Notas iniciais
Saudações terráqueos! Aqui está mais um capitulo quentinho para vocês! Boa leitura...

***

Enquanto Caroline terminava de pentear os enormes cabelos da garota, não pode deixar de notar o quanto seu olhar era vago e distante. Sabia que Elena sentia uma dor indescritível. Sabia que sua alma estava manchada e que nada iria tirar aquela dor, esse trauma. Mas estava disposta a ajudá-la a ser forte, pois era o que ela precisava ser agora. Forte para aguentar o que ainda viria pela frente. Elena começou a soluçar, chamando a atenção de Caroline que a abraçou apertado sendo correspondida.

— Eu sei que isso foi horrível, mas... – murmurou abraçando-a mais forte. – Mas eu estou aqui com você, e sei que essa dor vai passar.

— O problema não é só esse Caroline... – suspirou bem fundo antes de continuar a falar. – Sinto falta dos meus pais, sinto falta da minha casa e como eu queria estar com eles agora. Mas não estou, e isso dói tanto...

Ao escutar aquilo, o coração de Caroline se apertou, pois sabia bem como era ficar longe de seus pais. Entendia cada lágrima que a garota derramava em seu ombro, cada soluço e cada palavra.

— Não fique assim, por favor! – pediu a abraçando. – Você precisa ser forte... Você vai ver todos que ama ainda, acredito muito nisso.

— Quando? Se é que eu esteja viva para vê-los de novo até lá. – respondeu abatida.

— Não fale isso! – repreendeu-a. – Claro que irá vê-los.

— Mas se irei vê-los, qual a razão de eu estar aqui então? – indagou, deixando Caroline sem o que dizer.

— Eu não sei... – admitiu. – Mas tenho fé que vai sair dessa... Uma garota como você não tem porque acabar assim.

— Eu já não tenho mais essa certeza... – suspirou. – Estou destruída.

— Você é uma garota linda e amável, posso ver isso... E sei que pessoas como você não sofrem por muito tempo, Elena. – disse dando um leve sorriso ao perceber o sorriso tímido de Elena.

— Só quero poder ir para casa... E nunca mais olhar na cara daquele homem. – disse trincando os dentes ao lembrar-se de Damon. Caroline apenas suspirou e afastou-se um pouco para dizer.

— Você deve descansar um pouco... Hoje foi muito exaustivo para você. – disse seria, observando a garota assentir.

— Sim, por favor... – respondeu ainda tímida. – Posso te pedir mais uma coisa?

— É claro, Elena... – sorriu. – Somos amigas agora!

— É que eu estou com sede... – disse ficando corada. – Será que você pode...

— Claro que sim... ­– cortou a garota e sacudiu-a. – Não precisa ter vergonha em pedir isso de mim garota.

— Obrigada... – murmurou ainda um tanto encabulada, fazendo Caroline sorrir.

— Você é tão fofinha... – disse apertando suas bochechas.

— Isso... Dói... – sorriu sem graça, fazendo Caroline soltar-lhe. – Brincadeira...

Caroline sorriu saindo do porão para buscar o que a garota havia pedido. Elena observou tudo ao seu redor, olhando cada centímetro daquele lugar em que se encontrava. Era um lugar tão sombrio, havia apenas uma pequena janela que mal transpassava a luz do luar. Perguntava-se como deveriam estar sem ela por perto, se perguntava se sentiam sua falta, ou se nem perceberam que havia desaparecido. Ela tinha tantas dúvidas. Queria saber o porquê estava ali, qual o motivo de Stefan querer fazer isso com ela e seus pais. Mas nada a intrigava mais do que saber quem era aquele homem e por que ele era daquele jeito. Como e porque ele se tornou quem é. Seus pensamentos foram interrompidos ao ouvir a porta abrir novamente, levantou-se de solavanco e tranquilizou-se ao ver Caroline trazendo o copo de água.

– Calma sou eu! – sorriu levemente entregando o copo de água.

— Obrigada! – disse após beber todo o conteúdo rapidamente.

