Notas iniciais
Espero estar compensando o atraso do último capítulo. Enjoy!

– Claro que sim chefinho – a loira respondeu entrando na casa e largando sua bolsa no sofá, ao lado de Charles – Que pergunta é essa? Você sabe que eu sempre termino meu trabalho.

– Pois não é isso que Gordon me contou – disse encarando o homem escondido na sombra de uma estante perto do sofá.

Catherine que não havia percebido o homem ali, o fuzila com o olhar, fazendo o homem de quase dois metros de altura se encolher tentando se esconder. Em seguida ele lança um olhar de ‘desculpas’ para a loira.

– E o que Gordon disse? – perguntou ainda encarando o homem.

– Disse, minha querida, que ao invés de seguir Linn, você ficou a noite inteira conversando com um homem – fez uma pausa encarando a loira – Que segundo a descrição do meu bom amigo – olhou para Gordon –, era seu supervisor. Gilbert Grissom. Estou certo? – voltou a encarar a moça.

– Está sim – a loira se atira em uma poltrona na frente de Charles – Você não pediu para mim estudar meus coleguinhas? – disse ironicamente – Pois bem, conversamos sobre os casos. Grissom parece estar disposto a pegar o assassino.

– No caso você.

– Sim.

– E isso faz dele um empecilho para nós?

– Não. O cara é inteligente, mas estão todos correndo atrás dos próprios rabos, feito cachorrinhos – disse com um sorriso no rosto.

– Bom – disse Charles se levantando – Continue de olho neles Cath querida. E não minta para mim novamente – chegou mais perto da loira e segurou seu queixo delicadamente – Gordon terminou o serviço para você. Não se esqueça do nosso contrato...

Catherine segura o pulso do homem com força fazendo com que ele soltasse o queixo dela. Em seguida se levanta.

– Eu terminaria o serviço se me desse tempo – disse o encarando nos olhos – Você sabe como eu gosto de ver uma vida terminar pelas minhas mãos – disse friamente fazendo Charles e Gordon se arrepiarem.

– Va-vamos indo chefinho? – disse aquele homem enorme, parecendo agora, um ratinho com medo do gato, nesse caso, da gata.

– Vamos – disse sério se afastando da loira.

Assim que os dois saíram da sua casa, a loira se senta no sofá onde a pouco estava Charles e solta um suspiro de cansaço.

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Grissom estava sentado na sua sala lendo alguns relatórios sobre o caso em que estavam trabalhando. De repente ele se pega pensando em Catherine, no jantar que os dois tiveram a pouco tempo atrás e como a loira estava bonita. Ele notara seu jeito frio e calmo, mas notara também algo diferente quando ela sorriu para ele. Seu coração disparara naquele momento. Seus pensamentos são interrompidos por Hodges que entra na sala afobado.

– Grissom – grita com alguns papéis nas mãos.

– O que houve Hodges? – perguntou Grissom calmamente olhando de forma repreensiva para o rapaz.

– Lembra aquele pedaço de látex que você achou no segundo assassinato? Preso na escada, perto do corpo de John Carter?

– Claro que lembro, era a única pista que tínhamos do assassino.

– Pois então meu amigo – disse Hodges agora mais calmo e com um ar orgulhoso –, achei vestígios de perfume nesse pequeno pedaço de látex. Pequenas gotículas de perfume, provavelmente do assassino – disse agora ainda mais orgulho.

– Que tipo de perfume Hodges? – perguntou Grissom dessa vez impaciente.

– Perfume francês, feminino, raro e caríssimo – fez uma pausa – E para facilitar o trabalho de vocês, já fiz uma pesquisa, e apenas cinco exemplares vieram para Vegas, diretamente de paris, nos últimos sete meses, que foi o tempo em que ocorreu os assassinatos – disse com a cabeça erguida demonstrando orgulho de si mesmo enquanto entregava a lista para Grissom.

O supervisor passou os olhos pela lista de nome e um deles chamou sua atenção: “Catherine Willows”.

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– Catherine – Grissom a chamou quando viu a loira passar pelo corredor.

A loira olhou para dentro da sala e viu Grissom sentando em sua mesa, com uma expressão séria em seu rosto. Catherine entra na sala e fica parada na frente da mesa encarando Grissom. O homem faz sinal para ela se sentar e a loira obedece.

– No que posso ajudá-lo? – pergunta indiferente.

– Você costuma usar um perfume chamado Désir? – perguntou de forma inquisitiva.

– Sim – Catherine respondeu não entendendo a razão da pergunta – O senhor gosta? – perguntou com um sorriso malicioso no rosto, deixando Grissom sem jeito.

– Não me chame de senhor Catherine – disse voltando a sua expressão séria.

