Keep moving slow
16 Eu não tenho planos se você não tiver
Notas iniciais
"Life is something to do when you can't get to sleep." — Fran Lebowitz
O vapor quente subia das duas caixas abertas sobre a mesa de centro, espalhando o cheiro de queijo, calabresa e outros ingredientes pelo ambiente, fazendo com que estômagos roncassem e bocas salivassem.
— Vamos logo com isso, meu estomago já esta doendo aqui. – Nino estava sentado no tapete da sala, de frente para a mesa de centro. Mexia as pernas impacientes. O estomago já doía de fome. Alya não havia o deixado comer nada enquanto os amigos não se resolvessem.
— Se está com tanta pressa venha aqui e pegue você os pratos. – O loiro gritou de volta.
Poucos minutos depois, o gatuno passa pela porta da cozinha com a mestiça logo atrás de si. Eles carregavam os pratos e copos. Aquela noite acabaria se tornando um jantar entre amigos, todos sentados no chão sobre o tapete, comendo e rindo.
— Vocês não tinham que estar no clube hoje? – Marinette pergunta intrigada, enquanto levava um pedaço da pizza a boca.
— Com o Adrien com essa cara? – Apontou Nino. – Acho melhor não... Ainda nem é Halloween e o cara já esta fantasiado de Frankenstein.
— Obrigado... – Reclamou o loiro com a bocha cheia.
— Estou falando sério...
— Eu também.
— Nino. – A mestiça exclamou.
— Está bem... Por muita sorte, ou azar... Entenda como quiser... – Levantou os ombros em descaso. — Estourou um cano do banheiro durante o dia e alagou tudo. – Esclareceu. – Então o Miraculous vai ficar fechado até que concertem tudo.
— Minha nossa e seu equipamento. – Alya exclamou.
— A água não alcançou o palco, mas tivemos que tirar as coisas do bar e levantar os sofás às pressas. – Suspirou. O moreno passou parte da tarde junto com o loiro e outros conhecidos, levantando a mobilha pesada e tentando fechar o registro de água do lugar.
— Espero que concertem logo...
— O técnico deu previu cerca de uma semana para concertar, mas os donos querem fechar durante o próximo mês para verificar melhor a situação. – Adrien complementou. – Não querem mais nenhum imprevisto... Principalmente se tiver gente lá dentro.
Os outros três suspiraram e concordaram. Um mês longe daquele lugar. Ninguém ficou muito contente com a noticia, principalmente o loiro.
— Bom, ao menos podemos planejar nossas férias não é? – Alya sorriu animada.
— O que você esta aprontando. – O namorado a olhou com uma sobrancelha arqueada.
— Vamos para a praia como eu tinha sugerido esses dias atrás...
— Não sei não Alya. – Marinette balançou a cabeça. – Eu estava pensando em voltar para casa sabe? Estou com saudades dos meus pais...
— Eu sei que está Mari. – Fez uma expressão triste. – Mas ira ser tão legal passarmos um tempo juntos...
— Mais tempo juntos? – Exclamou Nino. – Nos ficamos juntos praticamente o tempo todo.
— Fale por você... – Adrien resmungou. Ele não ficava o tempo todo com a mestiça. Ao menos não como gostaria.
— Parem de reclamar! – Alya exclama. – Vamos todos para a praia sim. E Mari, converse com os seus pais; você passa a primeira semana com a gente e depois você vai para lá... Por favor. – A olhava com os olhos grandes e pidões.
— E-eu vou ver o que posso fazer.
— Isso! – Jogou-se em cima da azulada com um abraço. – Vamos para praia, vamos para praia... – A avermelhada cantarolava animada.
— Aguentem agora... – Nino colocava mais um pedaço da pizza para dentro.
As horas iam passando sem que nenhum dos quatro se desse conta disso. Quando o primeiro bocejo veio, resolveram olhar o relógio e viram que já estava de madrugada. Melhor todos irem para cama, amanhã decidiriam o que fazer.
