Keep moving slow
11 Vamos falar sobre...
Notas iniciais
"Love is a smoke made with the fume of sighs." — William Shakespeare
“Atrevido, idiota, bastardo, quem ele pensa que é?”. A mestiça se encontrava furiosa desde a noite anterior, quando se encontrou com Chat Noite no clube. A garota foi lá em busca de explicações e no final das contas acabou entre suas patas, com os dedos entre os fios loiros e com uma lembrancinha no pescoço.
E se não tivesse como ficar pior, estavam no inicio do verão. Ou seja, morreria de calor antes de conseguir esconder as marcas que havia em seu colo e pescoço. Tentou cobrir com maquiagem, mas desistiu.
Suspirou derrotada.
“Que seja então”. Soltou os cabelos e saiu do quarto.
Marinette havia dormido pouco naquela noite, estava acabada, era a segunda noite seguida que não pregava os olhos direitos. Mas era melhor do que o estado que se encontrava Alya. A amiga sequer havia dormido, estava acordada direto desde a noite anterior.
Com toda certeza as duas se abraçariam ao café naquele dia.
No refeitório encontrou a avermelhada já sentada. Ou melhor, praticamente desmaiada sobre a mesa. Os braços estavam cruzados sobre a superfície plana, enquanto a cabeça descansava sobre eles. A mestiça suspirou e foi pegar a primeira refeição do dia. Voltou para a mesa com alguns salgados e dois copos grandes de café. Sentou-se e colocou um em frente à garota adormecida.
— Alya, café...
— Humm. – Resmungou abrindo um dos olhos. Levantou a cabeça sem presa e pegou a caneca entre as mãos, respirando fortemente. – Obrigada, eu estava precisando.
—Imaginei, também estava precisando. – A azulada tomou um gole do conteúdo. Forte e quente.
— Mas agora me conte... – bocejou. – Conseguiu falar com o Chat?
— Vamos dizer que sim. – A mestiça encarou o café fumegante. – Só que infelizmente, as coisas não saíram do jeito que eu queria.
— O que você falou para ele? – Alya estava com toda atenção voltada para a amiga e não viu a cadeira a sua frente ser ocupada.
— Bom dia meninas. – Nino cumprimentou. – E ai, como foi o teste do sofá ontem, Mari? – O garoto tinha um sorriso maroto nos lábios.
Ao escutar aquelas palavras, Alya praticamente cuspiu o liquido em cima do moreno.
— COMO É? QUE TESTE DO SOFÁ?
— Alya... – Advertiu a amiga e olhou furiosa para o moreno que ria. – Se não calar a boca, eu juro que espalho para todo mundo que você saiu andando pela academia de calças arriadas e barraca armada!
O moreno engoliu seco.
— Marinette me explica agora que merda foi essa? – Alya mantinha os olhos arregalados, mas agora controlava seu tom de voz. A garota se encontrava totalmente desperta e mestiça suspirou.
— Nos fomos conversar em uma sala que tinha atrás do palco, só que nós acabamos nos pegando. – A azulada fazia bico enquanto falava. Estava totalmente envergonhada.
— Se pegando? – Nino levantou uma sobrancelha. – Eles dois estavam praticamente se comend-
— NINO! –Falaram juntas com os olhos em fúria.
— Foi mal... – O garoto baixou a cabeça. As duas conseguiam ser assustadoras quando queriam.
— Agora está explicada a marca no seu pescoço. – Alya apontou o dedo e a mestiça suspirou pesado.
O dia não tinha como ficar pior, era o que pensava a mestiça.
— Bom dia pessoal. – Adrien se sentava a mesa.
“Obrigada Murphy”. A azulada pensou irônica.
— E ai cara. – O moreno cumprimentou o amigo.
Se tinha uma coisa que dava para enxergar de longe naquele dia, era a aura de alegria que rodeava o loiro. Ele tinha um brilho especial no olhar e um sorriso tão grande que fazia suas covinhas de destacarem. O clima de animação que ocercava parecia quase palpável.
— Parece que alguém acordou feliz hoje. – Alya comentou resmungando enquanto voltava a deitar-se sobre os braços.
— Ó-ti-mo! E você não vai estragar meu humor! – O loiro roubava a caneca de café.
— Meu café não... Dai já é covardia... – Alya o olhou brava.
