Notas iniciais
Volteeei com QK pq temos muita sorte msm hahahaha Como estou novamente fudida sem notebook, estou postando ao o q já tenho pronto ou q ta começado (Caso de Vingador) as outras vou tentar aos poucos pelo caderno e ir passando pro cell. Sou tão fudida q ate one to devendo pra esse mês aaaaaaah Bjos e boa leitura seus xerosos.

— Então você não é quarentona? Nossa! – Ino perguntou, impressionada.

— Não que vá demorar tanto, faz diferença? – Sakura disse, enquanto pescava uma torrada do prato de Sasuke, ele fingiu que não viu pra não passar raiva.

— Não exatamente, você está incrível pra idade! Minha mãe com quarenta só reclamava do meu pai, dor nas costas, das vizinhas.

— Eu odeio vizinhos também. – Sakura refletiu, Ino e Sui riram.

Sasuke voltou para o lugar, e afastou o prato do alcance da mulher, Sakura revirou os olhos, e pegou do prato do Sui, não que ele tivesse notado, muito entretido no celular.

— Tem prato pra todo mundo. – Ele alfinetou.

— Graças ao bom Deus. – A cínica respondeu.

Por isso fingia, reclamar era pedir pra passar raiva.

— Eu estou indo. – Juugo disse, eles o fitaram estranhando um pouco, afinal era fim de semana. — É o planejamento daquela operação em conjunto, nas docas, e Sasuke, sinto a sua falta.

Sasuke arqueou o cenho e Sakura entalou com o café, tossindo.

— Puta que pariu, esse lugar é mesmo um puteiro.

Ele bufou e Juugo, sem entender, prosseguiu.

— É um porre trabalhar com o Sai, o parceiro preguiçoso dele o deixa falar a merda que quiser, o cara acha que é chefe da divisão.

Sasuke concordou, não duvidando de nada. O que Sai queria era estar no comando de alguma coisa, por menor que fosse, era um pirralho querendo ser rei. Como ele próprio não era bom com autoridade, aturar a megalomania de um idiotinha era querer demais.

— Pelo menos com você ele baixava mais a bola, e eu achava que tava ruim antes, ninguém quer trabalhar com as duas malas.

— Quem é o outro cara?

— Um idiota que vive pra lá e pra cá com um cachorro vira-lata, Kiba Inuzuka.

— Nunca ouvi falar.

— Nem queira. – Ele se despediu e Sasuke rosnou batendo na mão daquela filha da mãe.

— Qual foi, malandro?!

— Faça suas próprias torradas, caralho!

— Eu nem queria essa porra mesmo.

— Cuzona preguiçosa do caralho.

Sakura tomou um gole da vitamina de Suigetsu, e se levantou.

— Estou indo, volto mais tarde pra pegar minhas coisas. – Disse, esticando-se um pouco, saiu da mesa e seguiu para a sala, subiu as escadas, bocejou um “oi” para Karin que finalmente descia.

Sui e Ino voltaram olhos enormes para Sasuke e ele meneou a cabeça.

— Nem vem.

— Qual é, Sasuke? Não seja cruel!

— Cruel? O que eu fiz já não é o bastante?

— Você não fez mais do que sua obrigação! É o parceiro dela, era o mínimo que poderia ter feito. Agora é a hora de ser legal.

— Ah, caralho. – Ele resmungou, irritado. Karin se sentou pegando uma maçã na fruteira.

— Qual o papo?

— O Sasuke não quer convidar a Sakura pra morar com a gente!

— Hum, pra quê? Ela já ficou aí quase um mês, certo que as coisas estavam ruins, mas...

— Fala sério! Ia ser legal! – Sui contrapôs.

— O que tem de legal nela? É velha, resmungona, a cada sete palavras que fala, dez são xingamentos e está sempre aborrecendo o Sasuke.

— Você está descrevendo o próprio Sasuke! – Ino e Sui ecoaram. Sasuke quase ficou ofendido.

— Ele é um porre e todo mundo atura!

— Também sou seu senhorio. – Ele lembrou, Ino fez uma careta.

— Viu? Um porre!

