de brincar com a comida. Sakura afagou suas bolas. Beijou-as e tomou uma na boca com um grunhido de satisfação antes de lamber da base até a ponta e o abocanhar brutalmente.
Ela o atacou tão sem piedade quanto das últimas vezes. E ele desejou ver isso, ver ela se esbaldar sofregamente, e se perguntou se a venda era parte de seu jogo de se manter distante dele em todos os níveis mais pessoais como fazia desde que voltaram do amaldiçoado rancho.
Também não era como se ele tivesse poder de cortar o clima desse fodendo boquete pra ter uma espécie de DR ou bancar o terapeuta com ela. Seja como for que tentasse chegar até ela, não seria confrontando-a ainda.
E ele nem tinha condições, com ou sem algemas estava rendido.
— Merda, Sakura você vai arranca-lo.
Ela o ignorou com um risinho abafado porque a boca estava lotada dele. E ele gostava muito disso.
Sua pele formigava de encontro ao seu centro e a boca dela, sentia calor e percebia estar ensopado e trêmulo. Mal falava, moveu o quadril de encontro ao dela e Sakura saboreou ainda mais, balançando a cabeça freneticamente sem perder o ritmo. Era como se estivesse ensaiada para dançar qualquer coisa que ele tocasse. E céus, como ela dançava bem sobre seu pau, sua língua era uma bailarina ousada, e seus quadris, uma dançarina exótica e feroz.
— Querida, se continuar assim...
— Vai dar tudo pra mim? Vai? Dê tudo pra mim. – Ela pediu mais que dengosa e sedenta. Ele se retorceu no colchão, empurrando a pélvis o mais alto que podia, ansiando tocar o fundo dela. Sakura moveu a cabeça e então o tinha engolido completamente pelos melhores segundos que ele já teve em anos, logo ela afastou a cabeça, e ele não poderia reclamar pois já estava despejando em sua língua e lábios. Sentiu os respingos contra própria pele e Sakura o chupando na ponta e masturbando mais além de o deixar despejar em seu colo.
Porra, ele precisava ver isso.
— Diga que vai tirar isso de mim, majestade. Ou ao menos tire uma foto.
Ela riu, começando a engatinhar em torno dele, sobre ele.
— Haha. Tenho cara de atriz pornô? Eu hein.
— Tem talento. Seria primeiro lugar na categoria MILF e nem precisaria de silicone.
— Eu te mandaria se foder mas... – Ela agarrou seu cabelo no tronco, perto da nuca, Sasuke xingou com a pontada de dor e sentu as pernas dela se dobrarem em torno de si e o calor e cheiro de mulher aprofundarem em seu rosto. Ele estava salivando antes mesmo dela o puxar para entre suas cochas quentes. — Prefiro foder sua cara, querido.
— Porra, posso morrer mais feliz? Traga essa boceta aqui, amor. Deixe-me ver o quanto ela fixou ensopada enquanto você chupava meu pau.
Sakura gemeu baixo, apertando seu cabelo e o próprio seio. Ele roçou o nariz em sua abertura, embebendo-se no perfume de fêmea misturado a loção de algodão, que ele estava começando a amar.
Lambeu, empurrando a ponta na entrada dela e encontrando tudo molhado e escorrendo. Sakura se balançou contra ele com um gemido pidão e necessitado e ele só pode se entregar completamente a tarefa de saciar aquela boceta incrível. Chupou seu clitóris rodando a língua no botão e mordiscou ao longo dos lábios maiores, brincou com os menores e ela se balançou forte sobre ele. Guinchando palavrões e quase o arrancando tufos de cabelo.
Podia só imagina-la tão sexy, apenas de ligas rebolando em seu rosto e gritando alto para que toda a casa ouvisse se ainda não houvesse música lá em baixo.
Sentiu-a pulsar contra os lábios e língua e ela apertou as cochas juntas ligeiramente o sufocando e se liberou com miado longo e choramingado. Estremecendo completamente. Ela aguentou menos que ele, mas já estava duro demais pra pensar e esfregar isso na cara dela ainda.
Sakura saiu de cima dele e tombou ao seu lado, com um gemido meio cansado. Roçou o rosto no dele, ainda molhado de seu gozo. E o beijou.
— Eu poderia desmaiar agora.
— Eu sei, mas não vai. Você não obteve o bastante deste meu belo pênis.
— “Belo pênis”? Se queria me fazer broxar...
— Foi mal, ainda estou meio bêbado de Daniel’s e boceta...
Sakura riu, erguendo-se, se sentando no quadril dele. Sasuke suspirou deliciado com o atrito da fenda dela em si. Ela afagou seu rosto com a palma. Se curvou e o beijou o maxilar daquela forma que ele já conhecia, balançando-se para excitar os dois.
Ela se ergueu e novamente o estapeou, mordendo os lábios, e passando a mão em torno do pescoço dele. Arquejou de desejo. O pênis dele pulsando em sua entrada.
Sasuke não reclamou do aperto na garganta, queria o de dentro dela. E pela amanhã seria ele a apertar seu pescocinho e fodê-la pra ensinar quem novamente mandava. Simples e satisfatório, alternando deliciosamente.
Ela se ergueu um pouco, sentindo a cabeça roçar a entrada, e então baixou o quadril lentamente o engolindo. Gemeu para o alto e se balançou. Seu clitóris roçava a virilha dele e seus olhos reviravam. Os braços de Sasuke estavam tencionados para a direção da cabeceira, os pulsos avermelhados com o atrito no metal das algemas.
Ela balançou pra frente e para trás. Num ritmo cada vez mais insano, a cama indo na dança, um suave ranger ecoando com os ofegos e gritos dela.
— Que pau gostoso, caralho. Isso! – Rosnou. — Está tão inchado dentro de mim. Tão duro dentro de mim.
— Isso, querida, foda-me.
Porra, uma chupada e ele já era seu escravoceta.
Sakura baixou as mãos do pescoço dele para apoiar-se no peito suado. As pontadas de prazer a atingiram como raios e ela acabou caindo sobre ele. O rosto ao lado dele enquanto seus quadris tinham vida própria. Sasuke ofegou de maneira sensual soltando um impropério contra o ouvido dela e cheirando seu cabelo.
As pernas dela vibraram e suas pálpebras fechadas a fizeram ver pontos de luz e um ardor delicioso floresceu em seu ventre. Sasuke mandou ela gozar, pois não daria pra segurar muito mais. E ela se liberou esfregando os lábios nos dele, os olhos apertados e envolvida em seu cheiro e calor. Sasuke tremeu sob ela, ainda empurrando dentro dela como podia e então gozou e ela podia jurar que o sentiu inunda-la.
— Puta merda... Sakura, ainda está viva?
— Arrogante. – Ele riu, ainda descrente na verdade.
— Na verdade, eu só quero confirmar se eu estou vivo.
Sakura riu fracamente, ainda deitada sobre ele. Desatou a venta e se sentou.
Sasuke piscou, momentaneamente atordoado pela claridade e então a encarou. Ela ainda estava rosada de esforço e brilhando de suor, a maquiagem borrada e o cabelo desgrenhado, seus olhos brilhantes e a boca num sorriso bem humorado e puxado. Os seios ainda duros e conectada a ele, podia se sentir escorrer dentro dela.
Não sabia se ainda ofegava, ou se começou a perder o ar de novo. Só de uma coisa.
— Caramba, como você é linda.
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