— Bom... – disse Caroline, chamando sua atenção. – Gostaria de saber mais sobre minha nova amiga... Podemos conversar?

— É claro... – disse um pouco mais animada. – Vou adorar saber mais sobre você.

— Oba! – disse animada batendo palmas. ­– Eu começo...

Começaram então há contar um pouco mais sobre si e aos poucos iam criando confiança uma na outra para contar de suas vidas. A garota descobriu que Caroline tinha 20 anos, um irmão chamado Jeremy, e que depois da morte de seus pais, o misterioso Stefan os adotou e acolheu, transformando-os em assassinos treinados por ele. Assim como todos que ali habitavam. Elena não pode evitar pensar em como Damon foi parar ali. Perguntava-se se Stefan tinha influenciado no seu caráter, e como ele tinha chegado até Stefan. Contou que seus pais donos de uma grande empresa e telejornal. Caroline logo imaginou que a essa altura do campeonato, a foto de Elena já deveria estar estampada pelo mundo todo. Elena também contou que vivia praticamente sozinha se não fosse por Maria e que sua vida era muito complicada, pois se não fosse por Maria, seria sozinha. E contou que fora ela, Caroline era sua única amiga. Caroline não pode deixar de ficar comovida com isso, mas contou que Elena era sua única amiga também. Devido à vida que levava, era complicado conhecer novas pessoas. E não gostaria de envolver ninguém em sua vida maluca.

(...)

Após o sequestro de Elena, não demorou muito para que seus pais voltassem para casa e solicitassem a presença da polícia para obter alguma informação sobre o caso. Todos estavam muito preocupados ainda mais pela forma como ela foi levada, com dúvidas se a garota estava realmente bem. Pelo fato da família ser muito influente, o caso não demorou a ser anunciado por todas as redes de comunicação do país.

— Mas ela tinha algum namorado? Talvez não tenha sido um sequestro de fato. – questionou o xerife, um tanto indiferente. – Há muitos relatos de jovens que forjam seu próprio sequestro para conseguir algum dinheiro ou até mesmo fugir dos pais.

— Conheço a minha filha muito bem para saber que ela não faria algo do tipo. – disse John, ríspido.

Isobel estava abraçada a seu marido, pensando em como sua filha estava. Apesar de tudo ela se culpava por não ser presente na vida da filha e não ter a protegido como deveria certamente se fosse, talvez evitasse que isso acontecesse.

— Bom, mas há casos de jovens assim como ela, aparentemente bons filhos que deram muito trabalho para os pais e para nós. – comentou debochado.

— Elena não namorava ninguém e a conheço o suficiente para saber que ela não fugiria. – disse Maria convicta que ela jamais sumiria dessa forma. Nunca armaria seu próprio sequestro. Ela era uma jovem doce e amável, seria incapaz de ter pensamentos tão maquiavélicos como o xerife afirmava.

— E como a senhora pode ter tanta certeza? – indagou o Xerife.

— Simples... Elena me conta tudo. Tudo mesmo. Conta-me mais coisas do que para a própria mãe. – disse orgulhosa, sem perceber que aquilo havia magoado Isobel. – Ela jamais armaria algo assim... E houve uma denuncia de qualquer forma.

– Você pode nos deixar a sós, Maria? – John pediu.

– Claro senhor! – respondeu desgostosa. A verdade é que ela gostaria de acompanhar o caso. Sabia que ninguém estava mais preocupada do que ela. Maria saiu da sala deixando os pais de Elena e o Xerife a sós.

— Bom Xerife, não importa se Elena armou ou não, é o dever de vocês buscarem por ela. E eu farei de tudo para que isso seja possível. – disse John, com um olhar indiferente. O xerife havia compreendido.

— Bom, creio que posso achá-la, mas isso pode demorar... – responde indiferente.

— Quanto você quer para encontrar minha filha e a trazê-la para mim? – disse sério.

— Bom, podemos negociar senhor Gilbert. – disse sorrindo de canto. – Não vai ser fácil encontrá-la...

— Quanto você quer? – repetiu rispidamente.

— Bom, já que insiste... – sorri sarcasticamente.

