Kill Or Be Killed?
2 O Sequestro
Notas iniciais
Elena percorria o mesmo caminho que fazia todos os dias, quando sentiu que alguém a observava de longe. Olhou para trás e não havia ninguém. Apressou o passo e novamente sentiu-se observada, e dessa vez escutou passos, olhou para trás um tanto esbaforida e não havia ninguém na rua aquela hora. Era estranho, pois podia jurar que havia escutado passos vagarosos. Quando virou-se acabou esbarrando em alguém e derrubando seu celular. Elena se assustou ao ver que havia um homem ao qual ela só podia ver os intensos olhos azuis observando-a. Ficou inerte por alguns segundos até perceber que os braços dele a envolviam. Ela havia ficado tão assustada e confusa que nem percebera que ele havia a segurado para não cair.
— Perdão! — ela diz se afastando dele e abaixando o olhar.
— Sem problemas. — a voz rouca soa como música aos ouvidos de Elena.
Elena imediatamente se encantou pelo rapaz. E pensava se seria como nos filmes, onde a mocinha se esbarra no mocinho e eles formam um belo casal e são felizes para sempre.
— Desculpe mesmo... É que achava que estava sendo seguida. — ela diz abrindo um leve sorriso tímido.
O homem sorri de lado e assente com a cabeça em afirmação. Ele a observa encarar o chão. Ela estava acanhada e com as bochechas coradas. Ele ri e pega o celular dela no chão a entregando.
— Tenha mais cuidado por onde anda, Elena. Essas ruas são muito perigosas para uma jovem linda como você estar andando sozinha. — ele disse em um tom que Elena não podia distinguir.
Elena sentiu um calafrio percorrer toda a sua espinha ao ouvir aquilo. Ela se perguntava como ele sabia o nome dela e se era ele que a observava.
— C-Como sabe meu nome? — perguntou com receio.
Ele riu de lado.
— Calma! É que você deixou bem claro em sua capinha. — disse apontando para o celular dela.
— Ah sim! — ela riu nervosa e um tanto aliviada. — Achei que...
— Que eu sabia seu nome por estar te observando? — perguntou arqueando a sobrancelha.
— S-Sim... — respondeu sem graça novamente desviando o olhar. — Desculpa!
— Não precisa se desculpar Elena. — ele disse novamente usando um tom de voz indecifrável. — Afinal, de fato estava a seguindo... Porque agora você é minha.
Elena o fitou assustada e não teve tempo de pensar em nada. O sonho, ou melhor, pesadelo havia chegado ao fim.
Elena acordou assustada e ofegante, havia pegado no sono enquanto ouvia a canção. Ficou mais aliviada por perceber que se passava apenas de um pesadelo. Não se lembrava do rosto do jovem misterioso, porém os olhos eram inesquecíveis. Seria capaz de reconhecê-los de longe. Levantou-se e seguiu para o chuveiro. Não conseguiu evitar lembrar-se daqueles olhos marcantes. Balançou a cabeça em uma tentativa fracassada de tirar aquele pensamento da cabeça. Após o banho Elena desceu para jantar onde ficou surpresa ao ver que seus pais estavam jantando. O seu rosto se iluminou ao vê-los.
— Boa noite mamãe e papai. — disse animada se dirigindo ate seus pais e dando um beijo no rosto de cada um.
— Boa noite filha. — disseram.
Sentou-se logo em seguida, sendo servida por Maria.
— Como você está indo na escola querida? — John perguntou desviando o olhar para a garota.
John poderia ser um pai pouco participativo, mas se preocupava bastante com a educação de Elena. Pois era ela quem assumiria todo o negócio da família e queria que ela fosse a melhor em tudo, pois acreditava em seu potencial.
— Foi normal papai... Tirei uma excelente nota na prova de matemática e a professora disse que tirei a melhor nota no teste. — disse orgulhosa.
— Isso é ótimo, querida. — ele fala animado. — Não sabe o quanto fico feliz quando tira excelentes notas, fico muito orgulhoso.
— Parabéns, meu amor. — sua mãe diz docemente
Não demorou muito para o sorriso de John sumisse e assumisse um semblante sério e olhar cauteloso.
— Filha... Temos uma má noticia a lhe dar. — diz com cautela.
— E qual seria? — perguntou os encarando. Já não bastavam as que ela recebia todos os dias?
