Katherine, Klaus e Elijah
3 Capitulo 3: uma nova Amizade
Notas iniciais
O dia amanheceu radiante, Klaus e Elijah saíram juntos para uma taberna, por ser um lugar frequentado apenas por homens, Rebekah saiu sozinha em direção a floresta. Lá ela se sentou entre as flores sentindo o sol tocar sua pele clara.
— olá. — uma voz a chama e ela vira-se para olhar. Era uma garota de pele bronzeada e cabelo cacheado.
— olá. — Rebekah responde com olhos analistas. O rosto daquela garota a era familiar, só não conseguia se lembrar totalmente de quem.
— qual seu nome? — Nunca a vi por aqui. — Katerina questiona. Rebekah passava a maior parte do tempo sozinha, como seus irmãos constantemente a ignoravam, uma amiga viria bem a calhar.
— cheguei á cidade há pouco tempo, me chamo Rebekah Mikaelson.
Katerina arregala um pouco os olhos, com surpresa. — Mikaelson? Como Niklaus? — ela faz uma pausa. — ora, onde estão os meus modos... Sou Katerina Petrova. É um prazer conhecê-la. — diz.
Rebekah da um pequeno sorriso, era bom encontrar alguem gentil para conversar. — também é um prazer conhecê-la, Katerina. Respondendo sua pergunta, sim, o Nik é meu irmão. — diz.
Os olhos de Katerina se arregalam novamente ao ouvir tal informação.
— então você é a irmã... Ele me disse que tinha uma. Posso me sentar? — gentilmente, Katerina a pergunta.
— claro. Então você conhece o Nik... — Rebekah diz puxando o assunto, Klaus nunca falava para estranhos sobre a familia.
Katerina se senta proxima a Rebekah e começa a falar:
— eu o conheci na floresta, acabamos nos aproximando. — ela da um sorriso bobo. — meu pai deixou ele esposar-me.
Os olhos de Rebekah a encaram assustada com o que saía de sua boca. Klaus estava louco, Mikael acabaria com a felicidade dele em um piscar de olhos, e desta vez uma vida inocente poderia ser levada. — vocês estão noivos?
— sim. Nos amamos. — responde.
O seu jeito de falar amoleceu o coração da loirinha. Foi então que ela descobriu o real motivo da felicidade de seu irmão nos ultimos dias.
— que bonito. Tenho certeza que vocês podem ser muito felizes. — diz a loira.
Katerina sorriu ao ouvi-la.
— sim, seremos. — afirmou.
Rebekah encarou a moça por alguns instantes, imaginando se na sua cabeça se passava o fato do que Klaus era. Um vampiro original, psicopata, assassino e sanguinario. Ela correu os olhos para quatro homens que iam passando a cavalo, um deles chamou sua atenção, os dois se olharam. Katerina percebeu a troca de olhares entre Rebekah e o jovem rapaz de cabelos castanhos, pele branca e lindos olhos azuis, que ia passando por ali.
— Gostou dele? — Perguntou Katerina com um sorriso lateral para Rebekah.
— a-ahm... — Rebekah desviou a atenção do rapaz. — eu achei ele bonito. — sorriu.
— o nome dele é Miguel. Seu pai é marceneiro.
— hum... como sabe de tudo isso?
— È uma longa historia. — Katerina não quis continuar. — gostou dele? — perguntou novamente.
— eu não sei... Ele me atraiu um pouco. — respondeu.
Katerina sorriu e manteu-se em silencio.
— Vai com quem na festa da fogueira hoje á noite? — perguntou Rebekah quebrando o silêncio.
— não sei, digamos que eu não tenha muitos amigos por aqui. Tive sorte de encontrar o Nik, agora você, e anteriormente o Elijah. — reponde.
— Então quer dizer que já conheceu o meu nobre irmão Elijah... — ela faz uma pausa. — interessante.
— bom, mais ou menos. Ele foi até a minha casa conversar com o meu pai, para aceitar meu laço com Nik. Não nos falamos muito.
Rebekah lançou um olhar investigativo para Katerina e ficou pensando, e se... bem, e se ela e o Elijah ficassem muito próximos e acabassem se aproximando mais do que deviam? Como uma coisa leva a outra, e se eles acabassem se apaixonando?
— vocês não se viram depois disso? — questionou curiosa.
— não... Mas pretendo vê-lo para agradecer pelo que fez. — Katerina sorriu fraco.
Elijah era um bom homem, e estranhamente algumas moças que Klaus se aproximava, sentiam afeições por Elijah. Rebekah começou a temer e lembrou-se da ultima vez que os dois se apaixonaram pela mesma garota, quase resultou em desastre.
