Kibõ no kyü

18 Quando os punhos se chocam pt1


Notas iniciais
Mais um!

Capítulo 18: Quando punhos se chocam pt1

“Às vezes não se necessita de palavras para ter uma compreensão mútua, quando os punhos se chocam.”

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Dizer que Uzumaki Naruto não estava feliz era um eufemismo profundo, seu sorriso poderia fazer o próprio Sol em si aceitar a derrota porque não havia mais nada tão brilhante quanto o sorriso que o loiro ostentava em seu rosto ao redor de sua casa.

Não fazia tanto tempo desde que Naruto e Hinata tiveram sua conversa na sala onde colocaram todo o peso de seus sentimentos para fora, seu entendimento e sua solução e sua decisão final. Para o loiro não haveria mais nada que pudessem atacar seu bom humor, ele havia descoberto que alguém o amava. Alguém que queria estar junto dele, que se preocupava profundamente com seu ser, alguém que o apoiaria em seus momentos difíceis.

Quando Miya tinha aparecido na vida de Naruto ele mal pode acreditar que tinha uma família real ao seu lado e agora não muito tempo depois ele havia descoberto outra pessoa que provava que ele existia, que ele não era nenhum demônio ou um monstro como alguns aldeões o chamavam pelas costas.

Mesmo que ainda tivesse a questão das outras garotas Naruto estava feliz que Hinata havia concordado em participar da Lei de Restauração de Clã que ele estava submetido.

“Parece que alguém esta muito feliz.” Comentou uma Miya maliciosa. “O que poderia ser a causa? Talvez uma garota de olhos perolados?”

Até para Miya que havia chegado há pouco tempo era obvio ver a paixão que a Hyuuga tinha para seu sobrinho. Bem, para quase toda população exceto Naruto.

O mesmo Naruto estava ligeiramente corado enquanto ria constrangido.

“Onde esta Hyuuga-san, Naruto-kun?” Questionou a ruiva mais velha.

“Ela teve que ir, disse algo sobre ter que falar algo com seu pai.” Um pequeno calafrio percorreu sua espinha ao citar o líder Hyuuga.

Não havia boas histórias sobre ele.

“Vamos Naruto-kun, temos que preparar a mesa, daqui a pouco Karin chegará com as compras.” Disse a Uzumaki mais velha rindo com o medo de seu sobrinho.

Miya podia ter a absoluta certeza que também estava feliz. O filho de sua irmã mais nova estava a ganhar o que em toda sua vida tinha procurado, reconhecimento. A Uzumaki por pouco não havia nivelado à aldeia em cinzas quando Tsunade a havia dito o relato de toda a vida de Naruto para ela começando com seu nascimento de acordo com o diário de Hiruzen Sarutobi. Ser condenado ao ostracismo e ódio não era algo que um garoto tão jovem devia ter sentido, mas o mundo Shinobi era frio e escuro, já que a vida de Naruto se repetia em oito outras pessoas que sofriam do mesmo problema.

Ela havia decidido então dar ao menino o que tanto merecia. Amor, amor de uma família que o acolhesse.

O tempo já poderia ter passado para ela, mas Naruto ainda tinha um caminho que precisava percorrer e se suspeitava bem, ele teria que ter cada grão de amor possível para as dificuldades vindouras.

“O que vamos ter para o almoço Baa-san?” Perguntou Naruto a seguindo, ainda com seu gigantesco sorriso.

“Vamos ter seu especial hoje.” Respondeu ela.

Realmente, parecia que o dia de Naruto só poderia ficar melhor.

“Miya-san!”

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Ino se sentia entediada. Puro e simples tédio a corroía de dentro para fora. Suspiro e mais suspiros eram ouvidos vindo da herdeira Yamanaka que estava no momento a trabalhar na floricultura de sua família como atendente, não havia sequer uma alma penada que entrava por aquela porta.

Isso a deixava com um tédio abismal, tanto que por pouco ela não se jogava pela janela.

