Keep moving slow
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Notas iniciais
"Prosperity tries the fortunate, adversity the great." — Rose Kennedy
Ele parecia tão sereno enquanto dormia. O peito subindo e descendo lentamente e ritmado. Os braços estendidos pelas cobertas e travesseiros, o cabelo loiro espalhado, grudados à testa, já comprido, comparado ao início do ano letivo, já lhe chegava ao meio da bochecha.
Tocou-lhe delicadamente uma mecha com as pontas dos dedos, os fios dourados lhe escorrendo pelos dedos e voltando a repousar sobre o rosto do garoto adormecido. A mestiça sorriu com a visão.
Nunca havia conseguido vê-lo assim, tão relaxado, despreocupado com o mundo ao redor. Ali, naquela cama grande e macia, ele era somente um garoto; não uma criança, não um adulto. Era somente ele. Só o Adrien.
Com a ponta dos dedos, lhe percorreu a da testa até a ponta do nariz, o toque suave e macio. Continuou a descer, observando cada ponto onde seu dedo tocava. Chegou aos lábios finos, entreabertos, por onde a respiração ia e vinha calmamente. Lhe contornou a boca, os dedos seguindo o delinear.
A respiração se alterou por um instante e seu dedo foi capturado pelos lábios do loiro. Marinette o encarou surpresa, não esperava que ele fosse acordar agora.
Sentia o indicador sendo levemente pressionado pelos dentes dele, enquanto a língua lhe tocava a ponta, quente e úmida. Os olhos verdes a encarando tranquilamente, enquanto brincava com a língua em seu dedo.
— Bom d-dia. – A mestiça gaguejou. Sentia-se constrangida por ter sido pega o admirando. – Te acordei?
— Talvez... – Ele lhe soltou o dedo da boca, a linha transparente de saliva, lhe escorrendo pela boca. O loiro ajeitou-se melhor na cama, ficando deitado de lado, a cabeça apoiada pelo braço. – Mas eu adoraria acordar desse jeito sempre... – Sorriu abertamente.
— Acho que você ficaria enjoado disso.
— Jamais. – A olhou intensamente. – Eu nunca cansaria de acordar com você... De dormir com você... Ficar o dia todo contigo na cama...
Adrien aproximava o rosto do dela, inclinando o corpo, mantendo-se apoiado pelo outro braço, enquanto o corpo se colocava sobre o dela, a escondendo embaixo de si. Colou a testa a dela, sentindo sua respiração, contra o rosto. Indo e vindo. Levemente descompassada.
— Te sentir o teu cheiro, o som da sua voz, o gosto da tua boca... – Roçava o nazis contra o dela, sentindo a respiração se modificando, ansiosa. – Nunca enjoaria de te dar beijos de bom dia, de jogar conversa fora, de invadir o teu banheiro... – Ele riu fraco. Os lábios a poucos milímetros dos dela. – De dança contigo... De ser seu...
Tocou os lábios dela com os seus, suave e macio. Um leve toque de peles, o sangue fervendo nas veias, as respirações presas, retidas ao pulmão. Ela lhe retribuiu o toque, correndo os dedos pelos braços do garoto, prendendo-os nos ombros do loiro, apertando-os levemente contra os dedos, lhe acariciando.
Separaram-se após alguns segundos, as testas ainda ligadas, com um leve sorriso nos lábios de ambos. Marinette riu baixinho.
— Feliz Aniversário. – falou baixinho.
— E o meu presente? – Ele baixou o rosto, encaixando-se no pescoço dela, deixando a respiração bater contra a pele macia.
— Achei que não queria presente... – Ela riu fraco, enquanto sentia a boca do loiro lhe depositar pequenos beijos na região.
— Posso fazer uma exceção... – Tratou logo de dar uma mordida fraca na curva do pescoço da mestiça.
— A-Adrien... – Ela mordeu o lábio. – Agora não...
Ok, não era exatamente isso o que ela queria dizer. Mas o dia seria longo. Precisariam de energia para tudo o que enfrentariam dali a poucas horas.
— Mas é meu aniversário... – Respondeu manhoso, voltando a encarar os olhos azuis da mestiça. Ela sorriu. – Por favor...
Aquilo era praticamente um ronrono.
E dos mais manhosos.
— Quem sabe mais tarde... – Ela piscou para ele e o empurrou para o outro lado da cama, colocando-se de pé logo em seguida, antes mesmo que o loiro pudesse fazer algo. – Agora vamos levantar, já está tarde. – Ela encarava a tela do celular. 11h30.
Céus. Como dormira.
— Mas está tão quentinho aqui. Tem certeza que não quer ficar aqui mais um pouco? – Ele batia a mão contra as cobertas macias.
O vento balançando as janelas lá fora tornava a ideia ainda mais tentadora.
“Manipulador descarado”. Ela pensou, rindo internamente. Quando queria, ele realmente sabia como convencer alguém.
— Mas como você acordou manhoso hoje, gatinho. – Ela riu. – Mas pode esquecer. – Pisou novamente. – Vamos, levante...
Ela se encaminhou para o canto onde estava sua bolsa, procurando lá, algo quente para vestir. O dia hoje seria movimentado, não poderiam se dar o prazer de ficar na cama o dia todo. Tinham que ensaiar muito ainda.
O loiro bufou e se jogou entre os travesseiros com os braços estendidos. Suspirou algumas vezes. Emburrado, mas finalmente levantou.
Adrien ainda conseguia parecer uma criança às vezes.
— Ok, você venceu. – Encaminhou-se para junto dela, a procura de algo para vestir.
— Bom gatinho. – Ela beijou sua bochecha e com uma muda de roupa nas mão se encaminhou para o banheiro. – Vou tomar um banho. Não demoro.
— Ok.
Marinette entrou e fechou a porta atrás de si. O loiro encarou a porta do banheiro e sorriu maroto. Um banho não faria mal...
A passos calmos, se encaminhou até a porta fechada, segurou a maçaneta e a girou lentamente, empurrando a porta para frente, tentando não fazer barulho.
Mas nada aconteceu.
Forçou a maçaneta novamente. Nada. Mas que droga era aquela? Bufou frustrado.
De dentro do banheiro escutou um riso abafado.
— Mari... – Choramingou.
— Aprendendo com os erros... – O riso preenchia o ambiente. – Tranquei a porta desta vez.
O loiro bufou mais uma vez e ela gargalhou.
O café-da-manhã, ou almoço, ocorreu tranquilamente. Todos estavam ansiosos para o evento daquela noite. As eliminatórias. Segundo as informações que vieram no e-mail, vinte duplas estariam disputando a primeira fase. Destas, somente oito, iriam para as batalhas, que era onde a verdadeira disputa iniciava.
A primeira fase aconteceria naquela noite. Todas as duplas se apresentarão ao palco, onde um grupo de jurados dará os pontos. Aqueles com as maiores pontuações passariam. Serão avaliados pelo entrosamento, coreografia, música e a excitação do público.
Resultado: Eles precisavam ensaiar. E muito.
Por mais que o entrosamento entre eles fosse bom; por mais que a coreografia e a música fossem ótimas, não tinham como saber como eram as outras duplas, e erra isso que os preocupava.
Então, foi isso o que fizeram. Passaram a tarde toda presos em uma sala espaçosa, dançando, melhorando, aperfeiçoando cada movimento, cada batida, deixando a música penetrar em suas almas, afogando-os por dentro.
Até que não sobrasse mais nada... A não ser a música.
Trancados naquela sala, não viram o tempo passar. O sol já se punha no horizonte, o casal se encontrava cansado, suados... Teriam pouco tempo para descansar, antes do verdadeiro evento da noite começar.
Após banhos tomados, Adrien e Marinette se encontravam completamente esticados no sofá da sala. Cansados.
Não havia muito que os amigos pudessem fazer naquela hora, a não ser os apoiar.
