Kill Or Be Killed?
12 Resgate - Parte I
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários...
Boa leitura...
Autora
Todos olhavam completamente assustados para Damon que andava de um lado para o outro carregando coisas, ou melhor, explosivos, armas e etc.
- Damon o que você está fazendo? – Matt perguntou assustado e curioso. Mas não obteve resposta. — O que vai fazer com tudo isso? – Perguntou novamente vendo Damon guardar a cabeça de Kol em um saco plástico preto.
- Nada que te interesse. – Disse grosso e frio. Damon estava com o rosto inexpressível. Indecifrável. – Matt e Jeremy venham comigo, vamos acabar com a raça daqueles desgraçados.
Damon estava com sede de vingança e nada e nem ninguém iria o atrapalhar. Eles assentiram e Caroline se pronunciou discordada.
- Eu vou com vocês. – ela disse convicta verificando se sua arma tinha bastantes munições.
- Não! Nem pensar Caroline... Você só irá me atrapalhar. Você fica! – Damon disse a olhando sério.
- É melhor fazer o que ele disse Caroline! – Jeremy disse temendo pela irmã.
- Não! Eu vou! Ela é minha melhor amiga e precisa da minha ajuda. Eu vou! – ela disse teimosa ignorando os outros dois. Damon bufou irritado.
- Okey vá... Mas só não me atrapalhe não quero perder tempo resgatando Barbie. Já sabe... Se me atrapalhar morre. – Damon disse e Caroline assentiu.
- Não vai precisar me salvar. Eu sou grandinha já e sei me defender muito bem. – Caroline disse.
- Acho bom... Agora vamos. – Damon disse e correram para a Toyota 4x4 prateada de Damon e seguiram para o lugar mais provável que Elena e os sequestradores estariam. Damon seguiu quase voando pela estrada ultrapassando sinais e desviando de carros e motos. Rapidamente chegaram no local e Damon freou seu carro bruscamente com tudo na entrada do local fazendo ambos serem jogados para frente. Ambos pularam carro a fora e entraram no galpão. Damon se apressou e passou a frente de todos seguindo com uma metralhadora na mão com uma cara de poucos amigos. Ao entrar no local foram surpreendidos por... Absolutamente NADA. O local estava completamente vazio e sujo. Nenhuma alma penada habitava o local.
- PORRA! – Damon esbravejou irado. – É obvio! Seria obvio demais se eles estivessem aqui... Merda! Onde eles estão?
Os três se entreolharam se perguntando se algum deles sabia de algo. Em seguida olharam receosos para Damon.
- Não sabemos... Esse era pra ser o único lugar para eles estarem. — Caroline disse nervosa.
Damon estava aflito, mas não demonstrava. Ele não queria nem imaginar o que Stefan poderia fazer ou já ter feito com a sua Elena. Ele tinha medo. Medo de que Stefan fizesse a mesma coisa que ele próprio fez com a menina. Pensando nessa possibilidade, Damon então optou por pedir ajuda de seu “melhor” amigo. Niklaus Mikaelson. O mesmo que sequestrara Elena e que agora teria que ajuda-lo a resgata-la. Damon sabia que Nik era seu amigo de verdade e o considerava como tal, mas Damon ainda estava “traumatizado” pelo que seu último “melhor amigo” fez. Leroy Smith era um amigo de orfanato de Damon. Sempre foram amigos até certo ponto. Um ponto que fez Damon fugir do orfanato. Mas depois conto isso... Por conta disso Damon não considerava e muito menos chamava alguém de amigo. Damon entrou correndo no carro sendo seguido pelos os outros três que entraram confusos. Deu meia volta e seguiu a 120 km/h rumo a casa do único que ele poderia considerar seu amigo de verdade.
...
O homem desconhecido tirou Elena desacordada do carro e a levou para dentro de seu mais novo cativeiro. Pelo menos o homem teve a decência de carregá-la até lá. Assim que abriu a porta do local o homem avistou certo homem que trajava um terno cinza caríssimo sentado numa poltrona de couro vermelho. Stefan tinha uma expressão indecifrável, mas que mudou rapidamente ao ver Elena nos braços de seu capanga.
- Eliseu meu querido, vejo que pegou a menina. Fez um bom trabalho. – Stefan disse se levantando.
- Sim senhor, a menina está sã, mas não se salva. – Eliseu disse debochado.
- Deixa que desse assunto cuido eu... Agora pode ir circulando. – Stefan disse grosso tomando Elena dos braços de Eliseu que saiu da sala rapidamente. Stefan olhou para Elena e sorriu. Ele não tinha nenhum interesse na menina, mesmo que ela lembrasse muito sua falecida amada. Tatia Petrova. Na verdade o único interesse de Stefan em Elena era no momento fazer Damon sofrer por ter se metido com ele. E a única maneira de isso acontecer era mexendo com seu ponto fraco e Stefan agora estava com “ele” em seus braços. Sorriu maleficamente e seguiu com Elena nos braços para o porão e a colocou em uma cama limpa. Olhou mais uma vez a menina e trancou a porta sorrindo maleficamente.
- Vamos ver quem ganha esse jogo, Damon. – Stefan disse em voz alta e saiu do local.
...
Em menos de cinco minutos Damon e os outros três chegaram até a “humilde” residência de Klaus que no momento assistia a um jogo de futebol americanos classificatório de seu time e estava despreocupadamente jogado no sofá. Damon saiu apressado deixando os outros três no carro e seguiu para a porta e imediatamente batendo na mesma. Damon batia fortemente na porta quase a derrubando. Afinal ele estava desesperado por ajuda, mas apenas não admitia de uma vez.
- Já vaaaaaaaaaai cacete! – Nik gritou da sala e passos ecoaram. Logo em seguida Damon vê a porta se destrancada e aberta por um loiro um tanto bêbado e com um bigode de cerveja. – Damon? E aí mano o que você deseja?
- Preciso da sua ajuda. – Damon disse direto ao ponto, pois não tinha como perder tempo em bobagens. Niklaus se espantou com a atitude de Damon, afinal Damon NUNCA fazia isso. Duas coisas Damon nunca faziam... Pedir ajuda e necessitar ajuda. Geralmente os outros que pediam e precisavam da sua ajuda. Nunca ao contrario. O que fez Nik pensar que algo muito grave tinha acontecido.
- O que precisa mano? Tem que ser algo que vale a pena, pois estou perdendo meu jogo. – Nik disse brincalhão e Damon revirou os olhos.
- Eu preciso que você rastreie a digital dessa arma e localize onde a pessoa está. – Damon disse sério entregando a arma que Elena tentou matar o seu sequestrador. Eliseu antes de jogar a arma que pegou de Elena deixou sua digital na mesma. Detalhe que não passou despercebido pelos olhos atentos de Damon. Klaus o olhou curioso. Queria muito saber o motivo pelo qual Damon queria sua ajuda.
- Okey... Eu faço se você me disser o porquê de você querer a localidade dessa pessoa. Por acaso é mais um serviço? – Klaus perguntou bastante curioso.
- Nada de importante. – Damon disse tentando mudar de assunto. Ele não queria perder tempo papeando com Klaus. Mas conhecendo bem Niklaus como Damn conhece sabia muito bem que o loiro não iria deixar essa informação passar.
- Qual é cara... Conte-me! – Klaus pediu. – Sou seu amigo, pode confiar em mim.
- Eu não confio em ninguém, Nik. – Damon disse sério e frio. Mas Klaus sabia muito bem que aquela pose toda de durão era só uma fachada que o moreno impôs e sabia que ele também o considerava um amigo, mesmo não dizendo isso diretamente.
- Poxa assim você me magoa! – Klaus disse falsamente magoado e fazendo bico. – Mas mesmo assim me conte.
Damon bufou irritado. Assim como Caroline, Niklaus conseguia o que queriam dele a base da insistência. Ambos tinham o poder da persuasão. O que levava Damon a pensar que ambos deveriam se casar, pois eram almas gêmeas. Chatas e insistentes almas gêmeas.
- Okey... Você se lembra daquela menina que você e Kol sequestraram? – Damon perguntou e Nik assentiu. – Pois então... Stefan e seus capangas viados a sequestraram e agora precisamos salva-la. Stefan quer mata-la e eu não posso deixar isso acontecer... Eu prometi a ela que a salvaria e é isso que eu vou fazer.
Klaus ficara ainda mais perplexo com a confissão do amigo. Damon Petrova Salvatore apaixonado? Isso é um milagre. Nik foi apenas mais um a perceber que Damon havia sido fisgado pela menina. Menos ele próprio. Niklaus não resistiu... Tentou segurar a língua, mas foi impossível não perguntar.
- Não pode? Você prometeu salva-la? O que eu perdi? – Klaus sorriu. – Fico uns dias sem ver você e agora você me aparece apaixonado pela sua vitima e ainda por cima me pedindo ajuda? Acho que o mundo está prestes a cair em nossas cabeças.
Damon de repente adquiriu a moda dos 50 tons. Mas dessa vez era os 50 tons de vermelho ao roxo. Ele estava furioso, zangado, triste, puto da vida e etc. Era um misto de sentimentos. Damon se recusava a admitir que estivesse apaixonado e por mais que já sabia e sentia que fora realmente fisgado não gostava que os outros percebessem isso e o jogassem na cara.
- Eu não estou apaixonado porra nenhuma. Quantas vezes vou ter que repetir isso? 1000 vezes? – Damon explodiu fazendo Nik gargalhar. – Tá rindo do que porra? Eu já não aguento mais vocês... Por que todos inventaram de dizer isso? – Damon resmungou.
- Será por que está escrito bem na sua testa “Eu estou apaixonado e estou caindo de quatro pela minha amada”? Fala sério Damon... Você não vê? Ou pior... Vê mas não assumi? Qual é Damon eu te conheço... Não precisa tentar me enganar... Somos amigos! – Klaus disse.
- Chega desse assunto, agora será que dá pra agilizar o processo aí ou tá difícil? – Damon perguntou zangado.
