Kakatte Koi

23 O Convite - parte 2 (Revisado)


Notas iniciais
Olá! Queridos Leitores (as). Tudo bem com vocês? Não houve muita procura pelo capítulo anterior, mesmo assim estou postando a parte 2 desse capítulo está dentro do prazo de 15 dias. Espero que gostem desse encontro entre o Kai e o Uruha. A capa do capítulo foi feita pela capista @Bree_Lacerda todo crédito para ela. Esse capítulo foi revisado. Boa Leitura

POV Uruha

Nem acreditei quando Kai me chamou para ensaiar junto dele na sua nova residência. Desde o ocorrido com o restaurante ele vem apenas conversando pelo telefone, rejeitando cada tentativa de visitá-lo, acredito que ele ficou bem traumatizado com o assalto, ele viu o seu amigo ser atacado e quase morrer, não é algo fácil de se esquecer em poucos dias.

Kai comentou que sua família chamou uma psicóloga para conversar e ajudá-lo com os pesadelos que ele estava tendo, atrapalhando seu sono e aumentando sua ansiedade e o medo de interação com outras pessoas. Preferi não forçar um encontro deixando ele passar por esse turbilhão de sentimentos até se sentir melhor, sempre apoiando ele e mandando boas vibrações. O pessoal da banda, assim como eu, estamos torcendo que esse evento apenas se torne uma lembrança ruim e nosso baterista volte com força total.

Não posso negar que estava um pouco nervoso e apreensivo com esse ensaio, com certeza Kai ficou com vergonha de falar que era um encontro, estou com muita saudade dele, minha vontade é de abraçá-lo e não soltar mais para que todos seus medos e aflições desapareçam para que ele nunca mais ele sofresse assim.

O importante é que ele me pareceu bem melhor, na nossa última conversa. Kai é bem restrito sobre seu passado, o qual foi meu choque saber pela imprensa que o amado chef era órfão e que Kamijo-san era seu tutor legal, ele gostou do jovem tocando num bar e o convidou para banda. Kai então foi adotado pela banda mesmo não fazendo parte dela como projeto inicial.

O motorista avisa que chegamos ao casarão do Versailles, estava tão concentrado nos meus pensamentos que nem percebi que o veículo parou. Assim que ele abriu a porta percebi que estava na garagem do casarão. Kai estava me esperando, me ocorreu um frio repentino na barriga, como se eu fosse um adolescente no seu primeiro encontro. Será que ele estava nervoso também ?

Segui o caminho até a porta ainda me lembrava onde era mesmo vindo só uma vez com a banda, visitá-lo no dia seguinte ao ocorrido. Nem precisei bater a porta se abriu sendo Teru-san que estava segurando aberta para minha entrada.

— Konnichiwa, Uruha-san.

— Konnichiwa, Teru-san.

— Fez boa viagem? Sei que mora um pouco longe.

— Sim, foi muito boa, deu para apreciar a paisagem... Na verdade, acho que vocês moram distantes do centro, não eu.

— Vendo por esse lado o nosso casarão fica numa área mais voltada para o interior da cidade, fugindo do barulho e das luzes do centro.

— Minha casa também fica um pouco distante do centro por causa daquela agitação de pessoas o tempo todo.

— Entre por favor, Kai-san estava muito ansioso que a hora não passava, que foi treinar um pouco.

— Kai-san sempre fica nervoso com qualquer coisa que não consegue controlar. Como ele está de verdade, Teru-san?

— Melhor agora, a terapia está lhe fazendo bem, ele não reclama mais que tem pesadelos.

— Fico muito feliz ouvindo isso, Kai-san é uma ótima pessoa e não merecia o que lhe aconteceu.

— Kai-san é muito bom mesmo, é meu irmão do coração, queria saber como protegê-lo de todo mal. Venha, Uruha-san ele está no estúdio, vou lhe mostrar o caminho.

— Arigatou, Teru-san. Que bom que ele não ficou sozinho no restaurante.

— Kai-san é meio cabeça dura, foi preciso um incidente para ele aceitar a ajuda da família e voltar para casa.

Dou uma risada entre os dentes do comentário de Teru-san, o moreno ainda agia como se fosse órfão que não tinha ninguém para ajudá-lo tentando carregar a culpa pelo acontecido sozinho. Atravessamos uma sala enorme, depois subimos uma escada, passando por outra sala, e chegamos ao local do estúdio. Tudo naquele casarão era enorme sem contar as muitas salas, a escada no hall de entrada, devia ter muitos quartos também.

