Kibõ no kyü

17 Um pedido de ajuda desconhecido


Notas iniciais
Fala galera! Meus leitores! Aqui estamos nós! Para os mais velhos que já conheciam essa fanfic, vocês podem chorar de emoção, eu deixo. Pois bem, aqui estamos, depois de 3 ou 4 anos de ausência, o decimo sétimo capitulo de Uma esfera de esperança! Aproveitem! Aviso: Contera um pequeno crossover! Quem adivinhar tem a chance de escolher uma garota ou duas para o harém e ter um pequeno spoiler!

Capítulo 17: Um pedido de ajuda desconhecido.

A casa estava tranquila, seus habitantes se mantinham pregados máximo possível da normalidade, aproveitando este pequeno luxo para uma família de shinobis. O que muitos civis achavam monótono para ninjas era uma pequena benção em maior ao trabalho maior de concluir missões altamente arriscadas, colocando sua vida na linha para um bem maior. Contudo para um Uzumaki Naruto a monotonia era sua maior inimiga, uma rival maior do que Sasuke, e falando no loiro o mesmo se encontrava jogado no amplo jardim da mansão, observando o céu de forma entediada.

Não fazia tanto tempo que falou com sua tia sobre o novo selo em seu corpo e da cooperação de Kyuubi em ensina-lo. Aquilo havia espantado a Uzumaki mais velha, tanto por um ser de puro chackra com centenas de anos de ódio ter ajudado seu sobrinho e o mesmo ter um incrível poder dentro de si. Um pensamento passou pela mente da ruiva, todo aquele poder, era pouco provável que somente a fusão do Doujutsu no clã Uzumaki e Namikaze resultasse em uma força da natureza daquela, devia ter algo mais... Algo mais em Uzumaki Naruto que os olhos pudessem ver.

“É tão chaaaaato!” Reclamou o loiro infantilmente.

Uma pessoa comum estaria agradecendo por ter um tempo para si depois de tudo que Naruto havia passado. Revelações chocantes, garotas apaixonadas e possessivas, experiências de quase morte, lutas contra uma divindade, descobrir um poder que rivalizava temporariamente com a de um Deus e ofertas de poligamia.

Mas Naruto era tudo menos uma pessoa comum.

“Eu me pergunto para onde Karin foi... Oba-san disse que ela havia saído agora a pouco...” Perguntou para si.

Quando o jovem ninja estava preste a mais uma vez reclamar a voz de Miya se fez presente.

“Naruto-kun!” Chamou a mulher mais velha claramente se divertindo com a infantilidade de seu sobrinho. “Tem uma visita para você.”

Uma visita para ele? Era uma grande surpresa já que antigamente ninguém o visitava em seu apartamento.

“Quem é Oba-san?” Questionou Naruto se dirigindo para o interior.

“Na-Naruto-kun...”.

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Karin cantarolava alegremente enquanto observava atentamente algumas frutas à mostra na loja, olhos rubis fitando seriamente uma maça como se a despisse, estudasse a fruta em uma visão atômica. A garota ruiva levava muito á sério a culinária, era um dos passatempos favoritos que Karin teve que largar na época em que era subordinada de Orochimaru, mas que recuperou após se salvar por Naruto.

Seu cavaleiro loiro heroico.

Um suspiro de contentamento saiu de seus lábios. Aquele sentimento era algo novo para ela, mas que a trazia uma ótima sensação em seu peito, no interior de sua alma, ser notada e cuidada de forma amorosa, ter alguém que se arriscaria sua vida para a dela. Sem sombra de duvidas, ela sofria de Amor a Primeira Vista, não que ela estivesse reclamando.

“Sério irmã, você estava com tanta pressa para chegar o mais rápido possível e quando chegamos você para em uma loja para comprar biscoitos?”

“Ei! Konoha é conhecida por ter os melhores biscoitos de toda Nação Elemental! Eu não poderia vir aqui sem experimentar!”