- Calma parceiro... Sou seu amigo e não seu escravo. – Klaus disse levantando as mãos em sinal de rendição.
- Se não agilizar isso logo vai virar. – Damon disse raivoso.
- Olha aqui meu amigo... Eu podia muito bem não fazer mais essa bagaça para você, por que você não merece minha amizade e muito menos o meu esforço. Mas como meu querido amigo está caindo de amores pela gata morena dele... Eu faço um esforcinho e quebro o seu galho. – Klaus disse.
- Olha oi respeito Niklaus... Não chame minha Elena de gata. Ela não é qualquer uma que você sai por ai... Pode ir tirando seu cavalo loiro da chuva por que Elena não é para seu bico. – Damon disse possessivo como sempre e isso fez com que Nik gargalhasse da cara do amigo.
- Relaxa cara... Você sabe muito bem que não sou chegado em morenas e que eu tenho uma quedinha pela Barbie assassina, não é? – Nik disse rindo.
- Acho bom mesmo... E você não tem só uma “quedinha” pela Caroline... Você tem mais é uma queda de avião por ela. – Damon disse sarcástico.
- Verdade... Fazer o que se ela é minha deusa loira inspiradora, minha boneca que eu adoraria brincar e que ela é a rainha que governa meu coração? – Klaus disse todo derretido por dentro. Era só falar na Barbie que ele virava uma manteiga derretida no Sol.
- Chega de melação e faz logo o que eu te pedi. Não temos muito tempo. – Damon cortou a declaração de Klaus fazendo o mesmo agilizar o processo de investigação.
- Okey Brother. – Klaus disse escaneando a digital da arma.
...
- E então... Alguma noticia da minha filha? – Jonh perguntou ao policial.
- Apenas que a menina não está, mas nas mãos de seus sequestradores... Agora ela fora raptada por outro capanga de seu ex-sócio. Stefan Sant’Anna. – o policial disse e Jonh olhou aflito para a esposa. Stefan não era boa gente e o trato não fora esse. Jonh estava com medo do que Stefan poderia fazer com sua filha. Que era apenas uma menina inocente ainda.
- Preciso sair... Só um instante. – Jonh disse saindo do local e se dirigindo ao seu escritório.
Isobel sabia muito bem o porquê do marido está assim. Apesar dela saber que o marido estava triste pelo sequestro de Elena, sabia muito bem que não era só isso que o atormentava.
...
- Achei! – Klaus gritou. Depois de esperar aproximadamente 10 minutos pelo resultado Klaus já tinha a resposta. Damon correu para perto do amigo e olhou. – Aqui está... Eliseu Hytner, 30 anos, procurado pela FBI por sequestros, estupros, roubos e homicídios. Foi o que eu achei nos arquivos da policia e esse aqui... – Klaus mostrou outro papel. – Achei nos arquivos dele mesmo... O cara é muito burro... Colocou o número de telefone e até o endereço... Bom pra nós.
- Okey... Agora tenho que ir. – Damon disse agradecendo pelo olhar.
- Nem pensar eu vou com você... Amigos são para essas coisas né... – Niklaus disse pegando sua bazuca.
- Se você me atrapalhar Nik, eu te mato. – Damon disse sorrindo de lado.
- Aham me mata... Só se for de pancada por que você sabe quem sem mim você não é nada. – Klaus disse convencido.
- Posso muito bem te matar. – Damon disse.
– Admita. Você não consegue. – Klaus pediu sorrindo.
- Okey eu não consigo te matar, satisfeito? — Damon perguntou debochado.
- Aham. – Nik afirmou.
- Mas isso não quer dizer que eu não possa mandar alguém te matar... E só para você saber, o fato de eu não conseguir te matar é por que você é muito gay e eu não quero matar gays é crime... E não por que te considero um amigo. – Damon disse se fazendo de sério. O que era um tanto impossível ao lado de Nik.
- Claro... Claro... — Klaus disse fingindo concordar. Damon sempre seria... Damon. Nunca admitindo seus sentimentos.
Eles entraram no carro e Niklaus logo viu certa loira. Que os encaravam confusos pela demora e pela presença de Klaus.
- Damon como você não me disse que a minha deusa loira estava aqui? – Klaus disse sedutor o que fez Matt e Jeremy rirem e ela revirar os olhos.
- Por que não tenho tempo a perder com bobagens. – Damon disse já acelerando o carro.
- Bem feito otário. – Caroline disse cínica.
- Poxa assim você me magoa. – Klaus fez bico.
- Que bico feio... Você já tem a boca igual de pato e ainda faz bico? Parece o filhote do Nemo. – ela diz sorrindo sarcástica.
- Poxa você está me magoando... Eu vou chorar! – Klaus disse falsamente triste. — O que eu te fiz minha deusa, para você me odiar tanto?
- Nasceu! E não me chame de sua... Não sou propriedade de ninguém. – ela disse zangada.
- Chega vocês dois... Temos uma morena a resgatar. – Jeremy disse fazendo Damon querer mata-lo por chamar sua Elena de morena, como se tivesse intimidade para isso.
Continua...
Notas finais
Xoxo!
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