O estúdio era idêntico ao de uma gravadora até melhor se for ver, havia todo tipo de instrumentos, uma coleção de guitarras maravilhosas maior que a minha, os baixos também eram lindos todos alinhados em sua maioria eram todos do último modelo.

Fiquei maravilhado com aquela coleção e ainda mais com meu moreno tocando a bateria todo distraído do mesmo jeito que o vi da primeira vez que ele tocou para banda, só que sem o chapéu para disfarçar que era ele. Por um tempo, observei ele tocando sem que notasse que estava ali. Teru-san pediu licença me deixando a sós com o baterista empolgado.

Assim que a música acabou, ele me viu olhando para ele encantado com seu empenho e determinação com o compromisso de treinar as novas músicas. Mesmo longe deu para ver que ele ficou envergonhado por estar sendo observado, seu rosto estava corado ele tentava esconder com as mãos e se encolhendo, então me aproximei para lhe falar.

— Você toca muito bem quando tenta esconder que está nervoso.

— São seus olhos que me deixam nervoso e não deve ouvir direto, pois estava bem fora do ritmo.

— Tem algo de errado com meus olhos? Tem certeza que posso ouvir bem e não estava ruim.

— Uruha-san, seus olhos são lindos, não tem nada de errado com eles. O som ainda não está perfeito, falta algum instrumento musical para acompanhar.

— Hummm… Sei tirar um som de uma guitarra, talvez eu possa lhe acompanhar na bateria. Já lhe disse que você tem covinhas lindas quando sorri, ilumina o lugar.

— Uruha-san, por que está muito bem vestido, até mudou a cor do cabelo para um tom de chocolate. Certeza que veio para ensaiar?

— Então na verdade depois do ensaio, tem um encontro com meu namorado… eu acho. Já vim preparado para isso.

— Acredito que seu namorado vai gostar muito, Uruha-san está impecável, as fãs cairiam aos seus pés só de você piscar para elas.

— Acha mesmo que ele vai gostar? Minha produção foi toda para ele e não para as fãs, faz um tempo que não o vejo, estou com muita saudade…

— Sério mesmo!? Que você ficou com saudades de mim, mesmo sendo todo problemático?

— Kai-san quando você vai dar crédito às suas qualidades em vez de algum defeito. Estou com muita saudade sim, você ficou me evitando.

— Gomennasai, não queria que você me visse naquele estado de choque depois do acidente. Quer tocar uma música comigo? Só escolher uma guitarra.

— Não precisava se afastar das pessoas para se tratar, estou aqui para lhe ajudar, assim como sua família, você não está mais sozinho Kai-san, combinado? Sim, quero muito tocar com você.



Kai se levantou da bateria e se aproximou de mim, agora de pé deu para olhar melhor para ele. Seu cabelo estava mais longo liso e com mechas douradas, vestia uma blusa preta com detalhes xadrez na frente um pouco longa abaixo do quadril, calça preta e uma bota.

— Kai-san também mudou o cabelo, deixou crescer está lindo e sedoso. — Com ele perto passo a mão sobre seu cabelo fazendo carinho. — Está com a pele macia e radiante.

— Uruha-san gostou? Foi idéia de Yutaka mudar um pouco, disse que seria bom para auto-estima. Também estou com muita saudade de ti, mas tinha medo de... — Me inclino selando seus lábios interrompendo a frase, ele precisa ter mais confiança em si mesmo. Kai se assustou com o beijo repentino, mas rapidamente cedeu e mantendo ele longo e calmo, só parando para eu respirar, ele tem um fôlego e tanto.

— Eu fiquei apaixonado com seu novo look, devia escutar mais sua outra metade Yutaka, ele acertou deixou você muito mais lindo. — Kai cora com o elogio, sorrindo deixando suas covinhas a mostra. — Vamos tocar ou namorar o que Kai-san quer fazer primeiro?



— Uruha-chan, assim você me deixa com vergonha com tantos elogios. — Ele passa sua mão suavemente no meu rosto descendo pelo braço entrelaçando seus dedos com os meus me puxando. — Vem escolher uma guitarra, já que estamos aqui vamos tocar uma música juntos.



Kai é tão fofo e adorável quando não fica com vergonha, me mostrou as guitarras favoritas de Hizaki-san e Teru-san e umas novas que ainda sequer tinham sido usadas. Escolhi uma branca muito bonita com designer inovador, Kai sorriu contente com a minha escolha, me ajudando a passar no pescoço se afastou para me olhar.

— Combinou com Uruha-san, lhe deixou mais estiloso. Vamos ver se ela também é bem afinada e consegue me acompanhar na bateria. — Kai dá um sorriso maroto me instigando a desafiá-lo.

— Acredito que a bateria que vai ter que seguir os acordes da guitarra. Será que Kai-san está mesmo preparado? — Tá lançado o desafio, ele vai até a bateria e se ajeita pegando as baquetas.

— Uruha-san, tanto tempo treinando com aúdio que esqueceu que quem dá ritmo são as batidas da baquetas do baterista. — Batendo as baquetas de madeiras uma na outra Kai dá o ritmo da música Filth in the Beauty . — Está preparado? — ele suspira fundo e dá o grito que é sua marca registrada. — KAKATTE KOI…

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O ensaio foi maravilhoso, Kai está tocando muito bem sincronizado com a guitarra, tive um pouco de dificuldade em acompanhá-lo, mas não vou contar isso para ele. Kai foi perfeito no ritmo praticamente não errou nada, tocamos Chizuru, Agony e Hyena.

Fizemos uma sincronia entre guitarra e a bateria, meu cabelo deve ter ficado todo bagunçado, mas foi ótimo passar aquela tarde tocando com ele, depois da última música parei para beber uma água que estava ali perto. Kai parecia incansável e ficou bem empolgado e mais solto.

— Acho que exageramos, era para ser só uma música. — Kai olha para mim sorrindo, ele está radiante.

— Acredito que foi na medida certa, uma prévia de como seria num show ao vivo. — Sorrio bebendo um pouco da água para recuperar o fôlego.

— Então já chega de ensaio por hoje, Uruha-san. — Kai deixa as baquetas se levantando vindo até mim. — Vamos beber para comemorar.

— Adorei essa forma de comemorar, estou sempre pronto para beber. — Retiro a alça da guitarra guardando ela no suporte.

— Venha, preparei uma surpresa que você vai gostar muito. — Kai me abraça e me dá um selinho.

— Uma surpresa? Tomara que seja de comer. — O ensaio fez bem para ele a timidez passou.

— Pode ser que sim, conheço um chef que cozinha muito bem. — Kai vai caminhando para uma das salas. — Quer conhecer onde vou morar agora?

— Se for o mesmo chef que estou pensando… — Olho para ele esperando sua reação. — Sim, é bem grande e tem muitas salas, deve ter muitos quartos também.

— Uruha-san, meu quarto aqui é bem maior e mais bonito que o do restaurante... — Kai para um pouco de falar depois desse comentário. — Vamos beber primeiro, depois se você quiser te levo lá para conhecer...

Kai ficou corado e meio envergonhado por falar sobre o quarto, imagino que ele estava tentando ser descolado, depois percebeu que falou algo atrevido. Queria muito perguntar por que ele deixou todo esse luxo que é esse casarão para morar no quartinho simples no restaurante. Mesmo depois do sucesso como Chef famoso, ele continuou sozinho lá.

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Chegamos numa sala com um sofá de couro em forma de U com uma mesa na frente como se fosse de restaurante. Em cima da mesa havia um balde de gelo com um vinho, copos, pratos e talheres para um encontro a dois, Kai já tinha planejado tudo.

— Que fofo! Foi você que decorou?

— Sim. Gostou da surpresa?

— Adorei, bem criativo.

— Praticando para quando o restaurante voltar a funcionar.

— Acredito que logo tudo vai voltar ao normal.

— Sim, já está dando certo. Por favor sente-se, eu escolhi um vinho tinto suave especial da adega: Faith 666 Cabernet Sauvignon, é o favorito de HYDE-san.

— Com certeza vou gostar, adoro um bom vinho gelado ainda mais sendo o favorito de um cantor tão famoso e ter alguém tão charmoso para degustar ele comigo é muito melhor.

— Uruha-san sempre fazendo elogios, me deixa sem saber como reagir. Se quiser pode servir fica à vontade, também quero degustar ele com você.

— Kai-san não precisa ficar com vergonha, é muito bom no que faz, só precisa aceitar os elogios. Pode deixar farei isso, muita linda essas taças para vinho. São de cristal?

