Killer Queen

21 Rainha Conceptiva


Notas iniciais
Olaaaaaaar, eu ia deixar vcs se moerem mais por esse cap mas decidi q talvez ele possa ajudar a galerê q vai fazer enem a relaxar (ou piorar mais a situ...)

Semanas depois.

O despertador tocou, e Sasuke ainda sentia como se tivesse acabado de dormir. Sentiu um dos braços pesado demais para mover em direção ao aparelho. Então rolou quase sobre o corpo de Sakura e desligou o toque irritante. Ela apenas suspirou, fazendo-o de travesseiro.

Ele espiou o relógio ainda torcendo para que fosse cedo, e soltou o ar, decepcionado. Pousou o rosto no cabelo dela, e deslizou a palma por suas costas.

— Hey, hora de acordar, majestade.

Sakura se encolheu um pouco, resmungando e balançou a cabeça numa negativa preguiçosa.

— Não tive minha cota de sono real completa ainda. Então caia fora.

— Uma pena, mas alguém tem que fazer o café...

— Então seja um bom PA e faça isso. – Sasuke se sentou, rindo e se curvou, esfregando o nariz ao longo das costas dela, um beijo e ela se arrepiou e xingou. — Cai fora, se ainda estou com sono a culpa é sua que não sabe nem arrumar uma foda direito.

Sasuke revirou os olhos e deixou a cama, coçando a barba por fazer e indo até o banheiro. Sakura iria esfregar em sua cara um encontro mal sucedido até cansar.

Ultimamente ela finalmente resolveu sair com um cara aqui e ali, foi a três encontros nas ultimas semanas, embora somente um houvesse terminado em sexo.

Embora a enchesse com isso, ele sabia que ela não estava afim de levar toda a coisa só no sexo. Ela foi monogâmica a vida toda, praticamente, acostumada a ter um cara só e este dar-lhe mais do que sexo quente. Então ela estava apenas pegando um pouco de companhia pra conversar, jantar e ir aos eventos chiques que gostava de ir antigamente.

Saiu com uns três solteirões recomendados por Rachel, que parecia empenhada em lhe conseguir um sexo fixo (parece que Sakura não lhe contara ainda que estava tendo isso com ele, Rachel provavelmente o estaria empurrando para ela, afinal) ela saía, jantava com eles, voltava pra casa, então Sasuke dava a ela uma foda boa, e ela ia dormir toda serelepe. E ele podia se gabar com isso.

Mas ontem, o jogo meio que inverteu, ele saiu com uma belezoca latina, mas no meio do encontro no cinema, a mãe dela apareceu do nada e a tirou do cinema á bolsadas.

E ela nem era alguém fingindo a idade, provavelmente apenas um bebê que a mamãe controlava. Triste, mas ele não podia intervir muito...

Os amassos foram bons, mas ele teve de voltar pra casa com as mãos abanando, Sakura estava em casa falando com Rachel.

As duas estavam ainda mais coladas desde que a ruiva dera a luz á dois miúdos gêmeos de oito meses. Eles eram frágeis e exigiam toda a atenção, Rachel ainda estava brigada com o pai deles, mas parecia que ele havia caído na real e voltado, implorando para estar com ela ao menos no que se resumia a cuidar dos pequenos. Sakura estava como um cão de guarda pronta pra chutar as bolas dele, se preciso fosse.

Isso fazia Sasuke recordar que a esposa de Hidan, já deveria ter dado a luz também. Agora sabendo que ela era irmã de Alice, ele poderia até perguntar a Henry, mas evitaria.

Sakura poderia até lidar bem com alguém próxima da outra ao redor, mas não sabia como ela reagiria ao bebê do ex, e nem queria saber.

Ele desceu e fez um café rapidamente, ainda havia suco na geladeira, fez ovos e umas torradas com bacon. Jogou tudo na bandeja e deixou separado a parte pra quem quisesse comer junto com a caixa de cereal. Não estava afim de virar a empregadinha de ninguém.

Subiu com a bandeja novamente ao quarto justamente para evitar reclamações. Entrou e deixou a bandeja sobre a cômoda, Sakura ainda se espreguiçava. Ela até sabia dormir bem quieta em seu lado da cama, mas quando tinha que acordar e estava com preguiça, ela se remexia na cama toda, se esticando e resmungando, bagunçando tudo ainda mais.

Pelo menos, ele podia ver suas pernas enroscadas no lençol e o traseiro arrebitando.

— Hora de acordar, querida. – Disse, aproximando-se da cama. Sakura coçou a cabeça, e abriu os olhos até ele. — Vai acabar se atrasando e me culpando, então, mova a bundinha pra fora daí e vá comer algo.

Sakura suspirou, levemente aborrecida, mas então pareceu notar algo muito mais apetitoso, seus olhos brilharam e ela rolou sobre o estomago, apoiando-se nos cotovelos.

— Hmm, adoro quando você fica assim. – Ronronou, ele arqueou a sobrancelha, intrigado, mas apreciando aquela expressão safada.

— Assim como?

Sakura riu e pousou a mão moldando-a no pênis dele facilmente sobre a calça moletom, o massageou lentamente. E não era difícil deixar esse cara empolgado pela manhã, ainda mais já apreciando a visão dela naquela camisola rosa champanhe.

— Quando fica assim, acessível pra mim. – Ela declarou, puxando a calça e o expondo, ergueu-se e deslizou uma lambida da base até a ponta, já colhendo uma gota salgada na ponta.

Sasuke inspirou, pousando a mão em sua nuca e ela se pondo sobre os joelhos o mamou devagar, mas esfomeada.

