Keep moving slow

2 A bailarina do quarto escuro


Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem como vocês? Comigo está ótimo. Aliás, está maravilhoso! A história recebeu uma recomendação no primeiro capitulo. Como lidar com isso G-Zuiz? Muito obrigada Suzzane por esse voto de confiança! E vocês não fazem ideia de como os comentários de vocês fizeram o meu dia. Se nao a minha semana. Muito obrigada mesmo! Mas enfim, sem mais enrolações...

“Ao som do tremor das batidas do coração. Confie em mim com todo o seu corpo. Este mundo é apenas um palco para você”.

— Genie (Girl`s Generation).

E lá estava ela, novamente depois do horário, treinando e treinado. Marinette era dedicada, não queria ficar para trás dos outros alunos, daqueles que já estavam há anos na academia. E ainda tinha sua dupla. Adrien Agreste. Pelo que sua amiga e colega de quarto contara, o garoto estudava lá desde os 12 anos.

— O pai do Adrian, é o famoso ex-bailarino Gabriel Agreste. – Comentou Alya, enquanto as duas amigas se preparavam para dormir depois de mais um longo dia. – Mas ele sofreu um grave acidente em dos espetáculos da turnê que a companhia dele estava fazendo. Acabou quebrando a perna. Sem chances de recuperação.

— Coitado...

— Pois é. – Alya concordou. – Mas agora, pelo que parece ele colocou todo esse sonho dele em cima do Adrien. Ele quer que o filho seja uma estrela.

— Isso significa que Adrien é forçado a seguir no ballet, quer dizer que ele não gosta? – A azulada se entristeceu por dentro.

— Não acho que ele não goste. É só que ele nunca teve muita escolha ao que parece. – Alya virou-se para a amiga. – Ele é o melhor da academia, ninguém aqui nega isso. Eu só acho que ele nunca teve a chance de descobrir o que realmente gosta, daquilo que move a gente, faz o nosso coração bater mais forte, entende? – Finalizou a garota já deitando na cama.

De fato ela entendia. E sentia pena do jovem Agreste. Seguir um sonho que não era dele, ninguém merecia aquilo. Entretanto, ele nunca se mostrou infeliz durante as aulas e os ensaios de ballet, muito pelo contrário. Em dois meses que Marinette estava na academia e era seu par, o garoto sempre estava sorrindo, brincando com os amigos na hora das refeições, acalmando-a toda vez que errava um passo e se envergonhava por isso. Os dois haviam se tornado amigos em pouco tempo e ela já conseguia sentir mais a vontade naquele lugar, sabendo que existiam pessoas lá que ela poderia confiar.

A azulada tentou tirar aqueles pensamentos da cabeça e voltar a ensaiar. O celular estava atado ao braço e os fones estavam no ouvido. Seus braços e pernas iam se movendo de acordo com a melodia. Ensaiava a peça passada pela professora. Ela deveria no final do mês apresentar a mesma junto a sua dupla.

Dançar a dois estava sendo um desafio para a garota, ainda ficava enrubescida quando o garoto a tocara, mas já evoluirá consideravelmente com relação às primeiras vezes. Não travava mais. Porém, suas bochechas continuavam vermelhas.

A música continuava e ela ia se movimentando. Marinette tinha o dom de se desligar do mundo enquanto dançava, deixava a música a levar para longe. Simplesmente seguia seu coração e quem a via dançando conseguia ver o que havia nele. Era puro. E para ela, que não era boa com as palavras, era seu modo de se fazer entender.

Ela continuava a dançar na sala escura. Até que a luz é acessa e a garota olha assustada para a porta.

— Ahh, desculpe. Eu não sabia que tinha gente aqui. – Na porta do lugar, com a mão ainda no interruptor, se encontrava Adrien, vestindo uma regata branca, calças de moletom, descalço e com as sapatilhas na mão.