Marinette ria da situação. A presença de Adrien parecia sempre melhorar o seu dia. O garoto devolveu a caneca para a avermelhada e olhou para frente encarando a mestiça. Os olhos dele tinham uma cor tão intensa naquela manhã, que a azulada se sentiu um pouco fora do ar por um instante.
— Bom dia Mari. – Sorriu de lado, deixando em extrema evidencia a convinha presente na bochecha.
— B-bom dia A-adrien. – Ela sempre perdia o fio da meada com ele por perto. O efeito Agreste sobre ela, forte e latente.
O loiro virou a cabeça um pouco para o lado e continuou a encara-la sem desviar o olhar, a mestiça sentia suas bochechas arderem. Ele a olhando daquela maneira era desconcertante.
— Se machucou?
— Co-como? – Ela piscou algumas vezes.
— Seu pescoço... Esta um pouco roxo. – Ele lhe apontou o dedo. A garota arregala os olhos e puxa o cabelo para cima das marcas.
— I-isso não foi n-nada, só um acidente. – Droga, ela não tinha desculpas para aquilo.
— Deveria tomar mais cuidado. – Ele mantinha aquele sorrisinho.
— Cl-claro, vou sim. – Olhou desesperada para a amiga. – Alya a-acho que já está na hora da aula.
— Que? Aula? – A avermelhada estava completamente aérea.
— Alya!
— Está bem, já entendi. – A garota levantou da mesa – Até mais tarde.
As duas acenaram se despedindo, deixando os dois amigos sozinhos.
— Mas você gosta de provocar, não é mesmo?
— Não sei do que você está falando. – Adrien falou tentando segurar o sorriso.
— Sabe sim. – Agora os dois riam. – Não deveria ter marcado o pescoço dela assim.
— Foi mais forte do que eu. – Apoiou o cotovelo na mesa e o rosto na mão. – E alias, obrigado por me contar sobre ela. – Falou irônico.
— Qual é cara? Não é como se eu pudesse ficar falando sobre isso... – Levantou as mãos acima da cabeça em sinal de rendição. – O segredo não era meu para eu simplesmente te contar.
— Mas eu fiquei semanas atrás dela até descobrir. E você me deixou sofrendo por ai. – Endireitou a postura.
— Foi mal. – Baixou os braços. – Mas no final você descobriu e ela também... – Ele vislumbrou o sorriso maroto que se formava na face do loiro. – Não é?
— Não exatamente... Ela não sabe.
— Ta brincando. – Nino deu um pequeno pulo na cadeira. – E você vai contar quando?
— Ainda não sei. – o sorriso alargava-se. – Vamos brincar um pouquinho.
— Adrien. – A voz tinha tom de advertência.
— Fique tranquilo. Eu vou contar. – Passou as mãos pelo cabelo e sorriu para o amigo. – Alias... Obrigado por atrapalhar. – Falou irônico.
— Ainda bem que fui só eu, não é? – Encarou o loiro tentando fazer a pose de sério. Mas estava difícil. Aquela cara de frustrado que o garoto fazia estava hilária. – Da próxima, lembre-se de trancar a porta ta...
Alya havia passado o dia sentindo-se completamente exausta, seus olhos estavam pesados, tudo o que queria naquele momento era um bom e longo banho e depois cair na cama. Faria qualquer coisa para estar na cama agora.
Todos já haviam almoçado, Marinette havia ido para a academia de acordo com as recomendações da enfermeira e a avermelhada ficara sozinha.
Com o final do semestre chegando, alguns horários começavam a ficar vagos, os estudantes poderiam fazer o que quisessem. Muitos aproveitavam o tempo para se dedicar as atividades finais, mas no momento, a avermelhada queria mandar toda e qualquer atividade para o espaço.
A garota foi para o quarto e pegou seus pertences para o banho. Agradecia imensamente por estar sozinha, assim poderia aproveitar o banho tranquilamente. Deixar a água morna escorrer pelo corpo, ensopando seus cabelos, os grudando as costas. Não soube dizer quanto tempo ficou lá, somente vestiu sua camiseta e calça de moletom e partiu para o quarto, enquanto secava os cabelos molhados com a toalha.
Entrou no quarto e colocou a toalha estendida sobre a única cadeira da única escrivaninha que existia no local. A luz do sol invadia o local através das cortinas mal fechadas.
— Olá fujona. – Alya olhou para trás assustada e encontrou o moreno encostado na posta.
— Nino, como entrou aqui? – O olhava surpresa para o rapaz, enquanto se aproximava pronta para expulsa-lo do local.
— Assim como eu entro eu todos os lugares que quero... Com uma chave. – Segurou o objeto prateado na altura do rosto.
— E como diabos você conseguiu a chave do meu quarto? – Ela tentava tirar o objeto da mão dele. Para a infelicidade dela, ele era bem mais alto.
— Assim como tenho a do porão, e você não vai querer saber como. – Sorriu vendo a garota se esticar para pegar a chave.
— Me de logo isso e saia. – Alya dava pequenos pulos. Em um desses pulos, Nino segura a mão que estava esticada e aproxima o corpo ao da garota.
— Pra que a pressa? A porta está trancada... – Aproximava o rosto do dela.
— Nino, o que você está aprontando. – Alya sentiu as pernas fraquejarem por um instante. Ela era a forte da relação, mas quando queria, ele sabia como faze-la perder a pose.
Ele prensou o corpo dela entre a parede e o sue próprio, mantendo a mão presa sobre a cabeça.
— Vamos ver quem vai ficar na mão hoje. – Desceu a cabeça e encontrou os lábios com os dela. O toque era delicado, a boca de lábios cheios e contornos pequenos dela ao unida aos lábios finos do moreno. Entreabriu a boca liberando um suspiro quase inaudível, grudava mais o corpo ao dela, passando o braço livre pela cintura delgada da moça.
Sentia os seios voluptuosos espremidos contra seu peito reto, passou a língua pela boca dela buscando sentir o gosto adocicado dos lábios da garota. A mão livre de Alya foi ao encontro de seu pescoço, passando os dedos pela nuca, causando arrepios no moreno.
O beijo foi se tornando mais esmerado à medida em que a língua dela buscava a dele e o pulmão começava a buscar desesperadamente por ar. A avermelhada forçou soltar seu pulso do perto do garoto e espalmando a mão contra seu peito, o afastando de si.
— Não podemos fazer isso aqui. – Falava baixo enquanto buscava por ar. – A Mari pode voltar qualquer hora.
— Não se preocupe. – Colocou a outra mão delicadamente ao redor do rosto dela. – Ela não vai conseguir entrar sem a chave. – Voltou a grudar a boca a dela com fome.
Os dois davam pequenos passos até Nino sentir a madeira da cama contra a sua perna. Sentou-se e puxou a avermelhada para fazer o mesmo em seu colo, colocando uma perna de cada lado do corpo do garoto. As mãos dela se afundavam, passeando pelos fios de cabelo do rapaz, enquanto as dele apalpavam e apertavam a cintura da garota, buscando aprofundar ainda mais o toque entre os corpos.
O moreno percorria as mãos para cima e para baixo pelas costas dela, descendo uma para próxima a bunda dela, para depois subir novamente. Os peitos dela, livres, rosando no seu e o gosto da língua dela, mesclado a sua, estava o deixando extremamente excitado. Ele elevava o quadril, buscando que ela sentisse a situação em que ele se encontrava.
Alya sorriu entre o beijo enquanto escorregava uma mão sob o peito do moreno até o cós da calça jeans que ele usava. Sem desgruda a boca da dele, ela abriu o botão e desceu a braguilha. Adentrando a mão na calça, colocando sobre o membro, ainda protegido pelo tecido da cueca.
— Parece que alguém já está bem animado aqui. – Acariciava o membro lentamente o ouvindo suspirar em seu ouvido e depois deu um pequeno aperto.
O suspiro foi mais pesado.
— Sem brincadeirinha Alya. – Ele colocou uma das mãos por dentro da camiseta larga que ela vestia, sentindo a pele quente e um pouco úmida, devito ao recém tomado banho.
Afastou o tronco do dela poucos centímetros, para que os dedos longos pudessem alcançar o ponto que desejava. Os seios dela lhe enchiam a mão. Ele gostava da sensação de se fartar com eles. Com a mão livre, começou a subir a camiseta dela, buscando tira-la o mais de pressa possível do corpo da avermelhada.
Ela tirou a mão que o acariciava de dentro do jeans e deixou que ele passasse a camiseta sob a cabeça, para depois atira-la em algum lugar do cômodo.
