Notas iniciais
Caros aventureiros, eis aqui mais uma história espero que gostem e continuem acompanhando! (História editada depois de eras... haha)

New York, 25 de junho de 2016.

E mais um dia raiava em New York City, e era curioso pensar que em uma cidade tão movimentada existia alguém que nem ao menos conhecia um terço dela. Elena havia levantado a pouco tempo ao som de uma música animada em seu despertador. Eram exatamente 06h30 da manhã, e era hora de ir para escola. Que maravilha ela pensou ironicamente levantando-se e indo fazer sua higiene matinal. Elena morava com seus pais, Isobel e John Gilbert, e a governanta da casa, Maria.

Elena tinha 18 anos e fazia o terceiro ano do ensino médio, era uma moça muito bonita e esbelta para a idade que possuía. Era simples, gentil e muito tímida, não possuía muitos amigos tampouco verdadeiros, e os que se diziam seus amigos apenas estavam interessados em seu dinheiro, e ela tinha consciência disso. Mesmo seus pais sendo tão influentes, ela era a excluída da escola, estava sempre se escondendo atrás de seus livros e seu mundo imaginário.

Depois de se arrumar de maneira bem casual como costumava se vestir, desceu as escadas da enorme mansão dos Gilbert. Seus pais eram donos de uma invejável conta bancária por serem sócios-proprietários do segundo maior jornal de Nova Iorque e uma grande industria de cosméticos. Elena nunca se gabou por isso, até porque era um fato que ela odiava, pelo simples fato que todos se aproximavam dela por dinheiro.

— Bom dia, Lena. – Maria cumprimentou docemente.

Maria era a governanta dos Gilbert desde antes do nascimento de Elena, e pode acompanhar todo o crescimento da garota, portanto a considerava como filha. Ela era sem dúvidas alguém que Elena tinha certeza que era sua amiga de verdade e mais do que isso, uma segunda mãe.

— Bom dia! — sussurrou dando um beijo no rosto de Maria e pegando a maçã que estava na mão dela.

— Não vai comer mais nada? – Maria perguntou preocupada.

— Não, isso aqui basta. Estou sem fome! – disse sorrindo docemente como quem quer acalmar alguém. O sorriso logo se desfez ao notar a ausência dos pais. — E então eles foram de novo sem avisar?

— Sim, querida... — disse cautelosamente. — Eles foram bem cedo hoje, sinto muito.

Era sempre assim quando eles viajavam. Nunca avisavam a filha, sempre usando a mesma desculpa de que despedidas é para quem não pretende voltar, e que não gostavam desse costume. Mas tudo o que Elena queria era que eles fossem mais presentes. Maria lamentava ver ela triste assim, mas era o trabalho deles e essas viagens eram necessárias para fechar bons negócios. Elena deu um longo suspiro triste, e se despediu de Maria e foi para a escola.

Costumava ir caminhando para a escola, e sempre preferiu ir a pé para a escola do que a ir com o chofer pago exclusivamente para levá-la a onde quisesse. Ela gostava de sentir o vento fresco da manhã e apreciar o horizonte. Tudo isso, por mais simples que possa parecer, é o que a fazia se sentir normal.

(...)

Era cedo e pessoas normalmente deveriam estar acordando para mais um dia de trabalho ou escola, mas no caso de Damon o seu "expediente" estava praticamente no fim. Mas como todo "funcionário" poderia fazer hora extra. Ele não era um simples trabalhador. Damon em meio a tantos defeitos se resume em calculista, frio e cruel. Pelo menos era assim que as poucas pessoas que conheciam Damon o definiam. Com certeza ele não era alguém que alguém gostaria de conhecer e ter como amigo.

Ele sempre andava com sua fiel arma de calibre 38 e sempre na mão esquerda. Se Damon fosse capaz de amar algo, diria que com certeza ele amava aquela arma. E nesse exato momento ele contemplava seis corpos ensanguentados que sem muito esforço os tirou a vida, sem emoção alguma. Emoção era algo que provavelmente não possuía, pois para ele era como um hobbie normal como qualquer outro. Esse era seu trabalho e parecia estar satisfeito com o que fazia. Ele era Damon Salvatore, o assassino de aluguel mais cruel e o mais procurado por toda Inglaterra.

Sua expressão era neutra, não esboçava nenhuma reação. Eram quatro homens e duas mulheres que o passado não era tão digno assim. Damon seguiu para o seu carro fazendo questão de passar por cima de dois corpos até chegar à porta do seu carro. Observou mais uma vez aqueles corpos como se pensasse em algo. Sorriu sarcasticamente e caminhou novamente até os corpos.

— Acho que fui muito bondoso com vocês, concordam? — sorriu como se esperasse uma resposta. — É, eu sei que eu to certo. Então me digam... Devo queimar o corpo de vocês ou deixar parte de vocês como lembrancinha por ai?

Com a mão no queixo Damon olhou para algum ponto não especifico com a mesma indecisão de uma mulher que não sabe o que vestir. Sua indecisão não demorou mais que cinco segundos. Ele voltou os olhos aos corpos e sorriu de um jeito petulante.

— Já sei o que vou fazer com vocês! — disse misteriosamente.

