Keep moving slow

14 Não posso esperar que você entenda


Notas iniciais
Olá criaturinhas que habitam esse lindo planeta chamado terra... Tudo certo? Pois bem, hoje é quinta-feira e é dia de que? Capitulo novo!

"Honesty is the first chapter in the book of wisdom." — Thomas Jefferson

O sol começava a raiar no horizonte, os postes das ruas de Paris já começavam a se apagar. O clube já estava praticamente vazio, estavam lá somente quem ajudaria com a limpeza e organização. Fora mais uma longa e divertida noite...

Nino estava organizando e guardando seu equipamento. As coisas se mantiveram tranquilas depois da batalha, as pessoas dançando e se divertindo. Mais um dia normal no Miraculous. A avermelhada estava tão cansada que desde que a música havia sido desligada, a garota se encontrava cochilando encostada na parede ao lado da cabine.

— Alya, acorde... – Balanço- a pelo ombro, fazendo a garota abrir os olhos um pouco confusa.

— O que?

— Hora de acordar, vamos para casa... – Ele bocejou e ela fez o mesmo em seguida. Consequência.

— Está bem vamos. – Levantava. – Não vi a Mari indo embora...

— Mari?

— É... – Segurou a mão do moreno. – Ela se machucou depois da batalha e o Chat ficou com ela na sala dos fundos.

— Os dois... Sozinhos? – Levantou uma sobrancelha.

“Isso não vai prestar”. Pensou o moreno e começou a andar em direção a sala, ainda de mãos dadas com a garota.

Abriu a porta lentamente, a luz estava acessa. Abriu mais um pouco e o casal colocou a cabeça para dentro dos aposentos, encontrando lá o Gato e a Joaninha dormindo abraçados e espremidos no sofá.

— Não acredito que os dois passaram a noite toda aqui. – Alya passava o os olhos do casal para Nino e o contrário.

— Melhor acordarmos eles logo. Precisamos fechar isso aqui e ir para casa. – Bocejou novamente e se aproximou do casal dormindo tranquilamente no sofá.

— Chat... Cara, acorda, já é de manhã. – Cutucava o ombro do loiro.

— Não enche... é final de semana. – Murmurou mau humorado.

Alya se aproximou também, fazendo a mesma coisa com a amiga.

— Mari... Você precisa acordar garota. – Balançou os ombros da garota, que fez uma careta, fechando ainda mais os olhos. – Vamos Mari, já é de manhã.

A azulada se mexeu um pouco, ainda em cima do rapaz, abrindo os olhos aos poucos. Alya estava a sua frente, até ai tudo normal, olhou para o lado e viu Bulleur. Ok algo não estava normal. Sentou se levantar, mas notou uma superfície diferente abaixo de si e olhou surpresa. Ela estava dormindo em cima de Chat Noir.

Levantou em um salto, saindo de cima do garoto e indo para o chão. O loiro também acabou acordando com a movimentação brusca.

O coração da mestiça estava acelerado. Lembrava-se da competição, de ter machucado o tornozelo, que agora já estava bem melhor, de ter ficado conversando com o gato... As imagens começaram a vir mais de pressa. Ele a beijou, ela deixou e os dois acabaram dormindo abraçados. Suas bochechas esquentaram.

— Mas que droga de movimentação é essa? – O gato ajeitava-se no sofá sentando-se. Olhou ao redor e viu o mesmo que a joaninha. Aquele não era seu quarto.

— Ainda bem que acordaram. Temos que fechar isso aqui. – Nino se aproximou do loiro ainda sonolento. A tinta que cobria o rosto estava chegando quase ao queijo, estava espalhada pelo rosto., os olhos ainda estavam inchados pelo sono.

— Nossa, não acredito que dormi aqui. – Bocejou alto esticando os braços para cima. Baixou os braços e olhou para a joaninha. Cabelos bagunçados, tinta espalhada pelo rosto, olhos um pouco perdidos... Achou-a fofa.

