Killer Queen

48 Rainha Exorcista


Notas iniciais
Helloooou!

Sasuke observou calmamente enquanto Mebuki balançava Sarada no colo, parecia bem com a forma que Sakura fazia, e também como falava.

Ele tinha certeza que Sakura deixaria a filha deles se tornar o que quisesse, mas também que faria tudo para ela crescer como uma linda e refinada princesa. E ele não tinha nada contra essa ideia.

Levou o bebê para dar um passeio e ver a avó, mas isso já o estava deixando meio desconfortável, não gostava da ideia mentir para Sakura assim, muito menos envolvendo a filha deles.

E agora... Noein.

Mas isso só por que o garoto já estava envolvido no plano de cuidadosamente aproximar ambas assim como de Kizashi, traçado por ele e Lisa.

— Olhe só pra ela, uma verdadeira dama, consegue mesmo ficar tão quietinha assim em lugares públicos? – Ela comentou, toda encantada.

— Hm, confesso que até eu estou estranhando. Geralmente vossa alteza é bem geniosa pra sair. – Sasuke comentou. Noein parecia ter um bom fôlego pois tomou o milkshake pela metade numa única sugada.

— E quanto a você, rapazinho? Algum interesse diferente da escola? – Mebuki indagou.

— Meus interesses são opostos á escola...

— Garoto. – Sasuke ameaçou.

— Ninguém gosta da escola nesta idade, hein? – Ela riu. — Mas já pensa em alguma profissão?

— Eu quero pilotar coisas rápidas e viajar bastante, que tal ser piloto?

— Sua mãe te arrancaria o pé antes que pisasse num acelerador...

— Então... Que tal... Piloto de um caça?

Sasuke balançou a cabeça, refletindo que Sakura ficaria emocionada de ele se interessar por uma carreira militar, mas isto também iria em contrapartida ao que ela passou na marinha, e sua proteção certamente a impediria de aceitar a ideia plenamente.

— Terá muito tempo pra pensar nisso...

— E para convencer sua mãe, sim? – Mebuki piscou para ele.

Oui! Se tudo der errado eu ponho a culpa no Sasuke.

— Mebuki, não quer levar ele pra conhecer aquele seu colega maquiador bizarro?

— Hahaha, acho que Billy iria gostar muito mais de rever você, Sasuke.

— Obrigado, mas Deus me livre.

Mebuki recolocou Sarada na cadeirinha e se levantou, pegando a bolsa e beijando a cabeça de Noein.

— Obrigada por trazê-los, querido, sei que é complicado, agora tenho que voltar para a redação.

— Claro, bom trabalho.

— Tchauzinho, posso te chamar de vovó?

— Oh, oh... é algo que certamente vou ter que... me acostumar, com prazer! — Ela sorriu, desconcertada, ajeitando o cabelo sempre vaidosa, ela realmente não tinha o jeito de “vovó” ainda.

— Okay!

Mebuki entrou num taxi e Sasuke encarou Noein estreito.

— Você é um projeto de canalha, hein?

— Mas você mesmo disse pra eu ser legal com ela.

— Não precisava se insinuar todo com essa de vovó, não a faça criar um a impressão de vínculo atoa, Noein.

— Ah, mas eu gostei dela sim, assim como gosto avó Mikoto. Elas são ricas, chiques e me chamam de querido, o que mais um homem poderia querer?

Sasuke imaginou-o perfeitamente dizendo isso dali uns cinco ou seis anos, o pior era que duvidava que ele estaria se referindo ás avós quando esse tempo chegasse...

Sakura tinha razão de temer que esse garoto virasse um conquistador barato (mesmo ela própria caindo no papo manso dele com frequência), até Mebuki amou o sotaque cajun.

— Rapaz... Só um conselho pra evitar mais confusão no futuro, apenas mulher descompromissada, okay?

— Er...?

— Sério, posso te ensinar muita merda, mas de todas aprenda isso, pessoas compromissadas não servem pra brincar.

— Tá...?

— Se você seguir só isso eu já posso ir feliz pra tumba.

— Okay, okay!

Sasuke se levantou, tirando um dinheiro do bolso e deixando sobre a mesa, pegou a cadeirinha com Sara e fitou-a.

— Mais uma coisa...

— Ah, caramba.

— Cuide pra que essa aqui também faça o mesmo, e que não se envolva com caras do tipo ruim, hein?

