Notas iniciais
Olá! Queridos Leitores (as). Estou de volta! Sentiram Saudades? Boa Madrugada! Tudo bem com vocês? Essa atualização demorou mais que o normal, mas agora será mais regular. Eu finalizei Creepy Night , espero agora me dedicar somente a Kakatte Koi. ( cruzando os dedos para não aparecer nenhum plot irresistível) O capítulo ficou tão grande, que tive que dividir em 2 parte, mas resolve várias questões pendentes. Atualização na calada da noite , para levar não bronca pelo atraso... A parte 2 pode ser atualizada mais rapidamente dependendo da repercussão do capítulo. A capa do capítulo foi feita pela capista @Bree_Lacerda todo crédito para ela. Espero que gostem... Esse capitulo foi revisado.Boa leitura.



POV OFF

Yutaka está com a carta na mão olhando como foi escrita e o papel utilizado, observando com muita admiração aquele selo de cera com brasão parecido com um desenho antigo que viu uma vez num livro de história. Provável que o vampiro que enviou a carta viveu nessa era dos reis e castelos na época antiga.

— Yukkun, só vai ficar olhando? Vamos, abra logo! — Teru fala empolgado.

— Teru-kun, você está mais interessado nela que eu. — Yutaka sorri aparecendo uma de suas covinhas. — Nem sei como abri-la sem estragar o envelope.

— Yukkun, você tem que quebrar o lacre para abrir.- Hizaki ensina como Yutaka deve abrir a carta.

— Calma ai, pessoal, vou tentar. — Yutaka segura com cuidado e força o lacre para dentro com força escutando um clique do lacre sendo quebrado.

— Então, diz quem mandou? — Teru não tá segurando sua ansiedade.

— É um cartão, tem um nome aqui: Hideto Takarai. — Yutaka lê o nome incrédulo, o músico do conselho o estava convidando para uma festa. — Por que Hyde-san me convidaria para uma festa?

— Também quero saber. Faz tempo que ele não convida um vampiro novato para uma das suas festas. — Kamijo comenta. — Ainda mais um que só causou confusão.

— Kamijo-chan, não comece... Sabe que Yuta-kun não tem culpa do que aconteceu, ele não queria ser como nós tão cedo.- Hizaki já tenta cortar Kamijo de atormentar Yutaka. — Hyde-san pode ser seu mestre, mas ele convida quem ele quiser.

— Teru-kun, ele também é seu mestre, por que não mandou a carta para você? — Yutaka pergunta refletindo sobre a escolha do Antigo.

— Hyde-san me salvou, mas nunca foi meu mestre como ele é para Kamijo-kun. — Teru faz uma pausa e continua. — Hizaki-kun e a família Versalhes que me ensinaram como ser um vampiro.

— Entendi, ele só lhe salvou e o deixou com quem ele sabia que cuidaria de um recém-criado. — Yutaka suspira e abaixa a cabeça com ar de triste. — Kai não quis aprender nada, foi embora e ficamos sozinho.

Yutaka suspira triste por ter perdido mais de um ano no restaurante sozinho, pois Kai não aceitava ser um vampiro. De quantas reuniões alegres com sua família ele foi privado?

— Yuta-kun, por que ficou triste? Você e o Kai estão bem agora, ainda podem aprender a se controlar, a fase da aceitação já passou. — Hizaki está sentado ao lado de Yutaka no sofá fala carinhosamente com seu filho caçula.— Continua lendo, estamos todos curiosos, o único que já foi numa festa de Hyde-san foi o meu Kamijo-kun.

— “Tanabe Yutaka, você está sendo convidado por Hideto Takarai para participar do Halloween Night Party. Considere como sua apresentação à sociedade vampira. Junte-se a nós trazendo suas presas, vamos ter bebida quente e fresca, música ao vivo e diversão além da sua imaginação. Sábado, 31 de outubro / 21 horas. Local: Spook House Club.”— Yutaka percebe que o convite é especialmente para ele.

— Será uma festa de Halloween, acontecerá no fim do mês. Quando fui como convidado era um baile de máscaras. — Kamijo fala sobre a festa que foi na sua época.

