Killer Queen
14 Rainha Batalhadora
Notas iniciais
— É sim, to sim. – Sakura respondeu, de má vontade como uma criança, fungando com o nariz ainda vermelho, bufou e puxou mais um lenço da caixa que tinha em mãos.
Sasuke revirou os olhos, enquanto preparava um café e ouvia ela resmungando com a terapeuta ao telefone.
— Foi... Foi bem... Bem feio... sim. – Ela admitiu, muito aborrecida.
Ele percebeu que por mais explosiva e rude que ela pudesse ser, jamais se sentiria bem se liberando da forma que liberou. Mas já deveria esperar, o que tinha de perigosa, tinha de disciplinada.
Ele encheu uma xícara de café, e seguiu até a sala, parando atrás do sofá, oferecendo-a para ela, Sakura a pegou, ainda evitando encará-lo e assim continuar negando a si mesma que passou a noite chorando como um bebezinho.
Mas ele não iria zua-la por isso, ainda.
— Okay, eu sei, eu não vou faltar, eu passo aí logo, okay. Eu não já disse okay? Okay...- Ela desligou e bufou, deitando-se agarrada com a xícara. — Porque essa gente é tão chata? Só pode ser pelo preço da consulta, tão caros que ficam no pé dos poucos que tem coragem de pagar.
— Por isso sou policial, me pagam pouco pra fazer muito. – Ele disse, sentando-se no sofá, e pegando o controle.
— Achei que fosse porque tinha fracassado como advogado e corretor. – Sasuke lhe deu um olhar aborrecido e se perguntou se já não podia zuar ela por chorar feito um bebê, ela já estava bem o bastante pra o ficar esnobando, afinal.
— Vai se foder.
Respondeu apenas, ela deu de ombros e tomou um gole do café, então se deitou de lado, se encolhendo dentro de uma camisa velha e uma calça de pijama.
— Você não tem que ir trabalhar ou coisa assim? – Indagou-lhe, num bocejo.
— Adoraria, mas minha parceira está definhando num sofá, e eu não poderia perder a chance de chatear ela com isso.
— Tão generoso.
— Eu sei, eu sei, aliás, acha que vai estar menos patética a noite? Tenho uma saída com uma bela enfermeira.
Sakura maneou a cabeça, pensativa.
— Ela é muito gostosa?
— Hm. – Ele estreitou os olhos, pensativo. — Daria um sete.
— Azar pra você, por um nove, eu te deixaria ir. Melhor desmarcar logo.
— O quê? Nove?! Acha que um nove é fácil? Que caem do céu?! Porra.
— Desculpe, mas minha autoestima precisa perder pra uma candidata digna, acha que se a esposa nova do meu ex fosse tão bonita eu me sentiria tão mal?
— Que nota? Se bem que você é suspeita pra falar...
— Humpf, um sete, como a sua enfermeirinha.
— Jura?
— Claro que sim. Ela é baixa como uma porra de hidrante, tem um cabelo longo castanho, olhos azuis e uma pele de novinha, veja bem, pele de novinha, e não pele boa, são coisas diferentes. Não sei o que diabos ele viu naquela lá, isso sim é irritante.
— Aham...
— Quer dizer, se ela fosse uma baita de uma gostosa. – Sakura declarou, se levantando e sentando. — Eu não diria nada, okay? Vocês estão sempre atrás de coisa melhor, não?
— Fato. Mas eu sou bem modesto...
— Não, você aceita qualquer buraco molhado, malandro. – O corrigiu, ele revirou os olhos. — Mas qual é? Perder pra aquela... aquela... coisinha? Olha pra mim! Eu não tô tão ruim assim, tô?!
— Não.
— Mas tem coisa melhor, não tem?!
— Tem sim...
— E porque aquele digníssimo filho de uma puta tinha que ir me trocar por uma coisinha nota sete?! Olha pra mim!
— Tô olhando...
— Que nota você me dá?
— Hm, excluindo a personalidade horrível?
— Se foder, mas sim.
— Hnm... E excluindo essa atitude arrogante e jeitão de dona do mundo?
Sakura bufou irritada.
— Você me vê pela primeira vez entrando numa porra de lugar, quer me comer, qual a nota?
Sasuke desceu os olhos por ela, arqueando o cenho.
— Mas eu estaria te vendo assim, ou toda produzida? – Sakura se encarou, surpresa, e bufou, irritada.
— Esquece. – Se levantou e seguiu para as escadas.
Sasuke riu, pegando a xícara e o controle.
— E vai se foder! – Ela gritou.
— Melhor do que foder você!
A porta bateu, e ele gargalhou.
*
— Adotou um cão? – Kakashi indagou, ao dar com a figura de Gibs ao lado de Sasuke. Ele deu de ombros, se sentando numa das cadeiras vagas e o cão ocupou a outra.
— Acontece, fazer o quê?