— Adrien! – Marinette estava surpresa. Seu coração, disparado. – Ah-h, sem problemas, a culpa foi minha. Eu que deixei a luz apagada. Não tinha como saber. – Ela abaixou levemente a cabeça tentando esconder as bochechas coradas.

— Não deveria estar na cama? – Perguntou ele entrando na sala e encostando a porta.

— Bem, acho que sim. Estava sem sono. – Admitiu ela. – Mas e você, também não deveria estar na cama?

— Touche! – Ele riu. – Sem sono também, estava pensando em ensaiar mais um pouco. E parece que minha dupla teve a mesma ideia. – Ele apontou o dedo, indicando-a de cima a baixo.

— Estava tentando melhorar meu tempo nos giros. Ainda estou com um pouco de dificuldade nisso.

— Então seus problemas acabaram. Adrien Agreste as suas ordens. – O garoto fez uma reverência e Marinette não conseguiu segurar o riso.

— Fico feliz em saber que dispõem de tanto tempo livre, Sr. Agrete. – Ela entrou na brincadeira.

— Infelizmente não possuo tanto quanto gostaria, mas abro uma exceção no seu caso, senhorita Dupan-Cheng. – Ele se aproximava dela ainda imerso naquele personagem que se apoderava de si.

— Me sinto honrada. – A garota também se curvou, estendendo uma perna para trás e inclinando o tronco para baixo em um típico agradecer que os bailarinos davam ao público ao final dos espetáculos. Ela subiu novamente, os dois se encararam e riram.

— Bem, acho que podemos ensaiar um pouco não é? – Ele perguntou a olhando e ela somente concordou com a cabeça. Marinette retirou os fones de ouvido e o celular que estava preso ao braço. Colocou ambos no chão, enquanto colocava a música que dançariam para tocar em um volume baixo.

Havia um tempo de cinco segundo para se posicionarem. Ela se colocou a frente dele com os pés e mãos já em posição, enquanto ele se pois um pouco afastado dela, esperando a música iniciar. A primeira nota foi tocada e lá foram eles.

Dançavam, esticando as mãos um na direção do outro, sempre se procurando, mas sem se encostarem. A peça que ensaiavam retratava um romance proibido, a busca de duas pessoas que não poderiam estar juntas. As notas da música continuavam e os giros se iniciaram.

O primeiro rodopio saiu sem problemas, mas no esticar da perna para ganhar impulso e velocidade para o segundo, Marinette sentiu-se desequilibrar e achou que fosse cair se não fosse o par de mãos que se ateram em sua cintura, fazendo com que continuasse a rodar. Ela terminou de rodar e eles continuaram conforme a música, mas ele mantivera a mão na cintura dela. Em momentos ele a guiava, em outros ela parecia o puxar, como mar e a lua.

A coreografia a ser ensaiada parecia ter sido esquecida naquele momento. Os dois se mantinham perto agora, sempre se encostando um no outro, fosse as mãos dele na cintura dela, ou as pernas dela se prendendo ao redor dele. E naquele momento, pareciam poder ver a alma um do outro. Ambas se conhecendo e mostrando a paixão que tinham em comum. As últimas notas iam sendo tocada e o ritmo sendo diminuído, até que acabou. E junto com o fim da música, a realidade ia tomando as rédeas.

E os dois se afastaram.

— É-é, eu acho que já esta tarde, melhor eu voltar para o dormitório. – Marinette falou primeiro, assimilando aos poucos o que acabara de acontecer. Ela se abaixou e juntou seus pertences e se colocando mais rapidamente perto da porta.

— Você tem razão. – Ele concordou. – Eu só vou desligar tudo e também já vou subir.

— Está bem, então, boa noite. – Falou ela e mais do que de pressa indo em direção aos dormitórios.

— Boa noite. – Ele respondeu, mas ela já havia saído, sequer ouvindo a resposta.