— Não entendi essa parte de “apresentação à sociedade vampira”. Já faz um tempo que não sou mais um recém-criado. — Yuta tenta entender sobre isso.

— Yukkun, significa que só depois que você fez sua primeira vítima humana, você é reconhecido como vampiro perante a sociedade vampira. — Teru tenta explicar.

— Vítima? Eu não queria atacar Daigo-kun, perdi o controle, a fome foi mais forte que a razão, ele quase morreu. — Yutaka lembra como foi cruel com seu neko-chan.

— Nós sabemos disso Yuta-kun, mas o conselho vampiro só analisou o nível de danos que você causou na sua presa, foi pura sorte conseguirmos chegar a tempo de salvá-lo. — Hizaki fala como é a visão dos vampiros antigos.

— É normal, na primeira mordida beber em excesso e a pessoa morrer. Se você não tem um mestre para lhe ensinar, controlar a sede sozinho é bem complicado. — Yuki comenta sobre sua experiência desastrosa.

— Por você ser uma pessoa pública, um chef famoso e conhecido dos humanos, tivemos que encobrir o seu ataque como um assalto e uma tentativa de homicídio, para socorrer o seu humano. — Kamijo relata o que eles fizeram para proteger o segredo dos vampiros.

Yutaka analisa tudo que eles estavam contando e o que fizeram para lhe proteger. Tinha sido malvado e cruel com seu neko, primeiro perseguindo ele, o deixando muito assustado e o atacando sem dó nem piedade promovendo um banho de sangue. Os Antigos o classificaram como um monstro cruel e sanguinário, por isso Hyde o estaria convidando, achando que agora continuaria sendo um vampiro sedento e malvado.

— Agradeço muito por vocês chegarem a tempo de salvar Daigo-kun. — Yutaka ainda com a carta na mão reflete sobre o convite.- Hyde-san está me convidando por achar que sou um vampiro malvado, mas só foi por causa da fome, eu não sou assim.

— Meu mestre, Hyde-san, não deve estar lhe convidando por ser malvado. Acredito que ele gostou de você e como Daigo-san já trabalhou para ele, talvez ele quer que você se divirta depois do trauma. — Kamijo supõe o motivo do convite para Yutaka.

— Yukkun, por que você está preocupado com o motivo do convite? — Teru pergunta intrigado.

— Não sei, causei muita confusão com meu descontrole no restaurante, tenho medo de ir nessa festa sozinho e os vampiros não gostarem da minha presença ali. — Yutaka expõe seu medo. — Talvez eu deva recusar, tenho que me concentrar no projeto da banda e nem vou poder levar Uruha-san como meu acompanhante.

— Não se recusa um convite de um membro do Conselho Vampiro. — Kamijo está de pé ao lado de Masashi perto do sofá, fala com a voz alterada, um pouco nervoso com a hesitação de Yutaka. — Para de pensar no seu namorado humano, vamos ter um problema diplomático se você não aceitar um pedido pessoal de Hyde-san.

— Não precisa se estressar, Kamijo-kun, tudo é novo para Yuta-kun, muita informação para ele assimilar. Melhor ir com calma. — Hizaki tenta amenizar o rumo daquela conversa. — Yukkun, você não irá sozinho termine de ler o convite.

— Hã! Ah…tá. “Ps: Seu mestre Kamijo-san sabe onde fica o local. Dentro do envelope estou mandando mais cinco convites dourados para sua família lhe acompanhar na festa.” — Yutaka olha no envelope e encontra os mini-convites para sua família. — Hyde-san pensou em tudo, até parece que sabe ler mentes. Pelo jeito não irei sozinho na festa.

Yutaka tira os papéis do envelope, se levanta e entrega para Masashi e Kamijo que estavam de pé perto do sofá. Dois convites para a alegria de Teru e Yuki que estavam sentados nas poltronas avulsas em volta da mesa do centro, sendo que ambos ficaram mais empolgados que o próprio convidado. Entrega um para Hizaki que está sentado ao lado dele no sofá.

