Keep it a Secret
31 iProm Night - Parte I
Notas iniciais
PDV — Gibby
Na segunda-feira, encontrei um grandioso cartaz indicando que o baile iria acontecer nesse final de semana. Havia vários avisos sobre o tal baile por todos os cantos do Ridgeway, até mesmo nas cabines do banheiro.
Na segunda-feira, encontrei um grandioso cartaz indicando que o baile iria acontecer nesse final de semana. Havia vários avisos sobre o tal baile por todos os cantos do Ridgeway, até mesmo nas cabines do banheiro.
E, justamente, quando eu estava saindo do banheiro, encontro a Sam num dos corredores, admirando os avisos do baile.
– Este será o nosso último baile. — falei quando me aproximei da Puckett.
Ela levou um leve susto com a minha voz, próximo ao seu ouvido, mas fingiu não se importar, apenas ajeitou a alça da mochila. Sinceramente, para mim, era estranho reencontrar a Sam de volta no colégio. Os outros alunos pareciam realmente ignorar o fato dela ter sido expulsa ou por ter "supostamente sequestrado a ex-diretora".
– Eu não vou para essa porcaria. — anunciou a Sam, após ler o anúncio até o final. Ela pegou dois pacotes de Bolo Gordo da mochila e os devorou na minha frente. — Vou reforçar o meu antigo discurso para essas festas do colégio... — Ela limpou a garganta, enquanto engolia o último bolinho. — Nenhum pateta dessa escola é pariu para me levar ao baile.
Sorri discretamente.
– Bom, nenhum quer ir com você, ainda mais agora com essa má reputação.
– Tá... — Ela deu língua para mim. — Ninguém pediu a sua opinião, Gibs.
Sam pegou mais dois Bolos Gordos da bolsa.
– Estarei na minha casa fazendo um churrasco.
Olhei incrédulo.
– Não acredito que deixará de ir ao baile só por conta de um churrasco.
– Não é pelo churrasco! — Sam enfiou metade da guloseima na minha boca, mas logo depois, repensou no que disse. — Talvez seja pelo churrasco, mas... Mas é por um outro motivo particular.
– É sobre aquela vaca que invadiu o seu banheiro? — ousei perguntar.
Sim, misteriosamente, uma vaca se instalou no banheiro dos Pucketts. Fiquei sabendo dessa informação, pois Sam postou algo parecido nas redes sociais.
– Não, eu já dei um jeito naquela vaca. — disse ela, sorridente. Talvez o churrasco só venha ocorrer por conta dessa pobre vaca. — É que... A minha mãe virá me visitar. Eu não quero que ela me veja usando uma porcaria de vestido ou me arrumando para um idiota qualquer...
– Porquê? — perguntei e logo a Sam lançou um olhar furioso, como se não quisesse dar justificativa. Mas se justificou:
– É vergonhoso. Eu posso até perder a minha credibilidade e ser comparada com a Melanie. — Ela revirou os olhos e comeu o último pacotinho de Bolo Gordo. — E usar vestidos me faz lembrar do tempo em que eu participava daqueles concursos de beleza. Então se eu realmente fosse para o baile, eu iria desse jeito.
O jeito "Sam-Puckett-de-ser" e não duvido nada de que ela venha de calça jeans e uma camiseta de um time de basebol.
– Você precisa vir, Sam! — falei. — Será legal.
– Ah, por que quer tanto que eu vá para isso!? — perguntou ela, irritada. — Olha, Gibby, eu só te convidei naquela época porque a Carly me obrigou! Eu não vou te acompanhar dessa vez...
Era justamente por esse motivo... Bom, algo surpreendente iria acontecer nesse baile e a Sam terá que está lá, assim como o Freddie, mas até o momento, não posso contar o motivo.
– Enfim, eu fiquei sabendo que você recebeu detenção no Sábado passado. — disse ele, mudando de assunto.
– É... — confirmou ela, entediada. — E daí!?
– Você encontrou o Freddie lá?
Sam demorou um pouco para me responder.
– Sim... Mas não estamos nos falando! Também não quero saber daquele patetão.
Ergui uma das sobrancelhas.
– Nossa. — falei com um sorriso no rosto. — Vocês têm uma relação bem conturbada mesmo. Uma hora você salva a vida dele e na outra quer esmagá-lo com as suas mãos...
– É... — disse ela, revirando os olhos. — E por falar nele...
Sam se afastou de mim quando percebeu que o Freddie estava vindo na minha direção. De qualquer forma, não consegui mater uma conversa com ele, pois fomos obrigados a ir para a sala de aula.
(***)
Mais tarde, toquei no mesmo assunto com o Freddie e cheguei a pensar que ele não fosse para o baile por ter terminado o namoro com a Molly, mas sou surpreendido por uma resposta positiva, ao contrário da Sam:
– Sim, eu vou.
– Você vai!? — questionei, curioso. — Por quê!? Pra quê você vai!?
Ele sorriu.
– Quer parar de me fazer perguntas? — pediu ele, ainda sorridente. — Eu vou nesse baile pois eu acho que será divertido para mim e será o meu último, mesmo não tendo um par.
Tentei me animar com a ideia.
– Fico feliz em saber que você irá...