— Sua mãe e eu... — diz calmamente segurando a mão de Elena. — Teremos que viajar amanhã e provavelmente só voltaremos na sexta, tudo bem para você?
— Claro papai... Eu já estou acostumada com isso e espero que tenham uma boa viajem. — disse com um sorriso triste no rosto.
Era notável a tristeza da menina, mas para os pais de Elena o trabalho sempre vinha em primeiro lugar. Era sempre assim já estava acostumada a tê-los em casa por um curto tempo e longe por um longo tempo. Elena se sentia muito solitária, pois o que mais queria era um pouco mais de atenção e carinho. Não queria todo aquele dinheiro e bens que eles diziam orgulhosos que seria tudo dela no futuro. Só queria ter uma vida normal e com pais que estivessem ali sempre que ela precisasse. Depois do jantar, Elena deu um beijo nos pais desejando uma boa viagem e seguiu para seu quarto onde rapidamente caiu no sono.
(...)
E como na maioria das vezes, Damon estava em seu quarto com a luz apagada e tomando seu inseparável Bourbon. Tinha esse hábito desde seus 15 anos onde morava em um internato miserável que o deixaram parte de sua infância. Passava longe de ser um lugar aconchegante, lembrava mais uma prisão putrefata do que de fato um internado onde abrigava crianças órfãs. Damon odiava tanto aquele lugar que seria capaz de qualquer coisa para acabar com aquela espelunca. Quando completou 16 anos, depois de várias tentativas de fuga mal sucedidas, conseguiu fugir do orfanato levando consigo várias crianças que nunca mais teve contato. Ficou um tempo na rua onde conheceu Stefan, o homem que o ensinou tudo que ele sabe. Ele era o líder da facção dos assassinos e também responsável por treinar cada um deles.
Damon virou o copo com Bourbon de uma vez e seguiu para banheiro tomar uma ducha gelada. Queria evitar pensar em sua história e focar no que realmente interessava. Enquanto a água caia pelo seu corpo, Damon pensava em seu próximo alvo. Saiu do banho e pegou o envelope que Caroline havia o entregado com as informações que ele havia solicitado. Damon observou a imagem analisando cada parte e detalhe, parecia memorizar cada detalhe e tentar decifrá-la. Ela era apenas uma menina de 18 anos. Damon não entendia o que exatamente Stefan queria com aquela garota que parecia ser incapaz de fazer mal a uma mosca. Ignorou seus questionamentos e tratou de arquitetar o que faria quando a tivesse em suas mãos. Se Stefan ordenou que a capturasse, era o que ele iria fazer. Damon sabia que teria a liberdade de fazer o que quisesse com ela antes da ordem de matá-la. Ela é até bonita pensou e balançou a cabeça a fim de ser livrar desse pensamento. Ela tinha cara de ingênua e bastante burra em sua opinião o que tornaria esse trabalho entediante.
(...)
Um belo dia raiava quando Elena acordou ao som de sua música preferida. Levantou-se animada ao perceber que o dia estava lindo, e sorriu ao ouvir o som dos pássaros cantando uma bela cantiga. Seguiu para o banheiro fazer sua higiene matinal e arrumou-se confortavelmente para mais um dia de escola. Desceu as escadas rapidamente pulando alguns degraus e seguindo para a cozinha encontrando como toda manhã, Maria preparando um delicioso café da manhã para ela.
— Bom dia! — disse dando um beijo estalado no rosto de Maria e um forte abraço.
— O que foi, Lena? Aconteceu alguma coisa? — perguntou preocupada reparando no comportamento estranho da menina.
— Não, Maria... Só estou te abraçando, não posso mais? Ou arranjou outra filha? — perguntou brincalhona fazendo um bico triste.
— Claro que pode me abraçar, querida... Sempre que quiser. E obvio que não vou trocar você por nada e ninguém. — disse apertando as bochechas de Elena.
— Acho bom mesmo! — disse sorrindo.
Após tomar o café que Maria havia preparado, Elena se despediu de Maria mais uma vez a abraçando.
— Eu também te amo querida. — disse Maria carinhosamente. — E juízo, vá com Deus e tome cuidado.
— Okay, Maria. — Elena assentiu soltando um sorriso meigo.