— Vai me fazer usar moletom o resto da vida? – Sakura riu, a boca cheia. Ele desceu as alças da camisola, afagando os seios em riste. — O que há com esse tesão todo? Não te tracei o bastante ontem? – Rosnou, beliscando os mamilos. Puxou-a pelo pescoço, ponto a testa contra a dela, beijou-a até perder o fôlego. — Deite e abra essas coxas pra mim, cadela.

Empurrou-a e ela deitou de bom grado sobre as costas, Sasuke puxou-a pelos joelhos, empurrou a camisola para a barriga e esfregou o polegar em seu clitóris enquanto se masturbava, Sakura repuxou o lençol abaixo de si, rebolando sob o dedo dele.

— Me foda logo. – Mandou, travessa, ele deu um tapa em sua coxa e puxou-a mais perto de si, contra o quadril, empurrou a cabeça dentro dela e a arremeteu continuamente. Ele não tinha o costume de transar matinalmente, até porque evitava dormir fora e tinha que sair cedo, mas se Sakura estava afim de dar banquete completo, ele só poderia comer de muito bom grado.

— Caralho, que boceta insaciável, querida. – Sasuke chupou o pescoço dela, arrancando-lhe um gritinho mais alto e se ergueu, puxando-a pelo joelho e rolando-a sobre o estomago. Pressionou suas costas contra o colchão e puxou o quadril mais alto.

A camisola era apenas um anel amassado em torno da cintura dela e Sasuke apoiou um joelho no colchão, apertando os dedos em seu quadril e arremetendo profundamente. Sakura gemeu contra a colcha, balançando para ele.

Foi cada vez mais forte, chocando contra ela, apertando a bunda e estapeando como ela gostava e não admitia. Puxou pelo cabelo, arqueando-a de encontro a si. A pressão dentro dela o deixando cada vez mais na borda.

— Quem está acessível agora, hm? Mal esfrego meu pau em você e já fica com essa boceta ensopada me esperando. Toda apertada, porra.

Puxou-a mais alto, fazendo-a se sentar sobre os joelhos, Sakura estava vermelha e arquejante demais para revidar. Sasuke abraçou sua cintura, fodendo-a com a testa apoiada atrás de sua cabeça, quase achando que não daria conta de espera-la até ela finalmente gozar, rebolando pra ele e com as mãos esfregando as deles nos seios e no clitóris.

Deitou sobre ela, ofegante, sentindo os músculos meio doloridos e dormentes. Empurrou um pouco mais dentro dela só para senti-la estremecer, quente e melada.

Deitou de lado e Sakura o estapeou de leve, rindo.

— Obrigada pela refeição.

— Ué? Mas quem comeu fui eu...

Ela o estapeou mais forte dessa vez e riu.

— Vadio.

Sasuke se ajeitou na cama e puxou a bandeja para o colo finalmente dando vazão a fome. Sakura sentou, bocejando, comeu também e resolveu ir primeiro ao banheiro. Ele ficou observando suas coxas avermelhadas e escorrendo.

Tinha que admitir que achava sexy deixar ela assim, e ela não dava a mínima.

Ainda com uma alça da camisola caída, ela escovou os dentes, eles já estavam tão acostumados a alternar entre o quarto de um ou outro que já era normal ter a escova dele no banheiro dela e o inverso. Inclusive ainda tinha que vasculhar o closet da louca atrás de uma camisa que sua mãe lhe havia dado.

Se a perdesse, perderia uma das bolas.

— Sabe onde está aquela minha camisa vermelha sei lá o que, ah, bordô o nome?

Sakura deu de ombros com a boca cheia de espuma.

Ele bufou, lembrando que ela gostara muito daquela camisa nele, a tirara com todo carinho enquanto o montava.

— É melhor encontrar logo. Ela está no seu quarto, e minha mãe vai me matar se eu perdê-la.

Sakura revirou os olhos, e cuspiu a pasta na pia.

— Bebêzão.

— Falou a que adora mamar. – Ele riu quando ela passou, deu-lhe uma palmada sonora no traseiro e ela apenas acenou com o dedo do meio, abrindo a porta para a passagem de Gibs e Augustine que praticamente a derrubaram no chão ali mesmo.

— Ai, porra, suas bolas de pelo. — Ela reclamou e riu, entre patadas e lambidas, já sentada no chão. Alternando-se entre afagar um e outro.

Sasuke pôs a bandeja de lado e os chamou para cama para dar a ela tempo de ir se vestir. Eles pareciam ter decidido entre si qual era o melhor (ou pior) horário para exigirem a atenção.

Queriam que Sakura rolasse pelo chão com eles logo de manhã, e no fim do dia, Sasuke mal podia chegar dentro de casa sem estar apenas de meias ou descalço. As duas figuras aprenderam a tentar arrancar os sapatos dele sempre que ele descia do carro até o momento em que sentava o traseiro na poltrona.

Ás vezes era tão bom ter alguém pra lhe tirar os sapatos quando chegava cansado, que Sakura dizia que ele se aproveitava até dos animais. Mas, na maioria das vezes, ele caía no chão e era arrastado pelos dois furacões de pelo até perder os sapatos, então eles corriam pela casa cada um com um par e o esperavam vir persegui-lo, ou seja, ele terminava até mais cansado e alguém tinha que ir fazer essa perseguição por ele, geralmente Ino ou Sakura. Ele estava mesmo ficando velho.

— Venham aqui seus lambedores de bolas! – Gritou da cama, os cães se puseram prontos a um ataque simulado, latindo alto, excitados, ele riu sabendo que o resto dos inquilinos levantaria aos resmungos. Pegou um osso de borracha e correu para fora com os dois no encalço, seguiu até a cozinha já com Gibs pendurado na extremidade do brinquedo e Tinny puxando a barra de sua calça entre os dentes.

Livrou o osso dos dentes de Gibson e o lançou através da porta antes que os filhos da mãe o deixassem nu.

E pronto, já estava cansado, e o dia mal começara.

