Keep moving slow

27 Só mais dois minutos


Notas iniciais
Olha quem resolveu dar o ar da boa graça... Sim, eu mesma. Já começa avisando que esse capitulo saiu totalmente diferente do que previa! Sério mesmo! O negocio aqui ganhou vida própria, por assim dizer. Assim como ele foi o maior capitulo que já escrevi até agora. Eu até ia continuar escrevendo, para chegar aonde eu queria, mas dai ele chegaria a quase 10 mil palavras... Complicado. Mas enfim, aproveitem.

"Time and tide wait for no man." — Geoffrey Chaucer

A mestiça havia perdido a fome, não queria sair do quarto e muito menos encontrar o namorado. Alya bem que insistiu, mas a garota estava irredutível. O que Lila falou havia ficado preso eu sua cabeça.

Não conseguia se imaginar junto ao namorado, sem imaginar cenas dele junto a mulher. Seu estomago embrulhava e seu peito doa com as cenas criadas pela sua cabeça.

A culpa não era dele. Marinette sabia disso. Tudo o que aconteceu entre o loiro e a professora, na época também aluno, estava no passado. Antes mesmo dela pensar em estudar naquela academia.

Mas não conseguia evitar. E ter Lila por perto a deixava ainda pior.

Tinha tantas coisas para se preocupar, e agora mais aquilo. Como se não bastasse, havia prometido de ensaiar com o loiro naquela noite. Como faria isso? Como olharia para ele sem ter vontade de entrar em um acesso de choro?

Mas que droga. Ela nunca fora de ficar assim por alguém. Por que estava assim, por ele agora?

Ela o amava. Por isso lhe doía tanto.

Tinha medo.

Medo dele a deixar, a trocar pela mulher. Do loiro ver em Lila, toda a experiência e maturidade que ele não tinha. Ela a amou uma vez, não amou? O que o impediria de amar novamente?

A azulada estava deitada em sua cama, encolhida, com as cobertas sobre o corpo, escondida até o topo da cabeça. Escutou a porta ranger, sendo aberta. Imaginou que fosse Alya voltando para o quarto.

O colchão cedeu um pouco atrás de sí, alguém sentando-se na sua cama.

— Mari... – Chamou. Ela fechou os olhos com força. Não queria falar com ele agora. Se ficasse quieta talvez ele a deixasse em paz. – Eu sei que não está dormindo. Te conheço bem... Vamos, Bugaboo, olhe para mim.

— Não... – Ela resmungou, mordendo o lábio inferior.

— Por favor, eu quero conversar. – Ele se aconchegou melhor na cama, segundo a coberta, a puxando lentamente. Mas a azulada também a puxava, querendo impedir que ele retirasse aquele manto de sí. – Eu conversei com a Alya. Ela me contou o que aconteceu mais cedo.

Correção: Alya foi correndo contar para ele.

E depois tentou sair correndo para tirar “satisfações” com Lila. Mas foi impedida pelo loiro e Nino.

— Fofoqueira. – Bufou, a voz já chorosa, engasgando na garganta.

— Eu não vou sair daqui enquanto não olhar para mim. – Falou decidido, mas a voz era calma.

— Eu não quero, Adrien. – Respondeu. – Agora não...

— Mari, por favor...

— Não. – Ela mordia os lábios, os olhos enchendo de água.

Só a voz dele já lhe fervia a mente com imagens indesejadas.

O loiro suspirou e se levantou.

Sua respiração falhou. Ficou aliviada. Ele iria embora. Mas porque seu coração também doeu ao pensar nisso?

Adrien tirou os sapatos silenciosamente e antes que ela pudesse se mover ou reclamar, achou uma brecha no cobertor que a protegia, e se juntou a ela na cama. Deitando a seu lado, cobrindo os dois.

Marinette foi espremida contra a parede, as costas coladas contra o concreto gelado. O loiro a abraçou pela cintura, colando seus corpos. O queixo aboiado sobre a cabeça dela, sentindo o perfume de seus cabelos úmidos, seu corpo quente junto ao seu.

Ela bem que tentou afastar-se dele, mas quanto mais tentava, mais forte ele a abraçava.

— Está brava comigo? – Perguntou com a voz branda.

— Não estou brava com você... Estou comigo. – Choramingou. Desistindo de se soltar e enterrando o rosto no peito dele, deixando-se ser embalada e inebriada pelo cheiro dele. – Eu sei que tudo já passou. Que ela é história do seu passado... Mas isso machuca.

Ele a abraçou ainda mais forte, lhe beijando o topo da cabeça.

“O que você esta aprontando, Lila?”. Pensou o loiro. Uma coisa era provocar e brincar com ele. Mas com a sua Mari... Ah, a história era outra. Não deixaria as coisas ficarem assim. Ela não iria acabar com sua felicidade. Não dessa vez.

— Eu não posso apagar o que aconteceu comigo. Toda a vida antes de você aparecer. – Ele suspirou. – Mas antes eu não estava vivendo, estava no modo automático. Com você, tudo é diferente... Eu me sinto vivo de verdade e quero que você entenda isso. – Ela abraçou mais forte. – Minha vida começou com você. Voltei a gostar da dança, de rir com os meus amigos, saber o que é amor... Mas amor de verdade, dar e receber. Você tem meu coração, Mari... E mais ninguém.

Ela chiava baixinho contra o peito do loiro. O rosto molhado, ensopando também a camiseta e o travesseiro. Seu coração pesava dentro do peito, queimava e bombeava forte o sangue por suas veias. Ela tinha consciência de quanto ele a amava.

