Notas iniciais
Saudações terráqueos! Espero que gostem...

Caroline sorria ao fitar a garota, que mesmo depois do pedido de amizade, continuava acanhada. Elena estava desnorteada, uma vez que tudo estava ruindo ao seu redor, e, no entanto Caroline irrompeu em momento critico. Não sabia se podia confiar nela, não sabia como poderia haver algo bom em uma situação dolorosa. Era muita coisa para a sua cabeça que só estava acostumada com os problemas de álgebra. Podia notar que Caroline possuía uma alma gentil e demonstrava ser alguém de confiança. Caroline tinha seu olhar fixo na garota, esboçando um sorriso simpático que parecia ser incapaz de se desfazer.

— Caroline? – chamou ainda acanhada.

— Diga! – respondeu sorridente.

— Porque eu tenho que ficar aqui? – indagou, assumindo um olhar distante e melancólico. – Meus pais e Maria devem estar preocupados comigo. Eu não entendo... Porque estou aqui, porque ainda tenho que permanecer aqui.

— É muito complicado... – suspirou exibindo um olhar sôfrego à garota. – Juro que não sabemos o porquê está aqui, mas as ordens são mantê-la aqui pelo tempo que for preciso.

— Então você não pode me ajudar? – perguntou assumindo um olhar sem esperanças ao perceber que sua expectativa de sair com a ajuda da nova amiga, havia desmoronado. Novamente estava na estaca zero.

— Infelizmente não, Elena... ­­– respondeu com certa tristeza no olhar.

— Porque não Caroline? Você parece que sabe usar armas, então se quer ser realmente minha amiga, me ajude. Por favor! Eu não posso simplesmente ficar aqui. Não quero me acabar aqui. Eu sinto falta das pessoas que eu amo, não posso simplesmente aguentar tudo isso. Não posso! Não posso! – respondeu histericamente, e não conseguiu deter as lágrimas que tanto insistiam sair.

— Você não entende Elena! Não é tão fácil quanto acha ser. – suspirou exasperada. – Se eu fizer isso, estarei condenando nós duas, entende? Nós duas. Aqui não é brincadeira, estamos cercadas dos melhores assassinos do mundo, que não hesitariam em nos matar só pelo dinheiro que foi oferecido pelo seu sequestro. E mesmo que escapássemos deles ou se, por milagre, concordassem em te deixar ir, todos nós estaríamos mortos. Simplesmente porque não se pode desobedecer a ordem que vem de cima. Somos à base dessa pirâmide e no topo existe alguém que manda e desmanda, e essa pessoa não está de brincadeira. Ela não hesitaria em acabar conosco da pior forma possível. Então, para a nossa segurança, acredito que aqui seja o melhor lugar para ficar. Pelo menos a principio.

Elena estava imóvel apenas assimilando cada coisa que a loira havia revelado a ela naquele instante momento. Não sabia como reagir. Por um lado, sentia certo condoimento pela moça, visto que mesmo que ela quisesse ajudar uma força maior poderia matá-la. E o que ela menos gostaria era de prejudicar a nova amiga, já que parecia realmente preocupar-se com ela. No entanto, por outro lado, ela estava confusa quanto estar mais segura ali.

— Desculpe... Realmente não sei como são as coisas para vocês, mas eu só quero ir para casa... – admitiu se encolhendo. – E é difícil para mim, pois estou sofrendo... Não posso aceitar Caroline... Eu ainda sinto as coisas, e enquanto eu sentir vou querer ir para casa.

— Eu entendo a sua colocação e como se sente. E é por isso que farei de tudo para evitar que sofra mais. – respondeu sinceramente fazendo Elena a fitar em agradecimento.

— E como ele se chama? – perguntou realmente curiosa. Só de lembrar-se daquele rosto e daquela voz, seu corpo se arrepiava.

— Seu nome é Damon. – respondeu secamente.

— Ele parece me odiar... – respondeu com olhar vago e encolhendo os ombros.

— Ele não odeia você. – respondeu chamando a atenção da garota. – Ele odeia todo mundo.

Assim que Caroline termina de falar, a porta do porão se abre abruptamente, assustando as duas que logo identificaram de quem se tratava.

— Seja forte. Muito forte. – Caroline murmurou para Elena que a fitou sem entender.

— Saia Caroline! – Damon disse ríspido.

— Seja forte! – repetiu baixinho para a garota que assentiu nervosa.