— Você ainda está assim? – Sakura disse, vindo pra cozinha, os outros logo atrás mas ela era a única pronta pra trabalho ainda. Apenas pondo um par de brincos.

— De nada por ter livrado seu rabo de rolar no chão até agora. – Rebateu, ela riu e passou, depositando um beijo em seu maxilar, mas ele a segurou perto mais tempo.

— Que mau humor, nem parece que já tinha te recompensado previamente. – Piscou, faceira e ele riu, contornado sua cintura.

— Ah, então foi por isso? – Ronronou de volta e ela riu antes de o beijar.

— Não, vocês dois. Pelo amor de deus, já me basta acordar com um combo de gemidos e latidos de cachorro. Apenas chega! – Ino protestou, vindo toda descabelada. Sasuke riu e deixou Sakura ir, indo até ela e beijando sua testa.

— Ouch, desculpe querida. Sabe que é ela que me ataca.

Sakura gargalhou de sua dissimulação e Ino estreitou os olhos pra ele.

— Todas as cinco vezes?

— E você contou? – Ele piscou surpreso, e ela ruborizou como raramente.

— Só-só estava curiosa. Pra saber se vocês coroas tinham pique mesmo...

— Tem certeza? Porque se quiser ver, sabe que pra mim é tranquilo e favorável... Mas...

— Nem pagando seu peso em ouro. – Sakura decretou já com cara fechada e seguindo pra sala. Ino murchou um pouco e ele realmente percebeu que ela estava até afim.

— Já me bastam esses coroas safados atrapalhando meu sono, agora você me vem de voyeur? Puta que pariu hein? – Suigestu se pronunciou.

— Calma, Sui, todos sabemos que o som mais alto que consegue reproduzir é o das suas punhetas. – Juugo disse, com uma xícara de café entre os lábios e o jornal em frente à vista.

Sui ficou vermelho e indignado e Ino faltou deixar os olhos caírem.

Sakura gritou um “Meu garoto!” de direto da sala.

— Porra, mano, aquilo foi só uma vez, eu já pedi desculpas, não sabia que cê tava em casa!

— Fofooooca! – Ino gritou.

— Está mais pra um testemunho de trauma... — Juugo suspirou e Sasuke decidiu que só tinha louco morando naquela casa.

Foi pra sala vendo Sakura em frente à TV junto dos cães. Olhou o relógio e lembrou que estava atrasando-se.

*

— Bom dia. – Sasuke cumprimentou quase que forçadamente, só por conta da notícia de que havia federais.

Sakura não dava muito a mínima, apenas sentou na beirada da mesa segurando uma caixa de rosquinhas no colo e com o telefone na mão. Mal humorado, ele sentou na cadeira e observou-a em toda a sua serenidade.

— Isso é hora pra se entupir de doce? Jogou a dieta fora? – Ela deu de ombros abocanhando um pedaço.

— Não é como se eu estivesse fora de forma, é?

— Também não é como se com esse corpão não pudesse ter diabetes, querida.

— Ownt, que fofo que se preocupe com a minha saúde, mas e quanto á você? Quando foi a última vez que foi ao médico sem ser pra trepar com um estetoscópio no pescoço?

Ele meneou a cabeça, pensativo e riu.

— Não sou eu que fico com aquilo, mas, acho que você ficaria ótima com um. – Disse, não deixando de relancear um olhar nas pernas dela, Sakura o fitou e sorriu mordiscando os lábios e cruzando-as.

— Oh, sim é?

Ele pousou a palma em seu joelho e afagou ligeiramente.

— Putz, com um jaleco então...

Ela quase o respondeu, mas notou primeiro a vinda de Kakashi e mais dois homens de terno, um era grande e corpulento com um corte de cabelo bastante baixo, cavanhaque espesso, e uma corrente de ouro um tanto chamativa pela espessura, sua ascendência parecia latina e a cara nada como a um federal, na verdade, parecia o tipo que federais prendiam, isso sim.

O outro, com terno bem alinhado, cabelo louro passado no gel e sorriso fácil pra qualquer uma com uma boceta não era novidade para Sasuke. O filhinho de papai influente que acha que todos abaixo de si são como meros mortais e escravos.

— Sasuke, Sakura. – Kakashi cumprimentou, dando um olhar mais atento aos dois, os estudando como se procurasse algo. Claramente notando a mudança no ar entre os dois.

Sakura se levantou da mesa, pondo a caixa de lado e Sasuke também, sem conseguir esconder o ar enfastiado.

— Chefe. – Ela acenou com o rosto.

— Esses são os agentes Max Cloverfield. – Indicou o loiro e então o outro que os cumprimentou polidamente. — E John Santana. Eles vieram dar uma averiguada...

— Quer dizer, tomar algum caso em que estamos ralando? – Sasuke soltou, Sakura o fitou de lado, aborrecida e já disse logo.

— Cara, dê uns minutos dê cortesia pra começar a ser cuzão. Nunca vai aprender a receber visita?

Ele a fitou mais aborrecido ainda.

— O quê? Ainda tá zangada com aquilo? Puta merda, mulher. E além do mais, visitas são geralmente convidadas.

Sakura revirou os olhos, cruzou os braços e virou a cara.

— Ah, foda-me. – Resmungou.

— Se pedir com jeitinho... — Ele ciciou, recebendo um olhar mortal que fingiu nem ver. Kakashi suspirou audivelmente.

— Podem ficar tranquilos. Queremos apenas uma pequena colaboração para o nosso caso, o foco é São Francisco, então creio que não iremos abocanhar nenhum peixe de vocês. – O Sr. Santana avisou, amigavelmente até.

Então Sasuke apenas quis saber que diabo de graça o outro franguinho via em Sakura, parecia louco pra rir só de olhar pra ela, ao mesmo tempo em que a expressão era maliciosa.