John sabia que o xerife era ganancioso e interesseiro, somente subornando-o para que ele cumprisse o seu dever. Sabia que o dinheiro comprava as pessoas, pois era assim que os humanos funcionavam. Só faziam coisas se fosse de seu interesse, coisas que pudessem tirar vantagem. E sabia que mesmo tendo influencia o caso só seria resolvido caso oferecesse algo em troca. Não tinha ideia de quem teria sequestrado sua filha, mas tinha suas suspeitas e sabia que se sua suposição estivesse certa, Elena estaria correndo risco de vida.


(...)

A garota estava deitada na cama com a cabeça nas pernas de Caroline, que fazia carinho em seus cabelos macio. Elena estava quase pegando no sono quando Damon entra no quarto e percebe que a garota estava dormindo no colo de Caroline. Ao olhar para a loira a fuzilou com os olhos.

— O que faz aqui? – disse ele irritado. – Não disse que não era para se aproximar dela sem minha autorização?

— Sim, mas... Precisava abraçar-lhe. – disse acanhada. – E ela precisava de mim, depois do que você fez...

— Você não sabe o que eu fiz Caroline... – respondeu vago.

— Claro que sei... Todos sabem o que você fez. – respondeu com raiva.

— Então, ela já abriu o bico...

— Não, nós ouvimos tudo. – respondeu indiferente. Damon não disse nada apenas observou a dormindo no colo da loira.

— Ela está dormindo? – perguntou já sabendo a resposta.

— Sim, está. – respondeu o encarando. – Você pode deixá-la descansar, ao menos?

Damon nada respondeu, apenas continuou observando a garota que adormecia tão serenamente no colo da loira. Ela parecia ser tão doce, e era realmente muito bela, pensava. Elena realmente tinha algo que chamava sua atenção e não era simplesmente a sua beleza, mas havia algo nela que o fazia se sentir diferente. No entanto, não sabia explicar o que de fato ela o fazia sentir. Caroline vendo que Damon estava absorto chamou mais uma vez.

— Damon? Você escutou o que eu disse? – perguntou despertando-o do transe.

— Que? – perguntou confuso percebendo que tinha demorado a respondê-la. – Ah, não Caroline... Não escutei e de qualquer forma não me importa o que tenha a dizer.

— Argh! Você é um saco... – resmungou fazendo-o revirar os olhos. – Perguntei se você pode deixá-la descansar.

— Sim... – respondeu com o olhar vago. – Desde que você não fique aqui.

Caroline bufou concordando e se levantou cuidadosamente para não acordá-la. Ajeitou a garota na cama e a embrulhou para que se sentisse confortável. Antes de sair observou que Damon continuava no mesmo lugar fitando a garota.

— E você? Não vai sair? – perguntou.

— Não lhe interessa Caroline. – respondeu sem tirar o olhar da garota. – Você já pode sair...

— Mas... – antes que terminasse de falar ele a cortou.

— Não irei fazer nada com ela. Só saia daqui. – respondeu secamente.

Caroline apenas suspirou e saiu do local deixando os dois a sós. Damon continuou no mesmo lugar até perceber que a loira havia saído. Aproximou-se da garota lentamente e a observou mais de perto. Em um ato involuntário, Damon acariciou o rosto da garota observando cada detalhe dele. Sentou se na beirada da cama e acariciou seus cabelos.

— Como consegue despertar algo em mim? – murmura a fitando.

(...)

Elena acorda no meio da noite um pouco assustada, olha tudo ao seu redor e se decepciona ao perceber que nada daquilo havia sido um pesadelo. Sentiu algo sobre si e ao olhar para o lado se assustou ao perceber que Damon estava dormindo sobre seu corpo. Sua mão estava sobre o corpo de Elena como se a abraçasse e dormia todo desajeitado sobre ela. Perguntava-se como ele havia parado ali e porque estava daquela forma.

Estava tão confusa, realmente não sabia o que esperar dele, pois parecia tão sereno ali. Dormia tão tranquilamente, que em outro momento Elena acreditaria que ele seria incapaz de fazer o mal. Só não entendia o porquê ele estava tão próximo, e tão entregue. De longe parecia estar tentando se aproveitar dela ou querendo fazer algum mal. Sentiu que por alguma razão ele quis estar perto dela, e sem a pretensão de fazer-lhe mal. E ao pensar nisso não pode deixar de sentir-se aliviada. Observou-o dormir por um tempo, observou cada detalhe de seu rosto, assim como Damon fez anteriormente.

Achava cada detalhe perfeito e que cada parte sua estava em sincronia com o resto do rosto. Ele era terrivelmente lindo, pensava. Involuntariamente sua mão seguiu até seus cabelos, e adorou a textura deles. No entanto, ao perceber o que fazia retirou sua mão e lembrou o quão ele havia lhe machucado. Ele não merecia seu toque, e nem aquele sentimento que havia surgido no momento que o viu dormindo. Praguejou-se ao pensar o quão ele havia lhe chamado à atenção. Não era desejo, tão pouco era simpatia, mas sabia que tinha algo nele que lhe chamava a atenção. Fechou os olhos e tentou dormir novamente.

Durante a madrugada, Caroline foi até o quarto ver como a garota estava e ficou boquiaberta ao ver Damon dormindo ao seu lado. Notou que sua mão a enlaçava, pousava sobre o seu corpo como se quisesse mostrar que ela lhe pertencia. Ao se aproximar da cama, acabou acordando Damon que ficou confuso ao abrir os olhos e perceber que estava no porão. Percebeu como estava e se ajeitou, tomando um breve susto ao perceber a presença da loira.

— Caramba Caroline! Que susto. – disse fechando a cara. – Há quanto tempo está aí?

— Não muito tempo. Só o suficiente para vê-lo abraçado a garota. – respondeu estreitando levemente os olhos.

— Não estava abraçado... Já está vendo demais. – respondeu desviando o olhar.

— Você sabe que não me engana, não é? – o fitou desconfiada.

— Caroline, vá dormir... Melhor que faz. – disse já irritado saindo do quarto.

— Damon, você não me engana. – sorriu ao perceber que a garota de alguma razão mexia com ele.

(...)

Haviam se passado exatos três dias desde que Elena havia sido sequestrada, entretanto nenhuma pista havia sido encontrada pela polícia. Seu paradeiro era desconhecido e seria muito difícil encontrá-la sem nenhum suspeito em vista. Durante esse período, nenhuma ação foi dada aos assassinos quanto ao que fazer com Elena Gilbert. Em nenhum desses dias a garota se atreveu a sair do quarto, até porque as ordens era mantê-la ali e apenas sair quando fosse solicitado.

Todos estavam estranhando a demora de Stefan em se pronunciar quanto a Elena. Diariamente recebiam ordens de execução e outros trabalhos, mas até então não falou quaisquer ação a ser praticada. Caroline temia por esse silêncio, pois sabia que uma bomba poderia explodir em suas mãos, e não saberia como detê-la.

Durante esse tempo a garota não pensava em outra coisa além de como sair dali, da falta que sentia das pessoas que amava e que teve que deixar para trás, a força. Durante esse período, não pode deixar de pensar em Damon, e como ele a fazia se sentir. Ele a fazia ir de um extremo a outro. Uma hora o odiava e em outra pensava em como ele seria e em tudo que ele escondia. Tinha necessidade de conhecer mais sobre ele. Ele instigava algo que ela não sabia o que era e que tinha medo de descobrir. Desde a noite que o viu deitado sobre o seu corpo, não o encontrou mais. Isso porque Damon havia viajado até Londres, as ordens de Stefan para matar alguns corruptos.

