Keep moving slow
4 Quando o relógio badala meia noite
Notas iniciais
"It's the little details that are vital. Little things make big things happen." — John Wooden
A azulada se encontrava no banho fazia quase uma hora. A água quente batia em seus ombros e escorria pelo corpo até o chão. Ela estava com os pensamentos longe, mais precisamente nos eventos daquela tarde, quando estava ensaiando com Adrien.
Ela ainda conseguia sentir os toques dele pela sua cintura, deslizando delicadamente até os braços enquanto a outra mão seguia para a perna, deslizando pela lateral de seu corpo, se agarrando a parte interna da coxa para poder tirá-la do chão. Lembrar-se disso fazia suas bochechas tingirem de um vermelho forte e suas pernas fraquejarem.
— Mari, sai logo desse banho. – Alya batia na porta do banheiro. Os banheiros na academia eram conjuntos, ou seja, chuveiros um ao lado do outro, separado somente por paredes e a porta. Como em uma academia de ginástica mesmo.
— Calma, estou saindo, apressadinha. – Marinette desligou o chuveiro e se enrolou na toalha, se secando.
— Achei que tinha morrido aí dentro. – Alya brincou. – Estava quase ligando pra emergência.
— Engraçadinha você. – A azulada saiu do chuveiro enrolada na toalha, pronta para colocar o pijama.
— Mas é claro. Eu aqui te esperando pra voltarmos pro quarto e você aí tentando virar peixe.
Com o pijama devidamente colocado, as duas amigas voltaram para o quarto se preparando para deitar e dormir. Marinette estava acabada. Seu corpo não sabia dizer o que estava pior, a dor ou o cansaço. Eram sequer 21h e a azulada já se encontrava em sono profundo em sua cama.
Enquanto a amiga dormia, Alya trocava de roupa silenciosamente. Pegou no fundo do armário a roupa que já acompanhou muitas vezes em suas fugas noturnas, o par de tênis e na frente do espelhos, passou a tinta preta no rosto, formando uma máscara esfumaçada.
Era meia noite, todas as luzes da academia se apagaram e Lady Wi-fi sabia que era hora de sair. Com passos leves a garota saiu do quarto em direção ao ponto de encontro, não percebendo que uma certa garota de olhos azuis, havia notado a fuga da amiga.
“Alya, o que você esta aprontando?”.
A azulada foi a primeira a acordar na manhã seguinte, olhou pra a cama do outro lado do quarto e encontrou a amiga em um sono pesado com as cobertas até a cabeça. Marinette levantou e pegou seus pertencer para tomar um banho antes das aulas daquele dia. Antes de sair resolveu acordar a amiga.
— Hora de levantar, bela-adormecida. – Marinette sacudia levemente a amiga.
— Agora não mãe, é sábado. – Resmungava a outra.
— Sábado nada, é quarta-feira. – Informava a azulada que continuava tentando acordar a outra. – Vamos logo Alya, eu vou tomar um banho e você vai se atrasar se continuar na cama.
— Tá bom, tá bom, estou levantado. – Marinette saiu do quarto deixando para trás a amiga resmungona.
Quando voltou para o quarto encontrou a amiga já devidamente vestida e um par de olheiras profundas. Alya havia voltado para o quarto pouco antes de amanhecer, estava exausta, mas feliz. Fazia tempo que não se divertia como ontem, riu e sorriu a noite toda.
— Finalmente está de pé, fujona. – Azulada comentou.
— Como é?
— Isso mesmo, fu-jo-na! – Marinette a encarou. – Escapando de madrugada no maior silêncio. Aonde você foi Alya? – A avermelhada estava sem palavras, tomou todos os cuidados e ainda assim foi pega.
— E-eu estava sem sono e resolvi andar...
— E voltar de manhãzinha não é mesmo? Porque essa sua cara de sono te denuncia. – Sim, a azulada estava brava. Sabia que se a amiga fosse pega zanzando pela academia depois do horário poderia ser suspensa, se não expulsa.
— O que é isso agora? Está me vigiando?
