Kakatte Koi
15 O Jantar (Revisado)
Notas iniciais

POV Daigo
Depois que Kai subiu para se arrumar, comecei a pensar no que poderia fazer para esse jantar inesperado, era mais que justo Uruha aparecer para ver o namorado, ele só sabe que Kai tem problemas com distúrbio alimentar, então não adianta fazer muita comida, pois será apenas para uma pessoa.
Verifiquei o que tinha feito para o almoço, encontrei na geladeira uma peça já pronta de sushi só para cortar e decorar numa bandeja que daria para servir duas pessoas. Separei dois molhos um de wasabi e um molho shoyu para acompanhar os sushis e fiz também uma salada sunomono, uma refeição perfeita.
Algum tempo mais tarde …
Kai aparece na cozinha, todo arrumado trajando uma calça preta com uma camiseta lisa, jaqueta de couro com um coturno médio também na cor preta, seus cabelos ainda estavam molhados jogados um pouco na frente do rosto e o restante para trás. Kai estava usando lentes azuis e fez uma maquiagem leve com apenas um delineado preto em volta dos olhos e uma sombra marrom dourado realçando seus olhos, apenas um gloss nos lábios para dar um brilho.
Estava lindo como sempre, parecia mais confiante sem aquele medo do encontro e dá fome voltar e perder o controle de si mesmo. Tive que comentar sobre o uso das lentes o deixando um pouco envergonhado.
― Kai-kun está usando lentes azuis! Ficaram ótimas por sinal, quis ficar diferente para o jantar?_ Kai me olha mostrando suas covinhas num sorriso de lado.
― Surpreso! Acha que ficou bom, Daigo-kun?_ Kai pergunta minha opinião, sou suspeito por que gosto dele, mais amo sua parte vampira. — Quando fui no ensaio, meus olhos vermelhos apareceram quando eu tocava e Uruha desconfiou da mudança de cor e dei desculpa que usava lentes, caso aconteça o azul disfarça a cor natural.
― Ah…! Kai-kun, ficou bom sim. Boa idéia assim você não fica nervoso, se seu lado vampiro aparecer por algum motivo. _ Kai está preocupado sobre o Uruha descobrir sobre ele. — Apesar que eu gosto quando eles ficam vermelhos são lindos.
― Yutaka tem sorte, pois pode ser ele mesmo para Daigo-kun. _ Kai fica um pouco triste ao falar que tem que disfarçar que ele é humano. — Não sei se Uruha iria aceitar o que sou, sendo que eu mesmo não aceito.
― Não deixa isso lhe afetar Kai-kun, um dia você aceita e pode contar para ele._ Kai se aproxima para ver o que estou fazendo. — Agora tenho que terminar de montar esse prato e só falta arrumar a mesa no salão.
― Boa idéia servir Sushi, Daigo-kun. Será que Uruha-san vai gostar? _ Kai fica pensativo me olhando montar o prato.
― Com certeza, já vi ele comendo quando veio ao restaurante com a banda antes de Kai-kun criar coragem para falar com ele. _ Kai fica me olhando impressionado com minha resposta.
Como um bom profissional, presto muita atenção nos pedidos dos clientes, assim sei o que eles gostam ou não. Kai está sempre ocupado sendo anfitrião recebendo os convidados, nem sabe dos seus gostos, afinal ele nem come mais. Comecei a dar mais importância aos gostos de Uruha-san quando Kai se interessou por ele, tanto que seu favorito é a sobremesa de mousse de vinho.
― Que memória Daigo-kun tem, lembrar do que os clientes gostam..._ Kai dá uma risada gostosa, parece mais descontraído com essa conversa. — No que posso ser útil, o que falta arrumar?
― Faz parte do trabalho conhecer o gosto dos nossos clientes. Já estou terminando aqui, nem vou precisar de ajuda. Assim Kai-kun nem suja as suas mãos, aqui beba coloquei um pouco de vinho para você não sentir fome._ O prato foi fácil de montar já estava finalizando quando começamos essa conversa. — Só falta arrumar a mesa, colocar os pratos e as bebidas que estão em cima da pia.
― Arigatô Daigo-kun por cuidar de nós. Vou levar tudo e arrumar lá, já está quase na hora dele chegar. Estou ficando nervoso e preciso fazer algo para me distrair. _ Kai está ficando apreensivo com esse jantar, está com medo de não manter o controle da fome, o vinho ajuda mais o efeito passa rápido. — Vou tocar um pouco enquanto espero Uruha-san.
