Killer Queen

22 Rainha Abortiva


Notas iniciais
O cap demorou pq a INGRID TAVA DANDO ESSA VAGABA FORNICADORA. Aconselhamos a quem for fazer Enem amanhã deixar esse cap pra ler depois Apesar das desgraças, ate q foi legal escrever essa interação da family Uchiha e essa pitada NaruHina inté foi divertida. Boa leitura!

Kenton parecia um daqueles bonecos com roupas cheias de babados.

Sasuke estava pra tirar o menino da mão dos pais e tentar algo para acalmá-lo ele mesmo, ainda que não fizesse ideia de como, estava fazendo um calor de uns quarenta graus, a igreja era abafada e o sistema de ar-condicionado estava falhando.

O padre estava atrasado e bem, Sakura e os amigos também, e para piorar o estresse Kenton não parava de berrar completamente irritado e ninguém sabia o acalmar.

Ele afrouxou a gravata quase arrancando-a e encarou a tela do telefone mais uma vez, Sakura sequer visualizava e tampouco atendia, queria pedir para Izumi ligar para Rachel mas esta estava muito estressada com o bebê e as pessoas ao redor opinando.

— O padre finalmente chegou. – Shisui anunciou, chegando perto dele.

— Puta que pari-..- Sasuke engoliu a voz, irritado e dando dane-se á gravata. — Até que enfim.

— Ora, sem escândalo rapaz, já não basta aquele ali?

— Tsc, nem me fale, Itachi tem que mandar esse menino pra uma escola de canto ou sei lá.

— Vai ser um grande Soprano. – Shisui riu. — Então? Nada dela?

Sasuke mordeu a bochecha olhando o telefone e com vontade de quebra-lo.

— Não. – Resmungou. — Vai saber que diabo essas loucas estão fazendo e... Puta merda onde diabo esse padre está? – Rosnou.

— Calma companheiro.

Sasuke bufou e foi até o bolo de pessoas em volta do bebê e dos pais, falando e falando observou o menino por sobre as cabeças e o viu vermelho e suado, não estava só zangado, mas sofrendo, e estressado e só então ele se tocou e ficou ainda mais indignado com tudo aquilo.

Parecia que o dia fora condenado a terminar uma merda e ainda estavam na metade. Havia ligado para Naruto para ver se ele tinha alguma ideia do que Kakashi queria falar com ele e não gostou nada do que o cara teorizou.

Kakashi poderia querer estar o empurrando para o cargo de delegado. O pior era que conhecia Kakashi bem o bastante para saber que se ele decidisse isso, não haveria motivos e pedidos no mundo que o fariam desistir de o recomendar ao Comissário, Sasuke teria que negar na cara dura e isso seria mais uma chatice pra lidar.

Agora tinha essa merda pra o atormentar, Sakura não o respondia, estava um calor do inferno e seu sobrinho estava cozinhando naquelas fodidas roupas afrescalhadas que os pais inventaram de por.

— Sai da frente, sai da frente porra. – Empurrou todo mundo e tomou o bebê de Izumi. — Péssima ideia, Izumi, péssima ideia.

— Hã?!

Sasuke segurou o bebê contra o peito tateando a roupinha entre as camadas de babado até achar os botões miúdos, Kenton berrava em seu ouvido e ele abriu os botões um a um.

— Sasuke? Que diabo está fazendo?! – Itachi esbravejou, quando o viu tirar a bata do menino o deixando apenas em um calção, Sasuke o empurrou e seguiu até a parede procurando o ar condicionado mais próximo.

— Impedindo seu filho de cozinhar nessa roupa brega, porra.

Kenton suspirou de cansaço e alívio quando a primeira lufada de ar frio atingiu suas costas, Sasuke o balançou ligeiramente não afagando-o muito para deixa-lo sentir mais do ar e aos poucos os berros foram diluindo para um chorinho manhoso. Tirou também o gorro e os sapatos, esfregando o cabelinho espesso e castanho que ele puxara da mãe.

