Notas iniciais
Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos que favoritaram, comentaram e recomendaram (uma mocinha chata) a fic. Eu fico muito feliz sempre que vejo um novo comentário, que descubro que alguém novo esta acompanhando a fic, e para aquelas que desde o início tem acompanhado, comentado e me incentivado a continuar. Graças a vocês arranjo tempo e criatividade para escrever cada capítulo novo de Killer Queen. OBRIGADA!!!!!

– Eu não acredito que você deixou uma evidência para trás – dizia o homem enquanto fumava um cachimbo na sua poltrona verde escura.

– Como eu poderia saber que eles iam achar resquícios de perfume num pedaço de látex? – disse tentando parecer indignada, mas a loira não sentia nada.

– Você não deveria ter deixado um pedaço de látex para trás – disse – Bom, você pelo menos fez alguma coisa para encobrir seu rastro? – perguntou percebendo que não adiantava continuar culpando-a.

– Sim – respondeu –, joguei fora o meu frasco de perfume e troquei os pedaços de látex no laboratório.

– Perfeito – fez uma pausa – Alguém desconfiou?

– Não. Deu pra ver que Gil estava se sentindo culpado por duvidar de mim – sorriu –, acho que vai me pedir desculpas.

– Quem? – perguntou a encarando com olhar inquisitivo.

– Grissom – disse rapidamente.

– Você chamou ele de Gil.

– É como todos o chamam no laboratório Charles.

– Aqui não é o laboratório – falou com um tom de raiva em sua voz – Está acontecendo alguma coisa entre vocês que eu não esteja sabendo?

– Com licença – a loira disse indiferente enquanto se virava de costas para Charles – Eu não vou ficar aqui ouvindo você me interpelar dessa maneira sobre como fazer o meu trabalho. – completou ainda de costas para ele e em seguida indo em direção à saída da biblioteca onde se encontravam.

– Catherine – disse após um suspiro fazendo a loira parar – Tenho mais um trabalho para você – disse se levantando.

Catherine se vira para Charles e sorri.

– Perfeito – diz se aproximando e pegando o papel que ele oferecia para ela.

–----

Ela se aproxima vagarosamente do leito do homem de trinta anos que jazia na cama. Ao seu lado uma loira dormia profundamente, ela não devia ter vinte anos ainda. A loira saca a arma da cintura e aponta para o homem, em seguida aponta a arma para a mulher. Sem hesitação e com um sorriso no rosto, a loira atira, acertando a mulher no meio da testa. O homem acorda assustado com o barulho e vê a loira com a arma apontada para a sua cabeça. Ele olha para o lado e vê a moça morta, de olhos fechados e um pequeno rastro de sangue escorrendo do buraco da bala. Ele tenta gritar, mas um tiro ensurdecedor o emudece. O homem estava morto, com um tiro na testa, como todos os outros.

–----

– Willows – ela atende o celular enquanto vai em direção ao seu closet enrolada numa toalha de banho.

– Temos um 4-19 – dizia a voz do outro lado da linha –, vou passar o endereço por mensagem.

A loira desliga o celular e o larga em uma mesinha ao seu lado. Ela abre o armário e tira de lá uma calça preta e uma blusa verde, ela se veste. Pega o celular que havia largado e há uma mensagem nova. Era o endereço que Grissom havia mandado, ela conhecia aquele lugar, havia saído de lá já fazia duas horas.

–---

Ela mostra o crachá para o policial que está na frente da casa e ele levanta a fita amarela para a loira passar.

– Duplo assassinato – disse Grissom ao ver a loira se aproximar da cama – Mesmo padrão de antes, tiro no meio da testa – completou pensativo.

– Sim – disse Brass entrando no quarto –, mas dessa vez nenhum dos dois eram criminosos.

– Tem certeza? – perguntou Grissom.

– Até agora pelo menos, nada indica isso. Nenhum deles tem ficha criminal, nem envolvimento com qualquer tipo de crime.

– Nosso Serial Killer deixou de ser um vingador?

– Como você pode ter tanta certeza que é um Serial Killer Gil? – Catherine pergunta – Quantos assassinatos você já investigou que foram realizados do mesmo modo? Pode ser apenas coincidência.

– Ela tem razão Gil, não temos nada que confirme que foi a mesma pessoa cometeu esses quatro assassinatos.

– Eu tenho quase certeza que foi. Eu sei que foi...

– Então prove isso – Brass disse deixando o quarto.

– Eu já terminei aqui Gil – diz Catherine tirando uma última foto do cômodo.

Ela anda na direção da porta do quarto levando a câmera consigo.

– Cath – ele a chama fazendo-a parar –, eu queria conversar com você.

A loira vira-se e o encara sem dizer nada, esperando que ele continuasse.

– Bem, eu queria pedir desculpas por ter que entrar na sua casa e mexer nas suas coisas... Por causa do perfume. Mas faz parte do meu trabalho e...

– Tá tudo bem Grissom – disse o interrompendo –, eu entendo. É chato ter a nossa privacidade invadida dessa forma, mas eu entendo – ela se vira novamente para a saída.

– Quer jantar comigo hoje? – pergunta rapidamente.