— Arigatou, Yukkun, pelo convite. Faz tempo que quero ir nessa festa. — Teru está feliz com o convite. — Hizaki-kun contou que conheceu Kamijo-san depois da festa.

— Yutaka-kun, não se preocupe com a sua segurança, estarei lá para protegê-lo se precisar. — Masashi fala pela primeira vez assim que recebe o convite das mãos do moreno.

— Yuta-chan, agradeço o convite, sei que você gostaria muito de levar Uruha-san, contudo é uma festa vampira. Apesar de ter outros músicos, não seria um lugar seguro para ele. Talvez se fosse com Daigo-san que sabe sobre nós... — Yuki comenta o fato de Uruha não saber sobre eles.

— Graças a essa festa Kamijo-kun apareceu e me salvou de três criaturas que me perseguiram depois do trabalho achando que eu era mulher só por estar de vestido e resolveram se vingar por tê-los enganado. — Hizaki comenta sobre seu encontro com Kamijo.

— Hizaki-kun trabalhava num Maid Café que fica próximo do clube onde foi a festa. Já estava quase perto de amanhecer, então decidi ir embora. No caminho até meu carro vi uma movimentação estranha no fim da rua, três rapazes estavam chutando algo no chão e senti cheiro de sangue. — Kamijo lembra como encontrou Hizaki. — Me aproximei por causa do cheiro vendo eles batendo no Hizaki encolhido no chão com seu vestido todo rasgado.

— Hizaki-kun, você nunca tinha contado como conheceu Kamijo-san. -Yutaka está atento à história, seu mestre não é tão sem coração e egoísta como ele sempre pensou.

— Então Kamijo-kun deu um jeito nos três em questão de minutos, no começo fiquei assustado, como um homem só conseguiu bater naqueles três brutamontes, lembro de ter visto um deles no chão com a garganta ensanguentada. — Hizaki pensa um pouco suspira e continua. — Pensei que ele faria o mesmo comigo. Só que ele estendeu a mão e perguntou se eu estava bem, se eles tinham me machucado muito.

— Assim que coloquei meus olhos nele, eu soube que tinha encontrado o meu parceiro para vida toda. Levei Hizaki-kun para a mansão, cuidei dos seus ferimentos e nos apaixonamos. — Kamijo conta que foi amor à primeira vista. — Então contei que era um vampiro, ele me aceitou.

— Então, depois de um tempo namorando, eu quis ser como ele. Então formamos essa família vampira musical. — Hizaki conclui sua história. — Tudo graças a essa festa de Hyde-san.

Kamijo se aproxima de Hizaki sentando na beirada do sofá, fazendo carinho nele, passando a sua mão no cabelo e se inclinado para lhe dar um beijo carinhoso. Yutaka fica envergonhado ao ver os dois juntos tão perto dele.

— Na época eu já devia ter uns 10 anos que era um vampiro, meu mestre me convidou para participar de outra de suas festas, dessa vez o tema era baile de máscara. — Kamijo comenta quando foi a festa. — Bebi e dancei com algumas pessoas na festa, mas não me interessei por nenhuma delas, foi depois do baile que encontrei minha princesa: Hizaki-kun.

— Lembro como se fosse ontem, nem parece que faz 20 anos que isso aconteceu. — Hizaki olha com carinho para Kamijo enrolando seus dedos nos cabelos loiros cacheados. — Alguns anos depois, Hyde-san trouxe Teru-kun para se juntar à família. Masashi-san e Yuki-san se juntaram quando fomos ensaiar na produtora de Hyde-san.

— Então quando Kamijo-san me trouxe não precisavam de baterista, afinal Versailles tinha Yuki-san. — Yutaka analisa a história contada por Kamijo. — Por que me acolheu?

— Yukkun, na época eu ainda não era fixo no Versailles, tocava só quando precisavam fazer um show. — Yuki explica — Então quando você decidiu estudar gastronomia para ser chef, eu me tornei membro fixo da banda.