— Isso, garotão, tá melhor, não é? – O puxou para encara-lo, Kenton tinha os atenciosos e pretos olhos da família, e o encarou atentamente respirando com mais calma e Sasuke sorriu para ele. — Que deu na cabeça desses caras de enfiar um macho nesses babados todos, não é? Bando de malucos. – Kenton riu, com a boca rosa e sem qualquer dente, Sasuke nunca achou que veria um sorriso banguela como charmoso desde que vira o avô de Sakura e aquela maldita dentadura. — Até que você tem um charme. Charme de Uchiha...

— Oh, o pobrezinho estava com calor...- Alguém finalmente constatou.

Itachi se aproximou, com um olhar condoído ao menino que ainda sorriu pra ele também.

— Sem essa cara. Está tudo bem agora.

Sabia que nenhum deles estava ignorando o bem-estar do bebê, só que era seu primeiro, estavam extasiados e assustados, além de muito, muito orgulhosos e era difícil perceber tudo e acertar tudo de primeira.

— Já podemos começar. – Um coroinha avisou.

— É bom essa água benta estar bem geladinha, não acha, garotão? – Sasuke beijou a cabeça do menino e deu ao pai então foram todos aos bancos e ele foi com Izumi de baixo do braço, ela queria chorar de vergonha, com o rosto contra a bata do neném.

Mas Sasuke apenas beijou sua cabeça também e disse que daqui uns anos eles ririam disso.

Ela seria uma ótima mãe.

Todos em seus lugares, os padrinhos seriam o irmão de Izumi e sua esposa, pessoas adoráveis e bem casados, afinal era um pré-requisito importante e definitivamente não dariam a dica de literalmente banhar Kenton na bacia de água benta, pra aliviar o calor, como Sasuke daria....

A cerimônia prosseguiu calmamente, e Sasuke voltou a se enervar com a falta de resposta, quando acabou, pediu á Izumi para ligar para Rachel enquanto distraía Kenton novamente balançando-o abaixo do ar condicionado.

— Chega, Sasuke, ele vai ficar resfriado. – Itachi pedia, embora sem coragem de impedir, pois o menino agora se esgoelava de rir enquanto era feito de avião. Sasuke parecia também precisar desta distração.

— O quê? Não tem catarro que possa se formar nesse baita calor, certo, garotão? Inclusive devíamos cortar toda essa frescura e ir pra praia tomar uma geladinha e nadar com umas belezinhas de biquíni, o que acha? Olha só, o banguela concorda!

— Izumi poderia por umas bolsas de gelo nos seios e assim ele teria leite gelado. – Shisui ofertou, risonho. Itachi bufou, aborrecido e Sasuke quase gargalhou junto.

— Shisui, você é um merda de um canalha.

— Eu sei, eu sei. Ih, lá vem a patroa.

Izumi se aproximou apressada e com o telefone ainda em mãos, Sasuke segurou Kenton contra o colo, ele alcançara seu cabelo e puxava sem dó.

— E então?

— Rachel está com Marc e as crianças no hospital. – Soltou.

Sasuke deu o menino ao pai, encarando-a.

— Hã?! – Shisui exclamou.

— E Sakura?

— Ela passou mal.

֍

Sasuke cruzou sozinho os corredores do hospital. Muita gente quis vir, principalmente sua mãe, que era louca por Sakura mas ele preferiu evitar que mais gente se metesse com ela fragilizada pelo que quer que fosse.

Levou meses para quebrar a muralha em torno dela depois do casamento de Liza, e sabia que deixar gente estranha a assistir era o mesmo que empurra-la de volta pra toca.

Parou, vendo Marc sentado num banco perto de uma porta com os bebês dentro de cadeirinhas de transporte no chão a sua frente. Se apressou até lá e ele se ergueu.

— O que houve? Foi a coisa do baço de novo? O que aconteceu com ela?

