Killer Queen
12 Rainha Canina
Notas iniciais
Mas ele não traçou, e não foi por falta de vontade, estava seguindo com ela no carro, e tudo o que queria era parar em uma rua e fodê-la contra o capô ou no banco de trás, mas não poderiam se atrasar para o trabalho.
Porra, trabalho em plena madrugada de domingo para segunda feira, iria começar a encher Kakashi para que procurasse novos investigadores. Ele nem ligava tanto de ter uma foda interrompida pelo serviço, mas com Sakura era diferente, ela não era uma mulher louca pra gozar no pau dele, era uma mulher louca para gozar.
E eles não tinham uma relação das mais adoráveis para ela querer dar para ele outras vezes.
Havia a chance de ela não querer mais nada do que começaram, e ele provavelmente teria um derrame de tão puto que ficaria com isso, não poderia culpa-la, o que era o pior. Só poderia culpar a porra do destino e principalmente o grupinho de filhos da puta que resolveu assaltar um posto de gasolina logo aquela noite.
— Você sempre faz essa cara depois de um oral? – Sakura indagou, o fitando meio sem entender nada.
Ele mordeu a bochecha por dentro, incomodado por ela não estar com a mesma cara que ele, do contrário, parecia mais que satisfeita e tranquila.
— Não, fico com essa cara quando recebo um oral, mas fico impedido de comer uma boceta.
— Ah...- Sakura riu e bateu de leve em seu ombro. — Mas o combinado não eram sete minutos? – Provocou.
— Cala a boca, estava tão afim de foder quanto eu.
— Eu tenho meus motivos, falta de sexo faz essas coisas com as pessoas, imagine, eu realmente chupei Sasuke Uchiha, ainda estou meio: “Hã?” mas bem impressionada por não estar mais pra: “Eca”.
Sasuke riu também, embora não quisesse, mas tinha que admitir que foi uma virada espantosa para os dois. Não se suportavam na escola, e agora estavam ali, mais de vinte anos depois trocando oral.
E só.
Porra, se já haviam quebrado as “regras”, porque não quebrar a porra da cama?
Sasuke logo viu o cerco policial perto do posto, bem como carro da perícia e um pequeno grupo de policiais.
Suspirou, aborrecido. E estacionou o carro, tirou o cinto e destravou as portas.
— Hey, malandro? – Sakura o chamou, ele a fitou de lado, e ela piscou, maliciosa e provocativa. — Não fica assim não, quem sabe eu tenha tempo pra te dar uma atenção mais tarde.
— Cuzona. – Ele cuspiu uma risada, e ela gargalhou, saindo do carro. Sasuke saiu e seguiu-a até as fitas amarelas.
— E então? – Ele indagou, ao policial que os recebeu na entrada da loja, Sakura passou direto alguns passos, observando o estrago pelo chão, havia acontecido um belo tiroteio ali dentro, uma parte da vidraça estava destruída e produtos haviam sido fuzilados.
— Três caras vieram num carro, identificado como um Honda Civic azul ano 2010, vidros escuros, renderam um frentista e o mandaram dar o dinheiro, abasteceram de graça e dois vieram roubar a loja, a atendente notou o que havia e chamou o gerente que chegou com uma espingarda de caça e, deu nisso.
— Arma de caça? Era o que me faltava... Alguém se feriu?
— A atendente levou um de raspão, mas eles todos não podem dizer muito, os caras usavam máscaras de Hallowen.
— Hm, quero imagens das câmeras de segurança, devem ter pego a placa, eu espero.
— Okay. – Ele se afastou, e Sasuke seguiu até Sakura, que estava abaixada perto de pacotes de batata frita destroçados.
— Alguma coisa? – Ela apontou, usando uma caneta, um cartucho de bala.
— Espingarda, disseram que era do gerente.
— Hmm, melhor verificar a licença dele então.
— É claro.
Ela se levantou, e caminhou mais adiante, dobrando uma esquina, parou perto dos freezers e percebeu um furo de bala nele, bem como outro numa porta de metal entreaberta, ia seguir em frente quando notou algo brilhar na escuridão lá dentro.
