Keep it a Secret
30 iGot Detetion... Again!
Notas iniciais
PDV — Sam
Em pleno Sábado de manhã, tive que ir para a detenção tediosa e, meio que inesperadamente, encontro o garoto-problema, Freddie Benson, presente na sala de detenção.
Depois que eu o salvei daquele manezão, não mantive contato com o Benson e também não faço ideia do que ele tenha feito para pegar detenção.
Enfim, Freddie tentava se enturmar com outras três pessoas, que também estavam de "castigo".
– Sente-se, Samantha — ordenou o Sr. Howard.
Eu nem tinha percebido quando o professor chamou a minha atenção. Estava ocupada demais encarando o Benson e ele fazendo o mesmo em mim.
– PUCKETT! — Exclamou o professor para mim. — Sente-se...
– Tá, eu vou me sentar. — fechei a cara para a sala. — Mas... Antes, o que esse idiota faz aqui? — perguntei ao Sr. Howard, apontando para o Benson.
– Não lhe interessa! — respondeu Freddie, de braços cruzados e me encarando.
Revirei os olhos.
– Eu perguntei ao professor, não a você, idiota!
E foi a vez dele questionar o professor:
– Ela me xingou de idiota duas vezes na sua frente — reclamou ele, indignado. — Não vai fazer nada?
– Não! — gritou o professor para o Freddie. — Agora vê se cala a boca.
O Sr. Howard deu o último aviso e um sinal para que eu fosse me sentar.
"Que droga!" — falei para mim mesma.
As cadeiras eram contadas e havia apenas uma, ao lado do Freddie, então tive que me sentar perto daquele mané.
– Como eu estava falando antes da senhorita chegar... — disse o Sr. Howard, bastante entusiasmado para um mero final de semana, olhando para mim. — Estou promovendo uma atividade diferente para essa detenção. Eu quero que vocês escrevam uma redação sobre coisas do passado que influenciaram o seu cotidiano até hoje. Quero que seja algo bem sincero e, com no mínimo, 50 linhas e 150 palavras... Vocês podem fazer em dupla ou individual. — Freddie e eu trocamos olhares. — Estarei na sala ao lado, assistindo o Canal de Geometria e... — O professor olhou para o relógio — volto ao meio-dia para ver o resultado!
(***)
A detenção em si estava um tédio — como eu previ -, então decidi descrever os acontecimentos daquela manhã de Sábado numa folha de papel.
"Caro Sr. Howard-Quase-Sem-Cabelo,
Desculpa 'zoa-lo' assim, mas que se dane...
Eu odeio... odeio...odeio...odeio...Detenção ao Sábado... odeio...odeio...Freddie Benson.... Tenha um bom dia :)"
– Ficou horrível! — murmurei baixinho, após ler o que escrevi.
Depois que amassei o papel, ouvi uma voz feminina chamar o meu nome:
– Ei, Sam — Olhei para a garota e a reconheci. Era a Rachel, uma antiga colega de detenção. — Quer se juntar a mim?
– Tudo bem — dei de ombro. Levantei a minha cadeira e me afastei do Benson, que fazia a redação ao lado de um outro idiota.
Juntas, fizemos caricaturas esquisitas do nosso "querido" professor/supervisor da detenção e também tentei escrever a minha humilde redação:
"Para o Sr. Mestre dos Magos, digo... Sr. Howard!!
Fiz uma pequena interação com a Rachel (do Segundo Ano Médio). Percebi que o meu cotidiano não é tão diferente quanto o dela. Nós duas amamos passar trote nos outros desocupados. Soube até que toda noite, antes de dormir, ela faz uma ligação falsa para a banda do irmão dela.
Esse fato me fez lembrar da vez em que entrei na conta da Carly, em uma rede social qualquer, e mandei uma mensagem para o Freddie, dizendo que o amava e que ela (a Carly) estaria esperando ele no metrô de Seattle. E ele acreditou!! Foi demais!!"
Eu iria continuar esse meu texto, porém, quando fiz uma releitura, percebi que não estava da maneira que eu queria/pretendia. Então, amassei o papel e comecei uma nova redação, mas esta também não ficou tão boa quanto as outras duas.
– Argh! — bufei, jogando o papel da redação no lixeiro.
Estava ficando difícil de encontrar um novo apelido para o Sr. Howard, então vou chamá-lo de Sr. "How Hard" (Quão difícil) para referenciar e demonstrar o meu esforço para apelidos criativos.
(***)
As horas se passaram tão rápido. Reparei que todos já haviam acabado a redação, bom, nem todos. A Rachel e um outro cara, que dormia, decidiram não fazer nada. Então, decidi não fazer nada e me afastar da Rachel.
Enquanto arrastava a minha cadeira para longe da Rachel, reparei uns olhares meio que discretos vindos de um cara a minha frente. Era o Freddie.
Ainda me perguntei o porquê dele estar me encarando tanto, só parou mesmo quando coloquei a cadeira ao lado dele.
– Oi — falei sem graça e sem ânimo para ele.
– Oi... — Já ele nem olhou no meu rosto.
Mesmo com as nossas discussões, tentei puxar algum assunto:
– Como vai? Digo... Depois do ocorrido com...
– Vou bem. — disse ele interrompendo a minha conclusão.
E mais uma vez o silêncio predominou por alguns minutos.
– Argh, me pergunta como eu estou, cara! — murmurei, apenas para quebrar o silêncio desconfortável entre nós.
Freddie olhou para mim.
– Sam — disse ele, meio chateado com algo. — Não força a barra.
– Eu não estou forçando...
Ele suspirou.
– Está.
Desviei o olhar para a folha de redação do Benson e, sem querer, notei o meu nome e o da Carly escritos no papel.
– Vai me dizer agora que não sente a minha falta? — perguntei, séria, olhando para ele. — Que não sente falta das nossas conversas e brigas.
Freddie demorou um pouco para responder e quando decidiu falar, sua resposta foi:
– Não — respondeu ele, mas tentou se justificar depois. — Não... da forma como você está pensando.
Ergui uma das sobrancelhas para ele e, num segundo de distração, consegui pegar a redação da banca do Nerd.
– Devolve isso, Puckett! — pediu ele, quase puxando o papel da minha mão.
– Um momento! — gritei, enquanto lia as primeiras linhas da redação. Nelas, estavam escritas o nosso último reencontro nada amigável em Los Angeles e como isso influenciou a sua rotina no passado.
– Sam! — gritou ele, puxando o papel de uma vez por todas. — Quer parar de se intrometer na minha vi...
– Mentiroso! — falei por cima. — É claro que você sente a minha falta... É o que diz nessa redação! — Ele ficou quieto, enquanto eu continuei: — E não sei porque você ainda se importa com aquele jantar-que-não-aconteceu, já que você não me procurou depois do acidente com os atuns nem tentou me procurar no dia seguinte.
Freddie revirou os olhos.
– Eu já lhe disse que não consegui — interveio ele. — E você está nem aí para isso, porque não teve com que se preocupar... Estava sempre ao lado da sua amiga, Cat, em Los Angeles. Enquanto eu... — Ele hesitou. — Esquece! Não vale mais a pena ficar relembrando do passado.
Ele pegou a redação, se levantou da cadeira e foi embora. O que deixou os outros alunos espantados, pois não poderia sair da sala de detenção antes das ordens do Sr. Howard.
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