— Não se preocupe. Ela vai crescer e essas bochechas também, então não vai dar trabalho algum.

Sasuke se consolou com isso até chegarem em casa na hora do jantar, Sakura desceu as escadas animada, maquiada, perfumada e num vestido de tom rosa envelhecido, e renda preta.

Então ele olhou para a matéria prima, e quis sentar encolhido no sofá chorando e soluçando sobre como seu pequeno produto provavelmente ficaria finalizado na idade adulta.

Mas se podia se orgulhar não sabia, só que tomou o ar, e ajeitou a garganta pra falar do jeito mais maduro (e puto) que podia num momento de tamanho desconsolo.

— Sakura, onde pensa que vai vestida assim?

Sakura o fitou enquanto já segurava o bebê, seu olhar muito desdenhoso e principalmente, afiado.

— Sair, ora. Agora vamos jantar? – Falou com o bebê. — Um banho, jantar e dormir, perfeita noite para você, sim?

— E pra você?!

— Hoje não, malandro, hoje não.

— Alguém atire na minha bunda, mas você não vai sair assim, okay? – Bradou, seguindo-a.

— Eu posso atirar na sua bunda e sair. – Sakura sugeriu.

— Por que você tem que sair hoje?

— Por que eu não posso sair hoje?

— O bebê?!

— Você pode cuidar dela, ora. Eu só vou numa tal boate nova com as garotas.

— Por que uma boate? Por que não o bar do Owen e por que nesse vestido?!

— Todas as respostas são: — Sakura iniciou, pondo Sarada no trocador e se voltando para ele.

— Porque eu posso, porque eu quero e por que você não tem que falar nada desde que você tem saído escondido e feito sei lá o quê sem me avisar. – Declarou, cruzando os braços.

— Eu?! De onde tirou isso?!

— Onde esteve essa tarde?

Era suor frio que ele estava sentindo? Geralmente era bom em omitir, mentir exigia um pouco mais de desapego que era algo ele definitivamente não nutria por ela.

— Levei as crianças para dar uma volta...

Os olhos de Sakura estreitaram perigosamente.

Onde?

E se ele dissesse que foi no shopping sendo que era mentira e ela soubesse que era mentira? Estaria fodido.

Mas se dissesse que foi uma lanchonetezinha de ar retrô escolhida pela mãe dela (sem mencionar a mãe dela) ainda sairia suspeito, Sakura conhecia bem o gosto dele.

— Se está em duvida pergunte ao Noein!

— Hum, eu não sei se poderia, vocês andam tão colados e cheios de segredinhos.

— Ah, Sakura, pelo amor, é coisa de meninos! Tipo... Tipo menstruação para as meninas.

Sakura revirou os olhos, nem um milímetro convencida e voltou a tirar a roupinha de Sarada.

— Está ouvindo isso, querida? Ele acha que pode nos fazer de idiotas e é assim com todos eles...

— Qual é, Sakura?

— Ele pensa que eu não percebi os tickets a mais no porta luvas do carro, os presentes bonitos que trás pra você que nem em um milhão de anos ele teria bom gosto pra comprar, e mais ainda, deve pensar que consegue ficar invisível e que ninguém na cidade o veria aparentemente saindo com uma perua da qual eu nunca ouvi falar...

Sakura se voltou para ele, as mãos nos quadris, o olhar agora agressivo.

— E ainda por cima, levando os meus filhos pra ela ver. Então, Sasuke, eu não sei o que você realmente quer com isso tudo, mas não estou jogando com você.

— A gente foi ver a vovó. – Noein disparou, parado na porta, os olhando bem nervoso.

— Desde quando sua avó tem cabelo curto? – Sakura devolveu, irritada.

Ele olhou para Sasuke ainda mais nervoso, e Sasuke suspirou, esfregando o rosto.

— Querida, não vamos fazer disso um show assustador, okay? Acalme-se.

— Está tentando me passar por louca? Você sabe muito bem como as coisas são quando realmente quero brigar. Se vai usar as crianças contra mim sempre que for posto contra a parede, eu vou cair fora...

— Sakura.

— É a outra vovó!

Sakura jogou os olhos para o menino em seguida, tão confusa que quase perdeu a raiva.

— O que isso significa?

— É da sua mãe que estamos falando, Sakura. Levei as crianças pra vê-la.