— Hm, bom, suponho que ele esteja sendo seu parceiro substituto enquanto Sakura resolve suas pendências?
— Na verdade, nem tinha pensado dessa forma, mas acho que é uma ótima ideia, antes o melhor amigo do homem, do que a criatura mais perigosa para ele.
Kakashi tinha de concordar um pouco, mas duvidava que Sakura fosse aceitar ser trocada por um cão.
— Eu não me acostumaria. – Comentou, jogando um pedaço de rosquinha que estava abandonado na caixa já a algum tempo, Gibs o capturou na boca e mastigou. — Como ela está?
— Ela foi na terapeuta hoje, só espero que não a entupa de remédios.
— Sakura não é uma paciente que deva ser tratada assim, eu duvido que ela tomaria mesmo que fosse obrigatoriedade, no entanto, acho que ela precisa de terapias alternativas.
— Se importa muito com ela. – Sasuke observou.
— Tanto quanto me importo com você, mas você não passou pelo o que ela passou, e eu agradeço por isso todo dia. Eu não acho que aguentaria ver alguém da sua família sofrer como Obito sofreu, Sasuke.
— Entendo...
— Sabe se Sakura volta ainda hoje? Infelizmente acho que tenho um assunto bem desagradável pra tratar com ela.
Sasuke se ajeitou na cadeira, inclinando-se para frente.
— É sigiloso?
— Está mais para particular. – Kakashi suspirou, abrindo a gaveta, tirou uma folha e nela havia um e-mail impresso. — Chegou pra mim hoje.
— De quem é? – Sasuke pegou-a encarando o pequeno texto cheio de palavras difíceis, em um tom de ordem. — É o que eu entendi? Está mandando demiti-la?
— Está mais para algo como: “Muito gentil da sua parte o que fez por ela, mas caia fora que eu cuido do resto do meu jeito”.
— E quem te mandou isso?
— O pai de Sakura, Coronel Kizashi Haruno.
Sasuke sentiu bile e fogo subirem pela garganta, amassou o papel em mãos e jogou fora com violência, Gibson saltou da cadeira e foi buscar achando que era uma bola.
— Velho bastardo filho da...
— Eu bem quis responder, mas prefiro manter meu emprego, querendo ou não, ele tem contatos para isso, por isso prefiro falar com Sakura, é um saco atormentá-la com isso mais uma vez, mas, pode ser que ele tenha contatado ela também.
— O que ele pensa que vai fazer com ela? Tira-la do emprego pra que porra? Pode não ser a melhor coisa, mas ela está bem aqui, e o que ele tem a oferecer pra ela? Ele a estragou pra tudo, porra!
— Por causa de Obito, conheci homens como Kizashi, bem de perto, esse tipo de cara não aceita que faz merda, por maior que ela seja. Ele nunca vai admitir que errou com ela, ou que a machucou, e mesmo que um dia o faça, será orgulhoso demais para pedir desculpas como se deve, e muito menos capaz de compensa-la. – Kakashi se levantou, passeando pela sala com as mãos nos bolsos. — Deste modo, é melhor que ela fique longe dele.
— Ele é tóxico.
— É uma boa definição, o problema, é que é de Sakura que estamos falando.
— Sim, a matadora...
No fundo, sabiam que ela não hesitaria em atacar quando provocada tão covardemente.
*
— Meu pai mandou um e-mail. – Sakura comentou, mal havia entrado no carro. Que bom que ele ainda não estava dirigindo, ou teria batido.
Como ela estava meio grogue dos remédios antes de ir na terapeuta, Sasuke a levou, foi buscar e agora preferia mil vezes que seguir para casa ouvindo-a reclamar de fazer terapia, do que falar disso.
— O que ele queria?
— O de sempre, reafirmar seu grande traseiro arrogante no troninho dele, e ter certeza que eu viria comer na mão dele como o bom peixinho dourado de sempre.
— Respondeu ele? – Ela negou, suspirando com ar chateado e cansado. — E você vai?
— Eu não sei.
— Você está pensando em ir, não é?
— É. Só não sei pra quê, eu não quero ficar perto dele, não quero falar com meus irmãos, e eu odeio Elizabeth. Ainda assim, estou pensando em ir, talvez para estragar tudo?
— Posso dar ideias, desde benzer a bebida com laxante até transar com o noivo.
— Eu nem sei quem é o noivo. – Sakura comentou, agora percebendo isso.
— Deve ser um velho?
— Ou um novo peixinho, um novo Hidan.
— Hum.
Sasuke encarou o semáforo, e então jogou os olhos sobre ela novamente, vendo seus olhos verdes cheios d’água outra vez, Sakura fungou e enxugou o nariz com a manga da blusa.
— Minha terapeuta disse que o que ele fez, o que eles fizeram, não era diferente de Aborto afetivo. – Declarou. — E que estou alienada nisso até hoje.
— Alienada como? – Ela deu de ombros, espremendo os lábios juntos e apenas encarando a janela.