— Ah, tudo bem então. Né, malandro? Pode parar de mijar ao redor agora. – Ela disse, muito satisfeita e sorridente.

Sasuke resolveu que mijar ao redor era o melhor pra afastar cães sarnentos e reconhecia um quando via.

Abraçou a cintura dela firmemente e sorriu forçado.

— Ah, obrigado, querida. Me sinto bem melhor. — Ela o fitou como se ele fosse retardado (nada de estranho nisso), afinal não pegou a mensagem.

Não queria ela na mira do pau de um pirralho dos federais, esse fodidos sacaneavam qualquer um por conta de qualquer despeito.

— Er... — Kakashi continuou, desconcertado e meio que sentindo que dormiu demais e deixou algo passar batido. — Os rapazes aqui precisam de uma pista com um fornecedor de maconha pra algumas das nossas estrelas Hollywoodianas, e eu disse a eles que você poderia ajudar com isso, Sasuke, sei que tem alguns informantes nesse meio.

Sauke coçou o queixo, pensativo e deu de ombros.

— Me deem um nome e eu posso mover uns pauzinhos com meus amigos de cachimbo.

— Kakashi como esse cara é policial? – Sakura teve que indagar. — O fodido está aqui dizendo claramente que fuma maconha com pilantra fornecedor...

Ele teve vontade de apertar a bochechinha dela e beijar seus lábios. Ela era uma gracinha quando acabava bancando a tolinha iniciante. Dava vontade de senta-la no colo e ensinar com todo o carinho até.

— Ownt, como essa coisinha matadora de terroristas não sabe de uma bobagemzinha dessas, né Kakashi? – Brincou alertando o queixo dela. Sakura o encarou com um olhar que dizia que o mostraria a “coisinha matadora” se ele não parasse de graça.

— Porque você não ensinou? — Kakashi replicou, aborrecido.

— Haha, ops? Enfim, às vezes precisamos ter um pézinho na lama pra entender a profundidade, entendeu, querida? Informantes são bons para chegar ao chefão. Esses ratos que vendem a droga nas ruas sempre vão surgir, não importa o tanto que prendamos.

— Mas se começarmos das ratazanas maiores, podemos dar um jeito mais rápido e eficaz. – O agente Santana completou.

Ela assentiu, cruzando os braços.

— Exatamente, então temos um trato sim. Passe-me os nomes e vou fazer o possível pra achar algo do seu cara. – Sasuke apertou a mão dele, fechando o acordo.

— Logo as receberá. E obrigado.

Ele se afastou junto de Kakashi, conversando.

— É, parece que teremos hora extra, querida.

— Tenho mesmo que ir pra becos sujos atrás de drogados com você?

— Er... Tem, tem sim, parceira.

— Te abomino.

O agente Santana acenou de longe e eles de volta enquanto Cloverfield se aproximou com os olhos brilhando para Sakura e mal contendo a vontade de rir.

— Com licença, só uma pergunta, hahaha.

— Hum?- Ela o olhou como se ele fosse retardado.

— Uma curiosidade. O Carpete combina com as cortinas?*

Sakura estreitou os olhos pra ele e Sasuke não sabia se o socava ou acabava rindo com ele.

Era melhor soca-lo primeiro ou seria socado de qualquer jeito.

Sakura forçou um sorriso e bateu no ombro e do garoto de leve.

— Hahaha, já entendi. Esperou por essa um bom tempo, hein?

— Hahaha! Sim! Puta que pariu, siim! Desde que pus os olhos em, bem, as cortinas, hahahaha!

Ela deu uma risadinha afagando seu ombro enquanto ele se contorcia de rir e chamava a atenção dos outros ao redor. O parceiro dele pareceu que preferia vê-lo levar um tiro do que aturar mais essa.

Sasuke conhecia o sentimento.

— Nah, pode ficar tranquilo, ouço essa faz tempo. – Sakura declarou. — Desde bem nova, né, Sasuke? – Disse, mandando-o um afiado olhar de esguelha.

Ele quase deu uma chorada por ela o lembrar da primeira vez em que conseguira deixa-la irritada o bastante para chutá-lo nas bolas. Ah, o colegial...

Foi quando ele usara a mesma fodida piada.

Naquela época era infame o bastante para usar essa numa dama, qualquer dama de cabelo exótico, hoje se sentia até com vergonha, era uma piada bem baixa e invasiva pra se usar num estranho.

Se ele mesmo sendo inimigo declarado da época já levara aquele baita esporro, esse cara era mais sem noção do que ele pra usar essa numa mulher que conhecera a menos de dez minutos.

— Sabe que eu te adoro. – Disse pra ela, que se voltou ao idiota.

— Hah, jura? Deve ser acostumada mesmo! Hahaha.

— Claro que sim, até fico ansiosa pra acontecer. – Ela sorriu, ele a fitou curioso e malicioso.

— Oh, sim? – Ronronou, já se eriçando.

— Mas claro. Fico ansiosíssima pra acontecer, assim, posso fazer isso.

E lá foi.

Ela acertou o joelho direito bem entre as pernas dele. O grito de agonia provavelmente foi a única coisa que impediu a delegacia inteira de ouvir os estralo das bolas dele e uma exclamação coletiva de homens empáticos e mulheres quase ovacionando se deu em seguida.

Sakura bateu no ombro dele e o empurrou para longe, fazendo-o recuar curvado segurando o par de omeletes, mais vermelho que uma pimenta.

— Obrigada pela chance de hoje. – Ela disse, no tom mais adorável e catou o blazer sobre a mesa seguindo rumo a saída. — Hora de trabalhar. – Cantarolou. — Anda, Sasuke. – Esta parte já soou mais tétrica e ele pegou a jaqueta, a seguiu a uma distância segura e fazendo questão de levar a caixa de rosquinhas.

— Quer um cappuccino, querida? – Ofertou, mas ela apenas rosnou, então ele teria que esperar outra oportunidade para usar um dardo tranquilizante nela ou sei lá.

*

— Oh, Ray. Ele é uma gracinha. – Sakura disse, o tom amoroso enquanto segurava o bebê no colo, ainda que sem se movimentar muito com medo de ocasionar algum acidente. Afinal, não sentia que tinha mãos adequadas pra segurar um bebê tão novo e frágil.

Na primeira vez que segurou Himawari, ficou toda desconcertada e constrangida (ele e Naruto não ajudaram muito, zuando ela) mas com os nenéns de Rachel, ela parecia um pouco mais a vontade (e afetada) mesmo que assustada com aquelas coisinhas miúdas.

Ele não fazia tanta questão também, mas em alguns dias Izumi estaria dando a luz, e ele teria que se acostumar a segurar esses pedacinhos de gente de uma vez por todas.

— O quê? Não precisa ser tão gentil. Ele tem esta cara de bolacha molhada, eu sei, posso conviver com isso. – Rachel deu de ombros.

— De onde tirou isso? Ele é um bebê lindo. Você é louca, não fale assim do pirralho, vai crescer complexado ou sei lá.

— Complexado com a verdade? Ele puxou essa cara inchada do pai dele. Pode ter certeza, eu vi no álbum dele de criança. Malditos genes paternos. – Rachel se abanou, com a pequena Dayse no colo, ela era menor que o irmão e com mais cabelo.

Sasuke tinha que concordar que a falta de cabelo não deixava o rapazinho Theo menos parecido com um biscoito molhado mesmo. Sakura analisou o bebê atentamente, mas por fim balançou a cabeça e o devolveu ao moisés azul sobre a mesa de centro com todo cuidado.

Rachel falava assim, mas podia facilmente imagina-la fazendo um escândalo na escolinha quando alguma criança ofendesse sua cria.

— Você é louca, aposto que está amargurada porque até Dayse puxou a manchinha de nascença do Marc.

Rachel bufou, fazendo pouco caso.

— Bom, nós temos que ir. Só queria saber se você está bem sozinha só com a empregada. Tem certeza que não precisa de mais ajuda, Ray? Sei que não gosta da sua sogra...

— Prefiro criar setenta gêmeos do que ter a ajuda dela, meu bem. Ela acha que vai me provar que não serei uma boa mãe de primeira viajem sem ela. Mas só está me dando o prazer de não ter que submeter meus nenéns a companhia dela. – Rachel se levantou pondo Dayse no outro moisés.

Duas semanas depois da cesárea e ela parecia bem em forma, apenas desgastada das crianças, Sasuke reparou.

— A empregada está acostumada a lidar com bebês. E bem, Marc disse que iria tirar férias e vir ajudar. Vamos ver o quanto ele também aguenta. – Declarou, ardilosa.

Sakura riu e abraçou-a.

— Cuidado pra não virar o feitiço contra si, viu? Sabe bem o quanto ele pode ser teimoso.

— Essa eu pago pra ver.

Sakura presumiu que ela realmente queria uma prova por parte dele, de que estava disposto a encarar isso sem dar mais pra trás. Suspirou decidindo não opinar mais, e torcer pra dar tudo certo.

Se não desse, ela estaria lá para Ray, de qualquer forma.

— Okay, acredito nas suas decisões. Apenas tenha juízo e lembre que agora tudo envolve essas coisinhas aqui, sim? Nada de batalhas de ego.

— Tá, tá. Sua chata, deixe-me tortura-lo, ora! O parto foi cesárea, mas ele tem que sofrer pelas minhas contrações! E que tal pararmos de focar na minha maravilhosa reprodução e trabalharmos na sua? Huum?

Sakura riu, a abraçou de novo e foi pra porta, seguida de Sasuke.

— Até mais, queridaaa. E boa sorte com essas fraldas.

— Que vaca! Devia fazer você e Marc ficarem pra um curso intensivo!

— Tchauzinho!

Sakura e Sasuke deixaram a bela casa de Rachel num ótimo condomínio, onde inclusive havia o imóvel que Sakura tomou de Hidan na partilha de bens.

— Vamos fazer parada pra comer? – Ela indagou, ligando o carro. Sasuke deu de ombros.

— Por mim tanto faz. – Ela o fitou de esguelha.

— O que foi? E essa cara de quem desconfia que foi enrabado?

Sasuke fechou a cara e ela riu.

— Confirmou?

— Ah, vai se ferrar!

Ela gargalhou e prestou a atenção no trânsito. Ele continuou encasquetado, gostaria de poder ignorar, mas não seria dessa vez.

Talvez se o olhar dela nas crianças não refletisse algo meio vazio que ela parecia não perceber... Sei lá.

— Você... Você e Hidan, porque nunca tentaram?

Sakura o observou e deu de ombros, com um suspiro.

— Ele não era o tipo familiar, não teve os pais por muito tempo e não tem parentes. Então acho que nunca sentiu falta de algo que não teve... Bom, pelo menos não até agora. Eu não precisava de mais uma responsabilidade que me exigia ser perfeita. Pelo menos no começo, era assim. Eu continuei o controle de natalidade até não fazer mais diferença, e o tempo passou e passou.

— Acha que teria feito diferença?

Sakura balançou a cabeça, refletindo então ele viu aquele vazio de novo, e quando ela deu de ombros, teve certeza que ela não o percebia.

— Ele ou ela teria quantos anos? Talvez treze? Nah, acho que algumas coisas são inevitáveis e alguns finais apenas tem de vir. Então se acabaria de qualquer jeito, foi melhor não ter sobrado nada entre nós que nos ligasse e que sofresse nos vendo separados.

