Killer Queen
5 Rainha Destronada
Notas iniciais

— Hey, malandro. – Sakura disse, um pouco baixo e rouco.
O rosto estava cheio de marcas rochas no lado direito, ao redor do olho, nas maçãs, nos lábios secos.
— Pela sua cara a coisa está feia. – Ela disse, e suspirou, encarando algum outro ponto — Mas já me senti pior, vou sobreviver. – Concluiu.
Ele afundou as mãos nos bolsos e se aproximou, perto da cama a encarou.
Puxou a mão direita do bolso e largou um cartão sobre a cama, perto da mão dela e deu as costas.
— É o número de uma advogada. Vá atrás do bastardo. – Disse, pouco se importando se soava uma ordem.
Sakura descansou a cabeça contra o travesseiro, fechou os olhos e suspirou.
— Eu já contatei um. – Admitiu, ele parou, antes de abrir a porta. — Eu ia arrancar cada centavo dele, tenho direitos, não fui burra, por mais perfeito que ele fosse, já estava cansada de homens dominando minha vida e despejando fora naquela época. Mas não entendi porque ele saiu daquele jeito, o apartamento não foi realmente vendido, ele nem pode, está nos nossos nomes, precisa da minha permissão. Mas ele saiu feito um louco.
— Ele foi atrás de uma vagabunda, Sakura.
Ela riu, sentindo dor no estomago de fazer isso, pousou a mão lá, gemendo um pouco.
— Ela era a secretária, é tão clichê que dá sono. A secretária novinha, apertadinha e amorzinho conquista o chefe maduro e gostosão, o tempo só faz bem a vocês, sacos de merda.
Sasuke inspirou, buscando não discutir, ela o estar pondo na mesma classe que um filho da puta daqueles o tirava do sério.
Nunca havia se interessado em mulheres casadas ou namorando, e nunca estivera com duas ao mesmo tempo se elas próprias não quisessem isso. Achava traição a coisa mais patética, vira em primeira mão. Algo fácil de evitar, era só dispensar quem não queria mais e seguir em frente com a nova paixão ou tesão, tanto faz.
Evitaria uma dor desnecessária.
Mas não era sobre ele, ela precisava daquilo.
— Ela está grávida. – Sakura suspirou — Como se a competição já não fosse injusta o bastante, ela é jovem, alegre, corpão, afetuosa... E tem um útero novinho em folha, deve ser boa cozinheira também, jardineira, lavadeira, enfim, todo aquele pacote de mulher perfeita pra casar que vocês querem. Submissa e boa de cama, mas não vulgar, oh, não pode ser vulgar.
— Se submeteu a ser amante, o atestado de vulgar está na testa dela. – Ele insistiu. — E se não tiveram filhos não é só por sua causa, o pau dele também não estava trabalhando como devia, porra. Capaz de o filho nem ser dele, Sakura.
— Não faz diferença, era uma batalha perdida. – Sakura suspirou e girou, dando as costas para ele e deitando de lado, ajeitou o travesseiro. — E também não estava lá para brigar, estava? – Lembrou — Cai fora, malandro, eu preciso aproveitar essa noite numa cama descente, sim? Os caras foderam o Mustang, porra...- Resmungou, já pegando no sono.
Sasuke saiu do quarto, e se recostou na parede, escorregando até sentar no chão.
Essa noite era ele que não dormiria.
֍
— Onde... Que merda é essa? – Sakura ciciou, quando adentraram a casa, ainda estava muito sonolenta, o rosto sem inchaço cheio de marcas arroxeadas na pele lívida.
Sasuke suspirou, suportando a maior parte do peso dela.
— Bem-vinda ao meu antro de perversão, temos orgias e bacanais nos fins de semana, ménages na segunda, ménages nas terças, nas quartas e quintas, enfim, amamos ménages, mas nas sextas temos o especial “fetiches diferentes”, ou se quiser, um sexozinho baunilha pra descansar antes do sábado de pura putaria. – Disse, ela provavelmente levou à sério, fazendo uma careta enojada, inclusive quando encarou a cortina da sala, teria imaginado alguma brincadeira ali?