Levaram a louça suja para a cozinha, amanhã davam um jeito naquilo, subiram as escadas em direção aos quartos.
— Bom, fica na primeira porta a esquerda e vocês podem ficar no quarto de hospedes. – Alya apontou para a porta a direita.
— Pera... Nós? – Marinette apontou para si e depois para Adrien. – Juntos?
— É... O quarto dos meus pais fica fechado, o Nino dorme no meu quarto e vocês no de hospedes. – Ela falava aquilo com a maior naturalidade do mundo
— Eu não sei se é uma boa i-ideia. – A azulada estava corada. Suas pernas bambeavam e seu coração acelerava com a imagem dela e de Adrien dividindo uma cama.
— Por que toda essa vergonha? Vocês já dormiram juntos em um sofá, uma cama não é nada.
Agora quem estava vermelho também era o loiro. Realmente os dois já haviam dormindo juntos antes.
— Se não temos mais perguntas... Boa noite. – Alya agarrou Nino pela mão e os dois entraram no quarto da avermelhada trancando a porta em seguida.
O silencio era constrangedor entre a mestiça e o loiro. Os dois ainda estavam parados no corredor, assimilando o que acabara de acontecer. Não havia muito que se fazer naquele momento, mas o loiro notou o desconforto de Marinette. Não queria que ela se sentisse assim perto dele.
— Eu durmo na sala... Se você se sentir melhor...
— Não, t-tudo bem. – Ela olhava para o chão, estava envergonhada com a situação. Que droga. Ela estava aos beijos com ele a poucas horas atrás no balcão da cozinha e agora estava com vergonha de uma cama. – Vamos, é melhor irmos dormir logo...
Marinette colocou a mão sobre a maçaneta fria e a girou, abrindo a porta para um cômodo não muito grande, mas bem mobiliado. Acendeu o interruptor e os abajures se acenderam. O quarto possuía paredes com tons claros, uma cortina longa e fina sobre as janelas, uma grande cama de casal recheada de travesseiros, almofadas, edredons e mantas.
— Por que casa de gente rica sempre tem mil almofadas e travesseiros? – Perguntou para si mesma, mas o loiro escutou.
— Está ai um grande mistério que a ciência não explica. – Ele riu e a mestiça o acompanhou.
Os dois se aproximaram da cama e passaram a se livrar daquele amontoado de coisas que estavam em cima da cama. Bastavam dois travesseiros e um lençol. Estavam no verão, pelo amor de Deus. Quem dormiria com tudo aquilo?
— Eh, eu vou tomar um banho e já volto. – O garoto anunciou e ela somente concordou com a cabeça. Adrien, assim como Nino, havia trazido uma pequena bolsa com alguns pertences básicos. O que lembrou Marinette que ela precisava pegar os dele, no quarto da amiga.
Saiu do quarto e parou em frente a porta do quarto de Alya e bateu algumas vezes na porta.
— Alya, eu preciso da minha bolsa com as minhas coisas. – Silencio; e poucos segundo depois um barulho alto contra o chão.
— Já vai. – Dava para escutar os passos apressadas através da porta. Logo essa se abre e Alya entende a mochila para a mestiça, colocando somente a cabeça par fora do quarto. – Está ai.
— Obrigada. – Marinette tinha uma sobrancelha arqueada. Era melhor nem perguntar. Voltou para o quarto em que dormiria e aproveitou que Adrien estava no banheiro para se trocar. Abriu a bolsa e nunca ficou tão envergonhada.
Se soubesse tudo o que aconteceria naquela noite, nunca teria escolhido trazer aquele pijama. Era um conjunto de regata e shorts, totalmente infantil. Que vergonha, era só o que ela pensava. Trocou-se rapidamente e esperou o loiro sair do banheiro para poder escovar os dentes. Ela mexia os pés e pernas ansiosamente.
— Pronto, espero não ter demorado muito... – Ele tinha uma mão coçando a nuca. Os cabelos estavam levemente molhados e grudando na testa, ele usava uma calça de moletom folgada com uma camiseta simples branca.