Se aproximou, sacando a arma, e uma pequena lanterna, e empurrou a porta com o pé, apontou o facho de luz para a frente, vendo um corredor, que dava em dois banheiros, então o baixou pelo chão, de volta, até iluminar o que descobriu ser um coelho cor de rosa, com olhos e orelhas que tinham luz própria.
Não achou isso mais bizarro do que a poça de sangue em que estava, baixou, percebeu um interruptor e o acionou, encarando o chão. Havia uma garotinha, cerca de dez anos, num vestido branco simples, cabelos loiros, encaracolados. E um furo de bala na testa, quase na entrada do cabelo, o rosto pálido e os olhos azuis ainda abertos.
Sakura recuou de uma vez e trombou no peito de Sasuke, ele a segurou e encarou seu rosto lívido, olhou por cima do ombro dela, e deixou os ombros caírem, enquanto ela se desvencilhava e seguia para fora.
Sasuke esfregou o cabelo, frustrado, sabia quem era a mãe da criança, e ela ainda teria que receber mais isso, depois de quase ser morta durante o assalto.
Às vezes odiava o trabalho.
*
— Ainda tá com raiva?
— Um tiro no rabo, você quer? – Sakura indagou, enquanto entrava no carro. Sasuke riu do outro lado da linha. — Eu já disse que estou bem.
— Calma lá, sei que você é durona, mas veja, todo mundo tem um ponto fraco, okay? Foi uma visão difícil, e vi como você ficou abalada.
— Humpf, você acha mesmo que nunca lidei com crianças mortas? – Sakura bufou, ligando o carro. Sasuke suspirou.
— O que sei é que nunca é fácil, e as circunstâncias mudam...
— Não muda que uma criança morreu, Sasuke, e uma mãe ficou destruída, não preciso saber de mais que isso. – Sakura seguiu pela rua, beirando a praia, o vento forte e salgado lambeu sua pele. — Mas okay, vou aproveitar que você e Kakashi estão tão afim de me dar folga e aproveitar o dia. Talvez ir surfar, ou ao salão, ou fazer compras...
— Hum, ou fazer um jantar pra nós?— Ele indicou, malicioso.
— Se eu for trabalhar vai ser no caso de hoje, qual é, estou entediada.
— Eu posso ajudar com isso.
— Agora? Por que eu duvido.
— Mas vai dizer que não quer?
— Foder com você? Ainda estou me perguntando como pude descer tão baixo e deixar você lamber minha boceta.
— Em minha defesa, você gostou muito, e eu também.
Ela fez uma breve careta, tendo que admitir.
— O mesmo para o seu pau.
— Obrigado.— Sasuke riu. — Mas então, ainda vamos continuar enrolando, ou você vai me deixar te comer logo?
Sakura sorriu, antes de desligar.
— A questão, malandro, e se você consegue me fazer interessada.
Deixou o telefone de lado, ajeitou os óculos escuros sobre o rosto, então, olhando para a frente, suspirou, muito aborrecida e vendo que precisava começar a arranjar algum hobbie, seus dias livres ficavam entediantes quando não envolvia gastar o dinheiro extra que tinha com o divórcio.
E não pretendia queimar tudo, ao contrário, ainda procuraria como investi-lo e multiplica-lo, não se importava de ser rica ou não, mas se importava de esfregar na cara de qualquer um quão bem-sucedida poderia ser no máximo de coisas em que pusesse empenho.
Só haviam dois fracassos que se permitia ter agora, antes era um, mas não estava interessada em chegar a três.
O primeiro, era o de nunca ser uma filha amada.
O segundo, era seu casamento.
Por fim, resolveu ir ao shopping, e retomar o planinho sórdido que vinha armando contra Sasuke.
Estava farta daquela casa, não bastava ser um antro de putaria, era desorganizada, e o pior, ninguém parecia se importar com a cafonice da decoração. Santo deus.
Obviamente Sasuke era machão dominante demais para admitir, ou se importar, na certa não a deixaria mudar nada apenas por implicância, mas ela iria dobra-lo logo.
Chegou ao estacionamento, e parou o carro ao lado de uma vã que parecia ser de alguma petshop, associou ao banner que viu em algum lugar que anunciava uma exposição de cachorros, ou coisa assim.