Se fosse, ele adoraria saber, nunca havia pensando em nada do tipo, era sempre bom aprender mais um pouco.
— Antro de DST. – Ela resmungou, ele riu, subindo a escadas com cuidado quase segurando-a no colo.
— Onde vai por ela? – Ino indagou, logo atrás.
— Tanto faz, ainda tem três quartos sobrando.
— Eu sei, mas dois deles, ninguém quer ocupar, lembra? – Ela resmungou.
Ele revirou os olhos.
— Coisa mais idiota.
— Pra você né, querido? Ninguém merece.
Sasuke bufou levou a mulher para o quarto vago do fim do corredor, o dele era o segundo do lado oposto da linha. Eram dez cômodos no andar de cima, oito quartos, sendo apenas três suítes, uma ele ocupava, a outra, Ino fez questão de pagar mais para ocupar, e o outro, estava desocupado até então. Suigetsu, Karin e Juugo usavam quartos comuns e o banheiro no fim do corredor, os outros dois cômodos eram um escritório e uma pequena biblioteca interligados.
Deixaria Sakura na suíte vazia, imaginando que ela não iria querer cruzar com alguém tão cedo e dar-lhe o máximo de conforto.
Já na segunda feira, ela teria que enfrentar um longo interrogatório por conta do incidente, explicar como pudera foder com cinco caras. O estrago que fizera neles foi tamanho que era de se duvidar que ela tenha sido a real vítima.
Felizmente, nenhum corria risco real de vida, não que ele se importasse. Ela não teve tempo de pegar a arma, sinceramente não a julgaria se desse bala no rabo deles.
Ino abriu a porta e ele levou a mulher resmungando e xingando de dor até a cama de casal, deitou-a e ela rastejou até abraçar o travesseiro e esconder o rosto lá.
Sasuke puxou as botas de seus pés e jogou a coberta por cima. Inspirando, se afastou e Ino deixou a pequena maleta com algumas roupas e objetos pessoais que pegara do carro avariado.
Parou ao lado dele, e suspirou pesadamente observando.
— Está com pena? – Ele indagou, ela assentiu, compadecida. — Não sinta, não demonstre, ela não vai aceitar.
Ino o fitou, condoída, e ele afagou sua cabeleira, dando a volta e saindo do quarto.
Sakura nunca aceitaria restos de ninguém, ela era majestosa demais para isso.
Ela só precisa de um tempo para se reerguer e voltar ao seu trono.
Embora ele sempre fosse implicar, no fundo, ele só torcia para que ela conseguisse voltar.
Talvez ele fosse só mais um súdito mesmo.
֍
— Muito trabalho? – Shikamaru lhe indagou, Sasuke deu de ombros, largando algumas pastas sobre a mesa e bocejando, ainda não havia recuperado o sono perdido com Sakura.
— Nem tanto, disposição baixa, apenas.
— Sei, como está sua parceira? Soube da barra que está passando, que sacanagem, hein?
Sasuke suspirou aborrecido, já devia saber que alguma boca grande tinha falado tudo.
Bom, se alguém pretendia provoca-la quanto a isso, seria o próximo a tomar licença do serviço, com os dentes quebrados.
Já faziam cerca de duas semanas, e no começo, ele achou que ela estava cedendo ao cansaço acumulado e a surra que levou, ela não saía do quarto, não falava com ele nem com ninguém, afundada na cama, no quarto escuro.
Depois que um advogado engomado e puxa-saco apareceu para falar não só da tentativa de espancamento e do divórcio também, cheio de garantias de que ela receberia muita coisa da partilha de bens, e mais de um processo por danos morais, Sasuke achou que seu ânimo levantaria, mas talvez só tivesse piorado.
Foi quando ele percebeu que ela estava depressiva.
Sinceramente, não sabia o que fazer, ou se ainda devia.
Tinha feito muito, dando um buraco para ela se esconder e lamber as feridas.
Definitivamente tinha vontade ir lá e arranca-la da cama à força, ou encontrar o fodido ex marido dela e espancar o desgraçado até o coma.