— Yuta-chan, lógico que lhe acolhi, você precisava de uma família e seu sorriso é encantador. — Hizaki responde para Yutaka.- Além de ser talentoso na bateria e um ótimo Chef. Me apeguei a você assim que lhe conheci.

— Hizaki-kun, assim fico envergonhado com esses elogios. Só causei confusão e dei trabalho querendo seguir com o restaurante. — Yutaka pondera suas decisões. — Posso ser bom na bateria, mas sou uma fraude como chef agora que sou um vampiro.

— Só por que agora você não pode experimentar a comida, não significa que é uma fraude. — Hizaki rebate seu comentário. — Yuta-chan você estudou muito e sabe cozinhar perfeitamente, o restaurante é um sucesso por causa das suas receitas. Tanto que Uruha-san gostou do Kai por causa do mousse de vinho.

— Uruha-san sempre que aparecia no restaurante elogiava o meu doce como seu favorito. — Yutaka tem uma lembrança feliz do guitarrista. — Só sinto não poder compartilhar com ele a minha especialidade, pois meu corpo rejeita comida. Kamijo-san, porque me tornei um vampiro antes do que havíamos combinado?

— Pronto, estava demorando. Estou aqui abrindo meu coração contando um momento de felicidade que foi a festa que me ajudou a encontrar meu amor... — Kamijo se exalta com a pergunta de Yutaka. — Você vem reclamar que não pode compartilhar comida com seu namorado humano. Siga o exemplo do Hizaki-kun, conte para ele e se Uruha-san lhe amar mesmo vai aceitar o que você é, e talvez querer ser igual a você para ficarem juntos para sempre.

— Kamijo-kun, nem tudo é tão simples como você pensa. E se ele não me aceitar como Daigo-kun? — Yutaka tenta entender — Muito bonita a história do amor de vocês, mas você mudou a conversa e não respondeu minha pergunta.

— Cansei dessa reunião de família, está ficando dramática demais. Vamos, Hizaki-kun, me acompanhe, quero descansar, foi um dia cansativo. — Kamijo se levanta do sofá, de mãos dadas a Hizaki que o acompanha, deixando Yutaka sozinho sentado. — Yutaka-san, apenas aprenda a controlar sua sede para ir na festa, e deixar o conselho satisfeito sabendo que não vai mais causar problemas.

— Oyasumi, Yuta-kun, bom descanso. — Hizaki se despede.- Para vocês também Teru-kun, Yuki-kun e Masashi-kun. Até amanhã.

Os dois se afastam do grupo da sala indo na direção do quarto, abraçados e felizes. Yutaka ficou no sofá pensando e olhando para os irmãos sem reação com a saída de Kamijo enrolando sem responder sua pergunta.

— Teru-kun, por que ele faz isso? Nunca me responde quando pergunto por que ele me fez um vampiro. — Yutaka pergunta a Teru.

— Yukkun, não sei o que dizer, quando aconteceu eu não estava na mansão, não me lembro agora onde fui naquele fim de semana. — Teru comenta. — Hizaki-kun sempre foge do assunto dizendo que quando chegar a hora Kamijo-san vai contar.

— Só lembro que foi num fim de semana, eu estava numa entrevista em uma rádio. — Yuki fala. — Kamijo-san chegou a cancelar alguns shows com medo da punição do conselho.

— Yuta-kun, na época só Hizaki e Kamijo estavam aqui na mansão, quando voltei você já era um de nós. — Masashi conta sua versão. — Tentei conversar com Kamijo-san, ele estava muito nervoso e com medo que você pudesse morrer com aquela greve de fome.

— Então é um segredo dos dois, Kamijo-san tem atitudes muito duvidosas para mostrar que se importa comigo. — Yutaka suspira. — Vai ser difícil descobrir se eles não contarem. O jeito é me preparar para a festa então.



Yutaka sorri, deixando aparecer suas covinhas, tentando aliviar o clima que havia se formado. Seus irmãos também sorriem olhando para o convite, o melhor mesmo é pensar na festa do Hyde que promete ser inesquecível.