— Tem certeza que não quer ir de carro hoje querida? — perguntou preocupada. Maria não gostava que Elena fosse sozinha para escola e hoje em questão sentia que ela deveria ir.
— Não precisa Maria... Você sabe que gosto de ir andando.
— Está bem... Se prefere assim. Não vou discutir. — respondeu esboçando um sorriso amarelo.
Elena assentiu e seguiu para a Escola. Maria não estava com um bom pressentimento, mas resolveu ignorar essa sensação. Apenas pediu proteção divina para que nada viesse ocorrer de mal com a sua menina.
Elena caminhava rumo a escola quando teve sensação de estar sendo observada. Rapidamente se lembrou do sonho e seu corpo tremeu ao perceber que parecia estar vivendo um Déjà vu. Apressou o passo e seu corpo relaxou ao perceber que já estava perto da escola. Deu um suspiro aliviado ao entrar e seguir para a sua aula.
(...)
Já havia algum tempo que Damon e Tyler estavam em frente a mansão dos Gilbert, apenas observando como a menina se deslocaria até a escola. Observaram Elena sair e perceberam que estava sozinha.
— Pelo visto vai ser mais fácil do que eu pensava. — Tyler disse ao perceber que a jovem não era escoltada.
Damon apenas a observou passar estudando cada passo seu. Resolveram a seguir e constatar se realmente não havia ninguém com ela. Como Tyler havia dito, não seria tão difícil capturá-la já que ela estava bem vulnerável. Observaram-na entrar na escola e percebendo que em nenhum momento ninguém tentou se aproximar dela.
— Ela é apenas uma menina... Não aparenta fazer mal a ninguém. Por que será que Stefan a quer? — Tyler indagou um tanto confuso.
Damon se perguntava a mesma coisa, não entendia o porquê, mas também não fazia muita questão de descobrir. Para ele era apenas um alvo que não imaginava como sua vida ia acabar.
— Não interessa o que ele quer com ela, recebemos uma ordem e temos que cumprir. Mas não seja tolo, sem dúvidas Stefan quer atingir os pais dela e é isso que faremos. — responde com frieza saindo do local.
(...)
Já fazia algumas horas que Klaus e Kol estavam a espera da garota. Estavam entediados e estressados não vendo a hora de tudo aquilo acabar. O sinal soou e um amontoado de pessoas preencheu todo o campo de visão deles. Entre a multidão surgiu Elena andando em passos lentos e fitando o chão. Kol acelerou o carro parando atrás de Elena a assustando e chamando a atenção dos outros alunos. Kol pula rapidamente do carro e Klaus pula para o banco do motorista apenas esperando para sair. Kol sorri ao perceber que Elena está inerte. Ele se aproxima e a puxa levando-a para o carro, onde Klaus sai em disparada. Dentro do carro Elena ainda estava inerte sem saber como foi parar ali, e ao se dar conta do que realmente estava acontecendo começou a querer se soltar dos braços de Kol, e começou a suplicar que a soltasse. Ele apenas a ignorou e colocou um pano contendo cloreto de etila em seu nariz. Elena começou a se debater, pois o produto era muito forte e aos poucos foi perdendo os sentidos, e antes de desmaiar totalmente escutou uma voz cínica falar.
— Durma com os anjos, querida. – Kol disse cinicamente jogando o corpo da moça no banco e pulando para o banco da frente.
Alguns alunos haviam presenciado a cena de longe e um deles ligou para a polícia que não demoraria muito a encontrá-los. E logo o celular de Klaus tocou.
— Fala meu amor! — disse com uma voz sedutora.
— VOCÊS SÃO LOUCOS? Deixei bem claro que era para serem discretos e vocês fazem isso em meio a todo mundo. — Caroline diz esbaforida. — Alguém ligou para a polícia e estão atrás de vocês. Terão que sair de rota. Agora!
— Droga! Tudo bem... — Klaus disse com certa inquietação desligando o celular e freando bruscamente o carro entrando em uma rua pouco movimentada.
— O que houve? — Kol pergunta com certa curiosidade.
— Por sua culpa agora alguém ligou para a polícia e estão atrás de nós. — disse irritado.
— Puff! — Kol revira os olhos ao escutar aquilo. — Sério que está com medo de meia dúzia de policiais sedentários que só pensam em rosquinha? Já enfrentamos pessoas bem mais perigosas.