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Por volta do horário marcado escuto a campainha da porta, já deduzo que Uruha chegou. Kai está distraído tocando e não deve ter ouvido, ajeito minha roupa e vou fazer a recepção abrindo a porta.
― Konbanwa, Uruha-san! Seja bem-vindo. Prazer em vê-lo. _ Uruha fica meio surpreso que fui eu que lhe atendi.
― Konbanwa, Daigo-san. Ainda por aqui? Kai-san está melhor? _ Uruha parece preocupado com Kai.
― Sim, só estou deixando tudo arrumado. Kai-san melhorou sim. Está a sua espera no salão ._ Aponto na direção do salão ele me acompanha até lá.
― Agradeço que você sempre está por perto para ajudar Kai-san. _ Aceno com a cabeça que sim e dou sorriso com a consideração dele.
Uruha é bem atencioso e ficou bem preocupado com o problema de estômago do Kai desde o último encontro que ele passou mal. Assim que entramos no salão Kai já estava saindo da bateria para encontrar com o namorado.
― Uruha-san você veio mesmo! Deu tudo certo com ensaio? Fiquei bem chateado por não ter conseguido ir, mas não estava passando bem._ Kai veio correndo ao encontro de Uruha e deu um selinho nele, tive um sentimento meio estranho ao ver ele com Uruha.
― Lógico! Fiquei preocupado com você, quando avisou que não podia ir no ensaio. Sim, correu tudo bem. Kai-san adorei sua composição da melodia da música na bateria._ Kai treinou a semana toda essa música, gostei muito também quero muito ouvir ela pronta. — Ruki, Aoi e Reita mandaram melhoras para você também.
― Kawaii!! Queria muito ter ido comemorar com a banda, gosto muito deles._ Kai segura no braço de Uruha e mostra a mesa que ele arrumou.
Kai foi muito caprichoso colocando uma toalha branca de cetim e uma outra quadrada no tom vinho de bico fazendo um mosaico, depois dois pratos com os talheres de um lado e guardanapo dobrado com um laço e os hashis em cima dos mesmos. O balde de gelo com as bebidas no centro mesa com copos pequenos para o sakê e duas taças para o vinho. Colocou duas cadeiras com capas no encosto igual a toalha e um castiçal de velas perto das bebidas e ligou o som ambiente para completar a surpresa para Uruha.
― Kai-san, o que é tudo isso!? Por que a mesa está toda decorada para um jantar a dois? _ Dou um sorriso contido, pensando como Uruha pode ser mais lerdo que a timidez do Kai, realmente eles se completam.
― Por que é para um jantar a dois, meu amor! Quando você disse que vinha me ver, pedi para Daigo-kun preparar um prato para eu comemorar só com você._ Uruha está encantado com a surpresa._ Já que não fui no almoço com a banda, quis recompensar minha ausência, pelo seu rosto acho que acertei.
― Por isso você ainda está aqui, Daigo-san._ Uruha sorri quando fala olhando na minha direção._ Para servir o jantar! Adorei a surpresa Kai-san.
― Uruha-san, estou sempre aqui para ajudar. _ Vejo Kai puxar uma cadeira para Uruha se sentar. — Kai-san ficou bem sentido por não poder ir no ensaio e comemorar o lançamento do single, que ele ensaiou a semana toda. Nada mais justo do que ajudá-lo com jantar.
― Daigo-kun é meu melhor amigo, Uruha-san. Não sei como retribuir sua ajuda com o restaurante e por cuidar de mim nas minhas crises. _ Kai sempre me envergonhando e exagerando no elogio.
― Estou muito agradecido por sua paciência Daigo-san, por ser tão prestativo e um bom amigo para meu Kai-san. _ Uruha me elogia por cuidar do Kai.
― Chega disso, vocês dois! Assim ficou envergonhado. Se posso ajudar, o faço com o maior prazer, Kai-san é muito bom para mim._ Me despeço deles e sigo em direção a cozinha. _ Vou deixar vocês a sós, já volto com a comida.
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POV OFF
Daigo se encaminhou para cozinha, deixando o casal no salão indo atrás do prato de sushi que havia preparado para a ocasião. Separou os molhos nas tigelas de porcelana colocando ao lado da bandeja em forma de canoa com o sushi.
Voltando ao salão, Uruha e Kai estavam conversando bem animado. Kai já havia aberto o sakê e servido nos dois copos menores, mais só acompanhava observando o outro beber. Daigo se aproximou e colocando a bandeja na mesa e os molhos de shoyu e wasabi.
