Keep Holding On
11 White Cheeks
As Branquelas
NATSU ERA UM cara misterioso. Além de que não era bom aluno e que ficava com muitas garotas, a única coisa que se sabia era sobre seu amor por artes. O Dragneel costumava ser reservado e tinha várias regras, como 1) Não ter um relacionamento sério e muito menos um que durasse mais de uma semana 2)Não deixar nenhuma garota entrar na batcaverna que ele chama de quarto.
E de fato, por um longo tempo isso aconteceu, até que um dia...
— KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – gritou Lucy, desesperada.
Natsu acordou pulando, assustado, caindo em cima da menina.
— GAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Não está entendendo nada, certo? Para isso vamos voltar há dois dias atrás, onde Natsu relutava com seu pai para não ter aulas de reforço.
— Dois dias atrás –
— Pai, eu não entendo o que matemática vai me ajudar quando pinto um quadro. Eu uso minha mente, meus dedos, não a droga de uma matriz! O QUE UMA EQUAÇÃO VAI ME AJUDAR? Nós somos ricos!
— Não. Eu sou rico. Você é um garoto pobre cujo tem um pai rico que está fazendo um favor para seu futuro o ajudando a conseguir médias boas para no futuro ter um emprego bom.
— Eu sou um artista!
— Se você parar de encher meu saco, estudar e conseguir notas verdes, eu te dou uma passagem para Paris visitar o Louvre outra vez. – disse o pai do garoto. – Mas até lá, todo seu dinheiro está confiscado. Nada de viagem, saidinhas até tarde da noite e garotas nessa casa. Exceto a garota que vem te dar reforço amanhã.
O rosado revirou os olhos.
— Parece que morri e fui pro inferno.
Enquanto isso, Lucy e Juvia estavam no horário do almoço. A loira não tinha dormido direitos nos último dias. Passava o dia inteiro sem comer para depois comer tudo durante a madrugada. Isso definitivamente não era saudável, e ela sabia disso.
— E então eu agradeci. Ele foi até legal, nem sei o que tá acontecendo nessa escola que todo mundo tá mudado e...
Lucy cochilava de olhos semiabertos, quando acabou caindo de cara no seu próprio prato de aveia.
— TÔ ACORDADA, TÔ ACORDADA!
— Ok, Lucy, nós precisamos conversar.
— Sobre o quê? – limpava seu próprio rosto com um lenço.
— Tem uma amiga minha que precisa de ajuda.
— Quem?
— Uma garota que fazia parte do meu antigo clube de artes marciais. Ela tem um namorado, e eu acho ele o maior embuste. Ninguém sabe a história por trás dele, e eu acho que ele maltrata ela. Onde já se viu? Acho que ele diz que ela é gorda como se fosse algo ruim. Ela está parando de comer muito ultimamente. O que você acha que ela deveria fazer?
— Terminar com esse idiota, é claro. Ele é o maior babaca.
— Você já esteve num relacionamento assim? – Juvia jogou uma verde para tentar fazer a amiga se abrir.
— Não. – disse a loira, no tom de voz que usando quando mentia, o que foi reparado por Juvia.
— Entendi.
O celular de Lucy piscou com uma mensagem.
" Ei, vamos nos encontrar amanhã. Espero que não esteja comendo igual a um porco, haha ;) — Loki "
Juvia respirou fundo e reuniu toda a sua calma pra não dar um grito naquele lugar.
— Eu tenho que ir. – disse Heartphillia.
Juvia segurou sua mão.
— Seja qual problema você estiver passando, eu sempre irei estar aqui com você e você sempre poderá contar comigo, entendeu? – abraçou a amiga. Lucy sentiu vontade de chorar, mas se controlou e foi embora, após se despedir da azulada.
Lockser puxou seu celular e ligou para Natsu.
— E aí, Pow Blue?
— Quero que você me conte todos os mínimos detalhes da sua relação com aquele babaca do Loki, ou então eu vou onde você e quebro sua cara.
— Calma! – Natsu começou a rir.
— Isso não foi piada! Alguma coisa muito estranha está acontecendo com Lucy. E eu vou precisar da sua ajuda.
E assim, no dia seguinte, um sábado, às 10 da manhã, Lucy estava batendo na porta de um apartamento riquíssimo.
— Será que eu irei ensinar a uma das crianças que a Angelina Jolie e o Brad Pitt adotaram? Talvez elas também tenham dificuldade em matemática. Eu devia ter treinado mais meu inglês. – falava sozinha enquanto tocava a campainha. A porta foi aberta. – Hi, sir, I'm Lucy and it's such a ho... Natsu?
— O que você tá falando aí? – riu. – Vai, entra.
— Não é surpresa que você não soubesse tanto de matemática, mas não achei que fosse nesse nível. – dizia, puxando algumas apostilhas da bolsa. – Com licença, onde iremos estu... – Natsu colocou um dedo em sua boca.
— Shiiii, primeiros vamos fazer uma tour pelo meu apartamento anti-garota-grudentas.
— O quê? Natsu, eu vim aqui para trabalhar.
— Sem mais palavras. Minha casa, minhas regras. Começaremos pela sala. Só tem um sofá, o que significa que apenas uma pessoa mora aqui.
— Você não tem televisão, então acho que qualquer pessoa que vier vai ficar com tédio e ir embora.
— Está vendo essa parede? – Natsu clicou num botão do controle remoto. – Ela é a televisão.
— Isso não faz mal pra vista?
— Faz. E o efeito não passa. Enfim, vamos ao banheiro. – Mostrou o ambiente. – Uma só toalha e a tampa do vaso sempre é levantada. Acho que as garotas vão entender o recado.
— Eu não tô nem aí para a arquitetura da sua casa, para falar a verdade.
— E agora o quarto! Um só travesseiro! Aqui definitivamente não é um lugar para se ficar por muito tempo.
— OK!!! PODEMOS ESTUDAR? – a loira revirou os olhos.
— Pode ser enquanto coloco As Branquelas na tv? Eu costumo me concentrar nas coisas quando assisto esse filme.
— Ai, tudo bem.
Minutos depois:
— AAAAAH, EU AMO ESSA PARTE!
— SOBE NO ÚLTIMO ANDAR DO EMPIRE STATES... – começou Natsu
— BATE NESSE PEITO DE MACACO VELHO, E TIPO ASSIM...
— SE JOGA! – gritaram juntos, espalhando pipoca por tudo que é canto.
— Cara, a gente deveria estar estudando – disse a loira se ajeitando na colcha.
— É, deveriamos. – o azulado bocejou. – Mas não sei se vamos. – sorriu bobo.
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