— Tsc. Ela não vai aceitar, e sobretudo, logo nem vai precisar. O advogado apareceu aqui ontem e pelo o que ouvi, ela vai arrancar grana o bastante daquele filho da puta pra poder morar numa mansão.

— A questão não é o dinheiro, Sasuke. – Ino suspirou.

— Claro que é, ela vai depena-lo.

— Porque é a única coisa que ela pode fazer! Não percebe? Ele vai ficar com metade, uma esposa novinha e um filho também, o que sobrou pra ela? Isso nunca vai ser justo, Sasuke, não importa quanto dinheiro ela tome dele.

Ino se levantou e subiu as escadas. Sasuke suspirou.

— Ela tem que parar de ficar se metendo na vida alheia. – Karin comentou.

— Falou a maior fofoqueira. – Sui rebateu, ela lhe atirou umas sementes.

— Vai se foder.

— E milady também, você xinga pra caralho, não tem moral pra falar da coroa.

— Humpf.

Depois do café, ele saiu lá fora indo pegar as contas deixadas na caixa do correio, se recostou nela e conferiu cada envelope.

— Humpf, indecente. – Ouviu um resmungo e olhou em volta, vendo a vizinha da casa ao lado passar com seus irritantes cachorros lhe dando um olhar desprezível.

Ela seguiu em frente resmungando e ele lembrou que estava ainda de calça moletom e sem camisa.

— Bom dia pra senhora também. – Disse, meneando a cabeça — Vai caçar uma foda...- Ciciou.

Alguns vizinhos não aceitavam bem que a casa dele recebesse pessoas sempre, como uma pensão. Embora o fato de serem na maioria policiais compensasse isso.

Sakura veio pelo caminho de pedras, olhando a velha passar.

— Dá de vontade comprar um barco e só ter tubarão como vizinho. – Comentou. Ele teve que concordar mas atentou-se mais a ela estar usando uma calça moletom ajustada, uma blusa de zíper como conjunto e um top de academia por dentro.

— Vai correr? – Indagou. Ela o fitou desdenhosa.

— Eu não corro. Os caras do departamento indicaram uma academia, acho que não é tão longe, vou dar uma olhada, e depois procurar um apartamentinho por aí. – Falou enquanto tentava desenrolar os fios dos fones de ouvido.

Sasuke segurou as cartas numa das mãos, suspirando, encarou-a e então notou três fuças os espreitando numa das janelas e deu uma olhada irritada, Ino e Suigetsu correram dali e Karin apenas olhou noutra direção.

Sakura enfiou o telefone no bolso, e ele inspirou, fitando-a.

— Eu vou com você, sei onde é.

Ela não se importou.

— Já vou economizar o do taxi.

— Mão de vaca. Dá pra ir correndo daqui.

— Que bom, mas eu não corro.

֍

A academia de boxe do pai de Rock Lee, era numa parte meio fodida do bairro, mas era conceitual, parecia um antro de bandido e pichação, mas a maioria dos policiais que fazia questão de não ter pança antes dos quarenta ia pra lá, praticar um pouco, havia uma parte com aparelhos de musculação e outra para prática de lutas.

Muai thay era o mais frequentado pelas belezocas do departamento, mas tinha judô, boxe, obviamente, e professores para outras especialidades.

Ele geralmente só praticava o boxe e fazia musculação, mas fazia um tempo que descuidara de vir com frequência.

Se recostou no ringue, lá em cima dois rapazes praticavam devidamente usando os acessórios de proteção sob o olhar atento de Guy.

— Sasuke Uchiha por aqui? Tá meio gordo mesmo, por isso voltou? – Yamato disse, cumprimentando-o.

— Vai se foder, otário, sua mulher tá aqui? O Kakashi?

— Deus me livre de uma mulher tão feia. – Yamato riu — Ele está em casa mesmo, anda tão preguiçoso quanto você, o que te trouxe de novo?

— Senti saudade dessa testosterona escorrendo. – Ele foi irônico.

— Sempre soube que tinha essa inclinação.

— Ah, tenho, tenho inclinação pra aquilo ali. – Apontou o tatame onde Tenten Mitsashi se engalfinhava com a loiraça esposa de Shikamaru, Temari, cujo corpo nem parecia o de uma mãe de um garoto de cinco anos.