— Nós podíamos sair para comemorar depois da primeira fase. – Alya comentou.
— Não sabemos ainda nem se vamos passar... – Respondeu Adrien. – Fora que estaremos exaustos, Alya.
— Qual é, coisa loira? – Replicou. – Hoje o dia é duplamente especial, temos que comemorar...
— Nem vem... Não vou cair nas suas de novo. – Suspirou. – Sempre acabo me dando mal no meu aniversário e a culpa é exclusivamente sua...
— Atá... E eu te obriguei a encher a cara, por um acaso? – Respondeu irônica.
Os dois ficaram se encarando ameaçadoramente.
— Ela tem razão, Adrien... – Marinette comentou. Alya só estava seguindo com o planejado.
— Pera ai? Você concorda com ela? – O loiro a encarou surpreso. – Ela me embebeda e você concorda?
— Não é disso que eu estou falando... – Suspirou. – Eu me digo sobre nós sairmos... Sabe, não p-podemos deixar seu aniversario passar em b-branco.
— Mas vocês sabem que eu não quero fazer nada.
— Por favor... – Olhou nos olhos dele, verdes, brilhantes. Um bico se formando em seus lábios. – Vamos, por favor...
— Agora você deu para fazer chantagem? – Ele tentava conter o sorriso. Os olhos dela o encaram firmemente. Aquele azul vibrante, como o mar, prestes a engoli-lo. Os lábios cheios formando um bico, avermelhados, lhe provocando. Suspirou. – Ok, vocês ganharam...
As duas amigas sorriram alegres. Tudo indo de acordo.
E só de pensar nisso, o sangue se esvaindo do estomago da mestiça, fazendo-o formigar em um misto de ansiedade e nervosismo.
— Ótimo, eu conheço o lugar perfeito para nós irmos... – A avermelhada sorria alegre. – Alias, que horas começam as eliminatórias?
— Umas 21h, na sede da Nike. – Respondeu o loiro.
— Perfeito então... Acho que deve acabar antes da meia noite...
— Provavelmente. – Adrien falou com descaso. Não estava a fim de sair naquela noite. Só queria voltar para casa e ficar junto a sua joaninha, aproveitando o tempo juntos, que havia se tornado escasso em maio a tantos tornados que estava aparecendo recentemente.
E como se tempo fosse a ultima coisa que tivessem. O relógio não demorou a alerta-los do tempo que corria. Já estava na hora de se prepararem para o evento da noite.
Os estômagos pareciam virar do avesso só de pensar no assunto.
Mas agora era tarde de mais para voltar a trás.
Parados em frente ao grande prédio, confirmavam o endereço mais uma vez. Não havia enganos, era ali mesmo o local.
Os quatro amigos se encaminharam para a entrada do local, já travados devidamente do uniforme conhecido e acompanhado das mascaras. Na porta, havia um segurança. Respiraram fundo mais uma vez e se aproximaram.
— Nomes por favor. – A voz do homem era grave e séria.
— Ladybug, Chat Noir e dois convidados. – O loiro respondeu. O homem pareceu avaliar a lista por um instante e depois voltou a encara-los.
— Sejam bem vindos. – Abriu espaço para que eles passassem. – O evento vai acontecer no salão principal. Fica no final do prédio, não tem como errar.
— Está certo, obrigado.
Os quatro se encaminhavam para dentro do grande complexo, encantados com tudo que havia lá dentro. O local era de fato luxuoso.
Como o segurança havia falado, não foi difícil achar o local. A mistura de música e o burburinho de conversas os guiaram até o local, um grande salão aberto. Local que no momento estava cheio de pessoas.
Aparentemente eles não foram os únicos a chamarem convidados.
O estomago se revirou mais uma vez.
Ficaram parados na porta um instante, admirados com o local. Um grande salão. Chão de madeira escurecida, um DJ e ao lado dele, o que parecia ser a mesa dos jurados. Céus, ver aquele lugar de perto deixava tudo tão mais real.
Marinette sentia-se estremecer. Procurou pela mão do loiro, precisava de algum apoio naquele momento ou sairia correndo.
Que coisa estupida não? Era uma bailarina. Então porque estava com medo de subir ao placo, de dançar? Onde fora parar toda a sua confiança? Sua mente rodava e perdia-se em meio a tantos pensamentos.
Chat retribuiu o aperto e entrelaçou seus dedos. Apoiando-se um no outro. Hoje, dariam o seu melhor.
— Chat! – Alguém o chamou de longe. Assustado o garoto varria o salão a procura de quem o tivesse chamado. De longe, atravessando o local, avistou Plagg acenado para eles. – Que bom que chegaram, já estava achando que haviam desistido. – Brincou. – Como vai LB?
— Olá Plagg. Onde está Tikki? – A joaninha procurava a ruiva.
— Ela não estava se sentindo muito bem hoje... Enjoos. – Fez uma careta. – Eu ia ficar com ela, mas ela me mataria se eu não viesse ver vocês dois. – Sorriu. – Mas não se preocupem, ela não ficou sozinha.
— Bom, fico feliz em saber que veio... – O loiro sorriu. Olhou para o lado e viu os amigos admirando o local. – Bom, o Nino você já conhece, ao lado está a Alya.
— Bulleur, como vai? – Cumprimentou.
— E ai, Pablito... – Sorriu o moreno.
— E você é a Wi-Fi, não é mesmo? – Apontou para a avermelhada.
— Como é que você...? – Alya o encarava descrente.
— Como é que sei? – Ele riu. – Não existe nada naquele clube que eu não saiba... – Piscou. – Além do mais eu já fui jovem, e já aprontei bastante nessa vida...
— Que gente toda é essa, aqui? – O loiro olhava as varias faces desconhecidas ao redor.
— Acionistas, investidores, participantes e convidados. – Plagg respondeu tranquilamente. – Um evento desses não passaria sem chamar atenção.
Na cabine do DJ, um homem com um microfone na mão, chamava a atenção da plateia.
— Estão todos me vendo e ouvindo. – A resposta veio positivamente. – Ótimo. Muito bem, meu nome é Francis Breno, sou diretor executivo e idealizador dessa competição, e quero dar a todos a boas-vindas.
“Esperamos encontrar nessa disputa, jovens que possam ser a cara da nossa empresa. — Continuou o homem. – A Nike é uma marca renomada no mundo dos esportes, e estamos buscando abraçar o mundo da dança em nossas próximas campanhas, e quem seria melhor do que vocês, estimados bailarinos e bailarinas, para fazer isso?”
O público aplaudiu, todos animados e ansiosos pelo que estava por vir.
“Não vou ficar me enrolando muito aqui na frente. Vamos logo as apresentações. – Apontou para a mesa de jurados. – Selecionamos cinco jurados que ficarão a par de avaliar vocês. Entre eles temos, músicos, bailarinos, acionistas, atores e figuras famosas. Mas vamos mantê-los no anonimato por enquanto. – Riu Francis.”
“Quero pedir então que todos convidados se dirijam ao local destinado a plateia, o meio do salão deve ficar livre para os nossos competidores. – Apontou para as cadeiras espalhadas ao redor do local. – Nossos dançarinos, por favor, se encaminhem para a sala de espera, e logo já traremos mais explicações.”
A joaninha e o gato se olharam, as mãos com os dedos entrelaçados se apertaram, buscando apoio um no outros. Era agora ou nunca.
— Boa sorte para vocês dois. Estaremos torcendo aqui. – Alya abraçou a amiga e o loiro logo em seguida, tendo o ato repetido por Nino.
— Obrigada. – A mestiça respondeu. Seu coração estava completamente disparado no peito. Batia tão forte que chegava a doer. Era muita emoção para o um dia só.
— É isso ai... – Plagg sorriu. – Vão lá e mostrem como é que se faz...
Os três se encaminham em direção a um grupo de cadeiras livres, esperando o show começar. O casal se olhou e com uma confirmação silenciosa, se encaminharam para a sala de espera junto com as outras duplas.
