Keep moving slow

10 Eu só quero fazer você se sentir amado


Notas iniciais
Demorei mas cheguei, hehe. E ai pessoinhas, bem? Sim eu sei que vocês devem estar querendo a minha morte depois do último capitulo. Sorry, hehe Não vou me enrolar muito aqui em cima. Mas tem avisos nas notas finais, ok!?

To give without any reward, or any notice, has a special quality of its own." — Anne Morrow Lindbergh

Acordara aquela com mil e um pensamentos diferentes na cabeça, alias, sequer dormira. O que naquela altura do campeonato, estava sendo péssimo para ela.

A azulada passou a noite em claro, pensando no que aquele Gato havia falado.

“Não desista tão fácil, My Lady”.

Ele não podia saber sobre ela... Não aceitava isso. Olhou para o lado e viu Alya e Nino conversando. Quando contou para a amiga sobre o acontecido aquela manhã, a avermelhada simplesmente surtou, começou a gritar e a andar pelo quarto como uma louca. Marinette chegou a questionar a amiga se Nino não havia contado ao Gato sobre a identidade.

E lá estava ela agora, ansiosa para saber se a amiga havia descoberto algo. Alya jurou que descobriria se foi o garoto quem contara sobre ela e se tivesse sido se entenderia com ela.

Aos poucos, todos que estavam na mesa foram se retirando pra as suas aulas, deixando a mesa somente as duas amigas.

— O que descobriu? – A mestiça aproximou-se da avermelhada.

— Não foi ele. – Suspirou frustrada. – Perguntei se tinha falado algo sobre você para o Chat e ele disse que não. Falou que o gato encheu o saco nas primeiras semanas, mas nos últimos dias tinha ficado quieto. Pensou até que tinha desistido.

— Está bem, mas se não foi ele como é que ele sabe?

— Está ai uma boa pergunta. – As duas estravam frustradas. – Ele sempre foi o primeiro a chegar e o último a sair daquele lugar segundo o Nino.

Marinette suspirou frustrada.

Estava cansada, confusa e seu pé doía por causa do esforço extra da noite anterior.

— Bom, acho melhor você ir para a aula Alya. – A azulada levantou-se da mesa. – Eu vou passar na enfermaria e acho que vou descansar um pouco. Não estou no clima hoje.

— Tudo bem. Eu aviso a professora que você está indisposta.

— Obrigada.

As duas saíram do refeitório e cada uma seguiu o seu caminho. Alya foi para a aula de Dança moderna e Marinette em direção a enfermaria para seu acompanhamento semanal.

A enfermeira estava a par da sua situação e a auxiliava com os exercícios para recuperar a movimentação e força do pé e quando necessário, lhe passava os medicamentos para a dor.

— Vejo que está melhorando senhorita Cheng, isso é muito bom. – A mulher sorriu.

— Pelo menos uma noticia boa. – Suspirou.

— Não desanime. Vamos continuar com os exercícios passados e logo mais a senhorita já estará cem por cento novamente. – A enfermeira continuou a alongar o pé e perna da mestiça. Dependendo do movimento, uma dor aguda se espalhava pela perna dela. A vontade era de para, mas não podia. – Vou recomendar que comece com os exercícios com peso.

— Exercícios com peso?

— Sim, vou pedir para o instrutor que prepare algumas atividades de levantamento de peso na academia. – A mulher fazia algumas anotações em um papel sobre a mesa. – Vamos fortalecer a sua musculatura. Seu corpo ainda está fraco, vamos recuperar a força da sua perna com algum estimulo. – A enfermeira terminou as anotações e entregou o papel a ela. – Quero que passe na academia ainda hoje. Sugiro que comece os exercícios atarde, depois do almoço.

— Claro. Obrigada. – A azulada se retirou da enfermaria com o papel em mãos.

“Fortalecer a musculação”. Não parecia uma má ideia, pensou ela.

A mestiça seguiu as orientações da enfermeira e seguiu para a academia da instituição.

O lugar parecia um estúdio de dança só que mobiliado. Chão de madeira escura, uma parede coberta com espelhos do teto ao chão e diversos equipamentos diferentes espalhados pelo local.

A garota se sentiu um tanto quando perdida e deslocada naquele lugar, nunca havia frequentado uma academia antes, tudo o que precisava sempre esteve nas aulas de ballet. A academia estava clara e vazia, nenhuma alma rondava aquele lugar.

Onde ela encontraria o instrutor agora?