Caroline sabia que ele faria algo, e sentiu um arrepio ao lembrar-se de sua expressão pouco antes de levar comida a Elena. Tinha medo do que ele poderia fazer, e só queria que a garota fosse forte o bastante. Caroline saiu devagar e antes de fechar a porta mirou o olhar em Elena e a garota entendeu que a loira não poderia fazer absolutamente nada para ajudar. Assim que a porta foi fechada, a garota sentiu seu sangue bombear rapidamente e seu coração pular em seu peito. Damon tinha seu olhar cravado na garota, e seu olhar era tão sombrio e misterioso, que menina se quer o olhava com receio do que ele poderia fazer com ela. Já havia alguns minutos que Damon apenas a observava, enquanto a garota acreditava que o tempo estava em câmera lenta. Seus olhos foram de encontro com os de Damon e não pode evitar olhá-lo da cabeça aos pés. Ao voltar seus olhos para o rosto do homem, se arrepiou ao perceber a forma como ele sorria. Damon aproximou-se apoiando as mãos nos ombros da garota, que prendeu a respiração assim que percebeu o quão próximo estava. Aproximou-se ainda mais e a olhava de uma forma tão intensa, que parecia ler seus pensamentos. Elena já não era capaz de respirar normalmente, a intensidade do olhar a fazia sentir-se apreensiva. Damon desviou seu olhar e a olhou de cima a baixo, observando cada detalhe de seu corpo, voltando seu olhar para o rosto da garota. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios ao deslizar seus braços pelo corpo de Elena, até chegar à sua cintura onde a agarrou pegando-a no colo. Elena não teve tempo de assimilar o que de fato estava ocorrendo ali, pois estava paralisada pela forma como ele a olhava. O medo que sentia a fazia ficar em transe, como se viajasse em pensamentos em momentos inoportunos, como esse. No entanto, voltou a si quando se sentiu sendo jogada em uma cama velha e empoeirada que havia ali. Elena estava atônita sem entender o que ele queria afinal. Damon observava a dúvida e o medo brotar nos olhos da garota, isso era realmente divertido para ele. Aproximou e sentou-se ao seu lado, enquanto acariciava seus cabelos castanhos. Elena sentiu um nó criando em sua garganta ao sentir o seu afago.

— Você é uma garota muito bonita, Elena... – disse um tanto indiferente. – E seria uma pena eu não me aproveitar disso.

Elena observava estupefata, sem entender o que ele quisera dizer com aquilo. Antes que pudesse chegar a alguma conclusão, Damon segura suas mãos contra a cama e sobe sobre o seu corpo a prendendo com sua força. Elena fitava-o estarrecida. Tentou se soltar, mas Damon apenas apertou com mais força seus braços a deixando imóvel.

— Me solte! Por favor... Solte-me! – pediu tentando se soltar.

Damon a ignorou, deitando-se sobre ela e pressionando-a com mais força. Antes que a garota pedisse mais uma vez, Damon beija-a de maneira selvagem, mas a garota não corresponde. Mesmo com a resistência da garota, Damon conseguiu beijá-la. Com uma de suas mãos segurou os braços de Elena enquanto que o outro serpenteou por debaixo da blusa da garota. Elena estava paralisada e ao sentir-se sendo tocada ficou desesperada. Aquilo não poderia estar acontecendo com ela, pensava. Tentou o afastar, mas ele era forte o bastante para ela tirá-lo de cima de si. Não conseguiu evitar chorar, estava assustada, com medo do que poderia acontecer. Damon seguiu seus beijos para o pescoço, friccionando seus quadris contra o corpo da garota deixando bem clara sua intenção.

— Por favor, eu não quero! – disse relutante, mas ele não a escutou, apenas continuou beijando-a e apertou os seios dela com certa força a fazendo gemer de dor.

— Por favor, pare! Está me machucando. – disse chorosa.

Elena conseguiu soltar-se, quando por impulso soltou-a para apertar seus seios com mais força. Ela podia sentir o ódio brotar em seus olhos, seu olhar era capaz de matá-la de tão feroz. Levantou-se da cama em um pulo e agarrou-a com força, jogando-a na cama e machucando suas costas já machucadas. Subiu em cima dela, mas Elena continuou tentando se soltar o que o deixou furioso.

— Fica quieta! – rosnou, desferindo um tapa forte no rosto de Elena, que parou de se mexer e começou a chorar.

Beijou-a com raiva, seu beijo passava longe de ser delicado e romântico como Elena sonhava que seria seu primeiro beijo. Era bruto e forçado. Seu choro estava cada vez mais alto e mais dolorido, e mais uma vez tentou tirá-lo de cima de si. Damon já estava sem muita paciência com a garota, não falou nada, apenas desferiu mais um tapa em seu rosto.

— Para de chorar ou será pior para você! – disse ríspido.

Elena abaixou a cabeça ao perceber que pedir e chorar eram atitudes inúteis para comover Damon. As caricias se tornavam cada vez mais ousadas, suas mãos apertavam seus seios com força que se intensificavam cada vez que Elena tentava se soltar.

— Socorro! Carol me ajuda, por favor. – gritou, com a esperança de que a amiga a salvasse de ser tomada ali, por aquele selvagem.

A garota começou a chorar desesperadamente, e um grito de dor saiu de sua garganta, quando sentiu a mordida de Damon em seus seios.

– Alguém me ajuda, por favor! – gritou mais uma vez.

— Cala a boca! – Damon disse irritado segurando o rosto de Elena com força fazendo a se calar. – Cala essa boca porra... Ou eu você vai se arrepender, Elena. Vai se arrepender!