— Sei lá, eu só não consigo sair, no fim eu não consigo ficar longe, é como piche. Eu tento sair, mas eu volto, porque no fim das contas, eu quero estar lá e tentar de novo, tentar ser... Sei lá, tentar nascer de novo e ser amada? Eles me abortaram, mas não cortaram a porcaria do cordão, e ele está no meu pescoço, me matando. Eu não sei como me livrar dele.
Sasuke inspirou, e encarando a frente, pegou a mão dela.
— Você precisa cortar.
— Eu não sei como.
Ele puxou sua mão para cima, beijando o dorso, parou o carro brevemente em frente uma movimentada faixa de pedestres.
— Bom, pode começar comprando o vestido de festa mais caro dessa cidade, e indo àquele casamento ser o centro das atenções dele.
*
Um mês depois.
— Eu não acredito que estou fazendo isso. – Sakura declarou, enquanto levava uma maleta para o próprio carro.
— Eu não vou mentir, estou adorando me livrar de você por uma semana. – Sasuke declarou, fazendo questão de levar a grande caixa preta de uma loja de vestidos caríssima. Sakura a tomou de suas mãos e pôs no banco antes que ele ousasse tentar espionar mais uma vez. Embora a ideia tenha sido dele, estava mais que interessado em ver qual a surpresinha que ela pretendia armar.
Ela era diabólica quando queria, isso ele sabia faz tempo, mas estava curioso para ver como ela agiria.
— Vai se foder, vê se presta atenção na casa, e não quero ninguém entrando no meu quarto novinho em folha, entendido? – Sakura ordenou, voltaram a adentrar a casa, ele a seguiu revirando os olhos, já fazia meia hora que ela estava de saída mas toda hora inventava algo para fazer na casa. Agora foi arrumar as cortinas novas, outra vez.
Ele ainda se aborrecia com mais este capricho, primeiro o obrigava a fazer compras com ela, depois trouxe Augustine, e agora queria redecorar a casa dele toda e estava fazendo aos poucos, ela achava que ele não percebia as mudanças, uma hora um bibelô sumia, ou reaparecia noutro lugar, itens novos eram agregados, inclusive as capas das almofadas e o tapete.
O pior era que ele não conseguia odiar totalmente, não sabia se era por Sakura ter ao menos o respeito de manter o estilo dele na casa, ou se por fim seu gosto não era tão elitista e refinado, e por isso ela apreciasse o mesmo tipo de decoração que ele também. Não estava tudo completamente mudando, mas admitia que estava bem mais atraente e arrumado, a mãe dele ficaria orgulhosa.
Obviamente ela não se atrevia a mexer no quarto de ninguém, e o dela, ela redecorou totalmente, seja porque já queria algo assim, ou porque como havia quebrado a decoração anterior, resolvera comprar tudo novo e melhor para quando resolvesse ir embora, deixar como restituição.
— Liguei para a Ino e ela disse que voltaria cedo para arrumar o jantar de vocês, tem lasanha na geladeira, basta pôr no forno, e por favor, não deixem tempo demais e tentem manter o fogão limpo até eu voltar, não é pedir demais.
— É sim. – Ele cantarolou.
— Idiota. Augustine?! Suigetsu ainda não voltou com eles? Temos que ir. – Reclamou.
Sui gostava de cães, e não se importava de levar os dois novos moradores para dar uma volta vez ou outra.
— Não entendi porque vai leva-la, é um casamento, ora.
— E deixar ela perto daquele seu vira-lata pervertido? Nem pensar. – Sakura resmungou. Indo ajeitar um vaso milimetricamente no centro de uma mesinha.
Sasuke bufou, e revirou os olhos, quando ela passou, a puxou pela cintura e segurou-a no lugar.
— Pare com isso, esta casa estava inteira antes de você chegar e vai estar até que volte de novo, okay?
— Não me preocupam os alicerces, malandro, me preocupa a baderna que isso vai ficar quando eu chegar, aposto que já vão ter posto abaixo toda a organização que eu fiz.
— Está mais pra ditadura, você definiu o tempo de banho!
— Porque tem pessoinhas que usam toda a água quente. – Ela rebateu, Sasuke riu, por causa disso, ela quase perdeu dois apoiadores importantes, Ino e Sui, mas Karin era a mais “rebelde” desde o lance de ter que lavar os banheiros.
Ele só poderia agradecer por Karin resolver passar mais tempo fora de casa, pois se resolvesse bater de frente com Sakura, aí sim a casa cairia.
— Relaxa, você tá nervosa. – Disse, esfregando seus braços, e ela inspirou, crispando os lábios com um olhar baixo. Sasuke notou que usava um vestido preto e discreto, e um cardigã roxo por cima, e o cabelo bem penteado para trás ainda úmido, os olhos suavemente destacados de preto. Sentando-se no braço da poltrona, puxou-a mais perto, e beijou seu queixo. — Você já sabe o que vai fazer, serão cinco dias bancando a princesinha perfeita, nada de proximidade maior, vai ser a rainha do casamento, e vai voltar no outro dia como se estivesse voltando de um trabalho qualquer, não é esse o seu plano? Não foi o que definiu?