— Levante logo, estou a fim de ir pra casa... – A cara de sono de Nino era evidente. Dormiria em pé se pudesse.

— Ai não. – Marinette exclamou finalmente. – Como é que eu vou voltar para a academia? — Olhou–para o gato com a face preocupada.

— Academia? – Alya olhou para ela. – Não tem como você entrar agora, está no amanhecendo. Você vai para casa comigo, depois nós resolvemos isso...

— Mas se descobrirem que eu sai de noite estou perdida... – O pavor rondava sua mente.

— Nós damos um jeito nisso, não se preocupe. – Segurou a azulada pelos ombros buscando acalma-la. – Agora vamos para minha casa está bem? Tomamos um banho e dormimos direito está bem. Depois nos preocupamos com isso.

— Está bem...

— Nós vemos o que fazer... Vai ficar todo bem. – Nino sorriu também buscando a acalmar.

— Bom, nós vamos indo então. – A avermelhada segurou a mão da amiga e foi a arrastando para fora do lugar, se despedindo dos garotos com um aceno.

— Está certo. – O loiro se colocou de pé. – Vamos fechar isso aqui e descansar... Alias... Será que eu posso ir para a sua casa?

— Pode, mas porquê? – Os dois se encaminham para fora da sala trancando a mesma e apagando as luzes e interruptores do clube.

— É que eu falei para o meu pai que passei a noite lá...

— Ta de brincadeira né? – O moreno chacoalhou a cabeça. – Você não aprende mesmo não é? – Os dois amigos riram trancando a ultima porta.

Caminhando, foram para a casa de Nino enquanto observavam o sol nascer por entre os prédios e monumentos históricos da cidade de Paris.

Seu coração ainda batia acelerado em seu peito. Marinette e Alya ficaram quase uma hora escutando um discurso do diretor sobre responsabilidade e comprometimento. De que ela não poderia simplesmente sair para passear e depois perder a hora.

Quando retornaram para a academia, as duas foram chamadas pela secretaria para se apresentarem a sala da diretoria. Pronto, Marinette entrou em pânico. Seria expulsa. Alya tomou a frente e contou ao diretor à história que haviam combinado. A azulada fora passear na cidade durante a tarde e quando percebeu já era tarde de mais para conseguir voltar para a academia, então dormiu na casa da amiga.

Aguentaram o discurso do homem durante uma hora, foram advertidas para que quilo não acontecesse novamente.

Mas no final deu tudo certo.

As duas amigas agora se encontram no quarto que dividiam, cada uma deitada esticada na própria cama. Por mais que tivessem dormido na casa de Alya quando chegaram, ainda sentiam-se cansadas.

Alya havia ficado sozinha me casa naquele final de semana, seus pais viajaram. As duas tiveram muita sorte em um só dia.

— Como está seu pé? – A avermelhada perguntou virando a cabeça em direção a mestiça.

— Melhor já. Espero estar bem para a apresentação... – Suspirou.

— Você vai se sair bem. Todas nós vamos. – Sorriu e a amiga retribuiu.

— Bom tudo o que eu quero fazer agora é dormir. – Bocejou.

— Impressionante. Passamos praticamente o final de semana todo dormindo...

— É mal do verão. O calor me deixa mole. – A mestiça riu.

As duas foram dormir. Amanhã as coisas voltariam ao normal e em cerca de duas semanas aconteceria à apresentação semestral e depois as férias de verão. O estomago borbulhava de ansiedade.

Mas existiam outras coisas que também estavam fazendo seu estomago borbulhar. E o motivo tinha nome e sobrenome... Não que a mestiça soubesse quais eram, mas o apelido com toda certeza: Chat Noir.