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POV Yutaka

Agora que Daigo neko-chan foi embora para casa dos seus pais passar esse mês de férias e o restaurante ainda está em reforma, sobrou tempo para me dedicar à banda. A licença que a gravadora me concedeu já está acabando. O the Gazette está com um single e um álbum novo para lançar para marcar seu retorno à cena musical. Como seu novo baterista, já atrapalhei a banda com o problema do assalto ao restaurante.

Ainda bem que a história oficial teve uma boa aceitação e a perícia técnica liberou o restaurante e a investigação não encontrou o assaltante. Hizaki está cuidando de tudo, deu folga de duas semanas para os meus funcionários, mandou reformar o local e disse que contrataria um novo subchefe para cobrir as férias do Daigo.

Quando estiver tudo pronto, ele me disse que o restaurante poderia abrir só para o almoço, como já vinha funcionando antes. Pensei em só voltar com a noite dos artistas quando meu neko-chan voltar das férias.

Ahiru-chan ligou à noite para saber da recuperação do Daigo, então chamei Kai para conversar com ele. Quando ele veio aqui na mansão ainda não tinha me acertado com Kai.

Senti na voz do Kai que ele ficou contente que o loiro estava preocupado com ele demorar para voltar a ficar ativo. Então deixei eles conversarem em paz para esperar Kai me contar depois como foi.

Ahiru-chan gosta muito do baterista. Desde a primeira vez que ele veio ao restaurante eu sentia uma química entre eles, só que Kai era muito tímido e envergonhado, para ele declarar seus sentimentos para o guitarrista ia demorar uma vida, então dei um empurrãozinho para os dois se acertarem, apesar do Kai encarar isso como ciúmes.

O que eu não esperava era que nosso amigo e confidente fosse descobrir meu segredo e me aceitar como seu amante mesmo depois que o assustei e agora que perdi o controle por conta da fome, ele ainda disse que quer ficar com esse vampiro que o atacou. Vai entender esse amor bandido.

Depois de desligar o telefone, Kai me contou que Ahiru-chan ficou feliz por ele estar acordado e que a banda espera ele se recuperar para continuar os ensaios para o novo álbum.

— Kai, já pensou como vamos nesses ensaios?

“Yuta, que pergunta, a van vai vir nos buscar. Só espero não ser cedo demais.”

— Não foi isso que eu quis dizer.

“O que foi então, Yuta?”

— Ainda pensando como humano. Ainda não controlamos nossa fome para ficar perto deles.

“Yuta, fiquei tão feliz em falar com Uruha-san, esqueci que não dá pra passar o dia todo na gravadora sem me alimentar.”

— Imagina se estamos lá tocando de boa, e um deles se corta e o cheiro do sangue se espalha pela sala. Vai me fazer lembrar o que houve com Daigo neko-chan.

“Vou pensar melhor antes de marcar algum encontro com Uruha-san, preciso estar mais ou menos controlado para ficar perto dele.”

— Se acontecer outro descontrole ou confusão do tipo, nem HYDE-san poderá nos salvar.

Deitado na cama, fiquei tentando encontrar uma solução para aquele impasse no qual Kai e eu acabamos de analisar. A gravadora estaria cheia de humanos deliciosos e apetitosos, mas não podíamos correr esse risco. Como ser profissional sendo um vampiro que ainda não controla seus instintos.

— Kai, ainda temos essa semana para descansar, tente conversar com Ahiru-chan só pelo telefone. Se ele quiser um encontro o certo é trazer ele aqui e avisar Teru-kun para ficar de olho.

“Me parece um bom plano, Yuta. Vê se pára de chamar o meu namorado por esse apelido.

— Gomen, força do hábito. É que ele me lembra um patinho fofo.

“Meu patinho! Deixe suas mãos longe dele.”

— Só não deixe ele me chamar para algo mais atrevido, seu ciumento. Sei que ele é seu.*

“Se comporte ou conto tudo para Daigo-san que você está flertando com Uruha na ausência dele.”

— Isso não, meu neko-chan tá longe e vai ficar triste.

“Vamos perguntar a Hizaki-san, ele sempre tem boas idéias que podem nos ajudar.”

