Kill Or Be Killed?
3 A Tortura do Medo
Notas iniciais
Elena estava estática, sem forças para mover um músculo ou gesticular algo de maneira coerente. Apenas se perguntava se isso era mais um de seus pesadelos. Pedia no fundo da alma que aquilo fosse apenas um sonho, pois ela era incapaz de fazer mal a qualquer pessoa para tudo aquilo acontecer com ela. Perguntava quem seria aquele homem a sua frente e o que ele queria com ela. Havia ficado com tanto receio ao ouvir tais palavras do homem misterioso a sua frente que a observava como se estudasse cada parte de seu corpo, cada passo e atitude que ela executava.
Damon a observava como um animal selvagem espera a melhor oportunidade para atacar. Ele memorizava cada parte dela e imaginava onde seria mais divertido machucá-la. Ele estava ansioso para começar com a tortura e imaginava o quão divertido poderia ser. Todos sabiam que Damon era cruel com os alvos que caiam em suas mãos, pois despejava toda a sua raiva, frustração e rancor e não seria diferente com ela. Elena com muita dificuldade conseguiu achar voz e pronunciar algumas palavras.
— Quem é você? — perguntou em um fio de voz. Sua voz estava tremula e chorosa além do medo que sentia seus braços estavam doloridos.
— Quem eu sou não importa a você. – ele respondeu caminhando em sua direção e parando apenas a alguns centímetros de seu rosto. — A única coisa que importa aqui agora é você.
Ao sentir a respiração dele em seu rosto, Elena prendeu a respiração com receio do próximo passo dele. Olhou no fundo dos seus olhos e por mais sombrios que parecessem tinha esperança de que ele não fosse machucá-la. Ela tinha medo do que poderia acontecer e era incapaz de imaginar o que ele poderia fazer com ela. E pela forma que ele olhava, não diria que era algo bom. Damon se aproximou mais alguns centímetros de seu corpo a fazendo fechar os olhos à espera do pior. No entanto, nada aconteceu. Elena percebendo a demora começou a abrir os olhos devagar, ainda com receio de algo acontecer. Abriu com a esperança de estar apenas delirando, mas ficou frustrada ao perceber que todo aquele pesadelo era real. Mas onde ele estava? Perguntava-se, ao perceber que ele não estava mais próximo dela. Correu os olhos pelo cômodo empoeirado e escuro a procura dele. Tinha certa inquietação pelo que poderia encontrar. Até que seus olhos o encontraram e pode, ver que ele tirava algo de uma velha bolsa que estava jogada sobre uma mesa velha de madeira. Damon virou-se em direção a ela e seus olhos se arregalaram e sua boca ficou seca. Elena era incapaz de pronunciar qualquer coisa ao olhar o que ele trazia. Damon estava com uma faca mediana e afiada em suas mãos e observou cada parte dela, passou os dedos pela faca afiada e encarou a garota com um sorriso cínico. Caminhou em direção da garota e a cada passo que ele dava em sua direção, ela sentia seu coração bater mais rápido. Ele parecia muito calmo e aquilo a deixava inquieta. Ao ficar frente a frente com ele novamente Elena se desesperou e pedia as forças divinas que, por favor, que tivesse piedade e que ele desistisse do que pretendia fazer com ela. Foi então que Damon rasgou a jaqueta de couro de Elena, com as forças de seus punhos. No mesmo instante, ela se sentiu trêmula e apavorada pela forma que ele a olhava. Damon não esboçava nenhuma expressão e seu olhar era enigmático. Foi então que percebeu que pelo rosto de Elena escorria algumas lagrimas. Ele sorriu de lado e acariciou seu rosto fazendo Elena o encarar um tanto desconfiada.
— O erro de pessoas como você é deixar que pessoas como eu lhe vissem chorar. – disse sorrindo de lado.
Elena estava atônita, pois sabia que tinha piorado as coisas. Não teve tempo de pensar em muita coisa, apenas sentiu ardor em seus pulsos. A intensidade de seu choro aumentou fazendo com que Damon sorrisse ao vê-la naquela situação. Ela era muito frágil e ele gostava disso. Damon admirava os rastros de sangue percorrer dos punhos da garota até a sua camisa branca. Ele gostava daquela sensação, gostava de ver o medo nos olhos de suas vitimas. Essa era a melhor parte para ele, ainda mais porque aquela menina cheirava a medo.
— A diversão está apenas começando, Elena.
Damon então enfiou a faca com força na coxa da garota a fazendo gritar de dor.
— P-Porque está fazendo isso comigo? Por favor, me solte... – suplicava em meio a lagrimas. – Por favor!