— Foi...
— Então está tudo bem, essa é sua missão, e você é um bom soldado, e vai cumpri-la.
Sakura arqueou a sobrancelha com um sorriso de lado.
— Ah, sou é? – Indagou, tocando seu queixo, ele deu de ombros.
— Nunca neguei isso, neguei? Um pouco sádica, mas competente.
— Aham... Eu sou muito competente. Tanto que...- Ciciou, aproximando-se de seu ouvido. — Você nem aguentou tanto...
Sasuke escorregou as mãos de seus quadris até o traseiro, num aperto firme.
— Aguentei o tanto que você mereceu, e você gostou do final.
— Uhum... Apesar que... Acho que já esqueci o gosto...- Ele rosnou baixo, espremendo-a contra si agora.
Pois ainda lembrava perfeitamente do sabor dela gozando na ponta de sua língua, e tudo o que queria era provar de novo. Porra, ainda sentia arrepios de tesão quando passava pela porta da dispensa e lembrava do que fizeram.
— Posso te fazer lembrar, sabe que sou um bom parceiro...- Sakura riu suavemente, envolvendo seu pescoço, e ele não se importou mais de ela estar demorando para ir de novo.
— Um bom parceiro...- Ela começou, ronronando, mas parou, franzindo a testa. — Porra... Parceiro... Preciso de um parceiro.
— Estou à disposição.
Sakura o empurrou, se afastando.
— Não entendeu, eu preciso de uma porra de parceiro, pro casamento, um acompanhante, caralho!
— Hã? Isso é bobagem, Sakura, é normal ofertarem isso.
— Não, não é! Pra mim não é! Qual é?! Eu estou divorciada! Todo mundo sabe, acha que eu não sei? Hidan está por aí com aquela bola gestante dele, e eu tenho que ir pro casamento da minha irmã mais nova sozinha?! Ah não, nem pensar!
Dito isso ela subiu as escadas pisando duro.
— Porra, que caralho, como eu fui esquecer dessa merda?! Devia ter comprado um homem, não um vestido, um homem com uma coleira! Um homem gostoso numa coleira! AAAAARGH!
— Doida.
Ela desceu novamente, e parou no pé das escadas.
— Onde o Juugo está? – Sasuke estreitou o olhar para a mulher, e cruzou os braços.
— Porque quer saber?
— Porque mais?! Ele deve servir, temos a mesma idade, ele é boa pinta, e tem educação.
— Humpf, Juugo deve estar fazendo o óbvio, trabalhando, ele é louco pelo trabalho. E não vai dispensar pra te aturar por cinco dias.
Sakura sorriu presunçosa, e se aproximou pondo as mãos nos quadris.
— Posso fazê-lo apreciar muito. Vou ligar pra ele!
— Vá em frente. – Desdenhou, ela pegou o telefone e rapidamente discou para o ruivo, andou de um lado para o outro. E depois de uma boa demora, Juugo atendeu e foi bem curto.
— Merda!
— Eu disse.
— Ele precisa transar, cacete!
— Não me meto na vida sexual alheia...
— Já sei, Suigetsu!
— Ah, tenho certeza que o combo de viajem de graça, comida de graça e sexo de graça vai ser irresistível para ele. – Sasuke admitiu, e ela mordiscou a unha.
— Não, ele é muito novo.
— Ué, e daí? Os novos gostam de aprender.
— Vai se foder, papa-anjo, eu não vou aparecer com um novinho a tiracolo, não sou babá! Pra sexo até vai, mas pra eventos?
— Que filha da puta preconceituosa.
— Foda-se. Ugh, preciso de alguém. E aquele seu amigo?
— Naruto é casado.
— O outro! Eu lá iria querer andar com aquele traste.
— Quem?
— Aquele cara da autópsia. – Sasuke a encarou, descrente.
— Shino, sério?
— Ora, o que tem?
— O cara vive de abrir corpos, tem um passatempo sinistro com insetos, e péssimas habilidades sociais, acredite. Todo mundo acha que ele é virgem!
— Opa, já tenho com o que barganhar!
— Você tá louca.
— Desesperada.
— Ele não vai aceitar, acho até que mora naquele laboratório, majestade.
— Saco.
— Sério? Shino?
— O que tem? É só pra me acompanhar não pra casar! Quem vai casar é a pirralha!
Sakura estava para arrancar a unha com o dente e afundar o piso com o salto. Sasuke se sentiu meio ofendido, não podia negar, e sinceramente, adoraria vê-la se foder.
Mas, via mais vantagens do que desvantagens em se candidatar.