Como ela queria estar ao lado de seu Naruto agora.

Seu Naruto... Essa frase a fazia quente por dentro e também a tirava uma pequena risada irônica de sua boca.

Quando mais jovens, a loira sequer pensava na existência do Uzumaki, o pior aluno de sua classe, e somente tinha olhos para o último Uchiha, o prodígio de sua geração. Esnobação, humilhação, desprezo, todas essas emoções foram usada contra Naruto no inicio de sua carreira Shinobi, contudo ele nunca ligou para tais esnobações e superou todas as expectativas. Foi então que nos Exames Chunnin ela teve a oportunidade de ver realmente quem era Uzumaki Naruto. Alguém que realmente nunca deixou de cumprir uma promessa, a promessa de ser tornar um Hokage a qual ele atualmente estava construindo com sua determinação, a mesma que o fez superar obstáculos ditos impossíveis. Derrotou tanto o grande prodígio do clã Hyuuga, Neji, derrotou o herdeiro dos Inuzuka, Kiba, e trouxe, contra todas as possibilidades, Uchiha Sasuke de volta para a aldeia.

Ele havia superado todos os ditos gênios, todas as ditas impossibilidades e retornou mais forte que nunca.

Ela podia sentir algo que com Sasuke sequer parecia existir, uma felicidade excitante e jubilosa batia em seu peito.

Naruto realmente era único, para ter roubado o coração da herdeira Yamanaka.

Ah... Se ela soubesse.

O som de um sino tirou Ino do mundo de seus pensamentos, voltando sua atenção para a entrada encontrou-se surpresa ao ver uma Sakura Haruno aflita e perturbada, sua aparência parecia ter visto melhores dias. Olheiras abaixo dos olhos, um claro sinal que não dormia direito, a coloração de seu cabelo rosado parecia mais claro que o normal, os olhos antes cintilantes agora ostentavam um ar pesado.

O que havia acontecido com ela?

“O que aconteceu Testuda? Parece que você foi para a Floresta da Morte!” Disse Ino claramente preocupada com a saúde de sua melhor amiga.

Sakura se aproximou da loira e repentinamente a abraçou, segurando-a tão firme quanto possível. Isso assustou o inferno de Ino já que Sakura nunca sequer fez isso desde que eram crianças.

“Sakura, o que aconteceu?” Perguntou novamente a Yamanaka mais jovem retornando o abraço.

Ino pode ouvir sua amiga fungar e apertar ainda mais o seu aperto.

Contudo ela não estava preparada para o nome que veria a seguir.

“Sasuke...”

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Senju Tsunade às vezes ainda se perguntava do porque estar sentada naquela cadeira e governar aquela aldeia toda vez que algo estranho acontecia.

Claro, seu motivo tinha cabelos loiros e olhos azuis.

A loira peituda massageou os templos de sua cabeça tentando em vão suprimir a dor de cabeça que ameaça estourar com aquele duo de irmãs. Que visualmente não se pareciam, mas eram.

Em suas mãos era um pergaminho um tanto velho, seu papel que deveria ser branco estava amarelado por conta do tempo, que seria algo de 20 anos atrás, porem chamava atenção era o kanji no rolo, eram em um negrito estava escrito “ACORDO SECRETO HOKAGE”.

O que ela não estava dando para sufocar seu sensei por não ter dito isso em qualquer um de seus diários oficiais.

“Deixe-me ver se entendi.” Começou Tsunade. “Vocês estão usando o acordo secreto que o Sandaime Hokage havia feito há mais de vinte anos atrás através de uma missão de Minato Namikaze para seu continente, para solicitar um Shinobi em especifico para requerer uma missão de Rank-S?” Terminou a Hokage olhando seriamente para as duas garotas.

“Sim! Diretor Ozpin disse que o Senhor Minato havia dado sua palavra como Hokage!” Respondeu a garota de cabelos negros avermelhados.

Ah... Bolas. Minato já era Hokage a este tempo e sua palavra estava sendo usada contra ela. O ponto de tudo era que as irmãs tinham provas disso e isto era o pergaminho agora em sua mesa com a assinatura totalmente legível e verificada de Minato Namikaze. Não havia Genjutsu ou qualquer tipo de truque.

Como odiava politica.

“Muito bem.” Disse a Senju com um suspiro derrotada e exausta, ela só esperava que as coisas se complicassem ainda mais. “E quem é que vocês precisam para a missão?”

“Ozpin disse que esse tal de Minato tinha dito um nome e que essa pessoa iria nos ajudar muito quando a gente precisasse de ajuda.” A garota de longos cabelos loiros brilhantes disse com os punhos no quadril, um ar pensativo em seu rosto. “Como era o nome? Charuto? Boruto?”

Não... Não podia ser... Tsunade suplicava que não fosse o nome que ela estava pensando.

“Acho que o nome dele era Naruto, Yang.” Disse a garota de vermelho.

“Sim! Esse era o nome! Naruto Uzumaki!”

Ah... Kami devia realmente odiá-la.

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Miya estava pensativa, algo em sua mente roubada sua total atenção ao seu redor.

Karin havia chegado há poucos minutos com uma expressão alarmada, algo que deixou tanto ela e seu sobrinho apreensivo e preocupado, mas qual não foi surpresa ao saber pela ruiva mais nova que havia pessoas em Konoha que não tinha Chakra. A Uzumaki não duvida de tal já que seus anos como uma ninja de Uzu a ensinaram á nunca duvidar do improvável e carregar consigo o impossível, feitos de pessoas que puxaram de algum modo o impossível sobre a terra, tal como Madara Uchiha ou Hashirama Senju.

Nunca que alguém pudesse adivinhar que dois simples homens poderiam ter o poder de desfigurar paisagens tal como foi no Vale do Fim.

Porem algo a preocupava, todo ser tinha Chakra até mesmo civis a tinham, mas para alguém não tê-la e continuar a viver era um grande mistério.

Miya suspirou. Tanta informação a deixava muito agitada. Ela queria ir imediatamente falar com Tsunade sobre tal noticia, entretanto ela tinha que ter um tempo para pensar sobre o assunto. As habilidades sensórias de Karin ainda era no mínimo em fase de treinamento, talvez ela tivesse se enganado? Não era incomum para alguém ainda não hábil no sentido sensorial.

Não queria que toda vila estivesse alarmada por nada.

Olhou para a costa da mão direita, quase imperceptível sob sua pele era algo que se assemelhavam a veias de cor roxa que muito vagarosamente se espalhavam pelo resto de seu membro.

Franziu o rosto.

O que...?

“Oba-san.”

Uma voz chamou sua atenção, virando-se os olhos ametistas se voltaram para os azuis de seu amado sobrinho que a observava com preocupação.

Olhando ao seu redor ela lembrou-se que estava na sacada do jardim em uma tentativa de reorganizar os pensamentos.

“O que há Naruto-kun?” Perguntou ela escondendo sua mão, algo que felizmente para ela Naruto não percebeu. “Precisa de algo?”

O loiro hesitou um pouco.

“Eu, meio que estava preocupado com você.” Respondeu ele sentando-se ao seu lado. “Depois do que Karin-chan havia dito você passou boa parte do tempo calada.”

A Uzumaki mais velha ficou tocada com a preocupação genuína de seu sobrinho.

“Você não tem nada para se preocupar, eu estou bem, somente estava com a mente cheia de pensamentos.” Disse ela lançando um sorriso para o mais jovem. “Deixando-me de lado, eu vejo nos seus olhos que você quer perguntar algo de mim.”

O garoto remexeu-se nervosamente no lugar, olhando para qualquer canto menos nos olhos de sua tia.

“Vamos, diga-me.”

O loiro suspirou profundamente, tentando aliviar todos os seus nervos.

“Eu quero que senhora me treine.”

Os olhos de Miya alargarem-se com pequena surpresa, ela já esperava que seu sobrinho a pedisse para treina-lo desde o dia em que foram atrás de Sasuke no covil de Orochimaru. Era perceptível o olhar de angustia contra consigo mesmo ao perceber qual fraco ele era comparado a alguns Gennins de sua geração, tudo o que detinha em suas mãos eram seus clones e o Rasengan. Era claro ver o qual pobre era seu arsenal de Ninjutsu e pior ainda era seu Taijutsu, algo sem estilo, sem objetivo a não ser espancar seu inimigo.

Não era algo grande, mas dava para gasto. Às vezes.

“Você quer que eu o treine?” Sua resposta foi um aceno vindo do menino. “Por quê?”

O garoto hesitou por alguns segundos. Ele sabia a reposta, estava na ponta de sua língua, mas uma pequena parte sua tinha medo dela, que dela poderia corroer o que sobrava de sua coragem em continuar seguindo em frente. Mas não mais, para se tornar forte você tem que ser fraco.

“Eu... Sou fraco.” O par de olhos cerúleos fitaram as esmeraldas. “Eu quero ser forte para proteger todos aqueles que eu considero minhas pessoas preciosas, percebi que tudo o que tenho é minha determinação, mas não tenho força para cumprir com o que eu quero, mal consegui trazer Sasuke de volta com o poder que tenho.” Fechou os punhos com força. “Por favor, Baa-san, eu irei aguentar tudo o que a senhora jogar em mim sem pestanejar, mas, por favor, me torne forte o suficiente para proteger o que é preciso para mim!”

Uzumaki Miya aos pouco soltou um sorriso, pequenos vestígios de lagrimas nos cantos de seus olhos esmeraldinos percorriam sua bochecha, naquele momento ela pode ver a imagem de Kushina ainda garota atrás de Naruto, a mesma convicção que queimava nos olhos ametistas de sua irmã parecia reacender naquele par de safiras.

“Garoto bobo.” Respondeu Miya colocando seu sobrinho entre seus braços, dando-o um abraço apertado. “Você não precisa me implorar para ajuda-lo, eu faria isso mesmo que não me pedisse, pois somos família e para os Uzumaki a família é nosso vinculo mais valioso.” Ela fungou tentando conter algumas lagrimas. “Você já é forte Naruto, pode não ser em poder, mas em coração, por isso eu juro que estaria aqui para você a todo tempo, jamais sairei do seu lado, pois mesmo que o caminho seja torcido e perigoso, o caminharemos juntos.”

Naruto retribuiu o abraço, tentando o máximo possível aproveitar aquele momento.

“Obrigado... Baa-san.”

Contudo o pequeno momento em família foi interrompido pelo som dos selos espalhados pela mansão e seus arredores, providências de segurança contra qualquer tipo de invasor.

O que? Uzumakis eram bons em Fuuinjutsu.

“Quem é?” Questionou Naruto secando algumas das lagrimas restantes.

“Miya-san!” Exclamou a voz de Karin se aproximando dos dois através do corredor.

“Karin, o que foi?” Perguntou a Uzumaki mais velha.

“A Hokage-sama está a esperando na sala de estar, ela diz que é algo importante.”

Agora que era um evento interessante de acontecimentos. A Hokage em pessoa ir á residência de um de seus ninjas, seu subordinado, deveria ser algo realmente muito importante e extremamente urgente para tirar o líder da aldeia de seu escritório. A pergunta que não queria calar era o do por que disso.

E suas perguntas foram respondidas ao chegar na sala de estar e avistar tanto Tsunade e Shizune e mais duas garotas para Naruto e Miya eram desconhecidas, porem para Karin elas já eram conhecidas. Eram as garotas que a ruiva disse para Miya mais cedo, as pessoas que não detinham Chakra.

“Naruto, temos um problema.” Começou a Hokage.

O que seria agora? Ele ser mandado á uma missão para outro continente por anos? Kami!

Notas finais
Até!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.