— Isso é tudo novo para mim, ter alguém me agradando e elogiando meu trabalho. Hizaki diz que o vinho na taça de cristal tem seu sabor e aroma mais intensificados, se você passar o dedo na borda vai sentir ela vibrar.

— Muito sábio ele, parece que acertou o aroma fica mesmo mais apurado e dá para ouvir a taça emitir um som. Gostei da sua escolha, tem um aroma bem diferente, não consegui identificar ainda.

— Essa safra é muito boa, experimentei quando estava na cozinha fazendo o seu doce favorito.

— Sério!? Que Kai-san fez uma sobremesa só para mim?

— Especialidade do chef : Mousse de vinho para meu amor.

Não resisto aos encantos dele, essa declaração foi tudo para mim, deslizo no sofá bem mais perto dele para lhe dar um beijo em agradecimento, por ele se importar com o que vou gostar ou não. Kai fecha os olhos seguindo com o nosso beijo casto, calmo e demorado com um leve gostinho de vinho que aos poucos ele dá passagem para a língua aprofundando nosso contato. Seus lábios são tão macios e fofinhos, muito fácil de ser perder com a textura deles. Só paramos por que o ar foi necessário, senão ficaria grudado nele para sempre.

— Uruha-chan sempre me surpreende com seus beijos, outro assim pode me fazer perder o controle. Melhor pedir a sobremesa logo.

— Não seria ruim, estou com muita saudade acumulada, quero aproveitar ao máximo essa tarde com meu amor Kai-san.

— Ah…! Uruha-chan estou com muita saudade, que chega não caber no peito, melhor ir com calma senão pode ser perigoso.

— Estou disposto a enfrentar esse perigo, se for para diminuir a pressão que sinto aqui no peito. Se soltar um pouco faz bem.

Nossa conversa é interrompida quando um rapaz de uniforme entra na sala com a bandeja na mão, não sei quando Kai fez o pedido, talvez combinou com o ele previamente para servir algum tempo depois que entramos na sala. Kai agradece, ele deixa a bandeja de prata com tampa redonda na mesa na minha frente.

— Abra sua surpresa. — Kai dá um sorriso maroto.

— Nossa! Kai-san está cheio de novidades. — Levanto a tampa e uma linda sobremesa decorada está no prato.

— Faz tempo que não lhe vejo quis fazer algo especial. — Kai dá um gole no seu vinho me olhando.

— Como sempre perfeita Kai-san. Arigatou. — Com a colher do lado do prato experimento o doce sob o olhar apreensivo dele.

— Eu que agradeço por Uruha-san ser tão paciente e bom comigo, merece muito mais. — Ele fica corado com seu próprio comentário.

— Para com isso! Kai-san precisava de um tempo para assimilar o trauma que sofreu, só tive que esperar você melhorar. — Kai bebe mais pouco para esconder sua timidez que sempre surge quando fala de seus sentimentos.

— Arigatou, Uruha-chan. Estou bem melhor mesmo agora, só de saber que Daigo-san aceitou as férias para se recuperar é mais reconfortante. — Não deve ter sido fácil para ele ver o amigo Daigo-san no hospital, foi muito traumático para os dois.

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Ofereci um pouco do doce, mas ele recusou falou que não queria estragar o encontro como da outra vez, ia me acompanhar só com o vinho. Espero que o seu problema de estômago não tenha se agravado com o incidente.

Depois que terminei a sobremesa, voltamos aos beijos ele estava mais solto até um pouco mais atrevido, nossos beijos ficaram bem mais intensos e fogosos aumentando muito a nossa excitação e matando a saudade.

Suas mãos estavam bem geladas e deslizantes, sentia-as subirem e descer nas minhas costas me arranhando, sem nosso beijo pausar. Minhas mãos passavam pelos seus braços e vez por outra por seus cabelos sedosos. Quando me dava a chance de recuperar o fôlego, explorava outras regiões como meu queixo, pescoço, ombros e lóbulo da orelha que fazia questão de beijar e dar umas mordidinhas na ponta. Sentir a sua respiração ofegante bem como a sua língua no pescoço, estava me deixando em êxtase, parecia que ele me preparava para ser seu jantar, aquilo estava me levando a loucura que chamei seu nome no meio da excitação.

— Ahhh…! Yuta-chan faz assim não, me arrepio todo. Você tá muito fogoso, já deve ser efeito do vinho.

— Seu perfume natural é muito intenso, está muito difícil de controlar meu instinto, meu desejo é ...