— Verdade, faremos isso. Agora vamos dormir, foi um dia cansativo, tive que me despedir do meu neko-chan.

“Oyasumi, Yutaka. Precisamos mesmo.”



Depois da nossa conversa, vou ao banheiro para um banho calmante, vestindo em seguida meu pijama, me ajeitando na cama para dormir tranquilamente, esperando não ter mais pesadelos e seguir em frente com os novos planos com a banda.

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POV OFF

Aqueles dias se seguiram com Kai conversando com Uruha pelo telefone evitando qualquer tentativa do guitarrista marcar um encontro, pois ainda estavam aprendendo a controlar sua fome e sede de sangue. Ele ainda tinha aquela semana de licença da gravadora e estava treinando com ajuda de Yutaka.

Yutaka recebia toda noite a visita de Arianne. Agora ela também conversava com Kai, ajudando-o a se controlar quando sentisse o cheiro de sangue, para assim reverter sua forma vampira para esconder do seu namorado humano.

Kai ainda não conseguia se alimentar com a mordida, sempre ficava nervoso quando as presas apareciam, chamando Yutaka para ajudar a se acalmar. Hizaki continuou com o hábito de esconder sangue no copo para alimentar Kai, para não passar o dia com fome até à noite, quando Arianne aparecia com os membros da comunidade para servir àquela família vampira.

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Depois de alguns dias treinando, Arianne fez um teste, pedindo para Yutaka apenas morder e chamar o Kai para ver como ele se comportaria, deixando a mordida no pescoço gotejando sangue.

A princípio Kai se assustou vendo a jovem tão perto e o líquido vermelho escorrendo, aguçando seus sentidos, fazendo suas presas crescerem e sua boca salivar, por um momento passando a língua sob os lábios. Sentia a adrenalina correr pelo seu corpo, causando um arrepio na sua espinha. Na sua mente queria saber por que ela estaria fazendo aquilo.

O cheiro do sangue era inebriante, era impossível resistir àquele aroma doce que entrava por suas vias aéreas, não podia deixar o instinto do vampiro lhe dominar. A jovem o estava testando, ele precisava assumir o controle e sair daquele transe de ânsia por sangue.

Kai engoliu seco olhando fixo para ela, em seguida para o sangue, passando a língua por suas presas. Por um lado, queria provar do líquido quente, mas sentia-se compelido a rejeitar aquilo, mostrando que tinha controle das suas ações. A sede não ganharia dessa vez.

Afastando-se dela, Kai respirou profundamente e fechou os olhos, que deviam estar vermelho fogo, acalmando sua respiração, aos poucos foi voltando ao normal, não sentindo mais suas presas. Abriu os olhos, vendo Ariane sorrindo para si.

— Parabéns Kai! Você conseguiu. Resistiu ao domínio da sede do sangue e controlou sua forma vampira.

— Nem sabia que isso era teste. O cheiro é muito forte e chega a ser irresistível dá vontade de atacar e saciar a sede.

— Acredito que deixa seus sentidos em combustão, por isso não avisei que era um teste, você tinha que sentir e decidir o que fazer.

— Acha que já posso conversar e ficar perto de Uruha-san sem medo de atacar ele, como aconteceu com Daigo-san?

— Você tem melhorado muito, agora está consciente da sua parte vampira, pode sim dar certo conversar com Uruha-san. O que aconteceu com Daigo-san, foi um caso extremo de dias passando fome.

— Você tem razão, Arianne. Agora não rejeito mais que sou um vampiro mas ainda não consigo morder, apesar de termos a sede sob controle. Nada de passar fome por achar que ainda posso ser um humano normal.

— Muito bom, Kai. Aceitação é o começo de tudo. Você já está bem controlado, pode sim arriscar um encontro com Uruha-san.

— Arigatou, Arianne, por ter paciência comigo. Sempre tive medo de confiar nas pessoas, por isso sempre me isolei em vez de pedir ajuda.

— Por nada, não foi tanto trabalho assim, você e Yutaka foram ótimos aprendizes. Agora é só se divertir um pouco com seu namorado.