― Bom apetit! Bom jantar para vocês, se precisar de algo estarei na cozinha, é só chamar. _ Daigo fala depois de servir no prato de ambos.
― Arigatô Daigo-kun, está linda a decoração do prato. _ Kai agradece e elogia o capricho do Daigo com a apresentação do prato.
― Sushi!? Adoro meu favorito, foi idéia sua Kai-san? _ Uruha pergunta olhando para o namorado.
― Não foi Uruha-san. Outra vez tenho que agradecer a Daigo-kun por ser atencioso e observador aos pedidos dos clientes que frequentam o restaurante. _ Kai faz outro elogio ao Daigo, que fica envergonhado.
― Daigo-san, meus parabéns! Que ótima memória você tem. Eu mesmo não lembro o que comi ontem, imagina lembrar o gosto de cada pessoa que vem ao restaurante. _ Uruha agradece a Daigo ao seu lado apertando sua mão.
― Uruha-san faz parte do meu trabalho saber o que os clientes gostam ou não. Assim como vocês lembram de tocar uma música inteira só de cabeça sem olhar nos papéis. _ Daigo responde fazendo ambos rirem, pois de certo modo é verdade.
― Vendo por esse ângulo é a mais pura verdade, sei tocar só de memória, às vezes me pergunto ainda porque ensaiamos tanto. _ Uruha dá um sorriso bebendo mais um pouco de sakê.
― Me dêem licença, Uruha-san, Kai-kun! Estarei na cozinha me avisem quando for para trazer a sobremesa. _ Daigo sai em direção a cozinha para dar privacidade ao casal.
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Algum tempo depois, o jantar parece estar dando certo, mas Kai começa a sentir a fome voltando e fica um pouco nervoso que Uruha percebe que ele não tocou na comida.
― Kai-san, você nem tocou na comida, está muito delicioso, devia tentar comer um pouco.
― Estou sem fome agora, quando Daigo estava preparando eu comi alguns, mesmo ele dizendo que iria tirar meu apetite.
― Ele tem boas mãos mesmo para cozinhar, estão ótimos tanto na textura quanto no sabor.
― Podemos beber um vinho para acompanhar, estou adorando ver você comer.
Kai se levanta, tira o vinho do balde de gelo, tira o lacre e procura na mesa o abridor para o vinho não encontrando, esquecendo de trazer quando arrumou a mesa.
― Uruha-san, não estou vendo o Daigo, vou na cozinha abrir o vinho já volto, meu amor.
― Não se demore muito quero provar sushi com vinho, antes que eu acabe comendo tudo.
Kai encosta seus lábios nos de Uruha lhe dando um selinho e um sorriso mostrando suas covinhas recebendo um sorriso de volta dele. Segue caminhando para a cozinha rapidamente, precisava abrir logo aquela garrafa e controlar sua sede, o medo de perder o controle era a causa do seu nervoso.
Ao entrar na cozinha Kai não vê Daigo, indo direto para as gavetas procurar o saca-rolhas por estar distraído não percebe que o moreno se aproximar e tocar no seu ombro o fazendo assustar e por instinto lhe mostrar suas presas.
― Kai-kun, se acalme sou eu Daigo, suas presas estão aparecendo. Qual o problema por que está tão nervoso?
― Droga, maldito instinto de proteção vampira! Não estou achando o abridor para o vinho, e a fome está doendo e apertando meu estômago, tinha que sair de perto dele.
― Me dá aqui essa garrafa Kai-kun! Se recomponha enquanto abro, onde foi que eu vi o abridor da última vez.
Daigo procura em mais duas gavetas para encontrar, abrindo a rolha indo entregar para o ele ficou encostado no balcão se acalmando. Mas ao esticar a garrafa não é mais o Kai e sim Yutaka, o susto e as presas trouxeram o vampiro à superfície assumindo o lugar do outro.
— Arigatô, Daigo neko-chan! Já acalmei o Kai.
— Yutaka!? O que você vai fazer? Traz o Kai de volta.
― Só vou me apresentar para Uruha, sei que o Kai falou de mim. Neko-chan agora não, o Kai estava se descontrolando e ia estragar tudo de novo.
― Uruha é namorado do Kai, ele vai ficar muito bravo com você. E afinal de contas o que eu sou para você?
― Adoro provocar o Kai. Mais não fica com ciúmes, Neko-chan eu lhe amo!
― Como assim!? Mas está indo flertar com Uruha? Yutaka, volta aqui seu vampiro abusado!