A sala era clara e ampla. Já haviam varias duplas encostadas nas paredes ou sentadas nos sofás disponíveis no local, e ao percorrer os olhos pelos rostos, puderam notar que não eram os únicos mascarados naquele local. Outras seis duplas também estavam.
O casal se encaminhou para um sofá mais distante, sentando-se um ao lado do outro, a espera das instruções que viriam.
Do outro lado da sala. Uma dupla observava o casal atentamente.
— Sabia que te encontraria de novo por ai, vermelhinha. – Um homem moreno e alto sorria triunfante.
— Já conhecia o tomate ambulante de algum lugar? – A mulher ao seu lado comentou com desdém.
— Já, de uma férias na praia a alguns meses atrás. – Comentou. – Ela e o namorado infeliz.
— Se refere ao loiro vestido de gato? – Ela arqueou a sobrancelha. – Dai é que veio toda essa sua inspiração? – Perguntou sarcástica, o riso sendo proferido em meio as palavras. – Você é realmente um falsificador de baixa categoria. – Riu.
— Pare com isso Volpina. – Respondeu seco. – Se não fosse por mim, você não teria para onde ir depois que deixou a companhia.
— E de quem mesmo foi a culpa por eu ter saído de lá? – Questionou sarcástica. – Se você não tivesse se intrometido nos meus negócios, eu ainda teria uma boa posição naquele lugar. Não sabe o que eu tive que fazer para chegar lá...
— Levar um riquinho mimado para a cama foi muito para você? Que dó – Riu acido. – Não faça essa cara de coitada. Não combina com você. – Revirou os olhos. – Eu te conheço a muito tempo, minha cara. Pensar pequeno não faz parte do que você é... Eu só te ajudei a ver isso...
— Claro... Que boa alma você é...
— E como não sou? – Sorriu. – Imagine só o que uma posição como diretora não poderia lhe oferecer? Ou melhor, nos oferecer?
— “Nos”?
— É claro... Ou acha que vou deixar você se divertir sozinha? – Ele passou o braço ao redor da cintura dela a puxando para si. – Quem melhor do que eu, para saber como te agradar?
— Posso pensar em alguns nomes...
— Você é minha, raposinha. – Ele sorriu malandro. – Está presa nas minhas garras.
Ela segurou uma gargalhada.
— Sonhe com isso. – Sorriu maliciosa. – Mas ao menos você é um bom gatinho... E sabe o que fazer com a língua, CopyCat.
Alheios a tudo que estava acontecendo; o diretor, Francis, adentrou na sala de espera junto a todos os bailarinos.
— Boa noite a todos, e quero parabenizar a todos vocês que foram selecionados para estarem aqui. – Sorriu felicito. – Em meio a milhares de inscrições as fichas de vocês foram selecionadas, pois despertaram uma curiosidade em nós, da equipe de publicidade; então, sem nem ao menos perceberem, passaram por uma primeira fase terrivelmente critica.
“Agora, quero que todos prestem bastante atenção às instruções: As duplas serão chamadas por ordem de sorteio. Manteremos vocês isolados das apresentações lá fora nesse primeiro momento. Aqueles que já se apresentarem, poderão se unir a plateia. – Explicou tranquilamente. – Alguém ficará aqui com vocês e vai orienta-los de acordo com o decorrer das apresentações. Perguntas?”
Todos balançaram as cabeças negativamente; ansiosos de mais para pensar em algum questionamento que eventualmente pudessem ter.
— Ótimo. – Sorriu Francis. – Vamos começar então. Senhorita Haydée, ficará aqui para auxilia-los. – Indicou para uma mulher que se colocou ao seu lado, e saiu da sala em seguida.
A mulher aparentava ser pouco mais nova do que Francis, e permaneceu parada em pé, ao lado da porta recém-fechada. Com um rádio disposto em sua orelha e uma prancheta na mão, ela parecia tomar nota das instruções que lhe eram dadas através do aparelho.
Era possível escutar do outro lado da porta, os sons de uma plateia animada. Iriam começar o show.
Após alguns segundos de espera e uma sessão de palmas animada, veio o primeiro chamado.
— Primeira dupla: Eleonor e Garret. – Anunciou a mulher.
Do canto da sala, levantaram-se do sofá um casal, caminhando lado a lado até a porta, que foi aberta para a passagem dos dois, e fechada logo em seguida.
Todos dentro da sala permaneciam em silencio, tentando escutar algo que viesse do cômodo principal.
A azulada apertou forte a mão do loiro, o encarando em seguida.
— Nervosa, my Lady? – Sua voz era serena por fora. Mas pro dentro, o garoto estava tão nervoso quanto ela.
—Um pouco... Esse silencio me deixa aflita. – Sussurrou. Qualquer voz mais alta parecia ser um grito no meio daquele oceano silencioso.
— Vai dar tudo certo. – Encarou-a, fixando seus olhos verdes contras os azuis dela. – Se concentre em mim, por enquanto, esta bem? – Ela confirmou com a cabeça. – Fale sobre outra coisa...
— Como o que, por exemplo?
— Bom... Sobre o que fazer depois de se formar? O futuro... Ou o passado, não sei. – Riu fraco.
— Eu sempre quis fazer parte da Paris Royal Company, sonho com isso desde pequena. Então, acho que nunca pensei em muita coisa além disso... – Sua voz era baixa.
— Acho que nunca conversamos sobre isso, não é? – O loiro ficou sério por um momento. Futuro nunca foi uma pauta importante em sua vida. Seu pai sempre havia se encarregado de tudo. Mas agora ele tinha uma opção, tinha o clube.
Mas e ela? Ira embora?
Não era egoísta o suficiente para interferir nos sonhos dela, mas do que já fez. Mas saberia lidar com ela partindo de sua vida? Simplesmente a deixaria ir?
— Chat? Tudo bem? – Ela o encarava com a face preocupada.
— Ah, sim, claro. – Ele retomou o foco e sorriu.
— É que você ficou sério der repente... – Ela procurava em seu rosto qualquer sinal de mudança.
— Não é nada, Bugaboo... – Sorriu docemente e lhe roubou um selinho rápido, deixando a garota completamente vermelha.
Em meio a toda aquela tensão, ele ainda conseguia brincar com ela. Ela o encarava admirada.
Do outro lado da porta, escutaram novamente gritos e aplausos.
— Próxima dupla....
Fazia quase uma hora que estavam lá. Esperando.
Haviam mais cinco duplas esperando na sala junto a eles. E conforme o número ia se reduzindo a tensão no local se tornava ainda maior.
E mais uma vez, o barulho que vinha das frestas da porta, assustavam a todos no recinto.
— Os próximos são... Labybug e Chat Noir. – Anunciou a mulher.
Chegara a hora.
Os dois se encararam e de mãos atadas, seguiram em direção à porta. A mulher cedeu espaço para que os dois passassem e seguissem para o centro do salão. Céus, o corpo todo formigava.
Uma luz, marcando o centro do palco, apontava suas posições. Todos estavam em silencio ao redor deles, só a espera. Se colocaram sob a luz forte, soltaram as mão e se posicionaram, a espera de que o DJ, desse play a música.
Um, dois, três... Play.
As primeiras batidas ritmadas vieram, e com junto, os movimentos da joaninha. Os primeiros segundos da música seriam só dela, deixando-se levar e hipnotizando não só a plateia.
O gatuno a observava com cuidado, só espera da deixa que o fazia se juntar a ela. Uma mão mais alta e um rodar de pernas, era esse o sinal.
Agarrou a mão estendida dela e a trouxe para si, colando os corpos, sempre guiados pelas batidas da música.
Entre trocas de pernas e abraços discretos, seus corpos se enrolavam em uma coreografia só deles, misturando a tranquilidade que havia nela, com a selvageria presente nele.