Mas escutar da boca dele e daquela forma, lhe descompassava o coração.

É claro que as imagens ainda voltariam para atormenta-la, principalmente durante as aulas e nos momentos em que encontrasse com Lila nos corredores. Mas ela confiava no amor dele, e não queria estragar tudo o que estava construindo juntos.

O amor, companheirismo, a amizade e fidelidade.

— Desculpa... – ela choramingou. Adrien sorriu levemente.

— Não precisa pedir desculpas. – Beijou-lhe o topo da cabeça com carinho. – Eu não vou deixar que isso fique te incomodando. Que ela fique te incomodando, está bem? — Ela somente moveu a cabeça em concordância. – Agora, olhe para mim... Por favor.

Ela sorria de leve. O olhar calmo e acolhedor.

Marinette levantou a cabeça minimamente. Encarando, por meio aos cílios molhados, os olhos verdes do garoto que conseguia tirar a sua concentração. Mesmo com a visão turva, ainda conseguia enxergar o sorriso carinhoso que estava desenhado nos lábios do loiro.

Adrien pousou a mão delicadamente sobre o rosto dela, passando os polegares ao redor de seus olhos azuis, limpando-lhe as lagrimas acumuladas, que marcavam as bochechas. O sorriso gentil permanecia nos lábios.

O loiro enxergava naquele momento, um lado dela que dificilmente se mostrava. Marinette costumava ser forte, sempre ajudando a todos, sendo um ponto seguro para os amigos. Por isso, eram raros os momentos em que a azulada se mostrava enfraquecida, necessitada de amparo.

Mas ele estava e sempre estaria lá para ela.

Para lhe limpar as lágrimas e ser forte, quando ela já não conseguia. Apoiando um ao outro.

— Você não desceu para jantar. Precisa comer alguma coisa. – O loiro falou com a voz calma.

— Não quero descer... – Ela mantinha os olhos fechados. Respirando fundo, sentindo o cheiro dele, tentando manter seu coração calmo.

— Não pode ficar sem se alimentar, Mari. – Advertiu.

— Só hoje. – Ela se conchegou melhor nos braços dele. Não queria sair dali. Do aperto e calor dos braços dele.

— Tudo bem... – Ele sorriu fraco. – Quer que eu fique aqui com você? — De inicio, ela negou com a cabeça. Mas logo a resposta mudou para uma afirmativa. O riso dele foi fraco e nasal. – Está certo. Então me de algum espaço, eu já estou caindo da cama...

Uma perna dele estava para fora do colchão de solteiro, assim como parte das costas. Ela levantou o corpo, deixando com que o loiro se acomodasse melhor. Deitando-se de barriga para cima, deixando que ela deitasse a cabeça sobre seu peito, as pernas entrelaçadas. Os dois espremidos em uma cama pequena.

Mas quem se incomodaria? Não eles.

O inverno já dava as caras no lado de fora da janela. Ainda era cedo para nevar, mas o vento já castigava qualquer alma que estivesse rodado as ruas de Paris.

Ajeitaram melhor a coberta sobre seus corpos, mantendo seus corpos aquecidos. Adrien mantinha seus braços ao redor dela, lhe acariciando os braços com as pontas dos dedos, enquanto ela se concentrava em escutar sua respiração e os batimentos do coração.

O loiro teria que voltar para seu quero ainda. Poderia prejudicar a mestiça se alguém o visse ali. Mas no momento não se incomodava. Primeiro se certificaria que ela estivesse tranquila e adormecida, depois resolveria qualquer contratempo que tivesse.

Concentrou-se na respiração dela.

Inspirando.

Expirando.

Até que adormeceu também.

Adrien acordou com a porta se abrindo e a luz do corredor contra seus olhos.

— Adrien, ainda aqui? – A porta se fechou e um abajur foi acesso. Alya aproximou-se da cama, notando a amiga adormecia sobre o peito do namorado. – Ela está melhor?

— Acho que sim. – Respondeu sussurrando. Não queria que a mestiça acordasse.

O loiro passou a se mover na cama, tentando deixa-la sem que a azulada acordasse. Apoiou-lhe o travesseiro abaixo da cabeça a ajeitou as cobertas sobre o corpo da garota, mantendo-a aquecida.

— Ela não quis descer para comer, então não deixe ela pular o café amanhã cedo, por favor.

— Não se preocupe. – Alya sorriu compreensiva. – Eu a levo nem que seja arrastada. – Riu baixo e o loiro a acompanhou.

— Obrigado. – Encaminhou-se para a porta. – Boa noite.

— Boa noite.

A porta se fechou.

O loiro caminha para seu quarto. As luzes dos corredores ainda estavam acessas. Ou seja, ainda não havia dado a hora de recolher. Mesmo assim, sentia-se cansado. Preocupado.

Não estava gostando nem um pouco das provocações da ex-namorada. O assunto era entre eles. Marinette não tinha nada a ver com o que aconteceu no passado. Suspirou frustrado.

Mudou a rota, se encaminhando para os estúdios de dança.

Se ainda conhecia Lila, como uma vez a conheceu. Saberia onde a encontrar. Ou onde ela poderia encontra-lo.

Ela queria jogar... Mas ele já estava cansado disso.

Encaminhou-se para os estúdios mais afastados. A luz de um deles estava acessa. Bingo. Caminhou até a porta aberta, encostando-se no batente, encarando através dos espelhos, a mulher que se alongava nas barras.