— Não... – Ela chacoalhou a cabeça. – E-eu já volto. – ela saiu rapidamente com uma nécessaire em mão.
Adrien sorriu de canto assim que ela deixou o quarto. Achara o pijama fofo e ao mesmo tempo um tanto quanto tentador. A regata colava ao corpo e o shorts curto deixava a mostra as lindas pernas delas. Precisaria de muita ajuda naquela noite, como precisaria.
O loiro deitou-se na cama enquanto esperava a azulada voltar. Enquanto isso passava os olhos pelo quarto, observando atento aos detalhes. A cômoda, uma escrivaninha, as cortinas, quadros, abajures...
Logo Marinette voltou ao quarto, colocou e a nécessaire dentro da bolsa e foi acanhada para a cama. O quarto estava com a luz baixa e fraca, bastava pressionar os interruptores ao lado dos abajures que tudo ficaria escuro. Acomodou-se na cama e foi isso o que fez.
Deitou e virou-se para o centro da cama.
O loiro estava de barrica para cima, com os braços atrás da cabeça. Não sabia se deveria se virar, conversar um pouco. Só queria deixa-la confortável.
Enquanto o loiro divagava, a mestiça observava seu perfil. O cabelo bagunçado, com alguns fios loiros espalhados “bagunçadamente” pela testa; os olhos fechados, o nariz arrebitados, os lábios macios, levemente entre abertos.
Umedeceu os seus próprios com a língua.
Queria beija-lo novamente. Mas as coisas ainda se faziam confusas em sua cabeça. Mais cedo, na cozinha, foi a primeira vez que o beijou, ao menos como Adrien. E tudo foi um momento. Culpava a tensão e os sentimentos descontrolados por isso. Mas não negava que gostou. Nunca negaria.
Cansado daquela posição, o loiro virou-se na cama, ficando de frente para a azulada que o observava atentamente. O flagra a fez querer se esconder de baixo do lençol, mas tudo o que ele fez foi sorrir docemente para ela.
A lua conseguia iluminar o quarto com certa dificuldade. As cortinas eram finas, mas a luz era difusa. Somente perfis e silhuetas eram enxergados.
— Mari... é, eu-
— AHH. – O loiro começou a falar, mas foi interrompido por um barulho agudo.
— O que foi isso? – Marinette levantou a cabeça minimamente do travesseiro.
— Não sei. – Adrien sentou-se na cama. – Mas parecia perto...
Os dois ficaram em silencio esperando escutar novamente.
Um barulho oco se fez contra a parede atrás da cama, o que chacoalhou um pouco a cabeceira da cama onde os dois estavam. Se olharam assustados.
— Mas que droga é essa? – Agora Marinette também se sentava na cama. O barulho se repetiu e a cabeceira tremeu novamente.
E o processo se repetiu mais uma vez.
Os dois se olhavam confusos...
— AHHH NINO. – O grito surgiu junto ao barulho oco da parece.
A azulada e o loiro entenderam do que os barulhos se tratavam agora. Só podia ser brincadeira. Aqueles dois iriam ficar transando justamente na parede que ligava o quarto deles.
Mais uma batida seguida por um grito.
— Dormir... Sei... – Marinette falou baixo, mas Adrien a escutou e concordou com a cabeça. Ela nunca pensou que escutaria um desses momentos. A situação era constrangedora de mais. – Acho que... talvez, seja uma boa ideia...
— A gente dormir na sala. – Adrien complementou rapidamente e ela concordou com a cabeça.
Pegaram os travesseiros, o lençol e mais uma manta qualquer, descendo o mais de pressa possível para a sala de estar, antes que aqueles gritos ficassem para sempre na mente dos dois.
Jogaram-se sobre o sofá e ligaram a televisão. Quem é que conseguiria dormir depois daquilo?
Um filme qualquer ficou passando, enquanto os dois fingiam prestar atenção. Marinette ainda estava intrigada sobre o que havia acontecido com o loiro, o do por que ele estar tão macucado.