― Não demoro Neko-chan, já volto para brincar contigo.
― Yutaka... se você me ama… não faz isso…
Daigo segurava no braço de Yutaka tentando impedi-lo de ir ao salão, mas o vampiro foi mais esperto num movimento rápido se soltou das mãos do moreno indo para porta dando um sorriso malicioso e acenando para o ele, deixando Daigo falando sozinho no meio da cozinha.
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Yutaka chega ao salão com uma garrafa de vinho na mão, olhando Uruha comendo o sushi e bebendo o sakê aguardando seu namorado voltar.
― Gomen pela demora não estava encontrando o abridor, Uruha ahiru-chan. _ Yutaka se aproxima da mesa e olha para Uruha, o guitarrista lhe responde juntando os lábios como um bico de pato.
― Nem vi o tempo passar, estava degustando essa maravilha lhe esperando trazer o vinho. _ Uruha pega as taças virando para Yutaka servir o vinho ainda não percebeu a mudança.
― Então aqui está lindo Ahiru-chan, vinho tinto para degustar com sushi. _ Yutaka serve as duas taças bem cheias e puxa sua cadeira para bem perto de Uruha e faz um brinde encostando as taças. — Pelo lançamento do novo single da banda.
― Sim, pela banda que seja um sucesso. Kai-san você tá diferente por que tá me chamando Ahiru-chan, por que acha que me pareço com um pato?_ Uruha agora notou uma mudança no comportamento do Kai.
― Ahiru-chan, ver você comendo me lembra um patinho, quando faz esse biquinho com os lábios é tão lindo, dá vontade de morder de tão gostoso. _ Yutaka bebeu todo o vinho da sua taça e estava colocando mais, estava perto demais do patinho tentava controlar sua sede e a vontade de atacá-lo bebendo maiores quantidades de vinho. _ Diferente?! Kai deve ter falado de mim, mas aposto que foi mal.
― Sério mesmo?? Que meus lábios são assim. _ Uruha fica envergonhado com as bochechas vermelhas. _ Kai falou que tinha um alter-ego, um outro “eu” que aparece algumas vezes. Se bem que não entendi direito até agora._ Uruha gargalha alto, pois ainda não entende como ele pode mudar assim de tímido para atrevido está atribuindo o fato a bebida.
― Deixa eu me apresentar: Sou Yutaka, a seu dispor Uruha ahiru-chan, estou aqui para realizar seus desejos seu pato gostoso. _ Yutaka bebe mais um pouco do vinho, passando a língua pelos lábios maliciosamente mordendo o canto da boca, só provocando o Uruha.
― Ah… tá bom! Já que é assim. Vou me apresentar também... Sou Kouyou é um prazer conhecê-lo Yutaka, meu desejo é ganhar um beijo com sabor de vinho, você pode realizar meu pedido? _ Uruha deve já estar com sinais de embriaguez, pois está achando que é um jogo de sedução e não está acreditando que Yutaka é um outro eu do Kai.
― Seu pedido pode ser realizado sim, é só fechar os olhos Ahiru-chan vou lhe dar o que você deseja. _ Uruha fechou os olhos esperando ansioso pelo beijo.
Yutaka passa o dedo no vinho e o leva até os lábios dele fazendo todo contorno deixando Uruha sentir o líquido que escorreu no canto da boca passando a língua, abrindo em seguida os olhos vendo o sorriso travesso vindo do moreno que o fez de bobo.
Uruha se inclina para reclamar, mas Yutaka lhe segura levando a mão atrás da sua cabeça o puxando para perto, colando seus lábios lhe dando um beijo longo e depravado aproveitando o sabor do vinho. Por estar próximo a ele, a outra mão de Yutaka vai até as coxas do guitarrista indo parar na virilha, onde fica esfregando seu membro intensificando a pegada, provocando gemidos durante o beijo que se mantém cada vez mais profundo e voraz.
Uruha acabou parando o beijo para recuperar o fôlego, pois a falta de ar lhe ocorreu mais rápido por conta da provocação do moreno nas suas partes íntimas. Fazendo Yutaka suspirar profundamente fixando seus olhos na reação do mesmo.
― Desejo concedido Ahiru-chan. Satisfeito? Ou quer fazer outro pedido? _ Yutaka se afasta de Uruha tirando a mão de suas pernas, agora segurando a taça ele termina com o vinho.
― Agora quero experimentar sushi com vinho. Gostei do beijo com vinho, foi muito prazeroso, Yutaka. _ Uruha bebe o restante do vinho na sua taça, então eles olham a garrafa e já está pela metade, na brincadeira beberam e nem perceberam.