– Me desculpe. Compro ele diretamente de Paris. É o melhor – sorri.

– Pois achamos vestígios desse mesmo perfume num pedaço de látex achado na segunda cena do crime – disse encarando-a, mas não conseguiu ver nenhuma reação no rosto da loira.

– Quer dizer que o nosso assassino na verdade é uma assassina? – perguntou indiferente.

– Sim. E vamos precisar de todos os frascos de perfumes para comparar com o achado no látex – fez uma pausa – Inclusive o seu Catherine.

– Oh – tentou parecer surpresa – Sinto muito Gil, posse te chamar assim não é mesmo? – perguntou com uma simpatia forçada que Grissom não percebeu, e acabou por fazer sinal de positivo com a cabeça – Eu usei todo o frasco e joguei fora semana passada – mentiu.

– Mesmo assim vamos precisar dar uma olhada na sua casa – disse – Sinto muito Catherine, mas é o procedimento – continuou ao ver a expressão de desapontamento do rosto da loira.

– Claro, eu entendo – disse com uma voz compreensiva. A loira sabia como ninguém fingir emoções.

Ela se levanta da cadeira e sai da sala de Grissom. Em seguida entra em outra sala vazia, pega o celular do bolso e digita um número.

– Gordon – diz ao celular – É hora de você se desculpar comigo. Preciso que pegue um frasco de perfume no meu armário, Désir, e se livre dele. Agora – ordenou.

Ela desliga o celular, sai da sala e segue pelo corredor até avistar Hodges no seu laboratório analisando alguns vestígios de outro caso. Ela se para na porta e fica olhando para o rapaz, que estava distraído.

– Hodges, não é? – pergunta docemente.

– Que? – se assusta um pouco, mas ao ver Catherine volta ao normal – Eu mesmo, e você deve ser Catherine. Acertei?

Ela confirma com a cabeça.

– Como sabe?

– Todos no laboratório falam da sua chegada. Todo mundo nota uma mulher bonita – sorriu.

– Eu tenho algumas novas evidências de um caso Hodges – disse delicadamente se aproximando do rapaz – Será que...

– Claro – ele a interrompe – Será um prazer analisa-las para você – disse estendendo a mão para que ela entregasse as evidências.

– Na verdade – disse hesitante –, eu gostaria de analisá-las por conta própria – Catherine nota o olhar de dúvida em Hodges – Tenho saudade do trabalho no laboratório sabe? Fiz isso por um tempo em Boston – continuou com um sorriso no rosto.

– Claro – disse sorrindo – Fique à vontade. Estava mesmo indo fazer uma pausa – diz indo em direção a porta – Quer que eu pegue um café para você?

– Não precisa, obrigada.

Ela observa o rapaz deixar a sala e se afastar. A loira olha ao redor procurando o que desejava, o pedaço de látex. Ela o avista em cima de uma mesa. Tira do bolso uma luva de látex e do outro pega um pedaço do mesmo material, pega uma tesoura e tenta corta-lo com a forma parecida da evidência original. Cuidando para não deixar nenhum vestígio, ela trocou os dois pedaços, guardando o original no outro bolso. Ela olha ao redor e vê que não tem ninguém por perto, tira a luva da mão e sai da sala. Andando pelo corredor encontra Hodges com uma xícara de café na mão.

– Já analisou as evidências Catherine? – disse Hodges em seguida bebendo um gole de café.

– Eu sou rápida meu querido – ela sorri e continua seu trajeto.

–----

Os CSIs estavam no quarto de Catherine procurando pelo frasco de perfume.

– Pelo jeito ela estava falando a verdade – comentou Nick olhando em um armário no banheiro – Não há nem cheiro do perfume por aqui.

– Estou me sentindo mal por desconfiar dela – comentou Grissom um pouco cabisbaixo.

– Você só estava fazendo seu trabalho Grissom – disse Nick colocando a mão no obro do amigo – E não é desconfiar, é apenas parte do procedimento. Ecklie cairia em cima de você se não fizéssemos essa busca.

– Você tem razão Nick – disse Grissom erguendo a cabeça – Mas mesmo assim, acho que preciso pedir desculpas. Será que ela aceitaria jantar comigo?

– O que é isso Gil? – perguntou Nick com um sorriso de canto – Está pensando em chamar Catherine para um encontro?

– Claro que não – responde um pouco envergonhado – É um pedido de desculpas. Acho que devo isso a ela, ainda mais depois de mexer no seu quarto, nas suas coisas pessoais, sabe!?

– Claro que eu sei – disse Nick com um tom de ironia misturado com malícia.

Notas finais
Gente, não sei se existe esse negócio do perfume, mas é fic né? Acho que ta valendo... Espero que não tenha ficado muito confuso, nem muito forçado, seilá... Comentem ;)