Kill Or Be Killed?
6 Bônus - O Lobo Atrás da Porta
Notas iniciais
POV DAMON
O medo estava estampado em seus olhos castanhos, ela era tão fácil de decifrar. Sua alma cheirava a medo, sabia que ela não gostaria de estar ali comigo e isso pouco me importava. Seu olhar era assustado, tinha um semblante tão inofensivo, que apenas me deixava mais excitado. Ela tinha algo que me chamava à atenção, sua aparência frágil e meiga, me fazia sentir algo inexplicável. Algo como desejo, algo que não sei o que é, mas que apenas sinto. É estranho, pois há muito tempo era incapaz de sentir algo além de raiva e rancor. Não que eu tenha deixado de sentir isso, mas aquela garota me deixava extasiado. Não sabia se sentir aquilo era bom para mim, no entanto acreditava que não deveria sentir aquilo. Sentir era uma fraqueza dos humanos que eu não gostaria de possuir. Qualquer sentimento poderia te levar a ruína. Porém, não acreditava que ela fosse me fazer sentir algo além daquilo, é claro. Seus olhos cravam em mim e não pude deixar de notar que ela havia me olhado da cabeça aos pés. Talvez eu fosse do seu agrado, e aquele pensamento me deixava animado. Quem sabe ela gostasse de tudo isso, não pretendia ser tão malvado quanto das outras vezes, pois seria divertido vê-la sentindo prazer com um desconhecido. Ao notar que havia percebido seu olhar, abaixou o olhar, envergonhada. O jeito que ela olhava realmente me tirava o fôlego. Apenas de olhar seu rosto ficava louco para tê-la, louco para beijá-la, e essa sensação era nova para mim. Jamais tinha desejado tanto alguém, tão pouco imaginaria que desejaria uma menina como ela. E só de imaginar que eu provavelmente seria o primeiro, me deixava insano. Aproximei-me apoiando as mãos em seus ombros, que no mesmo instante prendeu a respiração assim que percebeu o quão próximo estava. Estava tão próximo dela, ficar frente a frente a ela me deixava maluco. Desviei o olhar de seu rosto e assim como ela, observei todo o seu corpo. Não podia negar que ela era muito atraente. Deixei um sorriso malicioso escapar enquanto deslizava minhas mãos pelo seu corpo. Era tão macio que deveria ser indescritível senti-lo. Só de imaginar ficava ainda mais desejoso. Peguei-a no colo e a levei até a cama, não poderia esperar mais. Podia perceber o medo em seus olhos e gostava do jeito que ela olhava. Sentei-me ao seu lado, enquanto acariciava seus cabelos castanhos.
— Você é uma garota muito bonita, Elena... – disse sem pensar. – E seria uma pena eu não me aproveitar disso.
Segurei suas mãos contra a cama e deitei-me sobre o seu corpo a prendendo com sua força. Ela me olhava assustada, mas aquilo não iria me intimidar, pois sabia que ela ia acabar gostando. Tentou se soltar, mas não a soltei, apertando com mais força seus braços a deixando imóvel.
— Me solte! Por favor... Solte-me! – pediu tentando se soltar.
Apenas a ignorei e continuei o que estava fazendo. Essa garota me deixava louco. Tento beijá-la, mas ela não me corresponde. Ela é difícil de ser domada, mas não impossível. Depois de alguns segundos consegui enfim beijá-la, sua boca era deliciosa e imagina como seria ela passeando pelo meu corpo. Minhas mãos passeavam por aquele belo corpo e me deixavam cada vez mais excitado. Mais uma vez tentou-me afastar, mas seria difícil conseguir tirar-me dali. Percebi que estava chorando, mas apenas desci meus beijos pelo seu pescoço. Seu choro não seria capaz de me deter. Apertei seus seios deliciosos a fazendo gemer.
— Por favor, pare! Está me machucando. – disse chorosa.
Em segundos de distração, conseguiu empurrar-me de cima dela. Estava furioso, mas não foi difícil levantar e trazê-la de volta para mim.
— Fica quieta! – disse furioso dando-lhe um tapa em seu rosto.
Ela era muito teimosa e aquilo me tirava do sério. Beijei-a com raiva, mas seu choro estava cada vez mais alto e irritante, e mais uma vez tentou tirar-me de cima de si. Minhas mãos passeavam pelo seu corpo e cada parte dele me agradava.