Mas se sentia com as mãos atadas, tudo estava se resolvendo, apenas Sakura permanecia inerte, afundando. Não entendia nada sobre depressão, ou corações quebrados (mesmo tendo consciência de que quebrara um ou outro por aí).
Às vezes as pessoas só precisavam de um tempo choramingando e sofrendo para depois se erguer e seguir adiante, às vezes elas não conseguiam sair do poço, e ele não fazia ideia se esta fase acabaria no momento certo, ou se já estava durando mais do que era saudável.
— Ela está tendo... Aquele tempo de mulher largada...- Começou — Sabe como é, comendo sorvete, vendo filmes melosos...
Imaginar Sakura assim era quase cômico pra ele, mas preferia mil vezes que isso fosse verdade.
Shikamaru assentiu, ele não gostava de se meter em assuntos femininos, achava tudo sobre esta estranha espécie, complicado demais. Problemático.
— Quem diria, todas tem seu lado mulherzinha, afinal. – Ele disse. — Me pergunto como vai ser quando ela sair dessa e pegar raiva do cara.
Sasuke se recostou na cadeira, com uma careta irritada.
— Não vejo a hora de ver isso também. – Desdenhou. Shikamaru o observou, curioso.
— Ela vai arrancar até as calças dele...
— Mais que merecido.
— A tal amante com certeza vai larga-lo quando ele estiver sem um tostão.
— E vai ficar grávida e na merda também, merecido. Só tenho pena da criança, espero que o pai seja outro, o que vai ser uma chance melhor pra ela.
Shikamaru assoviou, impressionado, e Sasuke o encarou, estranhando.
— O quê?
— Nada não, vou indo, incêndio criminoso.
— Boa sorte, alguém morreu?
— Ainda não, pelo menos, alguns foram pro hospital, intoxicados pela fumaça, queimaduras de terceiro grau e por aí vai.
— Entendi.
O Nara partiu e Sasuke pegou novamente as pastas, havia trabalho acumulado, mas até gostava, por isso até preferiria trabalhar sozinho.
֍
— Nada? – Suigetsu disse, Ino negou, largando a bandeja intocada sobre a mesa.
— Sasuke, não acha que poderíamos marcar um terapeuta?
Sasuke suspirou, abrindo a geladeira.
— Deixa ela, Ino.
— Mas ela está definhando!
— Ela é uma adulta, sabe o que quer fazer, se quiser morrer também é decisão dela. – Resmungou, Ino o encarou indignada e horrorizada, ele apertou os olhos aborrecido — Ino...
— Achei que você fosse melhor que isso, mas porque seria? Também é homem!
— Não me compare com o fodido. – Ele rosnou em aviso.
— Você ferrou muita mulher também, Sasuke, aceite isso, talvez seja pior que o tal fodido lá. E por isso sua queda vai ser maior, e eu vou assistir, já estou assistindo.
E dito isso a petulante subiu as escadas novamente.
Sasuke abriu a cerveja com raiva.
— Eu vou despejar essa filha da puta.
Suigetsu riu.
— Não faça isso, gosto de ver ela em pouca roupa por aí.
— Também gostava, mas seria melhor se desse pra pregar a língua abusada dela no céu da boca.
— Que maldade, ela só está jogando pelo time dela, as garotas também se unem.
— Humpf.
A campainha tocou, Sasuke bufou, se afastando do balcão, e foi até a porta.
Quando abriu e encarou a figura de um homem alto, num terno italiano caro, e cabelo grisalho, talvez tingido de cinza, penteado para trás. Ele percebeu que tinha a chance que pedira a Deus, ultimamente, finalmente em suas mãos.
O homem encarava a rua, com uma postura impaciente, e se voltou para ele, o encarando com um olhar ansioso, que se desmanchou em dúvida ao percebe-lo sem camisa, mas disfarçou logo, qualquer impressão que teve.
— Sakura está? Preciso falar com ela.
— É, está, e você...?
Ele só precisava da confirmação.
O homem suspirou, aborrecido e um pouco constrangido.
— Sou Hidan, marido da Sakura.
Agora Sasuke poderia soca-lo á vontade.