Marinette parou próximo as escadas para retirar as sapatilhas e subir em silêncio para o seu quarto. Entrou devagar no quarto e viu Alya dormindo, foi até sua cômoda e pegou seu pijama, saindo logo em seguida em direção ao banheiro feminino. Embaixo do chuveiro, sob a água morna, ela refletia o que acabara de acontecer. Ela havia se deixado expor, deixado que seu coração guiasse suas ações.

“E ele também”. Esse pensamento veio até sua mente. Ele também havia se deixado levar, mostrar um pouco o que havia dentro de si. “Então ele gostava de dançar. Gostava do ballet”. Essa afirmação conseguiu acalmar um pouco as preocupações tivera mais cedo.

Terminado o banho, ela voltou em silêncio para o quarto, finalmente indo deitar e dormir. Naquela noite não teve sonhos. Mas sentiu seu coração mais leve. Tranquila em saber que o amigo também gostava de estar lá, na academia, dançando. Assim como ela.

Quando acordou pela manhã, Alya já havia saído. Pensando que estava atrasada, se trocou e saiu às pressas em direção ao refeitório. Ao chegar, ficou aliviada em ver que não estava tão atrasada quanto pensava. De longe, podia ver Alya sentada na mesa de sempre conversando com Nino. Os dois tinham um olhar sério e falavam baixo. Marinette foi se servir e depois juntar-se aos dois.

— Bom dia Alya, Nino. – Falou ela se sentando como sempre ao lado da amiga.

— Bom dia Mari. – Os dois falaram juntos.

— Você me assustou agora pouco. – Marinette olhou para a amiga enquanto falava. – Achei que estava atrasada quando não te encontrei no quarto.

— Tive que sair mais cedo para trocar umas ideias com o Nino. – Ela apontou para o garoto a sua frente.

— Realmente deve ser importante para você sair tão cedo. – A azulada comeu um pedaço da omelete. – Já comeu?

— Já sim. – Alya respondeu mais do que depressa.

— Já? – Questionou Nino. – Comigo que não foi. Quando foi que eu não vi?

— Antes de você chegar. – A garota de óculos respondeu seca.

— Alya... – Ele começou a falar, enquanto mantinha um olhar sério.

— Nada de Alya. Eu disse que já comi e pronto. – A garota falou rispidamente, se levantando e saindo do refeitório em seguida.

Marinette ficou assustada com a atitude da amiga. Alya não era assim. Não com os amigos pelo menos. Ela olhou mais do que depressa para Nino em busca de uma resposta. Mas esse, nem pareceu ter notado o seu olhar. Continuava encarando fixo, com um olhar preocupado, a porta pelo qual Alya havia saído.

Seguindo o sentido oposto ao de Alya, os amigos de Marinette se encaminhavam em direção ao refeitório. Conforme foram servindo-se, iam sentando a mesa de sempre. Era assim em todos os horários de refeições. Todos juntos, contando as novidades uns para os outros. Nathanaël sentou a frente da azulada, com Rose e Juleka em seguida.

— É-é Marinette... – O ruivo chamou a atenção da garota, que ainda estava com a cabeça longe, preocupada com a amiga.

— Olá Nathanaël, bom dia. – A garota virou-se para ele com um sorriso doce.

— A-ah, é mesmo, b-bom dia. – O ruivo estava com a cabeça levemente abaixada, tentava esconder o vermelho que tingia as suas bochechas. – Então, e-eu queria saber se você poderia, isso se não estiver o-ocupada é claro, com um projeto de artes. – Ele conseguira terminar de falar, mesmo que aos gaguejos.

— Projeto de artes? – Ela inclinou a cabeça em duvida. – Não sou boa desenhista, no que poderia te ajudar?

— Eu preciso de uma m-modelo. – Explicou ele. – Estamos trabalhando com personagens em movimento, e uma modelo viva iria me ajudar muito. – Finalizou.

— Ah, entendi. Claro que ajudo. – Ela sorriu. – Eu vou precisar ficar parada para isso, tipo estátua? – Perguntou ela, já lembrando dos vários filmes que assistiu, onde pessoas ficavam como estátuas enquanto as outras a desenhavam.

— Não é nada disso. – Ele sorriu sob um riso fraco. – Eu gostaria de poder acompanhar um dos seus ensaios, desenharia lá. Você não vai precisar sair da sua rotina, sei que tem que ensaiar bastante.

— Está certo então, sem problemas. Eu costumo ensaiar durante a tarde. Depois das aulas do segundo tempo.

— Perfeito. – Ele sorriu alegremente. – te encontro lá depois então. Obrigado. – Nathanaël se despediu e foi em direção a sua aula.

Marinette continuou a tomar seu café-da-manhã enquanto ouvia as novidades contadas por seus amigos. Distraída com a conversa não reparou em quem havia se juntado a eles na mesa.

— Olha só quem está dando a honra da sua presença. – Brincou Nino. – Veio se juntar a nós, meros mortais? – O garoto cumprimentava com um toque de mão o amigo que havia chegado.

— Quanto exagero, cara. – Adrien sentava-se ao lado do amigo. – Se alguém te escutar falando que estou sentado com você, minha reputação está arruinada. – Ele brincou e os dois amigos caíram no riso.

— Mas me conte cara, porque estava tão sumido?

— Você sabe, ensaios, meu pai ficou uma fera porque eu não entrei para a companhia de Ballet de Paris ano passado, então dobrou os ensaios. – Seu rosto mostrava agora as marcas do cansaço.

— Ele não pega leve mesmo, não é...

— Nem me fale. – Adrien suspirou. O que deixou uma certa garota de olhos azuis preocupada. Marinette já havia notado a presença dele fazia um tempo, mas estava envergonha de mais para se pronunciar, então acabou escutando a conversa. – Sabe Nino, eu só queria poder me divertir, como antes de toda essa loucura, lembra cara?

— Como lembro. – Nino concordou. – Por falar nisso, tenho novidades para você, mas não posso contar agora. – O garoto foi se levantando. – Tenho que ir agora. O professor vai me matar se eu me atrasar de novo. Até depois.

Nino saiu e Adrien abaixou a cabeça ficando em silêncio. Marinette não sabia se deveria falar algo. Não queria que ele pensasse mal dela por ter escutado a conversa deles. Mas ela se preocupava com ele, afinal era seu par, não?

Logo todos os alunos forma se levantando e se encaminhando para suas aulas. Marinette virou-se a procura de Adrien na mesa. Mas este já se encontrava longe, em a direção suas aulas também. Durante a manhã de hoje, as aulas seriam separadas. Os garotos estariam fazendo exercícios e levantando peso na academia que existia no instituto, enquanto as garotas iriam realizar atividades de alongamento e ensaiar para a apresentação do meio do semestre.

As apresentações seriam uma prévia para o espetáculo do final do ano, quem melhor se destacasse agora, teria maiores chances de receber um bom papel no espetáculo final. Marinette havia se juntado a Alya, Rose e Juleka para apresentarem a cena do “Pas de quatre”. Era uma dança complicada. Afinal, as quatro deveriam ficar de mãos dadas durante toda a dança.

Quando chegou ao estúdio encontrou Alya sozinha se aquecendo em um canto. A garota parecia estar distante de tudo e todos. A azulada foi se aproximando em silêncio e tocou no obro da amiga distraída, que acabou se assustando.

— Ai Mari, é você, que susto! – Exclamou Alya.

— Está tudo bem Alya? – Perguntou a garota. – Você parece estar um pouco longe.

— Está tudo bem sim. – Suspirou. – É só esta apresentação que está me fazendo arrancar os cabelos. É muito importante para os meus pais que eu esteja no espetáculo de final de ano. E se eu não for bem nessa apresentação, as chances já eram. – Alya abaixou a cabeça e expirou forte e lentamente.

— Alya, você é uma ótima bailarina, vai se sair muito bem. – Marinette a confortou. – Alias, todas nós vamos. Vamos nos dedicar ao máximo e garantir nossos lugares no espetáculo.