Se ergueu do sofá e se aproximou das costas dela, segurando seus ombros e os acariciando, enquanto ela matutava tanto quanto um cientista tentando resolver uma equação complicada.
Cheirou sua nuca.
— Bom, apesar que adoraria trabalhar uma semana sem olhar pra sua cara azeda...- Ronronou, beijando suavemente sua pele. Sakura afastou a unha dos lábios o fitando de lado, desconfiada.
— Hum? – Ronronou de volta.
Ele escorregou as mãos para seu estomago, pressionando-o para traz e empurrando seu corpo contra o próprio.
— A ideia de uma semana sendo servido pela sua família, e por você, me parece tentadora também. – Sakura riu.
— E porque eu te convidaria?
— Porquê não? Sou boa pinta, tenho emprego fixo, sou herdeiro...
— Desleixado e idiota. – O corrigiu.
— Independente. Estou na sua faixa etária, e o principal.
— Hum? – Sasuke girou-a para si e apertou contra o quadril, uma mão pressionando em sua coluna e a outra no traseiro e cocha, puxando-a, para erguer a perna em torno de si.
— Posso te garantir um orgasmo, bom, pelo menos oral. O resto, podemos descobrir.
Sakura o encarou, matutando as possibilidades e fazendo pouco da proposta, mas ela sabia que não tinha outras boas opções.
— Hum, eu não sei. – Sasuke revirou os olhos, mordiscando seu queixo. — Você não tem, como posso dizer, o nível.
— Quer dizer que não sou um Hidan? – Sasuke a puxou para o lado, jogando-a no sofá. Encarou-a com arrogância e raiva. — Então não vai rolar mesmo.
Sakura cruzou as pernas e braços, o encarando pedaço a pedaço, o fazendo ficar mais consciente do que geralmente ficava quando estava sem camisa. Seus olhos verdes brilharam zombeteiros e lambeu os lábios maliciosamente.
— Não estou reclamando. – Acentuou, num tom aveludado. — Apenas observando. — Sasuke subiu no sofá, apoiando os joelhos de cada lado das pernas dela, sentou suavemente em seu colo e se apoiou no encosto em torno de sua cabeça, encarando-a de cima.
— Então?
Sakura descruzou os braços, e pousou as palmas em seu peito, arrastando-as pela pele quente, até o estomago e o cós baixo da calça. Ergueu olhos para ele, e suas mãos foram para o amontoado na frente da calça, que ela apertou e contornou.
— Hum, acho que podemos tentar. Afinal, pelo menos de dia sei que vou ficar bem estressada, mas de noite. – Suas palmas escorregaram para trás do quadril dele, e apertaram com força e ganância o traseiro masculino. Sasuke se retesou um pouco e riu encarando-a. —Vou precisar de um brinquedinho pra relaxar. – Ela completou.
Ele se curvou mais, até alcançar sua boca e lhe lamber os lábios, suas línguas se enroscaram fora das bocas, e ele tirou as mãos do sofá para apertar seus seios sobre o vestido. Grunhiu em perceber que não havia sutiã o impedindo de circundar e provocar os bicos com os dedos.
— Saindo sem sutiã? Papai vai ficar zangado. – Provocou.
— Imagine se ele soubesse o quanto adoro dar chupeta num carro. – Ela ciciou de volta, enquanto lambia o peito dele até o queixo. Sasuke afastou o rosto encarando-a com os olhos arregalados. Ela arqueou a sobrancelha e ele saltou do sofá, apontando-lhe o dedo indicador.
— Fico pronto em dez minutos.
Sakura cruzou as pernas e lhe deu um olhar tórrido, enquanto lambia os lábios.
— Tem cinco. – Sussurrou como um gemido. E ele disparou para as escadas.
Ela cuspiu uma risada e mexeu no cabelo, arrumando-o novamente.
*
— Como assim não vai rolar chupeta?
Sakura revirou os olhos, e suspirou, encarando a fuça indignada dele e então jogou um olhar para o banco de trás. Sasuke fez o mesmo, dando com dois pares de olhos caninos bastante atentos.
— Não na frente das crianças. – Ela disse, puxando o espelho e verificando o batom novamente.
Sasuke bufou, se arrependendo amargamente de não ter insistido que deveriam deixar Augustine em vez de ter insistido que Gibson também fosse.
— Você é a pior cadela. – Resmungou, apertando volante e amargando ainda mais ter ainda por cima, se oferecido para dirigir.
Boquete só tinha graça quando se estava dirigindo, nada como quase bater o carro numa gozada.
Nessas horas que entendia porque tanta gente estranhava que ele fosse policial...
— É Rainha Cadela pra você. – Sakura avisou seriamente e ele lhe deu um olhar irritado, ela lhe mandou um beijo e uma piscadela. — Cachorrão.
Ele bufou e riu ao mesmo tempo, e voltou a encarar a estrada, dando um breve olhar no GPS.