֍
— Cara, você não tem noção? – Sui disse, lhe entregando uma bolsa de gelo. Sasuke deu de ombros, sentia mais prazer do que dor. Estava tão irritado que ainda usou o punho numa posição ruim.
Mas ainda acertou muito bem o queixo do filho da puta.
— Se aquele cara for quem eu penso que é, é capaz de sua carreira na polícia já ter acabado. – Sui continuou.
— Sabe quem é o filho da puta?
— Ele é Hidan Nakamura, dono da segunda maior corretora de imóveis da cidade, seu filho da puta, só fica atrás da corretora da sua família.
— Hn, não me meto nos negócios da família, esqueceu?
— Percebi! O cara é um monstro, velho. Você tá fodido.
— Eu ainda sou um Uchiha, sabe?
— Você é um Uchiha pobre, e por opção!
— Humpf.
— Eu pensei que ia dar pra ouvir a DR daqui, vamos subir e ouvir contra a porta?
Sasuke rosnou de raiva, porque era o mínimo que esperava daquela conversa também.
Quando ele estava quase escorraçando o bastardo como um cão sarnento, ela resolveu aparecer, enrolada na coberta, os olhos inchados de sono, e provavelmente, choro.
Mas ainda mandou que ele parasse de se meter em seus assuntos e deixou o desgraçado subir.
Era bom eles não estarem fazendo nenhuma foda de reconciliação sob seu teto, os dois apanhariam.
— Que se foda essa desgraçada filha da puta, mal-agradecida do caralho.
— Cara, deixa eles, não sabe nada sobre como funcionam, ela pode ser geralmente bruta, mas com o marido as coisas são mais amenas. Vai por mim, eu sei, meus pais são assim, duas feras longe um do outro. Não estarem gritando não significa que não estão se matando, to até preocupado.
Sasuke suspirou, firmando o gelo na mão, já seguia para a sala quando ouviu passos na escada.
Hidan desceu ajeitando o terno e o cabelo, parecia aliviado e leve, o queixo estava roxo mas ele não parecia sentir.
Sakura desceu metade do caminho, mas ela não parecia perto de seu humor, encarava suas costas com um olhar pesado e caído.
— E aí, tudo bem? – Sui disse, acenando.
Hidan os fitou, parecendo tão bem-humorado que não se importava mais com nada. Acenou com a cabeça e seguiu para a porta.
— Que bom que conseguimos conversar, Sakura, e me desculpe por todo o transtorno. Sabe que eu a respeito mais que tudo. – Ele disse, enfim se virando.
— Nós não conversamos, Hidan. – Ela disse, ele se voltou para ela, aturdido, não entendendo nada. Sakura suspirou. — Eu ouvi você, ouvi todos os seus motivos ou que você acha que são motivos...
— Sakura.
— Mas nós não conversamos, nós não vamos conversar, pelo menos não se não for acompanhados dos nossos advogados e do juiz.
O homem empalideceu, gaguejando.
— Mas-mas você...
— Você acha mesmo que vai sugar quinze anos da minha já miserável vida pessoal, me deixar na merda e ir viver tranquilamente com sua ninfetinha barata e sua cria bastarda?
Suigetsu se encolheu ao lado de Sasuke, e disse algo sobre precisar de um crucifixo porque o diabo estava na casa.
— Você vai me pagar cada centavo que eu investi nesse fracasso.
— Também investi nesse fracasso, Sakura. – Ele afirmou, seriamente.
— Investiu mesmo? Você não passava de um corretorzinho mixuruca quando nos conhecemos, se não fosse por mim não estaria onde está hoje, se não fosse pelos contatos que conseguiu através do babaca do meu pai você não estaria onde está hoje. Mas eu não quero sua empresa de merda, nem aquele apartamento de merda, eu quero o dinheiro. E eu vou ter cada centavo que me deve, e mais um agrado pelo seu “deslize desesperado” como você mesmo intitulou.
— Dinheiro? Dinheiro, Sakura? Achei que fosse mais que isso, que não fosse esse tipo de mulher.