— Eu já disse, não podemos mais usa-la, James, vamos com a Nancy!
— Mas porquê? Ela é perfeita! É a Augustine, cara!
— Ela já está velha, é figurinha carimbada!
— Velha?! Isso não faz sentido, é uma cadela premiada, porra!
— Augustine é linda! Mas o tempo dela já passou, Denny, vamos com Nancy... Augustine já teve seu tempo, agora deveríamos focar em filhotes...
— Filhotes?!
Sakura desceu do carro, contornou silenciosamente a vã vendo dois homens discutindo, usavam macacões marrom claro, com a mesma logo na vã cujas portas de trás estavam abertas, e então viu dentro de uma das gaiolas, uma cadela de pelagem escura e caramelo, de uma raça de pelo escorrido, e bastante jovem ainda, na outra, uma poodle de pelo alvo, bem tosada no corpo todo, exceto na cauda e cabeça, os pelos das orelhas e testa perfeitamente escovados, e aparados, deitada de maneira elegante, embora o olhar mais cabisbaixo.
Talvez fosse algum tipo de reconhecimento mútuo, Sakura xingou internamente, e abriu a bolsa, buscando o talão de cheques.
— Será que dá pras duas garotinhas calarem a boca? – Indagou, aborrecida, os dois homens a fitaram espantados, e ela balançou o talão a sua vista. — Ou preciso pô-los na coleira para conseguir um negócio aqui?
Ela não estava aborrecida com isso, mas sim com fato de que teria que caprichar pra cima do idiota do Uchiha, pra conseguir algo mais que mudar as cortinas da casa...
*
— Hey, olha quem temos aqui. – Harry cumprimentou Sasuke efusivamente, os dois haviam prestado a academia juntos, e agora ele trabalhava com o treino dos cães farejadores.
Sasuke confessava que evitava um pouco visita-lo no canil da polícia porque não lidava muito com o cheiro excessivo de cachorro e os latidos.
Adorava cães, mas talvez por causa de sua mãe que era um tanto louca por organização e detestava a ideia de um cão fazendo baderna, ele havia evitado.
— Desculpe o sumiço, sabe como é.
— É, sei sim, soube da parceria nova, e que parceria hein?
— Ah, viu o jornal? – Sasuke riu um pouco, lembrando da foto dele e de Sakura que saiu no jornal depois da operação nas docas.
— Vi sim, que mulher huh? Saiu com ela? Ouvi dizer que é uma matadora.
— Saímos como amigos, meio que estamos mais pra inimigos trabalhando juntos, nos conhecemos desde o colegial e não erámos melhores amigos.
— Aham, imagino, afinal, como você teria amigas mulheres? – Henry comentou, dando de ombros, e caminhando ao seu lado, Sasuke franziu um pouco o cenho, se sentindo um pouco incomodado.
Não era como se só apreciasse as mulheres para o sexo, ora, tinha amigas sim...
Karin era sua amiga, Ino também... Tinha muitas amigas...
Certo, talvez aquelas duas não fossem um exemplo de amizade sem interesse sexual, mas Ino nunca mais havia o procurado, e ele já havia decidido deixar aquele ponto com Karin morrer também, e justamente para não comprometer a amizade com ela. Bem como tampouco pressionaria Ino por sexo, ela sabia que poderia vir quando quisesse.
— E você? Ainda de rolo com aquela garota do Hooters? – Indagou, Henry riu, e o fitou, os olhos verdes brilhando e ergueu a mão, mostrando uma brilhante aliança.
— Digamos que rolo não é mais a denominação correta para nós.
— Não fode... Você se casou, filho da puta?! É melhor que tenha sido em Vegas, só assim pra eu perdoar que não tenha me convidado.
Henry gargalhou, negando.
— Não, é de compromisso, nós estamos noivos, mas não pretendemos enrolar muito, ela não quer grande coisa, e bem, acho que não tenho mais idade para ternos e igreja...
Sasuke deu de ombros não vendo porque implicar com isso, Henry poderia ter sua idade, mas era até mais jovial, em sua opinião. Estava verdadeiramente surpreso de ele resolver se casar, ainda mais com aquela garota do Hooters, bem mais nova.
Henry não se firmava como um solteirão convicto, bem como ele fazia, mas tampouco era o tipo de manter relacionamentos longos.
— Ela não quer toda a coisa de véu e grinalda?
— Ah, Alice é diferente, é aquele tipo de garota que devia ter nascido uns anos mais atrás, bem, não que eu possa reclamar daqueles peitos absolutamente novos e suculentos...
— Sei...
— Mas ela é muito madura, centrada, quer se tornar professora, e filhos só depois, meio complicado pra mim, to velho, posso ter porra, mas não é mais de tanta qualidade...
— Você quer filhos?!
— Ah, sei lá? Ainda não sei, estou meio que na onda dela, mas acho que poderemos decidir mais a frente, já o casamento, nunca tive tanta certeza...
— Uau.
— Também to impressionado. Mas e você? Nada?
— Estou bem, obrigado.
— Certeza? Nem uma crise dos quarenta?
— Eu ainda não tenho quarenta. – Sasuke gracejou. Henry lhe mandou um olhar quase repreensivo, mas por fim, suspirou, dando de ombros, e bateu em seu ombro.
— Sua hora também vai chegar.
Sasuke sentiu quase como uma premonição de morte, sentiu arrepios.
— Sai de mim, diabo. – Disse batendo em sua mão, Henry gargalhou e os dois prosseguiram.
— Como vai a turma de filhotes? – Sasuke indagou, vendo outro policial treinando mais a frente com um filhote de pastor alemão.
— Indo bem, os problemas estão mais com esse cara aqui. – Henry disse, suspirando, e parando diante de uma das casas dos cães, Sasuke olhou através da porta da grande e franziu o cenho vendo um grande pastor alemão, fazer de um travesseiro velho seu... Sua... Boneca inflável?
— Ora, deixem o garotão se divertir também, deve estar é estressado...
Henry o encarou negando.
— Esse garotão é pai das três ninhadas de filhotes que temos atualmente. – Avisou, Sasuke assoviou, impressionado.
— Esse é o Gibson, Gibson não foi castrado porque vem de uma boa linhagem de cães da polícia, e como eu já disse, é um ótimo reprodutor, mas... Ele tá meio velho, só que não para de querer reproduzir, e não está mais trabalhando tão bem.
— Ele só quer transar?
— É, ele só quer transar. Gibson, larga o travesseiro, camarada! – Henry reclamou, chateado, o cão, ganiu, quase que agoniado, então, largou a namorada improvisada e se aproximou do portão, buscando algum afago que não fosse sexual, ao menos era o que Sasuke esperava. — Estamos pensando em aposentá-lo da polícia, talvez seja coisa da polícia...
— Aposentar? Mas é um bom cão...
— É, mas é isso ou...
— Ou?
— Ou castrá-lo.
Sasuke encarou o cão, e recebeu um profundo olhar de seus olhos castanho escuros.
Provavelmente daria em merda mas...
*
Abriu a porta e encarou a sala silenciosa, suspirou, e adentrou, puxando a guia.
— Muito, bem, aqui estamos.
Soltou a guia da coleira e deixou o cão correr livremente pela sala, suspirou, e massageou a nuca, pensando no que diabos tinha na cabeça antes de o trazer aqui.
Olhou para a poltrona e se empertigou.
— Opa! Nem pensar, saía daí, okay? – O cão se deitou na poltrona, bem como se fosse dono já.
Mas foi o som de um carro parando em frente a casa, que fez pânico subir em sua espinha, correu para a janela, entreabrindo as cortinas e xingou.
— Mas que merda...?!
Girou sobre os calcanhares e correu pegando a guia.
— Você, venha aqui! Vamos! – Subiram as escadas aos saltos, deixou o bicho no quarto, e voltou arrumando o cabelo, pretendia seguir para a cozinha, quando ouviu a porta ser aberta e um latido baixo. Se virou e deu de cara com um enorme cachorro de pelo caramelado e escuro correr para dentro da casa, e Sasuke, adentra-la segurando uma guia preta.
— Espera aí... – Ele parou no lugar, congelando ao dar de cara logo com ela. — Ah... Oi? Cê não devia estar no shopping ou coisa assim?