A loira fica parada de costas sem reação. Ela sente seu coração disparar, não sabe o porquê, só sabe que nunca tinha sentido isso antes. Ela pensa em dizer sim, mas não quer se envolver mais do que necessário com os colegas de trabalho. Ela se lembra também da primeira e última vez que jantaram, ela acabou deixando de fazer um serviço que Charles havia mandado. Aquilo fora uma prova de que o contrato que ela assinara não valia nada, senão já estaria morta, apesar de não demonstrar, Charles era um covarde, e não tentaria nada contra ela, pois sabia que as consequências seriam fatais.

– Eu acho... – disse ainda de costas, mas é interrompida.

– Não aceito um não como resposta – disse se aproximando e segurando seu ombro.

Catherine sente um arrepio ao seu toque e se vira rapidamente fazendo com que ele retirasse a mão de seu ombro. Ela fica um tempo o olhando sem emoção, seus olhos estavam opacos, como sempre.

– Tudo bem – ela disse se virando mais uma vez – Me pegue em casa, as nove. Você sabe onde fica.

–----

As nove horas em ponto Catherine estava pronta, sentada em seu sofá, com um vestido vermelho até a metade da coxa e um sapato de salto alto preto. O cabelo estava preso em um coque e usava uma maquiagem que destacava seus olhos azuis.

A campainha toca. A loira se levanta do sofá lentamente dando um leve suspiro e segue na direção da porta. Ao abri-la, ela se depara com Grissom, vestindo um calça e uma camisa social simples. Ela respirou fundo e sentiu seu perfume invadi-la, sentindo um calor percorrer todo seu corpo.

– Olá – disse sorrindo.

– Oi – a loira respondeu tentando parecer fria.

– Você está linda – disse a olhando dos pés à cabeça.

– Obrigada – sorri – Vamos? – pergunta saindo de dentro da casa e fechando a porta.

– Claro.

Grissom oferece o braço para a loira, mas ela recusa. Após Catherine trancar a porta os dois entram no carro e seguem até o restaurante em silêncio.

– Eu fiquei feliz que você aceitou meu convite – disse Grissom quebrando o silêncio – Me senti mal pelo que aconteceu esses dias...

– Eu já disse que não precisava se desculpar – disse sem encara-lo.

– Mesmo assim...

O resto do caminho foi feito novamente em silêncio, até chegarem ao restaurante. Era o mesmo restaurante que os dois haviam jantado juntos outro dia. Ao chegarem na recepção, um rapaz os recebeu indicando o local da mesa que Grissom havia reservado. Era em um lugar um pouco mais distanciado do resto das mesas, a iluminação tinha um toque romântico e havia velas em cima da mesa. Catherine se assustou um pouco ao ver aquilo, ela tinha receio das verdadeiras intenções de Grissom. Mas no fundo, ela estava com receio dela mesma, de estar começando a se interessar por aquele homem, pois ao ver a mesa, a loira sorriu.

– Gostou? – ele pergunta notando o sorriso de Catherine.

Ela não responde, apenas continua andando na direção da mesa. Grissom corre na sua frente e puxa a cadeira para ela sentar. Ela acena com a cabeça e se senta. Grissom vai para o outro lado e se senta na sua frente. Ele chama um garçom, que prontamente aparece na mesa entregando um cardápio para cada um.

– Espero que dessa vez você coma alguma coisa – ele diz sorrindo para ela enquanto segurava o cardápio aberto nas mãos.

– Vou querer esse assado – disse apontando para o cardápio.

O garçom anota o pedido e olha para Grissom.

– Eu vou querer o mesmo – disse pegando o cardápio da mão de Catherine e entregando os dois juntos para o garçom.

Ele anota seu pedido e sai. Grissom observa o garçom até que ele desapareça de sua vista. Então ele se vira para a loira.

– Então... – disse hesitante – Eu gostaria de me desculpar...

– Já é a terceira vez que você me pede desculpas hoje. Eu já disse que não tem problema Grissom – disse um pouco inquieta.

– Tudo bem. Desculpe...

Ele ri ao perceber que se desculpou pela quarta vez no dia, mas para ao ver que Catherine mantinha a expressão séria. O clima ruim é quebrado quando o garçom traz o pedido dos dois. Após comerem um pouco, Catherine acaba puxando assunto com Grissom e os dois conversam pelo resto da noite, amenizando o clima entre os dois.

– Garçom – Grissom chama após terminar de comer – A conta por favor – pede após o rapaz se aproximar.

O rapaz lhe entrega um espécie de carteirinha preta onde continha os gastos dos dois. Grissom tira do bolso a carteira e pega um cheque.

– Deixa que eu pago Gil – disse Catherine pegando a bolsa da cadeira.

– Eu faço questão – pega uma caneta do bolso.

– Pelo menos a minha parte eu pago – diz tirando a carteira de dentro da bolsa.

– Nem pensar – disse já preenchendo o cheque –, eu te convidei, eu pago. Além do mais, o cheque já está preenchido – diz entregando o cheque para o garçom.

– Já que insiste – diz sorrindo.

– Vamos – disse puxando a loira pelo braço – Quero te mostrar um lugar que adoro.

– Acho melhor eu voltar pra casa Gil – disse receosa.

– Eu insisto – disse olhando profundamente para a loira.

Ela solta um suspiro e o deixa guia-la até a saída do restaurante.

Notas finais
Então? Valeu a pena esperar pelo jantar? O que será que vai acontecer depois? No próximo capítulo... :D :D