— Espero que aqueles quatro se comportem, ou a cobra vai fumar. – Sakura comentou, e Sasuke concordava plenamente, uma semana fora era o bastante para Ino e Suigetsu quererem transformar sua casa numa boate ou motel barato. Mas deixara bem avisado que se algo estivesse fora do lugar quando voltassem, iria dar merda pra todos.
Sakura também.
— Ah, eles vão. – Avisou. ¬— Ou traseiros serão comidos.
— Que pretexto mais tosco pra ganhar anal, Sasuke, achei que você fosse melhor.
— Você cala a boquinha, porque eu pedi folga do trabalho pra te acompanhar.
— Que sacrifício da porra.
— E cancelei dois encontros também.
— Uma por duas? E você ainda diz que eu não sou um nove? Eu sou demais!
— Espero que seja, nada de quartos separados, e também nada de calcinha. – Brincou, pousando a mão em sua cocha. Sakura revirou os olhos, e Sasuke franziu o cenho quando ouviu um rosnado atrás de si. Olhou para trás e deu de cara com aquele pedaço de nuvem rosnando e o encarando. Sakura piscou, surpresa, e puxou a mão dele da perna e a cadela lambeu o focinho, se aquietando e abanando o rabo para ela. Enquanto Gibson permanecia apreciando o vento que vinha da janela.
Os dois se entreolharam e Sakura riu, ele revirou os olhos e fixou as mãos no volante.
— Só faltava.
Lancaster ficava a quase duas horas de LA, mas parariam pelos cantos da cidade, num pequeno rancho, onde seria o casamento e recepção.
— Você casou lá? – Sasuke indagou.
— No rancho? Claro que não, como se eu fosse casar como uma caipira.
— Hum.
— Eu não pude nem escolher quem convidar. – Sakura suspirou, ele a fitou de lado. — Nunca foi importante que eu estivesse satisfeita, só que satisfizesse ele, os meus irmãos. – Riu amargamente. — Delilah.
— Quem é?
— A amada e preciosa escolhida do velho.
— Hum.
Sakura suspirou, profundamente.
— Não suporto aquela mulher.
— Cobra?
— Ela é um projeto ridículo de Barbie Girl, tão forçadamente dócil, mas não passa de uma cadela aproveitadora. Eu sei que ela me odeia, ela não suporta como teve que esperar na fila pra ser a primeira. Se faz de santa mas qualquer um sabe que deve ter dado graças a deus quando a mãe daqueles três morreu, e quando a outra também foi.
— Sua mãe?
— É.
— Não sabe nada sobre ela? Até hoje?
— Pra quê?
Sasuke suspirou, resolvendo não ficar cutucando-a sobre isso, ela já teria muito que aturar quando estivesse lá.
E bom, ele também.
Seguiram viajem ouvindo música ou apenas dando atenção aos cães, que ainda insistiam em latir para os veículos pelos quais passavam.
Sasuke encontrou a entrada de uma estradinha de terra, e encarou o GPS só por precaução, posto que Sakura já tinha um olhar sombrio de reconhecimento ao ponto.
Ele suspirou, e voltou a acelerar, quando ela pousou a mão em seu pulso rapidamente.
— Espera.
— Que foi?
— Para, para! Para agora! – Ele estacionou na beirada da pista, e ela desceu do carro rapidamente, contornando-o, Sasuke a viu abrir o porta-malas e saiu indo encontra-la abrindo uma das malas.
— Que está fazendo, Sakura?
— Eu preciso me trocar, não vai demorar.
— Se trocar? Pra que diabos? Você está bem assim, vai ter uma festa?
— Não importa! – Ela vociferou, nervosa, bagunçou as roupas da mala e puxou um vestido verde musgo, deixando sobre uma mala ao lado ele bufou aborrecido e se empertigou olhando para os lados instintivamente quando a mulher puxou o vestido que vestia para cima e jogou dentro da mala.
— Mas que caralho...
Ele ficou muito embasbacado com a cena para dizer algo, apenas encarou cada tatuagem visível, cada cicatriz e curva. A calcinha preta de seda o fez sentar na beira do porta-malas e esfregar o rosto, sem tirar os olhos.
— Não precisa ficar tão nervosa...- Ecoou, ela estava frenética, suas mãos tremiam, e sua expressão era uma mistura caótica de raiva e temor.
Sakura catou o vestido verde novamente e o vestiu através da cabeça, o puxando para baixo, ele se encaixou nela perfeitamente, abraçando seus quadris e tronco até o meio das coxas, o decote suavemente aberto, as alças caídas nos ombros. Ela tirou os sapatos que usava, scarpins de salto baixo, e catou no canto da mala aberta, um par de salto mais altos, finos e tom de pele. Os calçou rapidamente e não porque deveria estar sentindo a temperatura da estrada nas solas dos pés.
Então, ela simplesmente cobriu o rosto com as mãos, e começou a chorar.
— De novo não.
