Killer Queen
2 Deal
Notas iniciais
– Catherine – o moreno fita a loira, que olhava para o teto – Precisamos conversar.
– Sobre o que? – ela vira seu corpo nu e olha para Charles.
– O seu novo trabalho. Preciso que você assine isso... – diz, se virando para o bidê ao lado da cama e pegando uma pasta perto do abajur.
– Eu já assinei um contrato quando completei dezoito anos e comecei a trabalhar de verdade para você, Charles – diz, se sentando na cama e saindo dela enrolada em um lençol.
– Eu sei, Catherine, mas dessa vez é diferente. Seus trabalhos anteriores nunca foram pessoais – sua voz sai em um tom sério.
– E esse é, por acaso!? – se vira para ele, o encarando. – Não conheço ninguém de lá.
– Mas vai conhecer – o home senta-se na cama. – Eu preciso garantir que você não se envolva emocionalmente com ninguém do Departamento de Polícia, Catherine. Ninguém sabe quanto tempo você vai precisar ficar por lá, por isso...
– Me dê esse contrato, Charles! – estende a mão para o moreno, perdendo a paciência.
Charles entrega a pasta para Catherine, ela a pega e a abre. Passa seus olhos rapidamente pelo texto e uma frase lhe chama a atenção: “Caso se recuse a executar um dos trabalhos, se recuse a obedecer as minhas ordens, deverá pagar com a própria vida”. Ao ler a frase, Catherine apenas sorri de canto e assina o contrato, em seguida devolvendo a pasta para seu chefe.
– Não vejo nenhuma novidade – diz friamente.
– Apenas para me certificar de que você manterá o foco.
– Esse é meu trabalho.
– Todos podem se envolver emocionalmente com alguém um dia – diz, a encarando.
– Não eu, chefe – diz, novamente, de forma fria. – Afinal, fui criada para isso não é mesmo? Para não ter sentimentos – vira-se de costas para o homem e entra no banheiro para tomar uma ducha antes de sair.
– Catherine – Charles a chama da cama, fazendo a loira parar de costas para ele, na porta do banheiro. – Precisamos combinar mais uma coisa.
Ela se vira para o homem e se aproxima lentamente.
– Quero que você estude cada um dos CSIs, e caso algum deles seja uma ameaça aos nossos planos... – faz uma pausa. – Mate-o.
Ao ouvir a última palavra, Catherine sorri diabolicamente, deixando Charles ainda mais excitado.
– Agora sim o jogo está ficando interessante...
~*~*~
– Você tem um currículo excelente, Catherine – diz Ecklie, lendo o currículo de Catherine, que Charles havia enviado para ele. – Trabalhou durante anos em Boston...
– Quinze, para ser exata.
– Sim, quinze anos... – encara a loira e em seguida, volta a ler o papel que continha em suas mãos.
– Então, quando começo a trabalhar? – pede calmamente.
– Hoje mesmo – Ecklie responde, largando os papéis. – Vou lhe encaminhar para o seu supervisor, que apresentará sua nova equipe.
Os dois se levantam e saem de seu escritório. Enquanto caminham pelo corredor, Catherine pode notar que todos viravam para olha-la. Ela estava confiante em seu jeans de lavagem escura, sua camisa preta simples e sua bota de salto baixo. Sabia que a olhavam devido a sua beleza, mas era óbvio que outro fator importante, era por ela ser um rosto novo no Departamento de Polícia. A loira não se intimidava com isso, estava acostumada a receber olhares a todo o momento, até por que a maioria dos funcionários de Charles eram homens, mas ninguém nunca teve coragem de se aproximar da loira, Charles deixara bem claro desde o princípio que não estava disposto a dividi-la com outra pessoa. E ninguém seria idiota o suficiente de tentar alguma coisa com a mulher do chefe. Porém, o que nenhum deles admitia é que se sentiam intimidados por Catherine, ela era uma mulher perigosíssima, desde pequena ela havia sido criada para matar e para não ter nenhum tipo de sentimentos, o que deixava a todos com medo, inclusive Charles, pois ele sabia que aqueles contratos não valiam nada para Catherine, mas ele aproveitava enquanto ela ainda não se importava de obedecer suas ordens.
O único prazer que a loira sentia era quando matava alguém, independentemente de ser culpado ou inocente.
Os dois chegam à sala de descanso. Grissom estava sentado na ponta da mesa, com uma xícara de café na mão e vários papeis espalhados na mesa. Do seu lado esquerdo, estavam Sara e Greg, e do seu lado direito Nick e Warrick. Ecklie bate na porta e todos o encaram, para logo em seguida dirigirem olhares de curiosidade para a loira parada ao seu lado.
– Essa é sua nova equipe, Willows – diz, já se virando para ir embora.
– Prazer – diz Grissom, se levantando e indo na direção de Catherine. – Eu sou Gilbert Grissom, seu supervisor. Esses são Nick, Warrick, Greg e Sara – apresenta, apontando para cada um deles enquanto falava seus nomes.
