Keep moving slow

1 Bem vinda a Françoise-Dupont Art Académie


Notas iniciais
Essa brincadeira começou depois de eu ter devorado uma temporada inteirinha de “Miraculous” em um final de semana; o potencial que existe nessa história é imenso. E depois de uma overdose de FanArts e Fanfics, a chamada: AU BreakDance, chamou muito a minha atenção.

Poder brincar com esse “quadrado” amoroso e uni-lo a sensualidade da dança, foi uma ideia mais do que tentadora. O que nos trás ao agora. Espero que vocês perdoem essa (quase) jornalista, que não escreve histórias a anos, dos diversos erros (que provavelmente) vou cometer.

Mas foi por causa desse mundo, que eu tive vontade - mais do que isso, necessidade

“... É com muito prazer, que informamos a admissão da Srta. Marinette Dupain-Cheng na Françoise-Dupont Art Académie, portadora da bolsa integral de estudos.

Att,

Mr. Damocles

Diretor.”

A garota releu aquelas últimas palavras mais uma vez, os olhos azuis permaneciam arregalados. Ela não conseguia acreditar; depois de messes de treinos, mais semanas de espera, finalmente estava ali, o resultado para a tão concorrida bolsa de estudos da mais renomada academia de artes de toda Paris. A Françoise-Dupont Art Académie. E a bolsa era dela, conseguira.

— Eu consegui. – Marinette voltou os olhos para cima, onde se encontravam seus pais, olhando ansiosamente para ela a fim de saber o resultado. – Mãe, Pai, eu consegui, entrei para a Françoise-Dupont.

Os pais a deram uma abraço apertado, todos já estavam com lágrimas nos olhos; eles não poderiam estar mais orgulhos de sua filha. Desde pequena, a menina sonhava em se tornar uma famosa dançarina de ballet; seus pais não eram ricos, eram donos de uma pequena padaria no interior da França, mas sempre se esforçaram ao máximo para colocar a filha em aulas de dança, e lhe dar a melhor educação possível. Agora, com 17 anos, ela estava um passo mais perto de ter seu sonho se tornando realidade.

Todos os bailarinos e bailarinas mais famosos da França, haviam se formado na Françoise-Dupont, e sido chamados para viajarem o mundo, junto de grandes companhias de Ballet. E agora, chegara a vez dela.

Uma semana depois.

Com a bagagem nos pés e o coração na mão, Marinette se preparava para o começo de sua nova vida. Ela vira para Paris, para sua nova casa, que futuramente se tornaria o palco da vida que a esperava. Françoise-Dupont era uma espécie de colégio interno, ou seja, seus estudantes também moravam lá. A garota juntou a pouca bagagem nas mãos e subiu os degraus da instituição indo em direção à secretaria.

O ano letivo iniciaria em dois dias, os novos alunos deveriam se apresentar com antecedência, para que fosse realizada a divisão dos dormitórios. Marinette se deparou com a secretaria quase vazia, havia somente uma senhora atrás do extenso balcão. Ela se aproximou, colocou a mala no chão e pegou da mochila em suas costas a carta de admissão, a colocando sobre o balcão.

— O-Olá, sou Marinette Dupain-Cheng. – disse ela com a voz engasgada, estendendo a carta para a pequena mulher de cabelos grisalhos. A senhora abriu e leu a carta e voltou o olhar sobre a garota com um sorriso doce nos lábios.

— Ahh, Senhorita Cheng, estava a sua espera. – A senhora levantou, dando a volta no balcão, indo em direção da garota e pegando suas mãos. – Meus parabéns pela admissão. É uma bolsa muito concorrida, tenho certeza que a senhorita deve ter se esforçado bastante. – Apesar de aparentar certa idade, a senhora falava com vividez. – Desculpe meu entusiasmo, sou um pouco tagarela, sabe. – Ela riu. – Me chamo Amélia Joie, mas todos me chamam de Sra. Joie.

— É um prazer, Sra. Joie. – A garota deu um sorriso envergonhado.

— Venha criança, vou te levar até seu quarto. – A senhora agarrou a mão de Marinette e a foi arrastando em direção a uma porta. A garota só teve tempo de pegar rapidamente a mala no chão, antes que ficasse para trás.

O Lugar era enorme, cheio de portas e janelas, que iam praticamente do chão ao teto, as paredes eram claras e o lugar transmitia uma sensação de tranquilidade. As duas continuavam andando, enquanto a Sr. Joie indicava as salas de aula para Marinette.