Sasuke, puxou sua cintura abraçando-a, de alguma forma, sentiu que isso estava para acontecer, lá no fundo, impedindo-o de ter ficado sentando apreciando a maluquice dela.
— Tá acontecendo de novo, de novo. – Ela declarou, entre suspiros altos e fungados.
— Não está acontecendo nada.
— Está sim, está sim. Estou fazendo de novo, eu sabia que faria de novo, eu sempre faço!
— Sakura, você está nervosa, apenas isso. Eu não quero fingir que sei tudo sobre sua família, mas gostaria que tentasse pensar que são só a sua família, e não monstros querendo te consumir. Sim? Nenhuma família é perfeita, querida.
— Eu to fazendo de novo, ficando perfeita de novo. A filha perfeita, é tão odioso... tão odioso. Eu não quero mais isso, estou cansada. Estou cansada de ser isso, de só ter isso.
— Você é uma filha perfeita, eles que não te merecem, Sakura. Pare de achar que está falhando por ser tão boa, eles que falham com você. Lembre do que conversamos, okay? – Beijou seu colo, e puxou as mãos dela, abaixando-as, então envolveu seu rosto e empurrou as lágrimas de seu rosto, ela tinha o olhar baixo e exasperado. — Você veio aqui fazê-los se arrependerem de ter te provocado, e não será sendo desagradável. Sakura, pela primeira vez você vai ser perfeita para eles, mas porque quer, sim? Vai ser uma rainha.
Sakura inspirou profundamente, e o encarou debilmente.
— E se eu não conseguir?
— Mas antes um covarde vivo que um herói morto. Te levo de volta no segundo seguinte. Promessa. Você não está aqui porque é obrigada a ganhar, mas porque merece e quer ganhar, querida.
Ela deixou os ombros caírem e suspirou, uma longa onda de tensão deixou seu corpo e Sasuke se levantou, abraçando seu corpo quase lânguido demais para ficar de pé sozinho. Beijou a cabeça dela e encarou a estrada por um longo momento.
— Tudo bem? Podemos ir? – Disse. E ela assentiu, embora estivesse toda aborrecida por ter tido outra crise de fraqueza. — Muita tensão ainda? Que tal um orgasmo?
— Oh, sim, pode mandar ver. – Sakura anuiu, abraçando seu pescoço.
— Hã? Sério?
— Uhum. – Ela ciciou, mantendo-se a espera.
— Agora? Aqui? Porra.
— É só pra relaxar.
— Filha da puta. Me prometeu um boquete e me deixou na mão, agora quer gozar? Cacete.
— Te pago hoje à noite.
— Vou cobrar. – Sasuke resmungou, cingindo-a mais perto. Abarcou suas coxas com as mãos e subiu até erguer o vestido. — Desculpe, mas você vai encontrar o papai sem calcinha. – Declarou, maldoso, enquanto brincava com a calcinha dela.
— Ele não vai saber que não vou estar tão impecável assim, vai? – Sakura ronronou, o tom ainda fragilizado pelo estopim de estresse, mas entregando-se de boa vontade ao toque de seus dedos.
— Hmm, não mesmo. – Sasuke saboreou sentir sua carne umedecer e palpitar aos poucos antes de afundar um dedo dentro dela e fodê-la ali mesmo.
Sakura era o tipo que quando fodia num momento de tensão, alcançava um bom orgasmo rápido, o contrário de algumas que ficavam totalmente desmotivadas. A adrenalina era praticamente um afrodisíaco para ela.
Ela entrou no carro com as pernas bambas, e ele apesar de lamentar não poder brincar mais com sua boceta, peitos e traseiro, apreciou seu gosto nos dedos e ter sua calcinha dentro do bolso.
Sakura estava tão tranquila brincando com os cães durante o curto percurso na estrada de terra que chegava ao rancho, que ele achou engraçado até.
— Hey, eu te dei um orgasmo, não uma garrafa de vodca. – Alfinetou.
Ela riu e se ajeitou no banco, relaxando.
— Se foder, meu humor tem estado associado à minha condição sexual, ultimamente, argh.
— Se ficar sorrindo assim vão desconfiar muito fácil, ao menos espere por amanhã pra todo mundo saber que fodemos no seu quarto de mocinha.
— Se é que ainda tenho um quarto.
— É melhor, e que seja grande, será que sua cama range?
— Vamos descobrir, cachorrão.
Após saírem de um trecho da estrada rodeado por um bosque, uma curva se abriu mostrando o campo verde, cercas brancas e ao final, um casaram de estilo colonial pitado de branco, haviam vários carros estacionados perto de um velho celeiro, o lugar tinha direito a um grande silo, e um moinho pois um braço de rio passava aos fundos da casa. Ele não viu nada que indicasse que a decoração ou preparativos já estivessem sendo feitos.