— Socorro! Carol me ajuda, por favor. – gritou, fazendo-me ficar irado e morder seus seios.
– Alguém me ajuda, por favor! – gritou mais uma vez.
— Cala a boca! – disse irritado segurando o rosto dela com força fazendo a se calar. – Cala essa boca porra... Ou eu você vai se arrepender, Elena. Vai se arrepender!
Apesar de ela ser linda e despertar um desejo louco por ela, ela me tirava do sério. Havia cogitado apenas me aproveitar dela, mas Elena pedia que eu fosse mal.
— Por favor, me deixe sair... – implorou ignorando a forma como eu olhava. – Não faça isso, por favor! Eu não fiz nada...
— Eu mandei você ficar quieta. – disse feroz. – Acho bom você me obedecer, Elena... Ou será muito pior para você.
— Por favor! Solte-me... – pediu mais uma vez.
— Não irei Elena. – disse tirando minha camisa. – E garanto que vai gostar... Todas gostam.
Não iria machucá-la, não assim e não dessa vez. Iria fazê-la gostar do como faço, vê-la implorar por me ter de novo. Não seria tão ruim assim para ela.
— Não, eu não vou gostar! Pare por favor! – respondeu.
— Elena... Acho melhor me obedecer, ou será pior para você. – disse indiferente.
Estava louco para vê-la, para sentir seu corpo sobre o meu. Em um ato desesperado puxei a calça que vestia, e a puxei pelas coxas. Ela era deliciosa e seria só minha naquela noite. Beijei-a novamente enquanto apalpava todo o seu corpo, minhas mãos não resistiram em tocá-la. Estava descontrolado, e não aguentaria muito tempo, precisava senti-la. Meus lábios seguiram até seus seios deliciosos chupando-os com vontade. E quando me dei conta ela havia conseguido me empurrar e correr para o canto do quarto. Essa garota era realmente muito corajosa de brincar comigo assim. Foi então que percebi que ela tinha minha faca em suas mãos, segurava-a com tanta força, acredito que tentava me ameaçar. Ela não teria chances contra mim e seria muito fácil tirar de sua mão sem receber se quer um arranhão. Não pude evitar de gargalhar observando aquela situação.
— Você acha mesmo que pode me deter com isso? – disse com um sorriso petulante no rosto. – Você é mais tola do que eu pensava.
Levantei-me bem devagar indo ao seu encontro, ela parecia estar tão nervosa. Parei na sua frente e olhei-a bem no fundo de seus olhos, percebi que ela me olhou da cabeça aos pés novamente, e isso foi o bastante para que pegasse a faca de suas mãos e jogasse em outro canto. Sabia que ela não teria coragem de me ferir. Mas ela já havia tirado toda a minha paciência com essas brincadeiras.
— Porque você tem que ser tão teimosa? – perguntei enquanto prendia seu corpo nu na parede. – Eu queria ser bonzinho e te excitar, mas você gosta de testar meus limites...
Meu rosto estava bem próximo do rosto dela, sua respiração desenfreada apenas fazia com que quisesse beijá-la intensamente. Era uma pena que ela não correspondesse, pois seria muito bom para nós. Peguei a no colo e coloquei-a sobre a cama novamente. Para que não retornasse a fugir, pequei um pedaço de corda que havia ali e amarrei seus braços na cama. Assim que me certifiquei de estar bem presa, deitei-me do seu lado e a observei.
— O que irá fazer comigo? – perguntou-me olhando com aqueles olhos cheios de medo.
Não respondi apenas a puxei um beijo abri um pouco suas pernas, o suficiente para penetrá-la com força. Sabia que ela não estava excitada, mas ela simplesmente não quis colaborar. Gritou ao sentir-me em si.
— Por favor! Saia de mim... Por favor! Dói muito! – suplicou, mas apenas a ignorei.
Senti-la era algo indescritível, seu corpo me deixava maluco. Penetrei-a com vontade, despejando nela todo o meu desejo. Seu corpo era como uma droga, e seria fácil viciar nele. Elena já não insistia em tentar me afastar, afinal deveria ter entendido que não adiantava se afastar de mim. Depois de alguns minutos, cheguei ao ápice e cai sobre a cama me sentindo um tanto fraco. Levantei e a soltei, observando-a se encolher em seu canto. Vesti-me e me agachei à altura da cama e a fitei.
— Espero que tenha gostado Elena... – disse a olhando. – Recupere-se, pois voltarei...
Dei-lhe um beijo nos lábios e sai do quarto. Ao surgir na sala de estar, sala Caroline veio ao meu encontro com uma cara assustada e nervosa.
— O que você fez com ela, Damon? – perguntou temendo pela resposta. Não estava com paciência para respondê-la e não iria perder meu tempo com isso.
— Nada que te interesse. – disse indiferente e sai de perto dela subindo para o meu quarto.
POV AUTORA
Caroline se desesperou ao escutar os chamados de Elena, sabia que Damon estava a machucando e por impulso pegou sua arma e correu para a porta do porão, mas quando iria pegar na maçaneta, Kol a puxou com força.
— Sai da frente, Kol. – rosnou, tentando tirar seu braço das mãos dele.
— Não, não saio. Deixa eles se divertirem. Você não vai querer presenciar o ato... Vai? – disse sarcástico.
— Cala boca. – disse tentando passar por Kol, mas ele era mais forte e a empurrou.
— Saia Caroline. Você não pode fazer nada. – disse ríspido a jogando no chão.
Caroline começou a chorar ao ouvir mais uma vez Elena pedir ajuda todos ali sabiam o que ele estava fazendo com ela, não tinha como não saber ao escutá-la chorar e pedir que a deixasse. Assim que a porta foi aberta a garota saiu correndo na direção de Damon.
— O que você fez com ela, Damon? – perguntou com os olhos lacrimejando.
– Nada que te interesse. – disse frio e saiu de perto dela subindo para o seu quarto.
Assim que ele virou de costas, correu para o quarto desesperadamente e assim que abriu a porta devagar a viu deitada na cama olhando fixamente para o teto. Notou a mancha de sangue no lençol da cama e constatou o que já imaginavam. Sentia vontade de chorar e abraçá-la fortemente, mas se manteve forte indo de encontro a ela. Elena estava tão traumatizada que nem ao menos percebeu que havia alguém ali.
— Elena... – chamou a menina que apenas moveu os olhos em sua direção. – Me desculpa por não ajudar... Juro que tentei ajudar, mas me deixaram.
Caroline tentou segurar as lagrimas, mas não conseguiu ao vê-la olhar daquela forma. Começou a chorar desesperadamente e viu uma pequena lagrima cair dos olhos de Elena.
— Tudo bem, Caroline... Tudo bem. – disse vaga, voltando a olhar para o teto.
Caroline sabia que não estava tudo bem, vê-la daquela forma apenas a deixava com o coração partido. Queria ter ajudado e sentia-se inútil por não ter feito. Mas agora já era tarde para lamentar, Elena já estava machucada.
— Me desculpa mesmo... Por favor! – pediu pegando na mão da garota que assentiu. – Espere aqui que irei trazer uma muda de roupa para você... É melhor tomar um banho para se limpar.
Assim que Caroline saiu, se levantou bem devagar por conta da dor que sentia e caminhou até o banheiro que havia ali. Suas pernas tiritavam e o seu arrastar era lânguido e triste. Ao entrar no banheiro tomou um longo banho limpando todo o cheiro de Damon de si. Sentia nojo, raiva, repulsa por Damon. Como ele pode fazer isso? No entanto, dele ela só podia esperar o pior mesmo. Assim que ela saiu do banho, Caroline a esperava com uma muda de roupa, outros lençóis, um perfume e uma escova. Elena se vestiu timidamente e Caroline trocou os lençóis da cama suja de sangue. Ao terminar de se vestir sentou-se ao lado de Caroline na cama que a olhava com compaixão. Pegou seu perfume e passou no pescoço de Elena, e reparou que havia marcas em seu pescoço. Sentiu vontade de matar Damon, mas sabia que seria incapaz de conseguir com êxito. Ignorou as marcas e começou a pentear os longos cabelos de Elena.
— Seu cabelo é lindo, sabia? – comentou tirando um sorriso fraco de Elena.
— Obrigada, os seus também são. – respondeu fazendo-a sorrir.
Por mais que Caroline não pudesse ajudá-la em certos momentos, ela sabia que poderia contar com sua ajuda para o que precisasse. Sentia que podia confiar nela, mesmo que o ambiente em que se encontravam não fosse tão favorável. De todo o mal que ela estava sofrendo, ao menos uma coisa levaria consigo, uma amizade verdadeira que pretendia cultivar por muito tempo.
Continua...
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