— A terceira sala a direita é a de instrumentos de cordas, os alunos costumam passar muito tempo aí, treinando. Então não se escutar barulhos vindos da durante a noite. – Ela sorriu e indicou outra sala, que estava do lado oposto do corredor. – Aqui está a sala de artes, específicas para pintura em tela e mais a frente, no final do prédio, estão os estúdios de dança. – A senhora indicou o lugar para Marinette, que esticava o pescoço, curiosa.

— Mas venha criança, você deve estar cansada, vou mostrar o seu quarto. – Então, a senhora foi levando garota para outra direção, onde a mesma dizia estarem os dormitórios femininos. Elas passaram por um pátio com jardim, que ficava no centro do prédio e seguiram em direção ao novo quarto da azulada, subindo as escadas.

— Você irá dividir o quarto com outra garota. – A Sr. Joie parou em frente a uma porta de madeira branca; existiam outras cinco portas no corredor de dormitórios do primeiro andar. – Espero que se sinta bem vinda, qualquer dúvida, basta me procurar na secretaria.

A Senhora então, deixou Marinette sozinha no corredor. Devagar, a garota abriu a porta, sendo atingida pela claridade do quarto, havia duas camas de solteiro, duas cômodas e duas pequenas estantes no local, cada uma de uma lado do quarto, tudo dividido pela grande janela que existia no meio da parede e iluminava tudo.

Marinette fechou a porta atrás de si e vou que estava sozinha, embora podia notar muito bem, que um lado do quarto já estava com as coisas da sua colega de quarto. A cama tinha almofadas coloridas, havia alguns livros na estante e uma mala de viagem semi-desfeita no chão. A azulada foi então para o que julgava ser o seu lado do quarto e colocou a mala no chão e tirou a mochila das costas, para logo depois se jogar na cama, com a cabeça sobre os travesseiros.

Ela não conseguia acreditar que finalmente estava ali, um passo mais perto de realizar seu maior sonho, poderia gritar de alegria, pular na cama com o rádio no volume máximo. Estava a ponto de gritar, quando a porta foi aberta com um rombo, fazendo a garota dar um pulo com o susto.

— JÁ DISSE QUE CHEGUEI BEM, MÃEZINHA! – Uma garota entrou no quarto gritando com o celular na orelha, ela se quer notou Marinette no quarto até sentar em sua cama e dar de cara com a azulada há olhando um pouco assustada. – TENHO QUE DESLIGAR, MINHA COLEGA DE QUARTO CHEGOU E COM CERTEZA DEVE ESTAR ACHANDO QUE SOU LOUCA. – A garota desligou o celular e encarou Marinette. – Desculpe por isso, o sinal do Wi-Fi daqui é terrível. – Ela levantou indo até a azulada, parando em pé a sua frente. – Sou Alya, sua colega de quarto. Mas acho que isso você já deve ter percebido. – A garota sorriu estendendo a mão para Marinette.

— Marinette. – A garota se apresentou ainda um pouco atordoada com a súbita mudança de humor sua recém-apresentada colega de quarto.

— Então, me diga Marinette, está em qual curso? – Alya sentou ao lado da azulada na cama.

— Ballet e você? – A garota respondeu timidamente.

— Ai que coincidência boa, eu também. – Alya sorriu – Bom, não só isso. Estou fazendo dança moderna também. – Alya parecia ser uma pessoa bem animada, e Marinette sentia que as duas iam se dar bem. – Então, já foi conhecer o lugar? Digo a escola e tudo mais?

— Bem, ainda não. A Sra. Joie me indicou as salas.

— Pois bem, me permita ser sua guia. Você vai decorar o caminho rapidinho. O lugar pode parecer enorme, e é para falar a verdade, mas a ala de dança não fica tão longe daqui, vem. – Alya levantou da cama em um salto, indo em direção à porta do quarto.

Marinette levantou e foi junto à nova amiga conhecer sua nova “casa”.

— Senhoras e senhores, bem vindos ao tour da Françoise-Dupont Art Académie. – Alya andava de costas enquanto falava, como uma daquelas coordenadoras de grupos de turismos que existiam nos museus. – A sua frente encontra-se o corredor dos dormitórios femininos; logo mais a frente o banheiro coletivo. Sim, esse lugar é enorme e os banheiros são coletivos, também não entendo. — Marinette riu do comentário. – Continuando nosso tour...

Marinette já estava devidamente posicionada em baixo das cobertas esperando o sono chegar, mas esse não vinha. Eram quase duas horas da manhã e a garota ainda não havia dormido. A ansiedade não deixava. Será que ela era boa o suficiente, será que conseguiria fazer amigos, e os professores, iriam gostar dela?

E o medo começava a povoar seus pensamentos com incertezas. Ela precisava tirar aquilo da cabeça.