— Daria uma mão pra ficar entre as duas. – Yamato suspirou.

Sasuke só iria querer estar se fosse numa cama, no tatame, onde elas praticamente se matavam no dente, ele não fazia tanta questão, por mais sexy que a ideia de brincar de lutinha com elas pudesse ser.

Eram duas monstras, isso sim.

Falando em monstra, Sakura estava mais tímida do que imaginou, achou que ela já iria se jogar no ringue querendo brigar com qualquer brutamontes (e ele até trouxe uma grana pra apostar) que viesse pela frente, mas ela se conformou em ficar num canto, pulando corda, os olhos concentrados e distantes, nos fones tocando alto músicas que lembravam a adolescência dos dois.

Ela conseguia pular num ritmo ligeiro e constante, o suor brilhou em cada pedaço de pele exposto, o cabelo estava preso com uma liga, a barriga da filha da mãe era quase trincada, e ele estava se roendo com o pedaço de pele tingido de preto e dourado que parecia bem sobre a pele acima do osso esquerdo da pélvis.

A bastarda tinha tatuagem.

Seria uma antiga demonstração de rebeldia? Ou algo ligado ao exército?

Puta merda.

E ela estava indo embora logo, perderia a chance de descobrir sem ela estar trocando de roupa em baixo de seu teto.

Se ajeitou no lugar quando notou a aproximação de um cara enorme, não o conhecia de rosto então presumiu que fosse frequentador novo, era uma montanha de músculos, tatuagens até na careca e um daqueles piercings no nariz que o fazia parecer um daqueles touros.

Não parecia tão novo, parou diante dela, encarando como se ela fosse um belo naco de carne e ele um vira-lata esfomeado, quando finalmente encarou seu rosto, disse algo.

Sakura ignorou, como se visse nada, ele falou de novo, falou, e falou. Então bufou e falou alguma coisa mais alta, então deu as costas saindo cheio de si.

Ela encarou suas costas, parou de pular, e atirou um dos cabos de madeira da corda em sua direção, acertado em cheio sua cabeça pelada por trás.

Puxou de volta e segurou, respirando profundamente, enquanto ele se virava de volta para ela. Havia uma marca vermelha perfeita do cabo em sua cabeça e um pouco de sangue escorria.

— E a propósito, é a sua mãe. – Ela disse, desta vez deu pra ouvir bem o bastante, quase todo o lugar já havia se calado pra ouvir.

O cara bufou como um touro e veio pra cima.

Sakura revirou os olhos, soltando a corda, desviou de sua mão que tentara agarrar seu moletom, e atingiu seu flanco com três socos seguidos. Chutou a canela dele, por dentro, o fazendo baixar-se um pouco para gemer de dor, então acertou um belo cruzando de direita nele, que o fez cair pro lado como um gigante.

Sasuke passou por cima dele e a encarou feio.

— Nem vem.

— Achei que fosse canhota.

— Pra escrever, pra socar sua fuça, tenho duas opções, só escolher.

— Eu não sei quem é a madame, mas não pode ficar socando meus clientes. – Maito Guy declarou, aproximando-se, Sakura pôs as mãos na cintura, e Sasuke já queria calar sua bendita boca. — A não ser quando eles pedem. – Guy disse, bem-humorado e olhou para o cara no chão. — E esse mané já vinha pedindo por isso, minha sobrinha já tinha dado uns bons tapas, mas ele deve ser masoquista.

— Esse poço de anabolizante veio me chamar de prostituta aposentada, sorte dele que não estou com humor nem tempo pra enfiar essa corda no ra-...

— Já entendemos, você teve sua razão. – Sasuke cortou.

— Gostei de você. – Guy disse — E do cruzado também, minha falecida dava um igualzinho, me apaixonei por ela assim.

Sakura fez uma careta encarando o cara no chão.

— Eu devia ter enfiado a corda no rabo dele...

— O que quero dizer é, você faz igualzinho minha Lilian, ela era do Exército...

— Marinha.

