Notas iniciais
Oi, dois capítulos novos no mesmo dia hein? '0'
Espero que gostem e boa leitura.

(narrado pela Broke)

– Pára Tom!

– Tudo bem, já parei. Ele sorriu e se afastou um pouco, se jogando na grama macia ao meu lado, ele apoiava a cabeça com as duas mãos, era noite, o céu estava completamente limpo e estrelado, nunca tinha visto um céu tão lindo, me deitei ao lado dele também, era uma noite perfeita.

– Eu nunca tinha imaginado isso sabia? Ele falava ainda observando o céu. – Eu nunca tinha me imaginado namorando sério mesmo, nunca me imaginei... Tão dependente de alguém... Eu deitei de lado para fitá-lo, havia um grande sorriso nos seus lábios.

– É claro que não né Tom? Do jeito que você era galinha antes... Ele virou para mim com uma expressão indignada, forçada é claro, ele se sentou e fez beicinho com aquela boca perfeita que ele tem. Revirei os olhos e me joguei em cima dele, ambos riamos agora, nossos rostos estavam cada vez mais perto um do outro, até que nos beijamos durante algum tempo, depois eu me afastei, sem fôlego. Ele olhava nos meus olhos.

– Como você consegue fazer isso? Fiquei deitada nele, com a cabeça em seu peito, ele me abraçou pela cintura.

– Isso o quê? Levantei a cabeça para olha-lo.

– Isso, me atrair desse jeito. Fica me seduzindo. Eu ri.

– Quer dizer que eu te seduzo? Ele também ria.

– Com certeza! É... Acho que vai chover. Quando eu ia me afastar dele para olhar para o céu, grandes gotas de água fria começaram a cair sobre nós.

– Ah, seu boca santa! Eu disse, me levantando toda encharcada já. Ele se levantou, morrendo de rir.

– Pelo menos eu te avisei! Nós gritávamos, a chuva estava ficando cada vez mais forte.

– Acho melhor a gente sair daqui! Não era apenas uma chuva, estava se tornando uma verdadeira tempestade de raios e nós estávamos em campo aberto! Ele me pegou pela mão e nós começamos a correr, eu só não fazia ideia para onde.

– Ali! Ele apontou em direção a uma grande casa, aparentemente abandonada. Senti um arrepio. Quando chegamos na casa, o Tom arrombou a porta e olhou dentro do lugar, depois gesticulou para que eu entrasse. Entrei ainda me sentindo estranha, algo me incomodava, mas estava muito escuro, quando o Tom achou um interruptor da luz, no instante em que ele acendeu, o barulho da tempestade diminuiu, com se estivesse sendo abafada por alguma coisa.

Nós estávamos em um quarto com uma cama velha, uma cadeira com algumas cordas jogadas e um criado-mudo, toda á mobilha era velha, gasta e imunda, a janela era alta e protegida por barras de ferro.

– Que lugar é esse? Ele perguntou soltando a minha mão e olhando em volta, eu estava catatônica. – Amor, você está bem? Consegui reunir forças para respondê-lo.

– Nós temos que sair daqui, agora! Falei e segurei sua mão novamente, puxando-o em direção a porta por onde nós tínhamos entrado.

– Mas... Ele não teve tempo para acabar a frase, passamos pela porta e para a nossa surpresa nós não saímos do lugar, acabamos em um extenso corredor, vários quartos todos enumerados. Eu estava ofegante. O Tom apenas encarava o corredor, confuso. Não entendendo nada do que estava acontecendo.

Puxei novamente para dentro do quarto, não havia nenhuma outra saída, comecei a rodar pelo cômodo como um animal que acaba de ser enjaulado.

– Broke! Broke! O que está acontecendo? Ele perguntou, me parando.

– A gente... Nós temos que sair Tom, agora! Antes que... Que ele volte!

– Broke, se acalma! Ele quem? Voltar da onde? Eu chorava compulsivamente, ele me abraçou, eu não conseguia mais falar. – Calma, não vai te acontecer nada. Eu prometo.

Eu me afastei correndo dele, sua voz tinha mudado com o decorrer da frase, estava ficando distorcida, principalmente nas últimas palavras. Eu me afastei dele de olhos fechados, com medo de mais para abri-los.

– Qual é o problema amor? Você está com medo de mim? Não, aquela voz não.

– Fica longe de mim! Eu gritei ainda de olhos fechados, agora eu estava encostada em uma das paredes do quarto, eu podia ouvir os passos se aproximando de mim. – Você não é o Tom! Eu tentava afirmar aquilo mais para mim mesma do que qualquer outra coisa.

– É, você está certa, eu não sou o Tom... Eu sou seu pior pesadelo. Ele disse isso e me agarrou pelos braços, eu abri meus olhos e gritei, era mesmo meu pior pesadelo, era a máscara do Saw, dos Jogos Mortais.

Eu acordei gritando, completamente sem ar, ainda sentada na cadeira amarrada, tentei reprimir o grito, a última coisa que eu queria era chamar a atenção para mim, depois de algumas tentativas sem sucesso, consegui parar de gritar e respirei novamente.

– Era apenas um pesadelo. Disse pra mim mesma.

Logo que a adrenalina saiu do meu corpo, me senti destruída, cada parte do meu corpo doía, ainda ofegante, larguei meu pescoço para trás, tentando me acalmar.

Depois de alguns minutos desse jeito, ouvi o som de passos, voltei à posição de alerta, olhando para a porta.

Quando a porta estava sendo destrancada, respirei fundo.

– Posso saber por que diabos você está gritando a essa hora, sua louca? Era o homem com a máscara do Pânico. Eu nunca havia falado com ele antes, ele que tinha gravado o vídeo àquela hora.

– É... Desculpa, é que eu vi uma barata. Sim, essa foi à única coisa em que eu pude pensar. Ele riu, por incrível que pareça ele riu.

– Uhm... Está com fome? Eu não tinha parado para pensar no meu estômago ainda, mas como se ele tivesse vontade própria, ele fez um barulho suficientemente alto para que o homem ouvisse, ele riu de novo. – Eu já volto então. Ele disse e saiu fechando a porta e trancando-a.

Ele estava realmente rindo ou eu estou delirando? Não sei, só sei que eu estou com muita fome agora.

Notas finais
Não esqueçam dos reviews tá? *: