Notas iniciais
Primeiro capítulo, meio curtinho. Mas espero que gostem, queria esperar para postar, mas eu estava inspirada e com vontade de postar, então... Enjoy ^.^ [CAPÍTULO EDITADO]

Era meia-noite. A mulher entra no closet, retira a camisola e veste um conjunto preto pendurado em um dos cabides, uma legging de couro preta, uma regata justa ao corpo, uma jaqueta também de couro e botas da mesma cor. Parecia uma mulher normal, com hábitos normais. Ela era loira, olhos azuis, alta, corpo esbelto, seus movimentos eram graciosos, tinha por volta de quarenta anos, porém aparentava menos. A loira abre uma gaveta, tira de lá luvas de látex e as veste. Volta para o quarto e pega em cima do bidê seu celular, verifica o nome e o endereço na mensagem e em seguida a apaga, guardando o celular no bolso da jaqueta. Pegando uma maleta preta atrás da porta, ela sai.

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A loira chega no endereço desejado, uma casa simples, de madeira. Ela entra pelos fundos sem dificuldade de arrombar a porta e sem fazer nenhum barulho. Passa pela cozinha, depois pela sala de estar e, finalmente, encontra o quarto. Um homem está deitado na cama, dormindo profundamente. O homem tem cerca de cinquenta anos, não é gordo nem magro, a barba está mal feita e pode-se ver vários fios de cabelo branco em sua cabeça. Ela chega mais perto da cama e fica olhando para o homem, ele ainda dorme. A loira larga sua maleta no chão e de dentro tira uma lanterna, a liga e ilumina o rosto do homem. Instantaneamente, ele acorda e ao ver a loira ali parada, se assusta. Porém ao ver a beleza da mulher, sorri.

– Será que morri e fui para o paraíso meu anjo? — diz, ainda meio embriagado pelo sono, mas principalmente pela beleza da loira.

– Ainda não — ela sorri maliciosamente -, mas logo você estará no inferno.

Seus olhos, de repente, ficaram sem brilho e o homem pôde ver a morte em seu rosto. Antes que pudesse reagir, a loira saca sua arma com agilidade e dá um tiro certeiro no meio da testa do homem. Seu rosto não demostra nem uma emoção. A loira calmamente guarda a arma, fica de costas para o cadáver, pega seu celular e disca um número.

– O serviço está feito, chefe — diz friamente ao celular.

Perfeito– diz a voz masculina do outro lado da linha — Bom trabalho Willows.

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Charles Thompson estava sentado em sua poltrona verde escura, com o chambre bordô de sempre, fumava um cachimbo enquanto lia o jornal do dia com seus óculos de grau. Era um homem alto, moreno, olhos negros, já tinha quase cinquenta anos, mas ainda era um homem muito atraente. Ao seu redor havia várias estantes cheias de livros e atrás de si um quadro, com uma pintura de si mesmo quando mais jovem.

A loira entra na biblioteca acompanhada pelo mordomo. Ela vestia uma saia preta reta até a altura dos joelhos, uma blusa vermelha social por dentro da saia, desabotoada em cima, deixando parte do seu colo a mostra. Nos pés, usava um salto preto de uns cinco centímetros, seus cabelos estavam soltos na altura dos ombros e um pouco enrolados. Ao perceber a presença da loira, Charles levanta os olhos e a olha por cima dos óculos. Ele os retira, coloca-os em cima da mesinha ao seu lado e a olha novamente, dessa vez de cima a baixo.

– Esta deslumbrante, Catherine — diz, com um sorriso malicioso no seu rosto.

– Você me mandou uma mensagem essa manhã, informando que tinha outro trabalho para mim — aproxima-se do homem.

– Exatamente — larga o jornal ao lado dos óculos. — Dessa vez é um trabalho mais longo.

– Como assim?

– Você trabalhará infiltrada — faz uma pausa, notando que Catherine não demonstrava nenhuma reação. — Já arrumei um currículo falso. Você trabalhará como uma CSI no laboratório criminal de Las Vegas. Irá ganhar a confiança de todos e na hora certa, dará o bote.

– E o meu objetivo é...

– Atrapalhar as investigações sobre os nossos casos.

– Apenas isso, chefe? — pergunta, um pouco decepcionada. — Sem mortes?

– Claro que não — ele sorri. — Pense nisso como uma remuneração extra, minha querida — diz, se levantando e se aproximando da loira. — Você pode continuar com seu trabalho fora de lá normalmente. Escolhi você, pois é a mais profissional daqui, além de ter um diploma de Ciências em Tecnologia Médica — faz uma pausa, enquanto passa a mão em seu rosto. — Posso contar com você, minha loira? — sussurra no seu ouvido.

– Claro, chefe — concorda, aproximando seus lábios dos dele e em seguida, o beijando calorosamente.

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– Pela temperatura do corpo, ele está morto há, aproximadamente, cinco horas — diz David, tirando a temperatura do corpo estendido na cama.

– Por volta de meia-noite — diz a morena ao seu lado, anotando o que o legista assistente dizia.

– Isso é estranho — Grissom se manifesta, pensativo, enquanto observava o corpo. — Já é o terceiro assassinato nesse estilo, único tiro certeiro no meio da testa. E até agora nenhum suspeito...

– Um serial killer? — pergunta Sara.

– Um vingador, eu diria — diz Brass, entrando no quarto. — Jake Thomas é um estuprador da pior espécie, é procurado pelo FBI há anos. Morava em Washington e se mudou para Vegas há poucas semanas.

– Os outros dois homens mortos também eram criminosos — Grissom completa a linha de pensamento do capitão.

– Você acha que os casos estão ligados, Gil?

– Alguma coisa, meu instinto talvez, me diz que sim, Sara...

Notas finais
E aí, gostaram? Mereço reviews? :D