— Você sabe muito bem o tipo de mulher que eu sou. Você me apunhalou pelas costas quando poderia ter resolvido tudo como um adulto. Agora vou tomar seu brinquedo favorito, garotinho. Eu quero o dinheiro, e acho bom você se conformar, antes que eu deixe uma notinha escapar sobre isso. Seria lindo, para mim, ver você perder clientes depois que aparecesse nos jornais o que fez comigo, sua nova esposa receberia o merecido título de vagabunda, e seu filho seria o golpe da barriga mais furado da cidade. – Sakura desceu mais um degrau, os olhos verdes se acentuaram em fendas assassinas. — Ultimamente eu só tenho precisado de um telefonema pra foder sua vida, querido. Não ouse me desafiar, me dê minha parte e desapareça da minha vida como o rato que mostrou que é. Agora saia daqui, não quero olhar na sua cara até a audiência, fracote.
Hidan a fitou mais pálido que o próprio cabelo, palavras não saiam de sua boca, mas seu olhar ainda que assombrado, a encarava como se visse uma espécie de divindade, estava perplexo e desesperado, mas ainda fascinado.
Ele desistiu de tentar falar, e deu as costas, saindo rapidamente.
Suigetsu correu até a janela, o som de um motor de um carro potente ressoou pela rua, e ele assoviou, admirado.
— E achava que não tinha como uma pessoa parecer um pobre coitado dirigindo um carrão daqueles. – Comentou.
— Ele saiu tão rápido assim? – Sasuke indagou, não conseguindo deixar de sorrir com a ideia.
— O carrão é amarelo, aposto que nunca combinou tanto com o dono!
Os dois riram e Sasuke se voltou para as escadas, mas viu apenas o tecido da coberta sumindo no topo dos degraus.
Sui empurrou o queixo o mandando subir, e ele o fez, correndo os degraus a tempo de vê-la entrar no quarto. Seguiu pelo corredor e parou na porta ainda aberta, vendo um montículo de pano se ajeitar de um lado da cama.
Suspirou, fechando a porta e foi até a cama, subiu pelo lado vazio e se deitou de lado, mexendo no tecido até achar a cabeleira desgrenhada e a orelha dela.
— Acabei de perceber que nenhum filme de terror me assusta, mas me divorciar de um mulherão como você, sim. Ainda mais eu que não tenho muita coisa pra dividir mesmo. – Comentou, começando a arrastar os dedos no couro cabeludo, devagar em círculos.
Ela suspirou, um soluço abafado entrecortando a respiração.
— Ele ficou tão feliz depois que eu o ouvi falar como foi incrível saber que ela estava grávida. Ele só queria falar disso, ele nem mesmo se desculpou. Ele só quer saber do filho. Ele nunca disse que queria tanto um. A gente sempre deixava pra depois, ele trabalhava tanto quanto eu. Eu estava bem com isso, porque achei que ele estava bem com isso também. Agora, daqui um ano e meio eu faço quarenta, e talvez antes disso, eu entre na menopausa... E não vou poder dar um filho nem pra mim mesma...
— Um ano e meio...? – Ele ciciou, embora não quisesse mostrar que só se atentou a isso, até para evitar querer pegar o carro, e ir atrás do babaca enche-lo de balas.
Sakura fungou.
— Eu sou dois anos mais nova que você, idiota, fui adiantada na época do fundamental.
— Não me fode. Então eu ficava dando em cima de uma pirralha e nem sabia?
— Vai se foder, filho da puta, você comeria até as cozinheiras se pudesse.
— Elas já me conquistavam pelo estomago, ué.
— Escroto.
— Eu logo vou fazer quarenta... Não acho grande coisa mas com a grana que vai arrancar dele, pode por uns peitos e ninguém vai se importar com a sua idade, na verdade, ela vai ser um atrativo.
— A coisa mais artificial que vou deixar entrar em mim vai ser uma camisinha. Já tive balas e facas fazendo isso por tempo o bastante.
— Bom saber, aliás, li que sexo com um estranho depois de se separar é uma boa. Então estou aqui.
— Você não é estranho, é amigão e parceiro, não te trocaria nem por um amigo gay. – Ela disse, a falsa. Ele bufou, rindo um pouco.
— Vaca.
— Cuzão.
Fale com o autor