— Alya, já dormiu? – A garota perguntou sussurrando.

— Ainda não, sempre fico ansiosa no primeiro dia, mesmo já estudando aqui há algum tempo.

— É verdade, esqueci de te perguntar. Há quanto tempo esta aqui?

— Entrei ano passado. Meus pais sempre quiseram uma bailarina, então me matricularam aqui. – Alya deu um sorriso fraco, mesmo no escuro Marinette parecia poder enxerga-lo por causa do tom de voz da amiga.

— Parece que você não gostou muito da ideia...

— Não que eu não goste de ballet, não entenda errado, eu amo dançar, mas eu queria algo com mais... – Alya parou por um momento. – Batida, acho que essa é a palavra.

— Por isso está fazendo dança moderna?

— É.... Ou pelo menos é o que chega mais próximo do que eu quero. – Respondeu com um sorriso fraco. – Enfim, melhor a gente dormir, o dia vai ser cheio amanhã. E não pense que só porque você é novada, que os professores irão pegar leve com você. – Alya riu baixinho.

— Mal posso esperar. – Marinette respondeu com a voz presa na garganta.

— Não precisa ficar com medo, o pessoal é legal, você vai ver. – Alya tentou acalmar a amiga. Ela sabia como era ser a novata e como conhecer novas pessoas podia ser assustador. – Ou pelo menos a maioria do pessoal é legal. Enfim, boa noite. – E a garota das mechas avermelhas virou-se na cama.

— Boa noite, Alya. – Marinette também virou para o outro lado, deixando finalmente o cansaço tomar conta de seu corpo.

Segunda-feira, 7h00 da manhã.

Estava indo tudo bem, até aquele barulho maldito começar a soar dentro da cabeça da azulada. “Mas que droga, alguém desliga essa coisa”. Pensava Marinette. E parecendo que os céus atenderam o seu pedido, o barulho estridente cessou. “Amém”.

— Marinette, acorda. – Alguém a chamava baixinho. – Vamos Mari, vai se atrasar para o café-da-manhã desse jeito.

— Só mais um pouquinho, mãe. A cama está tão quentinha e eu estou com tanto sono. – Então uma risada começou a preencher o local e a azulada acordou um pouco assustada. – Alya?

— Bom dia, dorminhoca. – A garota ainda ria. – Vá se trocar e vamos, antes que perca o café.

Alya já estava devidamente vestida, collant preto, meia-calça também escura e uma saia roxa, acompanhada por uma sapatilha da mesma cor, enquanto as sapatilhas de ballet se encontravam em suas mãos. Logo Marinette, também já estava devidamente arrumada, toda de branco, com exceção da saia e sapatilhas rosa claro. Prendeu o cabelo com sempre, e se colocou em pé em frente à amiga.

— Estou pronta, vamos? – As duas se levantaram e saíram, com Alya guiando o caminho para o refeitório.

O lugar era assustadoramente enorme. E as centenas de pessoas que estavam ali, tornavam tudo ainda mais assustador.

— Venha Mari, vamos nos servir e daí eu te apresento o pessoal. – Alya agarrou o braço da garota e foi a guiando até uma fila. Ambas se serviram e Alya foi na frente indicando o caminho até a mesa onde ficariam.

— Hey Alya, como foram as férias? – Cumprimentou um garoto com fones de ouvido ao redor do pescoço.

— E ai Nino. – Cumprimentou de volta. – Gente, essa é a Marinette, ela é nova, sejam bonzinhos com ela, tá? – Alya foi se sentando, deixando um espaço para Marinette sentar-se ao seu lado.

— E ai Marinette, eu sou o Nino. – O garoto com os fones se apresentou. – Esses são Nathanaël, Kim, Ivan, Mylène, Juleka e Rose. – As pessoas iam acenando conforme ele apresentava.

— Oi pessoal, prazer.

— Então, como conheceu a Alya, Marinette? – Perguntou Rose.

— Sou a nova colega de quarto dela.

— Colega de quarto? – Comentou Nino. – Boa sorte. A última pediu para trocar.

— Se ela não pedisse pra trocar, pedia eu. Ninguém merece ter que dividir o quarto com senhorita Chloé Bourgeois. – Respondeu Alya e todos concordaram rindo.

— Bougeois? Da família do Prefeito? – Marinette perguntou.

— Da família? Pior. É a filha dele. – Nino respondeu. – E falando no diabo, olha quem está chegando junto com a fiel escudeira.

Todos olharam em direção a entrada do refeitório enquanto uma garota loira, vestindo o uniforme de ballet se aproximava da mesa deles e logo atrás dela, uma ruiva de óculos e cabelos curtos.