— Por favor, me deixe sair... – implorou ignorando a forma como ele a olhava. – Não faça isso, por favor! Eu não fiz nada...

— Eu mandei você ficar quieta. – disse feroz. – Acho bom você me obedecer, Elena... Ou será muito pior para você.

— Por favor! Solte-me... – pediu mais uma vez.

— Não irei Elena. – disse tirando sua camisa. – E garanto que vai gostar... Todas gostam.

— Não, eu não vou gostar! Pare por favor! – se desesperou ao vê-lo sem a camisa em cima dela novamente. Ela tinha tanto medo do que ele faria, sabia que ele a machucaria tanto ao ponto de fazê-la sangrar por dentro e por fora.

— Elena... Acho melhor me obedecer, ou será pior para você. – respondeu indiferente.

Pressionou-a com mais força contra a cama, suas mãos seguiram para a calça que a garota vestia e arrancou-a com força de uma vez deixando rastros ardidos de unha durante o caminho. Em seguida, Damon fez o mesmo com sua calça, e puxou a garota pelas coxas com certa força. Beijou-a novamente enquanto apalpava todo o seu corpo. Elena se sentia enojada, por mais que em outras circunstâncias o achasse lindo, nunca imaginou que aquilo um dia aconteceria com ela. Não conseguia gostar de seus toques, até porque eram grosseiros. Sentiu a mão dele em sua intimidade e seus lábios em seus seios a chupando com brutalidade. Tentou se soltar e mais uma vez conseguiu empurrá-lo de cima de si, levantou-se da cama e correu para o canto do quarto. Encontrou a faca que Damon havia usado para cortá-la e segurou a com força. Damon apenas a observava, ela achava mesmo que tinha chance contra ele? Elena se assustou ao escutar uma gargalhada soar no ambiente aquele momento.

— Você acha mesmo que pode me deter com isso? – disse com um sorriso petulante em seu rosto. – Você é mais tola do que eu pensava.

Damon se levantou e se aproximou devagar da garota. Elena estava nervosa ao perceber que ele se aproximava, sem esboçar nenhuma reação. Damon parou próximo de Elena e olhou o objeto em sua mão. Elena observou novamente da cabeça aos pés, e isso foi o necessário para que Damon pegasse a faca de suas mãos e jogasse em outro canto.

— Porque você tem que ser tão teimosa? – disse segurando-a contra a parede. – Eu queria ser bonzinho e te excitar, mas você gosta de testar meus limites...

O rosto dele estava tão próximo do rosto dela, que seu coração parecia que ia sair pela boca. Era um mix de sentimentos que Elena não estava sabendo lidar no momento. Sentia medo, tristeza, agonia, mas também sentia algo que não sabia explicar o que era. Não era excitação, é claro, mas sentia-se fortemente atraída por aquele homem misterioso. Elena estava tão absorta em pensamentos, que somente despertou quando sentiu seu corpo encostar-se ao dele quando ele a pegou no colo, mas o encanto momentâneo se perdeu quando ele a jogou na cama novamente. Damon amarrou seus braços na cama para que não retornasse a fugir dele. Deitou-se do lado dela e a observou.

— O que irá fazer comigo? – perguntou desgostosa, mesmo sabendo a resposta.

Ele nada respondeu, apenas puxou-a e tornou a beijá-la a força. E mesmo que Elena tentasse se soltar, era impossível. Em meio aos beijos ferozes de Damon, a garota sentiu-se ser penetrada e um grito de dor soou naquele cômodo vazio. Sentia uma dor indescritível, sentiu que todos os seus sonhos tinham ido por água abaixo. Não acreditava que aquilo estava acontecendo com ela. Elena sonhava em fazer amor com o homem que ela amasse e que a amasse, queria sentir amor, queria se senti amada. Mas, se sentia um lixo. Seu sonho foi à ruína quando aquele homem entrou em sua vida.

— Por favor! Saia de mim... Por favor! Dói muito! – suplicou, mas ele apenas a ignorou.

Aquilo só podia ser um pesadelo, pensava. E de fato era, pois aquela era a pior sensação do mundo, e ela só desejava tirá-lo dali. Chorava baixinho, implorando para que tudo aquilo acabasse logo. Cada segundo era uma tortura. Elena sentiu o corpo dele relaxar sobre si e algo descer pelas suas pernas, concluiu que ele havia chegado ao seu ápice. Assim que Damon se afastou da garota, ela rapidamente se encolheu enquanto ele se arrumava. Seu corpo inteiro ardia, latejava de tanta dor e sabia que estava sangrando.

— Espero que tenha gostado Elena... – disse agachado em frente à garota que apenas levantou o olhar para olhá-lo. – Recupere-se, pois voltarei...

Disse com um sorriso sarcástico em seu rosto, e antes de sair deu-lhe um beijo nos lábios e saiu deixando para trás um coração desolado. Como alguém poderia ser tão lindo e tão cruel?

Continua...

Notas finais
O que acharam? Sugestões são sempre bem vindas!