Aquele gato estava mexendo com ela mais do que ela gostaria de admitir. Seu corpo se incendiava, o estomago virava, as bochechas coravam, não pensava direito perto dele, simplesmente agia. E agir sem pensar não era algo que ela costumasse achar bom, afinal ela sempre pensava muito antes de fazer qualquer coisa. Mas aquele loiro “narcisista” parecia inibir essa função de seu cérebro.

Na manhã seguinte as duas amigas se encontravam tomando um bom café da manha. Marinette retornaria aos ensaios em grupo hoje e esperava que seu pé não a deixasse na mão. Tinha as amigas caso precisasse se equilibrar ou distribuir um pouco o peso para não forçar o tornozelo. Mas não queria ficar dependente delas. Queria está lá com elas e cem porcento.

A garota devorava sua refeição com vontade. Ensaiaria de manhã e a tarde voltaria para a academia levantar alguns pesos. Ela se esforçaria ao máximo.

A cadeira a sua frente foi arrastada assustando a mestiça, olhou para frente e encontrou Adrien a encarando com um sorriso nos lábios. Nino estava se sentando na cadeira ao lado, de frente para Alya.

— Bom dia Mari. – Sorriu. Ele depositou na mesa sua bandeja cheia.

— Bom d-dia. – Droga, ela sempre gaguejava na presença dele. Não controlava a própria voz.

— Como foi o seu final de semana? Soube que ficou sozinha aqui... Não quis ir para a casa da Alya? – Ele fitava ela tão profundamente com aqueles olhos verdes esmeralda, com uma cara de inocência, um menino-homem. Era desconcertante.

— Eu m-meio que fui... – Ela tinha dificuldades para formular uma resposta concreta. – Acabei passando o domingo lá. – O que não era mentira de certa forma.

— Podia ter me ligado então, a gente podia ter feito outro passei. – Ele realmente a estava chamando para sair. Seu rosto ganhava cor. – Bom, quem sabe na próxima não é...Além do mais, as férias estão chegando, podíamos combinar de fazer alguma coisa legal não é?

Droga, aquele sorriso dele acabava com ela.

Marinette sentia-se dividida. Adrien lhe causava arrepios, gagueiras e uma sensação de formigamento no estomago. Era uma sensação gostosa essa, sentia-se extasiada. Mas Chat Noir também...

Adrien era como uma brisa de verão. Agradável, quente e aconchegante. Faz você querer que dure para sempre.

Mas Chat era a tempestade que vinha às noites. Com um cheiro forte e viciante, te acolhia na noite da melhor maneira possível.

Ela gostava do calor, mas também gostava da chuva fresca.

Droga. Não podia simplesmente gostar do inverno?

— Podíamos ir todos para a praia não é? – Alya juntou-se a conversa. – A família do Nino tem uma casa em uma praia linda.

— Hey, ouvi meu nome. – O garoto tinha um pedaço de pão na boca. – Em que furada você esta me colocando?

— Eu nunca te coloquei em furada nenhuma... – Olhou brava para o namorado.

— Uhum, sei... Nunca. – Engoliu e tomou um gole de suco.

— Só estava pensando que a gente poderia passar alguns dias na casa da praia da sua família. O lugar é muito lindo... O que me diz? – Sorriu e bateu os cílios fazendo chame.

— Vou ver... – Suspirou. – E não adianta ficar fazendo charme...

Alya fez bico e os três riram.

Os quatro saíram da mesa, indo cada uma para a sua aula. O estomago da azulada se revirou ao imaginar estar na praia com Adrien, vendo ele sem camisa para ser mais especifica. Um gritinho histérico se fez presente em sua cabeça. Queria agradecer a amiga pela ideia.

A mestiça foi para a aula com um sorriso no rosto.

A semana se passava rapidamente e quando deu por si, já era sexta-feira novamente. Marinette estava sentindo-se particularmente orgulhosa, estava se saindo melhor do que esperava. Apesar de algumas dores, conseguia acompanhar as amigas na coreografia. Até o dia da apresentação acreditava que já estaria melhor.