— Adrien... – Chamou com a voz baixa. Ele virou o rosto para encara-la. Cada um estava sentado em uma ponta do sofá. – O que foi que aconteceu?
— Lá em cima? – Apontou o dedo. – Bom-
— Não isso. – Ela o interrompeu, já envergonhada. – Com você, digo... Seu olho e as marcas...
— Ahh... Isso. – O loiro suspirou. – É uma longa história. Mas nada com que você precise se preocupar...
— É brincadeira né? – Ela arqueou a sobrancelha e o respondeu com ironia. – Você aparece todo machucado e não quer que eu me preocupe?
— Quer dizer que se preocupa comigo? – Ele sorriu e se aproximou dela. Aquele típico sorriso de gato malando. Agora ela podia enxerga-lo sem a mascara.
— Idiota. Não mude de assunto.
— Tudo bem. – Sorriu de canto. Mas era um sorriso fraco. – O clube está com problemas... Mas especificamente, estamos sendo expulsos do galpão.
— Expulsos... Mas porque?
— O dono do local quer vender; e infelizmente não temos dinheiro o suficiente para comprar o lugar. – Tocar naquele assunto o deixava triste, ela percebeu isso e se aproximou dele, segurando sua mão.
— E como isso explica ar marcas?
— Eu estava competindo em alguns torneios, tentando juntar o dinheiro para comprar o galpão, mas aparentemente teve gente que não gostou muito quando disso... – Deu de ombros.
— Você realmente deve ser muito burro... Ou desesperado. – Ela suspirou. No fim das contas ela o entendia. Ele amava aquele lugar, faria de tudo pelo clube, inclusive se quebrar inteiro se precisasse.
— Ou talvez os dois. – Sorriu levemente.
A televisão iluminava o ambiente, horas mais claro, horas mais escuro. Adrien observava suas mãos sendo abraçadas pelas dela. Sentia seus dedos ficando quentes, a sensação era boa, agradável. Moveu a mão e entrelaçou os dedos aos dela. Ele olhou para cima e viu as bochechas dela corarem. Sorriu com isso.
Os dois ficaram assim, lado a lado, de mãos dadas. O sono chagou mais rápido para Marinette, que aos pouco foi deixando o corpo cair até encontra a cabeça no ombro do loiro. Os olhos semi-abertos, mostrando o sono chegando.
Adrien sorriu e esperou até que ela relaxasse completamente. Quando viu que ela já estava dormindo, se afastou com cuidado e a ajeitou no sofá, colocando sua cabeça sobre o travesseiro. Sorriu ao vê-la dormindo serena.
Ajeitou-se atrás dela, com um braço apoiando a cabeça. O sono foi chegando para ele também, encostou a cabeça com os fios loiros na ponta do travesseiro e deixou-se ser embalado pela noite.
Durante a noite, sequer perceberam os braços e pernas que se moviam e se enlaçavam, Tudo acontecia naturalmente. Aconchegavam-se um no outro. As pernas delas entre as deles, com a cabeça encostada no peito, os braços dele ao redor da cintura dela, apertando-a mais a cada movimento que fazia.
Dormiram assim até o dia raiar, e os primeiros raios de sol invadirem a janela.
Durante o café da manhã, o constrangimento estava estampado na cara da mestiça. Adrien e ela haviam acordado ao som dos risos dos amigos, que ao desceram para a sala naquela amanhã, encontraram o casal dormindo abraçados no sofá.
Os quatro estavam apostos ao redor da mesa da cozinha, havia café e outras coisas, tudo para começarem o dia bem alimentados.
— Estou começando a achar que vocês dois tem problemas com sofás. – Nino comentou entes de colocar um pedaço de pão na boca.
— E vocês, falta de bom senso... – O loiro respondeu mal humorado.
— Como? – O moreno o encarou.
— Como é que a gente ia conseguir dormir com o casal de coelhos ai, se comendo no quarto ao lado... E caramba, não tinha outra parede para escolher não? Tinha que ser justamente a que se ligava ao quarto onde a gente estava?
Alya e Nino engoliram seco.
