Killer Queen
12 Shot
Notas iniciais
Seus olhos azuis fitavam o nada, ela andava em direção a lugar nenhum. A lua cheia iluminava seus movimentos no meio da noite negra. Ela precisava cumprir a sua missão, precisava mata-lo, mas estava apaixonada. Aquela mulher fria, treinada para não ter sentimentos, de repente estava amando. E não havia nada que poderia fazer, era ele ou ela. E a loira era orgulhosa de mais para voltar atrás.
Pela primeira vez Catherine sentira medo de Charles. Ela não sabia se era o brilho em seus olhos ou seu sorriso demoníaco, mas ela sabia que se não fizesse o que ele ordenara, a loira teria que pagar com a própria vida. E apesar do amor que sentia por Grissom, a vontade de viver era ainda maior. Ela não poderia morrer, mas também não sabia se poderia viver sem ele.
Seus passos lentos evidenciavam o seu receio em terminar o que havia prometido. Mas ela sabia que em alguma momento teria de fazê-lo.
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– Grissom – Nick o chamava por trás no estacionamento. – O que está acontecendo?
Grissom para e se vira para o rapaz. Nick pôde ver seus olhos marejados de lágrimas.
– É ela, não é? – perguntou colocando a mão em seu ombro. – Você se apaixonou. Vá conversar com Catherine.
– Eu... – era isso que ele mais queria. – Não sei se devo – pensou melhor.
– Talvez ela fez isso para vocês ficarem juntos Gil – Nick lhe lançou um olhar acolhedor. – Sem infringir as regras do laboratório.
– Você não entende Nicky – disse de cabeça baixa. – É muito mais complicado que isso.
– Só é complicado por que você quer – disse tirando a mão de seu ombro. – Vá atrás dela – Nick se vira de costas para o supervisor –, e deixe claro o que você sente. Tudo se resolvera.
Após dizer essas palavras Nick se afasta deixando Grissom com seus próprios pensamentos. O supervisor aceita seu conselho e resolve tirar a situação a limpo com a loira. Grissom entra no carro e dirige para lugar nenhum. Ele não sabia onde encontrá-la, ele apenas seguia seus impulsos.
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– Nick – Wendy o chama o chama ao ver o rapaz passar em frente ao seu laboratório. – Eu tenho os resultados do DNA, mas acho que acabei contaminando a amostra – disse cabisbaixa.
– O que aconteceu? – perguntou entrando na sala e as aproximando da morena.
– Olhe você mesmo – disse apontando para a tela do computador.
Na tela havia uma foto de Catherine, ao lado a combinação do DNA entre o sangue da mulher que Nick atirara e a amostra de saliva que a loira dera quando começou a trabalhar no laboratório.
– Não pode ser – assustou-se. – Catherine...
– Eu sinto muito Nick – Wendy tentava se desculpar pelo erro. – Eu vou fazer de novo e...
– Não – a interrompeu. – Você não fez nada errado Wendy. Nós que fomos ingênuos por ter uma assassina à sangue frio ao nosso lado sem ao menos perceber. E agora Grissom pode estar correndo perigo – disse deixando a sala às pressas.
Em questão de minutos todo o departamento de polícia descobria a verdade sobre a “justiceira”. Brass envia diversas viatura até a casa da loira, para a fronteira e para o aeroporto, tentando impedir que Catherine escapasse. Nick tenta ligar para Grissom, mas o supervisor não atendia o celular. Sem pensar duas vezes, Nick pega seu carro e tenta encontra-lo, mesmo não sabendo por onde começar a procurar.
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– Catherine – o supervisor grita ao descer do carro no meio do asfalto vazio. – Você precisa fugir – diz se aproximando da loira. – Logo a polícia estará atrás de você – disse colocando a mão sobre seu ombro.
Friamente, a loira tira a mão do supervisor. Ele se assusta com seus olhos opacos, eles não possuíam mais o brilho da noite anterior, eles estavam vazios.
– Catherine – sussurrou.
– Me perdoe Gil – disse dando um passo para trás. – Mas eu não tenho escolha.
A loira tira de dentro do casaco uma arma e a aponta para a cabeça do supervisor que recua espantado.
– Catherine – a olha incrédulo.
– Eu não posso morrer Gil – disse balançando a cabeça. – Não posso.
Catherine sente suas mãos tremerem e seu coração acelerar. Uma gota de suor descia pela sua testa e se misturava com as lágrimas que começavam a sair de seus olhos.
– Vamos fugir meu amor – vendo a fraqueza da loira Grissom se aproxima vagarosamente. – Vamos ser felizes juntos e deixar o passado para trás.
Ele segura a arma em sua mão. A loira não consegue mais conter as lágrimas. Ela deixa a arma cair no asfalto e se joga nos braços do supervisor. Ele envolve seu corpo com seus braços fortes e a abraça intensamente.
– Ele vai me matar – sussurra entre soluços.
– Está tudo bem – diz acariciando seu cabelo. – Ninguém vai te machucar Cath. Eu não vou deixar.
A loira o olha com ternura, ainda em seus braços e Grissom deposita um beijo suave em sua testa.
O som de palmas desviam a atenção dos dois para um canto escuro estrada.
– Que cena linda – diz uma voz estridente na sombra da noite. – Estou me sentindo em um daqueles filmes clichês.
– Charles? – Catherine indaga assustada.
Percebendo de quem se tratava, Grissom se afasta de Catherine e se coloca a sua frente.
– Você não machucara ela Charles – disse de forma incisiva. – Para isso terá que passar por cima de mim primeiro.
– Ora, ora – disse sarcástico. – Então eu terei diversão em dobro – riu.
– Gil – Catherine apoiou as duas mãos nos ombros de Grissom. – Não faça isso.
O homem saiu da escuridão e se aproximou a passos lentos do casal. O brilho diabólico no seu olhar diminuiu a respiração de Catherine e Grissom. Eles sabiam que não podiam fazer nada. Ambos estavam desarmados e a morte estava estampada no rosto de Charles. Tantas vítimas que a loira fizera e agora, por uma brincadeira do destino, era ela que via a morte à sua frente.
Charles saca a arma e aponta para o peito de Grissom. O supervisor congela com a possibilidade de morrer. Sem hesitar o homem puxa o gatilho. Um som estridente ecoa pela estrada vazia.
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