— Eu sabia! – Ele vibrou, apertando a mão dela. — Eu senti a sua presença! Você é um maldito rabo bonito e assassino, não é, querida?

Ela até olhou pra própria bunda e Sasuke revirou os olhos.

— Até que to bem mesmo. – Admitiu ela.

— Posso apertar pra ver? – Sasuke provocou.

— Ainda quero enfiar a corda no rabo de alguém. – Lembrou-o.

— Divisão de LA, mesmo? – Guy prosseguiu, muito empolgado.

— Aham, Navy SEALs. – Ele a olhou incrédulo, e ela riu, arrogante, puxou o moletom e se virou, mostrando uma tatoo nas costas, com o emblema da marinha, bem entre as espáduas, a águia americana, pousada sobre uma âncora e um tridente cruzados e ainda segurando uma carabina entre uma das garras.

— Uma SEAL, meu deus você é pedrinha de ouro no meio do latão. Não achei que alguma tivesse chego a passar no treinamento, meu bem, você é o modelo feminino que a América almeja.

— Isso foi tão bom pro ego que eu to assustada. – Ela admitiu, vestindo a roupa novamente. Sasuke parou de olhar pra tatuagem e imaginou que ela estava bem melhor mesmo.

Depois de tudo o que passara, ela precisava mesmo de uma massagem no ego.

Qualquer mulher precisaria.

— Venha cá, deixe eu te apresentar minha sobrinha, é por parte da minha esposa, ela está pensando em ingressar também. – Guy disse a puxando.

Sakura deu de ombros, seguindo com ele.

Sasuke foi procurar sua vez de subir no ringue um pouco, ela já estava mais enturmada que ele próprio afinal.

֍

— Vai no centro agora?

Sakura assentiu, pondo o cinto de segurança. Sasuke inspirou, antes de dar partida e ela o encarou, estranhando.

— Olha...

— Ih... Não tenho grana, não.

— Vai se foder, e sabemos que é mentira, vai ficar por cima da bufunfa quando ganhar o divórcio e o processo.

Ela lambeu os lábios com uma expressão desgostosa e virou a cara.

— Mas ainda não ganhei, então continuo dura.

Sasuke suspirou, assentindo.

— Okay, mas a questão não é essa.

— Então?

— Como deve ter percebido, eu alugo alguns quartos da casa, pra aquele pessoal lá. E tenho três sobrando, então se quiser se pendurar por lá, posso fingir que, não vai poder comprar o lugar todo logo, logo, e te fazer um preço camarada.

— Hum, vai me cobrar o tempo que já estive lá?

— É tentador, mas não te levei pra isso. No seu carro não poderia ficar.

Ela meneou a cabeça, pensativa.

— Está longe de ser meu canto dos sonhos, por que tipo, não sei se notou, mas eu odeio um pouco as pessoas.

Ele achava o mesmo antes de alugar o primeiro quarto. Na verdade, haviam dias que queria despejar todo mundo, mas simplesmente se acostumou.

Só que ela precisava de novos ares, em sua opinião.

— Eu poderia conseguir o apartamento inteiro no processo, já que ele tentou vender sem minha permissão. Mas eu não quero mais aquele lugar. – Sakura suspirou. — Eu vou dar uma olhada por aí, se não achar nada melhor, aceito a sua proposta, mesmo tendo certeza que vai me explorar no preço.

— Vou mesmo.

— E ainda vou ter que olhar sua cara todo dia, e eu achei que o tempo da escola tivesse sido tortura o bastante.

Sasuke riu e ligou o carro.

— Idem, majestade, idem.

֍

Três dias depois.

— Você é um bunda mole. – Suigetsu sussurrou para Sasuke, ele lhe deu uma olhada aborrecida, e voltou a observar Sakura descer do taxi já segurando uma bolsa de exército, e uma caixa de papelão. O taxista desceu, tirando a primeira mala e caixa dentre muitas.

— Yuuup! – Ino gritou, passando pelos dois como um relâmpago saltitante, abraçou Sakura esmagando a caixa entre as duas e foi mexericar suas coisas, enquanto a mulher a olhava como se fosse um alien.

Já devia estar se arrependendo, e nem tinha entrado.

E ela realmente se dedicara a achar um lugar melhorzinho, mas considerando seu novo lugar de trabalho, a área em que Sasuke morava era a melhor e de fácil acesso à maioria dos outros pontos importantes daquele lado da cidade.

Por isso não iria aturar provocação por tê-la chamado mesmo depois de ter resolvido que não iria.

— Quanta tralha. – Sui disse, descendo as escadas, e indo ajudar. Sasuke fez o mesmo pegando algumas malas com o taxista.

— Trouxe a cama aqui também? – Indagou, Sakura revirou os olhos, passando por ele com a caixa.

— Pensei em trazer um colchão, vai saber que porqueiras você já fez em todas as camas dessa casa.

— Já transei em vários cômodos mesmo, mas se for ser no quarto, prefiro o meu logo...

Exceto quando transava com Ino, e quando ia transar com Karin... Mas não tinha porque comentar isso, embora fosse ser engraçado ver a cara dela ao saber que seria a única inquilina feminina que ele não deu uma mostra de bom anfitrião.

E adoraria dar essas boas vindas pra ela, mas sabia que se falasse que já fez com outras, a vaca iria apenas fortalecer a fortaleza que sua calcinha sempre foi pra ele.

Subiram as escadas, e ela seguiu direto para a suíte que já ocupava, largou a caixa sobre a cama, e foi abrir as cortinas, Sasuke estacionou as malas perto e olhou para a caixa, aproximou-se, percebendo que tinha em sua maioria, livros, e quadros, inclusive um com medalhas, um relógio despertador, e um porta-retratos maior, que ele pegou e encarou.

A moldura de metal pesado e vidro um pouco empoeirado guardava um retrato de Sakura, vestida de noiva, seu cabelo ainda era longo na época, era um modelo daqueles de princesa mesmo, a saia esvoaçante, a cauda longa bem como o véu, o buquê de rosas em tom róseo, e dois anéis, um solitário de diamante, e uma aliança dourada no dedo.

Ela voltou do banheiro, onde havia deixado a bolsa menor com seus produtos e se aproximou, encarando a foto.

— Esqueceu que estava aqui? – Ele indagou, encarando seu sorriso pequeno e altivo na foto.

Ela negou, ao seu lado.

— Eu demorei porque estava separando o que iria levar ou não, isso estava tudo na dispensa, pronto pra ir pro lixo, talvez. – Suspirou — Eu queimei o álbum na lareira que ele tanto amava mas fiz questão de deixar nossa foto juntos inteira o bastante para que visse quando chegasse com a esposa nova. Eles vão morar lá, sabe?

— Escroto filho da puta.

— É... Mas eu gostava dessa, eu olhava pra ela quando me perguntava porque estava naquele casamento, ela fazia parecer que foi decisão minha, mesmo que não tivesse sido.

— Como assim?

— Ah, Hidan era um peixe pequeno que vendia bem porque tinha um rosto bonito, o velho queria um peixe pequeno pra ele mesmo dar ração, assim o peixe pequeno sempre comeria na sua mão. Ele fez Hidan, eu fiz Hidan, mas ele sempre teve mais medo do velho, depois que cortei relações de vez, ele deve ter sentido que poderia morder a mão do velho, e a minha.

— Cortou relações com seu pai?

— Com todo mundo daquela família, eles acham que não, hora outra vão aparecer enchendo o saco. No fim, acham que também sou peixe pra comer na mão deles, e eu fui, por muito tempo. – Se sentou na cama, e pegou a foto da mão dele, encarou e suspirou, meneando a cabeça — Eu estava feliz... – Admitiu. — Mas eu não preciso mais dela pra fingir que estou mandando na minha vida agora.

— Então trouxe para...?

Sakura o encarou e mostrou a foto, com ar convencido.

— Eu fui uma noiva muito foda, admita.

Sasuke riu, ela também.

— É, deve ter sido uma festança, fiquei ofendido de não ser convidado.

— Tentaria me comer na festa. – Ela revirou os olhos, ele assentiu, pensando em como seria, com prazer.

— Provar da noiva e do bolo.

Sakura bateu em sua perna, rindo, se levantou e foi por a foto na cômoda.

— Deixa eu arrumar essa bagunça. – Comentou, ele assentiu seguindo para o fora.

— Opa! – Sui exclamou, entrando logo seguido de Ino, Sasuke franziu o cenho, se perguntando porque demoraram tanto, deu de ombros e seguiu para o andar de baixo.

— Ainda tem coisa lá fora? – Sakura disse.

— Uma ou duas caixas.

— Ótimo.

— Esse casaco é lindo. – Ino disse, encantada com um casaco branco de pele que veio numa caixa com roupas — É de pele mesmo?

— Pior que é, mas não me apedreje nem chame os defensores de animais, eu ganhei ele, sim?

— É cruel, mas tão fabuloso! – Ela disse, já o vestindo — Mas como sai na rua com ele sem ser espancada?

— Digo que é sintético. – Sakura suspirou. — Não acha que está fora de moda? Acho que maioria da minha roupa boa está, estou bem desatualizada.

— Posso ajudar com issooo! – Ino cantarolou, pulando na cama — Quanto tempo passou servindo desta última vez?

— Cinco anos.

— Uau! Cinco anos de moda pra atualizar.

— Aham.

— Mas vai por mim, algumas destas você pode guardar, a moda sempre volta ao passado e recicla uma coisinha, vez ou outra uma cafonice fica em alta de novo.

— Eu ainda lembro desta regrinha. – Sakura disse, piscando um olho para ela.

— Então não é um caso perdido!

Sakura gargalhou.

Era um som incrível até.

Eles com certeza poderiam se acostumar a ele.

E quem sabe, ela se acostumasse a solta-lo com mais frequência.

Sasuke desceu as escadas atendendo o telefone.

— Kakashi? Terminou a...

— Quero você e Sakura nas docas, agora.

— Como é?

— A operação deu errado, estamos numa situação difícil aqui, venha, e chame quem mais puder pelo rádio.

— Okay... – Sasuke desligou, e correu para andar de baixo, ligando a TV, procurou uma camisa e uma jaqueta. No noticiário, uma equipe de TV acompanhava a movimentação nas docas usando um helicóptero.

A operação explodiu, falava-se de um enorme galpão tomado pelos membros da quadrilha que era investigada, e ao que parecia, de reféns.

— Sakura! Desce agora, porra!

Ela desceu as escadas junto dos outros, ele estava sentado no sofá, calçando os coturnos o mais rápido possível.

— É a operação que o Juugo comentou?! – Ino disse.

— Ao que parece, vai se trocar, Haruno!

— Finalmente ação de verdade. – Ela disse, subindo as escadas.

Ele concordava plenamente.

Notas finais
Notas finais. UM BREVE esclarecimento sobre os Navy SEALS, é tão FUDIDO de entrar lá, o negoço é TÃO pesado, que até recentemente nenhuma mulher entrava pq não se achavam q elas dariam conta do treinamento. Tanto é q no blog q eu li sobre era dito q mulheres não eram aceitas. O q me deixou bem sad pq achei q teria q mudar a formação da Sakura. Maaaas tive a sorte de achar uma matéria gringa onde era ibformado q as mulheres passariam a poder se inscrever para o processo a partir de 2016/2017 (não tenho certeza pq não sei onde salvei esses links, quando eu achar, edito aq pra vcs verem se quiserem), mas nenhuma mulher ainda tinha sido badass o suficiente pra se inscrever e os caras afirmaram q elas vão ter q fazer do mesmo jeito q os homens. Ou seja, nada de dar mole pra elas por serem mulheres, a porra é louca pra todo mundo hueheueu. Então como em realidade isso é muito recente, só mudei q na fic essa abertura aconteceu anos antes e por isso a Sakura já era veterana la. Ainda assim, ela é das poucas q tentaram e passaram, e por isso o Guy fica de queixo caído. Tem q ter fibra pra essa porra, eles te quebram desde o físico ao psicológico! Enfim, quando eu achar esses links ponho aqui nas notas pra vcs :3 Link da tatoo nas costas da Sakura (tem mais duas q vão aparecer depois) > http://imgur.com/a/ybgoJ