Kill Or Be Killed?

4 Sem dor, Sem ganhos


Notas iniciais
Saudações Terráqueos! Espero que gostem... Vamos então a leitura?

Damon estava muito furioso. Voltou para a mansão para pegar suas armas, já que uma nova ordem havia recebido. Não teve a chance de extravasar todo aquele sentimento que o consumia. Ao chegar à mansão, ficou desconfiado, pois Matt parecia estar preocupado com a sua presença. Não deixava Damon passar e conversava o que normalmente ele não faria. Percebeu que alguma coisa estava acontecendo e logo constatou que Elena estava envolvida nisso.

— Onde ela está Matt? – disse seriamente.

— Como assim, Damon? Ela quem? – desconversa fingindo não entender.

— Não se faça de idiota. – rosnou colocando sua arma na testa dele. – Não irei repetir de novo...

— Ela está no quarto de hóspedes. – balbuciou. – Caroline apenas queria cuidar de seus ferimentos... A garota precisava Damon.

— Não perguntei o que você achava. – disse ríspido. ­– Agora saia da minha frente.

Assim que Matt saiu da frente de Damon, pegou seu celular e começou a digitar uma mensagem para Caroline. Mas, esqueceu-se de tirar o som das teclas assim chamando a atenção de Damon. E antes que Matt terminasse de digitar, Damon apunhalou seu canivete na região lombar o fazendo derrubar o celular. Virou-se de costas e observou aquele homem sombrio em sua frente, Damon parecia estar sobrecarregado por uma energia ruim e sombria.

— Porque fez isso? – pergunta enquanto pressiona uma de suas mãos no local lesionado.

— Por quê? Talvez porque alguém resolveu ser um menino muito desobediente. – sorriu ironicamente. – E eu odeio pessoas assim...

Sem ter tempo de pensar ou balbuciar algo, Matt apenas sentiu uma forte pancada em seu rosto que o fez cair e bater a cabeça na mesa. Sentiu-se perder os sentidos e logo não podia enxergar mais nada.

Damon subiu as escadas em passos fortes e entrando em cada um dos quartos até encontrar onde Elena estava.

(...)

Podia sentir a energia pesada no cômodo assim que Damon havia passado por aquela porta. Caroline estava incomodada com a forma que ele a olhava, apesar de conhecê-lo há tanto tempo e considerá-lo um amigo, tinha medo de como ele iria reagir. Sabia que ele era inconstante e temia por ela e Elena.

— Damon, desculpa por isso... Mas achei que ela precisava da minha ajuda. – disse nervosa.

Elena apenas observava em estado de choque. Não sabia como reagir e tinha medo do que ele poderia fazer.

— Aqui não é lugar para fazer caridade, Caroline. Se fosse para ela ser bem tratada, Stefan não teria nos dado ela em mãos. – disse enfurecido.

— Mas... – antes que ela terminasse de falar, Damon a interrompeu chegando mais perto.

— Mas nada Caroline! Vou falar só mais uma vez... – disse pegando sua arma e colocando em sua testa. – Não volte lá sem que eu mande. Entendido? A não ser que queira uma bala dessas atravessando seu cérebro.

— S-Sim. – disse engolindo em seco.

Damon saiu de perto dela e se aproximou de Elena a pegando pelos braços descendo as escadas a puxando. Caroline o seguiu com medo do que ele poderia fazer com a garota por sua culpa. Abriu a porta do porão e jogou a garota no chão a fazendo cair de joelhos. Damon pegou sua sacola com suas armas e saiu porta a fora. Sem olhar e falar com ninguém entrou em seu carro e saiu em disparada rumo à cidade vizinha, onde estava marcado para ser a próxima execução.

Aguardou alguns minutos a espera de seu próximo alvo, que não demorou muito a aparecer. Damon saiu do carro devagar e se aproximou da calçada com velocidade, saltando o grande muro. Talvez aquele fosse o trabalho mais fácil de sua vida e normalmente ele ficaria entediado por isso, no entanto, havia ficado animado ao perceber. Tinha planos melhores para aquela noite.