— podemos ir juntas á festa da fogueira. — Rebekah sugeriu.
— eu adoraria! — Katerina sorriu.
Depois de tudo combinado, as duas foram para casa.
A tarde passara rápido, logo o céu começou a ser iluminado por estrelas, a lua estava cheia. Katerina arrumava o cabelo na frente do espelho. Rebekah já estava pronta, mas não saiu de casa porque teve que convencer Klaus a deixá-la ir a festa.
— eu já disse que não! — insistiu Klaus.
— Nik, é uma festa para pessoas de todas as idades! Você não pode me privar das coisas, eu sei me controlar. Sabe disso! — Rebekah beteu o pé.
— Vai haver varios humanos nessa festa, não podemos nos arriscar, é perigoso. — disse o irmão.
— quem é você pra falar de perigo agora? Você sempre se arrisca, quase não consegue deixar uma vitima viva. — ela teima.
Elijah se intromete.
— Niklaus tem razão, irmã. É uma festa onde vai haver varias pessoas... Não sabemos o que vamos encontrar por lá além disso.
Rebekah revirou os olhos.
— até você? — ela deu alguns passos arrastando seu vestido azul no chão. — para a informação de vocês dois, eu vou na companhia de uma amiga.
Klaus e Elijah se entreolham.
— não sabia que tinha amigos. — Klaus debochou.
— Niklaus... — Elijah repreendeu e ficou curioso. — amiga?
— sim! amiga... É a Katerina. — responde.
Klaus franziu o cenho, Elijah notou sua expressão.
— É perigoso... — sussurrou Elijah.
— deixarei você ir a festa, Rebekah. — disse Klaus. — mas nós tambem vamos. — Ele olhou para Elijah, Rebekah não gostou muito, mas era melhor do que nada.
Rebekah e Katerina chegaram à festa da fogueira, haviam pessoas bebendo, algumas dançando ao som de tambores e flautas que soavam uma melodia agradável. De longe Rebekah avistou Miguel que estava sentando num banco prestando atenção na musica, logo que vira Rebekah, começou a retribuir o olhar encantador.
— você devia ir até lá falar com ele. — Katerina sugeriu.
— você acha? — Rebekah ficou com duvidas.
— sim, há uma quimica entre vocês. Ele não para de te olhar. — Katerina sorriu.
Rebekah deu mais uma olhada no rapaz que levantou o copo em direção a ela e virou o mesmo na boca. Ela ficou de costas para ele, frente a frente com Katerina.
— estou bonita? — perguntou ajeitando um pouco o cabelo.
— sim, você está. — respondeu avaliando a amiga.
— então me deseje sorte. — Rebekah saiu ao encontro de Miguel antes que Katerina pudesse falar algo.
— Boa sorte! — respondeu depois que Rebekah saiu.
Klaus e Elijah chegaram a festa já um pouco tarde, haviam mais pessoas, e cada vez chegavam mais. Klaus procurava Katerina pela multidão correndo os olhos entre as pessoas, logo perdeu Elijah de vista e ficou um pouco até satisfeito, ele achou até que o irmão havia feito isso de propósito para que ele pudesse ficar a sós com sua amada.
Enquanto Klaus procurava por Katerina, Elijah estava de frente a uma barraca de bebidas escolhendo o que ia beber aquela noite. Ele sentiu alguém cutucar suas costas, quando virou-se deu de cara com Katerina que sorria para ele.
— que bom te encontrar aqui! — disse ela.
— Katerina... A que devo a honra? — Elijah como sempre, cavalheiro.
— eu queria agradecer pelo que fez outro dia em relação ao meu pai. Muito obrigado Elijah, graças a você eu e o Nik vamos nos casar. — Seus olhos brilharam de felicidade.
Elijah sorriu de lado e assentiu sem falar mais nada.
— falando no Nik... Ele veio? — perguntou curiosa.
— sim. Inclusive ele está procurando por você. — respondeu.
— não o vi, e olha que eu já dei várias voltas, queria encontrar Rebekah... A perdi de vista. — disse correndo os olhos entre os ombros de Elijah.
— a Rebekah saiu de perto de você? — Elijah começou a preocupar-se.
— sim! mas talvez ela esteja a minha procura também. — ela deu um sorriso para disfarçar a tensão, estava apelando para que Elijah não fizesse mais perguntas, e ele não fez. Continuou em silencio e torcendo para que Klaus os encontrassem logo, só assim ele poderia deixá-los a sós e ir a procura de Rebekah.
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