Agora ele conseguia admirar melhor o corpo dela; ainda havia aquela maldita calça, mas ele se preocuparia com isso depois. A boca do moreno foi ao pescoço, dando pequenos beijos, outrora passando a língua e até mesmo mordendo, tudo para arrancar pequenos gemidos que teimavam em sair da boca da garota, sem que ela pudesse controlar.
Manteve um dos braços circulando as costas dela, enquanto levava a mão novamente aos seios dela. Dava leves apertos, passava o dedo pela aureola, puxava levemente o bico entre os dedos. A boca fazia o mesmo caminho, descendo pelo pescoço, marcando a clavícula, indo em direção ao seio livre.
Alya mantinha os braços sobre os ombros do rapaz, aproveitando as caricias. Não era a primeira vez que faziam aquilo. Que faziam sexo. Não, o primeiro momento já havia acontecido há algumas semanas, e desde então, os dois pareciam completamente viciados um no outro, sempre se provocando, vendo o duplo sentido nas frases, buscando um momento a sós.
O garoto passava a língua quente e molhada sobre o mamilo dela, só para depois ter o prazer de assoprar o mesmo e causar arrepios na avermelhada. Adorava vê-la entregue daquele jeito.
Descendo as mãos até a barra da camiseta, Alya deu um jeito de arrancar logo aquela peça de roupa do corpo do seu moreno. Sim, seu. E coitada da pessoa que dissesse o contrario. Arrancou a vestimenta sem dó, àquele montante de roupas já estava a deixando irritada. Roupas em geral costumavam a deixar irritada. Mas naquele momento, superava.
Jogou a peça no final da cama e passou a inclinar o corpo, de moto que o garoto ficasse parcialmente deitado, apoiado somente pelos cotovelos. Ela se afastava dele, voltando a se colocar de pé. O tronco exposto, o rosto levemente corado e os olhos cintilando de desejo. Levou as mãos ao cós da própria calça e começou a abaixar, até que a mesma caísse no chão. Deixando que ele admirasse o momento com o olhar vislumbrado.
La estava ela, vestindo somente uma calcinha e ele ainda de calças. Oh merda.
Mais do que de pressa levou a mão em direção ao jeans, tentando arranca-lo do próprio corpo de qualquer maneira. A euforia era extremamente visível, o que fez com que Alya risse do desespero dele.
— Quanta pressa. – Ela ria enquanto se aproximava dele, o ajudando a se livrar não somente da calça, mas da cueca também. Vestimentas retiradas, e a avermelhada sorria vendo o quão excitado estava o garoto.
Gostava de saber que o deixava daquele jeito e gostava mais ainda de como conseguia provoca-lo quando estava daquele jeito. Ele sempre perdia o controle, ficava afoito e um pouco nervoso, com o rosto vermelho, mesmo depois de tantas vezes.
Ele se ajeitou melhor na cama de solteiro da garota. Os dois iriam ficar apertados, mas quem ligava para isso?
Ele colocou a cabeça sobre o travesseiro, enquanto ela voltava a subir sobre ele, encostando a calcinha úmida sob a barriga do rapaz. Alya inclinava o corpo, em busca os lábios do moreno, dando um beijo sedento, mas que não duraria muito. Foi descendo com a boca pelo pescoço, ombros, peito, barriga, dando leves mordidas no processo. Ele já tinha algumas marcas feitas por ela espalhadas pelo corpo, pontos arroxeados e arranhões.
Voltou a deixar o corpo ereto, e foi descendo o quadril em direção a pelves do rapaz. Conseguia sentir o membro sob o tecido molhado da calcinha, os contornos dos lábios abrigando o membro dele, mesmo que coberto.
— A-alya... – O que era para ser um chamado, saiu mais como um gemido. Estava tão excitado que chegava a doer, sua mente chegava a ficar nebulosa. Ela também estava gostando da sensação, mas não conseguia deixar de rir com as reações dele. Eram fofas de certa forma.
Nino não era do tipo selvagem e dominador. Não. Ele era carinhoso, cuidadoso, preocupado muitas vezes mais com ela do que consigo. Então vê-lo e faze-lo gemer era algo que gostava de ver e principalmente fazer.