— Alguém por aqui? – Ela chamou e o eco de sua voz se fez pelo cômodo. Ficou em silencio a espera de uma resposta, mas durante segundos nada podia ser ouvido.

— Marinette, o que faz aqui? – A garota sentiu uma mão em seu ombro e uma voz vinda de trás de si. Praticamente pulou com o susto. Olhou para trás com os olhos arregalados e o coração palpitando, encarando o rapaz loiro a sua frente com surpresa.

— Adrien. Nossa v-você quase me m-matou de susto agora. – Ela colocava uma mão sobre o peito e respirava fundo tentando conter o seu coração.

— Desculpe, não era a minha intensão. – Ele riu levemente da reação da garota. – Mas o que faz aqui? Procurando alguém?

— S-sim, o instrutor. A enfermeira pediu que eu entregasse isso para ele. – Mostrou-lhe a folha, agora amaçada, em suas mãos. A garota ainda se sentia muito desconfortável perto dele. A culpa pesava em seu coração toda vez que encontrava o loiro pelos corredores. Adrien fora prejudicado por causa dela, por ela ser tão desastrada. Se não tivesse saído a procura da herança de família, nada teria acontecido. Seu pé estaria bom e os dois teriam se apresentado.

E principalmente: Adrien não teria sido prejudicado. Que péssima dupla ela era.

— Posso ver? – Ele estendeu a mão em direção a folha de papel. Ela entregou com as mãos um pouco tremulas. O loiro pegou a folha e passou a ler. – Fico feliz em saber que está se recuperando bem. Todos ficamos muito preocupados com você. – Ele sorriu gentil.

— Eu sinto muito Adrien. – Falou quase como um suspiro, sua cabeça estava apontada para baixo e ela tentava controlar as lagrimas que começavam a se formar. Seu coração doía. Era uma péssima parceira, péssima amiga, péssima bailarina. Não importava o que fizesse, parecia sempre acabar prejudicando alguém ao seu redor.

— Do que você está falando Mari? – Aproximou-se da garota. – Não tem nada que se desculpar.

— Tenho sim. Deixei meus pais preocupados, a Alya, acabei prejudicando você na apresentação... E provavelmente vou acabar desapontando a Rose e Juleka também. – Agora não adiantava mais segurar, as lagrimas já escorriam pelo rosto da mestiça como um rio, o que deixou seus olhos azuis ainda mais claros. A culpa que sentia fazia seus pulmões doerem e o coração pesar, fazer o ar retornar para o seu corpo parecia um desafio agora.

Num impulso desesperado, Adrien a puxa para si, colando o rosto molhado da garota contra seu peito e passando os braços ao redor dela em um abraço apertado. Ele conseguia sentir os soluços da azulada e a apertou ainda mais forte, colocando seu queixo sobre a cabeça dela.

— Está tudo bem... – Ele subiu uma das mãos até os cabelos azulados da garota e começou com uma caricia leve. – Pode chorar... faz bem as vezes. – Ao escutar aquilo, a garota não se conteve, agarrou a camisa do loiro entre seus dedos e deixou as lagrimas caírem soltas.

No momento não importava se alguém aparecesse ali, se a camisa de Adrien ficasse encharcada, o mundo acabando. Só existiam os dois naquele momento.

Aos pouco os soluços da garota iam cessando, assim como as lagrimas. Adrien tinha razão. Chorar lhe fez bem. Sentia-se mais leve agora. Todo o que havia se acumulado em sua garganta ao longo dos dias estava se esvaindo.

Sentia o peito mais leve.

Adrien afrouxou o abraço e se afastou um pouco, buscando enxergar melhor o rosto da garota. Ela ainda mantinha a cabeça abaixada e sentia as bochechas coradas. O loiro viu a situação em que ela se encontrava e sorriu de leve. Desceu uma das mãos e segurou a dela.

— Vem... Acho que você está precisando de um ar agora. – Segurando a mão dela, os dois saíram do local. Adrien a guiava em silencio pelos corredores até um conjunto de escadas mais afastadas. A azulada acompanhou com o olhar as escadas que levavam para além do último andar.

Segurando a mão quente e macia da garota, os dois se dispuseram a subir os lances da escadaria, até encontraram no final uma porta velha de ferro pintada com tinta verde. O loiro empurrou a porta com um pouco de força, deixando entrar uma corrente de vento por onde os dois haviam subido.

A luz se fez contra a visão da azulada, impedindo que ela enxergasse algo nos primeiros segundo, para depois começar a ver um grande espaço aperto, com alguns bancos e plantas espalhados. Era um pequeno jardim suspenso.