— Por que se controlar, Yuta-chan estamos só nós aqui, você também é muito perfumado… Qual seria seu desejo mais profundo?

— Não devia me provocar assim, Ahiru-chan sabe que não resisto ao perigo que é encostar na sua pele dá vontade de querer prová-lo, o mesmo acontece com seu cabelo macio tocá-lo e senti seu perfume é uma perdição...

— Esse apelido… uhmm… Yutaka?

— Sim, você me chamou… em vez do seu namorado. Ahiru-chan está tão lindo, perfumado absurdamente pecaminoso… Kai-san tem ciúmes de Ahiru-san, vai ficar bravo comigo se souber…

— Isso ainda é muito confuso. Kai-san não é só um apelido para banda, igual Uruha? Yutaka é seu nome, assim como Kouyou é o meu estou certo?

— Kouyou ahiru-chan, Kai tentou explicar que dividimos o mesmo corpo, não apenas um apelido é o nome dele, como o meu é Yutaka. Achei que tinha entendido quando veio me ver depois que voltei do hospital. Tudo em você é gostoso, suas coxas, seus braços, seus lábios, muitos pensamentos impuros estou tendo com você aqui na minha frente, meu desejo de possuí-lo é imenso, só que Ahiru-chan é namorado do Kai.

— Ainda não tinha interagindo com os dois ao mesmo tempo, então vocês não têm uma dupla personalidade? São duas pessoas diferentes e distintas, que habitam esse lindo corpo... um é tímido e outro é atrevido. Nem sei se isso faz sentido, acho que bebi demais…

— Ahiru-chan, bebeu demais e não faz sentido. Kai é minha metade introvertida sendo eu a outra metade extrovertida, da mesma pessoa no mesmo corpo. Entendeu?

— Yutaka, agora eu entendi sim… uma pessoa com um outro “eu” que se completam nesse corpo gostoso e cheiroso...

— Kai tem ciúmes de Uruha-san. Por isso deve ter cuidado se chamar Kai pelo de nome de Yutaka. Eu vou aparecer e posso querer brincar com você e ir mais a fundo com nosso contato. Se Kai souber vai brigar comigo por roubar o namorado dele.

— Vou ter mais cuidado, amo demais o Kai, ele é cuidadoso e muito carinhoso. Mas eu também gosto do jeito que Yutaka brinca comigo é mais atrevido e provocante, sem aquele sentimento de culpa e medo de se arriscar que o Kai tem.

— Ahiru-chan, você é um pedaço de mal caminho que eu gostaria de provar, mas estou de boa com o Kai e prometi que não ia tocar no patinho dele, não quero ele bravo comigo. Será nosso segredo essa conversa.

— Yutaka devo estar bêbado para concordar com isso, então não contarei ao Kai que lhe chamei no meio do nosso namoro. Quando posso lhe chamar para brincar?

— Ahiru-chan, é muito safado e pervertido querendo brincar comigo escondido do Kai… Desde que não provoque ciúmes no Kai, pode me chamar quando não estiver namorando o Kai, mais isso pode ser perigoso. Kouyou-chan, quer mesmo brincar com fogo?

— Será nosso segredinho Yutaka, vamos brindar com esse vinho maravilhoso. Então vou chamar Kai, mas antes vou lhe dar um beijo.

— Não quero nem ver a confusão que Ahiru-chan vai provocar, querendo ficar com nós dois... mais tô amando isso, vai pegar fogo… Uhummm.... Vejo que gostou da minha sobremesa, preparei com muito carinho para você...

— Vocês dois são um combo completo, um cozinha super bem e outro toca perfeitamente bem.

— Melhor chamar o Kai antes que ele descubra que estou ativo. Até mais Ahiru-chan.

Acho que me meti numa confusão com esses dois num corpo só. Yutaka se despediu com o beijo lento e calmo que lhe dei. Para depois chamar pelo Kai, fui beijando seu pescoço e a ponta da orelha com ele fez comigo, senti ele se arrepiar e chamei novamente com uma voz mais aveludada, ele correspondeu me beijando. Assim passamos a tarde e a noite namorando, bebendo e guardando o meu segredinho com sua outra metade Yutaka.

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Notas finais
Gostaram desse encontro do Uruha com Kai? O que vocês acham do Uruha provocando Yutaka? Qual as expectativas para a festa? Deixem suas teorias nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Capítulos novos assim que ficarem prontos.