— O que diabos é essa coisa?! — Sakura exclamou, encarando o cão que já erguia a perna em direção a quina de uma das estantes.
— Opa! – Sasuke correu até o cão, impedindo uma tragédia. — Aqui não, nem pensar!
— Você trouxe um cão vira-lata pra casa?!
— Não é vira-lata, é um pastor alemão, e mais, um policial!
— Ah, é? Pois eu espero que aja algum corpo apodrecendo em algum lugar dessa casa, o que eu não estranharia, pra você ter trago esse bicho sarnento pra cá!
— Calma lá, perua, que sarnento o quê? – Ele bufou, se abaixando a afagando as orelhas do cão. — Olha como esse pelo brilha, o departamento de polícia cuida muito bem deles, okay?
— E porque diabos ele não está lá?!
— O Gibs aqui precisa de umas férias...
— Aham?!
— Férias permanentes...
— Seu filho da puta! Adotou essa coisa?!
— É, adotei, e eu posso, sabe porquê? Porque eu quero e porque a porra da casa é minha!
— Não pode simplesmente trazer um cão pra cá! Tem pessoas pagando pra morar com pessoas aqui e não com cães.
— Ah, vai se foder!
— Vai se foder você!
Os três calaram-se quando ouviram um latido diferente e um pouco mais agudo, olharam pro alto da escada, e ele franziu o cenho dando com uma coisinha branca de estrutura longa e delgada, pelo aparado, orelhas felpudas e ar altivo que se sentou no topo da escada e latiu para Gibson, o que aliás, confirmou que ele não estava imaginando coisas.
O Pastor correu feito um louco na direção da cadela.
Sasuke se voltou para Sakura e a viu olhando pra outro lado com uma cara emburrada de quem foi pega comendo comida escondido.
— Sua filha da puta...
— Não em enche, okay?
— Não encher?! Tem cinco segundos que tava me comendo vivo por ter trago o Gibs e agora me aparece com aquele algodão doce ambulante ali?!
— Não foi intencional! E não te faz menos errado!
— Mas faz você uma hipócrita do caralho!
— Eu não sabia que você adotaria um vira-lata!
— Ele não é vira-lata! Quem garante que frufru ali não é?!
— Não é mesmo! Paguei caro por ela! Mais caro do que você próprio vale!
— É o quê? Você comprou um cão e trouxe pra minha casa, sem nem falar comigo?!
Sakura esfregou o rosto, estressada.
— Foi um impulso, okay? Me desculpe.
— O que vai trazer da próxima? Um peixe espada?!
— Não enche o saco, quando ia dizer que planejava trazer o vira-latas?
Sasuke engoliu, sabia que tampouco havia como reclamar, se ela foi impulsiva, bem, ele também foi...
Suspirou, profundamente.
— Eu não podia deixar ele, okay?
Sakura cruzou os braços, virando a cara e empinando o nariz.
— Idem.
— Saco...
Olharam para as escadas, e Sakura pôs as mãos no quadril, com um olhar indignado, ao ver Gibson literalmente se insinuar para cima da cadela.
— Mas que porra é essa, malandro?! Arranjou uma versão canina de si mesmo?!
Sasuke apertou os olhos, lembrando dos avisos de Henry sobre sua ideia de adotar o cão.
“— Cara, legal que queira ficar com ele pra não submetê-lo, mas, pode ser melhor pra ele a castração, ele precisa relaxar e não ficar tão ligado, saca?”
— Porra, Gibs...- Começou, interrompido pelo rosnado alto e o latido assassino que a cadela jogou no cão, o jogando longe com uma dentada violenta. Ela se afastou rosnando e latindo para ele e correu escadas abaixo indo até Sakura.
— Awn, meu bem aquele vira-lata tentou abusar de você? Boa garota, arranque as bolas dele, sim? – Sakura afagou suas orelhas carinhosa e orgulhosa. — Quem ele pensa que é pra chegar montando em uma dama assim, não é? Vamos, vou te dar algo pra comer.
Sakura seguiu para a cozinha acompanhada pela cadela sem nome que ele jurava que tinha o mesmo andar de rainha filha da puta que ela.
Se Gibson era parecido com ele...
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