Killer Queen
3 Möet et Chandon
Notas iniciais
– Alguma evolução no caso? – perguntou Grissom entrando na sala onde os CSIs se encontravam.
– Nada chefe – disse Greg encarando-o – Nenhuma conexão entre as três vítimas.
– Ou seja – completou Nick – Nenhuma pista de quem possa ser o assassino.
– Bom, acho melhor vocês irem descansar – disse Grissom se virando de costa para todos – Amanhã continuamos com o trabalho.
– Então – disse Warrick se levantando – Que tal irmos beber alguma coisa? Assim damos as boas-vindas a Catherine.
– Acho uma ótima ideia – disse Sara também se levantando – Você vem junto Gil?
– Não, obrigado – respondeu ainda de costas – Tenho trabalho a fazer – disse saindo da sala, deixando os outros para trás.
– Vamos Catherine? – perguntou Nick encarando a loira.
– Acho que não... – interrompeu-se no meio na frase se lembrando do que Charles dissera sobre ganhar sua confiança e achou uma ótima oportunidade de estuda-los melhor – Na verdade – continuou –, acho uma excelente ideia – disse sorrindo.
– Ótimo – era a vez de Greg se levantar – Então vamos, estou precisando beber alguma coisa.
–----
Os cinco estavam sentados em uma mesa, num barzinho calmo de Las Vegas, conversando animadamente.
– Então Cath – disse Warrick se dirigindo à loira –, de onde você vem?
– Boston – respondeu –, nasci lá e trabalhei como CSI durante quinze anos por lá também.
– E está namorando? – perguntou Greg em seguida recebendo um cutucão de Sara – Que foi? – perguntou fazendo cara de desentendido fazendo os outros rirem.
Catherine forçou um sorriso, para não desconfiarem, ela não conseguia achar graça em nada além daquilo que fora treinada.
– Está tudo bem – disse tranquilamente – Não estou namorando ninguém no momento.
– Então eu tenho chance? – perguntou Greg tentando parecer galante.
– Claro que não – responde Nick dando um tapinha fraco atrás da cabeça do rapaz – Você ainda é muito pirralho Greggo.
– Mal saiu das fraldas – completou Warrick encarando o rapaz.
– Não repara Catherine – Sara comentou baixinho com a loira –, eles são sempre assim com rostos novos – sorriu.
– Tudo bem – respondeu Catherine sem expressão nenhuma.
– Hey – reagiu Greg – Eu prefiro ouvir isso na boca da Cathy – disse encarando a loira.
Todos se voltaram para ela, deixando Catherine sem reação. Para sua sorte, nesse exato momento seu celular começa a tocar.
‘Salva pelo gongo’ – a loira pensa aliviada pegando o celular da bolsa e o atendendo – Willows – diz.
– Novo alvo: Conrad Linn – diz a voz ao telefone – Se encontra no restaurante Mangez bien, observe-o e na hora certa...
– Entendi – disse desligando o celular – Infelizmente – se virou para o grupo –, preciso ir. Surgiu um compromisso inadiável – disse se levantando da mesa.
– Que pena – disse Nick.
– A gente se vê amanhã Cath – disse Sara abanado para a loira.
– Até amanhã – disse se afastando da equipe e saindo do bar.
– Mas ela nem me respondeu se eu tinha chances – disse Greg fazendo bico.
–----
Catherine entra no restaurante e começa a observar o local a procura do seu novo alvo, ela avista Linn em uma mesa não muito longe, acompanhado por uma linda mulher, morena, porém um tanto vulgar. Ela conhecia o alvo, havia visto uma foto dele enquanto andava pelo laboratório, era suspeito em um caso de assassinato. Seis dançarinas mortas em uma de suas boates.
Catherine se senta em uma mesa perto dele e o observa discretamente. O garçom se aproxima deixando o cardápio com a loira.
– Gostaria de pedir mademoiselle? – pergunta educadamente com um leve sotaque francês.
– Gostaria de um Möet et Chandon – disse olhando o cardápio – Apenas isso – encarou o garçom entregando o cardápio de volta.
– Ótima escolha mademoiselle, é nosso melhor champanhe – respondeu com um sorriso pegando o cardápio e em seguida se afastando.
Catherine voltou a observar o homem na mesa da frente. Mas sem que percebesse um homem se senta junto com ela na mesa, tapando sua visão do alvo.
– Grissom? – perguntou ao reconhecer o homem a sua frente.
– Desculpe – disse meio sem jeito – Está esperando alguém?
– Não.
– Eu estava escolhendo uma mesa para jantar e a vi – disse encarando a loira – Se não se importa...
– Fique à vontade – respondeu indiferente.
– Já pediu? – perguntou olhando um cardápio que havia ficado na mesa.
– Já – ela tentava achar o alvo, mas ele não estava mais na mesa, muito menos a morena que o acompanhava.
– Acho que vou pedir esse salmão, parece delicioso – comentou.
O garçom chega à mesa com a garrafa de champanhe e uma taça, largando-a na mesa.
– Perdão mademoiselle, não sabia que estava acompanhada – disse sem jeito.
– Möet et Chandon – disse Grissom lendo o rótulo da garrafa –, é meu champanhe predileto – disse com um certo brilho nos olhos.
– Traga mais uma taça, por favor – pediu Catherine.
– E esse salmão – disse Grissom apontando para o prato no cardápio.
O garçom assentiu e deixou os dois a sós. Catherine pensou em se levantar, e procurar Conrad Linn, mas por algum motivo resolveu ficar ali, bebendo o champanhe com seu supervisor.
– Não pediu nada para comer Catherine? – perguntou enquanto servia as duas taças com o champanhe francês.
– Não – respondeu –, não costumo comer à noite – ela o encarou por alguns segundos – Achei que ficaria trabalhando no laboratório.
– Resolvi sair para jantar – disse bebendo uma taça de champanhe –, a dois dias que não como nada – fez uma pausa – E fiz bem saindo de lá – disse a olhando – Encontrei ótima companhia – sorriu.
Inconscientemente Catherine devolve o sorriso, mas não era um sorriso forçado, ela realmente se sentira bem com o comentário de Grissom. Se sentindo estranha com isso, rapidamente desfez o sorriso e o encarou séria, voltando ao normal.
– Você trabalha a muito tempo como CSI? – perguntou indiferente.
E assim conversaram durante a noite inteira, sobre trabalho, assuntos fúteis, a vida dos dois. Charles havia feito Catherine decorar toda a vida que ele criara para ela em Boston, e ela contava sobre sua infância, adolescência, vida adulta, vida amorosa, estudos, amizades, como se fosse verdade. Grissom se interessava cada vez mais por aquela mulher inteligente e confiante à sua frente.
Após beberem todo Möet et Chandon, e conversar um pouco mais, Catherine decide que é hora de voltar para casa. Grissom oferece uma carona para a loira, mas ela recusa. Ela entra em seu carro e segue em direção à sua casa. Chegando lá, ela abre a porta e ao ligar a luz encontra um homem sentado no sofá.
– Charles!? – pergunta um pouco surpresa – O que está fazendo aqui?
– Você não me ligou avisando se o trabalho estava feito Catherine – disse se levantando e se aproximando da loira – Você terminou o serviço, não é Cath?
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