— Lila. – A chamou com a voz séria.

Um sorriso sútil colocou-se nos lábios avermelhados da mulher. Não parou o que estava fazendo, seque viu-se para encara-lo.

— Adrien, mais que surpresa te ver aqui...

— Duvido muito. – Respondeu seco. – Eu ensaio aqui todas as noites e você sabe muito bem disso.

— Não fique se achando tanto. Foi pura coincidência. – Ela parou o que estava fazendo, para finalmente encara-lo. O olhar sério. Frio. A boca em uma linha reta. – Porque essa carranca? Não sabia que tinha tanto ciúmes desse lugar...

— Meu problema não é com o lugar. Mas com quem eu realmente deveria encontrar aqui... Que em todo caso, não era para ser você...

— Eu não sabia que espera alguém. – Sorriu com falsa inocência.

— Chega de joguinho, Lila. – Deu um passo a frente. Cansado de toda aquela encenação. – Eu quero que você deixe a Marinette em paz.

— Qual Marinette? – Deu um passo na direção dele. – Tem tantas alunas nesse lugar. É difícil saber o nome de toda.

— Lila. – A voz saiu entre dentes. Segurava-se para não gritar com ela.

— Tão agressivo... Isso é novidade. – Aproximou-se mais do loiro, ficando a poucos centímetros dele. O garoto estava mais alto do que ela agora. – Não havia reparado em como você cresceu... – Analisou o loiro de cima a baixo sem pudor. – Está mais forte também... Adorável.

— Não mude de assunto. – Replicou.

— Não estou... – Deu de ombros. – Somente estou analisando a situação.

— Então analise essa: Fique longe da minha namorada. – As palavras saíram pausadas e entre dentes, quase agressivas. O loiro já estava perdendo a paciência.

— Tão ciumento... – Mais um passo para frente. – Aparentemente isso não mudou... Enfim, eu não fiz nada para a sua namorada... Só conversamos.

— Sei muito bem a conversa que tiveram. A minha vida não mais nada a ver com você. – A encarava sério. Olhos contra olhos. Verde contra verde. – Te quero longe da minha vida e da dela, estamos entendidos?

— Ai... Quanta magoa. – Ela fez um bico com os lábios. – Achei que estivesse mais maduro. Que talvez pudéssemos nos divertir de novo sabe. – Mais um passo a frente. Corpos próximos de mais. Ela jogou os braços ao redor do pescoço dele. – Nesses anos que passaram, eu estava com saudades de você, meu loirinho.

— Não meu chame assim. – Ela retirou os braços dela de si. Afastando-se da mulher. – E nada vai acontecer entre a gente... Você já conseguiu o que queria uma vez, por que voltou agora?

— Quanta insensibilidade... – Reclamou. – Assim me ofende. Quem disse que eu quero algo?

— Eu te conheço. Você não voltaria se não estivesse atrás de alguma coisa. – Foi direto. – Agora fale. O que você quer? – Ela bufou.

— Fui expulsa da companhia... – O loiro riu sarcástico da resposta dela.

— O que foi? O diretor cansou de você na cama? – Ela o encarou surpresa. – Acha que não sei o que aconteceu, depois que você se mandou? – Sorriu sarcástico. – Nos primeiros meses depois que você foi embora, eu ainda me incomodava em saber o que estava acontecendo contigo. Soube algumas boas histórias, através de amigos... Dormindo com o diretor da companhia não bastava não é?

— Olha só quem está mostrando as garras... – Lila respondeu acida. Aquela pose de mulher inocente já não funcionava mais.

— Não sou mais um moleque idiota, com que você consegue brincar, Lila. – Replicou. – Agora para de se enrolar, e me responda de uma vez o que você quer?

— Está bem... Me coloque como diretora da academia. – Respondeu séria. – Cansei de companhias de ballet. São um saco.

— Está brincando não é? – Perguntou surpreso. – Isso é impossível...

— Pare com essa falsa modesta. – Bufou. – Sua família é a maior contribuinte da instituição. Se quiserem fazer algo acontecer, é só estralar os dedos. Simples assim.

— Você só pode ter enlouquecido de vez. – Sacodiu a cabeça. – Não vou fazer isso. Nem penar...

— Quanto ressentimento... Não se esqueça de que você foi o maior beneficiado disso tudo. – Ela passou por ele, encaminhando-se para a porta. – Ou se esqueceu do quanto nos divertíamos na cama...

— E você, uma boa alma, pretende beneficiar a todos... Estou certo? – Falou irônico. – Você é doente, Lila. – Virou-se para encara-la. A mulher estava de costas. – Não vou deixar essas crianças em suas mãos...

— É você quem sabe, loirinho. – Deu de ombros. – Sinto que Mari e eu vamos nos tornas boas amigas...

— Não vai chegar perto dela, me entendeu. – Aquilo não foi uma pergunta. A voz saiu firme, grossa e seca. Adrien não falava assim com ninguém. Aquele era o tom que seu pai usava, aquele tom que causava calafrios nos funcionários e pesadelos em crianças. O tom de voz que seu sobrenome carregava. A ordem.

A mulher deixou a sala sem falar mais nada.

“Mas que droga”. Pensou furioso. Caminhando para fora da sala. Praticamente socando o interruptor, na hora de apagar as luzes do estúdio.

Teria que ficar com a atenção redobrada a partir de agora.

Não tinha noção do que ela poderia ser capaz de fazer. E estava com medo disso.