Sasuke assentiu, entendendo seu ponto. Achou meio cruel ela ver uma criança como uma sobra de um relacionamento, mas já estava acostumado com ela pondo essas coisas em parâmetros distantes e impessoais para não se magoar mais.

Ela já tinha muita coisa em sua vida para machuca-la, pensar no que mais poderia ter havido, não era de muita ajuda. Sem falar que insinuar que uma criança salvaria um relacionamento, principalmente para Sakura, devia soar uma piada de mau gosto.

Ela era prova viva de que crianças não eram garantia de uma família e um casal unido.

Talvez o melhor acerto dela e de Hidan tivesse sido evitar esse bebê.

No entanto, ainda o incomodava ela abrir mão disto.

Seu telefone tocou e Sakura o pegou no painel, dando a ele já que ele parecia avoado.

— Oi, mãe, o que foi? Hã? Não fo... Tá, tá, eu to indo sim. Não, não importa, nós vamos sim, aonde vocês estão? Okay, estou indo, e calma, mulher!

— O que foi?

— Toca pra maternidade, querida. Izumi está dando a luz.

Sakura ergueu as sobrancelhas e por fim suspirou, meneando a cabeça.

— Puta merda, hein? É temporada de partos?

Sasuke riu de nervoso, além da voz da mãe ouvia ao fundo o próprio caos, Izumi gritando, Itachi nervoso, seu pai apressando a mãe, sabe-se lá quem mais da família estava lá. Mas ele não estava muito afim de lidar com essa parte do grande momento.

— Eu geralmente só trabalho na temporada de reprodução.

— Cuidado, malandro, cuidado.

Sasuke entendeu o que ela disse e até sentiu arrepios.

*

Quatro meses depois.

— Acorda, vagabundo. – Sakura resmungou enquanto saía da cama, Sasuke passou o braço ao redor dela e puxou-a de volta, cheirando-a e concordando que dormir na cama dela era um pouco mais gostoso do que na própria, lá tinha ainda mais do cheiro dela, e ela gostava de colchão macio e flexível, qualquer movimento e você ricocheteava nele como numa cama elástica. Ótimo pra montar.

— Relaxa, é fim de semana.- Murmurou, preguiçoso.

— Fim de semana, mas sua agenda está lotada, visitar Kakashi no hospital e o batizado do seu sobrinho. – Ela avisou, sentando-se em seu colo e mexendo o cabelo da frente do rosto dele.

Sasuke suspirou, já sentindo cansaço só de lembrar.

Primeiro seu sobrinho Kenton estava deixando toda a família meio louca, o menino era ou muito fresco, ou mimado pelos pais. Sasuke chutava as duas. Chega era apavorante ver o tanto que todo mundo o amava.

De um lado seus pais e parentes querendo o garoto no colo e do outro, Itachi praticamente apontando uma arma de tão ciumento e cuidadoso que estava para com a criança e a mãe. Agora melhorou bastante.

Izumi estivera um pouco estressada, talvez mais com todo o assédio e euforia da família do que com a maternidade em si.

E então, havia Kakashi, que era o que mais o preocupava no momento. Seu velho amigo havia sofrido um infarto, enquanto estava sozinho trabalhando até tarde no escritório de casa, a esposa o encontrou caído e ele escapou por pouco.

Agora estava com uma cirurgia para por um marca-passo, e provavelmente mais perto da aposentadoria.

Alguém teria que substitui-lo nem que por um tempo e isso era preocupante até certo ponto.

Sakura acariciou seu peito, percebendo o quanto estava compenetrado com tudo isso. E ele inspirou, não havia o que fazer de todo jeito.

— Bom, que seja. Não tem jeito, então que tal uma mamada antes de começar o dia? – Ofertou, dobrando os braços atrás da cabeça.

Sakura revirou os olhos e se curvou apenas com um beijinho molhado.

— Adoraria fazer seu dia começar maravilhoso, mais do que já fiz com a noite.

— Sério?

— Não. Agora me larga e tira a bunda do meu colchão. Você é enorme, vai deixar um lado fundo e isso é um saco. Vivia trocando de colchão por causa do Hidan.

Ela saiu de cima dele e seguiu para o banheiro, Sasuke se sentou e consultou o relógio. Antes de se levantar, viu Sakura cambalear um passo e se apoiar na porta, pondo a mão na barriga com um olhar estranho.

— Hey, o que foi?

Ela ficou pensativa por um tempo e sacudiu a cabeça, seguindo até o armário normalmente e abrindo uma das portas.

— Ah, não sei. Senti uma pontada estranha, uma cólica, sei lá. – Deu de ombros e suspirou. — Deve ser o ciclo...

— Vish. – Ele disse, já imaginando aqueles dias do mês em que só entrava no quarto dela com uma cruz e água benta. Seguiu para a porta.

Sakura revirou os olhos e atirou algo nas costas dele.

— Idiota!

Sasuke se virou apanhando e percebeu que não era nada mais nada menos que bendita camisa bordô. Bufou e quase disse um “até que enfim”, mas se a TPM estava perto, era melhor nem arriscar.

Se vingou abrindo a porta e deixando as locomotivas Gibs e Augustine atravessarem o quarto e se chocarem em Sakura, jogando-a no chão ao pé do armário com um monte de roupas junto.

— Porra! Vocês dois, suas máquinas de pelo e cocô! Caralho, Sasuke! Colabora aqui, porra!

— Tchauzinho. – Ele assoviou.

— Cuzão!

Sasuke seguiu pelo corredor, rindo da gritaria dela e dos latidos deles tentando mordisca-la e se esfregar nela.

*

— E não é que o velho está vivo? – Sasuke adentrou o quarto e alertou a mão meio pálida de Kakashi.

Sakura deixou as flores que trouxe num vaso perto da janela e se aproximou para cumprimenta-lo.

— Hey, como está?