Alya ainda fugia de madrugada, convidava a amiga para ir junto, mas o aviso do diretor a garota deixou insegura para sair novamente, principalmente durante a semana. Ficou com um pouco de receio do Gato dar as caras na academia para busca-la.

Mas ele mesmo não veio.

Alias, pelo que Alya falava, fazia alguns dias que ele não aparecia no Miraculous. Ela disse que perguntou ao Nino, e ele respondeu que talvez ele estivesse doente, mas que não sabia de muito, só que estava vivo.

Aquela sexta-feira se parecia como todas as outras, amigos reunidos no café da manhã, conversando enquanto comiam, aproveitando a ultima semana oficial de aulas e atividades. Depois cada um iria para um canto, viajariam, alguns se encontrariam e aproveitariam as férias juntos, assim como a avermelhada queria.

Todos planejavam as férias de verão com muita animação.

Marinette conversava com Alya e Rose sobre a apresentação na semana que vem, mas a voz alterada de Nino chamou a atenção da mestiça. Não somente da mestiça sendo sincera.

— O que aconteceu com você cara? – A voz do garoto estava alterada, parecia assustado. Marinette olhou para cima e encontrou uma cabeleira loira parcialmente escondida por uma toca branca de moletom. A cabeça estava baixa.

A cadeira foi puxada em silencio, e assim que sentou a azulada pode entender o que estava acontecendo e também se surpreendeu.

Adrien estava a sua frente, cabeça baixa, a expressão cabisbaixa e um olho roxo. Alguém havia batido nele? Havia brigado?

Os sentimentos da garota beiravam entre o pavor a extrema preocupação.

— Adrien, o que aconteceu? – A voz dela era baixa. Ela a encarou e deu um sorriso triste.

— Tive um probleminha essa semana, nada de mais. – Voltou a baixar a cabeça. O rosto do loiro estava um pouco inchado, o olhou roxo e um pouco fechado pelo inchaço, às beiradas já estavam levemente amareladas. Ou seja, não foi um único soco.

— Como assim nada demais, cara, você esta com o olho roxo e inchado. – Nino adentrou na conversa. O moreno não podia acreditar no que via. Adrien sempre foi uma pessoa pacifica, sempre resolvendo tudo na conversa, mas agora o encontrava assim...

— Não se preocupe, eu me recupero rápido, logo estou novinho em folha. – tentou brincar, mas nenhum dos amigos riu, então o loiro ficou em silencio novamente.

Marinette não sabia o que falar, o que fazer. A preocupação estava instalada em seu ser. Queria ir até ele, obriga-lo a responder, cuidar dele... Não deixaria que ninguém encostasse um dedo.

— Vem cara, vamos te levar para a enfermaria. – Nino levantou e fez o loiro fazer o mesmo. Os dois saíram sem falar mais nada.

A azulada olhou assustada para Alya, que estava tão surpresa quanto ela.

O que diabos havia acontecido com Adrien?

Os dois amigos se encaminhavam lentamente para o quarto, nenhum dos dois falava nada. Não podiam ir até a enfermaria, fariam perguntas lá, perguntas que eles não podiam responder.

Subiram até o segundo andar, onde se localizava os dormitórios e banheiros masculinos da academia. O quarto que dividiam era um dos últimos do corredor. Eles entraram e trancaram a porta. Adrien sentou-se na cama e suspirou alto e forte.

Nino foi a cômoda do loiro e de lá tirou uma pomada. Ele costumava usar quando se machucava ou dava mal jeito nos ensaios. O moreno entregou a embalagem com o remédio para o loiro e foi sentar-se na própria cama.

Adrien levantou-se e foi até o espelho aplicar a pomada sobre o machucado. Seu olho doía, mas conseguia enxergar as coisas naquela manhã. Infelizmente aquele não era o único soco que recebeu.

Existiam outros: em suas costelas, pernas e braços, todos escondidos pelo conjunto de moletom que ele usava naquele dia. Infelizmente o olho foi à única coisa que não conseguiu disfarçar por mais que tentasse.

— Vai me contar agora o que foi que aconteceu com você? – A voz de Nino era séria. Bem séria...

— Eu estava participando de algumas competições ilegais nesses últimos dias... E ontem as coisas não saíram bem como o planejado.

— Competições ilegais? – Exclamou surpreso. – Você ficou louco?

— O que eu podia fazer? – Virou-se para o moreno. – Preciso de dinheiro Nino, de muito dinheiro... Ou então o Miraculous vai fechar...

— Adrien...

— Eu não posso deixar aquele lugar acabar Nino. – Suspirou e voltou-se a sentar na cama. – Eu adoro aquilo, me sinto tão bem lá que nem sei como explicar... Eu não consigo ver aquele lugar acabar sem fazer nada.

— Isso é coisa de adulto, cara... Não é para a gente, nós somo só-

— Crianças? – Interrompeu. – Não somos mais há muito tempo Nino. E só de pensar em ver aquele lugar se desfazer e eu aqui parado...

Lagrimas começavam a se formar nos olhos do loiro. Lhe doía ver o clube indo embora, sentia-se impotente. Sabia que não havia muito que ele pudesse fazer, o dinheiro que juntou até agora não dava nem como entrada na compra do galpão, mas ele continuava tentando.

Resolveu ir para uma aposta maior na noite anterior. Ele ganhou do líder local, o que deixou o cara nada feliz....

Resultado: Apanhou de quatro caras diferentes. Ou seriam seis? Não lembrava. Depois do segundo chute no estomago sentiu o ar indo embora e acabou desmaiando. Acordou quase de manhã jogado em cima de uns sacos de lixo.

Voltou para a academia pela janela do porão. Ele tinha uma cópia da chave também, adquirida recentemente, depois do incidente do muro e de quase ser pego com a joaninha pela câmera de segurança.

Enquanto todos estavam indo para o refeitório ele foi para o banho tentar se livrar do cheiro forte, mas quando se olhou no espelho pode ver o tamanho do estrago que havia sido causado.

Nino suspirou forte e ficou em silencio por um momento, depois levantou-se e foi para a porta do quarto.

— Vou avisar teu professor que você não acordou muito bem e está de cama. – Abriu a porta e saiu, mas antes falou. – Vê se descansa agora, depois nós resolvemos isso.

Não ficou esperando uma resposta. O garoto voltou para a área das salas e estúdios em busca do professor do loiro.

Marinette continuou o restante do dia preocupada, mal conseguiu se concentrar nas suas atividades do dia. Errou paços, entrou no tempo errado, um verdadeiro desastre. Na hora do almoço tentou encontrar o garoto, mas ele não apareceu. Chegou a cogitar ir até o quarto do loiro, mas logo tirou essa ideia da cabeça. Além do mais, ela não sabia onde ficava.

Ela e Alya procuraram por Nino então, mas o moreno não falou nada que ajudasse. Somente avisou que Adrien passaria o dia no quarto descansando e depois voltou para suas aulas.

As duas chegaram a pensar se não foi alguém de dentro da academia que fez aqui com ele, mas não imaginava ninguém que se encaixasse no perfil.

Suspirou frustrada mais uma vez.

Seu dia foi uma verdadeira porcaria.

Nem mesmo Alya estava animada para sair, mas a azulada insistiu que ela acompanhasse Nino, como DJ, ele não poderia faltar. O moreno parecia não estar tão melhor do que ela, também passou o dia sério e distraído. Marinette insistiu, dizendo que talvez a presença da namorada melhorasse o humor dele.

Já era tarde agora, os dois saíram fazia menos de maia hora. A mestiça não conseguia dormir, estava impaciente, virava de um lado para o outro da cama como uma panqueca.

Colocou-se de barriga para cima e bufou. Precisava ir ao banheiro.

Levantou da cama em um salto abrindo a porta e saindo para o corredor escuro. Já passava do horário de recolher, todas as luzes estava apagada, mas ela sabia de olhos fechado o caminho.

Chagou e acendeu uma das luzes, deixando o lugar semi-iluminado. Aquilo seria o suficiente.

Foi até a pia e jogou água no rosto e nunca. Estava suando por causa do calor, que vinha aumentando nos últimos dias, detestava aquela sensação. Sentia-se grudenta e com tontura grande parte do todo, já que sua pressão caia. Por mais que adorasse o verão... Dispensava tudo aquilo.

Apoiou as mãos na pia, abaixou a cabeça e respirou fundo algumas vezes. Ispirava pelo nariz e soltava pela boca.

— Não deveria ficar passeando por ai de madrugada princesa. – Olhou para cima assustada e pelo reflexo do espelho viu uma cabeleira loira coberta pela toca preta.

— Estou começando a achar que você realmente tem problemas com banheiros...

— Eu não diria problemas... – Ele se aproximava lentamente. – Talvez ideias...Ideias interessantes.

— Muito engraçado. – Ela o encarava através do espelho. Conforme se aproximava a luz conseguia melhor ilumina-lo. A azulada se intrigou com alguns detalhes que iam surgindo a cada passo que ele dava para a luz.

Algumas marcas estranhas, escuras, espalhadas pelos dois braços. Ele se aproximava mais, e novos pontos iam surgindo pela clavícula e pescoço ao redor do guiso. O loiro de mais um paço, ela se mantinha séria. A luz tocou seu rosto.

Os olhos brilhantes, mas tinha algo de errado, mesmo cona tinta ela conseguia notar. Havia uma elevação sobre um deles, que mantinha-se mais fechado do que o outro. A tinta preta podia esconder algumas coisas, mas ela sabia o que era aquilo.

O ar em seus pulmões escapou ligeiro pela boca.

Ela virou, ficando de frente para ele, a boca ainda ligeiramente aberta, respirando pesadamente. Quando ele já estava perto o suficiente ela o segurou fortemente pelo guiso e veio o arrastando até a área dos chuveiros.

Abriu a porta de um dos box e o empurrou para dentro, entrando logo depois e fechando a porta.

— My Lady o que é isso? – Arqueou a sobrancelha. – Depois eu é que sou o maníaco do banheiro...

Ele fez graça, mas ela não riu. Não estava achando graça, não agora.

Manteve a mão firme no guiso e com a outra abriu o registro do chuveiro, deixando que a agua gelada caísse sobre os dois.

— Mari, o que você está fazen-

Ela não deixou ele terminasse de falar. Emburrou a toca dele para trás deixando que a agua molhasse os fios loiros.

A tinta preta escorria pelo rosto, pescoço e através da roupa. Restavam poucos resquícios da tinta sobre o rosto dele, mas aquilo era mais do que o suficiente.

Lá estava. Os olhos verdes esmeralda fitando firmemente os seus azuis.

Ali estava ele...

Sua chuva de verão.

— Adrien... – Foi dito quase como um sussurro.

— Oi princesa.

Notas finais
Pois então... Admito que estou postando esse episódio com o coração na mão. Eu estava muito em duvida em como eu ia fazer essa cena da Mari descobrindo que o Chat é o Adrien. ~Suspira~ Agora já foi, hehe. Espero que tenham gostado. Agora vamos a música da vez... Illenium - With You ft. Quinn XCII - https://www.youtube.com/watch?v=cs0pRuRiKcU Mas agora ao importante... Me digam o que acharam desse capitulo, por que sério... Não sei o que esperar, hehe. XO PS: Minha beta é uma folgada. Ou seja, esse capitulo está sem correção. Desculpa!