Killer
19 19:
Notas iniciais
Sou um adolescente esquizofrênico aquele que seus pais desgostam
Psicoterapia agora tenho olhos que brilham
vou matar alguém
Sou um garoto no sanatório sou um garoto na zona psiquiátrica
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Faltavam apenas dois dias para 31, e eu realmente não estava me sentindo como eu queria -calma e passiva- estava mais para elétrica e um tanto ...elétrica. Eu não conseguia parar quieta, tinha de fazer algo ou do contrário iria surtar -sim, mais do que o normal, o que seria deveras absurdo amigos- Sabrina nos chegou apresentar seu precioso e adorado crush– realmente, ela parecia uma stalker bem psicopata falando sobre o garoto.
Não que isso seja ruim ...tsk, se ela conseguiu a cereja do seu cupcake qual mal de persegui-lo?
Que aliás era o tal do Timothy Shakusky- o garoto que está ali porque se enfiou no quarto e não saiu por alguns anos- ele era uma graça, perfeito para Sabrina ...me lembrava uma versão menos cruel e mais depressiva do que Julian, envergonhado e realmente querendo correr de onde havia multidão de pessoa. Mas, fizemos de tudo para que ele se sentisse bem, contato que ele não ficasse muito tempo com o Dark Carnival, ok.
Digamos que o Dark Carnival não é exemplo para ninguém, ao menos que você tenha PHD em ser meio anormal. E isso, não é ruim, é apenas enxergar a realidade de uma forma um pouquinho diferente ...e mais legal.
Se eu disser que Jeremy e sua trupe infernal ficaram "orgulhosos" e me infernizando porque eu tinha finalmente conhecido a aquela adorada solitária seria eufemismo, eles surtaram. Jeremy queria me presentear com uma machadinha por finalmente ter extravasado com Jane.
Érrr...eu recusei, motivos de que não confio em mim mesma com uma machadinha.
E agora eles estavam tocando no subsolo de Marshaw- havia toda aglomeração de adolescentes se balançando sobre o ritmo das músicas insanas que eles tocavam, a única que não estava presente era Sabrina ...Timothy ainda estava sensível a tanta "barulheira"- por isso era melhor compartilharem uma torta no telhado do que ver o garoto ter uma nova recaída.
Apesar de tudo eu ainda não conseguia ficar focada, Frank tagarelava alguma coisa junto com uma Bonnie que brincava com seu copinho plástico, eu estava viajando, tão por fora das coisas que o "show" acabou e precisou que Chelsea me desse um beliscão para que eu acordasse.
– Hey princesa, precisamos resolver alguns assuntos pendentes para seu baile.
Pisquei, assentindo sobre a voz de Chelsea, sorri pulando das caixas de onde eu estava sentada.
– Ahan, era exatamente nisso que eu estava pensando.
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Paramos as espreitas das sombras de um velho salgueiro, sentamos em uma roda -parecíamos mais um grupo de wicca, do que adolescentes planejando um massacre- se bem que os dois é bem esquisito então...é estamos bem. A noite estava clara e quente, o vento que soprava de algum lugar era gélido, mas não o suficiente, eu me sentia ferver.
– Eu consegui uma van, vamos precisar de uma tanto para correr para as colinas quanto para chegar até sua cidade -Stevan sorria sobre a meia lua que apontava no céu, tragando seu cigarro de forma relaxada -Eu dirijo.
– Olha ...não confio em você com atrás de um volante, você quase me fez voar pelo para brisas -Julian parecia não ter uma boa lembrança de como Stevan era bom em dirigir, Stevan apenas riu.
– Calado mosca, sou perfeitamente capaz de nos tirar de lá caso de algo errado e...
– Nada vai dar errado, já fizemos algo parecido e saímos bem -Olhei para Jeremy, eu realmente não queria saber o que eles andaram fazendo, o mesmo me deu um sorriso brilhante- Pelas coordenadas de Chelsea o baile começa às 20:00 horas, os portões de Marshaw fecham as 18:00..pera ..na verdade sempre estamos fechado aqui...
– E desde quando isso é problema, eu mesma já pulei esses muros -Bonnie parecia orgulhosa, e Frank apenas assêntiu dizendo que era muito simples desligar o sistema de segurança e sair pelos fundos, Jeremy assoviou.
– Olha garoto-rato ...temos um nerd de respeito aqui, ótimo você vai ser de grande ajuda.
Frank bufou sobre o apelido, mas apenas sorriu.
– Pode me chamar de garoto-nerd agora ...é bem melhor.