Com as mãos dispostas na cintura dela, o gatuno a levava para cima, enquanto ela mantinha-se apoiada em seus ombros. O espetáculo era para os outros, mas dançando, parecia só haver os dois ali, dividindo o tempo entre movimentos lentos e ágeis.
A mestiça movimentava-se a frente dele, enquanto o garoto mantinha-se sempre a espreita, felino, caçando-a entre cada passo. A capturando e a deixando ir. Um jogo divertido entre os dois. Presa e predador.
Sorrisos eram trocados ao longo do caminho. A tinta lhes escorrendo o rosto junto ao suor, chegando até mesmo a manchar o pescoço. Os pulmões reclamavam, o coração tinia no peito, bombeando sangue o mais forte que podia, tentando alcançar cada músculo e membro de seus corpos.
A música já estava quase no fim. Seus corpos agradeciam por isso. A tensão pela espera parecia ter travado vários dos seus músculos.
Abraçado a ela, com as testas coladas e um grande sorriso em seus rostos, os dois finalizaram a coreografia, juntamente com a última batida da música.
Os aplausos vieram logo em seguida.
Os sorrisos se alargaram.
— Muito bem... Mais uma salva de palmas para os nossos dois competidores. – Francis falava ao microfone.
A plateia aplaudiu novamente e os dois se curvaram em agradecimento.
Correndo os olhos pela plateia, o loiro encontrou pelos amigos que acenavam sorrindo. Agarrou a mão da joaninha, e os dois seguiram para a plateia, sentando-se e aproveitando o resto das apresentações que seguiriam.
— Vocês foram maravilhosos. – Alya praticamente quicava na cadeira, inquieta e alegre. – Foi lindo, os melhores.
— Obrigada, Alya. – A mestiça sorriu. – Mas o seu julgamento é meio suspeito. – Riu fraco.
— Ela tem razão. – Plagg os encarou da fileira da frente. – Estão entre os melhores, eu tenho certeza.
Os dois sorriram agradecidos. Seus corpos ainda tremiam levemente devido a adrenalina.
As luzes voltaram se se fixar no centro do salão. A próxima dupla viria. Um papel foi tirado do pote e os competidores seguintes anunciados.
— Agora chamo a se apresentar: Volpina e CopyCat. – O público ficou em silencio, observando a nova dupla se posicionar.
A azulada olhava atenta o casal que se posicionava no centro do salão. Aquele apelido, a postura, o cabelo. Não lhe eram estranhos...
Não. Deveria ser coisa da sua cabeça.
A música iniciou rápida, pegando todos de surpresa, com a batida alta e forte.
Alguém realmente tinha uma personalidade forte ali.
Todos observavam atentos ao casal a se apresentando. Eles eram bons. Realmente bons.
O que chegava a preocupar.
A lua, posicionada no centro do céu indicava o quão tarde que era. Todas as duplas já haviam se apresentado.
E agora, todos aguardavam ansiosos os resultados. De vinte competidores, restaria somente oito. Era uma redução grande.
Enquanto esperavam pelos resultados, Francis explicava como funcionariam as próximas etapas. Segundo ele, na próxima semana aconteceria a primeira etapa das batalhas. Quatro disputas, onde todos participariam. Em seguida as semifinais e por fim o grande dia. Um evento por semana.
Seria uma competição rápida, afinal, já era extremamente seletiva. Os acionistas buscavam por um resultado rápido. Ou seja: Seria um mês intenso para aqueles que sobrevivessem até lá. Para aqueles que realmente desejavam o prémio e o contrato milionário.
No centro do salão, uma mulher se aproxima de Francis e lhe entrega um envelope, contendo ali os tão esperados resultados. O salão todo se aquietou.
— Estão comigo aqui os resultados. – Balançou o envelope no ar. – Primeiramente eu gostaria de parabenizar a todos os participantes; foram apresentações espetaculares e eu tenho certeza que os jurados tiveram grandes dificuldades para pontuar todos justamente.
“Vamos começar então... A pontuação máxima a ser alcançada era de 100 pontos, e possuindo 97 pontos, a primeira dupla a se classificar foi: Volpina e CopyCat. – Anunciou alegre, seguido pelas palmas da plateia.”.
Os corações do gato e da joaninha estavam batendo a mil. Não haviam ficado em primeiro, mas ainda tinham chances de passar.
— Logo atrás, com 94 pontos, estão: Ladybug e Chat Noir. – Mais uma salva de palmas aos classificados.
O casal suspirou. Ambos aliviados.
A mestiça virou-se para encarar o loiro, que também olhava para ela, sorrindo. Retribuiu o gesto e se jogou nos braços dele, em um abraço apertado de comemoração e vitória.
Os nomes dos outros seis finalistas eram chamados, mas os dois não estavam prestando atenção em mais nada. Estavam felizes de mais, extasiados de mais.
Um passo mais próximo da vitória.
De salvar o clube.
— Eu falei não, falei? – Alya comemorava, praticamente pulando em cima do casal. Não era para menos, estavam todos muito felizes.
E o dia ainda nem havia terminado.
Alya insistiu para que todos voltassem para a casa do moreno e tomassem um banho antes de saírem. A mestiça ainda não sabia como faria para levar o loiro ao clube. Qual desculpa daria? Afinal, o combinado era de saírem para comemorar, os quatro amigos. Como arrastaria o namorado para um lugar totalmente diferente?
— Alya, isso não vai dar certo... – Sussurrou para a amiga. A avermelhada ajudava a amiga a se arrumar, já que a azulada estava constantemente tremendo.
— Relaxa garota. Eu tenho tudo planejado. – Sorriu confiante. – Nós vamos sair antes e depois só espere o meu sinal...
— Ok. – Consentiu. – Pera ai, mas que sinal?
A avermelhada somente piscou.
Alya abril a porta e as duas desceram, encontrando Nino na sala a espera. Adrien ainda não havia saído do quarto. Marinette sentou-se no sofá.
— Nós vamos indo na frente, ok? – Piscou para a amiga.
— Mas e o Adrien? – Nino perguntou confuso.
— Eles encontram a gente depois. – Sorriu para o namorado. Ai como o amava, mas como era lerdo em certos momentos. – Vamos, vamos... – Ela já o arrastava para porta. – Divirtam-se!
— Pera... Como assim, Alya? O que você está aprontand– A mestiça não conseguiu escutar o resto da frase. A porta já havia se fechado, deixando ela sozinha na sala a espera do loiro.
O silencio no recinto fazia com que ela conseguisse escutar os próprios batimentos. O coração parecia querer sair do peito. Era muito para se absorver em uma noite só.
Simplesmente muito...
Ela agarrava a barra do vestido com força, vendo os dedos ficando avermelhados. O casado estava jogado sobre o braço do sofá, enquanto as pernas tremiam, mas não de frio. Aquilo era um misto de ansiedade com nervosismo. Emoções misturadas de mais para conseguir distingui-las.
— Demorei muito? – A voz ecoou no cômodo silencioso, assustando a mestiça, que olhou para cima com os olhos arregalados. – Te assustei?
— N-Não... Eu só estava distraída. – Riu sem graça.
— Onde estão aqueles dois? – O loiro olhava ao redor. Nada do casal de amigos.
— Alya queria p-passar em um lugar primeiro, então os d-dois foram na f-frente. – Ela tentava controlar a gagueira. Mas parecia uma tarefa impossível.
“Mas que droga, Marinette.” Prensou brava consigo mesma. “Não é como se você nunca tivesse ficado sozinha com ele antes...”.
— Ela podia ter esperado... – Deu de ombros. Em seguida sorriu e estendeu a mão a ela. – Vamos?
Marinette o encarou, colocando sua mão sob a dele.
— Vamos. – Sorriu. Apanhou o casaco no sofá, o vestindo em seguida. Já estava tarde e o inverno se aproximava. Os dias ainda podiam ser razoavelmente quentes naquela época do ano, mas as noites, o frio reinava.
— Alias... Está linda, sabia? – Beijou-lhe a mão, deixando a garota completamente corada. – Sendo sincero... – Ele abriu um grande sorriso. – Você sempre está...
— Gato Bobo. – Respondeu com a voz baixa.
Se tinha uma coisa que talvez ela nunca aprendesse a lidar, era com os elogios e olhares dele. Não importava quanto tempo passasse e quantas vezes ele fazia aquilo, o efeito era sempre o mesmo. Ela simplesmente se derretia. O rosto corava e o coração falhava.
— A Alya me mandou o endereço por mensagem. – O loiro encarava a tela do celular. – Vamos indo então...
A chave reserva ficou com eles. Trancaram a porta da frente e saíram de mãos dadas. O final de semana permitia encontrar algumas pessoas ainda passeando pelas ruas, os postes iluminavam o caminho, e os pubs e bares abertos se encontravam cheios de gente.
O vento gelado fez com que ela se agarrasse ao braço dele, tentando se manter aquecida. Mas ao menos o frio, era uma desculpa para culpar os tremores de seu corpo.
No meio do trajeto o celular do loiro tocou. Adrien observou o número e com uma sobrancelha arqueada o atendeu.
— Já com saudades, Plagg? – Brincou.
— Não se ache tanto moleque... – O homem riu. – Seguinte: eu preciso que você de uma passada lá no clube, é importante.
— O que? Agora?
— É garoto, agora. – Suspirou. – Parece que o encanamento vazou de novo.
— Ah cara, só pode estar de brincadeira... – Bufou. O loiro sentiu-se frustrado. Bela hora para surgirem mais problemas. – Ok, já estou indo.
— Obrigado. – Sorriu o homem do outro lado da linha.- E antes que eu me esqueça... Feliz aniversário.
— Valeu... – Agradeceu e finalizou a ligação. Adrien guardou o aparelho no bolso e olhou para a azulada que o encarava confusa. – Problemas no clube. Parece que o encanamento estragou... De novo...
— Ah... – Ela entendeu o que se passava. Então esse era o sinal. – Vamos lá então...
— Já está muito tarde. – Analisou. – Eu vou deixar você com o Nino e a Alya, e vou lá ver o que aconteceu...
— Não! – Ela se alterou um momento. – E-Eu vou com você... – Ela corou. – Aqueles dois vão acabar me fazendo de vela...
— Tem certeza?
— Claro... – Sorriu. – Vamos?
— Está bem... – Ele a abraçou, mantendo o braço ao redor do ombro dela. Partindo em direção do clube, que não estava assim tão longe dali.
“Realmente a Alya pensou em tudo”. A mestiça tinha que admitir. Certamente ela não arranjaria desculpa melhor.
O galpão estava completamente vazio e escuro, os dois tiveram que descer as escadas tateando as paredes.
— Não estou escutando barulho de água... – O loiro observou. – O Plagg deve ter enlouquecido de ver. – De mãos dadas, eles caminharam pela pista do clube, olhando cada canto com cuidado, tentando enxergar algo. Atrás do palco, o loiro notou uma iluminação estranha vindo da sua sala privada. – Mas o que é isso?
Eles caminharam em direção ao cômodo, passando cuidadosamente por trás do palco. Adrien abriu a porta e ficou surpreso com o que viu. Alias, ele não foi o único a ficar surpreso. Marinette não fazia ideia do que iria encontrar ali, havia deixado tudo nas mãos da amiga.
Segundo a avermelhada: Esse seria o presente dela.
Os moveis haviam sido afastados, a mesa de centro e os sofás foram colocados encostados nas paredes. Haviam velas sobre alguns moveis, deixando o ambiente sob aquela luz amarelada. Em cima do tapete peludo havia um grande colchão, com travesseiros, lençóis, cobertas, tudo muito bem disposto.
“Como foi que ela colocou tudo isso aqui dentro?”. Marinette olhava a nova decoração um pouco surpresa. Sem fala alias. Tinha que admitir, no fundo, que havia ficado perfeito.
O resultado era algo aconchegante. Algo só para os dois.
Ela o abraçou pelas costas, o loiro ainda estático na porta, e beijou-lhe o ombro coberto pelas roupas. Ele estremeceu.
— Feliz aniversário. – Sussurrou, o rosto corado, completamente envergonhado. Mas não menos feliz. Eles teriam um momento só deles.
— Você fez isso tudo? — A voz era baixa, a garganta ficara seca, o coração disparado. Virou o corpo, retribuindo o abraço e a encarando. Ela corou ainda mais e baixou a cabeça.
“Que bela hora para ficar envergonhada.” Pensou.
— Em parte... – Respondeu com a voz baixa. – Tive uma ajudinha. — Ok, não foi só uma “ajudinha”. Foi uma grande ajuda. Mas quem disse que ele precisava saber dos detalhes. – Você não queria fazer nada, mas... Eu achei que podíamos fazer algo só nós dois...
Ela mantinha o olhar baixo, sentia o rosto queimar até as orelhas. Céus, que vergonha.
O que ela não pode notar, foi o sorriso que se formou nos lábios do loiro. Ele esperava qualquer coisa, menos que ela tomasse a iniciativa de fazer algo como aquilo.
Uma de suas mãos foi ao rosto dela, o levantando. Obrigando-a há lhe encarar. Inclinou a cabeça, colando suas testas, tocando-lhe a ponta do nariz com o próprio, até que finalmente tomou seus lábios rosados e macios. O braço se apertou ao redor dela, enquanto a outra mão lhe acariciava a bochecha avermelhada.
— Adorei a surpresa. – Sussurrou contra os lábios dela.
A mestiça sorriu encabulada e afastou-se dele, mas sem quebrar a ligação entre seus corpos. Ela o encaminhou para dentro e fechou a porta atrás de si, a trancando. Apanhou a mão do loiro e o encaminhou até o sofá, fazendo com que o mesmo se sentasse.
Ele sorriu abertamente e sem desfazer o teque entre suas mãos, a puxou para sentar-se em seu colo. Uma perna de cada lado de seu corpo.
— Não imaginava que você tivesse um lado desses... – A voz dele era suave, aveludada. Fazendo com que o corpo dela se arrepiasse. As mãos dela estavam espalmadas em seu peito, enquanto as dele se preocupavam em abrir os grandes botões do casaco dela. – Sempre me surpreendendo, Bugaboo.
O último botão foi aberto e o loiro escorregou a peça para fora do corpo dela, a deixando no canto do sofá. As mãos se detiveram na cintura, acariciando a pele sobre o tecido do vestido.
Os dedos dela se prenderam a gola do casaco dele, próximos ao pescoço, onde ela via o pulsar do sangue forte e acelerado. O coração dele estava tão acelerado quanto o dela.
— Tenho meus truques... – Ela comentou. Mesmo envergonhada, ela não se deixaria parar. Ajudou-o a tirar o casado, o largando em um lugar que não se deu o trabalho de ver.
Mantinham seus corpos colados, os toques suaves das mãos, passeando pelos corpos um do outro. As mãos de Adrien se detiveram em suas pernas, as acariciando, tilintando dedos a cima, lhe apalpando as coxas por baixo da saia do vestido. A cabeça se inclinando de encontro com a dela, em busca de seus lábios. Faminto.
As mãos dela iam de encontro aos fios loiros, prendendo-os entre os dedos, sentindo a macies e o escorregar das mechas entre seus dedos, puxando-as, o provocando.
As mãos da mestiça iam escorregando pelo pescoço, ombros e peito dele. As bocas não se desgrudavam, deixando o ar a cada instante mais escasso. Alcançou a barra da camiseta dele e passou a subir as mãos por de baixo do tecido, deixando as unhas traçarem um caminho, causando arrepios no gatuno.