֍

— Não gostei dessa, troque por essa. E essa aqui, mande refazer, está horrível...

— Senhora Van Meyer? – A secretária chamou, parada na porta, Mebuki se voltou para ela com um olhar irritado, já havia deixado claro que não aceitava interrupções em reuniões.

— O que é dessa vez?

— A senhora tem uma visita importante...

Ela quase foi se fundir a porta, de tão frágil que era e ao ser trombada por Sakura que invadiu a sala.

Se dirigiu até a mesa e apoiou ambas as mãos nela, encarando-a desafiadoramente.

— Da próxima vez que quiser se aproximar de mim ou da minha família, faça isso pela porta da frente, eu não gosto de gente esquiva, se ficar apenas rondando feito um fantasma, vou te exorcizar.

E assim declarado, ela apenas deu as costas e saiu da mesma forma que veio.

A sala então se preencheu com um silêncio quase assombrado enquanto aguardavam Mebuki reagir.

Ela se sentou na cadeira, olhando a porta ainda aberta, coçou o lábio com uma expressão perigosamente analítica.

— Ela herdou o jeito bruto daquele idiota de todo jeito mesmo...- Observou, mas acabou sorrindo e dando de ombros, recostou-se na cadeira, segurando o óculos. — Mas, independente da forma como falou... Ainda foi como um convite, não? – Concluiu, rindo suavemente, então olhou em volta pras caras assustadas e fechou o rosto, friamente. — E o que estão esperando para irem fazer seu trabalho, um beijinho?

O resto do pessoal se apressou quase correndo para fora da sala e Mebuki voltou a sorrir.

֍

Sasuke queria saber se poderia se aproximar de Sakura sem que ela mordesse o rabo dele, mas Sarada gostava de monopolizar a mãe e não era ainda uma boa cúmplice. Noein estava para a escola e bem, também vinha evitando entrar muito na mira da mãe.

— Hey, Cherry? Eu poderia usar seu topete?

Cherry foi embora.

— Vai se danar, Elvis. – Sasuke seguiu para o quintal. Sakura estava na cadeira de balanço perto da mesa do jardim, Sarada já fazia uns sonzinhos doces e Tinny dormia debaixo da mesa.

— Quer que faça um chá, um suco? – Arriscou.

Ela apenas suspirou.

— Café está bom.

— Okay. E posso te beijar?

— Café está ótimo.

— Okay...

Ele seguiu para dentro novamente, ao menos não tinha um rabo, ou ele estaria entre suas pernas.

Já tinha ligado a cafeteira quando a campainha tocou

Já tinha ligado a cafeteira quando a campainha tocou, atravessou a sala até lá, com Gibson no encalço. Abriu a porta e deu com Mebuki.

— Diga que estou morto e você não está aqui.

— Eu não sei como ambas as coisas fariam sentido juntas. Você não deveria morrer depois de eu vir aqui, somente?

— Ah, tem razão, que tal impedir isso, não é boa hora...

Ela riu e entrou na casa, tirando os óculos.

— Onde ela está? Lá em cima?

— Lá fora. Não me diga que ela...?

— Impaciência é algo que ela puxaria seja de mim ou de Kizashi, querido. – Mebuki seguiu para os fundos, Sasuke ficou pela cozinha, observando-a sentar-se de frente para Sakura e sorrir, quase não capaz de se comedir de tanta ansiedade e alegria.

Ele suspirou, se perguntando se foi protetor demais ao não confiar em Sakura sobre tudo aquilo. Mas não se arrependia, já que ela sempre estava indo encarar as coisas estando bem ou não.

Ela havia finalmente começado a abandonar a medicação até por conta do bebê, e estava bem assim, além de ter menos consultas ultimamente.

Um dia ela não precisaria de remédios ou terapia e embora ele quisesse muito isso, também queria continuar protegendo-a de tudo.

Só que, você ainda precisava do veneno pra fazer o antídoto, e dos demônios para se fazer um exorcismo.

E no fim sabia que, não poderia mais continuar adiando a reunião dela com o pai, se quisesse que ao menos o caminho pras feridas curarem de verdade fosse iniciado.

Estava cada vez mais perto da hora de acertar algumas contas e ele começou a refletir se não podia sincronizar isso com a hora de oficializar as coisas entre ele e ela.

Notas finais
Cap curto eu seeeei Mas vcs já devem saber o que vem por aí, rs