— Claro que não, Alya. Mas sou sua amiga, eu fico preocupada. – A mestiça tinha o olhar aflito. – Você sabe o que pode acontecer se te pegarem fora do quarto...
Alya suspirou e se rendeu. Ela sabia e aceitava a preocupação da amiga. Mas não podia contar o seu segredo.
— Não se preocupe Mari, não vai mais acontecer, eu prometo...
Mas infelizmente, essa promessa ela não ia poder manter. Alya saiu novamente naquela noite e na seguinte também. Marinette não falou nada, mas estava ciente das fugas da amiga. Quando chegou a sexta-feira, a azulada resolveu cobrar respostas sobre o que estava acontecendo. O que fazia Alya sair nas madrugadas e voltar somente pela manhã.
As duas estavam na mesa do café-da-manhã, Marinette mantinha uma expressão séria, enquanto Alya tagarelava sobre o desastroso ensaio da Chloè no dia anterior. Sim, ela estava chateada com a amiga, quebrou a sua promessa e parecia não confiar nela o suficiente para contar o que estava acontecendo; e aquilo magoava a mestiça.
— Você tinha que ter visto Mari, ela estava totalmente fora do compasso, deixando a dupla dela totalmente perdida...
— Uhum.
— E viu que a Sra. Bustier ficou irritada com ela e as duas começaram a discutir. Aquela loira não tem limites mesmo.
— É.
— E você não esta me ouvindo não é mesmo, Mari? – Alya ficou séria agora e Marinette a encarou.
— Estou ouvindo Alya, só não estou a fim de papo... – A azulada respondeu um pouco irritada.
— Nossa, o que aconteceu, Mari? Você não é de ficar assim... – Alya a encarava preocupada.
— Pois é, não sou. – Pronto. Marinette estourou. – Só que é um saco a minha melhor amiga ficar mentindo para mim, ficar me escondendo as coisas. Se eu não posso confiar em você, vou confiar em quem?
— Mari, entenda é que...
— Alya, não estou a fim de escutar outra desculpa esfarrapada sua. As desculpas estão ficando cada vez pior. – Marinette estava irritada. Mas principalmente magoada, sua melhor amiga estava a enganando. – Você anda saindo de fininho de madrugada, volta só de manhã, não esta prestando atenção nas aulas por que, obviamente, está morrendo de sono.
— Por favor, Mari...
— Não Alya, eu estou cansada disso. – Abaixou o tom de voz. – Vou para a aula. Quando quiser me contar o que realmente está acontecendo, dai a gente se fala. – Ela levantou e saiu do refeitório, deixando a outra em silencio e levemente atordoada.
Alya estava se sentindo péssima. Sua melhor amiga não confiava mais nela; e com razão. Ela estava mentindo pra ela e quebrou a promessa que não sairia mais. Entretanto a avermelhada não podia simplesmente contar o que estava acontecendo, expor o seu segredo. Não só o seu, mas o de muita gente.
A cadeira ao seu lado se moveu e nela se sentou a última pessoa que Alya queria ver naquele momento. Nino.
— Hola, Chica!— O garoto estava claramente animado. – E ai, meu espanhol está melhorando vai dizer...
— Agora não, Nino. – Ela não estava querendo conversar com ele. Na cabeça dela, ele era o culpado de tudo. Foi ele que a levou novamente para aquele lugar. Queria gritar com ele.
Mas não, no fundo ela estava ciente que a culpa era somente dela. Ele a chamou para uma noite, ela foi às outra por que quis, ninguém a obrigou. Assim como ela mentiu para Marinette por que quis.
— Hey, o que está acontecendo?
— Problemas Nino, problemas...
Marinette ainda estava furiosa. Ainda considerava Alya como sua melhor amiga, mas estava extremamente magoada com ela. A avermelhada tinha consciência de como a mestiça se preocupava com ela e mesmo assim estava fugindo a noite e mentindo sobre. A passos rápidos e pesados a azulada seguia para as suas aulas da tarde, ela e Adrien estavam nos últimos ensaios antes da apresentação do fim do mês.