— Ora, ora, vejam se não é verdade mesmo. – A loira se aproximou da mesa, ficando na ponta da mesa. – Parece que o nível dessa escola está caindo cada vez mais. Mais uma bolsista. – Então encarou Marinette, que abaixou a cabeça envergonhada.

Ela não havia contado a ninguém que era bolsista, tinha medo que a rejeitassem por isso. Afinal ali era uma escola cara. Só ricos, pessoas famosas e com influência conseguiam entrar. Ali dentro ela não era ninguém.

— A qualidade dessa escola começou a cair quando passaram a aceitar pessoas sem talento como você, Chloè. – Alya respondeu quase levantando da mesa. Aquela loira conseguia tirar ela do sério.

— Pelo menos eu tenho o tamanho certo para ser uma bailarina, já você, minha querida Alya... — Chloè tinha um sorriso diabólico nos lábios. — Deveria começar a fazer uma dieta. Ou então não vai existir colloat nesse mundo que te sirva. – A loira se virou, indo embora com sua sombra logo atrás.

— Alya... – A azulada começou a dizer.

— Eu juro. Se um dia eu encontrar essa loira de farmácia sozinha, eu acabo com ela e com aquelas unhas postiças dela. – O olhar de raiva que Alya tinha no momento, poderia matar a loira ali mesmo se quisesse.

— Bom, parece que Chloè já se apresentou da melhor maneira possível. – Acrescentou Nino. – Não ligue para o que ela fala Alya, aquela ali não vai mudar nunca.

— Eu sei Nino, eu sei.

— E você também Marinette, não deixe o que ela falar te incomodar. – Finalizou Nino. – Aquela ali só tem a carinha de santa que faz para o papai dela. Mas é uma cobra.

— E bem venenosa. – Complementou Alya.

Eles terminaram de comer e cada um foi se encaminhando para as suas respectivas salas de aula. Marinette foi com Alya para o estúdio de ballet, onde teriam o desprazer de se encontrar com Chloè novamente. Ao chegarem no estúdio, Marinette viu como o lugar era extremamente espaçoso. A parede principal tinha espelhos do início ao fim e que iam do teto ao chão. A azulada estava deslumbrada.

Alguns alunos já estavam nas barras se aquecendo. Marinette acompanhou a amiga até uma as barras para as duas também fazerem o mesmo.

A azulada sentou-se no chão e começou a calçar e amarrar as sapatilhas de ballet e alongar as pernas. A garota encostava as mãos nos pés enquanto mantinha a cabeça encostada nos joelhos. Respirava fundo e lentamente. Levantou-se e apoiou a mão na barra, subiu uma perna para frente, mantinha ali, para depois abaixar lentamente.

Repetiu o processo. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Outra perna.

Foi então que a professora chegou. Marinette reparou que a sala já se encontrava cheia. Deveriam ter uns 20 alunos ali, meninas e meninos. A azulada estranhou, nunca havia feito aula com garotos antes. Sentiu as bochechas queimarem um pouco pela vergonha que começava a preencher sua cabeça com imagens de situações nada agradáveis, ao ver da garota.

Bom jour, étudiants.— Estava na frente de todos, uma mulher alta e de meia idade. – Sejam bem-vindos a mais um ano. – A mulher correu os olhos pela sala. — Para os novos alunos, eu sou a Sra. Bustier, professora de ballet de vocês e não espero nada menos que muito esforço de todos. Agora, todos para as barras.

A Sra. Bustier mandou que todos iniciassem os alongamentos. No canto da sala havia um piano, onde alguém, sob as ordens da professora, começara a tocar. As notas eram leves e delicadas, com tons agudos sendo guiados pelo compasso grave dos teclados do piano.

— Muito bem, agora quero todos na ponta das sapatilhas fazendo descidas lentas e subidas rápidas. Todos no compasso da música, oui?— A pergunta da professora obviamente foi retórica. E todos os alunos seguiram as instruções.

Os pés de Marinette ardiam e latejavam de dor, ela já estava acostumada com isso, mas não significava que doessem menos por isso. A professora mandou que todos parassem e ficassem retos diante da barra.

— Vou formar duplas, — Anunciou ela. – E ficando vocês felizes ou não, serão suas duplas até o final do ano letivo.

Ela chamava um nome e logo em seguida anunciava seu parceiro. Meninos e meninas. Meninas e Meninas. Meninos e Meninos. Não existia uma lógica ao certo. Marinette torcia para estar com Alya, não queria ter o azar de ficar com a loira logo no primeiro dia.

— Alya Césaire. – Chamou a Sra. Bustier. – E Rose Genre.