― Sorte sua que ainda sobrou um sushi. Que tal eu mergulhar no molho e servir na sua boca Ahiru-chan. Fecha os olhos para não estragar a surpresa. _ Yutaka segura a porção de sushi com hashi que ele mergulha no vinho, toca os lábios de Uruha que abre para degustar o aperitivo.
― Humm… Yutaka você me enganou e mergulhou no vinho é delicioso mais falta algo.
Uruha está com os olhos fechados e Yutaka se aproxima perto do seu pescoço, ele dá um cheiro e passa a língua na ponta da orelha fazendo ele estremecer e sussurra no seu ouvido.
― Gostou da surpresa? Olhe no meus olhos vou tentar descobrir o que falta._ Uruha abre os olhos e fixa nos dele que estão brilhantes num azul avermelhado por causa da lente parecem fogoso e cheios de desejo._ Sei o que falta um beijo e a sobremesa de vinho.
Yutaka sorri mostrando suas covinhas e encosta seus lábios nos de Uruha para mais um beijo voraz, onde a língua agora pede passagem para se aprofundar com o ósculo, numa batalha com o encontro das línguas, que só será cessado quando o ar for necessário.
Uruha solta outros gemidos, pois uma das mãos de Yutaka se aventura novamente nas suas coxas chegando outra vez sua virilha que já apresenta indício de excitação, esfregando e provocando Uruha enquanto o beija fogosamente.
Por fim o ósculo do beijo é quebrado por Uruha que está ofegante com a respiração alterada, esse beijo foi mais intenso e profundo com vontade de algo mais íntimo. Yutaka o provocou deixando-o excitado com a sua mão alisando seu membro por cima da calça.
― Deixa eu pedir nossa sobremesa agora. _ Yutaka afasta sua cadeira até ver a porta da cozinha, onde visualiza Daigo olhando pelo vidro. Acenando para ele chamando-o — Daigo-chan, sei que está me ouvindo pode trazer a nossa sobremesa?
― A sobremesa de vinho é meu doce favorito. Também vem acompanhado de mais um beijo suculento seu? _ Uruha está excitado querendo algo mais profundo que apenas os beijos.
― Uruha ahiru-chan, foi bom brincar com você quando quiser de novo, Yutaka estará aqui a seu dispor é só chamar. Agora seria bom dividir a sobremesa com o Kai, quem sabe você ganha um beijo dele. _ Yutaka fala acenando para Uruha que fica sem entender nada, ele olha para atrás vendo Daigo trazendo a bandeja com dois doces. _ Hora de trazer o Kai de volta.
Daigo se aproxima cabisbaixo com a bandeja parando entre Kai e o Uruha, entregando o doce a Uruha que agradece acenando com a cabeça. Ao entregar a sobremesa para Yutaka não esperava que o vampiro havia trazido o Kai de volta que se assusta com a sobremesa.
― Daigo-kun, porque já está servindo a sobremesa, ainda não jantamos… _ Kai olha para a mesa a bandeja vazia, o vinho foi aberto está pela metade com as taças usadas e Uruha lhe encarando um tanto confuso.
― Kai-kun, você deve ter dormido durante o jantar, pois não há mais comida na mesa, só um prato vazio. _ Daigo afirma para Kai que ele perdeu o jantar, coloca o prato vazio na bandeja e se afasta da mesa bem triste.
― Eu ainda não estava acreditando que você tinha um alter-ego, mesmo agora vendo a mudança com meus próprios olhos ainda estou em dúvida. Kai-san agora é você mesmo? _ Uruha está confuso mesmo vendo a mudança de comportamento quer confirmação com sua pergunta.
― Lógico que sou eu, Uruha-san! Acredito que você jantou com Yutaka, avisei que tinha um problema com meu alter-ego, sempre me pregando uma peça._ Kai fala com a voz embargada quase chorosa, como o vampiro pode dominá-lo ele nem perceber.
— Não fica assim Kai-san, com o tempo eu acostumo que estou namorando com um duplo, ele é divertido e atirado. Mas o foi seu jeito tímido e envergonhado que me chamou atenção e me conquistou fazendo gostar de você. _ Uruha se aproxima puxando sua cadeira para perto, esticando a mão passando no rosto do Kai, fazendo carinho e acariciando seu cabelo. — Fica triste não, podemos degustar a sua especialidade juntos. Será que ganho um beijo com sabor doce?