— Melhor, pronto pra sair daqui, mas eles ainda querem por aquele troço no meu peito. Fazer o que? Como está querida? Parece um pouco abatida.

Sakura piscou, estranhando um pouco a pergunta mas deu de ombros pondo as mãos nos bolsos da calça.

— Bem, nada de mais. Coisa de garota. Acho...

— Ela está naqueles dias chatos, digo, diabólicos. – Sasuke avisou, ela socou seu ombro e Kakashi riu, com ar esperto e uma piscada pra ele.

— Chatos principalmente pra você, hein?

Sasuke quase se sentiu ruborizar e Sakura riu da cara dele.

— Vaca.

Os três conversaram um tempo, até que Sakura saiu para atender Rachel que já devia a estar chamando.

Deus, como elas eram grudadas e agora Ino entrara para o clube e piorou.

— Então, velho. Acha que volta com tudo?

— Já poderia voltar...

— Não força, vai?

— Certo, certo. Eu poderia voltar sim. Quero dizer, poderia. Mas não sei se quero. – O ar exasperado. Sasuke franziu o cenho, um pouco tenso.

— Porque? O que mudou?

— Quando se passa por algumas experiências, filho, você percebe o valor de certas coisas. E o que está perdendo.

— Acha que não viveu a vida o bastante? Então vai tipo, saltar de paraquedas e transar nas areias das Bahamas?

— Eu não quero dizer isso... Bom, pensando agora... — Os dois riram e Kakashi suspirou. — Mas acho que estou perdendo algumas coisas sim... E me deixando sugar. E quando você está agonizando no chão você percebe o quê.

Ele relanceou o olhar para vidraça podendo ver o corredor e Sakura agora conversando com Rin.

Rin era bonita, mas visivelmente mais degastada do que a idade. Ainda parecia estar na roupa em que trouxera o marido ao hospital, dois dias atrás. Olheiras visíveis, e cabelo assanhado e seco.

Sasuke nunca teve muito contato com ela, sentia que ela se reservava por conta da historia com o tio Obito, e evitava boa parte das sociais e eventos.

Fitou Kakashi um pouco receoso.

— Está pensando em...?

Kakashi apenas suspirou, como que se dando por vencido. E Sasuke sabia que não havia o que vencer, nunca houve.

Na verdade isso deveria ser bom e comemorado, já estava na hora desse ciclo de remorso, vingança e culpa acabar.

Apenas apertou o ombro dele, declarando apoio.

— Certo...

— Ah, e tenho que falar com você a respeito da minha substituição.

— Hã?

— Sasuke? – Sakura bateu na porta. — Já está dando a nossa hora.

— Já? Droga. O batizado.

— Ah, o menino Kenton. Então é hoje? – Kakashi ficou genuinamente alegre. — Dê os meus melhores votos, se Itachi quiser, claro.

— Deixa de besteira, velho. Claro que o Itachi vai ficar feliz. Te mando um vídeo dele trocando as fraldas.

— Você não tem jeito...

Sakura foi até ele o dando um breve abraço antes de ir.

— Boa sorte na cirurgia, chefe.

— Obrigado, querida. E divirta-se.

Os dois saíram, despedindo-se de Rin.

— Essa esposa do Kakashi... é um pouco diferente do que eu esperava. – Sakura comentou. Sasuke abraçou-a um pouco, ainda refletindo se deveria abrir a boca sobre esta coisa de triângulo amoroso que deu em morte.

Afinal, estava meio que ligado à estadia dela na delegacia e ele não sabia como ela poderia lidar com a parte relativa à Obito.

— Talvez um dia eu conte.

Se Kakashi fosse mesmo fazer o que deu a entender, essa historia vazaria de um jeito ou outro.

— Ih, isso parece complicado. Já não sei se quero saber.

— Duvido, fofoqueira como é. – Soltou-a já em frente o carro dela. Cada um veio no seu porque dali ela iria se arrumar na casa de Rachel e ajuda-la com as crianças, e ele para a dos pais. O batizado seria na mesma igreja em que os pais de Kenton casaram.

Sakura revirou os olhos e lhe deu um beijo antes de entrar no carro. Ele se curvou na janela e observou mais atentamente, ela parecia mais branca mesmo e talvez um pouco mais cheia. Não que reclamasse, fazia até questão de ter mais carne para apertar e só havia reparado quando ela fez um monte de compras reclamando de alguns vestidos estarem apertados.

— Então? Vai vestir aquelas coisas sexys e apertadas que eu adoro? Alias, eu e meu primo?

Sakura riu, maldosa.

Duas semanas atrás ela havia saído com Shisui, e Sasuke só descobrira o real motivo de ela, literalmente, quase o matar de tanto foder naquela noite (ao ponto de seu primo ainda estar atormentando de encanto e medo de cruzar com ela de novo), no dia seguinte.

Foi sua vingança contra Hidan por causa do afronte no dia do casamento de Liza.

Afinal, Sakura fez questão de escolher o dia do encontro, o horário e o local. Além de caprichar no vestido branco apertado que ainda fazia Sasuke salivar e se arrepender um pouco de não tê-la roubado pra si.

O restaurante do hotel era justamente o que Hidan usava para promover os encontros de negócios com seus sócios e clientes, e o dia e horário foram justamente os mesmos em que mais um desses jantares aconteceriam.

Depois disso, ele não precisou de muito para adivinhar o que deveria ter rolado. Até queria ter estado lá e ajudado, mas Shisui era imprescindível para este ardil dar certo.

E deu, pena que seu primo percebeu tarde demais e bem, não poderia mesmo reclamar. Sakura pagou tão bem pela ajuda que, ele ainda estava se recuperando.

Havia ate ligado para Sasuke para saber se Sakura estaria no batizado para ir preparado para evita-la, ou mesmo nem ir.