– Prazer, eu sou Catherine Willows – diz, cumprimentando um por um.
– Sente-se, nós estamos com um caso em andamento – Grissom senta-se em seu lugar novamente e aponta para uma cadeira vaga ao lado de Greg, para que Catherine sentasse. – Vamos te passar todas as informações necessárias.
Ao sentar, Catherine começa a observar um por um cuidadosamente. Primeiramente, o supervisor, que de primeira vista não tinha nada de mais, era um homem de meia idade, barba bem feita, grisalho e poderia até mesmo dizer que era charmoso com seu jeito sério, parecia ser muito inteligente também. A moça ao lado de Grissom era morena, muito bonita, jovem e segura de si. Dirigiu seu olhar para Nick e em seguida para Warrick, ambos eram rapazes, provavelmente, dez anos mais novos que ela, muito bonitos e atléticos. Olhou então para Greg, um rapaz novo, bonito, mais magro que os outros. Percebeu que ele a encarava e em seguida desviou o olhar para alguns papéis a sua frente.
– Contenha seus desejos, minha loira – sussurra baixinho, sem que os outros o ouvissem.
Catherine volta a encarar Greg e dessa vez, lança um olhar mortal para ele, fazendo o rapaz estremecer. Mas ao contrário das intenções da loira, o rapaz gosta e sorri maliciosamente. Vendo que falhara na tentativa de intimidar o rapaz, Catherine revira os olhos e volta a encarar Grissom, que estava discutindo sobre o caso.
– Precisamos achar algo que conecte esse três casos – diz, colocando três fotos em cima da mesa.
Uma delas continha a foto de um homem morto em um beco sujo, no chão, perto de uma lixeira. O outro estava na escada de um prédio decadente, e o último na cama da própria casa. O três tinham um tiro no meio da testa e estavam com os olhos abertos, com uma expressão de terror no rosto. Ao ver aquelas três fotos, Catherine imediatamente reconheceu seu trabalho e, sem perceber, acabara sorrindo. Tinha feito um excelente trabalho, sem deixar nenhuma pista para trás. Os CSIs não sabiam por onde começar a investigação.
– Catherine!? – Grissom a chama. – Eu disse alguma coisa engraçada?
– O que!? – ao perceber que estava sorrindo, rapidamente fica séria novamente. – Não, claro que não. Eu apenas achei estranho vocês conectarem esses três assassinatos. A única coisa em comum neles é o tiro na cabeça – diz, de forma indiferente.
– Na verdade, há outra conexão... Eles eram todos criminosos – diz Nick, puxando a ficha de um deles. – Carlos Mendez era traficante de drogas, e matou dois adolescentes de treze anos que trabalhavam para ele.
– John Carter matou a esposa três anos atrás, depois de ter pego ela o traindo com seu chefe – diz Warrick, pegando a ficha do segundo homem.
– E nossa última vítima... – era a fez de Sara se manifestar, também pegando a ficha da vítima. – Jake Thomas. Ele escolhia uma casa a esmo, a invadia, estuprava todas as mulheres, independentemente da idade e matava todos que se encontravam na casa.
Catherine sorri interiormente, a única ligação entre os três casos era ela ter sido contratada para mata-los. Era assim que a empresa de Charles funcionava, quem tivesse dinheiro e quisesse se livrar de alguém que estava incomodando, contratava os seus serviços. Eles usavam como fachada o nome de uma empresa de contabilidade, e apenas as pessoas importantes e com dinheiro que sabiam do verdadeiro objetivo da Braun’s Company. Charles, então escolhia quem era a pessoa mais adequada para executar o trabalho e mandava um torpedo com o nome e o local onde se encontrava. Para eles, não importava os motivos de quem contratou, apenas o dinheiro na conta bancária, metade do serviço era pago como garantia e o resto após o trabalho feito. Charles herdou a empresa do pai de Catherine, após ele ter morrido de um câncer cerebral. Charles era como um filho para Sam, e o homem achou que ele seria melhor administrador que a filha. Um pouco de machismo por parte do homem, mas antes de morrer, ele fez Charles prometer que cuidaria bem da filha e a trataria como uma rainha, e que faria todas as vontades da loira. Seu único desejo era o de derramar sangue, e Charles cumpria o prometido, Catherine nunca ficara sem uma vítima.
– Então – diz, tentando parecer interessada em resolver o caso –, qual é o nosso próximo passo?
– Temos que verificar se eles atingiram alguém em especial, uma vítima em comum. Ou se esse vingador escolhe suas vítimas a esmo – comenta Nick, pegando alguns papéis do centro da mesa e começando a folheá-los.
– Ou seja – Warrick olha para Catherine –, temos que achar uma pessoas que conecte o três.
– Para isso temos que rever todos os casos anteriores, certo!? – pergunta Greg.
– Certo – responde Grissom, mas ao invés de olhar o rapaz, ele encarava Catherine.
– Será uma longa noite – comenta Sara, fazendo o mesmo que Nick.
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