A semana transcorreu como de costume. Estudantes ensaiando dia e noite. Todos se dedicando ao máximo, querendo um lugar no espetáculo de fim de ano. A lista de selecionados seria divulgada naquela sexta-feira.

Então, naquela manhã, todos estavam extremamente alvoroçados.

Entretanto, para os quatro amigos. O nervosismo e ansiedade eram dobrados. Amanhã noite iniciariam as etapas eliminatórias do concurso da Nike, aquele, cuja o prémio poderia salvar o clube. A pressão era grande.

Grande de mais.

Isso tudo, sem contar os outros eventos daquele final de semana. O aniversário do Adrien. Alya estava ajudando a azulada a aprontar alguma coisa. Uma noite só dos dois, após a competição. E se tudo desse certo, seria um motivo duplo para a comemoração.

Por mais que os eventos do inicio da semana não tenham sido dos melhores, Marinette tentava se manter concentrada e longe da professora Rossi. Lila bem que tentou provoca-la durante a semana. Atitudes sutis em frete aos alunos. Mas a avermelhada sempre estava lá junto a amiga para apoia-la.

— Segundo os professore de música, a lista vai ser divulgada para toda a academia, depois do almoço. – Os quatro estavam sentados a mesa para o café da manhã. E Nino, como sempre, conseguia informações privilegiadas, sabia-se lá de onde.

— Como você sempre consegue saber das noticias antes de todo mundo? – Alya estava indignada.

— Segredo. E nem adianta fazer chantagem. Não vou te contar... – Sorriu divertido ao ver a feição de frustração da namorada. Aqueles dois, sempre se provocando.

— Bom, depois disso estamos dispensados para irmos para casa. – Complementou o moreno.

— Ótimo. Estou louco para dar o fora daqui. – O loiro respondeu. Se a semana já estava ruim para os alunos em geral, para Adrien estava ainda pior. Seu pai o matriculara em aulas extras naquela semana. Tudo para garantir que o filho estaria na lista de aprovados. – Me sinto acabado...

— Você vem lá para casa então, Cara. – Nino ofereceu.

— Obrigado. – Sorriu aliviado. – E as meninas vêm junto?

— Quem saber mais tarde. – Alya se adiantou a responder. – Eu e a Mari precisamos fazer algumas coisinha no centro antes.

— Vamos com vocês então... – O loiro falou simplesmente. Tudo o que ele queria era um dia normal com a namorada, fora daquela academia. Um passeio seria bom.

— NÃO! – A avermelhada gritou, assustando aos garotos. – Quem dizer... São coisas de garotas. Vai ser chato para vocês ficaram com a gente, não é Nino? – Ela chutou a perna do moreno por de baixo da mesa. O garoto segurou um gemido de dor.

— S-Sim... – Respondeu com a voz engasgada. – Elas nos encontram depois. Dai você aproveita e me ajuda com algumas coisas...

— Está certo então... – O loiro achou tudo muito estranho, mas resolveu não falar mais nada. Se tivesse algo de errado, Mari contaria para ele... Não é?

— Ok, chega de falatório. Vamos para aula, porque a bruxa não espera... – Alya já se colocava em pé sendo acompanhada pelos amigos.

— Boa sorte para vocês...

Adrien, Alya e Marinette seguiram para a aula de ballet, enquanto Nino ia para seus ensaios de piano. Todos estavam extremamente cansados. Seguiram para aula sem muitas conversas. Aquele era o momento mais tenso do dia. Praticamente uma sessão de tortura... Seguiram para o canto do estúdio, como o rotineiro, só a espera do inicio da aula.

— Bom dia a todos. – Lila entrou na sala, sorrindo como sempre. Os três suspiraram.

Que comecem os jogos.

Parecia que a hora do almoço se arrastou para chegar, as listas com os aprovados seria liberada através do site da academia; assim todos os alunos e pais, teriam acesso aos resultados.

Marinette e Alya arrumavam suas bolsas para o final de semana fora. Já havia se tornado um costume a azulada passar os finais de semana na casa da amiga, assim não ficaria só na instituição.

— Preparada para as compras? – Alya estava duplamente animada com a aventura do dia. Triplamente animada.

— Nem um pouco... – Marinette resmungou.

— Ah, qual é... Só eu vou estar junto. Qual é o mau em comprar lingeries comigo junto?

— O problema não é esse... E sim o motivo disso tudo. – Suspirou e sentou-se na cama. – Não acredito que topei essa sua ideia...

— O que foi? Vai dizer que não é bom. – A avermelhada sentou-se também. – Uma noite especial, só vocês dois. Uma roupa legal, com uma surpresinha por baixo. Eu acho que ele super gostar...

— “Super gostar”?

— Que foi?

— Nada... Mas enfim, você ainda não me contou aonde tudo isso aconteceria. – A mestiça estava relutante. – Não é como se pudéssemos ir para um motel...

— Bom... – Alya fez uma cara travessa.

— QUE? – A azulada não estava acreditando. – Você reservou um motel?

— Claro que não. – A avermelhada riu. – Não sou tão idiota assim. Você seque poderia entrar. – Alya estava ciente de que a amiga ainda tinha 17 anos.

— Então onde será? – Perguntou receosa.

— No clube.

— PIOR AINDA! – gritou. – Enlouqueceu de vez, Alya?

— Ai, ai. Chega de gritar. – Levantou-se, indo em direção a amiga. – O lugar vai estar fechado. Além do mais, aquela sala privada deve ser a prova de som por algum motivo, não acha?

— Alya...

— Pode me agradecer depois... – Sorriu maroto.