O céu estava claro e o sol de inicio de verão lhe aquecia o rosto. A brisa fresca tornava tudo aquilo ainda mais maravilhoso. Era como outro mundo. Sentia que ali, poderia esquecer de todo o resto que estava abaixo de seus pés.

— É lindo... – A garota continuava a olhar tudo encantada.

— Que bom que gostou. – O loiro sorriu. – Quase ninguém sabe desse lugar. Então eu gosto de vir aqui em cima para relaxar, esquecer um pouco das coisas, só ficar olhando o céu. – Olhava para o horizonte.

— Então não deveria estar me mostrando. Esse é seu lugar especial. – Ela virou a cabeça levemente em direção a ele.

— Não me importo em dividir com você. – Adrien foi andando até o parapeito, apreciando a vista. – Parece que está precisando desse lugar tanto quanto eu...

Marinette foi até um banco próximo e sentou-se em silencio. Respirava fundo e deixava o vento gelado e úmido invadir seus pulmões. Tentava acalmar sua cabeça e seu coração da situação que havia acontecido minutos antes.

— Adrien... – Ela o chamou e ele virou para olha-la. – Muito obrigada. – Ele sorriu abertamente.

— A suas ordens. – Fez uma reverencia e depois riu da cara confusa da garota, que acabou sendo contagiada pelo riso dele.

O dia estava lindo e os dois ficaram lá, aproveitando o sol e a companhia um do outro em silencio.

Com o chegar da noite, Marinette procurava Alya alucinadamente pelos corredores da instituição. A avermelhada parecia que havia virado poeira, já havia olhado no refeitório, estúdios, no quarto, até mesmo no banheiro e nada da garota. Já cansada, resolveu voltar para o quarto.

Jogou-se na cama com a cabeça sobre os travesseiros. Mas que bela hora para a amiga resolver desaparecer. Deve estar se pegando com o Nino por ai, pensou com um riso irônico.

Mal teve tempo de pensar maldizeres sobre a amiga, quando a porta é aberta com força. Alya entra e logo a fecha, encostando-se conta a mesma. Sua respiração era forte e descompassada.

— Fugindo de quem? – Marinette virou a cabeça e encarou a garota.

— Ni...No.- Sua respiração fazia com que as palavras saíssem em silabas espaçadas. – Eu, estava com ele... Na sala de música...

— Minha nossa, se acalma primeiro. – A mestiça sentou-se na cama cruzando as pernas em lótus. Alya trancou a porta e sentou-se ao lado da mestiça. Colocou a mão no peito e tentava acalmar sua respiração.

Quando batidas fortes foram desferidas contra a porta.

— Alya, eu sei que está ai. – Era a voz do Nino. – Vamos abra a porta. Essa brincadeirinha não teve graça nenhuma.

— Teve sim. – A garota caia na gargalhada.

— Qual é Alya. Abre isso aqui... – Continuava a bater na porta.

— Não posso, a Mari está aqui. – Ela ainda ria e o garoto do outro lado da porta suspirou.

— Oi Mari...

— O que foi que ela aprontou dessa vez? – A mestiça pergunta em direção a porta.

— Melhor não saber... – A voz era mais baixa agora. Alya já estava completamente deitada na cama da azulada com a mão sobre a barriga, tentando novamente se acalmar. – Enfim, eu to indo. Mas não vai ficar assim não espertinha... Tchau Mari.

— Tchau? – A azulada estava extremamente confusa. O que diabos a amiga havia feito. – Vamos, desembucha Alya.

A avermelhada sentou-se na cama e passou a enxugar as lagrimas que haviam se formado em seus olhos.

— Acho que nunca ri tanto assim. – Terminava de acalmar a respiração e se ajeitava ao lado da amiga. – Então, como e estava dizendo antes. Eu estava com o Nino na sala de música e bom... Nos estávamos meio que nos pegando. – O rosto da garota começou a ganhar novos tons de vermelho.

— Está explicado por que eu não te encontrava...

— Estava me procurando?

— Estava sim. Mas depois falamos nisso, agora continue, quero saber por que o Nino estava daquele jeito.

— Bom... É que as coisas foram ficando mais sérias. – Alya parecia um pimentão. – Eu admito que eu provoquei ele. Uma mãozinha aqui outra, dentro da calça...

— COMO É? – Marinette tinha os olhos arregalados. – Melhor, não. Poupe-me dos detalhes sórdidos, por favor.

— Enfim... Eu parei no meio da brincadeira e ele ficou louco. A cara dele foi muito engraçada. – A garota começava rir com a lembrança. – Eu simplesmente larguei mão, literalmente, e sai da sala. Dai ele veio correndo atrás de mim, com a calça meio abaixada e acabou caindo. – Pronto. Lá estava ela gargalhando. – E não me aguentei e fiquei rindo da cara dela, só que dai ele levantou e começou a correr atrás de mim e bom, eu vim parra cá e o resto você sabe...

Alya novamente estava chorando de tanto rir.

Por mais que a avermelhada não fosse um poço de experiência, ela sempre fora mais curiosa a respeito do mundo, o que piorou com a adolescência. De modo geral, ela conhecia alguns truques e não tinha vergonha de usa-los. Sempre a mais madura e desencanada das duas amigas.

— Bom... Acho que se eu fosse ele também não estaria muito feliz. – Marinette juntou-se a amiga nas risadas.

As duas ficaram assim por mais um tempo até que Alya resolver se acalmar e mudar de assunto.

— Mas então, porque você estava me procurando?

— Ah verdade. – A azulada ficou séria agora. – Você guardou a minha roupa do clube?

— Está na gaveta. O que você esta planejando? – Tinha uma sobrancelha levantada.

— Acho que Ladybug vai dar uma passadinha no Miraculous essa noite. – Olhava séria para a amiga que sorriu.

— É assim que eu gosto. – Levantou-se da cama num pulo. Estava animada com a decisão da amiga. – Vamos dançar a noite toda. – Sorria de orelha a orelha.

— Eu quero mesmo é uma boa explicação daquele Gato.

— É, tem isso também.

Com as duas devidamente vestidas e mascaras pintadas, esperavam as luzes da academia apagarem para finalmente saírem. Alya havia mandado uma mensagem para Nino avisando da companhia extra.

Durante o tempo de afastamento da azulada, Alya contou para o moreno que Marinette sabia sobre ele e principalmente, sabia que ela sabia sobre ela. O clima ficou meio estranho nos dois primeiros dias depois da volta da garota, mas as coisas se normalizaram.

O relógio marcou onze horas da noite e todas as luzes apagaram pontualmente. As duas amigas sorriram uma para a outra e saíram do quarto em silencio. A passos silenciosos a azulada seguia a amiga até o local em que encontrariam Nino.

Alya ia à frente indicando o caminho, enquanto a mestiça tentava manter seu coração calmo. Não acreditava que estava fazendo aquela loucura, se alguém apegasse, seria expulsa com certeza.

As duas chegaram até o lance de escadas que dava para o porão, encontrando Nino sentado em um dos degraus já devidamente vestido como Bulleur.

— É engraçado olhar para sua cara assim agora Nino. – Marinette segurava o riso.

— Você não pode falar muito não, Ladybug. – Frisou o nome e a garota fez um careta.

— Será que a gente podia se apressar? Não estou a fim de ser pega com a mão na massa. – Alya interrompeu.

— De mão na massa você entende não é Alya? – O garoto sorriu sarcástico deixando a avermelhada corada e desconcertada.

Marinette soltou um risinho enquanto Nino abria a porta que dava para o porão. Os três entraram rapidamente e Alya acendeu a lanterna do celular para o garoto voltar a trancar a porta.

— Esse lugar dá arrepios. – Marinette olhava em volta. Caixas espalhadas, objetos empoeirados a pouca luz que entrava pelas janelas. Aquele lugar poderia ser uma locação de filme de terror sem o menor problema. Já imaginava até o slogan.

“Grave seu filme com a gente e de brinde ganhe uma aparição”. Um arrepio passou pela espinha.

— Vem Mari, é por aqui. – Alya chamava com a voz baixa.

Ela seguiu os dois amigos até uma janela. Nino estava de pé em cima de uma cadeira velha, abriu o vidro e soltou as grades da parede. Após alguns segundos olhando ao redor, o garoto sai pela janela e estende a mão.

— Podem vir, tudo limpo.

Alya foi a próxima a passar e logo em seguida a mestiça.

O ar estava fresco, como em uma deliciosa noite de verão. As estrelas preenchiam o céu ao redor da lua cheia que iluminava as ruas da cidade do amor. Os três amigos andavam rapidamente pelas ruas, cortando caminho por ruas estreitas até próximo ao Rio Sena. De longe Marinette já começava a enxergar o galpão.

“Quase lá”.

Depois de alguns minutos de caminhada os três chegaram ao destino. Marinette sentia o coração agitado. Finalmente estava voltando ao clube. Aquela sensação fazia seu corpo querer tremer.