Ainda havia o espetáculo do meio do meio do semestre, que iria definir os papéis para a grande apresentação de final de ano. Era muito coisa e todas elas exigiam muito esforço. Nunca se sentira tão acabada, tanto fisicamente quanto mentalmente.
Chegou ao estúdio onde teria a primeira aula daquela tarde. A professora, Sra. Bustier, avaliaria de perto sua performance com o loiro, pontuaria os erros antes e garantiria que tudo estivesse no mínimo perfeito, antes da apresentação final. A Sra. Bustier lhe causava arrepios, não que ela fosse má, era somente exigente. Ou melhor, extremamente exigente.
O estúdio estaria vazio, se não fosse por uma pessoa. Seu parceiro já estava lá, realizando os aquecimentos nas barras. Ele estava tão distraído que não notou a mestiça de olhos azuis o observando.
Ela percorria os olhos em cada parte dele. Nas pernas longas e musculosas, coladas na legging, as costas largas, os braços definidos expostos pela regata que usava. Até mesmo para a bunda dele, ela se pegou olhando e corando logo em seguida. Ela não admitia, mas no fundo sabia o quanto queria esta ali, encostada a ela, escorrendo suas mãos por aquelas costas e braços.
“O que é isso, Marinette? Controle-se”. Ela brigava consigo mesma.
— Boa tarde A-adrien. – Ela se anunciou torcendo para que ele não a tivesse notado o admirando. Ele olhou para porta, encontrando os olhos dela e sorriu.
— Oi Marinette, chegou cedo.
— Pois é. – Comentou envergonhada. – Eu queria me aquecer um pouco antes.
— Então parece que tivemos a mesma ideia. – Ele sorriu enquanto ela se aproximava das barras. Marinette calçou as sapatilhas de ballet e sentou-se no chão, esticando os braços e alcançando os pés. Adrien estava nas barras fazendo o típico movimento repetitivo de: Frente, lado, trás, lado, com os pés e pernas sempre esticados ao máximo.
— Vai participar da a-apresentação do semestre? – Sua voz era baixa, mas ela tentava manter uma conversa com o loiro. Não que o silêncio fosse desconfortável, mas queria ter uma boa amizade com ele.
— Vou sim. Estou preparando um solo. – Ele comentou alegre. – Está bem cansativo, mas espero que fique bom.
— Vai f-ficar com, digo v-você, quer d-dizer... – E lá estava ela tropeçando nas palavras novamente. – É, b-boa sorte.
— Obrigado. – Ele deu um riso baixo. – E você, vai participar não é?
— Ah, vou s-sim. – Respondeu rápidamente. – Estou ensaiando Pas de quatre com a Alya, Rose e Juleka.
— Bem... Boa sorte para as quatro. Tenho certeza que vai ser uma ótima apresentação.
— O-o-obrigada. – Suas bochechas tingiram de vermelho. Ela não sabia como lidar com os elogios dele. Os dois estavam distraídos e não notaram que a professora acabara de chegar.
— Muito bem, vejo que já estão se preparando. Isso é ótimo. – Sra. Bustier atravessou a sala com Mylène logo atrás dela.
— Mylène o que faz aqui? – Marinette perguntou confusa.
— A senhorita Haprèle veio a meu pedido para fazer o acompanhamento musical de vocês. – Esclareceu a professora.
— Acompanhamento? – A azulada perguntou.
— Sim, senhorita Cheng, quero que vocês já vão se acostumando com música ao vivo. – Esclareceu a professora. – Agora, se já terminaram de se aquecer, por favor, vão tomando as suas posições.
Não precisava pedir duas vezes, os dois se puseram no centro da sala, Marinette com uma perna em reverencia e os braços abertos e Adrien logo atrás dela com os braços nas costas. A professora deu o sinal e Mylène começou a pressionar as notas do piano conforme a partitura.
A primeira nota foi tocada e Marinette moveu os braços em arco delicadamente. Adrein fez seu primeiro movimento e colocou uma das mãos por cima de uma das mãos da azulada, seguiu passando os dedos delicadamente até os ombros dela, enquanto ela o seguia com o olhar.