― Juro que achei que você não fosse me compreender. Iria embora quando visse a confusão que sou. _ Uruha olha com carinho para Kai que está envergonhado com o acontecido. — Sobre o beijo você pode ganhar quantos quiser, você merece por ser tão compreensivo e amável, meu lindo Uruha-san.
― Meu amor, não quero lhe ver triste! Vamos aproveitar o resto da noite, afinal isso é uma comemoração, em breve faremos um show grande para muitas pessoas._ Uruha parece ter conseguido animar Kai. — Tudo graças a Kai-san o novo baterista do The Gazette.
― Deixa eu lhe ajudar com o doce, quero aproveitar cada minuto com você. _ Kai pega o garfo da mão do namorado corta um pedaço e leva a boca dele, em seguida lhe dá um beijo rápido selando seus lábios enquanto ele mastiga. — Te amo muito Uruha-san!
Apesar de toda a confusão com o alter ego Yutaka, o jantar finalmente deu certo. Terminada a sobremesa Kai dá mais alguns beijos e começa a sentir os efeitos da fome apertar seu estômago e o perfume do namorado começa a ficar inebriante demais ativando seus instintos e o medo de não se controlar volta. Kai então se desculpa alegando já ser tarde, dizendo que a noite foi muito agradável e eles se despedem.
Kai acompanha Uruha até a porta dando mais uns beijos na despedida, acena até ele entrar no carro e partir. De volta ao restaurante se encaminha para cozinha para saber do Daigo o que aconteceu e tirar uma satisfação com o vampiro safado que tomou seu lugar.
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POV Kai/Yutaka
Assim que cheguei e abri a porta da cozinha vi que Daigo observara tudo o que aconteceu e sua feição não era nada agradável seu rosto estava vermelho com jeito que havia chorado, com certeza ele estava muito bravo com o vampiro. Daigo estava terminando de arrumar a cozinha e apenas levantou olhar para me ver continuando a lavar a louça.
Por que Yutaka apareceu no encontro, havíamos combinado que ele ficaria com Daigo e não iria interferir no meu namoro. Agora Daigo estava triste com razão, seu namorado foi flertar com Uruha, como já havia feito antes do Daigo descobrir sobre nós. Eu queria poder bater e socar Yutaka como se ele fosse uma pessoa de verdade, mas ele fazia parte de mim, o que me deixava mais possesso por que só poderia falar e xingar isso se ele aparecesse para levar o sermão.
Então parei em frente a pia para conversar com Daigo, que não estava a fim de me olhar nos olhos para responder minhas perguntas. Um silêncio se fez como eu não sabia como começar, ele acabou falando quebrando aquela situação constrangedora que se formará ali.
― Uruha-san foi bem embora? Ainda bem que ele gostou da comida, não houve desperdício._ Daigo pergunta com a voz baixa quase não o escuto.
― Ele estava um pouco alto da bebida, mas disse que conseguia dirigir de volta. Sim, ele adorou o jantar e a sobremesa._ Respondo mais ele continua sem me olhar.
― Ao menos alguém saiu contente desse jantar. Uruha foi bem servido por Yutaka, eu vi ele se divertindo. _ Percebo sua frustração no comentário.
― Daigo-kun, você sabe me dizer o que aconteceu? Só lembro de ter vindo abrir a garrafa de vinho em seguida vejo você me servindo a sobremesa. _ Queria saber porque Yutaka faria isso, Daigo sempre foi tão bom para nós.
― Sobre isso você devia perguntar para Yutaka._ Agora sim ele altera a voz e demonstra seu descontentamento. — Aquele… vampiro abusado! Que raiva fiquei, ele teve o desplante de dizer que me amava e que só ia se apresentar para Uruha. O que eu vi foi ele beijando descaradamente o Uruha, ainda ficou brincando de dar comida na boca nele se insinuando todo fogoso.
― Por isso Uruha, estava com rosto vermelho e suado, quando falou comigo senti sua respiração alterada. Cadê ele agora? Yutaka apareça… Você disse que eu podia confiar em ti, olha só o que você aprontou com Daigo-kun.
― Kai-kun, você não parece bem, tá com fome de novo? O vinho não sustenta muito tempo, sorte que durou durante o jantar. _ Daigo terminou com a louça, mas continua encostado na pia e me olha com um ar de preocupado. — Onde você deixou seu celular? Devia ligar para o Kamijo, pode ser que ele já chegou assim pode trazer sangue para ti, faz muitos dias que você tá sem se alimentar.