– Valeu. — Ele não sabia o que dizer. — Eu acho...
– Bem... Acho que eu posso achar um par para você — falei e ele logo ficou curioso. — Que tal a Sam?
– A Sam!? — Ele ficou sem expressão. — Ficou maluco, Gibson!?
– Desculpa — ergui as mãos. — Foi só uma pergunta.
Ele coçou a cabeça, chateado.
– De muito mal gosto. — murmurou ele. — Você sabe que eu e a Sam não nos damos muito bem... — O momento de irritação durou pouco tempo, minutos depois, lá estava ele me perguntando com quem eu iria: — Quem será o seu par?
Sorri, meio com vergonha.
– Ah, ninguém tão importante assim...
– Quem!? — Ele estreitou bem os olhos pra mim, voltando a sorrir. — Fala sério, Gibs, me diz quem é a garota!
– Em breve você saberá.
Ele suspirou.
– Ah, pra quê tanto mistério!? — indagou. — Olha, só espero que você não vá sozinho e me faça de 'grande tolo'! — brincou ele.
(***)
Essa semana passou tão rápido e eu mal percebi, isso porque passei a maior parte do tempo, tentando convencer a Sam a ir para o baile, mas nada feito.
Na Sexta-Feira à tarde, depois da escola, recebi uma ligação urgente do Spencer, me pedindo para ir ao aeroporto de Seattle. Eu sabia muito bem o que estava acontecendo, mas fingi não saber.
Horas depois, encontrei o Spencer e uma garota morena, delicada e baixinha, segurando uma maleta prateada, ambos a minha espera.
– GIBBY! — gritou a garota quando me aproximei dos dois. — Quanto tempo!
Com um imenso sorriso no rosto, ela me abraçou, enquanto o irmão segurava a maleta.
– Bem-vinda de volta, Carly! — falei, também animado.
A Carly voltou apenas para rever os velhos amigos e me acompanhar no baile, por essa razão, irá passar esse final de semana em Seattle, no entanto, terá que voltar na Segunda de manhã para a Itália.
Enfim, do aeroporto fomos para o apartamento dos Shays, onde contei os últimos acontecimentos.
– Argh! — murmurou Carly, chateada. — Como a Sam é cabeça dura!
Bem, a Carly queria fazer uma surpresa para a Sam e para o Freddie, então, não os contou que viria para Seattle e me obrigou a não contar sobre a sua vinda até o dia do baile — que será o dia em que ela irá reaparecer para os amigos.
– O que vamos fazer para a Sam ir ao tal baile para te encontrar? — perguntei
Carly ficou pensativa, zanzando da cozinha para a sala.
– Eu não sei... Não posso simplesmente me apresentar para a Sam e obrigá-la a ir. — disse ela, deprimida. — Tô sem ideia...
Carly se debruçou na estante da sala.
– Ah! — suspirou Spencer. — Desculpem a minha intromissão na conversa boba de vocês, adolescentes. — Sorrimos. — mas, por que vocês não mandam um rapaz que a Sam tem atração para convidá-la?
Carly e eu trocamos olhares.
– Faz sentindo... Valeu, mano! — agradeceu a morena. — Mas, quem seria esse rapaz?
Carly, Spencer e eu fizemos a mesma expressão de espanto quando o nome "Freddie" vazou dos nossos lábios. Pensei em dizer a palavra 'presunto', embora não tenha sido a ocasião certa.
Tudo ficou mais claro com aquela sugestão. Não seria mais um plano maligno, e sim, um plano de reaproximação entre amigos.
Tínhamos a faca e o queijo nas mãos — literalmente, mas isso foi quando o Spencer preparou um lanchinho especial (dedicado à irmã), que não vem ao caso.
– O que faremos agora? — perguntei, enquanto comia um misto quente.
Carly lançou um sorriso para mim e para o Spencer, como se tivesse tudo em mente.
– Faremos uma carta do Freddie para a Sam!
Isso me fez recordar da antiga carta escrita pela Puckett, pela qual nunca foi lida por Freddie. Sei que essa carta poderia ajudar em alguma coisa.
– Certo — disse Carly. — Spencer você é um artista, então, poderia me ajudar a falsificar a letra do Freddie?
– Okay! — Spencer correu para o quarto e voltou num pulo, trazendo canetinhas coloridas e folhas de papel.
Carly e eu fomos até ele.
– Espera aí... — ele jogou os matérias na mesinha da sala. — Eu que vou fazer todo o trabalho?
– Não — respondeu Carly -, eu fico encarregada de descrever as partes fofinhas do Freddie, enquanto o Gibby se empõe o lado "másculo"... Se é que exista.
– Ei! — protestei.
Carly sorriu para mim, mas ficou séria quando o Specer levantou uma questão:
– Espera aí...
– Para de falar "espera aí"! — gritou Carly, impaciente.
Spencer fez uma expressão de assustado.
– Só tenho mais uma dúvida.
Ela fez um sinal para que ele prosseguisse com a sua questão.
– Não vai fazer o menor sentido. — contestou o Spencer. — Os dois estão brigados e do nada o Freddie convida a Sam para o baile?
– É... — confirmou a irmã. — Mas temos que correr esse risco, tomaremos cuidado. — garantiu ela. — É o único jeito!
Continua...
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