Ela virou-se, ficando de costas para ele, ainda sentada sobre sua barriga. Passou as mão sobre as coxas dele em direção a virilha. Ela conseguia sentir a ansiedade dele pelo toque. Passou o indicado levemente pela cabeça exposta e o sentiu respirar pesadamente. Voltou a passar o dedo pelo local, agora pequeno fazendo pequenos movimentos circulares. A outra mão levou até a base do membro e começou a fazer movimentos leves de subida e descida.
Nino não conseguia controlar os suspiros que estavam presos na garganta. Era um bonequinho nas mãos dela, e a avermelhada poderia fazer o que quisesse que ele não estava nem ai. Ele poderia morrer, que com certeza morreria feliz.
Ela forçou um aperto e o gemido escapou pelos lábios dele, sem chance nenhuma de retenção. Sorriu e passou a descer o corpo.
Parou o movimento das mãos, o que gerou um certo protesto pela parte do garoto e uma alta risada da parte da avermelhada. Desceu a cabeça e depositou um beijo sobre a cabeça do membro, fazendo um arrepio subir pela espinha do rapaz. Beijou mais uma vez e a reação se repetiu. Poderia ficar naquilo para sempre, só para ficar vendo o corpo dele se reagir.
Sorriu e num movimento rápido passou a língua sobre a cabeça. As pernas dele chegaram a tremer. Colocou a cabeça na boca e sugou.
— Ah Alya. – Ele tinha os olhos fechados e os dedos em punho.
Sugou mais uma vez e voltou a movimentar a mão mais uma vez. Mantinha a cabeça na boca, passando a língua ao redor, deixando o moreno molhado com a saliva dela. Quanto mais ela se dedicava ao que estava fazendo, mais inclinava o corpo e empinava a bunda, deixando-se praticamente exposta a ele.
Nino conseguia enxergar como se encontrava o estado da garota em cima de si. A mancha na calcinha era visível. Ela estava extremamente molhada. E ele não aproveitaria sozinho.
Espalmou as mãos sobre as coxas dela e foi subindo dedilhando, como em um piano. Segurou o elástico da calcinha entre os dedos e foi descendo, revelando a ele o que já sabia. Ela estava extremamente molhada.
Ele encostou um dedo entre os grandes lábios e o circulou levemente. Ela suspirava.
Resolveu provocar um pouco e com a outra mão a abriu, deixando-a mais exposta ainda. Pressionou o dedo sobre o clitóris e ela se contorceu e gemeu com o membro dele ainda na boca, o que causou um gemino vindo dele também.
Ficou lá brincando com o botãozinho magico, como falou certa vez. Com a outra mão ele juntou dois dedos e a foi penetrando enquanto os separava dentro dela, ampliando o espaço que eles estava louco que recebesse seu membro.
— AHH. – Ela tirou a boca do membro dele, não contendo o gemido. Inclinou a cabeça de moto que enxergasse o garoto. E lá estava ele, com a cabeça levemente inclinada e sorrindo.
— Vai me ajudar aqui? – Ele puxou o elástico da calcinha e o soltou, causando um estralo.
Ela colocou-se de pé ao lado da cama e passou a baixar a peça. Nino sentou-se com as pernas para fora e ajudou-a a se livrar daquela barreira. Com o tecido no chão, ele a puxou para sentar em seu colo.
— Foda-se as preliminares. Cadê a camisinha? – Os olhos dela cintilavam desejo. O coração parecia que viria a garganta.
— Na calça. – Ele apontou para a peça no chão próxima aos pés deles. Ela inclinou o corpo e pegou o pacotinho que estava no bolso de trás. Estava com presa e suas mãos tremiam. Droga de pacote. Ele segurou a mão dela e tirou o objeto de seus dedos com um sorriso. – Deixa que eu faço.
Rasgou, jogando-o vazio em qualquer lugar. Afastou um pouco o corpo do dela e ajeitou a proteção em seu membro.
— Pronto. Agora vem cá. – Ele rodeou os braços na cintura dela. A garota sorriu e levou a mão ao membro do moreno, ajeitando para se encaixarem, abriu melhor as pernas e o deixou escorregar para dentro.
Dentro dela ele sentia tudo quente e apertado. Senhor, precisava se controlar.
Alya passou os braços do pescoço dele, como em um abraço, encostando a cabeça sobre o mesmo. Passou a se mover de forma lenta, somente inclinando o quadril para frente, o fazendo deslizar para dentro e para fora.
Gemidos baixos saiam da garganta de ambos. Ela sentia a preção e o preencher que ele causava em seu corpo. Era uma sensação estranha, mas não menos gostosa. Sentir as formas dele escorregando dentro de si, tocando seus pontos de prazer, fazia querer fechar os olhos e aproveitar os toques.
As sensações eram maravilhosas, ele não negaria. Mas ele queria se movimentar e aumentar o ritmo das coisas. A euforia lhe apertava o peito.
Segurou as coxas dela e os girou na cama, se desencaixando. Colocou-a deitada sobre o travesseiro e se pois no meio das pernas dela. Com as mãos, separou os joelhos e inclinou-se sobre ela, voltando a deslizar para dentro.
Agora sim. Ele se encaixava até o final, arrancando um suspiro alto dela, e depois se retirava por completo, repetindo o movimento, só para ver os peitos dela subirem e descerem com a respiração pesada.
Passou um braço por baixo do quadril dela o elevando, o que aprofundava ainda mais a sensação. Ele tornou os movimentos constantes, curtos e fortes. Já estava próximo ao seu limite.
Analisando o ritmo da respiração da avermelhada, ela também não estava muito longe.
Acelerou mais. E um gemido alto dela cortou o ar.
Os dedos agarravam-se a coberta, respirava pesadamente pela boca.
— Não se atreva a gozar antes de mim. – Ela falou brava. Ele sorriu.
Claro que não.
Provavelmente ela o mataria se fizesse isso.
Levou a mão clitóris dela e o ficou massageando, enquanto continuava a aumentar o ritmo das penetrações. Ela estava quase lá. Conseguia sentir as paredes internas dela se fechando e o espremendo.
“Senhor me ajude. Assim fica complicado”.
Acelerou o movimento dos dedos e sentiu ela o espremendo e depois o corpo amolecendo junto a espasmos.
“Isso”. Sorriu vitorioso e continuou a se mover mais algumas vezes, até que seu gozo veio em jatos.
A respiração de ambos estava descompassada.
Saiu de dentro dela e tirou o preservativo usado, o jogando na lixeira próxima e depois indo se deitar com a avermelhada, abraçando-a.
Os dois ficaram ali, aproveitando o silencio e deixando seus corpos se acalmarem.
Ele passava os dedos levemente pelas costas delas em uma caricia delicada.
— Sabe... Eu não tinha parado para pensar ainda, mas... Em que pé nos estamos? – Ela levantou a cabeça encarando os olhos dele.
— Como assim?
— Bom... Nós ficamos juntos, nos beijamos, transamos... Mas nunca definimos nada.
— Ah isso. – Ele sorriu e passou a mão pelo rosto dela em caricia. – Bom, nós estamos conectados...
— Sem piadinha agora, por favor. – Ele riu.
— Para mim estava claro que estamos namorando. Para você não?
— Não lembro de alguém ter pedido. – Fez bico tentando segurar o sorriso. Ele suspirou, mas sorriu também.
— Senhorita Alya Césaire, aceita namorar comigo?
— Bom... Eu vou ter que acabar meu caso com um certo DJ... – Sorriu marota. – Mas eu aceito.
— Caso é? – Levantou uma sobrancelha. – Não sou ciumento. Ainda mais se eu souber quem é esse tal DJ. – Os dois riram.
Era tão bom ficar daquele jeito. Abraçados, brincando. Não viam as horas passarem. Só sabiam que já estava escuro do lado de fora do quarto.
— Alya está ai? – Batidas vieram da porta, assustando os dois. Marinette.
Os dois arregalaram os olhos. A mestiça teria um treco se encontrasse os dois ali naquelas condições.
— Alya... Abre a porta, eu acho que perdi minha chave!
— Já vai Mari. – Olhou desesperada para o garoto. Os dois juntavam as roupas e as vestiam o mais rápido que conseguiam.
— Droga. Eu não posso simplesmente sair pela porta da frente. – Falou baixo para que só a avermelhada o escutasse. A garota pesou um pouco e algo lhe ocorreu.
— Para de baixo da cama. – Apontou.
— Está de brincadeira né?
— Tem ideia melhor? – falavam baixo.
“Droga”. Jogou-se embaixo do móvel com o coração na mão. Mas com um imenso sorriso no rosto.
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