– Ok ...ok ...então vamos desligar os sistemas de segurança, confiar no garoto que se dopa para dormir para nos levar a outra cidade, infiltrar no baile de pessoas que realmente me odeia e vocês irão cantar para gente -terminei de falar, recuperando o fôlego, consegui ouvi o cri cri dos grilos, sorri meio desconfiada ...isso tinha como dar certo mesmo?
Jeremy fez um bico, é claro que iria dar tudo certo.
– E matar é claro, esse é o pico na nossa montanha de ossos não se esqueça adorada killer.
Apenas tentei me acalmar, tentar procurar meu nirvana espiritual enquanto eles soltavam gargalhadas, escolhendo a melhor forma de cravar uma faca em alguém.
É, eu realmente acho que gosto desse pessoal.
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– Tem certeza que isso vai dar certo? E se chamarem a polícia sei lá? -perguntei por fim, enquanto andava com Jeremy até os dormitórios. Ele parecia muito tranquilo, a operação "em busca da cabeça do pateta de ouro" estava me deixando agitada e toda essa calmaria que ele emanava não me fazia sentir melhor.
– Relaxa Amanda, um que temos Stevan para nos tirar de lá ...espero que ele tenha aprendido a dirigir segundo.. você já ouviu a frase "para um bom assassinato, requer laminas afiadas e claro paz de espirito".
O encarei bem nos olhos, aqueles olhos tão azuis de aparência inofensiva ...mas que podia se transformar em laminas. Bufei.
– Não ...alias como se pode ter paz de espirito sabendo que vai matar alguém.
Ele apenas riu, fingindo pensar no que eu disse.
– Confie em mim, matar alguém com "ódio no coração" não tem graça nenhuma, você nem aproveita.
Assenti lentamente, como se dizendo um vago compreendo- na verdade, compreendia muito bem. Ficamos em um silêncio confortável, até que eu quebrei o silêncio.
– E Nikola, você teve alguma notícia dela? -nem sei porque perguntei isso, mas estava curiosa. Jeremy mordiscou os lábios, então piscou.
– Rússia, ela voltou para lá ...dizem que existe uma sede de Marshaw em São Petesburgo ...quero nem imaginar os métodos de tortura ao melhor estilo Stalin -soltei uma risada com isso, afinal ter essa Miss Soviética do outro lado do mundo me deixava com menos um problema sobre os ombros, então ele me encarou nos olhos, os fios negros de seu cabelo fazendo uma dança sinistra em frente a seu rosto, eu não me afastei -Amanda me diga, você realmente não sente mais nada por esse tal de Harold?
Nem mesmo precisei pensar duas vezes, a resposta era tão clara como seus olhos e tão perigosa quanto o mesmo.
– Tirando a vontade absurda de capa-lo ...não.
Seu sorriso foi singelo, rapidamente ele voltou ao normal, então depositou um beijo gélido em minha bochecha esquerda.
– Tenha uma boa noite princesa assustada.
Então ele se foi.
**
– Sua mamãe comprou para mim uma fantasia do Batman -Oliver parecia ter enfiado o dedo na tomada, estava elétrico ...eu sabia como ele amava o Halloween mas por culpa da noite mal dormida, eu estava um saco, ele puxava minha blusa enquanto estávamos sentados na grama, observando outras famílias visitando seus "adolescentes problemas" -Eu trago um pouco do que conseguir para você.
– Obrigada pequeno ...mas você vai se manter longe do baile da escola certo? -eu tinha que ter absoluta certeza de que ele não iria pisar lá, o mesmo que estava com um pirulito assentiu.
– Seu novo para aquilo tudo ...quem sabe um dia você possa me levar.
Sorri largo, enquanto bagunçava seus cabelos e o puxava para mim, o fazendo soltar uma gargalhada alta.
– Ora, ora ...esse é um convite? -ele piscou, estava com os cabelos maiores e tinha os olhos brilhantes- nunca o tinha visto tão bem.
– Claro, você sempre será minha acompanhante número um.
Soltei um som parecido com a Sabrina vendo unicórnios tomando banho em arco íris, Oliver me olhou com um sorriso infantil eu o apertei.
– Você não deveria crescer nunca!
– E como eu iria te levar ao baile se ainda tiver 9 anos para sempre.
Apenas sorri, como se eu me importasse com isso. Meus pais logo apareceram, adivinhem onde estavam, sim conversando com Jane- eles não ficaram muito feliz em saber que eu tinha ido para solitária, mas enquanto eu estivesse com Oliver eles não iriam me encher o saco, por isso não desgrudei do meu garoto.
E também foi uma ótima forma de esquecer o inevitável, o baile cujo dia se aproximava e me deixava totalmente insana a cada minuto passado.
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