Não houve nenhum momento que ela não se lembrasse de seu nome e seu rosto. E mal sabia ela que Damon também não esqueceu nenhum detalhe seu. Por outro lado, Damon se sentia um tanto perturbado, acreditava que estava ficando louco por pensar tanto em alguém em tão pouco tempo. Mas não podia negar que havia uma ligação entre eles, algo que fazia com que não deixassem de pensar um no outro. Mesmo que não nutrissem nenhuma espécie de sentimentos à ligação existia. Mas nesse dia em questão, Damon estava voltando e estava ansioso para vê-la e tê-la novamente. Ficava eufórico apenas de imaginar que sentiria seu corpo sobre o seu, e dessa vez estava disposta a fazê-la sentir prazer. E insistiria até ela ceder.

Apesar de notar que andava estranho, ignorava qualquer pensamento considerado racional. Assim que chegou à pensão, subiu para o seu quarto e tratou de tomar um longo banho para relaxar. Ao terminar, vestiu-se e desceu as escadas encontrando Caroline que acabava de voltar do porão com uma bandeja vazia.

— Como ela está? – perguntou surpreendendo Caroline.

— Está bem... Na medida do possível é claro. – respondeu. – Por quê?

— Por nada. – respondeu grosseiramente, fazendo-a revirar os olhos.

— Você não tem jeito mesmo. Continua o mesmo estúpido de sempre.

— E você continua querendo saber o que não te importa. – disse sarcástico.

Ignorou a loira e seguiu para o porão, onde sua presença logo foi notada pela garota. Elena o fitou surpresa, estava justamente pensando nele naquele instante. Não pode deixar de notar o quão lindo estava naquele dia, e como o azul de sua camisa combinava perfeitamente com seus cabelos negros. Seus olhos tinham um brilho diferente, pareciam ter mais brilho do que sombras, como costumava ter. Apesar do receio que ainda sentia com a sua presença, ter ele tão perto era algo que estranhamente agradava-a.

Damon observava cada detalhe seu, parecia decorar cada expressão, cada parte sua. Parecia que não a via há algum tempo, e estranhamente seu olhar era o que ele mais pensava. Seus olhos pareciam abraçar a alma de forma tão apertada, podia perceber toda a inocência em seus olhos. Tudo nela parecia lhe agradar e por isso sentia tanto desejo em tê-la.

– Sentiu a minha falta? – sorriu sarcasticamente.

Elena nada respondeu, apenas continuou o fitando. Ele sabia que ela não iria lhe responder, apesar de saber que ela deve ter notado sua ausência. Aproximou-se dela e sentou-se ao lado dela na cama.

— Eu viajei a trabalho esses dias em que estive fora. – contou, deitando-se na cama e mirando o olhar na garota, que respirava com certa dificuldade. – Mas eu voltei para você, como eu disse que faria.

Sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo ao escutar tais palavras, Elena apenas o fitava. Não podia negar que tais palavras mexeram com ela, contudo permaneceu sem agir ou pronunciar algo, apenas esperando o que ele faria com ela. Seja torturá-la ou possuí-la. Apenas desejava que fosse logo, pois aquele suspense a deixava ainda mais nervosa. Estava perdida naquele olhar misterioso que escondia tantas coisas, sentia desejo de desvendar cada segredo que ele guardava a sete chaves. Sentiu um leve toque em sua cintura e percebeu que a mão dele pousava delicadamente em seu corpo.

Damon estava disposto a ser mais sutil, e menos agressivo, mas não porque sentia pena ou porque estava nutrindo algo, mas sim porque queria que ela sentisse prazer. Ao menos era o que ele dizia a si próprio, pois sabia que seria impossível não gostar de uma menina tão especial como Elena. Ao sentir seu toque, fechou os olhos esperando por mais uma ação vinda do rapaz. Damon a puxou pela cintura e a trouxe para si a beijando.

Sua mente estava confusa, e mais uma vez se viu em contradição. Via-se em dois extremos. Ao sentir seus lábios beijando os seus de forma menos violenta, quis beijá-lo mesmo tendo consciência de seus atos. Sua razão dizia para não corresponder, todavia seu coração, ou melhor, seu corpo inteiro queria mais do rapaz. Não se conteve e mergulhou no desejo que crescia a cada toque certo que ele fazia.