Uma batida foi desferida contra a porta do quarto delas. Alya segui até a porta a abrindo.

— Rose, Juleka... – Cumprimentou as amigas.

— Meus parabéns, meninas... – Rose falou animada.

— Parabéns? – Marinette perguntou confusa.

— Vocês foram aprovadas! – A loira dava pequenos pulinhos de alegria.

— Pera ai! – Alya pegou o celular e instantes depois um sorriso de orelha a orelha estava colado em seu rosto. – Mari, nós passamos. Todas nós.

A avermelhada se juntou aos pulos e abraços de alegria com a pequena garota loira. Juleka era mais tranquila, não estava menos feliz do que as amigas, mas para ela um simples sorriso bastava para expressar a sua felicidade.

— É sério isso? – Marinette levantou-se, indo para junto das amigas, pegando o celular de Alya, olhando o resultado com os próprios olhos. Era verdade.

Ela havia passado. Assim como as amigas.

Seguiu buscando os outros nomes importantes pela lista de aprovados. Sorriu aliviada. Adrien também havia sido aprovado. Alterou para a sessão de música. Sorriu.

— Parece que o Nino também passou. – Comentou com a avermelhada.

— O que? Sério isso? – Tomou o celular das mãos da azulada, verificando os nomes. – Maldito. E nem para me contar que ele estava concorrendo.

— Vai ver ele queria fazer uma surpresa. – A mestiça comentou.

— Tão romântico. – Os olhos de Rose brilhavam. Ai Rose, sempre tão romântica.

— Romântico vai ser o puxão de orelha que ele vai receber por não ter me contado nada. – Reclamou, mas depois sorriu. – Enfim, agora sim podemos comemorar o final de semana.

Todas confirmaram.

Depois que as amigas deixaram o quarto, a mestiça terminou de aprontar sua bolsa e seguiu com Alya para a recepção, onde assinariam os avisos de que estavam saindo naquele final de semana.

Encontraram lá, Adrien e Nino as esperando.

— Ansiosa? – O loiro perguntou próximo ao ouvido da mestiça. Seu corpo se arrepiou.

Céus. Será que ele sabia da surpresa para o aniversário dele?

— A-Ansiosa? – Gaguejou.

— Sim, com as eliminatórias. – Seguiram caminhando para fora da academia, o loiro ao seu lado.

— Ah. Sim. – Respirou aliviada por um instante. – Um pouco...

— Nós vamos nos sair bem. O Nino disse que tem uma surpresa para nós. – Segurou a mão dela, enquanto caminhavam para a estação de metro.

— Surpresa? – Olhou curiosa para o loiro.

— Também não sei o que é. – Deu de ombros. – Disse que só mostraria de noite.

Os quatro entram em um dos vagões do metro. As meninas desceriam no centro, enquanto os dois amigos seguiram para a casa de Nino.

— Vamos deixar as mochilas com vocês. – Alya entregava a dela para Nino, mantendo com ela somente a carteira e o celular. – Vamos, Mari. Nós descemos na próxima estação.

— Está certo. – Confirmou. Entregando a mochila para o loiro, mantendo consigo somente uma pequena bolsa menor, com o que iria precisar.

— Qualquer coisa me liga, está bem? – Adrien ainda segurava a mão dela.

— Tudo bem. – Ela sorriu e apoiou-se na ponta dos pés para alcançar os lábios dele, selando suas bocas em um beijos casto.

Elas se despediram dos garotos e deixaram o vagão, acenando de longe para seus namorados.

— Agora que eles já foram, é a nossa vez. – Alya sorriu. – Vou te levar a minha loja preferida.

— Por que será que eu fiquei com medo? – A mestiça perguntou receosa. A animação da amiga a estava deixando nervosa.

— Não comece... Agora vamos. – Alya agarrou a mão da azulada e passou a arrasta-la para fora dali.

Quando a noite estava se erguendo no céu, colocando sobre as cabeças dos cidadãos a Lua e as estrelas, as duas amigas chegam a casa de Nino, cercada por algumas sacolas.

— Compras... Esse era o compromisso de garotas? – O loiro encarou as duas garotas, enquanto elas entravam pela porta da frente após tocaram a campainha.

— Que foi? – Alya o encarou. – Eu queria um momento com a minha melhor amiga. Não posso?

— Mas vocês já dividem o quarto e maioria das aulas. – O loiro respondeu bufando. – Fui trocado por uma tarde de comprar.

— Não fique assim, gatinho. – Marinette se aproximou do loiro, beijando-lhe a bochecha. – Eu já havia prometido para ela.

— Fora que não é a mesma coisa, dentro e fora da academia. – A avermelhada largava as sacolas no chão e seguia para a sala, ao encontro do namorado que estava jogado no grande sofá.

— “Não é a mesma coisa”. – Adrien reclamou com a voz baixa, mas a mestiça escutou e riu. Ele a encarou e sorriu para ela. – Pois então, o que foi que comparam? – Buscou espiar as sacolas nas mãos da mestiça.

— N-Nada de mais... Coisas de g-garota. – Ai, aquela maldita gagueira.

— Tudo bem, então. – O loiro tirou as sacolas das mãos dela, colocando-as no chão, junto às da avermelhada. – Vamos para a sala então.

Adrien segurou a mão da mestiça e a guiou até a sala de estar. Estava tudo escuro e a televisão ligada. Alya já estava aconchegada junto ao moreno, no sofá.

— Oi Mari. – Cumprimentou o moreno.

— Olá Nino. – Sorriu enquanto deixava-se arrastar até o sofá, sentando-se junto ao loiro e aos amigos. – Bela casa... – Comentou.

— Valeu.

O lugar parecia ser tão grande quanto a casa da família de Alya, só que um tanto quanto mais clássico. Pelo que a amiga já havia comentado, o pai de Nino era compositor de arranjos clássicos. Então o clima fazia jus a casa.

— Onde está sua família? – Perguntou automaticamente. O moreno suspirou.

— Viajando. Mas já estou acostumado com isso. – Deu de ombros. – Voltam somente para os eventos de fim de ano. Coisas como reuniões, eventos e é claro, o espetáculos da academia.

— Entendo... – Murmurou baixo. Estava sentindo péssima agora. Parecia que a família era um assunto delicado para ele.

— Não fique se sentindo mal. Já estou acostumado com isso. – Olhou para a garota. – Não é atoa que quando posso, passo a maior parte do tempo viajando ou com esses dois aqui. – Riu fraco.

— Por falar em viajar... Temos que conhecer a sua casa qualquer dia desses. – Alya logo tratou de desviar o assunto para longe do moreno. Ele beijou-lhe o topo da cabeça, agradecido em silencio.

— São todos mundo bem vindos. – A mestiça sorriu. – Apesar de não ter muito que se fazer onde eu moro. É uma cidade pequena. – Falou com um sorriso nostálgico no rosto.

— Você nunca me falou sobre a sua família. – O loiro falou, chamando a atenção da azulada.

— Acho que nunca reparei nisso. – Falou pensativa, mas depois sorriu. – O que quer saber?

— Como eles são? Seus pais eu digo.

— Bom... – Mordeu o lábio pensativa. – Meus pais são donos de uma padaria-

— Opa! Comida! – Exclamou Nino, e a mestiça riu.

— Eles cozinham bem, mesmo. – Disse em meio a risos. – Meu pai se chama Tom Dupain, ele é francês, mas isso é obvio. Ele é muito carinhoso, sempre brincava comigo quando eu era pequena, já que eu nunca tive um irmão ou irmã. Ele também cozinha muito bem, então quem faz as receitas da padaria é ele.

“Já a minha mãe cuida das contas, ela é muito boa com números. – Sorriu lembrando. Senta saudades de seus pais. – Ela se chama Sabine Cheng; dai o motivo de eu ser mestiça. Ela é chinesa. – Riu. – Ela veio ainda criança para a França junto com meus avós. Mas ninguém além deles falam mandarim”.

— E como eles pareces? – O loiro estava curioso. No fundo ele queria muito conhecer esse lado da mestiça, como ela era com a família, com que a conhecia como ninguém. Melhor até mesmo que ele.

— Calam ai. – Marinette pegou o celular, percorrendo a galeria atrás de uma foto de seus pais. Achando uma que havia sido tirada quando ela estava no aeroporto, prestes a embarcar para Paris. Mostrou-lhe a foto. – Esses são meus pais.

O loiro encarou a tela do celular da mestiça e engoliu em seco. Na foto via três pessoas. Marinette, uma mulher asiática muito parecida com a azulada, principalmente a cor dos cabelos, e ao fundo, um homem extremamente alto e grande.

— Esse a-aqui é seu pai? – Apontou um pouco empalidecido.

— Sim. – Sorriu para a foto e voltou o olhar para o namorado. Pálido. – Adrien, está tudo bem? Você ficou meio braço de repente.

— Tudo c-certo...

— Me deixe ver isso. – Alya esticou-se para ver a foto e entendeu o motivo da repentina falta de sangue do loiro. – Uh...

— Ei, eu também quero ver. – O moreno também esticou-se no sofá, esmagando a avermelhada contra o estofado. – Ui cara... – Nino coçou a nuca e voltou a se ajeitar no sofá.

— Gente, o que está acontecendo? – Marinette não estava entendendo a reação dos amigos.

— Amiga, como é que seu pai costuma te chamar? – Alya perguntou com calma.

— Como assim? Marinette, Mari, Filha... – Respondeu um tanto quanto confusa.

— Não isso. Digo, como ele te chamava quando você era pequena....

— Bom... – Ela corou. Apelido constrangedor. – Princesinha...

— Então vamos dizer que o seu namorado aqui... – Apontou para o loiro. – Esta com um pouco de medo do sogro querido. Já que foi ele quem tirou a virgindade da sua princesinha querida... – Argumentou. – Fora que ele não é nada pequeno. Por um acaso ele não era lutador de luta livre não? – provocou.

— Alya, não está ajudando. – O loiro resmungou entre dentes. A garota riu.

— Adrien... – A mestiça virou-se para o namorado. – Não precisa se preocupar, meu pai é muito tranquilo, você vai ver. – Sorriu doce.

— Assim espero... – O garoto estava suando frio. As palavras de Alya continuaram a rodear seus pensamentos. – Mas, ele não era lutador, era?

Foi o suficiente para os três amigos caírem no riso.

— Gente, tenho uma coisa para mostrar para vocês. – Nino chamou a todos depois do jantar. – Fiquei sabendo que a seleção de músicas dos participantes é escolha de vocês. Então eu montei um tap para amanhã...

— Pera ai... Você fez uma música para nós? – Adrien levantou as sobrancelhas, incrédulo.

— Está mais para uma mixagem, mas sim. – Sorriu. – Venham ouvir.

Todos seguiram para o andar superior, onde seguiram para o que parecia ser o quarto do garoto, cheio de equipamentos e instrumentos de música. Nino foi em direção a escrivaninha repleta de equipamentos e computadores, procurando o arquivo.

— Se liguem nisso. – Deu play.

Havia um toque oriental espalhado pela música, um violino tocando suavemente, contraponto uma batida mais forte. As batidas eram altas e ritmadas, aceleravam para reduzirem pouco depois.

— Isso é demais, Nino. – o loiro batia o pé conforme as batidas da música.

— Adrien tem razão. É fantástico. – Marinette sorriu, deixando-se apreciar a música. O som parecia uma mistura de mundos. Trazendo para o mesmo lugar, dois países distantes.

— Vem cá, Mari. – Adrien aproximou-se dela, posicionando uma mão em sua cintura. Segurou a outra mão dela e a fez cair para trás, mas segurando seu peso, impedindo que ela caísse.

— O que você está fazendo? – Ela perguntou em meio a risos. Apoiou a outra mão no peito dele.

— Dançando com você. – Sorriu enquanto continuava a palancar os dois em uma espécie de dança. Segurou-a por uma mão e a girou. A mestiça riu. Voltando de encontro com o peito do loiro.

— Ritmo errado, gatinho. – Passou o braço ao redor do pescoço dele. Colando seus corpos, as pernas entre as dele, peles unidas sobre as roupas.

— Quem disse? – Aproximou o rosto do dela, colando suas testas e roçando narizes. Os olhos fechando-se lentamente. Respirações presas na garganta.

— Ei, se forem se pegar, façam isso longe do meu quarto, por favor. – Nino advertiu parando a música.

— Estraga clima. – Reclamou o loiro e Marinette riu. Afastando-se do loiro, mas mantendo suas mãos unidas.

— Achei uma música maravilhosa, obrigada de novo, Nino. – A azulada sorriu.

— Foi nada. – Retribuiu o gesto.

— Ok, está tudo muito bom, tudo muito legal, mas eu acho que está na hora de dormir. – Alya interrompeu.

— O que é isso? Você querendo dormir cedo? – Adrien encarou a amiga incrédulo. – Esta doente?

— Não estou não engraçadinho. – Respondeu. – Mas se você não se lembra, nós temos um dia cheio amanhã. Ensaios logo cedo.

— Ok, ok. – Levantou as mãos em defensiva. – Não está mais aqui quem falou. Boa noite para vocês. – Falou enquanto arrastava a mestiça junto para fora do quarto.

— Boa noite. – Marinette falou rápido antes de ser arrastada para fora do cômodo – Nada educado, Adrien. – Advertiu. Mas o loiro somente riu. Apesar de tudo o que já passaram juntos, a mestiça era tão inocente. Nunca notaria o verdadeiro motivo da expulsão. Melhor que fosse assim.

— Agora nós vamos para o quarto. – Sorriu para ela, travesso, a guiando para uma porta um pouco mais distante do quarto onde estavam. Abriu a porta de madeira, chegado ao quarto de visitas.

O quarto, assim como o resto da casa, era composto por uma mobília antiga, grande parte de madeira solida. Uma cama grande e espaçosa, uma porta que aparentemente dava no banheiro, um guarda-roupas e alguns abajures.

— E eu que achava a casa da Alya grande... – Comentou.

— Bom... Um dia eu te levo para você conhecer a minha casa. Dai você pode fazer os comparativos. – O loiro fechou a porta atrás de si. As bolsas com as roupas estavam sobre a cama.

— Vai ser interessante. – Sorriu para ele, enquanto senta-se na cama de colchão macio. – Minha casa toda deve caber dentro da sala de estar. – Riu com esse pensamento.

— Como é sua casa? – Adrien sentou-se ao lado dela.

— É um apartamento de três andares. Ou seria dois e meio? – Refletiu. – Enfim, no térreo fica a padaria e meus pais e eu moramos nos andares de cima. Meu quarto fica no ultimo andar. Tenho uma varanda no teto.

— Parece interessante. – Sorriu. – Um dia quero conhecer onde você mora.

— Eu vou ficar muito feliz, gatinho. – Ela se aproximou dele, inclinando o corpo para beijar-lhe os lábios delicadamente. Mas logo se afastou. O dia especial seria amanhã. Não podia ficar dando trela para ele hoje.

— Por que faz isso comigo? – Perguntou emburrado.

— Isso o que? – Levantou. Procurando uma muda de roupas na bolsa.

— Me provoca e depois se afasta. Não tem graça sabia. – Seus lábios formavam um bico. A azulada riu da cena.

— Não estava te provocando.

— Não que você precise se esforçar muito para isso. – Sorriu travesso.

— Gato idiota. – Resmungou.

— Ai, ai. Já estava com saudades de você me chamando assim. – Sorriu e se levantou. – Quer tomar banho primeiro? Se bem que eu podia ir com você, não é?

— Pode esquecer! — O encarou. – Eu sei muito bem o que você quer. E não vai rolar.

— Mari... – Choramingou. Os olhos brilhantes, como as de um gato pidão. – Por favor. Eu não vou fazer nada, prometo. Além do mais, tem uma banheira aqui...

“Nunca tomei banho de banheira”. Ela ponderou. E suspirou.

— Ok. – O loiro sorriu alegre. Ela praticamente podia vê-lo balançar a calda, alegre. – Mas se aprontar algo, eu te afogo. – Ameaçou.

— Eu prometo. – Saiu alegre para o banheiro, colocando logo a banheira para encher.