Damon a ignorou tirando a faca de sua coxa e perfurando a outra da mesma forma. Ele adorava a ver gritando e suplicando para parar. Quando mais Elena suplicava mais ele a machucava. Cansado de cortá-la e perfurá-la, ele voltou até a bolsa.
— Por favor, por favor, me deixe ir... – suplicava. – Está doendo muito...
Mais uma vez Damon a ignorou e continuou a procurar seus cigarros. Achou um maço de cigarros e acendeu um. Apesar de gostar de vê-la sofrendo seu choro era realmente irritante. Já estava um tanto incomodado. Aproximou-se dela novamente e fumou o cigarro e jogou a fumaça em seu rosto.
— Não posso te deixar ir... Você agora é minha, Elena. – sorriu.
Elena engoliu em seco ao ouvir tais palavras e se perguntava em que sentido ele se referia. Mas, Damon sabia muito bem. Damon puxou a camisa de Elena deixando a apenas a lingerie a mostra. Encostou a ponta do cigarro em seu colo observando Elena arquear seu corpo, incomodada. Não muito satisfeito, colocou em seus seios deixando uma leve marca avermelhada. Damon a observou da cabeça aos pés e percebeu o quanto ela era atraente. Tirou esse pensamento da cabeça esse distanciou da menina.
(...)
Na outra parte da casa, era possível escutar os gritos de Elena. Poucos se compadeciam e a maioria pouco se importava. Todos sabiam que isso era apenas o começo e já estavam acostumados com isso.
— O que será que Stefan quer com ela? – Matt pergunta curioso. — Ela é apenas uma garota e não parece ser perigosa.
— Stefan é doente, não precisa de um motivo aparente para estragar a vida de alguém. — Caroline disse irada. – Mas sem dúvidas os pais dela pisaram no calo dele.
— Você tem razão – Matt concordou um tanto pensativo. – Só é uma pena...
— É difícil dormir nessa casa com os gritos e choro dessa garota. – Kol disse mal-humorado ao entrar na sala e se jogando no sofá. – Porque não a matamos de uma vez? Iria ser mais fácil... Ela é insuportável.
— Você sabe muito bem que Stefan a quer viva. – Matt responde seriamente.
— Stefan como sempre tornando nossa vida mais difícil... – resmungou.
— Pare de reclamar, não é você que estava animado pela grana? – Caroline indagou.
— Claro, mas só acho que... Deixa para lá. – revirou os olhos.
(...)
Maria estava aflita e desolada, havia visto nos telejornais que sua Elena havia sido sequestrada já havia três horas desde que ela foi levada. Maria já havia comunicado aos pais de Elena e orava para que ela fosse salva. Ela tinha muito medo do que poderia acontecer e imaginava o quanto Elena deveria estar sofrendo.
(...)
Elena estava sem forças para reagir, seu corpo estava todo marcado e estava cansada de implorar para que ele a soltasse. Damon havia feito cortes profundos em algumas partes de suas costas, golpeou seu corpo com um cassetete e ainda não estava satisfeito. A única coisa que conseguia fazer no momento era chorar. Ela se perguntava se Maria havia notado sua ausência, se alguém do colégio havia visto e avisado alguém. Será que alguém a salvaria das garras daquele homem? Ela estava tão aflita que pedia aos céus para tudo aquilo acabar.
— Por favor, te peço mais uma vez... Tira-me daqui! – sussurrou já trêmula.
— Acredito que seja melhor você se acostumar... Pois esse é só o começo. – disse ríspido. – Mas, como implorou tanto, irei ser bondoso com você.
A garota não sabia como reagir ao ouvir aquilo, ele era tão sádico que era difícil saber se isso seria bom ou não para ela. Mas para seu espanto ele se aproximou e cortou a corda que a pendurava. Apenas a observou cair sem forças no chão, ela estava sem força alguma pra se levantar. Ele a olhou e apenas saiu sem dizer ou expressar algo. Ele havia terminado. Apenas por enquanto, é claro.
Ao cair no chão, Elena bateu a cabeça a fazendo ficar tonta. Não tinha forças para se levantar e talvez, até morresse ali mesmo. Seu corpo todo estava ferido e já não suportava tanta dor. Chorava baixinho imaginando que tudo aquilo ainda não havia terminado. Encolheu-se em posição fetal e fechou os olhos esperando que ao abri-los de novo, tudo aquilo não passasse de um pesadelo. Um terrível pesadelo com o cara mais lindo que ela já vira na vida.
Damon subia as escadas rumo ao seu quarto bem devagar, parecia estar pensativo. Precisava muito de um banho, pois estava sujo com o sangue da garota. Estava estressado e só melhoraria depois de beber e sair com alguma meretriz. No momento esse era o melhor a se fazer, pois se não relaxasse seria capaz de matar Elena e quem quer que se atreva a tirá-lo do sério. Após o banho, ele desce as escadas e sai em disparada. Não entendia a razão de estar tão estressado e excitado ao ponto de precisar sair assim. Era o tipo de cara que gostava de sexo, mas que podia aguentar tranquilamente.
— Talvez bater nela tenha me deixado excitado. —falou para si mesmo.
Damon sorriu de forma maliciosa ao ter certo pensamento e já imaginava qual seria a próxima tortura que executaria.
— Ela não é tão feia assim...
(...)
Ao perceber que Damon havia saído, Caroline foi até o porão para ver como a menina estava. Ficou chocada ao vê-la jogada no chão com os braços amarrados e toda suja de sangue. Aproximou-se dela e conferiu se ainda estava respirando, ficou mais aliviada ao perceber que ainda respirava. Ela estava fraca e se não fosse pela respiração diria que estava morta. Percebeu que suas costas estavam muito machucadas, os braços e pernas com golpes de faca e todo seu corpo estava muito vermelho. E ao puxar seu rosto pode ainda perceber que sua boca estava cortada e um pouco inchada.
Caroline ficou chocada e decidiu que iria cuidar dos ferimentos da garota, e chamou Matt para ajudá-la a carregá-la.
— Por Deus, Damon não tem juízo? – Matt disse incrédulo ao se deparar com estado de Elena.
A garota estava desmaiada devido à intensa perca de sangue. Estava pálida e gélida. Matt a pegou no colo e a levou para o quarto de hospedes da casa onde a colocou na cama com cuidado.
— Matt, pode deixar que cuidarei dela sozinha... Mas, por favor, certifique-se de me avisar quando Damon chegar, okay? – disse seriamente o olhando no fundo dos olhos. Matt sabia que ela tinha medo de como Damon poderia reagir.
— Tudo bem... Qualquer coisa você me chama. – assentiu saindo do quarto.
Caroline apanhou um pano com água e uma caixa de primeiros socorros e começou a cuidar dos ferimentos com cuidado. Percebeu que Elena precisava de um banho, pois estava muito suja e machucada. Então, antes de cuidar de seus ferimentos, pediu mais uma vez para Matt a ajudá-la a carregá-la e que ainda não havia voltado à consciência. Após o banho, Caroline cuidou de todos os seus ferimentos, primeiramente, as coxas, pois estavam bem abertas. Elena vez ou outra murmurava algumas coisas sem sentido, e Caroline pensava que ela era uma jovem tão pequena e frágil. Sabia o quanto Damon poderia ser insano e doentio. Depois de cuidar de todos os ferimentos, Caroline enfaixou as costas da garota para cessar o sangramento e lhe vestiu um de seus pijamas favoritos. Elena começou abrir os olhos devagar, e fechou-os imediatamente quando percebeu a claridade. Sentia muita dor em todo o seu corpo. Percebeu que estava em uma cama confortável e no fundo da sua alma pedia que aquilo tivesse sido apenas um pesadelo. Tentou abrir seus olhos devagar e se decepcionou ao ver que não estava em casa. Olhou ao redor sem entender e percebeu que havia alguém a observando.
— Que bom que você acordou Elena! Me chamo Caroline, e é um prazer conhecê-la. – diz docemente estendendo a mão para a garota que apenas continua a observando. Caroline retirou sua mão e deu um longo suspiro. Sabia que ela estava com medo e que seria difícil confiar nela. – Está tudo bem, eu não vou te machucar... Fica tranquila, okay? Você está bem?
Elena apenas assentiu com a cabeça, pois ainda se sentia muito fraca. Estava confusa, como ela foi parar ali naquele quarto e quem era a moça a sua frente? Será que podia confiar nela? E onde estava o homem que a torturou? Será que ele voltaria? Elena não sabia o que fazer, só pedia que tudo isso acabasse e que seus pais a salvassem. Quando conseguiu criar coragem para perguntar, escutou passos pesados pelo corredor e a porta abrir brutalmente. Seu corpo congelou e sentiu-se trêmula ao ouvir aquela voz gélida e furiosa soar pelo cômodo.
— Que parte não entendeu quando disse para não chegarem perto daquele porão sem minha permissão, Caroline? – Damon disse furioso.
Era possível ver faíscas saírem de seus olhos. Caroline não pode evitar sentir medo, sabia quem era Damon e o que ele fazia quando estava com raiva.
Continua...
Fale com o autor