Surpreendeu-se ao ser correspondido, depois de tudo ela estava alia em seus braços tentando corresponder seus beijos, ainda um tanto acanhada. Beijá-lo daquela forma era uma sensação nova para a garota, pois nunca havia experimentado tal coisa. E cada segundo que se passava, mais a vontade em tê-lo crescia dentro de si.

Damon subiu sobre seu corpo se apoiando na cama para continuar beijando-a. Surpreendeu-se mais uma vez ao sentir sua língua pedir espaço em sua boca e explorando-a. Ele desce seus beijos pelo seu pescoço que suspira pesadamente com as caricias agora sutis. Damon tirou a camisa de Elena sem deixar de beijá-la, e desceu seus beijos pelo seu colo e seguindo uma trilha molhada até os vãos de seus seios. Beijava e chupava a pele sensível e macia da menina que delirava com suas caricias. Logo voltou a beijá-la, seu desejo apenas crescia cada vez mais.

— Tire a minha camisa. – pediu fitando-a intensamente.

Elena tirou sua camisa delicadamente, sem hesitar em obedecê-lo. Ao sentir as mãos delicadas encostarem-se a sua barriga, sentiu um forte arrepio por todo o corpo. Assim que ela tirou sua camisa, arrancou seu sutiã em um ato um tanto desesperado e começou a beijar seus seios. Dessa fez seu beijo era mais delicado proporcionando-lhe mais prazer. Damon desceu seus beijos pela barriga da garota e não hesitou em beijar cada pedacinho dela, fazendo a soltar um longo suspiro.

Damon sorriu ao ver a pele corada e arrepiada de Elena, adorava saber que ela estava gostando tanto quanto ele. Damon tirou toda a roupa que restava nela e admirou seu corpo, era esplêndido e o deixava louco de desejo. Ao perceber seu olhar em seu corpo, não pode deixar de corar furiosamente. Damon se colocou entre as pernas da menina e desceu seus beijos pelo corpo dela chegando onde mais queria. Damon começou a beijá-la na parte mais sensível e ao sentir sua língua macia e quente não pode evitar de gemer e já não escondia seu prazer em tê-lo a tocando. Damon pegou um dos seios de Elena e começou a massageá-los com vontade, fazendo-a gemer e arquear seu corpo constantemente. Ela agarrou com vontade o lençol de seda branco de Caroline para não correr o risco de puxar os cabelos de Damon. E sem aviso prévio a penetrou com força se enterrando completamente em seu corpo

(...)

Seus gemidos soavam pela pensão, soavam como música para alguns e incomodava outros. Caroline estava assustada, não pelo o que escutava, mas porque estava escutando. Elena parecia gostar e isso realmente a intrigava. Se ela estava gostando, certamente Damon convenceu-a. Ambos estariam nutrindo algo um pelo outro? Perguntava-se confusa.

Estavam quase chegando ao ápice, Damon beijava seu pescoço enquanto as mãos dela abraçava a cintura dele com medo de o tocar e não permitir. Damon caiu exausto em cima de Elena, e involuntariamente suas mãos seguiram até seus cabelos os acariciando. Sentia-se aliviada por não ter sido dolorido como da primeira vez, sabia que se entregando doeria menos. E sorriu ao lembrar que em nenhum momento ele foi grosseiro.

Damon fechou os olhos ao sentir seu carinho, ela havia descoberto seu ponto fraco. Estava relaxado e com a respiração calma, enquanto a garota permanecia acariciando seus cabelos. Jamais alguém se preocupou em acariciá-lo, além de sua mãe quando ele era pequeno. Era incrível aquela sensação esquisita, era como se estivesse em paz ao lado dela. Por mais que gostasse dessa sensação, não queria sentir-se assim novamente. Já sofreu demais e não quer sentir essa dor novamente. Ignorou esses pensamentos saindo de cima dela e a puxou para seu peito. O que surpreendeu a garota, que deitou sem entender o porquê daquela atitude. Nem ele mesmo sabia a razão, mas preferia ignorar tudo e apenas seguir o que seu coração dizia. Pelo menos naquele momento.


Continua...

Notas finais
O que acharam do capitulo? Sugestões são sempre bem vindas.