Killer Queen

29 Rainha Generosa


Notas iniciais
Yooooo, ultimo cap do ano, bixooooo, eu bem que queria lançar mais atts mas essa semana eu mal consegui terminar esse aq e avançar pro prox hihihi Curto porém cheio de significado, bjs e ótimo ano novo pra todax nois

— Oi, querida, como está? – Sasuke interrogou, se abaixando ao lado da cama e acariciando a tez de Sakura, ela sorriu com tristeza e amargor, apertando o travesseiro sob a cabeça.

— Oi, me desculpe. Estou fazendo de novo.

Ela se referia a ficar depressiva de novo, e ele não queria vê-la se culpando, mesmo que pudesse ser bom que ela tivesse noção, de que estava exagerando em relação a Noein.

Ele não era filho deles, e ele não tinha morrido, como o bebê deles.

Achava lindo que ela tivesse criado tanto afeto pela criança, mas isto tinha de ser saudável para ela também.

— Está tudo bem. Você vai ficar bem, e vão achar o Noein, sim? Vão achar.

— Acha que ele vai voltar?

— Eu acho difícil, mas espero que sim. Quero ser o primeiro a arrancar as orelhas dele e o fazer ler Tolkien por dois meses.

Sakura riu um pouco e suspirou.

— Eu só quero saber se ele está bem. – Confessou. — Só isso, já estava bom.

— Eu sei, eu também.

— Você não tem que trabalhar? Seus pais não estão mais aí, não é? Estou com tanta vergonha. Eles devem achar que sou louca...

— Tudo bem, foi um dia ruim, apenas. Eles vão entender. Eu vou dar uma passada na delegacia, e você vai descansar, okay?

— Uhum. Eu sou tão ruim...

— Sem essa, okay? É a minha garota perfeita. – Sasuke beijou seu rosto. — Quando se sentir pra baixo, lembre o quanto é boa de cama.

Sakura assentiu, encolhendo-se sob a coberta e ele se levantou.

— Você também.

— Ah, eu lembro disso todo dia. – Ironizou, ela riu um pouco e ele deixou o quarto.

Desceu as escadas parando com espanto, ao ver a mãe entrando na casa com duas sacolas de compras do mercado e os cães rodeando-a agitados.

— Oh, oh, sejam bons cãezinhos, e não me derrubem, sim?

— Mãe?

— Oh, bom dia, querido, nunca disse que queria um cachorro. Precisava ser tão grande?

Sasuke foi até ela, pegando as sacolas.

— O que faz aqui?

— Dei uma olhada na dispensa, quando vim ontem. Estava em péssimas condições. Quem fez aquelas abóboras lá fora?

— Sakura. Mas não precisava fazer compras, eu ia fazer depois. – Mikoto piscou, surpresa e então riu.

— Você faz compras para a casa? Então talvez as coisas não estejam tão ruins, mesmo?

— Engraçadinha. O que está planejando, hein?

— Ora, não tenho nada para fazer. E Sakura precisa de companhia, certo?

— Ela está melhor... Está dormindo.

— Querido, dormir só resolve os problemas dos mortos. Os vivos precisam de companhia e compreensão. Vá trabalhar. Ligo se qualquer coisa acontecer.

Sasuke suspirou, relutante. Beijou a cabecinha dela e se afastou

— Só não... A force a falar, certo? Ela está envergonhada...

Ela tocou seu rosto, olhando-o emocionada.

— Vocês não têm que se envergonhar de nada. Nós não temos o controle de tudo, e nem devemos. É parte nossa escolha, parte consequências, e parte...

— Parte inevitável... É, eu já percebi isso.

Mikoto assentiu, sorrindo.

— Agora vá. Meu bebê é delegado! As pessoas precisam de você!

Sasuke revirou os olhos um pouco, ela via isso como se ele fosse o Superman.

Então voltou para o trabalho, não tinha jeito. E pensar que ele mesmo escolhera isso para se afastar um pouco, e agora detestava estar tão preso ao serviço.

Sua mãe tinha razão. Parte escolha, parte consequência.

*

Uma semana depois.

O consultório da Dra. Linda era bastante impessoal, considerando a visão que Sasuke tinha dela da primeira vez que a encontrou. O branco predominante e quadros abstratos o incomodavam, como se fosse testado desde que chegou.