Notas mais fortes eram pressionas no piano, as pontas das sapatilhas rosada de Marinette vão de encontro ao chão, colocando a bailarina na ponta dos pés. Ela se movia e Adrien a acompanhava.
— Muito bem, agora rosto para cima senhorita Cheng. – A azulada fez o ordenado pela professora se seguiu a coreografia. Agora vinham os giros. O loiro se colocou atrás dela com as duas mãos segurando fortemente a sua cintura.
Girou uma, duas, três vezes e parou com o rosto de frente para o de Adrien. As mãos dela seguiram em direção ao rosto dele, passando as costas das mãos suavemente pelo contorno do rosto do garoto, enquanto ele inclinava os dois para baixo, como em um beijo.
— Ótimo senhor Agrete, agora a impulsione para o alto. – Os dois voltaram a subir e ele tornou ainda mais forte o pegar de suas mãos na cintura dela. Aquilo deixaria marcar, ela tinha certeza. Com um impulso quase invisível da mestiça ele a fez subir, seus braços estavam esticados ao máximo. – Cabeça para cima Adrien, olhe para ela.
As mãos de Marinette estavam em seus ombros, servindo de apoio. Ele fez o que foi pedido e olhou para cima, procurando os olhos azuis da garota. Ela mesmo que corada, buscou fazer o mesmo naquele momento, procurando os olhos dele. O queixo de Adrien apoiou-se no final do abdômen domem dela, por cima da saia.
— Descendo devagar... – Sra. Bustier deu as últimas instruções.
Assim como foi pedido, ele a descia lentamente, com o queixo encostado ao corpo dela, até seus rostos ficarem na mesma altura, para logo depois, Marinette se tornar mais baixa novamente. As mãos dela permaneceram nos ombros dele. A azulada tentava manter uma respiração regular para controlar seu corpo, que parecia que iria perder as forças.
Suas mãos tremiam levemente e seu rosto se encontrava, obviamente, rubro pelos toques dele em seu corpo. A última nota foi tocada e eles finalizaram naquela posição. Um olhando nos olhos do outro, as testas quase coladas. Marinette na ponta das sapatilhas com as mãos nos ombros dele, que mantinha o aperto na cintura.
— Bravo. Vejo que andam ensaiando bastante. – Com o pronunciamento da professora os dois se afastam e Marinette mantem a cabeça baixa e os braços para trás, tentando esconder o rosto e as mãos tremulas.
— Sim Sra. Bustier, ensaiamos sempre que possível. – Adrien respondeu com um sorriso simpático.
— Gosto da química entre vocês. Se continuarem assim posso até cotá-los para o espetáculo de final de ano. – Aquelas palavras fizeram a mestiça erguer a cabeça rapidamente.
— Sério?
— Claro, mas não pense que isso significa que pode amolecer em seus treinamentos, Marinette. – Complementou a professora. – Muito pelo contrário, que mais ainda mais esforço. Não somente da senhorita, mas do senhor também, Agreste.
— Sim senhora. – Falaram juntos.
— Dispensados.
Ambos pegaram seus pertences e se retirar do estúdio enquanto outra dupla entrava para serem avaliados. Os momentos anteriores ainda estavam causando efeitos no corpo da azulada. Era possível se apaixonar por uma pessoa, só dançando com ela?
A resposta? Sim!
Por mais que não quisesse admitir, ela havia caído nos encantos no jovem Agreste sem ao menos notar. E agora, não havia caminho de volta. Seu coração fora flechado.
“Maldito Cupido”.
— Foi uma ótima performance hoje. – Ele comentou a tirando de seus pensamentos.
— É m-mesmo, foi muito boa. – ela tinha um sorriso tímido nos lábios.
— Marinette... – Ele a chamou e ela se viu obrigada a encará-lo. – Um conselho: se deixe levar mais vezes. Você consegue prender a qualquer um que te vê dançar. – Ele aproximou o rosto do dela e sussurrou. – E acorrentar, aqueles que dançam com você.
Ele se afastou, sorriu e seguiu pelo corredor, deixando uma Marinette estática para trás. Seu rosto ferveu assim que assimilou as palavras pronunciadas pelo loiro.
“O QUE?”.