— Bom, vamos moças... – Bulleur abriu a porta para que elas entrassem.

— Quanto cavalheirismo. – Alya falou irônica.

— Parece que alguém está tentando ganhar alguns pontinhos. – Marinette riu assim que viu que os dois ficaram encabulados. Continuaram a descer as escadas até saírem no cômodo principal.

Já haviam muitas pessoas dançando no meio da pista, músicas aleatórias eram tocadas e havia fumaça no chão.

— Isso é novidade. – A joaninha apontou para baixo.

— Para mim também. – As duas estavam confusas, mas deram de ombros.

O moreno despediu-se das duas e foi para o seu lugar na cabine do DJ.

As luzes piscavam em diferentes cores ao redor da pista, enquanto a joaninha passava os olhos pelo local em busca de um par em especifico. Verdes e brilhantes como ela lembrava a si mesma.

Já fazia alguns minutos que ela vasculhava o local e nada de encontrar aquele maldito Gato. Suspirou frustrada. Havia deixado Wi-fi dançando na pista, enquanto rodava o lugar. Já cansada de procurar, ela encostou-se em uma parede, pouco depois da cabine do DJ.

“Que droga, achava que ele fosse o primeiro a chegar”. A garota já estava começando a ficar irritada.

— Está tão quieta hoje My Lady. – Ela olhou para o lado e encontrou o loiro ao deu lado na parede apoiado por um braço. – O que foi? O gato comeu sua língua?

Ela tinha os olhos arregalados pelo susto, enquanto ele tinha um sorriso malicioso nos lábios.

— Chat. – Ela o olhava séria.

— O primeiro e único. – Sorriu. Sempre charmoso. – Sabia que vinha me procurar.

— Temos que conversar. AGORA!

— Como quiser. Mas não aqui. – Ele olhou para os lados e a puxou para uma porta que ficava atrás da escadaria do palco.

O Gato acendeu a luz e deu passagem para a mestiça. Não era uma sala nem muito pequena nem muito grande. Tinha dois sofás, um tapete peludo, alguns quadros, uma mesa perto de uma das paredes.

E ali o som externo não podia ser escutado. Ou seja: total privacidade.

A garota correu os olhos pelo local e depois virou-se novamente para o loiro com o semblante sério.

— Desembucha. Que merda foi aquela? – Ela tinha os braços cruzados sobre o peito. O loiro sorriu e sentou-se em um dos sofás.

— Não quer sentar? – Deu dois tapinhas no lugar vago ao lado.

— Quero que pare de se enrolar. – Suspirou pesadamente e sentou-se no sofá oposto ao dele. – Como? Como você sabia?

— Eu reconheceria teu jeito de dançar em qualquer lugar. – Ele tinha um sorriso doce e o olhar intenso direcionado a ela. – Posso ser loiro, mas não sou burro. – Riu da própria piada.

— Então quer dizer que não foi Bulleur que te contou... – Suspirou e olhou para baixo, para o tapete pelúciado.

— Pera, Bulleur? Mas porque ele teria qu- Interrompeu a si mesmo. – Ele sabe? Quero dizer sobre você, ele também sabe?

— Achei que tivesse sido ele que te contou. – A garota continuava surpresa.

— Filho da mãe. – O loiro colocou a mão na cabeça. – E não me contou... Que amigo eu arranjei.

Os dois ficaram em silencio. Não sabia-se quanto tempo havia se passado desde que ele entraram na sala.

— Bom, eu vim aqui hoje só para tirar isso a limpo. – Ela levantou do sofá e começava a se encaminhar para a porta. – Foi legal conhecer esse lugar, mas agora tenho coisas com que me preocupar e eu não quero que você fique invadindo a academia.

— Mari. – Ele lhe agarrou o pulso. Não deixaria que ela saísse tão rápido. Ela não iria fugir dele não agora.

— Não me chame aqui assim. As regras não são minhas.

— Mas aqui é território do rei e eu digo que posso. E também digo que você não vai sair fugida hoje de novo. – Com um puxão, ela a fez cair no sofá, com as pernas sobre a dele. A mão manteve presa ao pulso dela, enquanto a outra ele colocou em sua cintura. Aproximava o rosto lentamente do dela, fazendo-a prender os olhos nos dele. – Eu gosto de você My Lady.

— Ch-Chat. – Sua voz era fraca. O gato estava com o rosto próximo ao pescoço dela.