— Deu p-para o-ouvir? – Alya estava com a xicara a meio caminho da boca. As bochechas estavam coradas.
— A vizinhança toda deve ter ouvido...
— Gente, já deu né... Eu estou tentando comer aqui. – Aquele assunto estava sendo constrangedor de mais.
— Eu concordo. – Nino colocou outro pedaço de pão na boca.
— Concorda não é? Por que será? – O nível de sarcasmo do loiro estava um degrau mais alto naquela manhã.
Depois que todos terminaram de comer, ajeiraram a cozinha e os quartos. Teriam que voltar para a academia no fim do dia, mas enquanto este não chegava, iriam passear pela cidade.
Finalmente um dia tranquilo em meio a tantos acontecimentos.
— Realmente... Só um óculos-de-sol para salvar essa sua cara. – Comentou Nino.
— A minha ainda tem solução... Qual é a sua desculpa? – Os dois amigos estavam se provocando desde manhã, sem pausas.
— Vocês podiam para com isso não é? Está começando a ficar chato. – Alya interveio.
— Não tenho culpa... Afinal “Essa é a função da minha vida... Não te contaram?” – Respondeu o loiro.
— É por isso então? – O moreno levantou as sobrancelhas. Entendeu finalmente do que se tratava. Não era a primeira vez que atrapalhava os momentos do amigo. Admitia que era engraçado. Mas agora Adrien resolveu que o ficaria incomodando por causa disso. – Se eu te pedir desculpas adianta alguma coisa?
— Não... – Adrien riu.
Os quatro caminhavam pelo centro da cidade, o loiro fazia questão de estar com os dedos entrelaçados aos da azulada. Eles estavam juntos agora, e ele queria que todos soubessem disso.
— Ainda não consigo aceitar que as apresentações acontecem na próxima semana. Meu corpo todo começa a tremer só de imaginar. – Marinette comentou. Realmente estava bem ansiosa.
— Nem me fale... – Nino suspirou. – Tive o azar de ser sorteado como músico da Chloè. – Ele se arrepiou e os outros três fizeram uma careta.
— Aquela garota é terrível... E eu ainda acho que foi ela quem colocou a tachinha na sua sapatilha, Mari.
— De novo com isso Alya?
— Aquela garota é impossível, uma bruxa... Aposto que você se machucou por culpa dela. Aquela loira deve ter feito algum feitiço ou coisa do tipo. – Alya falava convicta.
— Que coisa mais horrível para se falar...
— Falando nisso, ninguém mais da academia tocou no assunto sobre isso não é? – Adrien comentou e os três olharam para ele. – Digo, aquele lugar tem câmeras não é? A Mari simplesmente caiu e ninguém viu nada... Só quando a Alya e eu te encontramos...
— Gente, parem... Vocês estão transformando isso em uma investigação de assassinato. E eu estou bem viva alias. – A mestiça não gostava de lembrar do acidente.
— O Adrien tem razão. Ia ser bom saber o que aconteceu com você antes. – Apoiou Alya. – Se você ficou tonta, ou tropeçou em algo... Se alguém te empurrou...
— Me empurrou? – Marinette elevou a voz. – Ficou maluca? Por que alguém faria isso? Não faz sentido nenhum. Isso não é um filme... Por favor.
— Um filme não é... Mas é uma academia bem competitiva. – A avermelhada deu de ombros. – E não seria a primeira vez que alguém é sabotado...
— O da “teoria da conspiração”, vamos parar com isso, por favor.
— Só estou comentado Mari...
— Eu também. Agora chega. Não gosto de ficar lembrando...
Alya não tocou mais no assunto. Mas aquela história das câmeras de segurança ficou na cabeça dela. Tinha que verificar aquela história mais a fundo. Com certeza iria. Mas por enquanto se preocuparia com a apresentação que estava por vir.
Até lá, tudo tinha que estar perfeito.
Voltaram para a Françoise-Dupont no fim da tarde daquele domingo.
Em uma semana seria a apresentação semestral de Ballet.
Em uma semana estariam de férias.
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