Adrien afastou a boca da dela, deixando o ar retornar a seus pulmões, encontrando logo em seguida um novo alvo para seus lábios. Deixou-a se divertindo, arranhando seu peito, e levou a boca ao pescoço dela. O beijando, lambendo, mordendo.
Que ficasse marcado. Ele não ligava. Não agora.
O corpo todo dela se arrepiou ao senti-lo atacar o seu pescoço. Um gemido saindo abafado de sua boca. Inclinou a cabeça para o lado, dando-lhe mais espaço, enquanto continuava a lhe arranhar o peito, subindo com as marcas até o ombro; mas a camiseta já estava atrapalhando.
Desceu as mãos com pressa e segurou a barra da camiseta, a subindo pelo corpo do loiro; obrigando-o a se afastar dela por um instante, para que a mestiça conseguisse tirar a peça de seu corpo. O loiro a encarou e sorriu travesso.
— Tem um colchão bem ali... O que ainda estamos fazendo no sofá? – Perguntou divertido.
— Mas como está apresado, gatinho. – Ela correspondeu o sorrido, corada.
Ele subiu os dedos pelas costas dela e agarrou o fecho do vestido, descendo o zíper com cuidado.
— Bom, eu só quero aproveitar direito... – Beijou-lhe ombro, enquanto descia as alças do vestido dela; fazendo o tecido escorregar gentilmente pela pele delicada de seus braços.
Ela sorriu e se colocou de pé, sem desgrudar os olhos dos dele. Céus. Não sabia da onde estava arrumando coragem para aquilo. O vestido escorreu pelo seu corpo, acumulando-se no chão.
Adrien sorriu abobado com a visão. A lingerie vermelha e rendada, fazia um contraste maravilhoso contra a pele clara dela. Marinette livrou-se dos sapatos e aproximou-se do loiro.
— Já falei que você fica maravilhosa de vermelho? – Ele sorriu travesso, colocando-se de pé, junto a ela, os corpos colados.
— Vou lembrar-me de anotar a sua sugestão. – Ela brincou. O constrangimento continuava, mas algumas coisas escavam graças ao nervosismo. Ele riu.
— E eu que achava que a Ladybug ia embora junto com a mascara. – Aproximou o rosto do dela, beijando-lhe o canto da boca. – É bom saber que não... Por que tem um gato que adoraria aparecer por aqui. – Desceu os lábios para o pescoço dela e o lambeu.
— A-Adrien... Não faça isso. – Ela gemeu baixo. As mãos apoiando-se em seu ombro.
— Por que não? – Ele continuava a distribuir beijos e lambidas. – Você tem um gosto ótimo, My Lady. – A boca do loiro ia traçando um caminho até o colo da mestiça. Os braços ao redor da cintura dela, lhe dando sustentação.
Uma de suas mãos foi subindo delicadamente as costas dela, tocando cada osso de sua espinha, até alcançar o fecho que lhe prendia o sutiã, o soltando. Por mais que tivesse adorado a peça, a preferia sem ela.
Descolou o corpo do dela, somente o suficiente para se livrar da peça vermelha, a jogando em qualquer lugar na sala. Se preocupariam com as roupas espalhadas mais tarde.
Então pode finalmente admirar o colo desnudo da azulada. Os seios medianos, mamilos rosados, as sardas que se estendiam pelos ombros até o coloca. Contaria cada marca, beijaria cada uma delas, a amaria de novo como na primeira vez.
— Acho que alguém está com muita roupa aqui... – Ela reclamou. Sentia-se constrangida sobre o olhar atento ele, vendo seu peito subir e descer, a respiração e coração descompassados.
— Sem problemas... – Ele riu fraco e levou as próprias mãos à barra da calça, mas antes que pudesse descer o zíper, a mão dela o impediu.
Ele a encarou, mas a mestiça somente negou com a cabeça; tirou as mãos dele da peça e ela mesma tratou de descer a peça para fora do corpo do loiro. O deixando somente com uma box preta.
— Já te falei que fica muito bem de preto? – Ela sorriu. Lá estava LB aparecendo novamente, o provocando.
— “Vou anotar sua sugestão...”. – Ele riu. Usara do mesmo jogo que ela.
Adrien livrou-se da peça presa em seus pés, assim como dos sapatos. Era peças de mais, roupas de mais...
Aproximou-se dela, e com delicadeza a guiou para o colchão disposto sobre o chão. Ficando os dois de joelhos sobre o estofado macio. Ele voltou a beija-la, só que mais ferozmente agora. Já estava ficando impaciente.
Era um gato possessivo afinal. Tudo o que queria, era sua dona só para si.
Inclinado os corpos sobre o colchão, o loiro mantinha o corpo sobre o dela, apoiado pelos braços, impedindo que todo o seu peso fosse depositado sobre a mestiça. As mãos dela se prenderam rapidamente eu seu cabelo, oras acariciando, ora puxando-lhe os fios.
O pescoço e colo da azulada já se encontravam completamente marcados, haviam pequenas marcas arroxeadas que se mesclavam as sardas da garota. Uma das mãos dele colou-se sobre a cintura dela, a palpando-lhe a pele macia. Aonde os dedos dele tocaram, parecia criar um caminho de fogo. Sua pele queimava de excitação.
Mais a cima, duas bocas brincavam. As línguas se escondendo e se achando. O lábio inferior de alguém sendo preso e puxado. As bocas inchadas, molhadas, sedentas...
Os beijos iam descendo. Ele queria alcançar-lhe os seios. Enquanto os lábios desciam, a mão subia, alcançando logo o alvo. Beijou-lhe o contorno do mamilo, sentindo a respiração dela se descompassar sobre seus dedos. O loiro olhou para cima e encontrou a garota o encarando; a boca aberta, respirando fundo.
Sorriu para ela e tomou-lhe o mamilo entre os lábios, os umedecendo.
O suspiro que saiu pelos lábios dela foi longo e pesado. Aquelas brincadeiras a faziam acender. As pernas mexiam-se inquietas, tentando apartas o desconforto que se formava no meio delas.
Enquanto uma mão apertava e lhe apalpava o seio, a outras apertava-lhe a coxa. Com a boca, ele lhe chupava o mamilo rosado e eriçado, vendo todo o corpo dela se arrepiar e um suspiro longo escapar-lhe pela boca.
— Adrien... – Ela o chamou baixinho. A voz manhosa...
Oh, céus. Como manter a sanidade daquele jeito?
Lhe acariciava a coxa com carinho, correndo os dedos para a parte interna da mesma. Enquanto a boca dava devida atenção aos seios da azulada, o loiro levou a mão livre até a calcinha da mesma, lhe acariciando por cima da peça. Os dedos lhe percorrendo toda a extensão da vulva, molhando o tecido.
— Uh... – Ela mordeu o lábio inferior com força. Ele continuou a acaricia-la, pressionando seu ponto mais sensível. – Ah... – O lábio foi mordido com ainda mais força.
— Não se segure. Estamos só nos dois aqui. – Ele soltou-lhe o seio para encara-la; a garota completamente vermelha. – Eu quero te ouvir...
Nesse instante, ele afastou o único tecido que ainda lhe cobria, e lhe penetrou um dedo.
— A-Adrien! – O chamado veio devido a surpresa.
— Isso... – Ele gemeu em sei ouvido. Como gostava de ouvi-la o chamar.
Lhe maltratava o pescoço, enquanto os dedo lhe acariciavam os grandes lábios. Os gemidos escapavam mais descontroladamente pelos lábios dela. Um dedo chegava a contornar sua entrada, só a provocando.
Marinette deslizou as mãos pelos ombros e peito dele, o arranhando no trajeto, fazendo o garoto se arrepiar. Antes que o loiro pudesse de dar conta, uma das mãos dela, o apalparam sobre o tecido da cueca. Um gemido rouco saiu junto a um suspiro, pela boca dele.
Adrien a encarou surpreso, enquanto ela, olhava para baixo, procurando enxergar o que estava fazendo. Um aperto mais forte veio por parte dela e um chamado saiu pelos lábios dele.