O alvo de Damon era uma empresária que de longe era inocente. Cometia vários delitos como, roubar dinheiro de ONGs e vender produtos que nunca entregava, mas não era por isso que Damon foi contratado para matá-la. Como a maioria dos alvos que Damon e os outros matavam, ela era apenas mais uma que havia entrado no caminho de Stefan. Damon caminhou devagar até a mulher sem fazer qualquer ruído. Ela conversava ao telefone quando Damon chegou por trás e colocou um pano em seu rosto contendo clorofórmio que a faria desmaiar. Ficou alguns instantes tentando se soltar de Damon, mas logo acabou desmaiando.

Alguns minutos depois a mulher acordou, e se desesperou ao perceber onde estava. Começou a gritar desesperadamente e não entendia como havia parado ali. Estava dentro de um grande saco de couro com pequenos furos para a entrada de oxigênio. Tentou se soltar e não conseguia, apenas a deixando mais nervosa. Tinha claustrofobia e já estava ficando sem ar. Tentou enxergar onde estava e percebeu que estava em uma estrada quase inutilizada. Continuava olhando pelo furo a fim de entender onde estava, e tudo estava tão silencioso. Foi então que gritou ao sentir algo perfurando seu olho. Gritava desesperadamente sem entender o porquê tudo aquilo estava acontecendo e como havia parado ali. Ficou aterrorizada ao perceber o que havia a perfurado. Começou a gritar pedindo socorro, e em resposta sentiu um golpe no estomago a fazendo ficar sem ar. Damon estava se divertindo, pois sabia que ela merecia ser morta. Percebeu o som de motor soar no silêncio e o saco ser puxado. Damon não ia muito rápido, sabia que quanto mais ela se debatia mais ficaria cansada, ofegante e sem ar. E como ele havia previsto, ela se cansou.

— Pediram uma morte dolorosa. – pensou, tragando seu inseparável cigarro. – Que assim seja então.

Damon acelerou o carro passando para a estrada de terra onde havia muitos obstáculos. Ele parou no alto da rua, olhou para baixo vendo o caminho cheio de pedras, galhos e buracos. E depois olhou para trás vendo que velha se remexia no saco, e um sorriso maldoso se desenhou em seu perfeito rosto. Pisou no acelerador, descendo em uma velocidade absurda. Não demorou a ver uma grande mancha de sangue no saco, acelerou ainda mais o carro fazendo curvas bruscas para que o corpo da mulher se despedaçasse mais ainda naquele tortuoso caminho. Depois de alguns minutos parou o carro e saiu de seu assento, indo ver o corpo. Abriu o saco e observou o corpo despedaçado enquanto tragava seu inseparável cigarro. Tratou de colocar os restos da mulher em um saco limpo e o colocou no porta malas do carro. Depois disso tentou esconder todas as pistas do homicídio. Esse era um dos motivos para fazer a maioria dos trabalhos sujos, Damon nunca deixava provas que o incriminasse. Seus assassinatos eram sempre perfeitos. Entrou no carro e seguiu até um lago próximo dali onde jogou o saco. Ficou a olhar por um tempo e depois saiu daquele lugar.

As horas se passaram, e Damon chegou novamente em casa, seguindo diretamente para seu quarto. Retirou suas roupas que foram diretamente para lavanderia e tomou um demorado banho quente. É curioso saber que Damon não gostava de fazer o que fazia, mas foi treinado para ser assim e já era tarde demais para mudá-lo. Já estava condicionado a ser um monstro, e monstros não tem sentimentos, não tem compaixão ou pena. Sabia que sua alma já estava perdida, e não tinha motivos para deixar de fazer o que ele fazia muito bem. Talvez esse era a única coisa que ele soubesse fazer de verdade, talvez tenha nascido para ser assim, para ser um assassino. E já havia se acostumado a ser e gostar do que fazia. Talvez por falta do que amar, passou a gostar da única coisa que sabia fazer. Aquele Damon que sentia demais morreu, junto de seus pais. Assim ele pensava. Sempre que assassinava alguém tomava um longo banho quente, mas não para limpar os vestígios, mas sim para limpar sua alma. Após o banho seguiu até a sala onde pegou um copo de whisky e sentou-se no sofá. Ficou procurando algo que lhe agradasse na TV e todos os noticiários passavam sobre o sequestro de Elena. Mas um lhe chamou a atenção, onde os pais dela choravam pedindo que tivesse a filha de volta, por um momento Damon sentiu falta de seus pais. E imaginou como seria se tivessem eles hoje em dia, será que ele seria diferente? Revirou os olhos e tentou expulsar esses pensamentos. Mudou de canal e encontrou um filme de ação. Revirava os olhos ao perceber o quão ridículo eram as coisas que aconteciam e que na vida real não eram assim tão simples. Caroline desceu as escadas devagar e observou que Damon parecia perdido em pensamentos. Ela não ia sossegar enquanto não perguntasse o que queria.

