Killer Queen
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Notas iniciais
Catherine voltou rapidamente para a festa com medo que notassem sua falta. Quando ouviu a voz de Nick seu sangue havia gelado, não podia deixar o rapaz descobrir sua identidade. Mas durante a fuga ele acabara acertando um tiro de raspão na loira. O machucado era superficial, e com um pano que tinha na bolsa, conseguiu limpar o sangue e tapar a marca para que ninguém notasse.
Após sair do banheiro da boate, ela se dirige até a mesa onde o resto do grupo estava conversando animadamente.
– Demorou no banheiro em Cath? – Sara perguntou com um tom de malícia na voz.
– Eu tive um pequeno contratempo – sorriu e em seguida se sentou ao lado de Warrick.
Nesse momento Nick chegou correndo e suando, e se sentou ao lado de Sara.
– Eu descobri! – ele disse agitado.
– Descobriu o que? – Sara perguntou impaciente ao ver a agitação do rapaz.
– Como é o “justiceiro” – disse encarando Sara e em seguida desviando seu olhar para Catherine.
A loira sentiu seu coração parar e o ar faltar. Será que ele havia a reconhecido? Ela sabia o que aconteceria se alguém descobrisse sobre ela. E não queria tomar atitudes drásticas contra ninguém do grupo, mas se a situação pedisse, ela não hesitaria.
– E como ele é? – a loira perguntou se recuperando e mostrando interesse.
– Não é ele. É ela.
– Ela? – Sara e Warrick perguntaram juntos de forma atônita.
– Eu vi. Ela estava prestes a fazer mais uma vítima. Eu tentei atirar, mas acho que o tiro pegou de raspão.
Inconscientemente, Catherine levou a mão ao braço direito.
– Nós temos que contar para Grissom – Sara se pronunciou levantando-se da cadeira.
–----
Grissom ouviu atentamente o relato de Nick, prestando atenção em cada palavra que o rapaz pronunciava.
– E você viu o rosto dela? – perguntou apoiando os cotovelos na mesa.
– Não – disse desanimado. – Mas parecia ser muito bonita – disse se lembrando da silhueta da mulher.
– E você tem certeza que é o nosso, quer dizer – disse após uma pausa –, a nossa justiceira?
– Ela estava apontando a arma para a cabeça do homem. Eu não o vi direito, mas tinha cara de bandido – disse confiante. – Além do mais, minha intuição diz que é. Quantas vezes você usou dela em um caso Gil?
– Tem razão – disse pensativo. – É uma nova pista. E isso já limita nossas buscas.
–----
Na sala de descanso Greg estava sentado lendo alguns relatórios. Catherine entra na sala com dois copos de café na mão. Ela percebe que o rapaz estava a horas naquela mesma posição.
– Hei Greg – chamou a atenção do loiro. – É melhor mudar de posição. Você vai acabar com dor desse jeito – disse entregando um copo para ele.
– Obrigada Cath – agradeceu pegando o copo de café e em seguida se levantando e se espreguiçando.
– Ainda trabalhando no caso? – perguntou bebendo um gole do seu café. – Ficou sabendo que nosso assassino é uma mulher? – indagou indiferente.
– Sim – respondeu se sentando –, as notícias correm rápido. Mas mesmo assim, preciso me esforçar para mostrar para o pessoal que sou tão competente em campo quanto eu era no laboratório.
– Você não precisa provar nada para ninguém Greg. Todos sabemos o seu grande potencial.
– Ás vezes não parece sabe? – encarou a loira. – Todos sempre me tratam como um ratinho de laboratório.
Catherine sorri tristemente. Querendo ou não, o tempo que passará como CSI havia a aproximado dos seus colegas de trabalho. E mesmo não admitindo ela havia criado um certo laço com eles. E agora a loira estava triste por Greg se sentir daquela forma. Ela sentia que deveria fazer alguma coisa a respeito, mas não queria se envolver mais, não queria ser fraca e cometer um ato de bondade.
– Eu preciso ir Greg – disse se levantando. – Desculpe.
Catherine andou na direção da porta se deparando com Grissom a sua frente. O supervisor sorriu para ela, mas ignorando-o, a loira o olhou com desdém, abaixou a cabeça e desviando dele, seguiu seu caminho pelo longo corredor do laboratório. Grissom sentiu um aperto no coração e não entendeu a atitude de Catherine. Olhou para Greg e viu o rapaz com o nariz colado nos relatórios do caso.
– Você tem trabalhado de mais Greg – disse se sentando ao seu lado. – Descanse um pouco – completou colocando a mão no ombro do rapaz.
– Eu estou bem – disse sem olhar Grissom. – Vou continuar até achar alguma nova pista.
Grissom apenas assentiu, se levantou da cadeira e deixou a sala. Ele caminhou pelos corredores, olhando em todas as salas a procura de Catherine.
– Eu estou ocupada.
O supervisor escuta a voz da loira na sala em sua frente. Vagarosamente ele caminha até a porta semiaberta e olhando para dentro, avista a loira de costas para ele falando no celular. Ele pensa em procura-la outra hora, mas o tom da sua voz o deixa preocupado e curioso, fazendo-o ficar parado em frente a porta e escutar a conversa.
– Eu sei que é meu trabalho. Já estou indo.
A loira desliga o celular, solta um longo suspiro e se vira na direção da porta. Percebendo sua movimentação, Grissom rapidamente sai dali e se esconde atrás de uma máquina de refrigerante que estava próximo à ele. A loira sai da sala e passa por Grissom sem vê-lo.
– Que história é essa de trabalho? – pensou ao ver a loira passar.
Sem pensar duas vezes, Grissom vai atrás de Catherine e segue seus movimentos, mantendo uma distância de segurança, para que ela não desconfiasse de nada.
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