— Mari... – Ele a chamou e a mestiça ergueu o olhar, encarando aquelas orbes verdes e brilhantes de desejo. Ela continuou a toca-lo sobre o tecido.
Com a outra mão, ela empurrou o peito do garoto para cima. O obrigando a ficar novamente de joelhos sobre o colchão, enquanto ela o acompanhava.
Sem muitas palavras, e com o rosto totalmente corado, ela levou ambas as mãos a barra do tecido preto. Seus dedos tremiam levemente, mas ela não iria desistir. A ideia era dela afinal, não era?
Ele nunca pediu. Mas existia a necessidade de retribuição ali.
Ela baixou o tecido, até que esse ficou preso nas coxas do garoto. Ela o encarou e ele entendeu o recado, a ajudando a tirar a peça completamente de seu corpo. Adrien olhava atentamente cada movimento da sua azulada, querendo saber até onde ela ia chegar. A garota não era experiente, mas com certeza era curiosa.
Tomando a iniciativa, a mestiça aproximou o rosto do dele, em busca dos lábios finos. As mãos dela, apoiadas em suas coxas, foram subindo lentamente, até que alcançaram o membro do loiro, o apertando entre os dedos. Assim que sentiu o toque quente das mãos dela, soltou um gemido abafado contra sua boca.
Sem saber se aquilo era um bom sinal, ela o soltou. Separando também o beijo.
— E-Eu te machuquei? – Ela estava receosa. Nunca havia feito aquilo. Por mais que namorassem, que já tivessem feito amor, ela nunca tomara uma iniciativa como aquela, nunca o tocara. Ao contrário dele, que sempre que tinha oportunidade o fazia.
— N-Não... – Ele respirou fundo e a encarou. Um leve sorriso brotando nos lábios. – Só a-apertou um pouco forte de mais...
— Ah, desculpa. – Corou ainda mais.
“Droga. Ele sempre tão cuidadoso e eu acabei o machucando”. Pensou frustrada.
— Vem cá. – Ele a chamou, e a garota o encarou. – Me de sua mão. Eu te ensino... – Quem corava agora era ele.
Ela lhe estendeu a mão, e o loiro a guiou até seu membro, já ereto. Circulou os dedos dela, ao redor de seu pênis; colocando a própria mão sobre a dela, não a deixando apertar de mais.
— Assim... – Ele suspirou. Comandando a mão dela, passou a fazer movimentos para cima e para baixo, tudo lento e calmamente. O loiro mantinha a boca levemente aberta, respirando pela mesma, enquanto o peito inflava e descia.
Seguindo o orientado, ela continuo o movimento. Toca-lo com as mãos era diferente do que tê-lo dentro de si. Ali, parecia mais sensível.
Com a mão livre, a mestiça levou o dedo indicador a cabeça do membro do loiro. O local estava úmido pelo pré-gozo, a cabeça avermelhada, podia sentir o leve pulsar das veias contra seus dedos. Na mais pura curiosidade, ela passou a contornar o dedo indicador ao redor da glande exposta. Focando-se na uretra.
— Oh céus, Mari. – A voz saiu alta, mas rouca. Ela olhou para cima e viu o loiro respirando fundo pela boca, a cabeça jogada levemente para trás.
— Fiz certo? – A voz saiu baixa. A garganta estava seca.
— Pode apostar que sim... – Ele ainda respirava pesado. Quem iria adivinhar que ela faria isso?
— Sabe... E-Eu queria... Retribuir o que você... faz, sabe? – Ela estava completamente vermelha, até seus ombros chegavam a queimar. Mas como Alya a orientou: Se tivesse duvidas, falasse com ele. O loiro não ira negar. – Mas eu não sei como...
— O que você se refere? – O loiro a encarava, mas a garota olhava para baixo. – Mari...
— Quando você... – Ela o encarou, lambeu os lábios e morder o inferior. Por que tinha que ter tanta vergonha de falar? Ele era seu namorado afinal, não era?
Foi então que o loiro finalmente compreendeu.
Ela não estava querendo dizer, aquilo? Estava?
Oh Deus!
— Bom... – Engoliu seco. – É só ir com c-calma e não me m-morder... – O riso saiu constrangido.
Ela respirou fundo e inclinou o corpo para baixo. Sua mão ainda estava ao redor do membro do garoto. O movimento havia cessado. Tomou coragem para si e levou os lábios a glande, depositando um beijo sobre ela.
O corpo do loiro se arrepiou.
Desencostou os lábios, e com a língua, lambeu levemente a cabeça. O garoto gemeu. Tudo indo bem, então repetiu o processo, o escutando gemer novamente. Com cuidado, colocou a cabeça do membro dentro da boca, a circulando com a língua.
— Ah... – Foi a vez do loiro de morder os lábios.
Ela recordava das coisas que ele fazia com ela, e queria repetir o processo. Então sugou-lhe a glande e automaticamente, o loiro levou as mãos aos cabelos dela, pegando a garota de surpresa.
Ok, ela também fazia aquilo. Tentou não se assustar.
Continuou a sugar-lhe a cabeça e a lambê-lo, enquanto com a mão, retornava a fazer os movimentos.
— Oh, Mari... – Ele gemeu alto.
“Ah, que se foda. Quem vai escutar além de nós dois?” Adrien jogara qualquer sanidade para o ar.
Com as mãos, forçou a cabeça dela um pouco para baixo, acompanhando o movimento da mão. A mestiça continuou. Agora entendia a sensação do loiro. Era ótimo escuta-lo gemer por causa dela. Saber que era ela quem lhe proporcionava tais sensações.
A sensação da boca dela em seu membro era fantástica, mas precisava se controlar, ou então gozaria ali mesmo, e antes que isso acontecesse, precisava a tirar de lá. Com uma mão em seu cabelo e a outra em seu ombro, a afastou de si.
A mestiça o encarou, as pupilas dilatas em conjunto ao azul de seus olhos, a boca inchada e molhada, os cabelos bagunçados, o rosto corado. Poderia morrer com aquela visão.
— Algo e-errado? – Ela estava confusa.
— Muito p-pelo contrário... – O loiro tinha a respiração falha. – Está bom até de mais. Só que eu quero aproveitar direito. – Ele sorriu e se aproximou dela, a beijando, sentindo o próprio gosto na boca.
Quem liga?
Ele a puxou para si, entrelaçando os dedos nas alças da calcinha dela, brincando com o tecido.
— Não acha que agora é a senhoria que está muito vestida aqui? – Ele riu, enquanto baixava a peça, passando a peça pelas pernas da mestiça, a atirando longe.
— Você vai acabar acertando uma vela daqui a pouco... – Ela sorriu divertida.
— Vou não... – Ele sorriu. – Vem aqui, agora é minha vez... — Ele se inclinou, deitando a cabeça sobre o travesseiro. Ela estava sentada sobre suas pernas, o encarando sem entender. – Suba mais. – Deu dias batidinhas sobre o próprio peito.
Ela o encarou e sentou-se sobre sua barriga. O loiro sorriu para ela e lambeu os lábios. As mãos se colocando nas coxas dela, a puxando para si, para próximo de sua boca.
— O que acha de assistir de camarote? – Piscou para ela, inclinou a cabeça e com a língua, lambeu toda a extensão da vulva dela.
A mestiça gemeu alto, apoiando ambas as mãos contra o peitoral do loiro, atrás de si. O loiro lhe separava melhor as pernas dela e continuou a provoca-la. Os dedos lhe apertando as coxas, a língua pressionando o clitóris, vezes revezando com leves chupões que o garoto distribuía no local. Ela mordia os lábios com força.
Mas não era isso que ele queria. O loiro queria escuta-la chamar seu nome, clamar por ele.
Levou os dedos aos grandes lábios, umedecendo-os. Quando já estavam encharcados o suficiente, os penetrou, enquanto sugava-lhe o clitóris.
— ADRIEN! – Ela gemia alto seu nome. E só ele sabia como era bom escutar aquilo. Sorriu.
— Já estava achando que o gato comeu sua língua... – Ele sorriu e bombeou os dedos dentro dela mais uma vez, a escutando gemer alto novamente. – Isso, Mari... Me deixa te escutar gemer...
Ele voltou com a boca contra seus lábios, enquanto ela, passou a arranhar seu peito. Sua boca estava cada vez mais encharcada e pela pressão que era exercida contra seus dedos, não demoraria muito para que ela chegasse ao ápice.
Antes que isso acontecesse, tirou os dedos de dentro dela, o que fez com que a azulada o encarasse frustrada.
— Gatinho... – Choramingou manhosa. Não queria que ele parasse. Estava tão bom.
— Calma ai, apressadinha... – Ele riu fraco. Seu membro já estava lhe incomodando lá em baixo.
Ela a tirou de cima de si, a deixando sentada ao seu lado. Passou então a olhar para os lados. Onde estava sua calça?
Marinette encarou o garoto que rasgava o lugar com o olhar. Estava afoito, ansioso. Ela olhou para baixo, e ao lado do travessei, encontrou o que provavelmente ele estava trás.
— Procurando por isso? – Ela chacoalhou o pacote do preservativo na frente dele, com um sorriso maroto nos lábios. Adrien a olhou e sorriu, foi tirar o pacote de sua mão, mas a mestiça foi mais rápida e tirou de perto dele. – Eu faço...
Ela abriu o pacote, retirou o látex de dentro e com cuidado o cobriu o membro do loiro, que estava sentado de joelhos sobre o colchão. Ela terminou o serviço e o olhou. O garoto sorrindo para ela e lhe estendendo a mão.
— Venha aqui... – Ela ia se aproximando dele, mas o garoto a girou, fazendo com que as costas dela fossem de encontro a seu peito. Os braços dele colocaram-se ao redor da cintura dela em um abraço apertado. — Vamos fazer assim desta vez, ok? – Beijou-lhe o ombro desnudo. – É que eu gosto de poder ficar abraçado a você.
Ela ajeitou-se melhor no colo dele, as pernas levemente separadas, a cabeça estava jogada para trás, assim com os braços e as unhas que lhe arranhavam as costelas. Desceu um dos braços e ajeitou o membro do loiro contra sua entrada, descendo lentamente o quadril contra o dele, encaixando-se.
Respirou fundo e mordeu o lábio, assim que sentiu-o completamente dentro de si. Os braços dele se apertaram mais ao seu redor, enquanto continuava a depositar pequenos beijos pela extensão de seu umbro e pescoço.
Ela se movia lentamente, forçava as pernas levanta-la minimamente e depois voltava a descer, sentindo os contornos dele dentro de si. Havia momentos em que preferia simplesmente ficar encaixada a ele e rebolando. O loiro respirava mais pesadamente toda vez que ela fazia isso.
Ele lhe acariciava os seios a todo instante, fosse enchendo as mãos ou mesmo apertando-lhe os mamilos entre os dedos. Tudo para escuta-la gemer em seu ouvido.
Notando que a garota já estava ficando cansada e que suas pernas já estavam perdendo as forças; ele inclinou o corpo dela para frente, retirou-se de dentro dela e a ajeitou sobre o acolchoado.
— Vai se sentir melhor assim... – Sussurrou em seu ouvido, enquanto deixava a garota deitada de bruços, com os braços agarrados ao travesseiro e a cabeça virada.
Passou então a fazer uma trilha de beijos e mordidas nas costas dela. O caminho ia do topo do pescoço, descendo pela espinha, lombar, até chegar ao inicio das nádegas, onde deu uma mordida um pouco mais forte.
— Ah... A-Adrine. – Ela soltou um gritinho surpresa e um choramingo. Seu corpo estava em chamas.
Adrien passou um braço ao redor do quadril dela, fazendo com que ficasse mais elevado, e então, voltou a se encaixar nela. Agora ele era quem ditava o ritmo.
Abraçou-a, colando o peito às costas dela, enquanto os quadris se chocavam.
Ela apertava o travesseiro entre os dedos.
Ele beijava-lhe as costas.
As bocas abertas. A respiração descompassada.
Os corações acelerados. Chocando-se contra o peito.
Ela lhe apertava. Gemia seu nome, sussurrava, pedia, gritava...
O quadril empinado, exposto, encaixado ao dele. Quase chegando ao ápice. Assim como ele.
O loiro levou uma mão ao clitóris dela, a estimulando enquanto ainda a bombeava. Faltava muito pouco para ele gozar. Não queria que ela ficasse atrás. Acelerou os estímulos até que ela agarrou o travesseiro a sua frente com força, o mordendo, buscando conter o grito e os espasmos que vieram em seguida.
Com mais algumas investidas um pouco mais fortes, o loiro se despejou logo em seguida. Deixando, em seguida, o corpo cair, cansado, sobre o dela.
Ambos com a respiração e o coração completamente fora de ritmo.
Soltou-se e saiu de cima dela, caindo no espaço livre ao seu lado. Ficou deitado com a barriga para cima, mas com a cabeça virada, a encarando. A admirando.
Os olhos fechados, os fios azulados espalhados pelo travesseiro e costas, o corpo nú, ainda sobre o efeito do orgasmo.
Ela abriu os olhos lentamente, o vendo a encarar. E ela corou.
Que surpresa. Suspiro.
Ser encarada por aqueles olhos verdes era de tirar a concentração e fazer perder qualquer tipo de raciocínio que estiver tendo. Ela baixou o olhar, já sentido o rosto queimar. Ele sorriu, admirado com a vergonha dela.
Duas personalidades tão distintas na mesma garota. Na sua garota.
Adrien livrou-se da camisinha. Deixaria para pensar na bagunça depois. Agora era só os dois. E nada iria atrapalhar o momento.
Ele se aproximou dela, levando uma mão a suas costas, lhe acariciando com a ponta dos dedos. Subindo e descendo, traçando a espinha.
— Você foi o melhor presente que eu já ganhei na vida. – Sussurrou para ela. A mestiça levantou o olhar e o viu encarando-a. O olhar doce, gentil, apaixonado. – Não vou deixar você ir nunca...
— E quem disse que eu tenho a intenção de ir? – Ela sussurrou de volta. Um pequeno sorriso brotando nos lábios.
Ele sorriu de volta.
— Se é assim... – Ele a puxou para si, fazendo com que ela deitasse em seu peito. – O que você vai fazer nessa mesma data, daqui a uns... Deixa eu ver... Cinco anos?
— Cinco anos? – Ela riu. Mas que tipo de pergunta era aquela. – Que eu saiba, não tenho nada planejado...
— Bom, agora tem... – Adrien tinha um sorriso largo no rosto. – Vai estar casando comigo. — Ela–levantou a cabeça e o encarou, notando o olhar do loiro.
— Esta me pedindo em casamento? – Ela perguntou um pouco chocada. Ele estava brincando, não estava?
— Eu sei que não podemos fazer isso agora. – Ele passou a mão em seu rosto, o acariciando. – Mas sim, é um pedido. – Sorriu para ela. – Então, aceita casar comigo daqui a uns cinco anos?
— Bem... – Ela mordeu o lábio. Queria chorar. Mas que droga. — Então daqui a cinco anos, eu vou dizer “sim”.
O sorriso que se formou no rosto dele, foi tanto, que parecia que lhe rasgaria o gosto. O coração batia forte no peito. Mal conseguia conter a felicidade.
Ainda tinha tempo. Mas ali, naquele momento, estava construindo sua família. E com o tempo, faria questão de aumenta-la.
Ao lado da pessoa que mais amava no mundo.
Da sua senhora.
Sua Joaninha.
Sua Bugaboo.
Sua Lady. Ladybug.
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