Abriu o porta-malas de seu impala 1969, que possuía uma cor tão sombria quanto a sua alma e retirou de uma sacola velha algo bem afiado.

— Acho que isso deve servir! — observou o objeto com um brilho sombrio nos olhos.

(...)

Damon tinha 28 anos e desde quando era só um garotinho de onze não costumava demonstrar suas emoções para ninguém, não depois do dia que marcou a sua vida da pior forma possível.

Apesar de ser um lobo solitário, Damon mora em uma pensão com seus parceiros do crime. Onde todos pertencem a uma mesma facção e cumprem as ordens de um líder. Como todo ser humano, cada um possuía uma personalidade distinta da outra. Tyler Lockwood, um cara sério e discreto, mas tem agilidade com as pistolas sendo tão frio quanto Damon. Jeremy Forbes, não sabe ao certo como chegou até aquele ponto, sem dúvidas ele não tinha a alma de um assassino e tampouco queria ser um, mas em meio a tudo isso ele possuía uma invejável habilidade com as armas, dificilmente errava o alvo. Matt Donovan, é um excelente hacker, que não sabe ao certo de que lado está. Kol Thompson era um cara misterioso, cruel e com um temperamento terrível, quase sempre deixando o clima da casa pesado. E por ultimo, Caroline Forbes, a mais responsável e sensata. Caroline tem uma personalidade gentil e doce, o que a desqualifica como assassina.

(...)

Havia pouco tempo que Elena havia chegado em casa. Seu dia na escola tinha sido como sempre foi, monótono e sem nenhuma novidade. Adentrando na sala de estar ela percebeu que a casa como sempre estava vazia. Entrando em seu quarto, Elena seguiu até a extravagante banheira que havia ganhado de sua mãe. Era mais um exagero de dona Isobel, que adorava torrar dinheiro com coisas fúteis. Assim que saiu do banho pegou seu Ipod e começou a escutar suas músicas preferidas. Elena era muito romântica e sonhadora, e suas músicas tinha suas características. Fechou os olhos e se deixou levar pela doce melodia que soava. Não demorou muito para que começasse a imaginar como seria aquele que roubaria seu coração. Costumava sonhar como seria seu verdadeiro amor e vive-lo intensamente e perigosamente assim como nos versos da canção que tocava nesse momento. Ela imaginava um homem lindo, não só fisicamente, mas com o interior tão belo quanto o exterior. Que fosse romântico e que a levasse a loucura. Ela sonhava em viver um amor impossível e ao imaginar isso, um largo e breve sorriso apareceu em seu rosto delicado.

(...)

Enquanto muitos sonhavam com o amor verdadeiro, alguns mais realistas e materialistas, sonhavam com a quantia que receberia após acabar com os sonhos e a vida de outro alguém. Do outro lado da cidade haviam algumas pessoas um tanto eufóricas. Menos um. Damon estava um pouco distante dos demais, sem expressão e pensando em como iria executar a sua próxima vitima.

— Ela é filha de um grande empresário. Sem dúvidas é cercada por muitos seguranças prontos para matar. – Caroline dizia pensativa. — Não vai ser uma tarefa fácil.

— Caroline tem razão, a garota deve ser escoltada por vários seguranças armados. – Tyler concordou pensativo. — Por isso temos que nos organizar e planejar cada passo para nada sair errado.

— Não percam tempo com pensamentos inúteis! Não interessa o esforço e quantos seguranças tem na cola dela. Ele vai pagar um milhão de dólares pela garota. — Kol disse animado e olhar ambicioso. — Sem falar que se dermos um jeito de enganar a família da garota dizendo que nos a sequestrarmos poderíamos pedir uma bolada em troca da garota. Que a gente sabe que não vai sobreviver. Matamos dois coelhos com um tiro só!

— Ela pelo menos é bonita? – Jeremy pergunta com um sorriso amarelo tentando amenizar o clima pesado, o que não deu muito certo.

— Isso não é hora para piadinha sem graça, Jeremy. – Matt estava concentrado já arquitetando um plano em sua cabeça. — A questão é, nosso alvo é filha de um homem muito poderoso e vai ser difícil, mas não impossível. Devemos verificar em que território estamos pisando antes de dar o bote

Após as palavras de Matt, o silêncio consome o ambiente que logo é quebrado por uma voz grossa e rouca que soa direta e fria.

— Caroline, descubra o essencial sobre a garota e a família dela e traga-me. Tyler e Kol, achem a mansão onde moram e sigam cada passo da garota e certifiquem se ela é escoltada. E Jeremy, prepare o sótão.

Damon é cercado por olhares surpresos, pois ele costumava ficar calado apenas executando o que mandavam.

— O que estão olhando? Eu sei que sou bonito mas, não temos tempo para futilidades. Façam o que eu disse que ganharemos mais. — disse irritado.

Ele detestava quando as pessoas o olhavam daquele jeito, ele apenas queria acabar logo com o trabalho e só assim teria tempo para o que estava querendo fazer a tempos. Não demorou muito para todos se dissiparam, um a um para fazer o que ele havia mandado. Damon já tinha tudo arquitetado em sua mente, e mal sabia ele que esse trabalho poderia mudar a sua vida.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado... Até breve!