Foi uma sensação nova sentir riçar os pelos do braço. Então era isso, o pai. A fuga. A desconfiança. Mas August não merecia que Ken esmiuçasse detalhes. Merecia brincar e ser o que ele só poderia ser uma vez: criança.

"Eu já fiquei bem preocupado em ser "homem", sabe? Fazer todas aquelas coisas maneiras, ter cavalos, me achar melhor. Não foi legal pra mim, nem pra ninguém."

O menino não parecia convencido.

"Aí, percebi que precisava entender quem eu era, não o que eu era. Essa ideia de ser "homem", ser durão... Só magoa as pessoas."

Patriarcado deveria acabar. Entendia melhor.

Notas finais
Por enquanto, Ken se ateve só ao que August precisava desabafar. Meio foda criança admitir coisas bem zoadas, por mais que pareça fácil criança ser honestona para outras coisas. A conversa mais séria, Ken pode ter com a Diana.