Pouco tempo depois o loiro voltou para o quarto para chama-la. A azulada havia ajeitado a cama e pego uma muda de roupa para ela e para o loiro, assim como as toalhas.

Adrien pegou as toalhas e as roupas, indo para o banheiro e as colocando sobre o balcão da pia. Marinette caminhava logo atrás dele. O banheiro era claro e espaçoso, assim como a banheira. Os dois caberiam ali dentro sem problemas.

O loiro caminhou ate a banheira e sentou-se em sua beirada.

— Vem cá. – A chamou lhe estendendo a mão. A mestiça se aproximou. Ele segurou sua mão delicadamente e a guiou até a barra da própria camisa. – Me ajuda?

— Está ficando muito mal acostumado. – Ela tentou falar séria, mas o sorriso a denunciava. Gostava de fazer aquilo. Cuidar dele, o mimar, o amar.

Puxou a camiseta para fora do corpo do loiro, a jogando sobre o balcão. O loiro sorriu e se colocou em pé, enquanto segurava a barra da camiseta dela.

— Sua vez... – Puxava a peça de roupa para cima com tranquilidade. Ela levantou os braços, o deixando se livrar da vestimenta. Escorreu os olhos pelo dorso semi-nu da garota e sorriu. – Você é linda sabia disso?

— Não...Vou anotar o comentário, obrigada. – Riu. Sempre sentia-se constrangida sobre o olhar dele. Já estava sentindo seu rosto esquentar.

— Bom, pode anotar também, que eu adoro as sardas que você tem nos ombros. – Inclinou a cabeça, e beijou-lhe o ombro desnudo.

Os dedos dele lhe dedilhavam os braços, subindo até os ombros, para descer lentamente as alças do sutiã dela. Acompanhando o contorno da peça, as mãos seguiram para as costas dela, soltando o fecho que segurava a peça, a deixando cair no chão.

Correu as mãos pela silhueta do corpo dela, até encontrar a calça. Soltando o botão, foi descendo a peça pelas pernas da garota, a deixando com somente uma peça. Subiu os dedos até alcançar as laterais da calcinha. Ameaçou descer a peça, mas ela o impediu.

— Eu faço isso... – Ela estava envergonhada. Seu rosto estava vermelho até as orelhas. Ele sorriu. – Sua v-vez...

Ela tentou fazer o mesmo que ele, mas suas mãos tremiam um pouco. Ele somente a observava. Achava uma graça vê-la corada. Ela terminou de descer a peça. O deixando também, só com a cueca.

Ela se afastou, ficando de costas para ele, ao lado da banheira cheia, pela água quente. Respirou fundo e levou as mãos as laterais do quadril, enlaçando as alças da calcinha com os dedos, a descendo um pouco mais de vagar do que gostaria. Suas mão ainda tremiam.

É claro que ela ainda sentia-se envergonhada na frente dele. Não foram muitas, as vezes em que ficaram juntos assim.

Um par de mão colocou-se sobre as suas e ela se assustou. Ele estava ajoelhado atrás dela, nu, com as mãos em seu quadril e a boca colada em sua lombar.

— Você p-prometeu...

— Eu sei... – Ele desceu a peça para fora de seu corpo. A deixando totalmente despida, assim como ele. Adrien se levantou e segurando uma das mãos dela, a guiou para dentro da banheira, junto a si.

A água quente arrepiava seus corpos, lhes amortecia os músculos. O loiro sentou-se e a puxou para fazer o mesmo, encostando as costas em seu peito. A banheira parecia que iria transbordar com os dois corpos ali. O loiro passou os braços ao redor da cintura dela, seu corpo tencionou.

— Relaxe, Mari. – Falou suave. – Pode se encostar.

Ela respirou fundo e fez o que ele falou, deixando a cabeça acomodar-se e pender sobre o ombro dele. A água quente lhe abraçava o corpo, assim como corpo dele, a mantendo aquecida.

Se não fosse a vergonha e a tensão inicial, ela com certeza poderia adormecer ali. Bocejou.

— Com sono? – Perguntou com a voz tranquila.

— Não... – Bocejou novamente. – Talvez.

Ele riu fraco. Adrien também estava cansado. A semana havia sido terrível para ele. Então, poder estar assim, junto a ela, a abraçando, era como a redenção. Como o céu. O loiro beijou-lhe o pescoço exposto e a mestiça se arrepiou.

— Te amo. – Sussurrou.

Ela virou-se levemente para poder-lhe alcançar os lábios macios.

— Eu também te amo.

Notas finais
Eu sei que prometi que as competições iniciariam nesse capitulo, me perdoem. Mas como eu falei lá em cima, o capitulo ganhou vida... Nem eu previa que isso tudo ia acontecer. Me desculpem também por estar postando a essa hora, mas eu terminei de escrever agora. Tipo sério mesmo. Já vou avisando que o próximo capitulo só vai sair na semana que vem. Eu entro em semana de provas, o que vai dificultar meu tempo para escrever. Então aproveitem esse capitulo grandão... Me desculpem também por não ter respondido os comentários do capitulo anterior ainda. Mas eu li todos e só tenho a agradecer muito o carinho de todos vocês. Música do capitulo - Jaymes Young - Two More Minutes - https://www.youtube.com/watch?v=LxI9ZAHYgxA Lila mostrando para o que veio, nesse capitulo. E um hot fenomenal chegando (Eu prometo que vou me esforçar bastante). Enfim, me digam ai o que acharam desse capitulo... XO Ps: Ainda será corrigido e editado. Peço paciência e compreensão de vocês.