Marc abriu a boca, muito transtornado e confuso também e Rachel saiu pela porta.

— Ray...

— Tudo bem, querido. – Sasuke, ela o chamou para um canto do corredor. Ele parou agoniado e desta ver, nada haver com calor.

— O que houve?

— Sasuke... Você teve sexo com a Sakura? – Ela perguntou, suavemente e receosa. Sasuke soltou o ar cada vez mais transtornado também.

— Que diabos...? Que diabos isso tem haver?

— Sim ou não? – Ele coçou a cabeça irritado e querendo apenas invadir a porra do quarto logo.

— Sim, dane-se, sim! E daí? Fazemos sexo pra caralho, mas e daí?!

Rachel soltou o ar ainda mais aflita e ele estava para sacudi-la.

— E-e vocês não usavam proteção?

Sasuke a fitou ainda mais perdido e indignado.

Mas viu que além de tudo ela só queria chorar.

— O que aconteceu? – Rachel lambeu os lábios, cobrindo a boca com os dedos e começando a fungar. Deu de ombros tristemente.

— Foi um aborto espontâneo. – Espremeu a garganta para que saísse. — Não havia o que fazer, progrediu, ela não sabia, o médico disse que era normal na idade dela e...

Ele se balançou para longe dela, sacudindo a cabeça e indo até a porta.

— Já está feito, deram remédio para ela expelir o...

— Chega, Rachel. – Marc pediu, Sasuke adentrou o quarto. Mas a janela estava aberta jogando o sol sobre a cama vazia, em vez de correr até lá ele só teve um déjàvu e jogou o olhar para o banheiro.

Sakura estava no pijama de papel, sentada na tampa do vaso, parecendo inicialmente pensativa, mas tanta coisa passava por seus olhos que ela piscava freneticamente, mordiscando os dedos avermelhados, pálida e com os olhos vermelhos e secos.

Estava toda tremendo e ele sentiu o peito gelar apenas de tentar sondar o que estava acontecendo com ela quando não conseguia nem pensar sobre si mesmo e processar o que aquilo tudo significava.

Ela o notou, mas rapidamente girou o rosto como se ele fosse mais uma visão a se evitar.

— Saia daqui. – Ordenou, a voz rouca e seca o fazendo desesperadamente se perguntar o que havia acontecido e o que ela havia tanto gritado para estar com a voz assim. — Saia daqui. Saia daqui. Saia daqui! Saia daqui! SAIA DAQUI! – O tom aumentando a cada avanço dele até que ela própria se ergueu e se jogou contra a porta a fechando e fazendo uma barreira entre eles, Sasuke bateu na porta e tentou forçar, mas não conseguia nem forçar a voz, e viu que não sabia nem se queria mesmo ultrapassar esta barreira.

— Sai daqui! Saia! Saia daqui! – Ela continuou gritando e batendo na porta do outro lado, mesmo quando ele se afastou. Rachel entrou indo acionar o controle que chamava os enfermeiros e Marc correu para forçar a porta.

Sasuke se afastou cada vez mais ciente de que Sakura não o queria longe apenas de suas barreiras emocionais, desta vez.

O queria longe da realidade, queria estar longe da realidade.

Aquela que dizia que ela havia perdido um filho.

Um filho deles.

֍

— Hinata? Hinata?! Querida, cheguei!

Naruto adentrou pela porta da cozinha como um relâmpago, Hinata suspirou achando graça, continuando a secar a louça sossegadamente pois já suspeitava do motivo de ele ter aparecido esta hora em plena segunda feira.

— Querida, ah, está aí. Puxa, preciso me trocar, encontramos um corpo que tá tipo a meses num lamaçal e tipo, aquela coisa espirrou uma meleca ultra fedida em mim, acredita? Espirrou! Mas isso não importa, acredita que o Sasuke sumiu? O filho da mãe sumiu! Desde sábado, tá todo mundo louco atrás dele.

— Oh, sim? Isso explica algumas coisas...

— Aham! Tipo, como diabos esse cara ainda me apronta essa? Fez quarenta e agora tá agindo como se tivesse dezessete? Puta que pariu, acha que é a crise da meia idade, amor? Acha que vou ter?

— Mas, querido, você já tem quarenta e um...

— Ainda é meia idade, ué. – Ele a beijou rapidamente depois de andar pela cozinha se desfazendo das roupas e jogando-as na lavadora.

Pra um homem de quarenta e um anos, que ainda entrava em casa tirando a roupa como um universitário chegando de uma festa, Hinata só podia ou concluir que ele era uma crise de meia idade ambulante, ou que nunca seria atingido por ela.

Naruto foi direto pra sala e subiu as escadas, apressado e resmungando, ela foi até a entrada da sala e olhou para o escorregador que acabava na piscina de bolinhas que parecia ainda menor com o corpanzil de Sasuke dentro, com as pernas dobradas e Himawari no colo, e expressão tensa e contemplativa que daria inveja a um seguidor de Buda.

Ah, agora entendia porque ele estava usando roupa formal, o batizado de Kenton foi no sábado. Ela não pode ir porque pegara um trabalho num casamento fora da cidade. Mas Naruto levou as crianças e comentara que Sasuke saíra para ver Sakura que havia passado mal.

Quando ele chegara logo depois que ela deixara Boruto na escola, e apenas ficara ali, com a cabeça fora de órbita ás vezes encarando sua filha como se vislumbrasse algo inacreditável, ela pensou que fosse apenas algum momento de homem.

Agora com a difícil Sakura Haruno envolvida, estava mais curiosa e preocupada.

Sakura não era o tipo de mulher com o qual ela normalmente seria receptiva, crescera rodeada de “rainhas” como ela, rainhas da beleza, do dinheiro e da arrogância. Beldades esculturais de coração gelado, sua mãe era uma.

Mas Sakura era um pouquinho mais áspera que as outras, era um pouquinho mais rude, um pouquinho menos ciente do impacto que causava nas pessoas, pouquinho afim de se aproveitar disso, um pouco mais arteira do que ardilosa, provavelmente um pouco mais vingativa, mas um pouco mais sábia, e assim, de pouco em pouco, ou de menos um pouco, Hinata percebeu que ela era muito mais do que os olhos podiam ver.

E percebeu que talvez ela não fosse só uma rainha de coroa, mas uma de capa e espada também.

E seja o que for que a atingiu, foi forte o bastante para pegar Sasuke também, não que ela já não tivesse percebido que através de Sakura, isso era mais fácil.

Subiu as escadas encontrando Naruto saindo de uma ducha rápida e se enfiando num par de calças limpas.

— E você está indo procura-lo?

— Claro, a mãe dele está louca, ligou até pra minha, me senti como se tivesse roubado a loja de bebidas de novo.

— E você roubou é? – ela cruzou os braços, ele sorriu sem graça.

— Eu pensei ter dito nos nossos votos que fiz muita merda...

— Você praticamente enumerou, foi o que tornou o vídeo de casamento ainda mais memorável.. – Ela riu. Naruto sorriu e então lhe deu aquele olhar azul e quente como as águas que banhavam aquela costa e que a deixaram e ainda deixavam, como um picolé na areia ardente desde a primeira vez que o viu, naquele bar universitário.

Ele estava investigando um traficante de LSD e ela só queria tomar um porre.

— Pensei que tivesse sido por conta daquela sua dança, incrível.

— Você nem começa. – Avisou quando o viu querer se aproximar.

— Vai escapar agora porque tenho de achar aquele filho da mãe.

Hinata não sabia se devia amar ou odiar Sasuke agora.

— Não, não precisa, querido.

— Hum?

— Sasuke está aqui.

— Filho da mãe! – Naruto exclamou, seguindo para as escadas. Ao chegar nelas enfim notou Sasuke ali, e bufou, descendo-as. — Que diabos deu em você?! Onde estava, sua família está louca atrás de você, Kakashi quer falar com você, até minha mãe quer falar com você!

— Hããã, querido, acho que Sasuke não está muito bem, porque não prepara um banho pra ele enquanto eu faço um café?

Naruto afiou o olhar na direção dele. Sasuke segurava Himawari sentada no colo, ela brincava com dados de borracha e quando viu o pai, sorriu banguela, alguns dentes de leite ainda e estendeu o brinquedo pra ele, dando uma risadinha.

Hinata foi para a cozinha e ele se agachou estranhando o lugar que Sasuke buscou para meditar desta vez.

Foram poucas as vezes em que o vira se transtornar ao ponto de entrar nesse tipo de transe. Mas em todas as vezes o motivo não era realmente um erro dele, mas o dilema de temer como as pessoas reagiriam as suas decisões, como quando largou a advocacia pra ir pra academia de polícia, quando viu que magoou alguém mesmo sem querer. Ele não era o tipo que desistia fácil de suas ideias, mas não significava que era insensível ao que causava com elas.

Isso era algo que nem ele percebia, achava que era normal se flagelar tanto, mesmo Naruto dizendo que não.

De modo que, por exemplo, ele ainda se sentia mal por ter escolhido ser policial, e desagradado os pais, e não via que eles jamais sentiram raiva ou mágoa, apenas medo do perigo que a profissão envolvia.

Ele nunca desistiria do que amava fazer, mas ainda se deixava sofrer achando que todo mundo o odiaria por seguir tal caminho.

Por isso, sabia que desta vez Sasuke poderia até ter pisado na bola feio, mas tinha certeza de que também ele estava sofrendo por algo que nunca fora realmente capaz de controlar.

— Hey, cara? – Apertou seu ombro. — Hora de voltar pra terra.

Sasuke piscou, apenas quando Himawari quis se levantar, ajudou-a a ficar de pé e ela estendeu os braços e agarrou o pescoço de Naruto, só então ele também o percebeu.

— Que horas são?

— Seja pro que for, está atrasado. – Naruto brincou, mas só recebeu um olhar apavorado e Sasuke se levantou de uma vez, sacudindo a cabeça, esfregando o cabelo e indo pra porta, ele o segurou pelo braço com força e o encarou.

— Pode estar atrasado, mas não acho que seja tarde, okay? Agora vamos subir, e você me explica o que está acontecendo.

— Eu-eu não posso. Porra, não posso, quanto tempo passou, que merda eu fiz? Quanto tempo passou?

— Sasuke, calma.

— Eu não posso, e-eu, nós, perdemos. Nós perdemos.

— Nós quem? Perderam o quê? – Sasuke foi até sofá, sentando-se com as mãos na cabeça, puxando os fios entre os dedos, a roupa amarrotada.

— Porra, que diabos. O que estou fazendo aqui? Nós perdemos e eu... Eu estou aqui, quando deveria estar com ela, que merda?!

Naruto se sentou perto dele, segurando Hima num braço, apertou seu ombro com o outro, o fazendo o encarar com os olhos avermelhados, úmidos.

— Está falando de quem, parceiro? E o que perderam?

Sasuke inspirou com dificuldade, os ombros caindo, os olhos avermelhados e úmidos.

Ele deixou a vista pairar sobre Himawari um segundo, e então baixou a cabeça, quase entre os joelhos, apertando as mãos entrelaçadas contra a nuca, respirou sofregamente, e foi quando Naruto viu que ele estava chorando, e soluçando.

— Nós perdemos. Eu. Sakura, perdemos. Perdemos um bebê.

Notas finais
Apesar das desgraças, ate q foi legal escrever essa interação da family Uchiha e essa pitada NaruHina inté foi divertida. Elo te amo mt