Sakura já parecia indiferente e introspectiva, desde que saíram de casa. Ele presumiu que não estava pronta para dividir seu espaço de desabafo com ele, e iria manter-se calado ao máximo, tanto para confortá-la quanto porque não estava pronto para essa coisa toda.

A recepcionista era jovem e simpática, discreta e focada em seu serviço em frente o computador.

Um homem de idade já bem avançada saiu, apenas acenando com a cabeça e o ar reflexivo. A jovem se levantou e entrou na sala enquanto o homem entrava no elevador.

Sasuke olhou para Sakura, meio desconfortável com o silêncio.

— É sempre assim, tão...?

— É.

— Okay... Que... Entusiasmante.

Sakura o fitou de lado.

— Quando entrar lá, e ela começar, vai desejar esse silêncio.

Ele se empertigou e a porta se abriu, a simpática recepcionista apareceu, sorrindo.

— Sua vez.

Os dois se levantaram e passaram para dentro.

*

— O que acha que está rolando? – Karin disse, enquanto mexia o canudo de milkshake.

Juugo e Suigetsu deram de ombros, aproveitando a caixa de donuts a sua frente.

— As coisas já andavam estranhas tem um tempo, ainda assim Sasuke não quis comentar. Seja o que for, espero que passe da melhor maneira. – Juugo concluiu.

— Antes ele diria pra gente. – Sui apontou.

— Antes, quando envolvia ele, apenas. Se envolve Sakura, e sendo ela tão fechada, ele não vai soltar pra gente sem a permissão dela, nem deve.

— Ué? Porque? Não vamos por num tabloid.

— Porque foi íntimo, e foi triste. Ela estava igual quando chegou lá em casa, ou quando chegou daquele casamento. E se fez um estrago parecido ou até pior, não podemos enfiar o nariz de qualquer jeito. E, principalmente, atingiu o Sasuke muito forte. Se ele não está contando, não é só por ela, ele também não está pronto pra falar. – Completou, fitando ambos seriamente.

— Bom... Acho que não tem jeito.- Karin admitiu.

— O coroa vai lidar com essa. – Sui deu de ombros, e se levantou, saindo.

Karin jogou o copo no lixeiro e também retornou para a viatura.

Juugo suspirou catando mais uma rosquinha e tentando ser otimista quanto a tudo também.

Sasuke não era o tipo que se abria com todos justamente por nunca ter sido do tipo que se considerava grande mistério. Vivia uma vida simples, com pessoas também comuns (na medida do possível...), tinha um trabalho como qualquer outro e uma boa relação com a família.

Então ele não falava abertamente de algo que o afetava a não ser quando sentia que seus problemas incomodavam quem nada tinha haver. Então não aceitava ser cobrado atoa.

Quando Sakura chegou, no entanto, foi difícil manter essa dinâmica pois os problemas dela afetavam todos até ele, querendo ou não, além de que estava fragilizada demais para dar conta deles sozinha, mesmo que quisesse e assim preferisse.

Mesmo que ele quisesse tentar a política do "não tem nada haver comigo”, foi impossível para ele não se envolver e tomar a frente.

Parecia tudo bem enquanto só a estava ajudando, mas agora ele também foi atingido.

Como ele tentaria curar Sakura e a si mesmo, ao mesmo tempo, era a questão.

*

Duas semanas depois.

— Eu não tenho que sentir nada! Essa é a questão! – Sakura vociferou para a sala, e Sasuke esfregou o rosto, completamente exaurido e se perguntando quanto mais custaria para os quadros despencarem da parede.

Ainda assim, a Dra. Linda permanecia sentada com sua caderneta, parecendo serena e intangível.

Sasuke se perguntou quantas vezes ela já havia feito Sakura chegar a esse nível de estresse em meio a terapia, e odiou-a por isso.

No entanto, Sakura era acompanhada por ela a quase um ano e era inegável que havia progredido muito. Mas ele ainda a estava odiando pra caralho por confronta-la desse jeito e a fazer se sentir tão exposta.

Achava que os piores momentos eram os de ter de falar, mas eram os que Sakura tinha que falar.

Nem ela estava apta ou acostumada o bastante para passar por isso com mais tranquilidade que ele. Na verdade, a presença dele era o que mais a perturbava e gostaria de deixá-las sozinhas, só não podia pois também era parte da coisa.