Era assustador e hilário lembrar-se de Sakura chegando na manhã seguinte ao plano, toda dançante, revigorada e cantando uma música destas pops de hoje em dia, que ele não conhecia mas era algo com “Look what you made me do”, repetidamente.

Enquanto Shisui, dormira o dia inteiro no hotel e no jantar de família parecia ter sido sugado por alguma entidade demoníaca.

— Quem sabe? – Ela disse, cínica e então forjou um bico magoado. — E sabia que ele nem me ligou? Tão cafajeste!

Sasuke balançou a cabeça, rindo e mordiscou a boca dela.

— Que safada. Você fritou os miolos do coroa, querida. Não podia ter pegado mais leve? Ele está chegando nos cinquenta sabia? – Sakura riu e ligou o carro o olhando maldosa.

— Então eu tenho que começar a pegar leve com você também?

Sasuke ameaçou entrar no carro e mostrar ela como fazer as coisas, mas a danada acelerou o carro e saiu da vaga.

Mas depois ele a ensinaria, quantas vezes fosse necessário.

*

— Vamos lá, Sakura. Última vez, prometo. Verde imperial com azul marinho, ou fúcsia com salmão? – Rachel disse, segurando quatro peças de roupinhas de bebê.

Sakura suspirou olhando-a pelo espelho enquanto ajustava o vestido.

Estavam no closet de Ray, as crianças ainda em fraldas, Marc louco de pressa e se atrapalhando com a gravata e ela insistia em não querer fazer os gêmeos usarem a velha fórmula de roupinhas que combinam tal como um monte de mães faziam.

— Que tal, azul bebê no menino, e rosa bebê na menina, querida?

— Aaaaaaargh! – Rachel deu as costas e foi atormentar Marc. Sakura suspirou por não ter esse senso de moda com crianças ou sei lá, essa tal sensibilidade para ajudar nos dilemas de Ray.

Observou as crianças nos moisés, tranquilas, rechonchudas muito confortáveis apenas de fralda e até sentiu certa inveja. Eles não davam a mínima para a cor da roupa ou se os estariam fazendo parecer uma baleia, como ela se sentia na porra daquele vestido.

Como diabos fora engordar assim?

Uma nova pontada no ventre a fez se retorcer e se perguntar que diabos havia com seu corpo, além de fora do peso, sentia ultimamente uma náusea ou outra pela manhã e muita sensibilidade nos seios (algo que Sasuke percebeu e obviamente adorou), e agora essas cólicas intermitentes e um tanto diferentes das que estava acostumada a sentir desde os treze anos.

Cada vez piores e para assusta-la mais, fora da data.

— Querida. Use qualquer coisa e me ajude com essa gravata. – Ouviu Marc dizer, bem humorado e como Rachel não fez escândalo, Sakura presumia que eles estava melhores do que a amiga admitia.

Outra facada a fez literalmente cair contra o armário e no tapete, Dayse e Theo se assustaram, mas não choraram o que a deixou um pouco menos apavorada. Não sabia lidar com choro de bebês, aquilo lhe dava tanta aflição que preferia se afastar.

— Ray? – Chamou, tentando se firmar num puff ali perto. — Marc? Rachel? – Apertou a vista com a dor e então pousou os olhos no estofado branco onde firmara a mão, vendo os próprios dedos vermelhos de sangue macularem a brancura. — Rachel?!

— Já voooou!

Sakira olhou para baixo e não havia mais um carpete branco e nem seu vestido era mais amarelo.

— Que-que porra é essa..? Rachel! Venha aqui! Rachel, não estou me sentindo... bem?

— Já vo-... – Ray parou na porta congelando com um sorriso que se desfez ao vê-la sobre uma poça cada vez maior de sangue, branca como papel e completamente assustada e confusa.

Sakura achou as próprias mãos molhadas com o sangue que vestia por suas pernas e a fitou.

— Rachel...? Rachel, o que é isso, o que está havendo comigo? Ray?!

Marc surgiu atrás dela, e também se assombrou.

— Marc? Marc?!

— Meu deus, Marc! – Rachel finalmente reagiu, saindo da lembrança ruim que Sakura a fez invocar, e correu para o chão segurando-a quando ela perdeu a consciência.

— Marc! MARC!

Os bebês começaram a chorar e ele se apressou, pegando Sakura nos braços e correndo para fora.

— Fique aí! As crianças! – Rugiu para ela antes de sair do quarto berrando pelas empregadas e o motorista. Rachel se levantou de perto da poça ainda muito atordoada tentando parar de lembrar daqueles dias que se repetiram duas vezes, o desespero e do sentimento de perda e fracasso que vinha depois.

Olhou para os filhos e correu para catá-los, vesti-los e sair dali com ele, pois absolutamente não podia deixar Sakura agora.

Saindo do quarto novamente e ouvindo o eco dos gritos de Marc para que trouxesse o carro logo, ela ainda não conseguia soltar-se completamente das lembranças amargas, mesmo tendo os dois filhos ali para provar que conseguira passar por aquela provação.

“— Marc? Marc? MARC?!

— O que foi?! Querida?

— Marc, Marc, o bebê!”

Notas finais
Explicando a piada do pentelho q levou bicuda nas peteca: * Essa piada super infame eu vi num livro e basicamente é feita contra quem é ruivo ou tem cabelos diferentes. Com "O carpete se parece com as cortinas?" Ele pergunta se na ppk o cabelo dela tmb é rosa como é na cabeça, ou seja, q falta d classe! E a Sakura como boa dama matadora q é, nao deixou passar q é. Pronto, expliquei hueueue Alguem mais AMOU Sakura encarnando a Taylor e fodendo com seu Hidan? Q cap louco ne? Começamos com um baita hentaizao e terminamos na baose da tragédia. Relax q essa é a última da fic (acho) Ja neeeee