— Damon? – chamou. – Damon?

— O que você quer Caroline? – perguntou revirando os olhos.

— Você sabe o que Stefan quer com a menina? – perguntou incerta.

— Não. – disse voltando a atenção para a TV.

Sabia que essa seria resposta, mas era apenas a maneira que havia encontrado para então perguntar o que realmente queria saber.

— Damon? – sussurrou. Ao perceber que ele não escutou chamou mais alto. – Damon?

— O que é Caroline? – ele perguntou já irritado com a menina. Seu semblante era intimidador.

— Será que posso levar um lanche para a menina? Pois Stefan a quer viva e se ela não comer morrerá de fome. – pediu.

Caroline o olhava de forma suplicante que fazia com que as pessoas fizessem suas vontades. Todos, menos Damon.

— Não. – disse curto e grosso voltando o olhar para a TV.

— Mas, Damon se ela não comer vai ficar fraca. – choramingou. – Por favor!

— Okay... Leve comida para a menina, mas só o necessário. – disse bufando.

— Obrigada Damon! – disse sorridente.

— Bom, ela vai precisar se alimentar mesmo, se não como você disse, ela não terá forças para o que pretendo fazer com ela. – disse com um olhar sombrio.

Caroline sentiu seus pelos se arrepiarem ao imaginar o que ele pretendia fazer com a garota. Balançou a cabeça tentando expulsar os pensamentos e seguiu para cozinha onde preparou sanduiches para Elena e um suco de maracujá. Colocou tudo em uma bandeja e levou para o porão onde a menina estava aparentemente dormindo.

— Elena? – chamou.

Elena apenas levantou sua cabeça um tanto sem forças e a olhou.

– Eu trouxe um lanche para você. Depois do que você passou deve estar fraca e com fome. – disse docemente se aproximando da menina. – Tome.

Elena se levantou devagar e desconfiada, pegou o lanche e comeu rapidamente. Estava com muita fome, pois passou muitas horas sem se alimentar direito. Estava muito fraca e machucada. Assim que terminou de comer olhou para Caroline que estava sorrindo amigavelmente.

— Obrigada. – sussurrou de forma meiga que fez Caroline sorrir. – Você é muito boa.

— De nada, mas eu não sou boa... De boa só tenho a cara. – disse sorrindo sem graça. – Bom, mas eu quero ser sua amiga Elena e quero te ajudar. Não sei por que está aqui, mas acho que devo ajudá-la.

— Você é muito gentil... – parou a perceber que não lembrava o nome dela.

— Caroline Forbes, ao seu dispor. – completou sorrindo.

— Você é muito gentil, Caroline. – disse esboçando um sorriso meigo. – E eu aceito ser sua amiga.

Caroline estava feliz por Elena confiar nela ao ponto de ser sua amiga. Ela só queria ajudá-la e faria o que pudesse para isso. E Elena teria finalmente uma amiga de verdade, que estaria com ela no pior momento de sua vida. E esse seria apenas o começo de uma grande e verdadeira amizade.

Continua...

Notas finais
O que acharam? O que esperam que vá acontecer e o que estão achando do rumo da história? Sugestões são sempre bem vindas!