“Você e sua estranha obsessão por biscoitos.”

“E você com seu cabelo.”

“Touché.”

A ninja ruiva voltou sua atenção para o duo estranho de garotas não muito longe dela na estação de bolachas, ao olho nu era certo dizer que as duas não se pareciam nada como irmãs. A mais alta consequentemente deveria ser a mais velha das duas com no máximo 15 anos, longos cabelos loiros, olhos lilás, pele branca e vestindo uma roupa bastante reveladora que trocava entre cores marrom claro e laranja, o busto consideravelmente desenvolvimento para uma garota de 15 anos claramente atraia a atenção de muitos garotos. A garota ao seu lado era menor, cabelos curtos negro-avermelhados, usava uma capa vermelha, roupas góticas que derivavam entre negro e vermelho, olhos prateados e pele branca.

Contudo outra coisa havia alarmado Karin. Eles não pareciam ter um resquício de chakra.

Todo ser vivo conhecido pela Nação Elemental detinha dentro de si chakra mesmo que fossem em pequenas quantidades, como civis e animais, tudo emanava chakra e isso para Karin era como um localizador, mesmo naquele mercado ela podia sentir a presença de todos, mas não aquelas duas. Elas não tinham presença em seu sensor, era como se fosse estática em seu radar.

Quem eram elas? O que eram elas?

“Vamos logo irmãzinha, precisamos falar com essa tal de Hokage.” Disse a garota loira com os punhos nos quadris.

“Já vai! Já vai!” Respondeu a irmã de olhos prateados.

Então as irmãs desapareceram do seu campo de visão.

Karin precisava falar com Miya.

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Tsunade havia suspirado mais uma vez naquele dia, os acontecimentos da reunião de minutos atrás ainda passavam pela sua cabeça incansavelmente. Os anciões junto de Danzo de alguma forma descobriram o que Naruto carregava dentro de si além da Kyuubi, um poder maior que o demônio de nove caudas, e isso a preocupava demais pela saúde do loiro já que era claro ver a intenção no olho solitário do Falcão de Guerra. Danzo Shimura era conhecido por ser rival de seu professor, Hiruzen Sarutobi, em suas épocas antes do velho macaco ter seu mandato como Hokage, ele mesmo foi um dos eleitos a ser um provável Hokage, mas sua perda pelas mãos de seu rival parecia enraíza dentro dele um ódio sem precedentes. A Senju sabia sobre a RAIZ, um batalhão cheios de ANBUS com somente o intuito de receberem ordens de Danzo, Hiruzen de acordo com os registros havia mandado o desligamento total da ANBU de Danzo, mas que claramente foi ignorada e escondida do Hokage anterior, mesmo que Tsunade quisesse extinguir a RAIZ ela não poderia já que a mesma contava como uma força militar para Konoha, fazer o trabalho sujo que toda aldeia tinha em suas mãos, mesmo que estivessem sobre o comando de Danzo.

O Falcão de Guerra sempre teve os olhos em Naruto desde seu nascimento. Queria tê-lo e molda-lo para ser usado corretamente, como um exato Jinchuuriki devia ser. Controlado por uma mão forte, ser um defensor dedicado e sem emoções. Uma arma perfeita. E agora sua ambição havia triplicado de tamanho ao descobrir o Doujutsu do Uzumaki que possivelmente se tornaria um dos fatores mais poderosos de toda Nação Elemental.

Às vezes uma pequena parte dela se arrependia de se tornar Hokage.

“Preciso de Sakê.”

Antes que ela tivesse a oportunidade de puxar a gaveta onde guardava seu compartimento secreto de sua bebida alcoólica favorita de sua aprendiza, a mesma abre a porta, assustando Tsunade com sua entrada repentina e medo dela ter visto onde guardava seu tesouro.

“Shi-Shizune! Bata antes de entrar!” Bravejou a loira mais velha com sua aprendiza.

“Tsunade-sama nem sabe que eu já sei de seu compartimento secreto...” Pensou Shizune para si mesmo com uma gota em sua cabeça. “Tsunade-sama a duas garotas que querem falar com a senhora.”

“Garotas? Eu não tenho tempo para isso, tenho muito coisa para fazer hoje.” Respondeu com desdém.

Se ela atendesse cada pessoa que vinham ao seu escritório.

“Elas são daquele continente...”.

Agora que pegou a atenção da Senju.

“Você tem certeza?” Questionou seriamente Tsunade, os olhos caramelo transpareciam sua seriedade no assunto.

Fazia anos desde que o nome daquele continente foi ouvido, a última vez que apareceu foi há quase 20 anos atrás na missão solo que Namikaze Minato havia tido pelas ordens secretas de Hiruzen Sarutobi. Tão secreto que somente ela como Hokage tinha direito de saber os detalhes. Ela teria rido do relatório e o chamado de bobagem, mas quem o escreveu foi o próprio Minato então tudo aquilo era realmente real.

Criaturas sem almas e dispositivos de combate de multi-função que atiravam projéteis? Claro.

“Mande as entrarem Shizune.” Ordenou Tsunade. “ Coloque todo ANBU ao redor deste escritório, quero cada centímetro de fora deste escritório sendo vigiado e também selado com supressores de som e visão.”

“Sim Tsunade-sama.”

O que mais o seu dia traria?

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O silêncio tímido era claramente visto naquela sala, tão silencioso que se poderia cortar com uma faca e vê-la se partir. Naruto não havia imaginado que Hinata viria até sua casa e o pedisse pra conversar a sós, era algo completamente irreal para alguém que mal podia chegar perto dele sem desmaiar com a face vermelha. Claro que isso era antes de sua confissão, o Uzumaki agora sabia do por que dos desmaios e gagueiras continuas, ela estava apaixonada por ele.

Naruto não sabia realmente o que era um amor entre duas pessoas sem serem família. Ele nunca foi educado como uma criança normal, seu isolamento social o fez ser atrofiado socialmente. Tudo o que ele quis era atenção e correr atrás de Sakura foi um dos modos de ter a atenção desejada.

Ele realmente não sabia o que dizer para a garota a sua frente. Não sabia se realmente podia corresponder a seus sentimentos quando sequer poderia entender os seus próprios. Ele sentia o coração aquecer ao seu redor e palpitar forte, mas assim acontecia entorno de Sakura, Ino e Karin. E outro fator também era a restauração de clã que ele deveria passar ao casar-se com várias outras mulheres.

Estaria ele ficando com ela somente para reproduzir e passar sua genética a frente ou ama-la como ele a ama?

“Naruto-kun...” Começou a Hyuuga timidamente.

“Hinata...”

“E-Eu quero saber a sua resposta...” Disse ela com a voz fraca, o medo enterrado em seu ser só estava esperando a oportunidade para atacar. “Por favor... Seja verdadeiro comigo...”.

O Uzumaki engoliu em seco. Estava nervoso.

“Hinata...” Disse. “Sinto-me muito feliz pelo o que sente por mim, realmente, ter alguém que me ama tanto quanto você faz meu coração palpitar de alegria, por ter a existência reconhecida por alguém é algo que eu sempre estarei grato por você, mas...” O medo voltou com força total para Hinata, apertando os punhos em seu colo ela aguentou e esperou. “Eu não sei o que sinto, eu sinto meu interior quente quando estou do seu lado, uma imensa felicidade quando vejo você, mas assim também sinto com outras três garotas.”

Ele suspirou profundamente. Hinata não sabia o que pensar naquele momento.

“Você ouviu falar sobre a Lei da Restauração de Clã?” Perguntou o loiro recebendo um aceno.

Claro que Hinata sabia sobre tal, ser a herdeira de um dos clãs mais prestigiados do mundo tinha seus deveres e estudos sobre leis e afins.

“Então você sabe que eu como ultimo Uzumaki e Namikaze restante.” O nome Namikaze chamou a atenção da garota de cabelos azuis. “E também o único com a junção de dois Limites de Sangue eu tenho que repovoar o clã e passar meu gene adiante já que Miya-obasan não pode ter mais filhos.” Respirou fundo como se tirasse um enorme peso, os olhos azuis se voltaram para os perolados. “Eu sinto que estivesse com você estaria a usando e não a amando, então por isso eu queria pedir tempo e ir devagar, sei que pode ser egoísmo de minha parte, mas...”.

Naruto não pode continuar quando se viu preso entre os braços de Hinata. Era um sentimento tão bom e acolhedor, se sentia quente e confortável.

“Não precisa dizer mais nada Naruto-kun.” Disse ela com uma voz baixa. “Como eu disse, eu sempre o amei e sempre amarei você até o fim de meus dias, você é a minha luz, minha força, mesmo que me amasse e amasse outras eu saberia que você as ama tanto me ama, eu conheço seu coração, um puro e grande.” As palavras da garota a sua frente faziam os olhos cerúleos alargar-se. “Não é egoísta de sua parte, e egoísmo meu pedir para você ficar somente comigo quando sei que nem todo o meu amor poderá curar suas feridas. Se para ficar com você tenho que compartilha-lo então assim seja.”

O loiro não sabia o que dizer. Palavras não poderiam sair de sua boca com o que Hinata acabara de falar. Ele passou os seus braços envoltos da figura da Hyuuga, abraçando-a com força, lagrimas de felicidade caindo de seus olhos.

Não muito longe dali encostado a uma parede estava Miya com um sorriso carinhoso no rosto. Ouvira toda a conversa entre os dois Gennins e ela não pode ficar mais feliz com as palavras de Hinata. Agora ela sabia que poderia deixar Naruto em boas mãos caso algo acontecesse com ela.

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Uma figura caminhava pela floresta com passos fortes e pesados, o manto envolto de sua figura cobria todo o corpo como uma segunda pele, tornando-se quase como um fantasma. A copa das arvores por um momento sibilaram fortemente, as folhas caiam por toda a parte, a figura para repentinamente.

Um grave silêncio se fez presente.

“Eu não acharia que ainda estivesse vivo.” Disse uma voz grave pela floresta.

“Eu achava que você estivesse morto.” Respondeu a figura sem abalar.

“As noticias sobre mim são exageradas.” Respondeu a voz de volta.

“O que você quer de mim?” Questionou a figura.

A poucos centímetros da figura uma pessoa surgiu através do redemoinho de folhas, usava roupas negras com nuvens vermelhas, cabelos negros e usava uma mascara laranja.

“Quero que trabalhe para mim.” Disse o homem da mascara alaranjada, a figura retoma a sua caminhada claramente desinteressada. “Você terá sua vingança caso esteja do meu lado.”

A figura parou.

“Então temos um acordo, eu ajudo você enquanto eu ainda puder ter minha vingança contra os Uzumaki e Namikaze.” Disse a figura retirando o manto revelando um homem de cabelos castanhos arrepiados, rosto com várias marcas de cortes e olhos marrons.

“Escolheu o lado certo, Kayzen.”

Continua....

Omake!

Ele suspirou profundamente. Hinata não sabia o que pensar naquele momento.

“Você ouviu falar sobre a Iniciativa Vingadores?” Perguntou o loiro.

Der repente tudo em sua volta pareceu mudar. As paredes de madeiras se tornaram metálicas e as janelas desapareceram, o ar confortável se tornou grave e pesada.

A Hinata quase surtou quando percebeu que Naruto já não parecia mais ele. Detinha um tapa olho, seu cabelo havia ficado embranquecido com algumas listras negras, usava um terno azulado e o que os separava agora era uma mesa de metal com um pasta encima dela.

Ultra Secreto: Iniciativa Vingadores.

Notas finais
Deixem comentarios! Faz bem pra saúde do leitor e do escritor!