Observou Sakura de canto de olho, e se não fosse a implicância de Augustine, ele faria aquela expressão sombria dela sumir com outro orgasmo. Sakura estreitou o olhar encarando a casa que visitara pouquíssimas vezes na infância, mas que se tornara o novo lar de sua família depois do nascimento da irmã.
— Algo mais de errado? – Ele indagou.
— É, só... Está maior.
— Devem ter reformado.
— Hum.
— Se vão receber convidados nos próximos dias... Faz sentido, agora estou pensando na grana que isso vai custar.
— Pois que gastem muito, não aceito ser menos que tratada como uma rainha, vão bater os rabos muito longe se pensam que vou virar empregada nesse casamento.
— Ah, ela está de volta. – Ele resmungou, mesmo que não estivesse achando realmente ruim. Por mais que a rainha fosse um tiro na bunda, ele preferia lidar com ela do que com a depressão ou o TEI.
Havia uma porteira antes de entrar na propriedade efetivamente, Sasuke saiu sob um sol escaldante e xingando muito aquela cadela por não ter se dignado a descer do carro. Abriu a porteira e Sakura ao menos conduziu o carro para além da entrada, ele fechou e voltou para dentro do veículo, bufando com o calor, sentindo suor escorrer pelas laterais do rosto. Puxou a porta batendo com força e ligou o carro, vendo-a encara-lo com um sorriso cínico.
— Qual foi, cadelona? – Sakura riu e se aproximou, mexendo em seu cabelo, o carinho foi rápido, ela puxou seu couro e lambeu a boca dele, num beijo sujo.
— Espero que não tenha ninguém pra nos receber. – Comentou. — Acho que quero adiantar seu presente para agora e não para a noite.
Sasuke arquejou se afastando, apertou as mãos no volante e acelerou pela estradinha.
— Porra.
Sakura se ajeitou no lugar, sorrindo satisfatoriamente, retocou a maquiagem com habilidade, alheia ao balançar do carro em alguns buracos.
Ele parou em frente a casa, uma ampla varanda de madeira, bancos acolchoados em uma ponta e duas cadeiras de balanço com uma mesinha que portava um tabuleiro de damas sobre. Também havia um simples banco de madeira onde um gato de pelo alaranjado, muito gordo, ressonava preguiçosamente.
Sasuke desceu do carro, se perguntando porque não havia ido pro serviço militar, se era pra conseguir tudo isso no final.
— Uau. – Declarou, pondo um par de óculos escuros posto que o sol estava intenso demais para sua visão.
Logo viu movimentação além da vidraça na porta. Uma mulher saiu, cerca de sessenta, setenta anos, o cabelo loiro esbranquiçado, bem penteado, usava um conjunto de terninho amarelo claro, e parecia uma mamãe tirada de alguma novela. Bonita, olhos azuis chamativos e um rosto que na juventude devia ter feito mesmo muito sucesso, com seus traços delicados, ela observou Sasuke com curiosidade e ansiedade, e olhou para trás, indagativa.
Um homem saiu, Sasuke lembrava vagamente dele das vezes em que o vira no colégio, embora Sakura sempre fosse uma presença constante e liderária nos eventos formais do colégio, estando a frente de discursos e premiações, ele poderia contar nos dedos as vezes em que vira o oficial de uniforme azul, andar mecânico, e cabelo ralo castanho ou loiro escuro.
Ele ainda usava o corte de cabelo militar, mas seus fios já estavam bem brancos, os olhos eram verdes e rigorosos, frígidos como Sakura havia puxado, mas Sasuke não tinha nenhuma vontade de provoca-lo como fazia com ela se não fosse pra acertar o punho bem forte na fuça dele.
Ainda era bastante alto, embora se mantivesse sobre uma bengala agora, o estomago proeminente arredondado demonstrava que não tinha mais o bom físico de antes, mesmo os braços ainda sendo bem definidos.
Ele pousou seus olhos verdes que deveriam ser azuis para combinar com gelo neles, com aquela impressão de que já olhava um delinquente com desprezo, mas logo mudou os olhos para a porta do carro voltada para a casa. Sasuke pousou os olhos na porta abrindo e se aproximou, segurando maçaneta e mantendo-a aberta, Sakura pousou um dos saltos no gramado e saiu, segurando os óculos entre os dedos, seus olhos passeando pelo entorno.
E observar quando ela chocou seu olhar com o do pai, foi como um daqueles momentos que você sente que algo grande e nada bom vai acontecer, esse momento fica meio que guardado na sua memória instintiva, para você lembrar dele sempre que passar por uma situação em que a sensação retorne.
Sakura jogou o olhar para ele, de lado, e se afastou do veículo.
— Que comece a batalha, malandro.
Sasuke empurrou a porta, fechando-a e sorrindo um pouco, ajeitando a jaqueta que vestia, pegou a mão dela e fez questão de conduzi-la ao campo de batalha.
— Estou logo atrás, majestade. – Avisou, não deixando de apreciar isso com a visão que teria de seu traseiro formoso. — Estou logo atrás.
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