Lá estava ela novamente em baixo da água quente do chuveiro, repassando os últimos acontecimentos. Ainda não acreditava nas palavras do loiro. O que aquilo significava? Ele gostava de dançar com ela, aparentemente, certo?
Ela olhou para baixo e viu as marcas em sua cintura, roxo claro, oito dedos em direção as costas e dois em direção do abdômen. Realmente o aperto fora forte. Mas não doíam. Ele realmente a deixava confusa, mas agora se sentia totalmente perdida. O que ele queria dizer com aquilo? Parecia a provocar. Ela bufou e desligou o chuveiro.
Voltou para o quarto já devidamente vestida. Queria se jogar na cama e passar o resto do dia lá. Estava cansada e frustrada. Decidiu que não ensaiaria mais naquele dia. Iria colocar sua cabeça em ordem agora. Ou era o que ela pensava.
Na cama da azulada se encontrava uma garota de cabeça baixa, imersa em pensamentos e decisões a serem tomadas. Marinette entrou no quatro e notou a garota sentada em sua cama, mas preferiu ficar quieta.
— Não vai mais falar comigo agora? – Alya perguntou magoada.
— E tem algo para falar? – Rebateu.
— Mari, por favor, não faz isso...
— Não estou fazendo nada, Alya. – O tom de voz da mestiça ficou mais acido. – Mentira, estou sim. Estou fazendo papel de trouxa, me preocupando com você, enquanto a senhorita fica aprontando sei lá o que por aí.
— Já chega, Marinette! – Alya gritou, fazendo a azulada ficar entre o sentir-se brava e o assustada. – Eu não podia te contar por que era segredo. Mas não quero ficar mal com você. Poxa, você é minha melhor amiga e eu sei que as coisas não deveriam ser assim. Mas eu não sei se você entenderia...
— Então me explica o que quer que seja. Por que com certeza deve ser melhor do que a situação de agora.
Alya abaixou a cabeça e deu um suspiro longo. Ela passara a tarde pensando naquilo e depois de muito conversar com Nino, decidiu que contaria a verdade para Marinette. Ela até poderia se arrepender depois. Mas em sua cabeça, a situação não tinha como ficar pior do que como estava agora.
— Existe um lugar aqui na cidade, que ficou bem famoso entre os artistas amadores. É um lugar bem legal, boa música, uma galera bacana, um misteriozinho básico. – Alya começou. – É uma espécie de clube secreto por assim dizer, poucos sabem onde fica e o lugar é guardado a sete chaves.
— Você esta fugindo de madrugada para ir a um clube? – Marinette beirava entre a confusão e a indignação.
— Não é só um clube Mari. O lugar é magico! – Alya encarou a amiga. – Você se sente livre lá, se diverte. Não existem regras ou passos errados. Você vai lá para ser quem você é de verdade...
— Alya...
— Eu não podia te contar. Afinal o segredo não é só meu. E eu não sabia se você entenderia.
— Sinceramente, acho que ainda não entendo... – A voz da azulada era baixa.
— Mari, você já se imaginou como outra coisa que não uma bailarina? – Marinette não tinha uma resposta para aquilo. Ser uma grande bailarina era o seu sonho desde sempre, não era? Ela achava que sim. Sempre batalhou duro para isso. – É por isso que você não entende. Nunca experimentou nada diferente. Vem comigo Mari e veja você mesma o lugar.
— O que? Alya, eu não acho que é uma boa ideia...
— É sim. Dai vai provar do que estou te falando. Por favor!
— E você sugere o que? Que eu fuja com você de fininho na madrugada? – Marinette olhava para a amiga um pouco indignada.
— Eu ia sugerir algo mais seguro, mas se é o que você quer... – A garota soltou um pequeno riso.
— Eu estou falando sério, Alya!
— Eu também. – A avermelhada a encarou. – Minha mãe voltou há Paris esta semana, e queria que eu fosse passar o fim de semana com ela. E ela também disse que posso levar uma amiga se quisesse. Então eu sugiro que você arrume sua bolsa e passe o fim de semana lá em casa e a noite eu te apresento o clube. Simples assim.
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