— Essa não é a questão, Kol... Era para mantermos tudo em sigilo, e nem sabemos se nossos rostos estão estampados por aí.
— Calma cara... Não exagera aposto que ninguém teve tempo para isso, fui muito ágil e sem dúvidas não tiveram tempo pois estavam ocupados observando tudo. Precisava ver a cara de retardados que faziam. — riu cinicamente.
— Eu realmente espero que não. — resmungou.
Assim que Klaus terminou de falar avistou uma viatura vir ao seu encontro e seu celular tocou no mesmo instante.
— Há uma viatura indo ao encontro de vocês, saia já daí.
— Posso notar Caroline, eles estão se deslocando em minha direção. – disse dando a ré no carro rapidamente. – Veja para mim uma rota em que poderei despistá-los.
— Certo... – concordou digitando em seu computador.
Caroline forneceu uma rota de fuga onde Klaus rapidamente se deslocou. O som da sirene soava de maneira estridente e aquele som perturbava Klaus.
— Pelo visto eles não vão sair da nossa cola. – Kol disse já irritado. – Vou resolver isso é agora.
— O que vai fazer Kol? Já basta a merda que já fez. – disse irritado. – Caralho, eles estão se aproximando.
— Ótimo! Isso facilita o meu trabalho. – respondeu retirando sua pistola de sua calça.
Levantou-se o suficiente para ficar com o rosto para fora do carro e atirar nos pneus da viatura. Klaus o olha revoltado. Kol realmente não batia muito bem da cabeça. Não demorou muito para que os policiais começassem a atirar na direção deles estilhaçando todo o vidro traseiro do carro. Abaixaram-se antes que as balas os acertassem, e Klaus entrou em outra avenida onde ficaram livres da polícia.
— Você é louco ou o que? – era possível perceber nos olhos de Klaus o ódio que sentia naquele momento.
— Qual é... Alguém tinha que fazer alguma coisa. – diz revirando os olhos e colocando os pés no painel do carro tentando achar a melhor posição para descansar.
— Droga Kol! Você é idiota? Agora além de saberem do sequestro da garota saberão quem você é e vão me achar pela placa do carro.
— Relaxa, em alguma hora iam saber que ela foi sequestrada. Uma garota com uma família tão influente, sem dúvidas iria aparecer em todos os jornais. – disse calmamente. – E não ligo quanto saberem quem eu sou jamais conseguiram me pegar.
— Não tenha tanta certeza. – resmungou. – Mas e quanto a mim? Vou acabar em cana por culpa sua.
— Aí já não é problema meu. – Kol disse dando de ombros. – Não mandei ser otário de comprar um carro com seu nome verdadeiro.
— Nisso você tem razão... – concordou revirando os olhos. – Mas não imaginava que um idiota como você iria estragar tudo.
Kol revirou os olhos e ficou indignado com o drama de Klaus. Não conseguia entender como ele estava mais preocupado com isso do que com a bolada que iria receber ao final da sua missão.
— Chega até fiquei com pena agora. – disse sarcasticamente fazendo uma cara de triste fazendo Klaus revirar os olhos. – E como sou bondoso irei dar uma dica já que não consegue pensar sozinho às vezes... Peça a Caroline para mudar o nome e a foto dos documentos do carro e aprenda que não se coloca nome verdadeiro no carro em que você irá sequestrar uma garotinha milionária.
Klaus bufou irritado, mas agradeceu pelo seu caso ainda ter solução e não ter que ver o sol nascer quadrado. Pegou seu celular e ligou para Caroline pedindo para que resolvesse isso, e concluiu que consequentemente isso afastaria as outras viaturas.
Klaus observa a garota ainda desmaiada no banco de trás e por um momento chega a sentir pena. Depois de alguns minutos de silêncio ele resolve quebrar o silêncio com certa conclusão.
— Ao olhar para essa garota chego a sentir pena pelo que ela vai passar ao cair nas mãos de Damon. – diz sem tirar os olhos da estrada. Seu olhar era vago. – É tortura na certa... Prefiro não imaginar o que ele vai fazer com ela. Sinto calafrios só de imaginar.
Klaus se assusta ao escutar uma gargalhada um tanto que maquiavélica. Desvia seu olhar da estrada e encara Kol de forma incrédula. O que ele poderia ter achado engraçado?