― Sim, estou com fome, meu estômago está doendo muito, mas preciso resolver esse problema antes com Yutaka primeiro. Acho que deixei o celular no salão em cima da bateria, depois eu tento ligar. Seu vampiro abusado precisamos conversar.
Agora ele não aparece sabe que aprontou, já estou acostumado com suas provocações e pensei que estava me ajudando a conquistar Uruha e me protegendo de perder o controle, mas estava usando esse momento que estamos passando fome para assumir o corpo e ficar se engraçando para o meu namorado e ferindo os sentimentos do Daigo, isso não se faz.
“O que você quer Kai, eu salvei o jantar do seu descontrole, por que quer brigar comigo? “
— Talvez, mas eu já estava me acalmando, não precisava fazer o que fez.
“O que eu fiz? Além de me apresentar para Uruha e deixar de ser uma sombra.”
— Ainda tenho que dizer, esqueceu que você tem um namorado agora? Você prometeu que não ia machucar ele.
“Como assim!? Não machuquei meu Neko-chan eu o amo. Falei para não ter ciúmes que já voltava para brincar com ele.”
— Não quero dizer fisicamente. Você ter exagerado na apresentação com beijos e outras coisas que nem vou dizer, conta como machucar.
“Neko-chan ficou bravo quando fui conhecer Ahiru-chan.”
— Acha que é fácil ele ter que dividir esse nosso corpo com Uruha e ainda na primeira oportunidade você o trai com meu namorado, se isso não for machucar não sei o que é…
Com essa afirmação Kai deixa a conversa fluir entre Yutaka e Daigo.
“Não percebi que isso iria magoar os seus sentimentos. Nunca tive namorado, eu e Kai sempre fomos sozinhos…”
― Yutaka achei que eu fosse especial e importante para você, mas até apelido você deu para Uruha-san e não quer que eu fique com ciúmes. _ Daigo comenta.
― Neko-chan você é especial sim, cuida de mim e gosta do que sou, não achei que fosse lhe magoar. Uruha parece um patinho fofo por isso o apelido.
― Não me chame mais assim Yutaka, achei que éramos íntimos para nos tratar por apelidos. Mas você deu um apelido para ele também, então vai ficar com seu patinho fofo.
― Daigo neko-chan não foi por querer, só queria ajudar o Kai não detonar o nosso corpo e acabei exagerando com Uruha e magoei quem eu amo. Pode me perdoar por esse deslize?
Daigo fica pensativo e não olha para mim sai na direção da dispensa pegando sua mochila juntando suas roupas e pertences.
“Será que ele pensa em ir embora? Não posso deixar ele ir até resolvermos isso.”
― Preciso ficar sozinho para pensar no que aconteceu e nesse nosso relacionamento que não é nada normal. Fiquei apaixonado por um vampiro que divide o corpo com outro eu que acha que pode ser humano e agora também tem um namorado, o qual você ficou aos beijos e ainda vem dizer que me ama.
― Gomennasai Neko-chan, não vai embora me deixa explicar. Eu te amo! Uruha é só uma presa que gosto de brincar.
― Já disse Yutaka, não me chame mais assim. Vou para minha casa preciso colocar as idéias no lugar. Uruha-san não é uma presa, ele também tem sentimentos, devia respeitá-lo.
― Neko-chan só vai ir embora quando dizer que vai desculpar Yutaka, por ficar com a presa no lugar dele, ainda quero brincar contigo.
― Agora não é hora para suas brincadeiras. Estou muito bravo com você. Vou para minha casa esfriar a cabeça. Você está falando estranho? Precisa se acalmar, assim vai ficar descontrolado por causa da fome.
Sinto um cheiro de frustração misturado com medo vindo de Neko-chan. Estou gostando da sensação, é divertido lhe provocar e ver como ele fica bravo parece saboroso.
“Não dá para ele sair se a porta estiver trancada.”
― Yutaka, agora não estou no clima para brincar, quero ir embora. Você sabe que não tenho medo de você, e não me assusta com esses seus joguinhos.
Daigo termina de arrumar sua mochila, não estou conseguindo convencer ele a ficar realmente ficou bravo comigo. A dor no meu estômago não está me deixando pensar direito, sinto essa fome me apertando, ele precisar ir embora posso perder o controle se já não estiver.
“Por que estou tentando assustar ele? Meu instinto está me dominando, ele corre perigo se ficar aqui.“
Sou tirado dos meus pensamentos ao escutar seu gemido de dor e reclamar de um botom que abriu numa camiseta ele tentava guardar na raiva. Daigo coloca o dedo na boca rapidamente, mas não consegue disfarçar o cheiro do sangue, sem querer furou o dedo.