— Eu espero que sim...

— Nós vamos sim, Alya! – Marinette sorriu confiante para a amiga que se animou um pouco.

Logo Rose e Juleka juntaram-se as duas e a aula deu início. Elas se alongaram e aqueceram o máximo que podiam, até serem chamadas pela professora para se apresentarem. As garotas estavam ensaiando há cerca de duas semanas. O tempo ainda era pouco, mas as meninas eram esforçadas. Elas se apresentariam para a turma enquanto a professora iria analisar e apontar seus erros e acertos. Elas deveriam estar perfeitas até a apresentação do final do semestre.

As quatro se posicionaram no centro da sala e deram as mãos umas as outras, formando uma corrente infinita de braços. A professora deu a ordem e o pianista iniciou a música. As meninas movimentavam suas pernas e cabeças conforme as notas da música. A dança não era longa. Então, assim que acabou as quatro sentiram se aliviadas por um instante. Por um breve instante, por que logo a professora se aproximou, deixando elas aflitas novamente.

— Senhoritas... – Sra. Bustier iniciou. – De modo geral, as quatro se mostraram satisfatórias para duas semanas de ensaio. – A professoram concluiu e elas sorriram animadas. – Porem isso não significa menos treino e dedicação, as quero mais sincronizadas. Lembrem-se, vocês são quatro cisnes e devem se mover em igual sincronia de um voo. – Finalizou. – Agora o próximo grupo, oui.

As quatro foram se juntar as outras colegas de classe no canto da sala, quando ouviram alguém falar baixo e aos risos.

— Eram para ser quatro cisnes, pela que a Alya não sabe a diferença entre um e uma galinha gorda.

Marinette olhou em busca da pessoa que fez tal comentário e encontrou com ninguém menos que Chloè. Aquela garota era realmente uma grande vaca. Olhou para a amiga na esperança da mesma não ter escutado. Infelizmente ela ouvira o comentário em alto e bom sim. E mesmo querendo parecer forte por fora, e fingir que aquilo não havia a atingido, Marinette conseguia enxergar no olhar da amiga o que estava acontecendo dentro de si.

E a azulada, que se considerava calma e serena, nunca quis tanto bater em alguém e a fazer engolir as palavras que disse.

As aulas haviam acabado e todos estavam dispensados. Mas a azulada lembrava muito bem que prometera ajudar um amigo. Tinha alguns minutos antes de se encontrar com Nathanaël no estúdio menor. Ela despediu-se se seus amigos e foi as pressas para o dormitório. Precisava tomar um banho. Ela sentia-se cansada, seus músculos latejavam de dor, assim como seus pés. Tudo o que ela queria era colocá-los em uma grande bacia de água quente, como fazia em casa depois de voltar das aulas de dança.

Pegou uma regata e uma calça de moletom surrada, esperava que não fosse um problema para Nathanaël ela estar sem as habituais roupas de ballet. Estava começando a ficar sem tem o que vestir. Ou seja, teria que ir a lavanderia da academia e dar um jeito nas suas roupas. Ela trocou-se rapidamente, voltou para o quarto atrás de outro par de sapatilhas, correu com elas na mão e com os pés descalços o mais depressa que podia. Já estava atrasada.

— Desculpe o atraso. – Ela abriu a porta com pressa e falando com a respiração pesada.

— Sem problemas. – Respondeu o ruivo tranquilamente, quanto ajeitava alguns materiais de desenho e sentava-se no chão.

A azulada foi até o aparelho de som, conectando o celular ao aparelho e preparando as músicas que ensaiaria.

— Eu estou pronto, se você também estiver podemos começar. – Nathanaël falou e ela apertou o Play.

Notas finais
Pessoal, vou deixar aqui na descrição algumas músicas e coreografias que tanto me serviram de inspiração, quanto adicionadas a história. *Pas de quatre - https://www.youtube.com/watch?v=-5Yp-vToI2E Como sempre, comentários e criticas são muito bem vindas!