— Você é alegre, forte, determinada. – Ele passava o nariz pela extensão do local. – É linda, me trás paz. Eu quero ser eu mesmo com você. – Deu um beijo leve na clavícula da azulada, que estremeceu.

— N-Não é jus-justo...

— O que não é justo? – Ele desferia beijos delicados pelo pescoço da garota até a orelha. O corpo dela ia amolecendo e os dois já se encontravam praticamente deitados no sofá.

— Você saber s-sobre mim, mas eu não sei sobre v-você... – Seu coração batia em disparada. Não estava conseguindo pensar direito com aquele Gato grudado ao seu corpo e lhe distribuindo beijos. Sentia seu corpo quente.

— Você não sabe... Interessante. – O loiro levantou o rosto e sorriu malicioso ao encarar os olhos azuis brilhando e o rosto corado.

— Interessante, como assim? – Ela estava confusa, o que alargou ainda mais o sorriso dele.

— Agora é minha vez de brincar. – Ele descia o rosto lentamente. – E eu vou te mostrar como não foi boa ideia ter deixado esse gato sozinho e excitado.

O loiro acabou com o espaço entre eles e juntou os lábios ao dela. O contato era macio e delicado. A mão atada ao pulso fora parar acima da cabeça da azulada, com a outra ele escorria levemente os dedos sobre a barriga a mostra da garota.

A joaninha podia jurar que seu coração havia simplesmente parado. O loiro a estava beijando e o pior, ela deixava, seus olhos estavam fechados. A mão livre da mestiça se colocou entro da toca, agarrando os fios loiros e ela abriu a boca levemente.

Era tudo o que Chat precisava.

Passou o braço pelas costas dela e se colocou entre as pernas da garota, abriu a boca e procurou a língua da garota com a sua. Acabou soltando o pulso da mesma e enquanto a beijava, acariciava o rosto corado da joaninha.

O ar já lhe faltava, mas ele não queria se afastar. Desceu a boca com beijos molhados para o pescoço da mesma, fazendo questão de marcar onde sua boca alcançasse.

— N-não. – Aquele pedido soou mais como um gemido aos ouvidos felinos. E certas partes do corpo do gatuno, começavam a ganhar vida.

A azulada tinha a respiração espaçada e pesada. Sua cabeça mandava ela se afastar, empurra-lo. Mas o corpo não reagia de acordo. Ela puxava os fios de cabelo dele e a outra mão lhe escorregava pelo peito firme.

O mundo podia despencar que não saberiam disso.

Ele a beijava com ardor, passando os dedos pelo corpo dela, causando arrepios.

Aquele quarto fechado não os dava noção de tempo. E tempo era tudo o que Chat Noir menos queria se importar.

— Cara, ta na hora de você chamar a batalha do dia. – A porta foi aberta sem delicadeza alguma, assustando o casal no sofá. A joaninha empurrou o Gato com força, fazendo-o cair no chão sobre o tapete. – Eita, atrapalhei?

— Não imagina... Não quer participar também. – Bulleur estava estático na porta. De um lado LB completamente vermelha e sem ar; e do outro Chat caído no tapete com cara de poucos amigos e os lábios inchados. O amigo nunca havia falado assim com ele. Achou a situação pra lá de engraçada.

Segurando o riso, o moreno fecha a porta deixando os dois sozinhos novamente.

Com o estrondo da porta a azulada desperta do transe em que estava e mais do que de presa vai em direção a porta. Iria embora e era agora.

— Não adianta mais se esconder Bugaboo. – O loiro permaneceu sentado no chão com um sorriso malicioso nos lábios. – Eu sei onde te encontrar.

Notas finais
E ai, to perdoada? HAHAH Então gente, estou montando um cronograma de postagem. Assim eu consigo escrever e corrigir mais tranquilamente. Vai ser assim: Novos capítulos as terças, quintas, sábados ou domingos. Como vocês sabem, eu não escrevo pouco e isso demanda tempo. —---- Quero compartilhar com voces também um post do Tumbler que quebrou minha internet hoje: http://sabertoothwalrus.tumblr.com/post/147637392477/i-growed-him-up-bye-bye-baby-cheeks OMG O ADRIEN MAIS VELHO. Parabéns para quem fez essa edição. Simplesmente fantástica! —----- Música do capitulo ( que também é o titulo) - Cade - Make You Feel Loved -https://www.youtube.com/watch?v=LPmclUWF8XE Bom, espero não ter esquecido de mais nada de importante. Me digam o que acharam e o que esperam daqui para frente, hehe XO