Péssima hora para isso acontecer todo meu ser se volta para o aroma daquilo que pode saciar minha fome, estou perdendo o controle, minhas mãos estão tremendo, minhas garras estão surgindo. A vontade de agarrá-lo se torna mais intensa, agora não estou conseguindo mais segurar meu instinto de sobrevivência, quero muito provar seu sangue quente, todo meu interior se incendeia, preciso tê-lo já posso sentir minhas presas furando aquela pele branca e perfumada.
― Neko-chan que cheiro bom é esse. Vou querer provar já tô sentindo meu estômago se revirando de fome. _ Daigo estava encostado na pia com sua mochila, ele nem viu eu chegar por trás e pegar seu dedo colocando-o na minha boca.
― Yutaka, não faz isso… vai piorar sua fome! Preciso ir embora urgente agora. _ Daigo puxa o dedo mais já provei e o sabor é muito bom tá me corroendo por dentro preciso provar mais.
― Delicioso quero provar mais, você não vai fugir de mim._ O que estou fazendo?
“Daigo não é uma presa, eu o amo não quero machucá-lo, mas essa dor tá cada vez mais forte, estou ficando desesperado. “
― Yutaka, se acalme, limpe a mente, tente se controlar. Concentre-se isso pode fazer você se arrepender depois, seja mais forte que seu instinto tente resistir. _ A voz de Daigo ecoa nos meus ouvidos, mais a fome é mais forte e ignoro seus conselhos.
Ele está esquivando em volta da pia com a mochila nos ombros falando comigo, sinto sua respiração se alterar, os batimentos do seu coração estão rápidos, ele tenta esconder mais está ficando assustado, está dando passos lentos tentando chegar a saída.
“Daigo não pode ficar tem que sair daqui o quanto mais rápido possível.”
― Vem cá Neko-chan vamos brincar! Você vai gostar chega mais perto, quero dar um cheiro no seu pescoço. Não tenha medo GRR…_ Está impossível segurar essa ânsia de querer tê-lo no meus braços.
“Kai me ajude, não estou mais me controlando, logo vou perder a razão a sede está me dominando, Daigo está em perigo ficando aqui. “
― Estou cansado agora Yutaka, brincamos outro dia quando você estiver bem mais controlado. Já tô indo embora, melhor você descansar também._ Daigo está se afastando com sua mochila na direção da porta sem tirar seus olhos de mim, ele quer fugir não posso deixar.
― Não tão rápido Neko-chan, ainda é cedo dá tempo para brincar de esconder. _ Usando minha velocidade chego na sua frente impedindo ele de se aproximar da porta da saída, pois viro a chave duas vezes trancando-a voltando para os fundos da cozinha, quero ver ele ir embora agora. — Agora você é só meu. Vem cá Neko-chan pegar a chave.
— Yutaka, não estou gostando disso, me devolva minha chave. Você está descontrolado, beba um pouco de vinho, vai ajudar a passar sede e a fome. _ Daigo tenta me dar a garrafa com vinho, apenas bato na sua mão deixando a garrafa cair dentro da pia, agora ele está assustado sinto cheiro de medo e adrenalina correndo pelas suas veias como um rato preso num labirinto ele não tem para onde fugir.
― Nada de vinho quero provar sangue fresco e quente. Neko-chan olha aqui sua chave… vem pegar como uma boa presa faz. _ O balcão da pia está nos separando, fico balançando a chave, ele estica o braço na tentativa de pegar sem sucesso, então o encaro ameaçando com minhas presas afiadas e tento agarrar sua mão.
Volto por alguns instantes a realidade e tento avisá-lo com o que sobrou da minha razão.
― Corra Daigo neko-chan, fuja de mim… se esconda… por favor sai daqui não estou mais conseguindo controlar a fome. Tenho medo que você se machuque só se lembre, eu te amo!
Foram minhas últimas palavras consciente, antes de ser dominado de vez pelos meus instintos dessa fome que tomou conta de mim, minha vontade agora é só experimentar o líquido quente vital que emana dele.
― Hora de brincar Neko-chan você corre e se esconde, mas faça isso direito se quiser viver se eu te achar vou lhe agarrar, mordê-lo e saciar minha sede. Adorei a amostra quero mais. _ Daigo me escuta e me olha apavorado e sai correndo para o salão, isso vai ser divertido….
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