— É obvio Klaus, sabemos que ela não dura nem mesmo uma semana. E sinceramente não dou à mínima. – diz com desprezo na voz. – Vadia tem mais que se ferrar.
Assim que chegaram à pensão onde moravam encontraram Caroline e Jeremy a sua espera. Era visível o ódio da garota ao vê-los.
— VOCÊS SÃO LOUCOS? – gritou se aproximando deles. – Vocês praticamente colocaram tudo a perder.
— A culpa foi do Klaus, eu disse a ele que deveríamos ser discretos, mas ninguém nunca me escuta. – Kol disse cinicamente.
— Isso é mentir... – antes que Klaus terminasse Caroline o interrompeu.
— Isso não importa agora... Agora, por favor, aprendam a ser mais sensatos. – bufou.
— E então... Cadê a garota? – Jeremy pergunta quebrando o silêncio.
— Está no banco traseiro. – Klaus diz se direcionando até o carro e pegando a garota no colo. — O porão já está arrumado?
— Sim, está. – Jeremy respondeu. – Deixe que eu a levo até lá.
Jeremy pegou Elena no colo e entrou na pensão rumo ao porão. Os três ficaram se entreolhando quando Kol quebrou o silêncio.
— Bem, minha parte já está feita. Deixarei os pombinhos a sós e irei comer algo. – como de costume sorriu sarcasticamente e esfregou a mão no abdome como se estivesse morrendo de fome. – Toda essa adrenalina me deu uma fome.
— Ei! Antes disso você me deve algo. – Klaus disse seriamente arqueando uma das sobrancelhas. – Toda essa adrenalina estragou meu carro e vai sair do seu bolso o concerto.
Kol revirou os olhos não acreditando no que estava ouvindo.
— Qual é cara, somos parceiros. E te ajudei mostrando uma solução para que não fosse em cana.
— Não se esqueça de que eu ia por culpa sua. – disse irritado. — Não tem desculpa, passa logo a grana.
Kol bufou indignado tirando o dinheiro da carteira o entregando.
Jeremy havia levado a garota até o porão onde a amarrou pelos braços a suspendendo um pouco do chão. Depois disso voltou para sala e se jogou no sofá.
— Cadê o Damon? Precisamos dele pra saber o que vamos fazer com ela quando acordar. – Caroline indaga.
— Vocês não irão fazer nada! Só quem vai fazer alguma coisa sou eu. Deixem tudo comigo! — uma voz grossa e sombria soa no ambiente chamando a atenção de todos. — Não quero ninguém entrando naquele cômodo, até eu dizer que pode, entenderam?
Todos assentiram. Damon desceu as escadas e seguiu para o porão onde Elena se encontrava. Abriu a porta devagar e acendeu a luz que era bem falha devido ao seu tempo de uso. Aquilo só deixava o ambiente ainda mais perturbador. Damon observa a menina ali pendurada que estava totalmente a mercê dele. Damon passa um tempo a observando e percebe que ela está acordando. Elena começa abrir os olhos e sente uma enorme dor de cabeça e sente os braços doloridos. Percebe que não estava em casa e muito menos na escola. Estava em um lugar estranho, e com uma péssima iluminação. Sente seu corpo tremer ao perceber que estava presa e sente o desespero a preencher. Ela tenta se soltar, porém sua tentativa é em vã. Começou a chorar e se perguntar o porquê estava ali, queria desesperadamente ir para casa. Não entendia porque estava ali, sabia que não tinha feito nada a ninguém para estar ali e estava com medo. Sentiu seu corpo tremer ao escutar uma voz que lhe parecia bem familiar.
— É bom começar a rezar, Elena. Por que os jogos irão começar... – disse em um tom gélido a fazendo se arrepiar.
Seria outro pesadelo? Seria ele o mesmo homem do sonho? Damon se aproxima da garota que o fita sem saber como reagir. Aqueles olhos eram os mesmos que havia sonhado. Sua pele era branca como a neve, seus cabelos eram negros como a asas de um corvo, seus olhos da cor do mar que possuíam um tom opaco e sombrio, e sua boca vermelha como o sangue. Ele era lindo. Sem dúvidas seria um anjo. Elena pensou. Mal sabia que aquele anjo na verdade era o próprio demônio.
Continua...
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