— Boa sorte, Mari. – Sussurrou Alya antes de se encaminhar a sua dupla.

— Agora vejamos. – A professoram olhou a lista com os nomes dos alunos. – Marinette Dupan-Cheng e... – O coração da garota parou por um momento. “Por favor, a loira não”. Ela pedia em silencio. – Adrien Agreste.

“Ufa, não farei dupla com a Chloè”. Seu coração voltara a bater. Mas pera. “Adrien?”. Um garoto. Ela faria par com um garoto. Marinette sentiu suas bochechas pegarem fogo. Não que nunca tivesse ficado com um garoto antes. Longe disso, ela tinha 17 anos. Por favor. Mas a dança para ela, era uma parte sua que não costumava compartilhar, era quase íntimo para ela.

Nunca havia dançado com garoto. E seu coração bateu tão rápido com aquela afirmação, que ela achou que ele sairia correndo.

— Você é a Marinette não é? – A garota deu um pulo quando sentiu uma mão em seu obro e uma voz vinda de atrás dela. A azulada virou-se e deu de frente com um par de olhos verdes a encarando. Ela somente conseguiu confirmar acenando brevemente a cabeça.

— Sou Adrien, prazer. – O garoto estendeu a mão enquanto mantinha um sorriso leve no rosto. Marinette estava estática. Ele era lindo, tinha um sorriso doce e um olhar que conseguiu a tirar do ar por um instante. Assim que retomou a consciência, retribuiu o perto de mão, com as bochechas coradas.

— Sou Marinette.

— É, eu sei. – Ele riu por de baixo do sorriso. E as bochechas de Marinette ficaram ainda mais vermelhas.

— NÃO É JUSTO, PROFESSORA. EU SOU O PAR DO ADRIEN. – Uma voz aguda e furiosa preencheu o estúdio e todos viraram em direção da discussão que se formava.

— Desculpe Srta. Bourgeois, mas este ano as duplas foram alteradas para vocês terem uma melhor convivência e trabalho em grupo. – Respondeu a professora com a voz baixa, porém não menos séria. – E eu sugiro que você abaixe o seu tom de voz, senhorita.

— Mas Sra. Bustier, Adrien e eu fomos a dupla principal da apresentação no ano passado. Que aliás, foi um sucesso, a senhora não pode mudar isso. – Argumentava Chloè. – Como ira ficar a apresentação este ano?

— Bem Srta. Bourgeois. Ano passado, foi ano passado. – Frisou a professora, já farta daquela discussão. – Este ano teremos um novo espetáculo, ou seja, novas duplas. E eu tenho certeza que essas mudança irão trazer amadurecimento profissional tanto para o Sr. Agreste, quanto para você, não é mesmo senhorita?

Chloè simplesmente bufou e se retirou, indo em direção onde se encontrava Adrien e Marinette. A azulada não conseguia processar toda aquela atenção que pairava sobre ela, de certa forma, logo no primeiro dia.

— Não vai se acostumando garota. – Chloè olhava para ela com fúria. – Adrien não trabalha com nada menos do que uma profissional. E logo eu volto a ser a dupla dele, estamos entendidas, bolsista? – A loira se virou, indo em direção ao outro lado da sala.

— Sinto muito pelo que a Choè falou. – Adrien se desculpava, enquanto mantinha os braços atrás da cabeça. – Ela não mede esforços quando quer algo. Mesmo que isso machuque os outros.

— Está tudo bem, — Respondeu Marinette ainda levemente encolhida e com o olhar para o chão. – Eu já tinha a conhecido mais cedo.

— Sinto muito, mesmo. – Ele mordeu o lábio pensativo. Não queria aquele clima chato com a garota que seria sua nova parceira. – Então, quer dizer que você é a bolsista do curso de dança? – Ele perguntou e ela se encolheu ainda mais.

“Não, por favor. Que não seja como ela. Não seja igual à Chloè”. Pensava Marinette.

— Sou...

— Bem, então você deve ser muito talentosa. – Ela falou e ela olhou para cima surpresa. – Quer dizer, é uma bolsa bem concorrida. Se você foi à ganhadora, quer dizer que merece estar aqui. – Ele concluiu sorrindo.

E naquela hora, olhando aquele sorriso gentil; ela sentou seu coração perder um compasso.

— Muito bem alunos, formem suas duplas e vamos começar os alongamentos em pares. – Ordenou a professora.

Notas finais
Espero que vocês gostem dessa história. Estou fazendo com muito carinho.

Sugestões e criticas são muito bem vindas.

Ps: Um agradecimento especial (desde já) para a minha amiga Namy-Chan, que esta sendo a minha Beta.