Linda juntou as mãos pequenas e envelhecidas sobre o papel e fitou Sakura com sutil satisfação, como se tivessem chego aonde ela queria.

— Não, Sakura, a questão é que você sente, mas não quer sentir. Que você sente, mas não aceita que deve, porque te magoou profundamente. E você está cansada de ser magoada.

— De ser usada. – Ela rosnou, parada em frente a vidraça, chovia torrencialmente lá fora e ela repuxou os cabelos de novo, tentando se controlar.

— E ser usada te magoa. Magoa qualquer um. Mas neste caso é ainda mais difícil pois, você não se sente apenas usada, se sente inútil. Você acha que o bebê simplesmente a usou, pois não tinha sua “permissão” para ser gerado, e você sente constante necessidade de ser consultada pois sua vida sempre foi um emaranhado de acontecimentos dos quais você nunca teve controle. – Ela se ajeitou na cadeira, calmamente. — Sua família a tem como uma pária por conta de assuntos de desde antes de sua própria concepção, seu pai provavelmente a moldou para ser contrária ao que sua mãe representava na vida dele, mas repetiu o mesmo erro que fez com ela: Não a amou e considerou como deveria. Agora você está com quase quarenta anos, obcecada por controle, de modo que ignorou que até seu próprio corpo tem regras e que vai segui-las sua mente querendo ou não. E foi o que ele fez, você sabe o que é um aborto espontâneo.

— Cala essa boca. – Sakura ciciou, cansada.

— Ocorre quando o bebê não está pronto ou é adequado o bastante. Seu corpo viu que ele tinha algum “defeito” e fez o que tinha de fazer. Isso não é culpa sua, nem culpa do bebê, ou do seu corpo, isso é natural. Acontece com muitas mulheres, na sua idade e até mais jovens. Mas você não consegue ver nada disso como natural. Nunca se viu tendo filhos, ou não se lembra mais de imaginar como teria sido tê-los com Hidan. Vocês nunca tentaram realmente. Sempre deixaram as ambições de cada um guia-los para longe um do outro, respeitavam essas ambições mas não as compartilhavam um com o outro. Nunca procuraram construir uma vida a dois, vocês viviam juntos.

Sasuke se ajeitou no sofá, incomodado que o assunto chegasse até isso, até o ex dela como se ele fosse mesmo tão importante. Para ele, só serviria para Sakura lembrar que ele estava vivendo tranquilo com a nova esposa e seu bebê. Em que merda isso ajudaria agora?

— Por isso, você não ficou realmente zangada de ele a ter deixado por outra mulher e um filho. No fundo, vocês sabiam que hora ou outra essa “parceria” ia acabar, mesmo que você o amasse. Você ficou zangada por ele ter fugido de você em vez de comunica-la seu novo plano de vida, além de ter te rebaixado a viver num carro com as sobras do casamento. Mas, voltando ao seu bebê e de Sasuke... E sendo o mais clara possível, você está zangada e magoada por não ser “consultada” pelo bebê, mas deve entender que eles vem assim mesmo, não dizem: “Oi, quer ser minha mamãe?”. Se sente usada e descartada por não ter conseguido manter essa gestação e por ela ter findado tão abruptamente, novamente sem que você sequer pudesse digerir a situação. Mas o mais importante de tudo. – Linda pousou a caderneta sobre a mesinha ao lado e juntou as mãos sobre o colo, fitando Sakura com um sorriso carinhoso. — É que você está sentindo tudo isso, quando poderia ignorar e seguir em frente, como muitas mulheres que não querem ter filhos fazem. Porque você amou esse bebê...

Foi na velocidade do raio que cortou os céus naquele instante. Sasuke entrou na frente de Sakura em seu caminho para a mulher e segurou-a, quase caindo com ela no chão, tamanha a brutalidade em que veio para cima da psicóloga.

Linda se levantou da poltrona, bastante tranquila ainda, como se realmente contasse que ele poderia conter Sakura.

— E você ama esse bebê, desde o segundo que em soube que ele existia, o mesmo segundo em que o médico disse que o tinha perdido.

— Chega! Para com isso! – Sasuke gritou, não sabendo mais se aquilo era para preservar Sakura ou a si mesmo.

Não saberia como lidar se Sakura realmente nutrisse amor pelo filho deles. Nem ele sabia se era capaz de algo assim, e temia não ser, ao mesmo tempo que deveria ser um alívio.

Perder alguém querido era devastador, em sua vida como policial, incontáveis vezes teve que entregar uma notícia trágica a um civil, ou mesmo a esposa de um colega de trabalho.

Imaginar que Sakura sofria a esse nível por alguém que ele deveria sentir o mesmo o deixava atormentado, pois não queria de qualquer maneira deixar ela passar por isso sozinha.

Mas como sentir o mesmo que ela? Ajudou a gerar, mas não sentiu o que ela sentiu, nunca sentiria, mesmo se a gravidez prosseguisse, não era capaz de ter a mesma ligação que ela. Era no corpo dela que o bebê estava. Ele sempre teria de ser um expectador do processo.

Tinha certeza que amaria essa criança se estivesse viva, que aprenderia a amar a medida em que ela se desenvolvesse, mas era estranho pensar em amar agora que ela já se foi tão rápido, era estranho amar alguém morto que você não conheceu.

— E você não tem que se sentir mal por isso, Sasuke. A ligação de uma mãe com seu filho é algo inominável que talvez nenhum homem será capaz de sentir realmente. Isso não faz nenhum pai menos pai. Os pais amam de forma diferente e podem amar tanto quanto as mães. É confuso para você se ligar a alguém que sequer imaginou que um dia existiria, mas isso não significa que teria sido um pai ruim ou que seja um monstro por não amar esse bebê. Talvez com o tempo você ame imaginar como ele teria sido, e isso te entristeça, mas também te dê forças, dependendo da sua fé. O importante é que você aceite sentir o que tem de sentir, não reprima mesmo que não seja nada, respeite a si mesmo, e respeite o que Sakura sente, compartilhe com ela, tudo de bom ou ruim que vier disso, e compartilhem o luto. Mesmo que seja apenas ela.

Ela se aproximou, compassiva, foi quando ele percebeu que estava no chão, com Sakura encolhida contra si.

— Sakura amar esse bebê, não é um defeito, você não amá-lo, também não é, pois nenhum dos dois estava preparado para a experiência. E Sakura o ama porque é esta a sua essência contra a qual ela sempre lutou: Amar facilmente.

Ele a fitou, confuso, muito atordoado para entender ainda. Sentindo-se tão exposto quanto Sakura.

— Sakura ama e dá tudo de si com facilidade, aliás, não diria fácil, diria generosidade. Por isso ela vai sempre sofrer por conta do pai, porque o ama e se deu muito para a agrada-lo, isso a desgastou e feriu, ela não sabia fazer outra coisa se não continuar amando, odiar não é realmente da natureza dela não importa o quanto tente, forçar-se a isso só a machuca mais. Por isso deve manter a distância deles, emocional e física pois nunca será capaz de se blindar totalmente. Por isso também, ela não odeia Hidan completamente como se espera, e o deixou seguir a vida dele mesmo que o amasse, e agora que já não ama, não se importa com mais nada, pelo menos esse amor ela pode se libertar e deixar ir. Mas esse amor pelo bebê, não vai facilmente, então, o que importa é não deixar que ele a torture como o amor pelo pai fez. – Pousou a mão no ombro de Sakura e afagou. — Não precisa deixar de amar a ambos, apenas ame-os a distância, onde é seguro para seu coração, querida. Seu pai provavelmente nunca será capaz de lhe corresponder como merece, mas ainda é seu pai, o ame de longe. Seu bebê nunca voltará, mas ame-o também e o deixe ser uma... possibilidade linda, um “E se” que possa acalenta-la. Ame Noein também, e pense com carinho mesmo que nunca mais o veja, ele ainda está por aí, e o mundo é cheio de mistérios. Talvez só não fosse a hora de ter um bebê, nem de estar com Noein por mais tempo. Nunca deixe de amar, apenas ame de maneira que lhe faça bem. — Ela se afastou novamente e pegou uma jarra com água sobre a mesa. — Agora podem ir, precisam descansar. E como semana que vem é feriado, apenas pedirei que tomem um tempo juntos nesse horário e decidam fazer algo.

— Algo como o quê? – Sasuke indagou.

— Vocês decidem, talvez passar o feriado de Ação de Graças juntos, ou talvez numa forma de simbolizar a presença do bebê em suas vidas. Uma lembrança, algo que não os deixe esquecer, mas que seja acalentador. Lembre-se, um “E se” bonito. Um ponto final, uma despedida, não precisam ser dolorosos.

*

Sakura se deitou na cama, suspirou alto e se virou, abraçando o travesseiro. No segundo seguinte, ela já estava em sono pesado, completamente esgotada.

Sasuke deitou ao lado, encarando o teto, sem energia nem para tirar a jaqueta úmida do corpo.

Estregou a palma contra o rosto, os olhos pesados, a cabeça a mil mesmo também doendo de pensar, o corpo entorpecido. Coçou a cabeça, e cobriu a vista com os dois braços pra chorar.

Ele realmente achou que ela tinha dormido, mas não conseguiu fugir ou disfarçar quando ela se virou e o abraçou, pousando a cabeça em seu peito.

— Você tá chorando mesmo? – Indagou, baixo, Sasuke soltou o ar, uma risada fraca.

— É, tô.

— Hmm, posso tirar uma foto?

— Troco por uma sextape sua com a Ino e a Matsuri.

Sakura suspirou, esfregando a palma sobre o peito dele.

— Um velhote chorando feito um bebê, não vale tudo isso.

— Eu me sinto exorcizado.

— Ela é o diabo, então na verdade foi uma possessão inversa.

— Faz sentindo, usarei.

Um longo tempo se passou, mas nenhum dois chegou a cair no sono realmente. Sasuke esfregou a manga da jaqueta no rosto.

— O que ela disse é verdade? Que não consegue amar o bebê?

— Querida, eu não sei, não sei o que sentir. Só sei que foi ruim pra caramba te ver daquele jejto e não poder fazer nada.

Sakura suspirou outra vez.

— Então foi só por minha causa?

Sasuke refletiu longamente, apertando os dedos dela entre os próprios.

— Foi ruim não ter podido fazer nada por ele... ou ela também. Mas eu não sei se isso é amor. Eu não acho que seja capaz de ser tão... Nobre. Amar alguém assim, sem ver, conhecer, sequer tocar, não acho que sou capaz, mas queria ter protegido os dois, e cuidar de você enquanto o esperava e... Vê-lo crescer. Desculpe não poder oferecer mais que isso, sentir mais que isso, agora sei que era importante pra você.

Olhou para ela e tocou seu rosto cheio de lágrimas, Sakura engoliu um soluço e sorriu um pouco.

— Tudo bem, é o bastante, obrigada.

Sasuke a puxou mais perto e pousou o queixo em sua cabeça, inspirou encarando o teto e vendo o quanto ela realmente era generosa por aceitar o que lhe ofereciam, merecendo muito mais.

Mas eles podiam trabalhar com os limites um do outro, e cuidar das feridas um do outro. Pra ele isso era novo, ter um parceiro a esse nível, mas era... Acalentador, reconfortante.

Bastava para um recomeço.

Notas finais
Agora só ano q vem hohoho Já peço desculpas pelos textões da dona terapeuta, eu nao sou boa com discursos kkkkkkkkkkk Vale dizer tmb q esta é uma obra de ficção pautada em problemas reais, but eu não sou nenhuma psicóloga e então as soluções propostas devem ser levadas em conta apenas na fanfic, se algum de vcs senti q precisa de ajuda, conte com um amigo ou parente de confiança e procure um profissional capacitado, garanto q vai terminar tudo bem sz Então é assim! Findi de ano, bora comer, beber, comemorar e agradecer por mais esse ano de oportunidade de estar aq, muita merda aconteceu, mas muita coisa boa também! Amém pra quem é de amém, aleluia pra quem é de aleluia, catuaba pra quem é de catuaba e por aí vai, só agradeço a quem esteve comigo nessta linda jornada q KQ se tornou e também a quem ê qualquer outra fi minha a suporta meus atrasos, bloqueios e falta de money pra ter um notebook decente. AMO VCS! BJJJJS E ANO Q VEM ESTAREMOS DE VOLTA NESTE MESMO CANAL E DIA DA SEMANA PS: Simpatia pra começar o ano fodalhosamente bem: Quando der meia noite gritem bem alto: FODE ESSA BUCETA SASUKEEE (ou qualquer outro gostoso q vcs pensarem no momento eu vou Gritar FODE ESSA ESSA BUCETA KEAAANU) e o seu 2018 vai ter muita foda imaginária (ou não, depende d vcs suas safadas) Tchaaaaau