Kai sorri com a notícia que poderá enfim ter um encontro com Uruha sem o medo excessivo de colocar a vida do guitarrista em perigo. Arianne se despede dele, Kai agradece por ela estar ali para ajudá-los e manter eles alimentados evitando um problema de descontrole por causa da fome.

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POV Kai

Aquele teste da Ariane me deu um ânimo incrível, agora eu já estava controlando meus instintos de vampiro sem precisar chamar Yutaka para ajudar a me acalmar. Me sentia vitorioso e esperançoso.

Quando Uruha-san me ligar, vou perguntar se ele quer ensaiar a música nova comigo. Yutaka quem sugeriu essa idéia, pois tem um estúdio aqui na mansão que o Versalhes usa para treinar para os shows e novas músicas.

Yuki-san tem me ajudado durante esses dias que ainda estou de licença, ele me deu ótimas dicas, foi muito bom treinar com ele.

Pensando agora, se Uruha vier me ver, preciso servir algo para ele comer. Seria muita falta de educação não oferecer nada. O que ele vai pensar de um casarão desse tamanho e não ter nenhuma comida? Já sei, vou pedir para Hizaki-san comprar uns ingredientes para que eu faça o mousse de vinho que é o doce favorito de Uruha-san, assim poderei acompanhá-lo com vinho.

Agora já é muito tarde, acredito que hoje ele não vai ligar mais. Estou com saudades dele, amanhã faço os pedidos para Hizaki e chamo Yutaka para ajudar. Ele sabe melhor como fazer o doce. Voltar a morar na mansão foi uma ótima decisão de Yutaka depois do ocorrido.

Vi o convite da festa de Hyde-san. Yutaka me contou que é uma festa vampira que o Antigo quer nos apresentar para a sociedade vampira. Ele mandou convite para toda a família. Teru e Yuki foram os que ficaram mais felizes com o convite, também lhe contou sobre a história de como Kamijo conheceu Hizaki.

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Convidei Uruha-san para ensaiar no fim semana à tarde, ele ficou muito contente que enfim eu disse sim, depois dos inúmeros pedidos dele. Me sinto mais confiante agora e posso encontrar com ele sem medo de atacá-lo.

Yutaka me ajudou fazendo o mousse de vinho, já deixando pronto na geladeira para apenas montar no dia seguinte na base enfarinhada de bolacha. Mexer com a massa deixou Yutaka um pouco deprimido, pois ele lembrou das brincadeiras na cozinha com Daigo-san. Dei a idéia dele ligar para ele, saber como estão as coisas, para assim ir diminuindo um pouco sua saudade.

Esperar pelo dia do encontro está aumentando a minha ansiedade, só de pensar que vou ficar perto do guitarrista, meu rosto fica vermelho. Ainda sou muito vergonhoso para isso que chamam de amor. Meu corpo sente muita atração por ele, me traindo com sensações diversas.

De certa forma eu fiquei com vergonha de chamar ele para um encontro, então envolvi o nosso trabalho no meio. Acredito que ensaiando será bom para eu me soltar um pouco e ficar desinibido para conversar com ele. Qualquer coisa tenho um bom vinho tinto para me ajudar a criar coragem para beijá-lo.

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Notas finais
O que acharam do convite para festa vampira? Tivemos muitas informações sobre aos passados de cada um: Agora sabemos como Kamijo conheceu Hizaki, e suas idades como vampiro. Faltou dizer que Kamijo aparenta ter 35 anos humanos e Hizaki por volta de 25 anos. Kamijo mostrou que tem coração, deu até para não se irritar com ele. Yuki pelo jeito tbm não teve mestre, matou sua primeira bolsa de sangue. Masashi ainda é um mistério. Teru foi criado por Hizaki e Kamijo . Lembrando TERU tem 15 anos e Hizaki 20 anos como vampiros. Mais uma vez Kamijo fugiu da pergunta de Yutaka. Ariane sendo super amiga, psicóloga e bolsa de sangue de Yuta/Kai. Esse encontro com Uruha parece promissor. Deixem suas teorias nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Capítulos novos assim que ficarem prontos. PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit